NOSSA HISTÓRIA

Grupo Espírita Mensageiros da Luz



Fundada em 18 de junho de 1985 . Nossas atividades se iniciaram na sede do Clube Cultural dos Violeiros de Gravataí onde fomos recebidos com muito carinho e respeito. Ali desenvolvemos os trabalhos de estudo doutrinário e formação de grupos de trabalhos. Procedente do Grupo Espirita Nosso lar em Gravataí, onde participei por 4 anos como voluntário e palestrante, eu, Carlos Eduardo Muller, resolvi fundar nossa casa espírita no Parque dos Anjos . Foi uma tarefa executada com muita alegria e acompanhada de pessoas interessadas em desenvolver um grupo de estudos para que posteriormente a casa prestasse atendimento ao público. Nosso grupo contou inicialmente com a irmã Bernadete Antunes, irmã Kátia Pisoni, irmã Maria Guiomar, irmã Ieda R. Rosa, irmã Elisabete, irmão Miguel Cardoso, irmão Everton da Silva Cardoso, irmã Eni, e dirigindo as atividades Carlos Eduardo Muller. Foram 13 anos de muito aprendizado neste local, e nenhuma dificuldade nos impediu de impulsionar cada vez mais a Doutrina Espírita, pois somente através de muito esforço conseguiríamos atingir nosso objetivo: Ter uma casa Espírita com irmãos preparados espiritualmente e conhecedores da doutrina ditada pelos espíritos a Allan Kardec. Só o fato de manter um grupo em plena atividade ja era uma vitória. Todos sabíamos das responsabilidades em conduzir um trabalho 100% filantrópico. Como em todas as casas espíritas, tambem a nossa sofria e sofre com a rotatividade de colaboradores, fato compreendido por todos nós espíritas. Foram muitos os colaborabores que passaram e contribuiram de alguma forma para o crescimento do grupo. Por opção, alguns foram em busca de outros grupos e outros não conseguiram acompanhar as atividades pelo tamanho da responsabilidade que nos é dada.

Neste período criamos o programa " UM DIA SÓ PRA MIM " normalmente promovido a cada ano. São encontros promovidos com intuito de reunir pessoas da comunidade e outros grupos espíritas durante um dia inteiro com palestras variadas e trocas de informações e sugestões pelos participantes. Neste dia todos se manifestam de alguma forma no sentido de fortalecer os laços que nos unem. O primeiro encontro foi realizado na casa da irmã Eni onde tivemos a participação de aproximadamente 60 pessoas da comunidade e outros grupos. A partir deste, passamos a executar o programa anualmente. Dentre os palestrantes que nos auxiliaram nestes encontros tivemos Nazareno Feitosa procedente de Brasília DF, que aproveitando nosso evento tambem promoveu palestras em casas espíritas de Porto Alegre . Tambem contamos com a participação do dr. José Carlos Pereira Jotz que brindou os presentes com o tema medicina e saúde .

Em 1998 surgiu a oportunidade de mudança de endereço. Foi só a partir deste ano que conseguimos então organizar melhor as atividades do grupo. Foi uma experiência valiosa. Promovemos a partir de então campanhas de arrecadação de roupas e alimentos para irmãos em dificuldades e quando possível fazíamos o Sopão Comunitário para famílias mais nescessitadas, programas que reativaremos quando possível.

Mas foi somente em 31 de julho de 2007 que o Grupo Espírita Mensageiros da Luz foi definitivamente registrada , tendo então uma diretoria formada e um estatuto social . Nesta data em assembléia realizada com a participação de 30 pessoas foi dado posse após votação unânime a diretoria da Sociedade Espírita Mensageiros da Luz, tendo como Presidente a irmã Maira Kubask de Arruda e como vice Carlos Eduardo Muller. Participaram desta Assembléia , votaram e foram considerados oficialmente Sócios Fundadores as seguintes pessoas: Alexandre Fabichak Junior, Iliani Fátima Weber Guerreiro, Maira Kubaski de Arruda, Alex Sander Albani da Silva, Alexsandra Siqueira da Roda Silva, Xenia Espíndola de Freitas, Terezinha Richter, Valéria Correia Maciel, Richeri Souza, Carla Cristina de Souza, Miriam de Moura, Maria Guiomar Narciso, Neusa Marília Duarte, Elisabete Martins Fernandes, Leandro Siqueira, Paulo dos Santos, Carlos Eduardo Muller, Camila Guerreiro Bazotti , Sislaine Guerreiro de Jesus, Luiz Leandro Nascimento Demicol, Vera Lucia de Oliveira Nunes, Ieda Rocha da Rosa, Marlon Esteves Bartolomeu, Ricardo Antonio Vicente, Miguel Barbosa Cardoso, Everton da Silva Cardoso, Maria Celenita Duarte, Vera Regina da Silva, Rosangela Cristina Vicente, e Bernadete Antunes. Todos os atos foram devidamente registrados em cartório e constam no livro ata de fundação, sob o número 54822 do livro A-4 com endossamento jurídico do Dr. Carlos Frederico Basile da Silva, advogado inscrito na OAB/RS 39.851.

