NOSSA HISTÓRIA
NOSSA HISTÓRIA
Grupo Espírita Mensageiros da Luz
CNPJ 13.117.936/0001-49
Fundada em 18 de junho de 1985 . Nossas atividades se iniciaram na sede do Clube Cultural dos Violeiros de Gravataí onde fomos recebidos com muito carinho e respeito. Ali desenvolvemos os trabalhos de estudo doutrinário e formação de grupos de trabalhos. Procedente do Grupo Espirita Nosso lar em Gravataí, onde participei por 4 anos como voluntário e palestrante, eu, Carlos Eduardo Muller, resolvi fundar nossa casa espírita no Parque dos Anjos . Foi uma tarefa executada com muita alegria e acompanhada de pessoas interessadas em desenvolver um grupo de estudos para que posteriormente a casa prestasse atendimento ao público. Nosso grupo contou inicialmente com a irmã Bernadete Antunes, irmã Kátia Pisoni, irmã Maria Guiomar, irmã Ieda R. Rosa, irmã Elisabete, irmão Miguel Cardoso, irmão Everton da Silva Cardoso, irmã Eni, e dirigindo as atividades eu, Carlos Eduardo Muller. Foram 13 anos de muito aprendizado neste local, e nenhuma dificuldade nos impediu de impulsionar cada vez mais a Doutrina Espírita, pois somente através de muito esforço conseguiríamos atingir nosso objetivo: Ter uma casa Espírita com irmãos preparados espiritualmente e conhecedores da doutrina ditada pelos espíritos a Allan Kardec. Só o fato de manter um grupo em plena atividade ja era uma vitória. Todos sabíamos das responsabilidades em conduzir um trabalho 100% filantrópico. Como em todas as casas espíritas, tambem a nossa sofria e sofre com a rotatividade de colaboradores, fato compreendido por todos nós espíritas. Foram muitos os colaborabores que passaram e contribuiram de alguma forma para o crescimento do grupo. Por opção, alguns foram em busca de outros grupos e outros não conseguiram acompanhar as atividades pelo tamanho da responsabilidade que nos é dada.
Neste período criamos o programa " UM DIA SÓ PRA MIM " normalmente promovido a cada ano. São encontros promovidos com intuito de reunir pessoas da comunidade e outros grupos espíritas durante um dia inteiro com palestras variadas e trocas de informações e sugestões pelos participantes. Neste dia todos se manifestam de alguma forma no sentido de fortalecer os laços que nos unem. O primeiro encontro foi realizado na casa da irmã Eni onde tivemos a participação de aproximadamente 60 pessoas da comunidade e outros grupos. A partir deste, passamos a executar o programa anualmente. Dentre os palestrantes que nos auxiliaram nestes encontros tivemos Nazareno Feitosa procedente de Brasília DF, que aproveitando nosso evento tambem promoveu palestras em casas espíritas de Porto Alegre . Tambem contamos com a participação do dr. José Carlos Pereira Jotz que nos brindou com esposições tendo como tema medicina e saúde .
Em 1998 surgiu a oportunidade de mudança de endereço. Foi só a partir deste ano que conseguimos então organizar melhor as atividades do grupo. Foi uma experiência valiosa. Promovemos a partir de então campanhas de arrecadação de roupas e alimentos para irmãos em dificuldades e quando possível fazíamos o Sopão Comunitário para famílias mais nescessitadas.
Mas foi somente em 31 de julho de 2007 que o Grupo Espírita Mensageiros da Luz foi definitivamente registrado , tendo então uma diretoria formada e um estatuto social . Nesta data em assembléia realizada com a participação de 30 pessoas foi dado posse após votação unânime a diretoria da Sociedade Espírita Mensageiros da Luz, tendo como Presidente a irmã Maira Kubaski de Arruda e como vice Carlos Eduardo Muller. Participaram desta Assembléia , votaram e foram considerados oficialmente Sócios Fundadores as seguintes pessoas: Alexandre Fabichak Junior, Iliani Fátima Weber Guerreiro, Maira Kubaski de Arruda, Alex Sander Albani da Silva, Alexsandra Siqueira da Rosa Silva, Xenia Espíndola de Freitas, Terezinha Richter, Valéria Correia Maciel, Richeri Souza, Carla Cristina de Souza, Miriam de Moura, Maria Guiomar Narciso, Neusa Marília Duarte, Elisabete Martins Fernandes, Leandro Siqueira, Paulo dos Santos, Carlos Eduardo Muller, Camila Guerreiro Bazotti , Sislaine Guerreiro de Jesus, Luiz Leandro Nascimento Demicol, Vera Lucia de Oliveira Nunes, Ieda Rocha da Rosa, Marlon Esteves Bartolomeu, Ricardo Antonio Vicente, Miguel Barbosa Cardoso, Everton da Silva Cardoso, Maria Celenita Duarte, Vera Regina da Silva, Rosangela Cristina Vicente, e Bernadete Antunes. Todos os atos foram devidamente registrados em cartório e constam no livro ata de fundação, sob o número 54822 do livro A-4 com endossamento jurídico do Dr. Carlos Frederico Basile da Silva, advogado inscrito na OAB/RS 39.851.
Durante os meses de maio e junho de 2011 nossa casa promoveu com apoio da Federação Espirita do Rio Grande do Sul e da Ume, um curso de desenvolvimento Mediúnico ministrado as quintas feiras das 19 as 21 horas. Tivemos em média 40 participantes por tema ministrado com a inclusão de mais 4 casas espíritas de Gravataí , alem dos trabalhadores da nossa casa, fortalecendo desta forma os laços de amizade, assim como , o aperfeiçoamento de dirigentes e o corpo mediúnico das Casas Espíritas.
Hoje, nossa Casa Espírita assume uma responsabilidade maior e conta com grupo de estudos, atendimentos de passes isolado e socorro espiritual, magnetismo, atendimento fraterno , evangelização infantil, palestras, Cirurgias Espirituais (sem incisões), prateleira comunitária (arrecadação de alimentos e roupas para famílias carentes),, bem como leva ao público em geral informações valiosas através do nosso blog: www.carlosaconselhamento.blogspot.com
Departamentos
DIJ - Depto da Infância e Juventude
DAFA- Depto da Família
DEDO - Depto Doutrinário
DECOM- Depto de Comunicação Espírita
DAPSE - Depto de Assistência Social Espírita
DP -Departamento Patrimonial
QUEM SOU EU E O QUE APRENDÍ
QUEM SOU EU E O QUE APRENDI
Alguem que busca conquistar a confiança no ser humano para poder acreditar que o mundo pode ser melhor.Aprendi que, por pior que seja um problema ou uma situação, sempre existe uma saída.Aprendi que é bobagem fugir das dificuldades.Mais cedo ou mais tarde,será preciso tirar as pedras do caminho para conseguir avançar.Aprendi que, perdemos tempo nos preocupando com fatos que muitas vezes só existem na nossa mente.Aprendi que, é necessário um dia de chuva,para darmos valor ao Sol. Mas se ficarmos expostos muito tempo, o Sol queima. Aprendi que , heróis não são aqueles que realizaram obras notáveis. Mas os que fizeram o que foi necessário ,assumiram as consequências dos seus atos. Aprendi que, não vale a pena se tornar indiferente ao mundo e às pessoas.Vale menos a pena, ainda,fazer coisas para conquistar migalhas de atenção. Aprendi que, não importa em quantos pedaços meu coração já foi partido.O mundo nunca parou para que eu pudesse consertá-lo. Aprendi que, ao invés de ficar esperando alguém me trazer flores,é melhor plantar um jardim.Aprendi que, amar não significa transferir aos outros a responsabilidade de me fazer feliz.Cabe a mim a tarefa de apostar nos meus talentos e realizar os meus sonhos. Aprendi que, o que faz diferença não é o que tenho na vida, mas QUEM eu tenho.E que, boa família são os amigos que escolhi.Aprendi que, as pessoas mais queridas podem às vezes me ferir.E talvez não me amem tanto quanto eu gostaria,o que não significa que não me amem muito,talvez seja o Maximo que conseguem.Isso é o mais importante. Aprendi que, toda mudança inicia um ciclo de construção,se você não esquecer de deixar a porta aberta. Aprendi que o tempo é muito precioso e não volta atrás.Por isso, não vale a pena resgatar o passado. O que vale a pena é construir o futuro.O meu futuro ainda está por vir.Foi então que aprendi que devemos descruzar os braços e vencer o medo de partir em busca dos nossos sonhos.
Doutrina Espírita
sexta-feira, 9 de abril de 2010
(É bem pequenininho... Vale a pena ler)
Um rapaz pediu a Jesus um emprego, e uma mulher que o amasse muito.
No dia seguinte, abriu o jornal e tinha um anúncio de emprego.
Ele foi, viu a fila muito grande e disse: eles são melhores do que eu, e foi embora.
No caminho, um garoto lhe deu uma rosa... no ônibus ele, chateado, jogou a rosa fora.
Ao chegar em casa, o rapaz briga com Jesus:
...É assim que me tratas?
...É assim que me amas?
E vai dormir. Em sonho Jesus lhe diz: O emprego era seu, mas você não confiou e desistiu antes mesmo de lutar; aquela rosa foi eu que te dei... inspirei aquela criança a lhe dar!!! O amor da sua vida, estava sentada ao seu lado... em vez de você dar a rosa a ela, você a jogou fora.
Você entendeu como Jesus age na sua vida?
Ele abre as portas e te mostra o caminho, mas a tua fé é tão pouca que
desiste no primeiro obstáculo. Não desista... confie que Jesus pode agir na sua vida.
Os obstáculos existem para ver até onde vai a tua fé. Passe adiante... isso já será um sinal que Jesus está agindo em sua vida!!!
quarta-feira, 7 de abril de 2010
LAMENTÁVEL , MAS ..............
“Só ficamos sabendo quando chegamos ao local que se tratava de um ambiente espírita” – disse Robinho
Evangélico, Neymar disse o seguinte:
“Fiquei sabendo dos rituais religiosos (sic) realizados no local somente quando cheguei lá. Tomei essa atitude, pois tinha receio de não me sentir bem".
TEXTO DO AUTOR DESTE BLOG:
Será possível que em pleno século XXI ainda existam pessoas capazes de falar da sua religião, e crendo que serão salvos contrariando a lei máxima que Jesus nos deixou? Todo aquele que ve no seu semelhante o seu inimigo, prova para si mesmo o quanto está distante de Deus. Todos nós precisamos direcionar nossas orações para estes pobres de espírito. Cego é aquele que não quer ver. Com certeza pensaram que todos aqueles irmãozinhos deficientes lhes fariam mal. Mais deficientes são eles.
Esta colocação veio do nosso irmão Átila Nunes:
Chico Xavier dizia que se Allan Kardec tivesse dito que “Fora do Espiritismo não há salvação”, ele não teria seguido os passos da Doutrina Espírita.
Mas, Kardec disse que “Fora da caridade não há salvação”. E a gente aprende que na caridade não há excessos e que deve ser a felicidade dos que dão e dos que recebem.
O preconceito no caso de alguns jogadores do Santos superou a caridade. É uma pena. Eles teriam invadido de alegria os corações daquelas crianças com paralisia cerebral.
Mas, o preconceito é uma opinião não submetida à razão.
Pior mesmo, é quando o preconceito religioso surge de quem pensa com os pés. (quando pensa).
Para estes irmãos tão nescessitados de esclarecimentos com relação a Doutrina Espírita eu esclareço mais um pequeno ponto que talvez não esteja ao alcance de suas mentes: Eles não tem religião. Eles tem um amontoado de idéias distorcidas que dizem lhes fazer alcançar a Deus. Pobres coitados.
Religião significa RELIGAR-SE A DEUS. É tudo que não estão fazendo. Jesus nunca negou seu amor a ser algum.
De tudo isso só nos resta fazer um pedido: Rezem por estes irmãos. Rezem muito,pois estes são os maiores deficientes colocados em nossos caminhos para exercitar-mos a lei do amor, da caridade e do perdão.
Carlos Muller
EM TEMPO: “Fiquei sabendo dos rituais religiosos (sic) realizados no local somente quando cheguei lá. Tomei essa atitude, pois tinha receio de não me sentir bem".
