NOSSA HISTÓRIA

Grupo Espírita Mensageiros da Luz



Fundada em 18 de junho de 1985 . Nossas atividades se iniciaram na sede do Clube Cultural dos Violeiros de Gravataí onde fomos recebidos com muito carinho e respeito. Ali desenvolvemos os trabalhos de estudo doutrinário e formação de grupos de trabalhos. Procedente do Grupo Espirita Nosso lar em Gravataí, onde participei por 4 anos como voluntário e palestrante, eu, Carlos Eduardo Muller, resolvi fundar nossa casa espírita no Parque dos Anjos . Foi uma tarefa executada com muita alegria e acompanhada de pessoas interessadas em desenvolver um grupo de estudos para que posteriormente a casa prestasse atendimento ao público. Nosso grupo contou inicialmente com a irmã Bernadete Antunes, irmã Kátia Pisoni, irmã Maria Guiomar, irmã Ieda R. Rosa, irmã Elisabete, irmão Miguel Cardoso, irmão Everton da Silva Cardoso, irmã Eni, e dirigindo as atividades Carlos Eduardo Muller. Foram 13 anos de muito aprendizado neste local, e nenhuma dificuldade nos impediu de impulsionar cada vez mais a Doutrina Espírita, pois somente através de muito esforço conseguiríamos atingir nosso objetivo: Ter uma casa Espírita com irmãos preparados espiritualmente e conhecedores da doutrina ditada pelos espíritos a Allan Kardec. Só o fato de manter um grupo em plena atividade ja era uma vitória. Todos sabíamos das responsabilidades em conduzir um trabalho 100% filantrópico. Como em todas as casas espíritas, tambem a nossa sofria e sofre com a rotatividade de colaboradores, fato compreendido por todos nós espíritas. Foram muitos os colaborabores que passaram e contribuiram de alguma forma para o crescimento do grupo. Por opção, alguns foram em busca de outros grupos e outros não conseguiram acompanhar as atividades pelo tamanho da responsabilidade que nos é dada.

Neste período criamos o programa " UM DIA SÓ PRA MIM " normalmente promovido a cada ano. São encontros promovidos com intuito de reunir pessoas da comunidade e outros grupos espíritas durante um dia inteiro com palestras variadas e trocas de informações e sugestões pelos participantes. Neste dia todos se manifestam de alguma forma no sentido de fortalecer os laços que nos unem. O primeiro encontro foi realizado na casa da irmã Eni onde tivemos a participação de aproximadamente 60 pessoas da comunidade e outros grupos. A partir deste, passamos a executar o programa anualmente. Dentre os palestrantes que nos auxiliaram nestes encontros tivemos Nazareno Feitosa procedente de Brasília DF, que aproveitando nosso evento tambem promoveu palestras em casas espíritas de Porto Alegre . Tambem contamos com a participação do dr. José Carlos Pereira Jotz que brindou os presentes com o tema medicina e saúde .

Em 1998 surgiu a oportunidade de mudança de endereço. Foi só a partir deste ano que conseguimos então organizar melhor as atividades do grupo. Foi uma experiência valiosa. Promovemos a partir de então campanhas de arrecadação de roupas e alimentos para irmãos em dificuldades e quando possível fazíamos o Sopão Comunitário para famílias mais nescessitadas, programas que reativaremos quando possível.

Mas foi somente em 31 de julho de 2007 que o Grupo Espírita Mensageiros da Luz foi definitivamente registrada , tendo então uma diretoria formada e um estatuto social . Nesta data em assembléia realizada com a participação de 30 pessoas foi dado posse após votação unânime a diretoria da Sociedade Espírita Mensageiros da Luz, tendo como Presidente a irmã Maira Kubask de Arruda e como vice Carlos Eduardo Muller. Participaram desta Assembléia , votaram e foram considerados oficialmente Sócios Fundadores as seguintes pessoas: Alexandre Fabichak Junior, Iliani Fátima Weber Guerreiro, Maira Kubaski de Arruda, Alex Sander Albani da Silva, Alexsandra Siqueira da Roda Silva, Xenia Espíndola de Freitas, Terezinha Richter, Valéria Correia Maciel, Richeri Souza, Carla Cristina de Souza, Miriam de Moura, Maria Guiomar Narciso, Neusa Marília Duarte, Elisabete Martins Fernandes, Leandro Siqueira, Paulo dos Santos, Carlos Eduardo Muller, Camila Guerreiro Bazotti , Sislaine Guerreiro de Jesus, Luiz Leandro Nascimento Demicol, Vera Lucia de Oliveira Nunes, Ieda Rocha da Rosa, Marlon Esteves Bartolomeu, Ricardo Antonio Vicente, Miguel Barbosa Cardoso, Everton da Silva Cardoso, Maria Celenita Duarte, Vera Regina da Silva, Rosangela Cristina Vicente, e Bernadete Antunes. Todos os atos foram devidamente registrados em cartório e constam no livro ata de fundação, sob o número 54822 do livro A-4 com endossamento jurídico do Dr. Carlos Frederico Basile da Silva, advogado inscrito na OAB/RS 39.851.

Durante os meses de maio e junho de 2011 nossa casa promoveu com apoio da Federação Espirita do Rio Grande do Sul e da Ume, um curso de desenvolvimento Mediúnico ministrado as quintas feiras das 19 as 21 horas. Tivemos em média 40 participantes por tema ministrado com a inclusão de mais 4 casas espíritas de Gravataí , alem dos trabalhadores da nossa casa, fortalecendo desta forma os laços de amizade, assim como , o aperfeiçoamento de dirigentes e o corpo mediúnico das Casas Espíritas.

Hoje, nossa Casa Espírita assume uma responsabilidade maior e conta com grupo de estudos, atendimentos de passes isolado e socorro espiritual, magnetismo, atendimento fraterno , evangelização infantil, palestras, prateleira comunitária (arrecadação de alimentos para famílias carentes), representa o DECOM (departamento de comunicação da UME de Gravataí) , bem como leva ao público em geral informações valiosas através do nosso blog: www.carlosaconselhamento.blogspot.com

Departamentos

DIJ - Depto da Infância e Juventude
Coordenadora: Irmã Sislaine
DAFA- Depto da Família
Coordenadora: Irmã Flávia
DEDO - Depto Doutrinário
Coordenador- Irmão Carlos
DECOM- Depto de Comunicação Espírita
Coordenador : Irmão Carlos
DAPSE - Depto de Assistência Social Espírita
Coordenadora: Irmã Terezinha




QUEM SOU EU E O QUE APRENDÍ

SOU EU E O QUE APRENDI
Alguem que busca conquistar a confiança no ser humano para poder acreditar que o mundo pode ser melhor.Aprendi que, por pior que seja um problema ou uma situação, sempre existe uma saída.Aprendi que é bobagem fugir das dificuldades.Mais cedo ou mais tarde,será preciso tirar as pedras do caminho para conseguir avançar.Aprendi que, perdemos tempo nos preocupando com fatos que muitas vezes só existem na nossa mente.Aprendi que, é necessário um dia de chuva,para darmos valor ao Sol. Mas se ficarmos expostos muito tempo, o Sol queima. Aprendi que , heróis não são aqueles que realizaram obras notáveis. Mas os que fizeram o que foi necessário ,assumiram as consequências dos seus atos. Aprendi que, não vale a pena se tornar indiferente ao mundo e às pessoas.Vale menos a pena, ainda,fazer coisas para conquistar migalhas de atenção. Aprendi que, não importa em quantos pedaços meu coração já foi partido.O mundo nunca parou para que eu pudesse consertá-lo. Aprendi que, ao invés de ficar esperando alguém me trazer flores,é melhor plantar um jardim.Aprendi que, amar não significa transferir aos outros a responsabilidade de me fazer feliz.Cabe a mim a tarefa de apostar nos meus talentos e realizar os meus sonhos. Aprendi que, o que faz diferença não é o que tenho na vida, mas QUEM eu tenho.E que, boa família são os amigos que escolhi.Aprendi que, as pessoas mais queridas podem às vezes me ferir.E talvez não me amem tanto quanto eu gostaria,o que não significa que não me amem muito,talvez seja o Maximo que conseguem.Isso é o mais importante. Aprendi que, toda mudança inicia um ciclo de construção,se você não esquecer de deixar a porta aberta. Aprendi que o tempo é muito precioso e não volta atrás.Por isso, não vale a pena resgatar o passado. O que vale a pena é construir o futuro.O meu futuro ainda está por vir.Foi então que aprendi que devemos descruzar os braços e vencer o medo de partir em busca dos nossos sonhos.

GRUPO ITINERANTE

GRUPO ITINERANTE
SE NO SEU BAIRRO OU CIDADE NÃO EXISTE CASA ESPÍRITA ENTRE EM CONTATO CONOSCO PARA LEVARMOS O EVANGELHO DE JESUS ATÉ O SEU LOCAL.
É NECESSÁRIO DISPOR DE LOCAL PARA PALESTRA E PASSES. CONTATO: gemluz@bol.com.br


SENHOR JESUS
Não nos retires dos ombros o fardo das responsabilidades com o qual nos ensina a praticar entendimento e cooperação, mas auxilia-nos a tranportá-lo, sob os teus desígnios. Não nos afastes dos obstáculos com que nos impeles à aquisição da confiança e não avalias as dimensões da fé, no entanto, ampara-nos Senhor, para que possamos transpô-los. Não nos desligues dos problemas com que nos impulsionas para o caminho da elevação das nossas próprias experiências, contudo, dá-nos a tua bênção, a fim de que venhamos a resolvê-los com segurança. Não nos deixes sem o convívio com os irmãos irritadiços ou infelizes, que se nos fazem enigmas no cotidiano, junto dos quais nos convidas ao aprendizado da serenidade e da paciência, mas protege-nos os corações e ilumina-nos a estrada de modo a que nos transformemos para todos eles em refúgio de apoio e socorro de amor. Enfim, Senhor, dá-nos, a cada dia, o privilégio de servir, entretanto, infunde em nossas almas o poder da compreensão e da tolerância, do devotamento e da caridade para que possamos estar contigo, tanto quanto permaneces conosco, hoje e sempre. Psicografia: F. C. Xavier - Médium "Estradas e Destinos". ed. CEU