Durante os meses de maio e junho de 2011 nossa casa promoveu com apoio da Federação Espirita do Rio Grande do Sul e da Ume, um curso de desenvolvimento Mediúnico ministrado as quintas feiras das 19 as 21 horas. Tivemos em média 40 participantes por tema ministrado com a inclusão de mais 4 casas espíritas de Gravataí , alem dos trabalhadores da nossa casa, fortalecendo desta forma os laços de amizade, assim como , o aperfeiçoamento de dirigentes e o corpo mediúnico das Casas Espíritas.

Hoje, nossa Casa Espírita assume uma responsabilidade maior e conta com grupo de estudos, atendimentos de passes isolado e socorro espiritual, magnetismo, atendimento fraterno , evangelização infantil, palestras, prateleira comunitária (arrecadação de alimentos para famílias carentes), representa o DECOM (departamento de comunicação da UME de Gravataí) , bem como leva ao público em geral informações valiosas através do nosso blog: www.carlosaconselhamento.blogspot.com

Departamentos

DIJ - Depto da Infância e Juventude
Coordenadora: Irmã Sislaine
DAFA- Depto da Família
Coordenadora: Irmã Flávia
DEDO - Depto Doutrinário
Coordenador- Irmão Carlos
DECOM- Depto de Comunicação Espírita
Coordenador : Irmão Carlos
DAPSE - Depto de Assistência Social Espírita
Coordenadora: Irmã Terezinha




QUEM SOU EU E O QUE APRENDÍ

SOU EU E O QUE APRENDI
Alguem que busca conquistar a confiança no ser humano para poder acreditar que o mundo pode ser melhor.Aprendi que, por pior que seja um problema ou uma situação, sempre existe uma saída.Aprendi que é bobagem fugir das dificuldades.Mais cedo ou mais tarde,será preciso tirar as pedras do caminho para conseguir avançar.Aprendi que, perdemos tempo nos preocupando com fatos que muitas vezes só existem na nossa mente.Aprendi que, é necessário um dia de chuva,para darmos valor ao Sol. Mas se ficarmos expostos muito tempo, o Sol queima. Aprendi que , heróis não são aqueles que realizaram obras notáveis. Mas os que fizeram o que foi necessário ,assumiram as consequências dos seus atos. Aprendi que, não vale a pena se tornar indiferente ao mundo e às pessoas.Vale menos a pena, ainda,fazer coisas para conquistar migalhas de atenção. Aprendi que, não importa em quantos pedaços meu coração já foi partido.O mundo nunca parou para que eu pudesse consertá-lo. Aprendi que, ao invés de ficar esperando alguém me trazer flores,é melhor plantar um jardim.Aprendi que, amar não significa transferir aos outros a responsabilidade de me fazer feliz.Cabe a mim a tarefa de apostar nos meus talentos e realizar os meus sonhos. Aprendi que, o que faz diferença não é o que tenho na vida, mas QUEM eu tenho.E que, boa família são os amigos que escolhi.Aprendi que, as pessoas mais queridas podem às vezes me ferir.E talvez não me amem tanto quanto eu gostaria,o que não significa que não me amem muito,talvez seja o Maximo que conseguem.Isso é o mais importante. Aprendi que, toda mudança inicia um ciclo de construção,se você não esquecer de deixar a porta aberta. Aprendi que o tempo é muito precioso e não volta atrás.Por isso, não vale a pena resgatar o passado. O que vale a pena é construir o futuro.O meu futuro ainda está por vir.Foi então que aprendi que devemos descruzar os braços e vencer o medo de partir em busca dos nossos sonhos.