********** AO CONTRÁRIO DO QUE MUITOS PENSAM, O TRABALHO ESPÍRITA KARDECISTA NÃO CONTEM RITUAIS DE FORMA ALGUMA.
terça-feira, 6 de abril de 2010
DELE
Chico insiste sempre que, como médium, ele é apenas um servidor imperfeito do Cristo. Quando fala sobre Ele, enternece-se e enternece:
Dele é a luz que ilumina
Dele é a face que consola
Dele é a mensagem que pacifica
Dele é a força que movimenta
Dele é a bênção que renova
Dele é o caminho que conduz
Dele é a verdade que liberta
Dele é a vida que triunfa.
Do livro MOMENTOS COM CHICO XAVIER, de Adelino da Silveira

Em apenas quatro décadas, o país mais católico do mundo se tornou a maior nação espírita do planeta. A doutrina filosófica, científica e religiosa, que acredita na comunicação com os mortos, nasceu na França com Allan Kardec, mas foi pelas mãos e pelo coração de Chico Xavier que cresceu e se multiplicou. Segundo estatísticas da Federação Espírita Brasileira, existem, atualmente, 2,5 milhões de espíritas praticantes e mais de 30 milhões de simpatizantes espalhados pelo Brasil. “Chico Xavier ampliou, explicou e desenvolveu a doutrina de Kardec. O Espiritismo até o Chico era um. Dele para cá, é outro. Ficou mais fácil”, diz Gilson Azevedo Bordallo, 74 anos, um dos fundadores da Casa Espírita Eurípedes de Barsanulfo, em Jacarepaguá. A expansão do Kardecismo se deve ao trabalho de divulgação feito por Chico ao longo de seus 92 anos. Chico Xavier foi o responsável pelo aumento dos adeptos, ele triplicou os seguidores do Espiritismo no Brasil.

O médium brasileiro se tornou o homem mais importante da doutrina espírita mundial e chegou a ser indicado ao Nobel da Paz, em 1981, numa campanha nacional concorrendo com o papa João Paulo II. Artistas como Elis Regina e Roberto Carlos se engajaram no movimento que chegou a recolher 10 milhões de assinaturas. Dois anos antes, Chico Xavier foi a estrela do programa de entrevistas Pinga Fogo, na extinta TV Tupi, a maior audiência da TV brasileira. No último programa, Chico psicografou uma mensagem ao vivo diante das câmeras. “O programa marcou a virada de Chico. Ele conquistou o Brasil ali”, diz o jornalista e biógrafo de Chico, Marcel Souto Maior. A admiração por ele segue até hoje: ontem, dia do centenário de nascimento do médium, caravanas de MG, SP, SC, GO e PR foram a Uberaba (MG) homenageá-lo.
Chico Xavier psicografou 451 obras, 39 delas publicadas após sua morte; vendeu 50 milhões de livros. Todo o valor arrecadado foi destinado às instituições filantrópicas. Com todo esse dinheiro Chico poderia viver com muito conforto, mas preferiu na simplicidade da casa onde vivia.
O crescimento do Espiritismo esta ligado a vários fatores tais como; crescimento natural da população e a busca por respostas que outras religiões não possuem. Sua ligação com a Ciências psíquicas e naturais e atualidade em todos os assuntos, filosofia racional, literatura acessivel e de fácil assimilação, além das praticas mediúnicas que vem curando doenças que a medicina tradicional ainda não tem conseguido sanar. O Espiritismo vem despertando interesse dentro de inúmeras universidades, não somente no Brasil, mas no mundo.
A máquina de escrever de Chico Xavier, onde "saiu" centenas de livros.
Os números do Espiritismo.
Em apenas 60 anos o números de espíritas no país triplicou.
1950 825 mil
1960 978 mil
1970 1,2 milhões
1980 1,5 milhões
1990 2,2 milhões
2000 2,3 milhões
2010 2,5 milhões
Renda
Possuem renda 150% maior que a média nacional.
48% dos espíritas recebem menos que 5 salários e 52% ganham mais de 5 salários mínimos.
Educação
77% têm entre 8 a 15 anos de escolaridade 10 anos a mais do que a média dos católicos brasileiros.
Simpatizantes
No Brasil estima-se entre 30 milhões de simpatizantes e mais de 10 milhões no resto do mundo.
Livros
Os espíritas fazem parte do grupo religioso que mais lê, hoje no total existem 130 editoras que colocam no mercado 300 novos títulos a cada ano. Média alta num pais onde a maioria do povo lê apenas 1,8 livro ao ano.
“O Espiritismo é toda uma Ciência, toda uma Filosofia. Quem desejar conhece-lo seriamente deve pois, como primeira condição, submeter-se a um estudo sério e persuadir-se de que, mais do que qualquer outra ciência, não se pode aprendê-lo brincando.” – Allan Kardec.
Fonte: Jornal O Dia - 04/04/2010
Federação Espírita Brasileira( FEB) e IBGE
Divulguem...
02/04/2010 - 14h07
INTOLERÂNCIA
http://esporte.uol.com.br/futebol/ultimas-noticias/2010/04/02/robinho-nao-ve-erro-em-ausencia-a-lar-espirita-e-aponta-religiao-como-responsave.jhtm
Para quem acredita que os tempos são outros e não mais exista preconceito contra o Espiritismo, informe-se do recente episódio envolvendo a equipe do Santos e seu "astro" Robinho.
De novo a ignorância e o preconceito e justamente partindo daqueles que alegam sofrer preconceito. Somente as luzes da Doutrina Espírita para clarear mentes que em pleno século XXI comportam-se como se estivissem há 600 anos, em plena Inquisição.
Seguir determinada crença é respeitável, proteção Constitucional, mas alegar uma crença para não ajudar seu semelhante e praticar a caridade, que nunca deve ter bandeiras, é assinar atestado de ignorância e principalmente de quem, se não fosse o futbol, talvez lá estivesse solicitando o que negou.
Uma crença que não esclarece consciências e não abre os horizontes da alma não cumpre com o seu objetivo.
sejafeliz
Robinho não vê erro em ausência a lar espírita e aponta religião como responsável
Do UOL Esporte
Em Santos (SP)

Maikon Leite foi um dos 11 jogadores santistas presentes no Lar Espírita Mensageiros da Luz. Na foto, ele brinca com um paciente da casa
A ausência de grande parte dos titulares santistas em uma ação solidária promovida pelo clube causa polêmica. Líder do grupo que se recusou a descer do ônibus para entregar ovos de Páscoa para os pacientes da casa Lar Espírita Mensageiros da Luz, em Santos, na tarde de quinta-feira, Robinho apontou motivos religiosos como responsável pela atitude, e diz não estar arrependido.
“Só ficamos sabendo quando chegamos ao local que se tratava de um ambiente espírita. Cada jogador tomou a atitude que achou conveniente, e acho que a religião de cada um precisa ser respeitada. Ninguém orientou a gente para que tomássemos essa atitude. Ela foi movida pela religiosidade de cada um. Isso não tem que virar polêmica” disse o atacante, em entrevista à TV Bandeirantes.
Neymar e Paulo Henrique também concederam entrevista para a mesma emissora. Eles se mostraram arrependidos e prometeram visitar a instituição brevemente.
“Cheguei em casa, conversei com o meu pai, e percebi como foi ruim a nossa postura. Jamais vou repetir algo assim, e por isso, temos que pedir desculpas” destacou Neymar.
O jovem atacante santista é evangélico fervoroso e apontou a religiosidade como a principal motivadora da atitude. “Fiquei sabendo dos rituais religiosos realizados no local somente quando cheguei lá. Tomei essa atitude, pois tinha receio de não me sentir bem. Pretendo voltar lá (Lar Mensageiros da Luz) para visitar o pessoal” justificou Neymar, que ainda apontou a existência de outros motivos.
“Isso não pode ser dito aqui. Precisa ficar fechado no grupo mesmo. Melhor nem tocarmos mais nesse assunto" comentou o camisa 17.
Já Paulo Henrique Ganso foi ao local com seu carro. Quando se encaminhava para dentro da instituição foi chamado pelos jogadores presentes no ônibus. Ganso entrou no veículo e foi convencido a aderir ao movimento.
"Foi o que o Neymar falou. Foi um motivo pessoal do elenco e que diz respeito ao grupo" tentou explicar, Ganso.
A religiosidade foi o motivo a ausência de Roberto Brum no local. O volante, no entanto, nem sequer esteve presente no ônibus santista que saiu do CT Rei Pelé com destino ao lar espírita, no início da tarde de quinta-feira. O jogador realiza frequentemente doações a diversas instituições.
“Posso garantir que não fomos pilhados pelo Brum, nem por ninguém. É uma decisão que varia de pessoa para pessoa. Não sou moleque, e arco com as conseqüências” finalizou Robinho.
Somente 11 atletas santistas participaram da ação beneficente. Felipe, Wladimir, Edu Dracena, Zé Eduardo, Arouca, Pará, Gil, Maikon Leite, Breitner, Zezinho e Wesley foram os responsáveis pela entrega dos ovos. Dorival Júnior e grande parte da diretoria também estiveram presentes no local.
Explicando...
Lembro-me de que, em 1931, numa de nossas reuniões habituais, vi a meu lado, pela primeira vez, o bondoso Espírito Emmanuel.
Eu psicografava, naquela época, as produções do primeiro livro mediúnico, recebido através de minhas humildes faculdades (1) e experimentava os sintomas de grave moléstia dos olhos.
Via-lhe os traços fisionômicos de homem idoso, sentindo minha alma envolvida na suavidade de sua presença, mas o que mais me impressionava era que a generosa entidade se fazia visível para mim, dentro de reflexos luminosos que tinham a forma de uma cruz. Às minhas perguntas naturais, respondeu o bondoso guia: - “Descansa! Quando te sentires mais forte, pretendo colaborar igualmente na difusão da filosofia espiritualista. Tenho seguido sempre os teus passos e só hoje me vês, na tua existência de agora, mas os nossos espíritos se encontram unidos pelos laços mais santos da vida e o sentimento afetivo que me impele para o teu coração tem suas raízes na noite profunda dos séculos...”
Essa afirmativa foi para mim imenso consolo e, desde essa época sinto constantemente a presença desse amigo invisível que, dirigindo as minhas atividades mediúnicas, está sempre ao nosso lado, em todas as horas difíceis, ajudando-nos a raciocinar melhor, no caminho da existência terrestre. A sua promessa de colaborar na difusão da consoladora Doutrina dos Espíritos tem sido cumprida integralmente. Desde 1933, Emmanuel tem produzido, por meu intermédio, as mais variadas páginas sobre os mais variados assuntos. Solicitado por confrades nossos para se pronunciar sobre esta ou aquela questão, noto-lhe sempre o mais alto grau de tolerância, afabilidade e doçura, tratando sempre todos os problemas com o máximo respeito pela liberdade e pelas idéias dos outros. Convidado a identificar-se, várias vezes, esquivou-se delicadamente, alegando razões particulares e respeitáveis, afirmando, porém, ter sido, na sua última passagem pelo planeta, padre católico, desencarnado no Brasil. Levando as suas dissertações ao passado longínquo, afirma ter vivido ao tempo de Jesus, quando então se chamou Públio Lêntulus. E de fato, Emmanuel, em todas as circunstâncias, tem dado a quantos o procuram o testemunho de grande experiência e de grande cultura.
Para mim, tem sido ele de incansável dedicação. Junto do Espírito bondoso daquela que foi minha mãe na Terra, sua assistência tem sido um apoio para o meu coração nas lutas penosas de cada dia.
Muitas vezes, quando me coloco em relação com as lembranças de minhas vidas passadas e quando sensações angustiosas me prendem o coração, sinto-lhe a palavra amiga e confortadora. Emmanuel leva-me, então, às eras mortas e explica-me os grandes e pequenos porquês das atribulações de cada instante. Recebo, invariavelmente, com a sua assistência, um conforto indescritível, e assim é que renovo minhas energias para a tarefa espinhosa da mediunidade, em que somos ainda tão incompreendidos.
Alguns amigos, considerando o caráter de simplicidade dos trabalhos de Emmanuel, esforçaram-se para que este volume despretensioso surgisse no campo da publicidade.
Entrar na apreciação do livro, em si mesmo, é coisa que não está na minha competência. Apenas me cumpria o dever de prestar ao generoso guia dos nossos trabalhos a homenagem do meu reconhecimento, com a expressão da verdade pura, pedindo a Deus que o auxilie cada vez mais, multiplicando suas possibilidades no mundo espiritual, e derramando-lhe nalma fraterna e generosa as luzes benditas do seu infinito amor.