Doutrina Espírita

Doutrina Espírita

sábado, 18 de abril de 2015

Os pequeninos grãos de areia

 
Somente foge da luz quem se cristaliza nas trevas.
 Quem nada faz, agrava a sombra da inutilidade em que jaz imerso.
 Eis porque, não basta apenas banir o mal.
 Estendamos o bem.
 Somos todos irmãos, iguais perante a Vida.
 Deus não tem enteados.
 E ninguém renasce na carne, para dormir simplesmente...
 O Universo inteiro proclama: – “Trabalhar! Trabalhar!...”
Espíritas! Não importa que a vossa tarefa ciclópica seja a de pequeninos grãos de areia resistindo à avalanche das trevas!
 Em Jesus temos o ponto inquebrantável de apoio.
 N’Ele, não sabemos o que mais admirar: se o Mestre da Manjedoura, se o Anjo do Tabor, se o Herói da Cruz, porque, em todas as posições, é invariavelmente o Mensageiro Divino glorificando o campo das horas.
 Tão vasta se nos apresenta a abnegação do Senhor, que a Sua personalidade profunda vige ainda inacessível ao nosso entendimento maior.
 Mas podemos vincular a nossa pequenez à Sua grandeza, quanto o canal singelo se une aos prodígios da fonte.
 Seremos pequeninos, sim, mas seremos fios do Seu amor.
 E quem poderá no mundo inventariar os tesouros de esquecido raio de sol?
 Assim, não exijais dinheiro para servir.
 Jesus, de si mesmo, não distribuiu sequer um vintém.
 Os Espíritos Benfeitores – Atalaias da Luz – não possuem moedas para dar...
 Por isso mesmo, nas fontes do Evangelho, não existem desenganados.
 Espalhemos as bênçãos da Doutrina Viva do Senhor.
 A prece nada custa...
 O passe é sempre grátis...
 A leitura edificante não pede esforço demasiado...
 A palestra consoladora nunca fatiga...
 A reunião fraternal não cobra ingresso...
 Valorizemos o templo espírita para que o irmão infortunado não se inquiete, julgando-se hóspede no domicílio da oração, mas, sim, que aí se reconheça na própria casa, – a casa de todos,  os lar da família humana.

Maria Celeste
VIEIRA, Waldo. “De Coração para Coração”. Pelo Espírito Maria Celeste. Rio de Janeiro, GB: FEB. 1962, cap. 39.
fonte  WWW.ADDE.COM.BR
         

E as virtudes do Espírito?

A Humanidade precisa despertar e voltar sua atenção para
o desenvolvimento do sentimento e da moral






A humanidade dos dias atuais, seduzida pelas ambições desmedidas do poder e da riqueza, capazes de proporcionar luxo, popularidade e prazeres, vive exclusivamente voltada para a satisfação da fantasia pessoal de seus componentes que passam pela vida, adormecida e descuidada dos graves compromissos assumidos perante o mundo espiritual.

Entende a vida espiritual como sendo de secundária importância, pensando que pode a qualquer instante, com a posse de bens materiais, solucionar as situações íntimas de angústia, insegurança e tantas outras, direcionando todas as emoções e os pensamentos no exclusivo objetivo de adquirir e acumular valores externos, com grande prejuízo para a harmonia interna.

Concentra suas preocupações e anseios na procura a qualquer custo dos resultados imediatistas de suas propostas materiais, supondo-se equivocadamente composta por pessoas especiais, imunes ao sofrimento, às aflições e aos acontecimentos desagradáveis, esquecidos dos embates e desafios naturais da vida de qualquer ser humano.

Não atenta para o fato de que também está sujeita aos efeitos dos fenômenos biológicos, além das ocorrências de cunho moral que nos visitam inesperadamente, sem contar com a inesperada presença da própria morte, privando-nos da bênção do corpo físico, ou de sua passagem por nosso reduto de afeições, separando-nos de alguém muito querido do nosso grupo familiar.

Segue exclusivamente na loucura das ilusões, gastando todo tempo disponível na conquista do poder e do prazer, esquecida de qualquer compromisso de ordem moral mais elevada para com a vida, convencida de que a alegria que desfruta momentaneamente não terá mais fim.

Acredita piamente que jamais perderá as vantagens adquiridas, mas não leva em conta os desgastes e os excessos cometidos com a organização física para a realização de seus intentos, que mais tarde se apresentará sem dúvida muito mais debilitada em razão do repouso não respeitado, da alimentação nem sempre adequada, do álcool e do fumo, entre outros tantos descuidos que causarão sequelas muitas vezes irreparáveis, resultado da visão ainda muito pobre e incapaz para entender e respeitar a própria organização fisiológica.

Convocada, porém, pelos mecanismos das sábias, divinas e universais Leis Naturais para o devido reajuste no caminho da evolução do ser eterno e imortal, para subir convenientemente os degraus da escada evolutiva através das ocorrências menos agradáveis do dia a dia, mostra-se desestruturada, desequilibrada e desanimada, deixando-se envolver pelos efeitos danosos da amargura, da revolta, do medo, partindo em fuga desesperada da realidade que a perturba. Como a Lei é inexorável, não permitindo fuga, tenta solucionar seus problemas com excessos de hostilidade, violência, insensatez e desrespeito, colhendo resultados sempre muito negativos e profundamente infelizes.

"Deus é equidade soberana, não castiga nem perdoa, mas o ser consciente profere para si mesmo as sentenças de absolvição ou culpa ante as Leis Divinas.

"Nossa conduta é o processo, nossa consciência o tribunal.

"Não nos esqueçamos, portanto, de que, se a Doutrina Espírita dilata o entendimento da vida, amplia a responsabilidade da criatura.

"As raízes das grandes provas irrompem do passado - subsolo da nossa existência -, e, na estrada da evolução, quem sai de uma vida entra em outra, porque berço e túmulo são, simultaneamente, entradas e saídas em planos de Vida Eterna."¹

Ninguém pode prescindir do conhecimento e da vivência dos ensinamentos de Jesus de Nazaré, porque só ELE é para todos nós o Caminho, a Verdade e a Vida, principalmente no atual momento enfrentado pela nossa sociedade, em que muitos buscam nas fórmulas esdrúxulas ou nos verbalismos vazios de significado e de conteúdo espiritual, a solução exterior, enquanto o Evangelho nos garante que o Reino de Deus não se estabelece com simples aparências, pois a modificação proposta pelo Mestre é justamente pela transformação moral de dentro para fora do ser.

O Espiritismo vem nos alertar para o vigiar e orar, propondo-nos analisar tudo que nos chega sob a ótica da fé raciocinada, e não da forma como vem sendo divulgada e aceita por muitos incautos, que tudo acatam sem uma análise mais profunda. Certamente muitas dores seriam evitadas só com as lições do amor largamente divulgadas em pensamentos, palavras e atos. Seria possível alterar a conduta moral dos seres, mostrando-lhes o verdadeiro caminho da felicidade.

Sem a compreensão necessária do que representa a verdadeira mensagem cristã e que só o amor cobre a multidão dos pecados, poderá haver alegria ruidosa, exibição de gozos etc., mas isso não será capaz de propiciar a harmonia aos seres humanos, mesmo estando cada vez mais desenvolvidos em inteligência, pois continuarão sentindo os efeitos nocivos dos conflitos do sentimento.

Atenta-se ao fato de que nem sempre a inteligência é usada para o lado positivo do trabalho no bem, sendo muitas vezes utilizada para a expansão do mal e do sofrimento. Muitas criaturas ricas de bens materiais são, ao mesmo tempo, vazias de valores morais, perdidas do verdadeiro sentido de amor a si e ao próximo. Desconhecem o valor da caridade e vivem embriagados pelos vícios de toda ordem.

Jesus nos enviou o Consolador Prometido, o Espiritismo, para que através de seu conteúdo moralizador, especialmente preparado para tão grande missão de reviver suas mensagens e exemplos, possa orientar os homens, oferecendo ao mundo, diretrizes seguras para a construção da paz na Terra. É preciso que haja um despertamento da humanidade para seus postulados que nos convidam a buscar urgentemente os valores do Espírito eterno, a fim de que o homem realmente possa encontrar dentro de si mesmo as soluções para a paz e felicidade interior.

¹  Xavier, F. Cândido. Bênçãos de Amor. Cap. 13.




Afinidade Espiritual

  Numa análise profunda em torno da problemática saúde/doença, pode-se afirmar que sempre o enfermo é o Espírito, em face dos seus compromissos em relação à vida.

Os sofrimentos que se derivam das enfermidades fazem parte da programática evolutiva do ser, que deles necessita, a fim de melhor ponderar em relação aos compromissos existenciais, nem sempre respeitados, invariavelmente relegados a plano secundário.

Nessa ocorrência, a da enfermidade, também incluem-se os fenômenos obsessivos, que podem responsabilizar-se por algumas delas, dando-lhes origem ou piorando-lhes o quadro em decorrência das afinidades existentes entre o paciente e o espírito agressor.

Vinculados pela carga emocional débito/demérito, a influência do Espírito desencarnado em relação ao encarnado, consequência de gravames praticados anteriormente, podendo também ser efeito da existência atual, tornando-se insistente presença no perispírito do seu antagonista, as contínuas cargas de energia morbosa que exterioriza terminam por desorganizar-lhe os equipamentos fisiológicos, facultando o surgimento das doenças de vária ordem.

Por outro lado, debilitando-se o indivíduo por efeito de alguma desordem orgânica, torna-se presa fácil dos inimigos que o sitiam, sofrendo-lhes as energias fluídicas perniciosas que lhe pioram o quadro na área da saúde, tornando-a mais difícil de ser recuperada.

Invariavelmente, portanto, em todos os processos enfermiços que alcançam a criatura humana encontram-se presentes influências espirituais perniciosas, tendo-se em vista a necessidade do paciente resgatar equívocos defluentes da conduta infeliz nas experiências passadas.

A Lei das afinidades espirituais, resultantes do estágio de evolução moral dos espíritos em relação a si mesmos e ao próximo, trabalha em favor do equilíbrio cósmico no indivíduo, estabelecendo que, onde se encontra o endividado aí se faz presente o cobrador, porque ninguém pode desconsiderar os estatutos morais  que vigem no universo sem sofrer-lhes os efeitos, de acordo com o tipo de agressão praticada.

É desse modo que a consciência culpada, esteja consciente ou não do crime praticado, elabora mecanismos punitivos autorreparadores, criando situações emocionais próprias aos conflitos e, noutras vezes, descarregando a culpa nas telas delicadas da organização cerebral, que as transfere para o sistema nervoso central, é direcionada para o sistema endócrino e, por fim, para o imunológico, desestabilizando-o...

Se compreendessem que vivem num mundo de intercâmbio de mentes e de ondas, de vibrações e de energias de toda procedência, melhor precatar-se-iam as criaturas humanas das intoxicações espirituais venenosas, pelo cultivar dos pensamentos saudáveis, geradores de campos psíquicos harmônicos, que se tornariam defesas naturais em relação às influências tormentosas.