GRUPO ITINERANTE

GRUPO ITINERANTE
SE NO SEU BAIRRO OU CIDADE NÃO EXISTE CASA ESPÍRITA ENTRE EM CONTATO CONOSCO PARA LEVARMOS O EVANGELHO DE JESUS ATÉ O SEU LOCAL.
É NECESSÁRIO DISPOR DE LOCAL PARA PALESTRA E PASSES. CONTATO: gemluz@bol.com.br


SENHOR JESUS
Não nos retires dos ombros o fardo das responsabilidades com o qual nos ensina a praticar entendimento e cooperação, mas auxilia-nos a tranportá-lo, sob os teus desígnios. Não nos afastes dos obstáculos com que nos impeles à aquisição da confiança e não avalias as dimensões da fé, no entanto, ampara-nos Senhor, para que possamos transpô-los. Não nos desligues dos problemas com que nos impulsionas para o caminho da elevação das nossas próprias experiências, contudo, dá-nos a tua bênção, a fim de que venhamos a resolvê-los com segurança. Não nos deixes sem o convívio com os irmãos irritadiços ou infelizes, que se nos fazem enigmas no cotidiano, junto dos quais nos convidas ao aprendizado da serenidade e da paciência, mas protege-nos os corações e ilumina-nos a estrada de modo a que nos transformemos para todos eles em refúgio de apoio e socorro de amor. Enfim, Senhor, dá-nos, a cada dia, o privilégio de servir, entretanto, infunde em nossas almas o poder da compreensão e da tolerância, do devotamento e da caridade para que possamos estar contigo, tanto quanto permaneces conosco, hoje e sempre. Psicografia: F. C. Xavier - Médium "Estradas e Destinos". ed. CEU

Doutrina Espírita

Doutrina Espírita

quinta-feira, 30 de outubro de 2014

E a Vida Continua Filme Completo)

Passe

"Ele tomou sobre si as nossas enfermidades e levou as nossas doenças."
Jesus (Mateus, 8:17)

Meu amigo, o passe é transfusão de energias físio-psíquicas, operação de boa vontade, dentro da qual o companheiro do bem cede de si mesmo em teu benefício.
 Se a moléstia, a tristeza e a amargura são remanescentes de nossas imperfeições, enganos e excessos, importa considerar que, no serviço do passe, as tuas melhoras resultam da troca de elementos vivos e atuantes.
 Trazes detritos e aflições e alguém te confere recursos novos e bálsamos reconfortantes.
 No clima da prova e da angustia és portador da necessidade e do sofrimento.
 Na esfera da prece e do amor um amigo se converte no instrumento da Infinita Bondade para que recebas remédio e assistência.
 Ajuda o trabalho de socorro aqui mesmo com esforço da limpeza interna.
 Esquece os males que te apoquentam, desculpa as ofensas das criaturas que te não compreendem, foge ao desânimo destrutivo e enche-te de simpatia e entendimento para com todos os que te cercam.
 O mal é sempre a ignorância, e a ignorância reclama perdão e auxílio para que se desfaça, em favor da nossa própria tranquilidade.
 Se pretendes, pois, guardar as vantagens do passe que, em substância, é ato sublime de fraternidade cristã, purifica o sentimento e o raciocínio, o coração e o cérebro.
 Ninguém deita alimento indispensável em vaso impuro.
 Não abuses, sobretudo daqueles que te auxiliam. Não tomes o lugar do verdadeiro necessitado, tão-só porque os teus caprichos e melindres pessoais estejam feridos.
 O passe exprime, também, gastos de forças e não deves provocar o dispêndio de energias do Alto com infantilidade e ninharias.
 Se necessitas de semelhante intervenção recolhe-te à boa vontade, centraliza a tua expectativa nas fontes celestes do suprimento divino, humilha-te, conservando a receptividade edificante, inflama o teu coração na confiança positiva e, recordando que alguém vai arcar com o peso de tuas aflições, retifica o teu caminho, considerando igualmente o sacrifício incessante de Jesus por todos nós, porque, de conformidade com as letras sagradas, “Ele tomou sobre si as nossas enfermidades e levou as nossas doenças”

Emmanuel
XAVIER, Francisco Cândido. “Segue-me!...”. Pelo Espírito Emmanuel. 7.ed. Matão, SP: Casa Editora O Clarim, 1994, “O Passe”. P. 131-132.
FONTE: WWW.ADDE.COM.BR
                

Papa Francisco declara que Deus não é ‘um mágico com uma varinha mágica’


 Pontífice afirmou, ainda, que teorias da evolução e do Big Bang são corretas

Papa Francisco esteve presente na Pontifícia Academia das Ciências durante a apresentação do busto de bronze do Papa Emérito Bento XVI - AP

VATICANO - Em discurso na Pontifícia Academia das Ciências, no Vaticano, nesta segunda-feira, o Papa fez comentários que, para especialistas, puseram fim às “pseudo-teorias” do criacionismo e do Design Inteligente, que alguns argumentam que foram incentivadas por seu antecessor, Bento XVI.