Pedro Leopoldo, 16 de setembro de 1937.
Francisco Cândido Xavier
EMMANUEL – Francisco Cândido Xavier – edições FEB
(1) Parnaso de Além Túmulo
CONSULTE O BEM
O maledicente desejará que você observe, tanto quanto ele, o lado desagradável da vida alheia.
A criatura vacilante e frágil esperará que suas forças sejam quebradiças.
O discutidor aguardará seu comparecimento às disputas, a propósito de tudo e de todos.
O ingrato não se alegrará em vê-lo reconhecido aos outros.
O personalista não se regozijará identificando-lhe o respeito aos adversários.
O revoltado tentará a máscara da rebeldia ao seu rosto.
O incompreensível procurará mergulhar sua mente no fundo das perturbações.
O neurastênico pedir-lhe-á não sorrir.
O insensato reclamará sua adesão à loucura.
O homem imperfeitamente espiritualizado sempre busca igualar os semelhantes a si mesmo. Lembre-se, contudo, de que você é você, com tarefa original e responsabilidades diferentes e, se pretende a felicidade real, não deve esquecer a consulta aos padrões do bem, com o Cristo, em todas as horas de sua vida.
pelo Espírito André Luiz - Do livro: Agenda Cristã, Médium: Francisco Cândido Xavier.
BREVE ANÁLISE SOBRE O LIVRO “NOSSO LAR”
Em 1943, aos 33 anos de idade, o matuto Chico Xavier, da obscura cidadezinha de Pedro Leopoldo (MG), e tido como intermediário dos espíritos, começa a escrever Nosso Lar, o primeiro de uma série de livros narrando as experiências post-mortem de um médico que usa o pseudônimo de André Luiz, segundo o próprio para não ferir as suscetibilidades dos familiares que deixara por aqui.
Nos 16 livros que se suguiriam, temas complexos de Anatomia, Fisiologia, Fisiopatologia e outros relativos a diversas especialidades médicas são abordados sob a ótica do médico desencarnado, que não se contenta em antecipar novos avanços nas mais diversas áreas da Medicina, mas também inaugura um novo paradigma dentro das ciências médicas, onde a Mente, ou Psique, ou Espírito tem lugar diferenciado.
O mais espantoso é que tudo que disse há mais de 60 anos, hoje se cumpre ou caminha para ser realidade.
As novas descobertas na Psiconeuroimunoendocrinologia, nos conhecimentos sobre a neuroplasticidade, nos intrincados mecanismos moduladores dos neurotransmissores, da própria neuropsicologia e até da psicoterapia cognitiva não vêm confirmar a primazia desta entidade virtual chamada Psique ou Alma sobre as estruturas cerebrais normais?
O Dr. André Luiz, no prefácio desta sua primeira obra, Nosso Lar, teceu considerações sobre a sua postura de Homem do Mundo, segundo consta, médico e cientista de renome, mas que, como nós outros, pouco se abalava diante das grandes questões da vida e da morte.
Pelas Suas Palavras
“A filosofia do imediatismo, porém, absorvera-me. A existência terrestre que a morte transforma, não fora assinalada de lances diferentes da craveira comum.”
Empedernidos materialistas ou indefinidos agnósticos têm rejeitado tais revelações, tidas à conta de alucinação ou delírios do médium.
Ora, o simples fato deste abordar proficientemente temas médicos intrincados, inobstante a sua educação de curso primário, já é por si um fenômeno que mereceria, no mínimo, ser estudado.
Se tivesse nascido na Índia, o Chico seria considerado um Mestre, e teria sido objeto de consideração e estudo por filósofos e cientistas do mundo inteiro.
Ora, muito mais fantásticas e maravilhosas, além das provas de sobrevivência da alma, cujo estudo científico criterioso já se faz há mais de 150 anos, são as novas descobertas trazidas pela Física Quântica ou pela Astrofísica.
Estas, então, beiram o delírio, e seriam anatematizadas pelos dogmas científicos dos séculos XIX e XX.
Sim, permitindo-nos uma pequena digressão, vem a Física Quântica nos dizer que o que vemos e pegamos são apenas ilusões criadas pelos campos de força das micropartículas e que estas também podem se comportar como ondas; que os elétrons têm a probabilidade de estar em dois lugares ao mesmo tempo e que o modelo planetário do átomo já estaria superado; que o que vemos como real e material é tudo na verdade espaço vazio, e caso o tirássemos dentre as moléculas do maior edifício do mundo, este ficaria do tamanho de um alfinete, mas como o mesmo peso; que a matéria não passa de uma forma de organização de energia, intercambiável com esta.
Conquanto às vezes desconcertante para os nossos paradigmas, a Mecânica Quântica é considerada a teoria científica mais abrangente, precisa e útil de todos os tempos.
Quem ousaria, hoje, definir o que seja a matéria?
Os astrofísicos nos dizem agora que a matéria que vemos no Universo sob a forma de estrelas, galáxias, buracos negros etc., e que julgávamos ser tudo, corresponde a apenas uma parte ínfima da matéria existente (0,4% de estrelas e 3,6% de gás intergaláctico), contra 23% de matéria escura e 73% de energia escura, sobre as quais nada se sabe, exceto a imensa força gravitacional que exercem, estruturando as galáxias e as afastando entre si, expandindo o Universo. Isso não correponde a afirmações ou teorias abstrusas, mas a deduções matemáticas de fenômenos observáveis.
Depois disso tudo, é moleza acreditar em Deus, na sobrevivência da alma à morte do corpo e no mundo espiritual.
A matéria mais sutil é a mais real e vivemos num Universo de insuspeitáveis forças e energias, que escapam à extrema pobreza dos nossos sentidos e, por que não?, também do nosso apoucado entendimento.
E ainda nos arrogamos doutos e sábios.
Alguns até olham os “crédulos” com indisfarçável desprezo, tratando-os com condescendência e ironia.
Faz parte da pose de douto e sábio ser incrédulo. Combina e faz charme.
A propósito, para André Luiz, o choque da passagem para outra realidade, tal como pode acontecer a qualquer momento, a qualquer um, abriu-lhe os olhos para realidades que não cogitara ou preferia ignorar.
E não foi sem sofrimento que a consciência lhe cobrou uma reavaliação de valores e atitudes assumidas do mundo.
“Em momento algum o problema religioso surgiu tão profundo aos meus olhos. Os princípios puramente filosóficos, políticos e científicos figuravam-me agora extremamente secundários para a vida humana. (...) Verificava que alguma coisa permanece acima de toda cogitação meramente intelectual. Esse algo é a fé, manifestação divina ao homem.”
Há que se concluir que por fé não queria exprimir a simples adesão a um segmento religioso, mas a consideração da transcendência de nossas vidas, com objetivos mais elevados que a simples luta pela sobrevivência.
Nesta equação, a fé na existência de Deus e de um fio condutor em nossos destinos que nos aponta claramente para a evolução e o aperfeiçoamento constante do espírito, faz toda a diferença
Muda-se o referencial dos valores e a ordem das prioridades.
Em toda a sua obra, André Luiz mostra-nos, sobretudo, a realidade transcendental de que somos espíritos imortais envergando corpos físicos, com estes interagindo, influenciando-os e por eles sendo influenciados; para que com esta consciência não passemos para o outro lado assim como ele, que desabafa:
“Enfim, como flor de estufa, não suportava agora o clima das realidades eternas.”
Tal como o nosso escritor, vivemos o dia-a-dia na terra, cercados de facilidades ou de dores, preocupados com o amanhã de nossas mesquinhas necessidades, mas como se fôssemos assim viver pela eternidade.
A brevidade da vida não nos toca.
Se nós somos apenas um subproduto da matéria que milagrosamente pensa ou se somos algo transcendente e consciente que, pelo contrário, anima a matéria, são conjecturas que não costumam tirar-nos o sono.
No entanto, a cada minuto, a cada dia, mais nos aproximamos de confronto com a verdade final.
Dr. Luiz Paiva
Revista: Informação
Ano XXXIII, nº 398 – novembro de 2009
Van Moorsel, Andrade & Cia. Ltda.
FUNÇÃO DO AMOR
Na planura da mente daquele que já despertou em Cristo, é gerada uma luz nas linhas da ternura, que se chama amor, alimento da vida.
O amor exercita a alma para grandes vôos. Ele se divide para alcançar as mais elevadas aspirações, que o coração afirma.
Se queremos compreender o amor, passemos pelos caminhos
do trabalho,
da compreensão,
do perdão,
da alegria,
do carinho,
do esforço no bem,
da sabedoria,
da caridade!
Esses caminhos e outros mais nos levarão à força concêntrica do amor.
O amor é paz,
o amor é luz,
o amor é harmonia,
o amor é Jesus!
A Doutrina dos Espíritos, sendo o Consolador Prometido, é o amor de Deus pelos canais de Jesus, acordando os povos em todas as nações, para que a luz da vida esplenda na luz de Deus.
(Página recebida em 08/10/88, na E. Espírita Cristã Maria de Nazaré, Campos, RJ)
(De “Páginas Esparsas 4”, de João Nunes Maia, pelo Espírito Lancellin)
Nova Clarinada
Mensagem recebido por J. Raul Teixeira
em 07 de novembro de 1997
Os tempos de fato, são chegados.
Sobre o orbe estão todas as dificuldades, todas as tormentas, todas as lutas e agruras, mas, também, todas as oportunidades de renovação para a criatura.
Desde o gesto de ternura ao crime estapafúrdio; da poesia formosa à pornografia aviltante; da dignidade sublime ao despautério torpe; eis os quadro encontrados na presente experiência da Terra.
Somos chamados à liça. Somos convocados à luta. Somos convidados às reconstruções necessárias.
Os dias atuais são formidáveis ocasiões para que cada um de per si possa dar-se conta do nível das próprias responsabilidades no cenário humano, do que lhe compete, realmente, na esfera dos compromissos para com a vida.
O que não deve tornar-se conduta comum dos que se afinam com as propostas do Cristo é a perene justificativa de impossibilidades e de impotências.
"Tudo é possível àquele que crê", consoante os escritos do Evangelista Marcos.
O tempo que urge, impele-nos às realizações felizes, sejam os que se acham nas pelejas do mundo carnal, bem como os que já ultrapassamos as cortinas de cinzas da morte física.
Os tempos são chegados, vale repeti-lo. Mas, são chegados, exatamente, para que empreendamos, sob o norteamento da Doutrina Imortal, as tarefas improcrastináveis para a renovação da alma imortal.
Se nos empenharmos, com todas as vera, lograremos conquistas de excelência nos territórios do espírito.
Não nos parece lúcido que estejamos apresentando uma Doutrina de redenção para o mundo e nos mantenhamos amedrontados frente ao estado de violência e de viciação da atualidade.
O que estamos operando para suplantar a onda violenta e a perturbação provocadas pelas dependências químicas? Indaguemo-nos sempre.
Que orientações, que acompanhamentos, que propostas, que tarefas, enfim, estamos encetando junto às massas, junto às famílias, junto aos indivíduos, para fortalecê-los, encorajá-los, permitindo-lhes ver valores em si mesmos, sem qualquer necessidades de fugas por quaisquer meios utilizáveis?
Por que o temor de sair às ruas, de falar às pessoas em francos processos de obsessões? Por que não nos dirigir aos companheiros que se encontram atados aos postes tormentosos da prostituição? Os tempos nos exigem, agora, uma postura ativa, cristã-espírita e intensamente vibrante, para que atendamos ao bem geral.
Esse é um momento de nova convocação, de nova clarinada, não nos esqueçamos.
Estejamos atentos e unidos, para o atendimento do insistente chamado, fixados no vero ideal espiritista, certos de que o nosso destino é o da ventura, o da alegria e da paz, após os deveres cumpridos e superada a luta, com fidelidade.
Guardemos o Coração
Livro: Vinha de Luz
Emmanuel & Francisco Cândido Xavier
"O homem de coração dobre é inconstante em todos os seus caminhos." - (TIAGO, 1:8.)
Urge reconhecer que no sentimento reside o controle da vida.
Na romagem terrestre, múltiplos são os caminhos que conduzem ao aperfeiçoamento.