Na sublime lição de Jesus, quando sugeriu: "Buscai primeiro o reino de Deus e sua justiça, e tudo mais vos será acrescentado", encontra-se a saudável advertência para o cultivo dos pensamentos superiores, evitando a construção ideológica de enfermidades, de desconcertos, de distúrbios da emoção.

A constância mental em torno dos valores elevados é de relevante significado, porquanto, além de beneficiar aquele que a mantém, espraia-se em volta, beneficiando todos aqueles que se lhe acercam em qualquer um dos planos da vida. Quando alguém se aproxima de um pântano ou de um jardim, desejando-o ou não, aspira o odor característico e, ali, demorando-se, impregna-se da sua exteriorização.



No que diz respeito às ondas mentais, ao clima psíquico, a ocorrência é idêntica, propiciando cuidados em relação ao que se pensa, ao que se aspira, à forma como cada qual se comporta.

pelo Espírito Manoel Philomeno de Miranda - Do livro: Desafios e Bençãos, Médium: Divaldo Franco.

18 de abril Dia Nacional Do Espiritismo, dia escolhido em Homenagem ao Lançamento do Livro Dos Espíritos De Alan Kardec em 18 de Abril de 1857.

O Espiritismo é a ilha da bonança,
No oceano de lágrimas e de dor,
Onde o homem cansado e sofredor
Encontra o porto amigo da esperança.
Porto claro e feliz, onde a alma alcança
Os tesouros de fé, crença e amor,
Sob as bênçãos divinas do Senhor,
E onde a vida decorre calma e mansa.
É na doutrina da fraternidade
Que o coração de toda a humanidade
Há de alcançar mais vida, paz e luz.
Somente o seu ensino verdadeiro
Pode reunir na Terra o mundo inteiro
No Evangelho sublime de Jesus.
João de Deus
Do livro: Lira Imortal
Médium: -Francisco Cândido Xavier –
Espíritos Diversos

terça-feira, 7 de abril de 2015

a-vida-de-chico-xavier-em-forma-de-musica

O musical “Chico Xavier – No Céu da Vibração” acontece nos dias 27 a 31 de maio no Cine Theatro Brasil, no Centro de Belo Horizonte (MG), com ingressos já disponíveis para venda. O espetáculo é uma produção da DrammAto Kostás em parceria com a Scalla Entretenimento, e conta com a direção de Daniel Kostás (foto) e Dilson Mayron. O roteiro, inspirado no livro “Chico Xavier – Meus Pedaços do Espelho”, de Marlene Nobre, traz um diferencial dentro de seu gênero, o de não trazer uma “obra biográfica linear”.
Todo o repertório da apresentação está diretamente relacionado a artistas que já homenagearam Chico Xavier e a apresentação contará com participação da Orquestra Jovem das Gerais, um grupo  experiente  e  premiado
que se apresenta em diversos países da Europa.
Conversamos com o diretor do musical, Daniel Kostás, para saber um pouco mais sobre esta montagem.
O que o inspirou a montar este musical? Por que esta homenagem?
Quando Dilson Mayron, meu sócio e parceiro na direção de "Chico Xavier - No Céu da Vibração" e eu começamos a planejar o Circuito BroadUai há 5 anos, queríamos uma programação forte e que fosse tocante ao público. Paralelamente, fui convidado para dirigir um show em homenagem ao Chico Xavier. O projeto já tinha o perfil filantrópico, em favor do Hospital Espírita André Luiz, mas na época o projeto não pôde ser realizado. Em 2014, nos deu uma grande vontade de retomar o projeto e buscar sua realização. E no fechamento da programação do Circuito BroadUai em meados de 2014, fiz a proposta para as duas equipes de produção, do Circuito BroadUai e do show em homenagem de "Chico Xavier", de que o espetáculo se transformasse em um musical e que integrasse a programação, como a primeira temporada de musical do Circuito, em 2015. A ideia se encaixava perfeitamente: Chico foi um grande homem, inspirou multidões de pessoas e deixou um trabalho incrível; e o mundo dos musicais no Brasil está vivendo atualmente a era dos musicais biográficos. Além disso, com a descoberta de diversas músicas de compositores famosos, como Roberto Carlos, Gilberto Gil e Fábio Júnior, em homenagem a Francisco Cândido Xavier, o musical se tornava um projeto comercialmente forte. Foi então dada a largada à produção de "Chico Xavier - No Céu da Vibração", que além desses fatores todo, conta como inspiração dramatúrgica a biografia escrita em homenagem ao Chico pela querida Dra. Marlene Nobre, falecida em janeiro: o livro "Chico Xavier - Meus pedaços do espelho". Antes do seu falecimento, consegui ainda fazer algumas entrevistas com ela em dezembro passado, quando ela me narrou diversas situações curiosas sobre o Chico.  Pedi sua autorização para colocar essas informações coletadas no musical e ela prontamente me autorizou. São cenas lindas e bastante poéticas, que o grande público poderá conhecer em primeira mão "No Céu da Vibração".
Como você reuniu os dados que serão apresentados?
O material de "Chico Xavier - No Céu da Vibração" foi recolhido em diversas fontes: composições em homenagem ao Chico, suas biografias lançadas, entrevistas, os filmes que foram produzidos em sua homenagem, mas principalmente naquilo que Chico sempre inspirou: uma vibração incomparável. Quando passei o material para que a Selhe Mapér, que escreveu o roteiro do espetáculo pudesse trabalhar, passei a orientação que gostaríamos que a história pudesse focar menos em contar a história do Chico (já muito conhecida) e que focasse mais naquilo que o Chico despertou em todos nós. E é por isso que se chama "No Céu da Vibração", que inclusive é uma das músicas do espetáculo, do Gilberto Gil e gravada especialmente por Elis Regina para um especial da Rede Globo, nos anos 80. O resultado está incrível!
O que o público pode esperar desta obra?
Primeiramente, esperamos que o espetáculo seja emocionante. Afinal, se contar uma história como essa é uma tarefa muito difícil, pois exige bastante cuidado. Há uma expectativa grande do público, principalmente espírita - apesar de que o musical tem atraído pessoas de diversas religiões. Na equipe criativa mesmo temos - além de espíritas - evangélicos, espiritualistas, católicos, judeus e budistas. Chico está acima de qualquer religião e inspirou diversos grupos religiosos, diversos trabalhos pelo mundo e diversas organizações. Foi uma das personalidades mais homenageadas no Brasil: tem a maior quantidade de ruas com levam seu nome; diversos nomes de instituições; os filmes em sua homenagem foram sucesso de bilheteria; diversas músicas que foram feitas em sua homenagem; indicado ao Prêmio Nobel da Paz e foi eleito o mineiro e o brasileiro do século por diversas instituições, como rede Globo, Grupo SBT, entre outras. Ou seja, o público pode esperar também uma grande homenagem. Mas, assim como escreveu Dra. Marlene, o que será apresentado é somente o nosso "pedaço do espelho", a nossa visão sobre a história e o legado deixado por este grande homem e que fizemos com muito carinho e com muito trabalho, executado por uma equipe de quase 200 pessoas, entre artistas e técnicos envolvidos no projeto.
Há artistas conhecido do grande público nesta obra?
Somos quase 200 pessoas e, sim, há artistas de renome, mas ainda não podemos divulgar. Em breve o público vai ficar sabendo!
Quando e onde será a estreia? Há outras praças agendadas?
O espetáculo estreia dia 27 de maio de 2015, no Cine Theatro Brasil e cumpre curta temporada até 31 de maio. Mais de 1/3 dos ingressos foram vendidos nos cinco primeiros dias de abertura da bilheteria, em janeiro. Não há previsões de turnê do espetáculo, por isso recomendamos que o público que queira fazer parte, corra para comprar seus ingressos, antes que se esgotem. O Circuito BroadUai tem parcerias com hotéis em Belo Horizonte e agência de turismo para facilitar para público não residente em Belo Horizonte. Além da temporada do musical, outras atividades especiais foram programadas envolvendo "Chico Xavier", são surpresas e ainda não podemos divulgar também. Para ficar por dentro da programação e ter acesso a outras informações, o público pode ficar de olho na nossa página do Facebook e no nosso site: www.circuitobroaduai.com.br.
Já é possível adquirir os ingressos? Como?
Sim, basta entrar no site compreingressos.com e procurar pelo musical "Chico Xavier - No Céu da Vibração". Pelo telefone também é possível comprar: (31) 2626-1251. E na bilheteria do Cine Theatro Brasil, em Belo Horizonte. Os ingressos do primeiro lote custam R$100,00, com meia entrada de R$50,00, conforme lei. Depois passam a custar R$150,00.
A renda ou parte dela será revertida para alguma obra social?
Toda a renda de bilheteria do projeto será revertida, 100%, para instituições filantrópicas com trabalhos sociais no Brasil e na África. Esse é um dos objetivos principais do projeto: fazer um grande espetáculo em homenagem a Chico Xavier e manter a homenagem inclusive na forma de lidar com a bilheteria do espetáculo, afinal se o próprio Chico doou todos os seus direitos autorais para instituições, como poderíamos nós fazer diferente?! Na verdade, além de "No Céu da Vibração", toda a bilheteria líquida do Circuito BroadUai será 50% doada para instituições com trabalhos sociais. Nós estamos assumindo esse compromisso com o público e com a sociedade!