Francisco explicou que ambas teorias científicas não eram incompatíveis com a existência de um criador.


- Quando lemos a respeito da criação em Gênesis, corremos o risco de imaginar que Deus era um mágico, com uma varinha mágica capaz de fazer tudo. Mas isso não é assim - disse Francis.

Ele acrescentou, ainda, que Deus “criou os seres humanos e deixou que eles se desenvolvessem de acordo com as leis internas que ele deu a cada um para que eles cheguem ao seu cumprimento”.

- O Big Bang, que hoje temos como a origem do mundo, não contradiz a intervenção do criador divino, mas sim o exige - acrescentou. - A evolução na natureza não é incompatível com a noção de criação, pois a evolução exige a criação de seres que evoluem.



Por muito tempo, a Igreja Católica tem tido uma reputação de ser anti-ciência - a mais famosa foi quando Galileu enfrentou a inquisição e foi forçado a retirar sua teoria “herege” de que a Terra girava em torno do Sol.

Mas os comentários do Papa Francisco estavam mais de acordo com o trabalho progressivo do Papa Pio XII, que abriu as portas para a idéia da evolução e ativamente acolheu a teoria do Big Bang. Em 1996, João Paulo II foi mais longe e sugeriu a evolução era “mais do que uma hipótese” e “fato efetivamente comprovado”.

No entanto, mais recentemente, Bento XVI e os seus conselheiros mais próximos, aparentemente, aprovaram a idéia de que o Design Inteligente sustenta a evolução - a idéia de que a seleção natural por si só é insuficiente para explicar a complexidade do mundo. Em 2005, seu colaborador próximo Cardeal Schoenborn escreveu um artigo dizendo que “a evolução no sentido da ancestralidade comum pode ser verdade, mas a evolução no sentido neo-darwinista - um processo não planejado e sem guia - não é”.

Apesar do enorme abismo na postura teológica entre o seu mandato e o de seu antecessor, Francis elogiou Bento XVI quando revelou um busto de bronze dele na sede da academia nos jardins do Vaticano.

- Ninguém jamais poderia dizer dele que o estudo e a ciência fizeram com que ele, seu amor a Deus e ao próximo murchassem - disse Francis, de acordo com uma tradução feita pela “Catholic News Service”. - Pelo contrário, conhecimento, sabedoria e oração ampliaram seu coração e seu espírito. Vamos agradecer a Deus pelo dom que ele deu à Igreja e ao mundo com a existência e o pontificado do Papa Bento XVI.

Fundada em 1603 em Roma, com o nome de Academia dos Linces, a Pontifícia Academia das Ciências é formada por 80 pesquisadores nomeados vitaliciamente pelo papa. De acordo com as regras, os candidatos a uma vaga na academia são escolhidos com base na relevância de suas análises científicas e da sua reconhecida estatura moral, sem qualquer discriminação ética ou religiosa.

Orelhão Espiritual


É muito comum, pessoas procurarem as casas espíritas com o intento exclusivo de obter contato com parentes e amigos que desencarnaram, quase sempre há pouco tempo. Esse procedimento é muito comum entre aquelas criaturas que não possuem conhecimento sobre o Espiritismo.

Mas também acontece com pessoas que já deveriam ter uma noção maior da realidade espiritual. Muitas além do desejo de entrar em contato com seus desencarnados, o fazem por curiosidade, saudade, inconformidade, e muitos outros motivos. Uma pessoa me interpelou perguntando: “Perdi” meu pai há poucos meses. Seria possível me indicar um centro espírita onde eu tivesse a oportunidade de ver ou de falar com ele?

Esta pessoa não gostou muito da resposta quando eu disse que, embora não fosse impossível, isso seria muito difícil. Embora condenada por alguns, a evocação dos espíritos é possível, porém, está sujeita a uma série de circunstâncias que poderão impedi-la. Na questão 282 do “Livro dos Médiuns” estão enumeradas várias possibilidades de uma evocação não ser atendida. Esta é uma boa sugestão de leitura para maiores esclarecimentos sobre o assunto. Vejamos alguns obstáculos:

Nenhum espírito pode ser obrigado a satisfazer nossa vontade. Há quem pareça julgar que os espíritos são nossos serviçais, que devem atender prontamente ao nosso chamado. O espírito liberto da matéria é mais livre do que nunca, só se comunica se assim o desejar. Somente os sofredores e obsessores são algumas vezes, compelidos a comunicar-se, por misericórdia do Pai, para serem socorridos ou doutrinados.