Fartura e escassez; formosura e fealdade, alegria e sofrimento, liberdade e tolhimento, podem aliciar excelentes possibilidades de realização humana para a espiritualidade superior.
O homem de coração nobre, porém, é infiel às bênçãos divinas em todos os setores da luta construtiva.
Se recebe talentos da riqueza terrestre, entrega-se, comumente, às alucinações da vaidade.
Se detém os dons da pobreza, liga-se, quase sempre, aos monstros da inconformação.
Se possui belo corpo, dá-se, em via de regra, aos excessos destruidores.
Se dispõe de vaso orgânico defeituoso, na maioria dos casos perde o tempo em desespero inútil.
No prazer, é incontido.
Na dor, é revoltado.
Quando livre, oprime os irmãos e escraviza-os.
Quando subalterno, perturba os semelhantes e insinua a indisciplina.
O sentimento é o santuário da criatura. Sem luz aí dentro, é impossível refletir a paz luminosa que flui incessantemente de Cima.
Ofereçamos ao Senhor um coração firme e terno para que as Divinas Mãos nele gravem os Augustos Desígnios. Atendida semelhante disposição em nossa vida íntima, encontraremos em todos os caminhos o abençoado lugar de cooperadores da Divina Vontade.
Beneficência esquecida
Reunião pública de 19-1-59 - Questão Nº 920 de "O Livro dos Espíritos".
Na solução aos problemas da caridade, não olvides a beneficência do campo mais íntimo, que tanta vez relegamos à indiferença.
Prega a fraternidade, aproveitando a tribuna que te componha os gestos e discipline a voz; no entanto, recebe na propriedade ou no lar, por verdadeiros irmãos, os companheiros de luta, assalariados a teu serviço.
Esclarece os Espíritos conturbados e sofredores nos círculos consagrados ao socorro daqueles que caíram em desajuste mental; contudo, acolhe com redobrado carinho os parentes desorientados que a provação desequilibra ou ensandece.
Auxilia a erguer abrigos de ternura para as crianças abandonadas; todavia, abraça em casa os filhinhos que Deus te deu, conduzindo-lhes a mente infantil, através do próprio exemplo, ao santuário do dever e do trabalho, do amor e da educação.
Espalha a doutrina de paz que te abençoa a senda, divulgando-a, por intermédio do conceito brilhante que te reponta da pena, mas não olvides exercê-la em ti próprio, ainda mesmo à custa de aflição e de sacrifício, para que o teu passo, entre as quatro paredes do instituto doméstico, seja um marco de luz para os que te acompanham.
Cede aos necessitados daquilo que reténs no curso das horas...
Dá, porém, de ti mesmo aos semelhantes, em bondade e serviço, reconforto e perdão, cada vez que alguém se revele faminto de proteção e desculpa, entendimento e carinho.
Beneficência! Beneficência!
Não lhe manches a taça com o veneno da exibição, nem lhe tisnes a fonte com o lodo da vaidade!
Recebe-lhe as sugestões de amor no imo do coração e, buscando-a primeiramente nos escaninhos da própria alma, sentiremos nós todos a intraduzível felicidade que se derrama da felicidade que venhamos a propiciar aos outros, conquistando, por fim, a alegria sublime que foge ao alarde dos homens para dilatar-se no silêncio de Deus.
(De "Religião dos Espíritos", de Francisco Cândido Xavier, pelo Espírito Emmanuel)
A cada um
“Levanta-te direito sobre os teus pés.” – Paulo. (Atos, 14:10)
De modo geral,quando encarnados no mundo físico, apenas enxergamos os aleijados do corpo, os que perderam o equilíbrio corporal, os que se arrastam penosamente no solo, suportando escabrosos defeitos.
Não possuímos suficiente visão para identificar os doentes do espírito, os coxos do pensamento, os aniquilados de coração.
Onde existissem somente cegos, acabaria a criatura perdendo o interesse e a lembrança do aparelho visual; pela mesma razão.
Na Crosta da Terra, onde esmagadora maioria de pessoas se constitui de almas paraliticas no que se refere à virtude.
Raros homens conhecem a desarmonia da saúde espiritual que lhes diz respeito, conscientes de suas necessidades incontestes.
Infere-se, pois, que a missão do Evangelho é muito mais bela e mais extensa que possamos imaginar.
Jesus continua derramando bênçãos todos os dias. E os prodígios ocultos, operados no silencio de seu amor infinito, são maiores que os verificados em Jerusalém e na Galileia, porquanto os cegos e leprosos curados, segundo as narrativas apostólicas, voltaram mais tarde a enfermar e morrer. A cura de nossos espíritos doentes e paralíticos é mais importante, porquanto se efetua com vistas á enfermidade.
É indispensável que não nos percamos em conclusões ilusórias. Agucemos os ouvidos, guardando a palavra do apostolo aos gentios.
Imprescindível é que nos levantemos, individualmente, sobre os próprios pés, pois há muita gente esperando as asas de anjo que lhe não pertencem.
Livro: Caminho, Verdade e Vida – Médium: Francisco Cândido Xavier – pelo Espírito Emmanuel
O Grande Doador
Ele não era médico e levantou paralíticos e restaurou feridos, usando o divino poder do amor.
Não era advogado e elegeu-se o supremo defensor de todos os injustiçados do mundo.
Não possuía fazenda e estabeleceu novo reino na Terra.
Não improvisava festas e consolou os tristes e reergueu o bom ânimo das almas desesperadas.
Não era professor consagrado e fez-se o Mestre da Evolução e do Aprimoramento da Humanidade.
Não era Doutor da Lei e criou a universidade sublime do bem para todos os espíritos de boa vontade.
Padecendo amarguras - reconfortou a muitos.
Tolerando aflições - semeou a fé e a coragem.
Abatido - curou as chagas morais do povo.
Supliciado - expediu a mensagem do perdão e do amor, em todas as direções.
Esquecido pelos mais amados - ensinou a fraternidade e o reconhecimento.
Vencido na cruz - revelou a vitória da vida eterna, em plena e gloriosa ressurreição, renovando o destino das nações e santificando o caminho dos povos.
Ele não era, portanto, rico e engrandeceu os celeiros dos séculos.
Quem oferecer o coração, em homenagem ao Divino Amor na Terra, poderá desse modo, no exemplo de Jesus, embora anônimo, aflito, apagado ou crucificado, atender à santificada colaboração com Deus, a benefício da Humanidade.
Pelo Espírito de André Luiz
Psicografia de Francisco Cândido Xavier
Mensagem Espírita
(Um Espírito Protetor)
Que a paz reine entre vós!
Filhos, procuramos atendê-los no que nos é possível, permitido... Procuramos orientá-los com conselhos, intuição, levando-os ao caminho da prece, da fé, da resignação, do amor ao próximo... Porém, é preciso que vos conscientizem da importância de vossa vontade, determinação, perseverança, da importância vital de vossa fé e vontade íntima de se melhorar. Portanto, queremos pedir a vós que procurem se questionar, se analisar a cada dia: “Será que eu fiz hoje tudo aquilo de bom que poderia ter feito? Será que eu deixei de ajudar quando deveria ou fiz mal a alguém? E meus defeitos, os reconheci hoje? Ou banquei o orgulhoso mais uma vez? Perdoei o meu próximo se houve oportunidade? Agradeci a meu Pai? Fui paciente com meu semelhante, tolerante com meu irmão? Meus pensamentos, por onde andaram? Meus sentimentos, como se portaram hoje?”
Façam irmãos, façam todos os dias essas perguntas a vós mesmos e verão o quanto nos ajudam a crescer!
Que Jesus amado possa iluminá-los e abençoá-los hoje e sempre, trazendo muita paz, muita luz, muita força e muita fé a todos vós!
fonte: Carlos Eduardo Cennerelli
domingo, 4 de abril de 2010
A diferença entre o Reiki e o passe Espírita
Sou neofito no espiritismo e agora fiz um curso (pelo meu trabalho) de iniciação ao Reiki. Neste curso haviam muitos espiritas (mas também haviam freiras, catequista, umbandista, etc).
E alguns espiritas relataram que o reiki tem algo a ver com espiritismo.
Como nunca li nada a este respeito, gostaria da opinião dos nobres colegas bem mais experientes que eu.
Mas informo que ainda sou "criança" no espiritismo (nunca fui a um CE mas é a doutrina que mais responde a minhas inquietações, além do fundo cientifico da mesma), por isto não tenho muita noção "prática" do espiritismo e no reiki fiz a iniciação (nivel 1) e ainda tenho muito a aprender e praticar.
Então pergunto, Há alguma correlação do reiki com o espiritismo ??
Obrigado desde já e desejo Paz e Luz a todos
Fmessias
Irmão fmessias
Como vc deve saber, pois é explicado no nivel 1, O Reiki é areligioso, não prega e não defende nenhuma religião ou crença para ser praticado.
O irmão já deve ter escutado o ditado popular "Tudo é força, mas, só Deus é poder". Há um grande fundo de verdade neste dito, quando o irmão começar a estudar o espiritismo irá se deparar com infomações tipo "Fluido Cosmico Universal", "Magnetismo", "Ectoplasma", "Doação de Energia" entre outros.
Existe no universo uma energia que movimenta a tudo e a todos, você ouviu isto no reiki, no espiritismo você será apresentado a ela como "Fluido Cosmico Universal". Em outras crenças ou tecnicas terapeuticas esta energia é chamada por outros nomes, mas se trata da mesma energia.
Poderia finalizar a explicação aqui para você, mas, perderia uma otima oportunidade para esclarecer muitos que nos leem.
Para você fazer o uso da energia via Reiki basta fazer o curso e ser esclarecido na sua utilização e "Sintonizado" por um mestre Reikiano, pronto você esta em uma condição melhor para captar esta energia do universo e transmiti-la as pessoas, seres vivos e coisas, até mesmo para o planeta.
Em varias religiões/crenças esta energia tambem é captada e direcionada com outras tecnicas e de outras maneiras, algumas bem simples, por exemplo: A oração é uma forma de receber e doar esta energia.
O espiritismo em particular reconhece que todos de uma forma ou de outra utilizam esta energia, consciente ou inconscientemente, alguns de uma maneira mais intensa e outros menos intensa. É explicado que estas maneiras de utilizar estas energias dependem da capacidade mediunica de cada pessoa desde o nascimento e até mesmo o seu desenvolvimento durante sua vida.
No caso abro um parenteses para explicar que mediunidade não é somente manipulação de energias.
Os mediuns a medida que desenvolvem sua mediunidade, seja pela via do espiritismo ou por outra qualquer, conseguem utilizar mais e com resultados cada vez melhores esta energia.
Em um centro espirita parte deste desenvolvimento do medium, no uso do "Fluido Cosmico Universal", depende de seu aprendizado e entendimento dos postulados espiritas, pois, ao compreender o fenomeno e as regras que o envolvem se aprimora para estar mais receptivo a esta energia, mais capaz em transmiti-la e mais preparado para direciona-la.
Este aprimoramento do medium atraves do estudos espiritas é chamado de "Reforma Intima" de forma que o individuo ao praticar em sua vida os ensinamentos adquiridos com sinceridade de propositos e de coração, ele se aperfeiçoa como ser humano e espirito encarnado, melhorando seu nivel vibracional e se tornando um "instrumento" melhor para captar esta energia.
Numa casa espirita os mediuns em melhores condições, são mais facilmente assessorados, por espiritos mais evoluidos, que o ajudam em todo o processo de uso desta energia, da melhor forma possivel conforme os necessitados que buscam ajuda nestas casas, tanto encarnados como desencarnados, neste processo acabam os espiritos potencializando não somente o uso das energias do medium, mas, tambem combinam as suas energias, enquanto "instrumentos" que tambem captam energias, com as do medium para o uso nos trabalhos do centro espirita.
Poderiamos, Fmessias, até evoluir um pouco mais o assunto, mas, vamos "digerir" estas informações antes de continuarmos.