       Giovana Campos

domingo, 5 de abril de 2015

Se você caminha pelas estradas terrenas, cotidianamente, percebe o quanto costumam serem negativas, pessimistas ou depressivas as expressões da vida de cada um.
As falas diversas dos seus interlocutores, se é que você mesmo não se enquadra nesse rol de negativas e de negatividades.
Jamais, ou poucas vezes, acha-se alguém com entusiasmo pela existência, expressando tal entusiasmo.
Poucos bendizem as horas no corpo físico, com todos os seus acontecimentos a facultar crescimento amplo ou diminuto.
Abrem-se os comentários da vida, habitualmente, pelas afirmativas de que as coisas em torno estão muito ruins, quando menos, diz-se que as coisas estão mais ou menos.
É de costume a pessoa lamentar-se pelos familiares que não são carinhosos, que não são atenciosos, que não são dedicados.
De outro modo, fala-se que estão doentes, que são doentes, que são maus.
Veem-se as conjunturas políticas e sociais do mundo com tamanho pessimismo, que costuma-se asseverar que “não há mais jeito”; “que tudo vai de mal a pior”; “nesse campo ninguém presta”.
Os amigos são para esses negativos, verdadeiros traidores, que não merecem a sua amizade; comenta-se que, em toda parte, o mal vai tomando dianteira.
Se o assunto é vício, drogas etc. Ouvem-se falas como “ninguém escapa”; “todo mundo usa”; “é uma calamidade”.
O trabalho profissional é chato, cansativo, expiatório, e, então, para que trabalhar?
Todavia, vale a pena meditar um pouco sobre tudo isso.
Pare um pouco e pense sobre a sua vida, seus objetivos.
Melhore o nível psíquico do seu dia-a-dia. Você não precisa ser deficiente intelectual diante dos fatos do mundo.
Porém, mesmo sabendo das coisas equivocadas que se passam no mundo a sua volta, procure extrair o melhor de cada dia.
Tente observar as coisas boas, bonitas, formosas que estão acontecendo ao seu derredor.
Você pode atrair bênção ou tormentos, luz ou sombra, tristeza ou alegria. Só depende da sua própria disposição.
Aprenda a extrair o que há de melhor na terra, ao redor dos seus passos.
Busque fazer o seu dia brilhante, feliz, inaugurando, onde se move, o regime de otimismo, de alegrias.
Trabalhe de tal maneira que a sua sensibilidade seja passada a todas as pessoas que estão ao seu redor.
Entusiasme-se com a sua saúde e a dos seus.
Sorria, a cada manhã, com o passeio do sol nas avenidas azuis do céu...
Agradeça ao Senhor supremo pela família, pela saúde, pelas chances de estudar, de trabalhar, sem maiores problemas.
Erga a sua oração ao Criador e, sintonizando nas faixas felizes do bem, transforme a sua existência no mundo físico num campo de muito boas realizações.
Faça do seu dia um dia venturoso, realizando a sua parte para que todo o mundo melhore se aprimore, com um pouco do seu esforço.
Pense nisso!

Equipe de Redação do Momento Espírita, com base em mensagem do Espírito Joanes, psicografada pelo médium J. Raul Teixeira, em 15/03/2000, na Sociedade Espírita Fraternidade, Niterói - RJ.
  fonte : WWW.ADDE.COM.BR
           

O EXAME DA CARIDADE

Em populosa cidade do Brasil, os três amigos, Ribeiro, Pires e Martins, inspirados no Espiritismo consolador, fundaram prestigioso núcleo doutrinário, exclusivamente consagrado a estudos da caridade cristã.

Expressivo número de companheiros se lhes agregaram ao ideal e entidades amigas, através de médiuns devotados à Causa, se revelaram simpáticas, ao trabalho que se propunham desenvolver, colaborando brilhantemente para que a melhor compreensão do Evangelho reinasse no grupo; dentre elas, salientava-se a benfeitora Custódia, que tomou a si o encargo maternal de orientar os três companheiros que haviam entrelaçado esperanças e aspirações, em torno da redentora virtude.

Irmã Custódia ensaiava as mais belas tarefas verbais, na condição de iluminada instrutora; e Ribeiro, Pires e Martins completavam-lhe a obra, proferindo comentários luminosos, junto à comunidade acolhedora.

Livros edificantes eram interpretados com inimitável brilho.

A protetora invisível aos trabalhadores encarnados rejubilava-se, feliz. Explicava-nos, exultante, que encontrara, finalmente, uma sementeira promissora, que lhe dava direito à mais ampla expectativa. A caridade, ali, seria, a breve tempo, árvore abençoada e frondosa, resultando em fonte para sedentos, mesa farta aos famintos e refúgio calmo aos sofredores.

Conferências evangélicas multiplicavam-se em admiráveis torneios oratórios.

Convertera-se a casa num florilégio precioso.

Cada irmão na fé, amparando-se, sobretudo, nas convicções dos três fundadores, incansáveis nas preleções reconfortantes, era portador de observações fraternas e convincentes.

Inúmeros estudiosos visitaram, com enlevo, aquele reduto iluminativo e, ao se despedirem, quase sempre tinham lágrimas copiosas, ante a emoção recolhida nos discursos sublimes.

Autores quais Richet, Delanne e Crookes, inclinados às perquirições cientificas, quando lidos em semelhante parlamento de amor, soavam estranhamente, porque, no fundo, a instituição era um templo exclusivamente dedicado ao evangelismo salvador.

Avizinhando-se o décimo aniversário da instalação, Custódia, a benfeitora, pediu que fizessem orações comemorativas, especiais.

As irradiações da caridade do Alto visitariam os três pilares humanos daquela obra divina e, por isso, convidava o trio a solenizar o acontecimento com palavras de louvor ao Mestre dos mestres.

Ribeiro, Pires e Martins exultaram de contentamento.

Combinaram pronunciar três palestras diferentes, no dia indicado. Um deles falaria sobre o tema “Caridade e Humanidade”, o segundo discorreria sobre “Caridade e Iluminação” e o último sobre “Caridade e Harmonia”.

Chegada a noite de paz e luz, no templo ornado de flores, a trindade orientadora encantou os ouvintes com as suas dissertações renovadoras e inspiradas.

Houve preces tocantes, de mistura com lágrimas insofreáveis.

A mentora espiritual da casa comunicou-se, através de conceitos construtivos e comoventes, esclarecendo que, por haver reservado pequena tarefa para si mesma, durante as horas próximas, tornaria ao agrupamento na semana seguinte, de maneira a apreciar os júbilos da efeméride com a desejável amplitude.

E a notável sessão foi encerrada com indisfarçáveis sensações de ventura no espírito coletivo.

Ribeiro, Pires e Martins, não cabendo em si de contentes, evitaram o bonde, para melhor se entregarem à conversação íntima e longa, no retorno ao ambiente domestico.

Não haviam caminhado um quilômetro, quando foram defrontados por uma senhora de humilde expressão. Não se lhe viam os traços fisionômicos, com suficiente nitidez, mas os pés calçados pobremente, a roupa modesta e limpa e o chalé escuro infundiam-lhe dignidade venerável.

Abordou-os, franca e reverente:

– Senhores! ajudem-me, em nome da caridade! Estou sozinha e é mais de meia-noite...

Tenho trabalho urgente em arrabalde próximo, entretanto, na posição em que me vejo, sou desconhecida na cidade.

E, em tom súplice, acentuou:

– Qual dos três me concederá um abrigo até manhãzinha? Somente até o nascer do Sol...

Os cavalheiros entreolharam-se, assustadiços.

Ribeiro, constrangido, manifestou-se, hesitante:

– Infelizmente, não posso. Minha mulher não compreenderia.

Pires, encorajado, ajuntou:

– Eu também sinto dificuldade. Sem dúvida, estou pronto a praticar o bem; contudo, a senhora, apesar de credora de todo o meu respeito, é mulher, e meus vizinhos não me perdoariam, notando-lhe a presença, junto de mim...

Martins, por último, falou, firme:

– Por minha vez, nada posso fazer. Realmente não sou um homem sem lar. Minha família, entretanto, não entenderia a concessão que a senhora está pedindo. Aliás, não é mesmo razoável o que solicita a uma hora destas...

Não posso arriscar...

Enorme silêncio abateu-se, ali, sobre os quatro, mas Ribeiro lembrou que se cotizassem, oferecendo-se-lhe um leito, por algumas horas, num hotel barato. Cada qual ofereceu cinco cruzeiros e a senhora afastou-se, com palavras de agradecimento.

Acontece, no entanto, que nem Ribeiro, nem Pires, nem Martins conseguiram repousar.

Preocupados com o incidente, ergueram-se, antes do amanhecer, e encontraram-se, infinitamente surpreendidos, à porta da pensão modesta que haviam indicado à forasteira.

Algo lhes feria a consciência e o coração. Desejavam saber como havia passado a senhora que lhes dirigira a palavra com tão grande confiança e intimidade. Não conseguiram, porém, a mínima notícia, até que, na reunião da semana seguinte, consoante a promessa que formulara, Custódia apareceu e, muito bem humorada, através do médium, explicou ao trio assombrado:

– Sim, meus amigos, aquela senhora era eu mesma.

Com a graça de Jesus, materializei-me, em plena rua, a fim de examinar-lhes o progresso em matéria de caridade.

Reparei que para vocês ainda é muito difícil abrir a porta do lar. Mas, se com dez anos de estudo, puderam desatar a bolsa e ceder quinze cruzeiros, sentir-me-ei muito feliz se conseguirem abrir o coração ao verdadeiro amor fraterno, daqui a cem anos...

Sorriu, expressivamente, embora um tanto desapontada, e rematou:

– O essencial, porém, é não interromperem, de nenhum modo, o estudo e o trabalho na direção do Alto...

Não há motivo para desânimo!

Vamos continuar.


pelo Espírito Irmão X - Do livro: Contos e Apólogos, Médium: Francisco Cândido Xavier.
Centro Espírita Caminhos de Luz-Pedreira-SP-Brasil 

A vida é bela

Reflexão : Os cinco itens para elevar nosso pensamento :

1- a vida é bela;
2- eu nasci para amar;
3- eu vivo para , servir;
4- o mal que me fazem não me faz mal, o mal
que me faz mal é o mal que
eu faço, porque me torna um ser mau;
5- há um sol brilhando dentro de mim.

Divaldo Franco nos explica cada um desses
tópicos:
1 - A vida é bela
Se nós observamos a paisagem, ela é
encantadora. Nas muitas vezes que estamos com
os óculos da melancolia, vêmo-la de uma forma
triste e depressiva, mas não é a paisagem;
quando estamos alegres, um poço de lama
pútrida apresenta-se-nos como uma
oportunidade de transformar o jardim; quando
estamos tristes, a fonte cantante parece um olho
que verte lágrimas de dor. A paisagem é a
mesma; nossa disposição de fitá-la é que torna
essa paisagem luminescente ou sombria. Então,
quando colocamos o santo óleo do amor no
coração e as lentes transparentes da alegria, a
vida é sempre bela.

2 - Eu nasci para amar
Todos nós nascemos para amar. Ocorre que em
nosso trânsito evolutivo nosso egotismo leva-nos
a querer ser amados e negociamos o amor. O
amor para nós só tem sentido se houver uma
resposta, e então isso não é amor. O amor é
como perfume, ele exterioriza. É claro que em
nosso sentido de humanidade gostaríamos de
receber a resposta, mas não é tão importante,
porque as pessoas que recebem respostas
afetivas nem sempre são plenas, tornam-se
caprichosas e cada vez querem mais. Então,
quando do nós amamos, sempre a vida responde,
porque o ato de amar é uma forma de ser feliz. A
vida é uma canção de serviço: todo aquele que
não vive para servir ainda não aprendeu a viver.