Há ocasiões em que o espírito evocado já se encontra reencarnado (nesse caso, só poderia se comunicar através do sono) ou, pode também estar executando tarefas que não podem ser interrompidas. O local onde se encontra o espírito evocado, pode ser outro obstáculo ao atendimento do chamado. Estando em instituição espiritual, (como “Nosso Lar”), dificilmente será deslocado até a crosta terrestre apenas para atender a um pedido. O mesmo ocorre com aqueles que necessitam expiar suas faltas no umbral ou em região com fim semelhante.

Na novela recentemente apresentada em uma emissora de TV, o obsessor entrava e saía do umbral, à vontade, como se fosse uma hospedaria. É um equívoco pensar que na Espiritualidade não existe ordem e subordinação. A permissão da Espiritualidade Superior para a comunicação, também se faz necessária.

Embora muitos dirigentes materiais tomem atitudes de comando supremo, nós encarnados, não dirigimos os trabalhos espirituais, somos meros participantes. Se o trabalho é sério e organizado, tem um dirigente espiritual designado para a tarefa por altos mentores espirituais, que toma todas as atitudes referentes a seu campo, assim como compete ao dirigente material manter a ordem e as condições de trabalho no campo material. Os espíritos elevados não recebem ordens dos encarnados.

Assim a comunicação não depende só de nossa vontade ou a do evocado. O impedimento pode ser até uma espécie de punição, seja para o espírito, seja para quem o evoca. Outro fator a considerar é a finalidade com que é feita a evocação. É necessário motivo relevante e um ambiente saturado de bondade e simpatia. Espírito esclarecido só se comunica quando constata a utilidade da comunicação, jamais ocupa o tempo para satisfazer curiosidades ou manter diálogo sobre banalidades. Isso porque as reuniões mediúnicas devem ser destinadas ao aprendizado e a caridade junto aos espíritos necessitados.

Também há fatores emocionais que podem impedir o intercâmbio. Deve ser profundamente emocionante para o desencarnado falar com os entes queridos que ficaram. Todo desencarne provoca uma certa perturbação, mesmo que seja por poucos momentos. Poderá gerar um desequilíbrio no espírito desencarnado caso ele não se encontre em condições emocionais para a comunicação.

O Espírito Emmanuel, no livro “O Consolador”, na questão 380 nos ensina que não é justo provocar a comunicação com os desencarnados. Que o espírita sincero busca conforto moral na própria fé. Acrescenta que o homem pode desejar isto ou aquilo, mas há uma Providência e mérito a ser analisado, além da utilidade da permissão. A comunicação deve ser espontânea, que devemos colocar a fé acima do egoísmo e considerar a necessidade de repouso daqueles a quem amamos.

A melhor maneira de auxiliarmos um espírito desencarnado, é através da prece feita com sentimento, rogando aos espíritos amigos que prestem o devido socorro àqueles que já se foram, para que sejam orientados, amparados e guiados à pátria espiritual.


Compilado por Harmonia Espiritual da
Revista Visão Espirita nº 19 – artigo de Hélio Pinto

domingo, 19 de outubro de 2014


Não te afastes

 “Mas livra-nos do mal.” – Jesus. (MATEUS, 6:13.)
A superfície do mundo é, indiscutivelmente, a grande escola dos espíritos encarnados.
Impossível recolher o ensinamento, fugindo à lição.
Ninguém sabe, sem aprender.
Grande número de discípulos do Evangelho, em descortinando alguns raios de luz espiritual, afirmam-se declarados inimigos da experiência terrestre. Furtam-se, desde então, aos mais nobres testemunhos. Defendem-se contra os homens, como se estes lhes não fossem irmãos no caminho evolutivo. Enxergam espinhos, onde a flor desabrocha, e feridas venenosas, onde há riso inocente. E, condenando a paisagem a que foram conduzidos pelo Senhor, para serviço metódico no bem, retraem-se, de olhos baixos, recuando do esforço de santificação.
Declaram-se, no entanto, desejosos de união com o Cristo, esquecendo-se de que o Mestre não desampara a Humanidade. Estimam, sobretudo, a oração, mas, repetindo as sublimes palavras da prece dominical, olvidam que Jesus rogou ao Senhor Supremo nos liberte do mal, mas não pediu o afastamento da luta.
Aliás, a sabedoria do Cristianismo não consiste em insular o aprendiz na santidade artificialista, e, sim, em fazê-lo ao mar largo do concurso ativo de transformação do mal em bem, da treva em luz e da dor em bênção.
O Mestre não fugiu aos discípulos; estes é que fugiram dEle no extremo testemunho. O Divino Servidor não se afastou dos homens; estes é que o expulsaram pela crucificação dolorosa.
A fidelidade até ao fim não significa adoração perpétua em sentido literal; traduz, igualmente, espírito de serviço até ao último dia de força utilizável no mecanismo fisiológico.
Se desejas, pois, servir com o Senhor Jesus, pede a Ele te liberte do mal, mas que não te afaste dos lugares de luta, a fim de que aprendas, em companhia dEle, a cooperar na execução da Vontade Celeste, quando, como e onde for necessário.