Link do tópico:
http://portalespirito.com/forum/viewtopic.php?f=8&t=5295&p=117638#p117638
Auto-suficiência espiritual
O espírita têm em mãos um verdadeiro tesouro chamado Doutrina Espírita. Aquele que não se deixa fanatizar pelo misticismo criado em torno de médiuns ou dirigentes idólatras, tem ao seu alcance a chave da ciência oculta, vulgarização da doutrina do conhecimento. E, temos afirmado, não se pode compreender ou fazer uso deste compêndio de ensinamentos do dia para noite, depois de apenas passar os olhos superficialmente pelos livros fundamentais. Entre nós espíritas, existem irmãos que iniciaram-se na senda do progresso através de obras subsidiárias, ditadas por habitantes de colônias socorristas que, embora possuam luz, não oferecem uma idéia mais justa, mais profunda, do que seja a vida do Espírito imortal. Também não adianta ler uma ou duas dúzias de romances e depois disso declarar-se um conhecedor do Espiritismo. Se uma pessoa deseja crescer em termos espirituais, é preciso muito mais. É necessário iniciar-se na ciência da Verdade.
Os centros espíritas nem sempre são lugares seguros para o estudo do Espiritismo. Por uma série de motivos, que não cabe citarmos, boa parte das casas, que deveriam funcionar com um espírito de escola, tornaram-se pequenas igrejas. Dentre os inúmeros problemas, um deles é o hábito de se introduzir iniciantes na Doutrina dos Espíritos, pelos caminhos finais. Muita gente começa pelas obras de André Luiz, de Emmanuel, de Luiz Sérgio, de Ramatis e similares que, embora mereçam respeito, estão bem aquém das instruções deixadas pelo Espírito de Verdade a Allan Kardec. Falta-lhes o cunho da universalidade. São opiniões pessoais, que nunca tiveram a chancela do Controle Universal dos Espíritos (a maioria dos espíritas nem sabe o que é). Claro, tais livros poderão ser estudados mais tarde, porém, após a instrução fundamental, para que possam discernir o joio do trigo. Centros espíritas inteiros se deixaram guiar por orientações vindas das colônias e prepararam as pessoas para viver em "Nosso Lar".
Muitos não gostam de ouvir falar que centros espíritas podem ser entidades problemáticas. Mas é verdade. Se querem provas basta reunir os trabalhadores espíritas e propor qualquer tipo de melhoria no sistema vigente. A resistência encontrada é enorme e ninguém gosta de responsabilidades. Conseguiram convencer as pessoas que qualquer coisa que fizerem em nome do bem é caridade. Criaram uma espécie de amadorismo religioso, onde o adepto tem a ilusão de que está cheio de luzes. A grandiosa idéia veio das tais colônias socorristas, onde a maioria dos habitantes sofreram duras experiências no umbral, por causa de sua falta de conhecimento e seriedade perante a vida.
O serviço prestado por bom número de casas é de baixa qualidade. Mas quem se importa com isso? Orgulhosos e despreparados dirigentes, assistidos por guias espirituais em igual situação, ajudam a fazer de conta que tudo está maravilhosamente bem. Triste ilusão, que acaba com a morte e freqüentemente durante a vida mesmo. Conhecemos muitos adeptos que se desencantaram do Espiritismo, porque pouco de bom conseguiram obter. Obsessões e doenças nunca foram curadas, sob a alegação de que "era assim mesmo". Desilusões que poderiam ser evitadas se a doutrina fosse vista de uma maneira mais racional e objetiva, conforme instruiu-nos o Codificador.
Por esta razão, começa a tornar-se urgente a necessidade de se adquirir auto-suficiência espiritual. Não se pode depender de pessoas, sejam médiuns ou não; de líderes, sejam espíritas ou não; de centros, sejam corretos ou não, para termos paz. Deus é um pai de bondade e perfeição e nos dá hoje, com a Doutrina Espírita, todas as condições para termos a luz do Espírito, ou seja, conhecimento e moralidade em nível superior. E, certamente, não se faz necessário lermos todos os livros espíritas existentes. Aliás, bom número deles é dispensável, seja por constituírem-se em repetições do que todo mundo já disse, ou por suas condições doutrinárias e espirituais inferiores.
O espírita verdadeiro precisa ser absolutamente independente em termos espirituais. O centro espírita deve ser sua escola, o local onde encontre condições de crescimento em todos os sentidos. Mas, na impossibilidade disso acontecer, ele deve instruir-se na sã doutrina pessoalmente, na sua casa. Mais vale tentar compreender o Espiritismo em casa, que freqüentar um centro espírita problemático. Mas, não será um iniciado na ciência do conhecimento, se tentar orientar-se, por obras ditadas por Espíritos habitantes dos planos próximos da Terra. Necessita dos livros da Codificação, para formar sua consciência crítica e aprender a separar o que de bom existe nesses e em outros trabalhos. Começar pelo começo e dedicar-se ao seu crescimento interior. Eis um seguro caminho, para beneficiar-se da luz que emana dessa doutrina, sem deixar-se iludir por falsos mestres encarnados ou desencarnados, que vêm provocando danos em muitas mentes e instituições.
Texto publicado no site em 06/08/99
NovaVoz – Grupo Espírita Bezerra de Menezes
São José do Rio Preto – SP
A TRANSFORMAÇÃO
Richard Simonetti
Onésio não saberia definir exatamente o que acontecera com Dirce, sua esposa. Não era nenhum modelo de virtude. Possuía seus defeitos, como todo ser humano, mas sempre viveram relativamente bem, juntamente com os três filhos, até a transformação.
Começara devagarinho, com crises nervosas e impulsos gressivos,convertendo-se numa pessoa irritadiça, a tumultuar o lar. Ele era o mais visado. Dirce o assediava com exigências descabidas, criticava-o se não atendia prontamente seus caprichos, acusava-o de abandono quando, por força de suas obrigações profissionais, passava alguns dias viajando.
A situação piorara muito com sua conversão ao espiritismo. Alma sensível, sedenta de conhecimento superior, encontrara na Doutrina um manancial abençoado que iluminava o cérebro e aquecia o coração.
Contudo, a esposa passou a hostilizá-lo ainda mais. Se a convidava à oração era recebido com ironia; se calava-se ante sua intemperança verbal era taxado de indelicado e orgulhoso; se intentava esclarecê-la sobre princípios espíritas chamava-o de alucinado. Possuída por injustificável aversão, iniciou uma guerra de nervos para afastá-lo do espiritismo. Se o marido chegava em casa mais tarde, informava:
- O jantar já foi servido. Você pode jejuar. Faz bem ao espírito, que tanto o preocupa.
Deixou de cuidar de suas roupas.
- Espírita não precisa andar bem vestido.
Buscava envolvê-lo em conflitos com os filhos.
- Seu pai não liga para nós. Ou está viajando ou enfiado naquele maldito Centro Espírita.
Amigos ponderavam que Onésio devia agir com firmeza, exigindo o respeito de que era credor.
Ele, porém, estava acima de reações puramente humanas, consciente de que qualquer violência de sua parte acentuaria o abismo aberto entre ele e a esposa, culminando com o aniquilamento do lar.
Dirce era muito mais necessitada da ajuda do que de admoestações.
Percebia em seu olhar profunda amargura. Adivinhava incontroláveis tormentas em seu universo interior. E quanto maiores eram suas impertinências, mais se compadecia, rogando a Deus que a socorresse.
Em seu favor havia as viagens. Visitava várias cidades. Embora preocupado com a esposa, saudoso dos filhos, podia, então, fazer o que tanto o gratificava: participar livremente do movimento espírita.
Era estimado pelos confrades em face da facilidade de expressão em seus comentários em torno da Doutrina e, sobretudo, pelos generosos dotes de coração, sempre pronto a participar de iniciativas no campo da Fraternidade Humana.
Para muitos Onésio era um infeliz, submetido à tirania da esposa. Na verdade era apenas alguém compenetrado de seus deveres, que não se limitava a carregar a cruz doméstica com serenidade, achando tempo e ânimo suficientes para estender elos de simpatia e amizade ao redor de seus passos.
Certa vez, numa das cidades que visitava, compareceu a reduzido grupo mediúnico, especializado em tarefas de desobsessão. Dirigindo-se a Onésio, pelo psicografia mediúnica, um mentor espiritual explicou:
- Meu irmão, há muitos anos quatro espíritos, inimigos seus, desejosos de se vingarem de passadas ofensas, intentam precipitá-lo no desajuste.
Incapazes de atingi-lo diretamente em face do equilíbrio que o caracteriza, utilizam sua esposa como instrumento, envolvendo-a em violento processo obsessivo, a se aproveitarem de suas tendências à neurastenia.
O viajante ouvia surpreso a informação. Ninguém ali sabia de seus problemas domésticos, o que conferia autenticidade à informação.
Há muito suspeitava que sua esposa estava envolvida em cruel obsessão, mas nem de leve imaginaria que fosse o alvo dos obsessores.
- Todavia - prosseguiu o manifestante - o seu comportamento disciplinado os confundia. Quanto maiores as atribulações a que o submetiam, mais você se ligava a Deus, cultivando a compreensão, sempre pronto a encontrar na oração forças para enfrentar as tempestades no lar. Sua humildade, aliada à irresistível vocação para o Bem, muito mais do que qualquer exortação, abalaram profundamente as disposições dos inimigos desencarnados, que aqui estão para o acerto final.
Emocionado, Onésio se dirigiu às entidades:
- Meus irmãos, reconheço que bem grande terá sido o mal que lhes causei no passado para que os animassem propósitos de vingança. Aparente vítima de hoje, ontem fui o verdugo. Contudo, após muito sofrer, aprendi que responder ao mal com o mal é perpetuá-lo, e todos sabemos sentir um dia que o revide pode satisfazer os sentimentos humanos, mas contraria nossa condição de filhos de Deus. Por isso, os vingadores serão sempre amargos e infelizes.
Venho, pois, convidá-los à reconciliação, em nome de Jesus. Se muito mal lhes causei, peço-lhes que me perdoem. Trabalharei intensamente por repará-lo.
Incapaz de prosseguir, Onésio chorava copiosamente, enquanto o mentor concluía: - Suas lágrimas unem-se às de nossos irmãos. Eles prometem que não voltarão a perturbar seu lar e que buscarão novos caminhos, inspirados em seus exemplos...
Dois dias depois Dirce recebia o marido com um brilho diferente no olhar:
- Onésio, meu querido! Que saudades!
Ele contemplou embevecido e feliz a esposa, desfrutando de uma acolhida de que há muito se desacostumara..
Dirce regozijava-se com o amor pelo marido que renascia em plenitude, sem saber explicar a metamorfose que se operara em seu mundo íntimo, como se saísse de densa escuridão para abençoada luz.
Mas Onésio, sabia, dizendo em pensamento:
- Obrigado, meu Deus! Muito obrigado!
Ficaríamos espantados se pudéssemos identificar como é freqüente o assédio de Espíritos que nos perseguem, atendendo a motivações variadas.
Semelhante realidade, que a fantasia teológica situa como presença demoníaca, não será passível de nos desajustar, desde que nos disponhamos a cultivar as virtudes cristãs, com o que não apenas anularemos a influência daqueles que desejam nos induzir ao mal, mas, sobretudo, os conduziremos irresistivelmente ao Bem.
fonte:Carlos Eduardo Cennerelli
sábado, 3 de abril de 2010
VISÃO ESPÍRITA DA PÁSCOA
Páscoa, ou Passagem, simboliza a libertação do povo hebreu da escravidão sofrida durante séculos no Egito, mas no Cristianismo comemora a ressurreição do Cristo, que se deu na Páscoa judaica do ano 33 da nossa era, e celebra a continuidade da vida.
O Espiritismo, embora sendo uma Doutrina Cristã, entende de forma diferente alguns dos ensinamentos das Igrejas Cristãs. Na questão da ressurreição, para nós, espíritas, Jesus apareceu à Maria de Magdala e aos discípulos, com seu corpo espiritual, que chamamos de perispírito. Entendemos que não houve uma ressurreição corporal, física. Jesus de Nazaré não precisou derrogar as leis naturais do nosso mundo para firmar o seu conceito de missionário. A sua doutrina de amor e perdão é muito maior que qualquer milagre, até mesmo a ressurreição.
Isto não invalida a Festa da Páscoa se a encararmos no seu simbolismo. A Páscoa Judaica pode ser interpretada como a nossa libertação da ignorância, das mazelas humanas, para o conhecimento, o comportamento ético-moral. A travessia do Mar Vermelho representa as dificuldades para a transformação. A Páscoa Cristã, representa a vitória da vida sobre a morte, do sacrifício pela verdade e pelo amor. Jesus de Nazaré demonstrou que se pode executar homens, mas não se consegue matar as grandes idéias renovadoras, os grandes exemplos de amor ao próximo e de valorização da vida.