3 - Eu vivo para servir
O Rotary tem um pensamento extraordinário:
aquele que não vive para servir, não serve para
viver. A mim, apesar da beleza, me parece um
tanto pessimista; eu o substituiria: aquele que
não vive para servir, não merece viver. Então, eu
diria, ainda, que não aprendeu a viver, porque a
gente aprende a viver quando se torna útil,
quando a gente sabe que a vida tem um sentido,
que a vida tem um significado.

4 - O mal que me fazem não me faz mal, o mal
que me faz mal é o mal que eu faço, porque me
torna um ser mau
Invariavelmente nós valorizamos mais o mal do
que o bem. Há uma bela história de psicologia:
Um professor foi dar uma aula de avaliação
comportamental e chegando na classe estendeu
sobre o quadro de giz um imenso lençol alvo;
depois tomou de um pincel e na ponta do lençol
colocou pequena mancha, e perguntou aos
alunos: que vêem? Todos, em uníssono: uma
mancha! Ninguém viu o lençol. A mancha era mil
vezes menor que o lençol; é a tendência para ver
desenfocada a realidade. Ninguém sequer diz:
vejo o lençol com uma mancha. É nosso
atavismo ver o lado negativo. Por quê? Por causa
dos nossos instintos primários.
Os três instintos básicos da vida são:
alimentação, repouso e nutrição; por causa deles
os animais matam; por causa deles nós também
matamos e por esse instinto de ver sempre a
supremacia sobre o mais fraco nós adquirimos
uma tendência negativista, porque armazenamos
mais idéias negativas que positivas e graças a
isso nós nos perdemos ante a realidade. Na hora
que aprendermos a servir, nós superaremos todos
esses condicionamentos, e se não recebermos
respostas é porque nosso serviço não foi tão
profundo que mudasse a estrutura daquele ou do
lugar a que estaremos servindo.
Em realidade, quando alguém não gosta da gente,
o problema não é nosso, é da pessoa. Se alguém
fala mal de nós, há de ter um fator de
desequilíbrio de quem fala: há inveja, há
competição, há insensatez, o desejo de superar,
ou simplesmente uma alma atormentada. Então,
se alguém não gosta de nós, o problema é da
pessoa.
Mas quando nós não gostamos de alguém o
problema é nosso. Porque nós é que não estamos
bem, nós é que estamos doentes, daí o mal que
me fazem não me faz mal, porque a vibração
negativa só encontra apoio quando há
consonância; se eu me mantiver acima da faixa
vibratória daquele que não gosta de mim, não há
um plugue para a fixação da tomada do meu
sentimento, então, seu mal não me atinge; mas
se eu reagir e descer ao mesmo nível, então aí o
mal me faz mal. Agora, o mal pior não é aquele
que nos fazem, é o que nós fazemos, porque nos
torna pessoas más; daí, nós devemos encetar
todo esforço para nunca retribuir o mal com o
mal.
Quando alguém nos persiga, calunie e até minta,
acusando-nos por coisas que jamais passaram
por nossa mente, porque as mentes são muito
férteis e há um ângulo da psicologia, no capítulo
das patologias, a mentira, a pessoa sempre
mente e quando percebe que seu objetivo não
logrou, a pessoa cria coisas que não existem,
mas na mente dele acontecem; é o transtorno
psicológico: ele vê o que existe dentro de si; nós
não devemos reagir, devemos agir, deixar que o
tempo responda, porque a pessoa também vai
amadurecer, vai viver, vai aprender com a vida e
merece amor, porque amar a quem nos ama é
muito fácil, amar a quem nos hostiliza ou não
simpatiza conosco, esse é o grande desafio.

5 - Há um sol brilhando dentro de mim
Há um sol que brilha dentro de nós: é a presença
do amor, porque normalmente o sol brilha fora e
nós, que estamos no meio, projetamos sombra;
quando instalamos o sol do amor dentro de nós,
na crença, na beleza, nós nos tomamos uma
lâmpada que irradia em todas as direções.
Conclusão:
Então, a vida é bela, como diz Joanna de Ângelis;
eu nasci para amar, e a gente, quando nasce para
amar, tem sempre que fazer alguma coisa para
que o mundo se torne digno de ser amado. Eu
nasci para servir; então, estamos aqui com um
objetivo superior; o mal que me fazem não me faz
mal, porque toda vez que alguém pensa em mim
negativamente, isso deve constituir um estímulo
para que eu avance na direção do bem; e o sol
que brilha dentro de nós é a presença do amor.

          Joanna de Ângelis

FAZENDO SOL

Além da cela em que te enclausuras, alimentando as vitórias dos sofrimentos que crias entre sombras mentais, o trabalho socorrista espera braços para acionarem a alavanca da oportunidade, em favor de outros mais necessitados do que tu mesmo, que não podem parar nos degraus da lamentação.
          Eles passam pela vida entre soluços e provações, a que desde cedo se encontram vinculados.
          Dirás, no entanto, que eles já se acostumaram e que as dores que te laceram são insuportáveis.
          Ignoras, certamente, a dor de uma mãe viúva e enferma sustentando em braços fracos o filho misérrimo e esfaimado; não sabes o desgosto profundo que experimenta um pai envelhecido que a tirania dos filhos jovens atirou à sarjeta e ao abandono;  desconheces o sinal da orfandade, desde as primeiras horas nas ruas do desconforto, em forma de complexos e recalques malsinantes; desconheces os punhais invisíveis das dores morais que despedaçam o coração e mil outros angustiantes golpes com que o pretérito culposo pune no presente os infratores da Lei...
          Ameniza tuas provações ajudando outros sob a dolorosa cruz de provações sem nome.
          Há fome de amor perto do teu leito de queixas.
          Levanta-te da inércia a que te vinculas impensadamente e aciona a máquina da beneficência.
-o-
          A palavra de acolhimento fraternal que endereças a alguém é raio de sol na direção da vida.
          A reprimenda que silencias se converte em reservas de piedade a teu próprio favor.
          Todos somos imperfeitos em luta titânica pela ascensão aos páramos da luz.
          Quantos bens se demoram encurralados em tuas mãos e quantas oportunidades te passam improdutivas?!
          Acompanha a viagem da semente em transformações incessantes até uma nova semente.
          Segue a jornada de uma moeda perdida na ociosidade do teu cofre e consigna os bens que pode espalhar quando dirigida pelos poderes da caridade.
          Aplica o minuto do repouso indébito e desnecessário, edificando algo bom em alguém ou para alguém, e as noites do desassossego fulgirão com os lampejos das estrelas do teu esforço clareando caminhos.
          Muitas dores são filhas da ociosidade.
          Diversos males descendem da ignorância dos males reais.
          Múltiplas enfermidades desenvolvem-se na madre da inutilidade.
          Vidas vazias são colunas belas e decoradas sem base nem utilidade, dispensáveis e frágeis.
          A auto piedade pode ser comparada à hera constringente que despedaça a frincha em que se apoia...
          Lá fora, além da cela do teu isolacionismo, está fazendo sol e Jesus, hoje como outrora, esquecido de si mesmo e das ingratidões dos homens e do mundo está recolhendo corações para a lavoura do amor.
          Deixa-te inundar da poderosa mensagem da luz e vencerás as sombras do pessimismo e da nostalgia que te vencem desapiedadamente, fazendo-te entender, porque para quem ama sempre “está fazendo sol.”

(De “Dimensões da Verdade”, de Divaldo P. Franco, pelo Espírito Joanna de Ângelis)


fonte: WWW.ADDE.COM.BR
        

31 de março de 1869 - Desencarnava Allan Kardec

Emocionante o texto publicado na Revista Espírita (Revista criada por Kardec) de Maio/1869. O texto foi publicado só em maio, pois a Edição de Abril já estava pronta para ser entregue na ocasião de sua desencarnação:

“O homem já aqui não está; a alma, porém, permanecerá entre nós. Será um protetor seguro, uma luz a mais, um trabalhador incansável que as falanges do Espaço conquistaram. Como na Terra, sem ferir a quem quer que seja, ele fará que cada um lhe ouça os conselhos oportunos; abrandará o zelo prematuro dos ardorosos, amparará os sinceros e os desinteressados e estimulará os mornos. Vê agora e sabe tudo o que ainda há pouco previa! Já não está sujeito às incertezas, nem aos desfalecimentos e nos fará partilhar da sua convicção, fazendo-nos tocar com o dedo a meta, apontando-nos o caminho, naquela linguagem clara, precisa, que o tornou aureolado nos anais literários. Já não existe o homem, repetimo-lo. Entretanto, Allan Kardec é imortal e a sua memória, seus trabalhos, seu Espírito estarão sempre com os que empunharem forte e vigorosamente o estandarte que ele soube sempre fazer respeitado. Uma individualidade pujante constituiu a obra. Era o guia e o fanal de todos. Na Terra, a obra substituirá o obreiro. Os crentes não se congregarão em torno de Allan Kardec; congregar-se-ão em torno do Espiritismo, tal como ele o estruturou e, com os seus conselhos, sua influência, avançaremos, a passos firmes, para as fases ditosas prometidas à Humanidade regenerada.”
fonte: http://www.forumespirita.net/fe/artigos-espiritas/31-de-marco-de-1869-desencarnava-allan-kardec/?PHPSESSID=46fcf32e9ab5f196d21565808651d8fd#.VSE7vfCgrPg

domingo, 22 de março de 2015

CARIDADE - por Richard Simonetti

Qual o verdadeiro sentido da palavra caridade, como a entendia Jesus?
Benevolência para com todos, indulgência para as imperfeições dos outros, perdão das ofensas.
Questão n° 886 (Das Leis Morais, em O Livro dos Espíritos).

Muitos centros espíritas levam o nome Amor e Caridade. Evidentemente não imaginavam seus fundadores tivessem o mesmo significado, algo como Luz e Claridade ou Paz e Tranquilidade.
Caridade seria na ótica de O Livro dos Espíritos:

Benevolência, que se exprime na boa vontade e na disposição para praticar o Bem;
Indulgência, que é clemência e misericórdia para com as imperfeições alheias;
Perdão, que é o ato de desculpar ofensas.

Exercício de benevolência: Trabalho em favor do semelhante.

Exercício de indulgência: Solidariedade em face das limitações e fraquezas do próximo, evitando discriminá-lo.