Como a Páscoa Cristã representa a vitória da vida sobre a morte, queremos deixar firmado o conceito que aprendemos no Espiritismo, que a vida só pode ser definida pelo amor, e o amor pela vida. Foi por isso que Jesus de Nazaré afirmou que veio ao mundo para que tivéssemos vida em abundância, isto é, plena de amor.
Amílcar Del Chiaro Filho
FONTE: Carlos Eduardo Cennerelli
CHICO XAVIER

No dia 02/04/1910 nascia para este plano físico, na cidade de Pedro Leopoldo (Minas Gerais), o médium Francisco Cândido Xavier. Caso estivese encarnado, estaria completando hoje 100 anos.
Este post tenta homenageá-lo trazendo um texto escrito pelo próprio Chico, onde o mesmo fala um pouco a respeito de sua vida e trabalho na mediunidade. O texto está presente no livro “Parnaso de Além-Túmulo”, primerio livro publicado através da sua faculdade mediúnica de psicografia.
Chico, agradecemos pela sua dedicação à prática mediúnica e pelos exemplos de amor, respeito, caridade, disciplina, fé e humildade, que tanto nos ensinaram e ensinam até hoje. Que Jesus o ilumine sempre!
Palavras Minhas
Nasci em Pedro Leopoldo, Minas, em 1910. E até aqui, julgo que os meus atos perante a sociedade da minha terra são expressões do pensamento de uma alma sincera e leal, que acima de tudo ama a verdade; e creio mesmo que todos os que me conhecem podem dar testemunho da minha vida repleta de árduas dificuldades, e mesmo de sofrimentos.
Filho de um lar muito pobre, órfão de mãe aos cinco anos, tenho experimentado toda a classe de aborrecimentos na vida e não venho ao campo da publicidade para fazer um nome, porque a dor há muito já me convenceu da inutilidade das bagatelas que são ainda tão estimadas neste mundo.
E, se decidi escrever estas modestas palavras no limiar deste livro, é apenas com o intuito de elucidar o leitor; quanto à sua formação.
Começarei por dizer-lhe que sempre tive o mais profundo pendor para a leitura; constantemente, a melhor boa vontade animou-me para o estudo. Mas, estudar como? Matriculando-me quando contava oito anos, num grupo escolar, pude chegar até ao fim do curso primário, estudando do apenas uma pequena parte do dia e trabalhando numa fábrica de tecidos, das quinze horas às duas da manhã; cheguei quase a adoecer com um regime tão rigoroso; porém, essa situação modificou-se em 1923, quando então consegui um emprego no comércio, com um salário diminuto, onde o serviço dura das sete às vinte horas, mas onde o trabalho é menos rude, prolongando-se esta minha situação até os dias da atualidade.
Nunca pude aprender senão alguns rudimentos de aritmética, história e vernáculo, como o são as lições das escolas primárias. É verdade que, em casa, sempre estudei o que pude, mas meu pai era completamente avesso à minha vocação para as letras, e muitas vezes tive o desprazer de ver os meus livros e revistas queimados.
Jamais tive autores prediletos; aprazem-me todas as leituras e mesmo nunca pude estudar estilos dos outros, por diferençar muito pouco essas questões.
Também o meio em que tenho vivido foi sempre árido, para mim, neste ponto.
Os meus familiares não estimulavam, como verdadeiramente não podem, os meus desejos de estudar, sempre a braços, como eu, com uma vida de múltiplos trabalhos e obrigações e nunca se me ofereceu ocasião de conviver com os intelectuais da minha terra.
O meu ambiente, pois, foi sempre alheio à literatura; ambiente de pobreza, de desconforto, de penosos deveres, sobrecarregado de trabalhos para angariar o pão cotidiano, onde se não pode pensar em letras.
Assim tem-se passado os dias sem que eu tenha podido, até hoje, realizar as minhas esperanças.
Prosseguindo nas minhas explicações, devo esclarecer que minha família era católica e eu não podia escapar aos sentimentos dos meus. Fui pois criado com as teorias da Igreja, freqüentando-a mesmo com amor, desde os tempos de criança; quando ia às aulas de catecismo era para mim um prazer.
Até 1927, todos nós não admitíamos outras verdades além das proclamadas pelo Catolicismo; mas, eis que uma das minhas irmãs, em maio do ano referido, foi acometida de terrível obsessão; a medicina foi impotente para conceder-lhe uma pequenina melhora, sequer. Vários dias consecutivas foram, para nossa casa, horas de amargos padecimentos morais. Foi quando decidimos solicitar o auxílio de um distinto amigo, espírita convicto, o Sr. José Hermínio Perácio, que caridosamente se prontificou a ajudar-nos com a sua boa vontade e o seu esforço.
Verdadeiro discípulo do Evangelho, ofereceu-nos até a sua residência, bem distante da nossa, junto à sua família, onde então, num ambiente totalmente modificado, poderia ela estudar as bases da doutrina espírita, orientando-se quanto aos seus deveres, desenvolvendo, simultaneamente, as suas faculdades mediúnicas. Aí, sob os seus caridosos cuidados e da sua Exma. esposa D.Cármen Pena Perácio, médium dotada de raras faculdades, minha irmã hauria, para nosso beneficio, os ensinamentos sublimes da formosa doutrina dos mensageiros divinos; foi nesse ambiente onde imperavam os sentimentos cristãos de dois corações profundamente generosos, como o são os daqueles confrades a que me referi, que a minha mãe, que regressara ao Além em 1915, deixando-nos mergulhados em imorredoura saudade, começou a ditar-nos os seus conselhos salutares, por intermédio da esposa do nosso amigo, entrando em pormenores da nossa vida íntima, que essa senhora desconhecia. Até a grafia era absolutamente igual à que a nossa genitora usava, quando na Terra.
Sobre esses fatos e essas provas irrefutáveis solidificamos a nossa fé, que se tornou inabalável. Em breve minha irmã regressava ao nosso lar cheia de saúde e feliz, enterrada no conhecimento da luz que deveria daí por diante nortear os nossos passos na vida.
Resolvemos, então, com ingentes sacrifícios, reunir um núcleo de crentes para estudo e difusão da doutrina, e foi nessas reuniões que me desenvolvi como médium escrevente, semimecánico, sentindo-me muito feliz por se me apresentar essa oportunidade de progredir; datando daí o ingresso do meu humilde nome nos jornais espíritas, para onde comecei a escrever sob a inspiração dos bondosos mentores espirituais que nos assistiam (1).
Daí a pouco, a nossa alegria aumentava, pois o nosso confrade José Hennínio Perácio, em companhia de sua esposa, deliberou fixar residência junto a nós, e as nossas reuniões tiveram resultados melhores, controladas pela sua senhora, alma nobilíssima, ornada das mais superiores qualidades morais e que, entre as suas mediunidades, conta com mais desenvolvimento a clariaudiência. Nossas reuniões contavam, assim, grande número de assistentes, porém, a moral profunda que era ensinada, baseada nas páginas esplendorosas do Evangelho de Jesus, parece que pesava muito, como acontece na opinião de grande maioria de almas da nossa época, quase sempre inclinadas para as futilidades mundanas, e, decorridos dois anos, os assistentes de nossas sessões de estudos escassearam, chegando ao número de quatro ou cinco mil pessoas, o que perdura até hoje.
Não desanimamos, contudo, prosseguindo em nossas reuniões, constituindo para nós uma fonte de consolações isolarmo-nos das coisas terrenas em nosso recanto de prece, para a comunhão com os nossos desvelados amigos do Além.
Continuei recebendo as idéias dos mesmos amigos de sempre, nas reuniões, psicografando-as, e que eram continuamente fragmentos de prosa sobre os Evangelhos. Somente duas vezes recebi comunicações em versos simples.
Em agosto, porém, do corrente ano, apesar de muito a contragosto de minha parte, porque jamais nutri a pretensão de entrar em contacto com essas entidades elevadas, por conhecer as minhas imperfeições, comecei a receber a série de poesias que aqui vão publicadas, assinadas por nomes respeitáveis.
Serão das personalidades que as assinam? – é o que não posso afiançar. O que posso afirmar categoricamente, é que, em consciência, não posso dizer que são minhas, porque não despendi nenhum esforço intelectual ao grafá-las no papel. A sensação que sempre senti, ao escrevê-las, era a de que vigorosa mão impulsionava a minha. Doutras vezes, parecia-me ter em frente um volume imaterial. Onde eu as lia e copiava; e, doutras, que alguém mas ditava aos ouvidos, experimentando sempre no braço, ao psicografa-las, a sensação de fluidos elétricos que o envolvessem, acontecendo o mesmo com o cérebro, que se me afigurava invadido por incalculável número de vibrações indefiníveis.
Certas vezes, esse estado atingia o auge, e o interessante é que parecia-me haver ficado sem o corpo, não sentindo, por momentos, as menores impressões físicas. É o que experimento, fisicamente, quanto ao fenômeno que se produz freqüentemente comigo.
Julgo do meu dever declarar que nunca evoquei quem quer que fosse; essas produções chegaram-me sempre espontaneamente, sem que eu ou meus companheiros de trabalhos as provocássemos e jamais se pronunciou. em particular, o nome de qualquer dos comunicantes, em nossas preces.
Passavam-se às vezes mais de dez dias, sem que se produzisse escrito algum, e dia houve em que se receberam mais de três produções literárias de uma só vez. Grande parte delas foram escritas fora das reuniões e tenho tido ocasiões de observar que, quanto menor o número de assistentes, melhor o resultado obtido.
Muitas vezes, ao recebermos uma destas páginas, era necessário recorrermos a dicionários, para sabermos os respectivos sinônimos das palavras nela empregadas, porque tanto eu como os meus companheiros as desconhecíamos em nossa ignorância, julgando minha obrigação, frisar aqui também, que, apesar de todo o meu bom desejo, jamais obtive outra coisa, fenomenologia espírita, a não ser esses escritos.
Devo salientar o precioso concurso da bondosa médium Sra. Cármen P. Perácio, que através da sua maravilhosa clariaudiêncía me auxiliou muitíssimo, transmitindo-me as advertências e opiniões dos nossos caros mentores espirituais, e ainda o carinhoso interesse do distinto confrade Sr. M. Quintão. que tem sido de uma boa vontade admirável para comigo, não poupando esforços para que este despretensioso volume viesse à luz da publicidade.
E aqui termino.
Terei feito compreender, a quem me lê, a verdade como de fato ela é?
Creio que não. Em alguns despertarei sentimentos de piedade e, noutros, rizinhos ridiculizadores. Há de haver, porém, alguém que encontre consolação nestas páginas humildes. Um desses que haja, entre mil dos primeiros, e dou-me por compensado do meu trabalho.
A todos eles, todavia, os meus saudares, com os meus agradecimentos intraduzíveis aos boníssimos mentores do Além, que inspiraram esta obra, que generosamente se dignaram não reparar as minhas incontáveis imperfeições, transmitindo, por intermédio de instrumento tão mesquinho, os seus salutares ensinamentos.
Pedro Leopoldo, dezembro de 1931.
Francisco Cândido Xavier.
(1) Só nos últimos dias de 1931, com a graça de Deus, desenvolveram-se em mim, de maneira clara e mais intensamente, a vidência, a audição e outras faculdades mediúnicas. (Nota do médium para a 4º edição, em 1944.)
Ao escrever estas palavras, o Autor não se lembrou de que as suas relações constantes com Espíritos desencarnados, mantidas desde os 5 anos de idade, pertencem igualmente à fenomenologia espírita. Pensou em fenomenologia somente como prática consciente da mediunidade das sessões espíritas; mas todas as pessoas de sua intimidade sabem que ele, desde a infância, confunde os habitantes dos dois mundos e muitas vezes pergunta ao amigo que esteja passeando com ele: "Estás vendo ali um homem de barbas brancas, etc.?" Pela resposta do companheiro é que ele fica sabendo se está diante de um habitante do nosso mundo ou de habitante do mundo espiritual. Também isso são fenômenos espíritas. (Nota da Editora – 9ª edição, 1972.)