Exercício de perdão: Esquecimento do mal que se tenha sofrido de alguém, num ato de tolerância esclarecida que se exprime na compreensão.
Talvez tenhamos aí a origem da máxima de Kardec Trabalho, Solidariedade e Tolerância, a orientar a ação espírita. Sem tais princípios não há a possibilidade de um entendimento perfeito entre os homens na construção de um mundo melhor.

E o Amor?
Amor é afeição profunda. É gostar muito. Ê, em sua acepção mais nobre, querer o bem de alguém na doação de si mesmo.
Decantado pelos poetas e exaltado pelos sonhadores, o Amor é abençoado sol que ilumina e aquece os escabrosos caminhos humanos.
Só há um problema: é impossível sustentá-lo, torná-lo operoso e produtivo sem o combustível da caridade.
No passado muitos religiosos instalavam-se em lugares ermos, impondo-se privações e flagícios como sacrifício em favor da Humanidade. Em sua maioria apenas comprometeram-se em excentricidades e desequilíbrios. Sem caridade o amor pelo semelhante pode converter-se em perturbadora paixão por nós mesmos...
O apóstolo Paulo vai bem mais longe ao assunto (I Coríntios 13:1-3), quando destaca que ainda que detenhamos o verbo mais sublime, a mediunidade mais apurada, o conhecimento mais profundo, a convicção mais poderosa, o desapego mais amplo e inabalável destemor da morte, isso tudo pouco valerá se faltar a caridade, isto é, se não estivermos imbuídos do desinteresse pessoal, no desejo sincero de servir o semelhante.
E Kardec nos oferece a mesma visão da inutilidade de todas as iniciativas em favor da redenção humana, se faltar o componente básico, ao proclamar,
Fora da Caridade não há Salvação.
 fonte:
WWW.ADDE.COM.BR 
 

domingo, 15 de março de 2015


LEIA E ESTUDE AS OBRAS DA CODIFICAÇÃO:

REPARAÇÃO

 


Na Terra, muitas vezes, aguardamos a passagem da desencarnação para o ingresso ao paraíso, esquecendo na vizinhança a oportunidade de construir o Céu pela implantação da verdadeira fraternidade.
*
          Em muitas ocasiões, suspiramos pela presença dos anjos recusando os mais ínfimos exercícios de compaixão e bondade, a benefício de outrem.
*
          Habitualmente, rogamos o amparo divino, sem ceder um milímetro de nosso conforto humano e, quase sempre, reclamamos a bênção dos instrutores espirituais cerrando a porta de nossas almas aos que nos suplicam entendimento e perdão.
*
          É imprescindível, porém, recordar que ninguém precisa morrer na carne para ressurgir na atitude.
*
          O sol renascente, cada manhã, ensina-nos, em silêncio, que a vida começa todos os dias e que em todos os dias é possível refazer o destino pela reparação voluntária de nossos próprios erros.
*
          Aprendamos a fazer luz no íntimo de nós mesmos, através do estudo nobre e a corrigir nossos males pelo serviço do bem constante.
*
          Saibamos edificar, segundo o amor claro e simples, e perceberemos, em cada instante, o nosso ensejo de cooperar em favor dos outros.
*
          Dispõe a semelhante mister e não encontrarás no campo em que jornadeias senão companheiros de esperança e de luta, mendigando-te o coração.
          Enxameiam aqui e ali, aflitos e desditosos, ainda mesmo quando se te afigurem dominados de orgulho ou envilecidos na vaidade.
          Não lhe agraves a dor estendendo as sombras que lhes obscurecem as horas.
*
          Foge à reprovação que aniquila, evita o sarcasmo que envenena, esquece a exigência que desfigura e abstém-te da acusação que vergasta...
*
          Lembra-te de que a todos nós cabe o dever do auxílio para que sejamos auxiliados.
*
          E, reparando, incessantemente, o mal que outrem provoque, estarás restaurando o próprio caminho que, limpo e renovado, deixará passar, em teu socorro, a luz do bem eterno, de que ninguém prescinde na ascensão para Deus.

(Livro: Confia e segue. Francisco Cândido Xavier por Emmanuel)
fonte: WWW.ADDE.COM.BR
         

Destinação da Terra. Causas das misérias humanas

“Muitos se admiram de que na Terra haja tanta maldade e tantas paixões grosseiras, tantas misérias e enfermidades de toda natureza, e daí concluem que a espécie humana bem triste coisa é.”  1

No belíssimo e comovente filme “Dersu Uzalá”, o cineasta Akira Kurosawa conta a história de caçador mongol que serviu de guia à expedição russa de levantamento topográfico na Sibéria, em inícios do século 19.

Dersu, que sempre viveu na floresta, é exemplo de humildade e sabedoria. Oferece ao grupo várias lições de respeito aos seres vivos, aos recursos naturais e à preservação da natureza.

Uma delas, inesquecível, ocorre sob intensa chuva, na passagem da expedição por rústica cabana de caçadores. Dersu Uzalá procura grandes cascas de árvores e recupera o frágil local do breve pouso, tapando goteiras.

No outro dia, ao partirem, pede alimentos (arroz e sal) para deixar no modesto abrigo, em pequena prateleira ali existente.

O chefe da expedição indaga-lhe:

– Voltaremos a este local?

– Não, responde o bom Dersu.  – Ao que o outro retruca:

– Então, por que deixar alimentos na cabana?

– Para quem vier depois, com fome. Encontrará comida...

Dersu Uzalá pensa no próximo, seja ele quem for; conhecido, ou não, que virá depois, cansado e faminto, àquelas paragens inóspitas!

É uma das preciosas lições que nos transmite, em todo o filme, o genial diretor japonês!

Embora inusitado para o comandante, ele atende ao pedido do guia humilde.

*

Também na Terra, desconhecemos os que virão no amanhã e que precisarão de meios para se manterem. Merecem respeito e que preservemos os recursos naturais.

A Doutrina Espírita ensina-nos que voltamos a encarnar, inúmeras vezes, e que o fato não se dá só neste orbe, mas em quaisquer das inúmeras moradas da Casa do Pai. Podemos, pois, a ela retornar e, certamente o faremos, queiramos ou não.

Ainda que aqui não voltássemos, há que preservá-la, não só por amor à nossa bela casa planetária, mas por amor a todos que aqui serão acolhidos, para evoluir.

Jesus preceitua que daremos contas de tudo o que nos é confiado: “Dá conta de tua administração” – Lucas, 16:2.

Em O Evangelho segundo o Espiritismo 2, Allan Kardec fala da destinação da Terra e das causas das misérias humanas.

Nossas enfermidades morais dão-lhe a condição – por enquanto – de subúrbio, hospital, penitenciária ou sítio malsão. Essa a razão de aqui ainda proliferarem maldades, paixões grosseiras, misérias e doenças de toda ordem.

Mais graves as de natureza moral e que se chamam egoísmo, orgulho, vaidade, ingratidão, ódio, maldade; inveja; injustiça; vícios e paixões, geradoras de todas as enfermidades físicas e psíquicas.

Mas a humanidade não está toda na Terra. Apenas pequena fração dela vincula-se ao nosso planeta. É o que lemos no texto citado e que Mentores Espirituais reafirmam a Allan Kardec:

“São habitados todos os globos que se movem no espaço? – Sim, e o homem terreno está longe de ser, como supõe, o primeiro em inteligência, em bondade e em perfeição. (...).”  3

Em síntese, diz ele que muitos se admiram da maldade, das paixões grosseiras, das misérias e enfermidades aqui existentes.

Assim pensam os que ignoram que apenas parcela da Humanidade encontra-se na Terra e que a espécie humana povoa os inúmeros orbes do Universo.

E prossegue, textualmente: “Ora, que é a população da Terra, em face da população total desses mundos? Muito menos que a de pequena aldeia, comparada à de grande império. A situação material e moral da Humanidade terrena nada tem que espante, desde que se leve em conta a destinação da Terra e a natureza dos que a habitam”.

Diz que faria mau juízo da população de uma grande cidade, quem se limitasse à visão daqueles que habitam suas regiões ínfimas e sórdidas. Num hospital, encontram-se doentes; num presídio, reúnem-se torpezas e vícios. Em regiões não saudáveis, os que aí residem são pálidos, fracos e doentes. Nossas enfermidades morais fazem dela subúrbio; hospital; penitenciária; sítio malsão.

Por isso, há nela mais aflições do que alegrias: “(...) não se mandam para o hospital os que se acham com saúde, nem para as casas de correção os que nenhum mal praticaram; nem os hospitais e as casas de correção se podem ter por lugares de deleite”.

A população de uma cidade não se acha toda em hospitais e em prisões, “(...) também na Terra não está a Humanidade inteira”.

No estágio evolutivo em que nos encontramos, a Terra nos acolhe como réus que transgredimos as Leis de Deus, ou seja, na condição de enfermos morais. Esta, afinal, sua destinação: acolher enfermos para que se eduquem e se curem moralmente, nas lições do Evangelho.

Naquele texto, conclui o Codificador que saem dos hospitais os que se curaram; e, das prisões, os que cumpriram suas penas e que “(...) o homem deixa a Terra, quando está curado de suas enfermidades morais”.

Mas ela é, sobretudo, preciosa Escola – da qual o Mestre inigualável é Jesus!  Escola e Mestre que, lamentavelmente, ainda não aprendemos a servir, a amar e a valorizar!

Referências:

1.                 KARDEC, Allan. O Evangelho segundo o Espiritismo. Trad. Evandro Noleto Bezerra. 2. ed. Rio de Janeiro: FEB, 2013. Cap. III, it. 6, p. 53.

2.                 _____._____. Cap. III, itens 6 e 7, p. 53 e 54.

3.                 KARDEC, Allan. O Livro dos Espíritos. Trad. Evandro Noleto Bezerra. 1ª edição Comemorativa do Centenário. Rio de Janeiro: FEB, 2006. Q. 55.
         José Gebaldo de Sousa

fonte : http://www.forumespirita.net/fe/accao-do-dia/destinacao-da-terra-causas-das-miserias-humanas/?utm_source=feedburner&utm_medium=email&utm_campaign=Feed%3A+forumespirita+%28Forum+Espirita+email+news+100+topicos%29#.VQYEn472Rdc

Literatura espírita

Já me reportei a este assunto anteriormente abordando-o de determinada perspectiva, que considera com amplitude de vistas a realidade amplamente debatida hoje em dia da fartura de novos autores, sobretudo de novas obras ditas mediúnicas no mercado literário.

Fiz ênfase na verdade de que, ao lado de se fazer prevalecer cautela com o conteúdo de todo livro dito psicografado ou espírita, atentando para quaisquer indícios de aberração doutrinária, todavia, não é compatível com os propósitos dos próprios benfeitores desencarnados a promoção de uma caça às bruxas, desenfreada no Movimento, condenando todo autor e médium novo. Há que se alertar para o fato de que as realidades da vida nas dimensões espirituais obedecem ao fluxo dinâmico da existência, que de modo algum é estático. Isto posto, fácil se depreender que, incessantemente, reencarnam no orbe indivíduos comprometidos com a tarefa de dar continuidade ao noticiário dos mentores e da Espiritualidade benfeitora, a respeito de um conhecimento contínuo do que constitui a nossa jornada para além da vida na matéria, de vez que mesmo esses planos espirituais evoluem, se modificam. A própria ciência, hoje, em todo o mundo, já debate estes temas com destemor e amplitude. Por conseguinte, é coisa insensata o sequer pensamento de que a literatura espírita aceitável está confinada nos mestres e autores que nos antecederam, no serviço luminoso de informativo dos acontecimentos nas dimensões espirituais, a exemplo de Léon Denis, Ernesto Bozzano, Yvonne Pereira e tantos outros, que pavimentaram esta trajetória digna.

Quero aqui retomar o tema, todavia, na posição de autora nesta mesma área espírita, para, a bem da justiça, considerar o outro lado da questão; e, para tanto, fazendo menção à vertente da literatura onde desenvolvo minha tarefa de parceria mediúnica com os autores espirituais de meus livros – a dos romances espíritas. Somando argumentos de contrapartida no sentido de que, de fato, e especialmente neste estilo de literatura, deve-se passar o pente fino em conteúdos, antes de considerá-los como coisa digna de ser comprada e lida, ou mesmo merecedora de apreço na missão de se transmitir aos leitores do Espiritismo, principiantes, ou já familiarizados com a Doutrina transmitida pelos Espíritos da Codificação, a mensagem consoladora do que se trata nossa trajetória evolutiva na eternidade.

Aqui, contudo, vem a pergunta: como fazer para se passar este pente fino? Para julgar conteúdos de dezenas de obras que vêm a público no decorrer das últimas duas décadas, no fluxo rendoso do filão literário que mais vende nas livrarias espíritas ou espiritualistas e nos Clubes dos Livros?

O respeitável Raul Teixeira, em uma de suas inspiradas palestras a respeito do tema, tocou no ponto crítico deste problema. E, como nunca é demais se falar a respeito, por amor daquilo a que nos dedicamos sob o patrocínio da Espiritualidade assistente, quero aqui também fazer coro ao que se constitui como o método mais indicado para não se cair em armadilhas que, em lugar de informar, desinformam os interessados sinceros do assunto: o estudo!

Amigos, nunca será demais repetir que a base do conhecimento espírita autêntico, que sempre nos oferecerá subsídios seguros sobre o que é ou não é idôneo no território dos informes espíritas, é, como será sempre, o Pentateuco de Allan Kardec!

Claro que também encontramos ressonância em conteúdos literários respeitáveis n’outros autores, e mesmo n’outras frentes do conhecimento religioso e filosófico disponível sobre as grandes Verdades Espirituais ao longo dos milênios. Com muita propriedade, o senhor Antônio Plínio, saudoso presidente palestrante da Sociedade Espírita Ramatis, no Rio de Janeiro, nos lembrava, em mais de uma vez, que fontes seguras dessas mesmas verdades também seriam encontradas pelo pesquisador e estudioso sério em Ordens milenares, como a Antiga e Mística Ordem Rosacruz, nos ensinamentos da Grande Fraternidade Branca, dentre vários outros canais. Sabe-se que há muitos caminhos, igualmente valiosos, que nos levam ao Criador, em obediência ao exercício sagrado do livre-arbítrio de cada busca individual.

Mas, aqui, neste espaço conciso, quero fazer foco no capítulo de determinado estilo literário espírita que, hoje, conta com quilos de volumes nas prateleiras de todo o país, de modo a verdadeiramente atordoar o leitor sincero, que talvez principie seu interesse pelos temas associados ao que já nos noticiou com grandes claridades Espíritos como Emmanuel e André Luiz, na psicografia do querido Chico Xavier.

Diante de tanta oferta, sem referência segura daquilo que é o mais indicado, adequado a uma informação segura do assunto na linha dos romances, portanto, amigos, como se conduzir? Apegar-se somente a autores consagrados, como sugerem alguns, numa linha radical de pensamento, e como se ninguém mais fosse digno de confiança na sucessão dos trabalhos da Espiritualidade em parceria de psicografia com médiuns que se comprometeram a dar continuidade ao esclarecimento do espírito humano na face material terrena? Não é sensato.

Convém, por outra, e isso sim, o estudo dos autores consagrados e dos livros da Codificação, para uma segura base doutrinária, e, paralelo a isso, que se mantenha aberta a mente para se avaliar, a partir disso, com conhecimento de causa, o que nos é oferecido diariamente na praça literária espírita!

O que este ou aquele romance nos ensina, como pano de fundo da história de amor bela e comovente, desta ou daquela procedência? Uma moral útil, iluminada, de molde a nos inspirar às transformações individuais na compreensão dos nossos verdadeiros objetivos e desafios ao reencarnar? A história romântica entre o casal ligado por um carma difícil, ou entre mães ou pais e filhos, nos ensina, na sua conclusão, que os caminhos do ódio, da mágoa e do egoísmo mais não fazem do que reforçar este mesmo carma negativo, que não leva ninguém à felicidade? O conteúdo do romance espírita, por mais comovente que seja, é nobre, e seus autores nos elevam o íntimo às claridades desejáveis das paragens espirituais benfeitoras da vida humana? Ou, de modo sub-reptício, sutil, deparamos enredos que se prestam mais a oportunidades de se exacerbar as emoções do leitor com detalhamentos deprimentes de licenciosidades no território sexual, ou de cenas violentas, ao molde do que se assiste à farta em novelas ou filmes arrasa-quarteirões interessados em audiências numerosas que se deixam atrair e seduzir pela excitação doentia dos nervos diante de cenas sombrias?

O que se vê em tal ou qual livro é uma ode ao amor, à luz, ou uma exposição aleatória, como enaltecimento gratuito, de acontecimentos ligados às atitudes mais torpes de que os seres humanos se mostram capazes?

Nenhum conteúdo dito espírita que, de leve sequer, remeta à intenção de alimentar no leitor incauto emoções doentias que, no contexto reencarnatório atual de todos, já são em excesso exploradas de modo lamentável por veículos de entretenimento, mais interessados em cifras milionárias do que em conteúdo saudável para o espírito humano, amigo leitor, merece, de fato, a sua atenção! E é por esta exata razão que se faz imprescindível, aos que se dizem espíritas, ou pelo menos aos que estão interessados em informação saudável e fidedigna das mensagens importantes da Espiritualidade assistente de nosso mundo, o estudo prioritário da Doutrina, que anteceda, ou que se dê em paralelo, à leitura dos romances que, se de boa qualidade, e provenientes de uma autoria espiritual confiável, realmente amorosa, de fato nos embevecem, enriquecem e complementam os ensinamentos que Allan Kardec, Jesus, e outros vultos nobres a serviço do progresso da humanidade pretenderam nos trazer, em diversas épocas!

Munido desta salvaguarda, nenhum receio merece lugar nas nossas considerações. Bons e maus livros, de autores novos ou reconhecidos, falarão por si, e o conteúdo inadequado será rejeitado. E o próprio leitor saberá fazer a diferença, com maior segurança, da mensagem verdadeiramente voltada à realização de uma rota segura, que nos encaminhe, pelas vidas sucessivas, a um pleno estado de felicidade e de despertamento espiritual.
           Christina Nunes

fonte:  http://www.forumespirita.net/fe/livros/literatura-espirita-52207/?utm_source=feedburner&utm_medium=email&utm_campaign=Feed%3A+forumespirita+%28Forum+Espirita+email+news+100+topicos%29#.VQYDVY72Rdc


quarta-feira, 11 de março de 2015


O HOMEM E A MULHER

São iguais perante Deus o homem e a mulher e têm os mesmos direitos?
Esta pergunta foi feita, no século XIX, por Allan Kardec aos Espíritos Superiores, e a resposta deles foi uma contrapergunta:
Não outorgou Deus a ambos a inteligência do bem e do mal e a faculdade de progredir?
Os Benfeitores lançaram, em pleno século XIX, um desafio para a sociedade da época, que tinha no homem um ser superior à mulher, a quem esta devia obediência e respeito.
É incontestável que homens e mulheres têm os mesmos direitos, com variações apenas quanto às funções que cabem a cada um junto à sociedade.
Sobre essa questão, Kardec perguntou aos Espíritos:
As funções a que a mulher é destinada pela Natureza terão importância tão grande quanto as deferidas ao homem?
Eis a resposta:
Sim, maior até. É ela quem lhe dá as primeiras noções de vida.
Nessa afirmativa dos Benfeitores, fica claro que a maternidade é uma das funções que cabe à mulher, bem como as primeiras noções de educação.
Victor Hugo, poeta e romancista francês que viveu no século XIX, escreveu uma belíssima página sobre o homem e a mulher, que vai aqui reproduzida:
O homem é a mais elevada das criaturas. A mulher é o mais sublime dos ideais.
Deus fez para o homem um trono; para a mulher, um altar. O trono exalta; o altar santifica.
O homem é o cérebro; a mulher o coração. O cérebro produz luz; o coração, o amor. A luz fecunda; o amor ressuscita.
O homem é o gênio; a mulher o anjo. O gênio é imensurável; o anjo indefinível.
A aspiração do homem é a suprema glória; a aspiração da mulher, a virtude extrema. A glória traduz grandeza; a virtude traduz divindade.
O homem tem supremacia; a mulher, a preferência. A supremacia representa a força; a preferência o direito.
O homem é forte pela razão; a mulher é invencível pela lágrima. A razão convence; a lágrima comove.
O homem é capaz de todos os heroísmos; a mulher, de todos os martírios. O heroísmo enobrece; o martírio sublima.
O homem é o código; a mulher, o Evangelho. O código corrige, o Evangelho aperfeiçoa.
O homem é um templo; a mulher um sacrário. Ante o templo, nos descobrimos; ante o sacrário, ajoelhamo-nos.
O homem pensa; a mulher sonha. Pensar é ter cérebro; sonhar é ter na fronte uma auréola.
O homem é um oceano; a mulher, um lago. O oceano tem a pérola que o embeleza, o lago tem a poesia que o deslumbra.
O homem é a águia que voa; a mulher, o rouxinol que canta. Voar é dominar o espaço; cantar é conquistar a alma.
O homem tem um farol: a consciência; a mulher tem uma estrela: a esperança. O farol guia, a esperança salva.
Enfim, o homem está colocado onde termina a Terra; a mulher, onde começa o Céu.
*   *   *
O homem é, assim como o pássaro, muitas vezes obrigado a enfrentar a tempestade, fora do ninho, para que o ninho desfrute alegria e abastança.
A mulher é o anjo desse mesmo ninho em que o homem procura paz e refazimento.
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 Redação do Momento Espírita com base nos itens 817 e 821 de O livro dos Espíritos, de Allan Kardec, ed. Feb e em poesia de Victor Hugo, extraída do v. 5 da Coleção Antologia do pensamento mundial, ed. Logos e do verbete Homem, do livro Dicionário da alma, de Autores diversos, psicografado por Francisco Cândido Xavier, ed. Feb.
fonte:  WWW.ADDE.COM.BR
         

DEUS PRIMEIRO

Caminharás, muitas vezes, no mundo, à maneira de barco no oceano revolto, sob a ameaça de soçobro, a cada momento; entretanto, pensa em Deus primeiro e encontrarás o equilíbrio que reina, inviolável, no seio dos elementos.