Extraído do livro Parnaso de Além-Túmulo
Primeiro livro psicografado por Chico Xavier
Poesias Mediúnicas – Vários Autores
Edição Comemorativa – 70 anos, FEB: 2002 - página 31.
“A
Igreja Católica reconhece a grandeza do homem Chico Xavier e seu empenho em ajudar, sobretudo, aos sofridos, mesmo com a distância entre as duas doutrinas. Mas um ponto nos une: a caridade. É comum entre todos aqueles que têm Jesus Cristo como seu Salvador e Deus a pratica da caridade. Agradecemos a Deus pela passagem deste homem que só soube fazer o bem.”
Monsenhor José Albérico Bezerra de Almeida - Vigário geral da Arquidiocese do Recife e Olinda
“Todos aqueles que entendem o plano de Deus para sua criação se preocupam com o bem estar dos que estão a sua volta. Eles se dedicam a fazer a maior caridade: dar conhecimento sobre a realidade que transcende a matéria, o conhecimento espiritual, para que todos possam progredir rumo ao abrigo supremo e eterno, Deus. Chico Xavier foi um espírito que enquanto homem viveu estritamente segundo esses princípios, mostrando factualmente o quanto era elevado e realizado espiritualmente. É um exemplo a ser seguido e uma mostra do quanto o amor pode fazer pela humanidade.”
Yamunacarya das - Pres. da Sociedade Internacional Para Consciência de Krishna no Brasil
“Se falar em religião no Brasil, sem mencionar Chico Xavier, é não falar em nada. Ele empunha a bandeira da caridade e da humanidade. Não pregava o apartheid das religiões e sim a união e por isso era respeitado. Os depoimentos dele sempre unificavam, falavam de um Deus, único, unificado. Uma vez falou que a Umbanda era uma religião linda. Agora eu falo que Chico foi um templo da religião viva”.
Pai Luiz Santos - Conselho Nacional de Umbanda
(Fonte dos depoimentos: Jornal Diário de Pernambuco / Especial Chico Xavier)
quinta-feira, 1 de abril de 2010
Congresso Espírita Mundial

Amigos, esta postagem vem divulgar o 6o Congresso Espírita Mundial, que será realizado em Outubro de 2010, na Espanha, e está sendo organizado pela Federação Espírita Espanhola (FEE).
O Conselho Espírita Internacional (CEI) realiza a cada 3 anos um Congresso Espírita Mundial e no ano de 2010 ocorrerá a sexta edição deste evento, que será realizado nos dias 10, 11 e 12 de Outubro, na cidade de Valência – Espanha.
O CEI promove esses encontros, em caráter oficial, desde 1995, quando foi realizado o 1° Congresso Espírita Mundial, em Brasília/Brasil. O segundo Congresso ocorreu em 1998, na cidade de Lisboa/Portugal; em seguida, foi a vez da Guatemala sediar o evento, em 2001; a 4ª edição foi em Paris/França, no ano de 2004; e o evento mais recente, o quinto Congresso Mundial, foi em Cartagena das Índias/Colômbia, em 2007.
O Congresso Espírita Mundial de 2010, que terá como tema central “Somos espíritos imortais”, é um evento para espíritas e não espíritas e promove a arte/filosofia espírita em todo o mundo. Com uma programação extensa, contará com a presença de congressistas de diversas nacionalidades, com presença garantida dos médiuns brasileiros Divaldo Franco e Raul Teixeira.
VIDA RELIGIOSA
A vida religiosa decorre desse sentimento religioso.
Dessa forma, não somos religiosos porque frequentamos um templo religioso ou porque tenhamos um rótulo de religião.
Tampouco porque pratiquemos esse ou aquele ritual no campo da crença.
Somos religiosos pelo estilo de vida que levamos na Terra.
Por isso, muito importante verificar como é a nossa vida religiosa.
Será que a nossa religião nos leva a vivenciar no dia-a-dia, no cotidiano, as coisas mais importantes para a nossa vida na Terra?
A vivência religiosa é um modus operandi, é um modo de ser diante da existência.
Existem indivíduos que se afirmam materialistas, ateístas mas vivem com determinada dignidade, numa linha de respeito ao semelhante, de amor ao próximo, de respeito às leis que, certamente, podemos garantir que eles têm uma vida religiosa de alto nível.
São materialistas mas não usurpam nada de ninguém. São incapazes de tripudiar sobre a ignorância ou a necessidade alheia.
Isso quer dizer que vivência religiosa, em essência, nada tem a ver com o ritual externo que chamamos de crença.
Essa vivência, para ser realmente religiosa, tem que se desenvolver de tal modo que nos conduza à religação com Deus, à ligação de novo com o Criador.
Deve nos levar à maturidade. Exige de nós reflexão e essa reflexão vai nos ajudando no processo do amadurecimento a fim de que sejamos, na condição de religiosos, pessoas alegres.
Alegria não significa viver sorrindo o tempo todo. Alegria é esse estado íntimo de saber-se representante do bem, de admitir que está fazendo aquilo para o que renasceu, cumprindo a vontade de Deus no mundo.
Cada vez que saímos de casa para trabalhar com disposição, com coragem - isso é motivo de alegria.
Quando levantamos pela manhã e beijamos nossos filhos, nos despedimos dos esposos - isso é motivo de alegria.
A vida religiosa deixa de ser a vida do templo e passa a ser a vida na vida, a nossa incorporação às Leis de Deus, nosso ajustamento à vida da sociedade, cumprindo as leis, cumprindo os nossos deveres, pagando nossos impostos, na certeza de que a religião existe para nos ensinar a viver no mundo.
A nossa vivência na Terra é um desafio e a vivência religiosa nos leva a ser pessoas dinâmicas, joviais, mas compenetradas.
Ao lado da nossa alegria, do nosso esporte, do nosso lazer, da nossa arte, sabermos que o que façamos vai alcançar outros corações, vai fermentar em outras almas, vai germinar em outros territórios emocionais.
Então, temos responsabilidades com tudo quanto dizemos, fazemos, brincamos, sorrimos, com tudo quanto cantamos, com tudo quanto gozamos.
A vida religiosa é esse mundo interno que abrimos para o mundo externo.
Lembremos Jesus Cristo que estabeleceu que a boca fala daquilo que está cheio o coração.
Pensemos nisso.
Redação do Momento Espírita, com base no Programa televisivo
Vida e valores - Vida religiosa, apresentado por
Raul Teixeira, sob coordenação da
Federação Espírita do Paraná.
Em 01.04.2010.
terça-feira, 30 de março de 2010
Maturidade espiritual
A criança espera que tudo seja do jeito que gosta.
Acredita ter direito ao melhor presente, à comida preferida e exige a atenção da família toda para si.
É possível estabelecer uma comparação entre essa fase natural da evolução física e a evolução espiritual.
Afinal, homens são Espíritos que temporariamente vestem um corpo de carne.
Enquanto um homem tem a atenção focada em seus prazeres e necessidades, ele está na infância espiritual.
Por mais antigo que seja, ainda não atingiu a maturidade.
Considera absolutamente necessário defender seu espaço e fazer valer suas prerrogativas.
Como uma criança, entende ser justo o que o beneficia.
Assim é o discurso infantil a respeito da justiça.
Qualquer pequeno dever é injusto.
A mínima contrariedade representa opressão.
Já as vantagens todas, por grandes que sejam, são naturais.
A maturidade espiritual revela-se por uma diferente compreensão do justo.
O olhar já não está todo em vantagens e desejos.
Não há mais a percepção de que o mundo precisa atender todas as suas necessidades.
Gradualmente, o homem compreende que o direito nasce do dever bem cumprido.
Ele também entende que a vida em sociedade pressupõe renúncia.
Não é possível que todos realizem as próprias fantasias.
Se isso ocorresse, haveria o caos.
Há necessidade de limites e de concessões para a harmonia social.
O homem maduro aprende a prestar atenção nos direitos dos outros, pois o ideal do justo já despertou nele.
Sabe que a justiça é uma arte que implica dar a cada um aquilo que é seu.
Por isso, não avança no patrimônio do semelhante.
Não quer vantagens inapropriadas e nem aceita privilégios que os demais não podem ter.
Compreende que a família do próximo é tão respeitável quanto a dele.
Sabe que o patrimônio público é sagrado, pois voltado ao atendimento das necessidades coletivas.
Respeita profundamente a honra e as construções afetivas dos outros.
Seu senso ético não lhe permite baixezas, razão pela qual também tem a própria honra em grande conta.
O espetáculo das misérias humanas revela o quanto ainda são imaturas as criaturas, sob o prisma espiritual.
Entretanto, todas serão conduzidas à maturidade, pelos meios infalíveis de que a vida dispõe.
Cedo ou tarde, compreenderão quão pouco adianta amealhar bens e posições à custa da própria dignidade.
Quem se permite baixezas tem um despertar terrível, após a morte do corpo.
Assimila que, na cata de vantagens, se tornou um mendigo na verdadeira vida.
Percebe que sacrificou o permanente pelo transitório e perdeu tempo, pois terá de recomeçar o aprendizado.
Pense nisso.
Redação do Momento Espírita.
Em 30.03.2010.
ACERCA DA PENA DE MORTE

Indaga você como apreciam os desencarnados a instituição da pena de morte, e acrescenta: – “não será justo subtrair o corpo ao espírito que se fez criminoso? será lícito permitir a comunhão de um tarado com as pessoas normais?”
E daqui poderíamos argumentar: – quem de nós terá usado o corpo como devia? Quem terá atingido a estatura espiritual da verdadeira humanidade para considerar-se em plenitude de equilíbrio?
A execução de uma sentença de morte, na maioria dos casos, é a libertação prematura da alma que se arrojou ao despenhadeiro da sombra. E sabemos que só a pena de viver na carne é suscetível de realizar a recuperação daqueles que se fizeram réus confessos diante dos tribunais humanos.
Não vale afugentar moscas sem curar a ferida.
Eliminar a carne não é modificar o espírito.
Um assassinado, quando não possui energia suficiente para desculpar a ofensa e esquecê-la, habitualmente passa a gravitar em torno daquele que lhe arrancou a vida, criando os fenômenos comuns da obsessão; e as vítimas da forca ou do fuzilamento, do machado ou da cadeira elétrica, se não constituem padrões de heroísmo e renunciação, de imediato, além-túmulo, vampirizam o organismo social que lhes impôs o afastamento do veiculo físico, transformando-se em quistos vivos da fermentação da discórdia e da indisciplina.
O tribunal terrestre jamais decidirá, com segurança, sobre a extinção do crime, sem o concurso ativo do hospital e da escola.
Sem o professor e sem o médico, o juiz de sã consciência viverá sempre atormentado pela obrigação de prender e condenar, descendo da dignidade da toga para ombrear com os que se dedicam à flagelação alheia.
A função da justiça penal, dentro da civilização considerada cristã, é, acima de tudo, reeducar.
Sem o entendimento fraterno na base de nossas relações uns com os outros, não nos distanciaremos do labirinto de talião, que pretende converter o mundo em eterno sorvedouro de males renascentes.
Jesus, o divino libertador, veio quebrar algemas que nos jungiam aos princípios do castigo igual à culpa.
A educação é a mola do processo de redimir a mente cristalizada nas trevas.
Organizar a penitenciária renovadora, onde o serviço e o livro encontrem aplicação adequada, é a solução para o escuro problema da criminalidade, entre os homens, mesmo porque o melhor desforço da sociedade, contra o delinquente, é deixá-lo viver, na reparação das próprias faltas.
Cada espírito respira no céu ou no inferno que formou para si mesmo...
Aqui, temos o “campo dos efeitos”, e aí, no mundo, o “campo das causas”. E enquanto a alma se demora no “campo das causas”, há sempre oportunidade de consertar e reajustar, melhorando as consequências.
Não é morrendo que encontraremos facilidade para a reconciliação, É aprendendo com as rudes lições do educandário de matéria densa que se nos apuram as qualidades morais para a ascensão do espírito.
Ninguém, pois, precisará inquietar-se, provocando essa ou aquela reivindicação pela violência.
A lei da harmonia universal funciona em todos os planos da vida, encarregando-se de tudo restaurar no momento oportuno.
Quanto ao ato de condenar, quem de nós se revelará em condições de exercer semelhante direito?
Quantos de nós não somos malfeitores indiscutíveis, simplesmente por não encontrar a presa, no instante preciso da tentação? Quantos delitos teremos perpetrado em pensamento?
Só a educação, alicerçada no amor, redimir-nos-á a multimilenária noite da ignorância.
Se você demonstra interesse tão grande na regeneração dos costumes, defendendo com tamanho entusiasmo a suposta legalidade da pena de morte, vasculhe o próprio coração e a própria consciência e verifique se está isento de faltas.
Se você já superou os óbices da animalidade, adquirindo a grande compreensão a preço de sacrifício, estimaria saber se terá realmente coragem para amaldiçoar os pecadores do mundo, atirando-lhes “a primeira pedra”.
IRMÃO X
(Do livro “Cartas e Crônicas” - Psicografia de Chico Xavier)
fonte: Blog EspÃrita na Net
segunda-feira, 29 de março de 2010
CIÊNCIA DE BEM VIVER
Não busques, nem fujas dos fenômenos da existência física.
Intenta ser o controlador dos teus impulsos e sentimentos, de maneira que o insucesso não te infelicite nem o êxito te exalte.
Na paz interior descobrirás a libertação das dores, porque lograrás vencer as paixões.
Utilizando-te de uma consciência equânime, aceita as ocorrências positivas e negativas com a mesma naturalidade, sem sofreguidão nem indiferença.
Mantém-te interiormente livre em qualquer circunstância, adquirindo a ciência verdadeira do viver.
A ilusão fascina, mas se desvanece.
A posse agrada, porém se transfere de mãos.
O poder apaixona, entretanto, transita de pessoa.
O prazer alegra, todavia é efêmero.
A glória terrestre exalta e desaparece.
O triunfador de hoje, passa, mais tarde, vencido...
A dor aflige, mas passa.
A carência aturde, porém um dia se preenche.
A debilidade orgânica deprime, todavia, liberta da paixão.
O silêncio que entristece, leva à meditação que felicita.
A submissão aflige, entretanto engrandece e enrija o caráter.
O fracasso espezinha, ao mesmo tempo ensina o homem a conquistar-se.
Todas as situações no mundo sensorial passam, mudam de posição e de forma.
A essência da realidade, porém, permanece sempre a mesma.
Nada é definitivo na aparência.
Apenas o que tem valor intrínseco é duradouro.
Quem, espontaneamente, se abstém dos sentidos e das exterioridades, sem mágoa nem frustração, encontrou a ciência de bem viver.
Joanna de Ângelis
Livro “Momentos de Meditação”
Psicografia: Divaldo Franco
fonte:Blog EspÃrita na Net
ANTE A DOR
É possível que ela traga consigo um convite à tua renovação interior.
Não maldigas o problema que te desafia a paciência.
Talvez ele seja portador de importante advertência, a fim de evitares situações mais aflitivas depois.
Se o momento é de dificuldade, ora, serve e confia, fazendo o melhor ao teu alcance.
E, mesmo que a dor persista, apesar de teus esforços por vencê-la, não desanimes.
Aquieta a mente, entregando-te a Deus, porque as leis divinas sempre nos renovam para melhor, conduzindo-nos para a vitória no Bem.
Por: Scheilla
In: “Novas Mensagens de Scheilla para Você”
Médium: Clayton B. Levy - Edição CEAK
fonte: Blog EspÃrita na Net
sexta-feira, 26 de março de 2010
UM HOMEM BOM
Eles deixam-se ir ao sabor de suas aspirações e praticam o bem com desinteresse completo e inteiro esquecimento de si mesmos.
Pessoas assim existem muitas espalhadas por esse imenso mundo de Deus. Em todas as épocas, em todas as nações.
Longe, muito longe. E bem perto de nós. Por isso, prestemos atenção para não perdermos a chance de nos mirarmos em seu exemplo.
Assim era com Hans. Um pintor de paredes no século XX. Um homem simples que morava numa rua pobre, perto de Munique, na Alemanha.
Ele fora convocado para a Primeira Guerra Mundial. E voltara para casa, ileso.
Agora, a Segunda Guerra Mundial batia às portas e apertava o cerco a cada dia. Como uma megera que avançasse, penosamente se movimentando, entre as brumas do medo e da insegurança.
Quando a perseguição aos judeus se estabeleceu, ele perdeu muitos clientes. Afinal, os judeus tinham posses e, até há pouco, eram seus melhores clientes.
Agora, eles eram os indesejados sobre a face da Terra. Ao menos naquele pedaço de terra governado pela loucura daqueles dias.
Então, veio o aviso de que as bombas estavam chegando sempre mais próximas. Havia quem não acreditasse que aquela cidadezinha dos arredores de Munique pudesse constituir um alvo.
Mas os abrigos foram marcados e as janelas tinham que passar pelo processo de escurecimento para as horas noturnas.
Para Hans, foi uma oportunidade de trabalho. As pessoas tinham venezianas que precisavam ser pintadas. De preto.
Verdade que a tinta logo se esgotou. Mas ele pegou pó de carvão e foi misturando. Foram muitas as casas de todas as regiões de Molching das quais ele confiscou dos olhos inimigos a luz das janelas.
Muitas vezes, na volta para casa, mulheres que nada tinham além de filhos e miséria, corriam para ele e imploravam que pintasse suas janelas.
Ele poderia sugerir que elas utilizassem cobertores para pendurar nas janelas.
No entanto, sabia que eles seriam necessários quando chegasse o inverno.
Desculpe, não me sobrou tinta preta. – Dizia ele. Amanhã bem cedo. – Marcava.
E lá estava ele, na manhã seguinte, pintando as tais janelas. Por nada. Ou por um biscoito e uma xícara de chá quente.
Por vezes, uma conversa, no degrau da frente desta ou daquela casa. E o riso se erguia da conversa, antes de partir para o trabalho seguinte.
Um homem bom. Pobre, servia a quem mais pobre fosse. E servia com alegria.
A bondade é assim: espalha a sua graça, deixa as suas benesses, enquanto o doador segue adiante, para continuar a distribuí-la a mãos cheias.
Redação do Momento Espírita, com base no item 8 do livro
O Evangelho segundo o Espiritismo, de Allan Kardec, ed. Feb
e na pt. 7 do livro A menina que roubava livros, de
Markus Zusak, ed. Intrínseca.
Em 26.03.2010.
quinta-feira, 25 de março de 2010
VALE MUITO A PENA LER...
" Para celebrar o meu envelhecimento, certo dia eu escrevi as 45 lições que a vida me ensinou. É a coluna mais solicitada que eu já escrevi." Meu hodômetro passou dos 90 em agosto, portanto aqui vai a coluna mais uma vez:
1. A vida não é justa, mas ainda é boa.
2. Quando estiver em dúvida, dê somente, o próximo passo, pequeno .
3. A vida é muito curta para desperdiçá-la odiando alguém.
4. Seu trabalho não cuidará de você quando você ficar doente. Seus amigos e familiares cuidarão. Permaneça em contato.
5. Pague mensalmente seus cartões de crédito.
6. Você não tem que ganhar todas as vezes. Concorde em discordar.
7. Chore com alguém. Cura melhor do que chorar sozinho.
8. É bom ficar bravo com Deus. Ele pode suportar isso.
9. Economize para a aposentadoria começando com seu primeiro salário.
10. Quanto a chocolate, é inútil resistir.
11. Faça as pazes com seu passado, assim ele não atrapalha o presente.
12. É bom deixar suas crianças verem que você chora.
13. Não compare sua vida com a dos outros. Você não tem idéia do que é a jornada deles.
14. Se um relacionamento tiver que ser um segredo, você não deveria entrar nele.
15. Tudo pode mudar num piscar de olhos. Mas não se preocupe; Deus nunca pisca.
16. Respire fundo. Isso acalma a mente.
17. Livre-se de qualquer coisa que não seja útil, bonito ou alegre.
18. Qualquer coisa que não o matar o tornará realmente mais forte.
19. Nunca é muito tarde para ter uma infância feliz. Mas a segunda vez é por sua conta e ninguém mais.
20. Quando se trata do que você ama na vida, não aceite um não como resposta.
21. Acenda as velas, use os lençóis bonitos, use lingerie chic. Não guarde isto para uma ocasião especial. Hoje é especial.
22. Prepare-se mais do que o necessário, depois siga com o fluxo.
23. Seja excêntrica agora. Não espere pela velhice para vestir roxo.
24. O órgão sexual mais importante é o cérebro.
25. Ninguém mais é responsável pela sua felicidade, somente você..
26. Enquadre todos os assim chamados "desastres" com estas palavras 'Em cinco anos, isto importará?'
27. Sempre escolha a vida.
28. Perdoe tudo de todo mundo.
29. O que outras pessoas pensam de você não é da sua conta.
30. O tempo cura quase tudo. Dê tempo ao tempo.
31. Não importa quão boa ou ruim é uma situação, ela mudará.
32. Não se leve muito a sério. Ninguém faz isso.
33. Acredite em milagres.
34. Deus ama você porque ele é Deus, não por causa de qualquer coisa que você fez ou não fez.
35. Não faça auditoria na vida. Destaque-se e aproveite-a ao máximo agora.
36. Envelhecer ganha da alternativa -- morrer jovem.
37. Suas crianças têm apenas uma infância. (lembre-se)
38. Tudo que verdadeiramente importa no final é que você amou.
39. Saia de casa todos os dias. Os milagres estão esperando em todos os lugares.
40. Se todos nós colocássemos nossos problemas em uma pilha e víssemos todos os outros como eles são, nós pegaríamos nossos mesmos problemas de volta.
41. A inveja é uma perda de tempo. Você já tem tudo o que precisa.
42. O melhor ainda está por vir.
43. Não importa como você se sente, levante-se, vista-se bem e apareça.
44. Produza!
45. A vida não está amarrada com um laço, mas ainda é um presente.
PENSE NISSO
Obsessão e Evangelho

A quem diga que o Espiritismo cria obsessões na atualidade do mundo, respondamos com os próprios Evangelhos.
Nos versículos 33 a 35, do capítulo 4, no Evangelho de Lucas, assinalamos o homem que se achava no santuário, possuído por um Espírito infeliz, a gritar para Jesus, tão logo lhe marcou a presença: “que temos nós contigo?”. E o Mestre, após repreendê-lo, conseguiu retirá-lo, restaurando o equilíbrio do companheiro que lhe sofria o assédio.
Temos aí a obsessão direta.
Nos versículos 2 a 13, do capítulo 5, no Evangelho de Marcos, encontramos o auxílio seguro prestado pelo Cristo ao pobre gadareno, tão intimamente manobrado por entidades cruéis, e que mais se assemelhava a um animal feroz, refugiado nos sepulcros.
Temos aí a obsessão, seguida de possessão e vampirismo.
Nos versículos 32 a 33, do Capítulo 9, no Evangelho de Mateus, lemos a notícia de que o povo trouxe ao Divino Benfeitor um homem mudo, sob o controle de um Espírito em profunda perturbação, e, afastado o hóspede estranho pela bondade do Senhor, o enfermo foi imediatamente reconduzido à fala. Temos aí a obsessão complexa, atingindo alma e corpo.
No versículo 2, do capítulo 13, no Evangelho de João, anotamos a palavra positiva do apóstolo, asseverando que um Espírito perverso havia colocado no sentimento de Judas a idéia de negação do apostolado.
Temos aí a obsessão indireta, em que a vítima padece influência aviltante, sem perder a própria responsabilidade.
Nos versículos 5 a 7, do capítulo 8, nos Atos dos Apóstolos, informamo-nos de que Filipe, transmitindo a mensagem do Cristo, entre os samaritanos, conseguiu que muitos coxos e paralíticos se curassem, de pronto, com o simples afastamento dos Espíritos inferiores que os molestavam.
Temos aí a obsessão coletiva, gerando moléstias-fantasmas.
E, de ponta a ponta, vemos que o Novo Testamento trata o problema da obsessão com o mesmo interesse humanitário da Doutrina Espírita.
Não nos detenhamos, diante dos críticos contumazes.
Estendamos o serviço de socorro aos processos obsessivos de qualquer procedência, porque os princípios de Allan Kardec revivem os ensinamentos de Jesus, na antiga batalha da luz contra a sombra e do bem contra o mal.
Emmanuel
Extraído do livro “Seara dos Médiuns”
Psicografado pelo médium Francisco Cândido Xavier
fonte:Blog EspÃrita na Net