Se a natureza parece descer à desordem, prenunciando catástrofe, não permitas que a tua palavra se converta em agente da morte. Fala em Deus primeiro.

Antes das destruições que hoje atribulam a Humanidade, outras destruições ocorreram ontem, mas Deus plantou, em silêncio, novas cidades e novos campos onde a ventania da transformação instalara o deserto.

Se os profetas da calamidade e da negação anunciarem o fim do mundo, traçando quadros de aflição e terror, crê em Deus primeiro. Recordando que ainda mesmo da cova pequenina, em que a semente minúscula é sepultada, o Senhor faz nascer a graja do perfume e a beleza da cor, a abastança da seiva e a alegria do pão.
Se a dor te constringe o peito, em forma de angústia ou abandono, tristeza ou enfermidade, recorre a Deus primeiro.

Ele será teu refúgio na tempestade, companheiro na solidão, esperança nas lágrimas, remédio no sofrimento.

Diante de toda provação e à frente dos próprios erros, busca Deus primeiro.

Ele, que mantém as estrelas no Espaço e alimenta os vermes no abismo, ser-nos-á sustento e consolo.

Nesse ou naquele problema, quanto nessa ou naquela dificuldade, confia em Deus primeiro e sentirás que a nossa própria vida é uma bênção de luz, para sempre guardada nos braços do Amor Eterno.




pelo Espírito Emmanuel - Do livro: Caminho Espírita, Médium: Francisco Cândido Xavier.
Centro Espírita Caminhos de Luz-Pedreira-SP-Brasil

Uma reflexão sobre a nova era “Na casa de meu Pai há muitas moradas” – Jesus.

O nosso planeta já passou por inúmeras mudanças ao longo dos tempos.
Desde sua criação, tivemos constantes mudanças, mas todas em torno de guerras, o forte mandando no mais fraco. Desde o início dos tempos, sempre tivemos o orgulho, a vaidade e toda sorte de comportamentos não edificantes dominando o planeta.
Tantos já falaram em destruição do planeta, já criaram tantos deuses, como também já acabaram com DEUS inúmeras vezes.
De tempos em tempos a espiritualidade nos dá um conforto, nos impulsiona para frente com o envio de profetas, Espíritos iluminados, cientistas e filósofos, ou seja, pessoas que nos mostram sempre a possibilidade de um mundo melhor.
Tivemos Sócrates, Platão, Moisés, nosso Mestre Jesus, Francisco de Assis, bem como tantos cientistas, poetas e outros desconhecidos para nos mostrarem que o Amor sempre vence e vencerá.
No final do século XIX tivemos Kardec, com a implantação do Espiritismo, nos apresentando um caminho, chamado por Jesus de “O Consolador”. Nesse momento nos foi mostrado que uma nova fase estaria por chegar.
Passamos pela fase de planeta primitivo, onde reinava os clãs, as tribos, não existia qualquer espaço para a inteligência formal, nem sentimentos mais profundos. Nessa fase nós estávamos mais próximos da animalidade do que da racionalidade.
Depois entramos na fase de mundo de expiação e provas, na qual vivemos ainda hoje. Um planeta de sofrimento, a ponto de nos dizer Jesus: “A felicidade não é desse mundo”. Um mar de ilusões e paixões, um planeta onde, já em plena atividade intelectual, ainda com comportamento animalesco, egocêntrico e dependente do material, em círculos contínuos de idas e vindas em sucessivas reencarnações expiatórias.
A marcha da evolução não para, e nós estamos para adentrar a NOVA ERA, esse novo período, falado por muitos espiritualistas como sendo uma nova fase de evolução. Um novo momento, uma nova energia dando oportunidade para Espíritos preparados começarem a reencarnar, dando ao nosso planeta uma outra dimensão. No entanto, como no dizer de Jesus, nem todos poderão participar desse banquete, somente aqueles que estiverem vestidos com a roupa nupcial. O que seria essa roupa nupcial? Não seria uma evolução compatível com o novo estado de espiritualização do planeta? Não seria um posicionamento nosso dentro de padrões éticos e morais condizentes com o novo momento?
Não significa que estaremos no terceiro milênio dentro de um Paraíso, mas sim, numa nova fase: muito ainda a caminhar; ainda sofrimento, mas não nos moldes atuais; ainda lutas, mas não dentro de injustiças como aparentemente podemos ver. As lutas estarão num outro contexto de evolução. O Espiritismo já vem anunciando há muito tempo o advento dessa nova era.
A preocupação atual da humanidade tem sido o prazer momentâneo, a conquista tecnológica, a busca da disputa em todos os níveis. Isso ainda poderá nos levar a dolorosos processos cármicos. Está na hora de mudar o foco para algo maior, mais profundo em nossas vidas. O momento, então, precisa ser de reflexão, de busca interior para o profundo do ser... Momento de renovação.
Aquele que estiver preparado, com profunda base moral no trabalho e na caridade, será o herdeiro dessa nova era. Seriam os espíritas? Ateus? Outra religião ou religiosos? Nada disso importa. Na verdade, serão “aqueles que fizerem a vontade de meu Pai”, como nos alertou Jesus.
         Wagner Ideali

fonte:  http://www.forumespirita.net/fe/accao-do-dia/uma-reflexao-sobre-a-nova-era/?utm_source=feedburner&utm_medium=email&utm_campaign=Feed%3A+forumespirita+%28Forum+Espirita+email+news+100+topicos%29#.VQCxUY72Rdc


O óbvio não é tão óbvio assim...

Ao observar os processos de qualquer empresa, seja ela pública ou privada, e em qualquer segmento, constata-se que os erros a atrapalhar todas as operações e causar constrangimentos com clientes e prejuízos de toda ordem ocorrem porque em alguma etapa da operação o tal do "óbvio" não foi feito.

É óbvio que, para o cliente, ao não receber uma mercadoria a ele enviada, a nota fiscal e seu respectivo boleto devem ser cancelados, caso contrário o cliente será cobrado por uma mercadoria que não adquiriu.

É óbvio que, se um professor lançar a nota errada do aluno, deverá fazer a correção o mais rápido possível, caso contrário o boletim do discente sairá com nota errada.

É óbvio que, se eu dirigir o carro de minha empresa de forma indisciplinada, poderei causar um sério acidente ou levar uma multa de trânsito.

O mesmo se dá nos relacionamentos humanos que, não raro, azedam porque faltou a observação do “óbvio” por um dos envolvidos.

É o amigo que se esquece de dar os parabéns...

O cônjuge que não se recorda da data de casamento...

O filho que deixa de telefonar aos pais em datas especiais...

As lembranças seriam óbvias em se tratando de pessoas que amamos e estimamos, mas...

Sejamos sinceros: O óbvio parece ser a parte mais complicada de se realizar, porquanto comumente é ignorado.

Entretanto, já que falamos tanto de óbvio, vejamos como o dicionário define esta palavra: Que está diante dos olhos; que salta à vista; manifesto, claro, patente.

Interessante definição, porém, com observação um pouco mais acurada dos processos e da própria condição de seres humanos em construção, cai por terra, porque nem sempre o que está diante de seus olhos está diante do meu.

Nem sempre o que para você é elementar o é para mim, e, também, nem sempre o que para mim é fundamental o é para você.

E por quê? Porque somos seres diferentes e com isso enxergamos a vida e as situações que a compõem de forma completamente distinta da que outras pessoas enxergam.

Criados por Deus simples e ignorantes, estamos, à custa de tropeços, quedas e arribadas, aprendendo a lidar com o óbvio.

Impossível, portanto, falar que o óbvio para um é o mesmo óbvio para todas as criaturas.

Ilustrativa a história da esposa que, gostando de comer o miolo do pão, não o fazia para dar ao marido. Na concepção dela era óbvio que o marido gostava do miolo. Eis que um dia, já cansada de tanto comer casca de pão, rebela-se e decide comer o miolo, deixando a “parte grotesca” para o cônjuge. O esposo diz então: Meu bem, que linda prova de amor! Obrigado, você deixou de comer a casca do pão para dá-la a mim, e por isso estou muito feliz. Por 25 anos sempre quis comer a casca do pão, mas, para mim, era óbvio que é da casca que você gosta.

Pois é... Cada um com o seu "óbvio".

Você provavelmente deve estar se perguntando: Ora, se você afirma que o óbvio não é tão óbvio assim, porque depende da condição de cada criatura enxergar mais ou menos as situações da vida, como, então, melhorar processos em empresas ou mesmo o relacionamento humano a fim de atingir excelência?

Simples. Esses enganos e desenganos, que surgem e ressurgem por conta de não nos atentarmos que o óbvio para nós não o é para o outro, podem ser sanados com comunicação.

Basta iniciar nas empresas, no recinto religioso ou no lar um processo de compreensão de que é preciso comunicar-se de forma eficaz e clara, sem querer adivinhar ou pensar pelo outro... Sem considerar que o meu óbvio é o mesmo que o seu.

Portanto, fundamental falar abertamente o que se espera e o que se quer, não deixando nada subentendido para que as pessoas “pesquem”.

Seja, pois, claro em suas atitudes, fale com firmeza com sua equipe, seu esposo, seus filhos, e deixe transparente o que você quer e espera deles, porque, sejamos sinceros:

É óbvio que o óbvio não existe.


           Wellington Balbo