 - Mensagem de Emmanuel no livro Vinha de Luz, psicografado por Chico Xavier: NÃO TE AFASTES.

fonte:  WWW.ADDE.COM.BR

            


EXORTADOS A BATALHAR

“Amados, procurando eu escrever-vos com toda a diligência acerca da salvação comum, tive por necessidade dirigir-vos esta carta, exortando-vos a batalhar pela fé que uma vez foi dada aos santos.” – (JUDAS, 3.)

O Cristianismo é campo imenso de vida espiritual, a que o trabalhador é chamado para a sublime renovação.

O sedento encontra nele as fontes da “água viva”, o faminto, os celeiros do “eterno pão”. Os cegos de entendimento nele recebem a visão do caminho; os leprosos da alma, o alívio e a cura.

Todos os viajores da vida, porém, são felicitados pelos recursos indispensáveis à jornada terrestre, com a finalidade de se erguerem, de fato, nAquele que é a Luz dos Séculos. Desde então, restaurados em suas energias espirituais, são exortados a batalhar na grande causa do bem.
Ninguém se engane, pois, na oficina generosa e ativa da fé.

No serviço cristão, lembre-se cada aprendiz de que não foi chamado a repousar, mas à peleja árdua, em que a demonstração do esforço individual é imperativo divino.

Jesus iniciou, no círculo das inteligências encarnadas, o maior movimento de libertação do espírito humano, no primeiro dia da Manjedoura.

Não se equivoquem, pois, os que buscam o Mestre dos mestres… Receberão, certamente, a esperada iluminação, o consolo edificante e o ensinamento eficaz, mas penetrarão a linha de batalha, em que lhes constitui obrigação o combate permanente pela vitória do amor e da verdade, na Terra, através de ásperos testemunhos, porque todos nós, encarnados e desencarnados, oscilantes ainda entre a animalidade e a espiritualidade, entre o vale do homem e a culminância do Cristo, estamos constrangidos a batalhar até o definitivo triunfo sobre nós mesmos pela posse da Vida Imortal.


pelo Espírito Emmanuel - Do livro: Vinha de Luz, Médium: Francisco Cândido Xavier.
Centro Espírita Caminhos de Luz-Pedreira-SP-Brasil 

Valores Religiosos: Fundamentos Universais para a Pacificação

Acredita-se que a esmagadora maioria da humanidade é constituída por pessoas crentes, tementes e religiosas, qualquer que seja a religião interiorizada e praticada. O ser humano, na sua fragilidade e limitações, não tem, ainda, respostas para as questões essenciais e justificativas do acontecer bioespiritual que lhe é intrínseco.

Biologicamente é um ser finito, cuja vida existencial terrena é incapaz de delimitar no tempo, e até no espaço; espiritualmente, a sua ignorância e preconceito não permitem explicações convincentes e cientificamente verificáveis.

A agravar toda esta situação de insegurança, insuficiência e desconhecimento está o fim último de cada indivíduo, porque continua a desconhecer-se a origem imaterial do homem, e o seu fim é, igualmente, uma angustiante incógnita.

A ignorância de como, quando, onde, por que e para que deste mesmo fim último e o “para onde vamos” é dramática, porque até o momento a ciência, a técnica e todo o instrumental tecnológico foram incapazes de explicar e provar o que quer que seja neste domínio do homem espiritual, por enquanto insondável, algo misterioso.

Impossibilitado de vencer o drama pelos recursos materiais que dispõe, o homem crente volta-se, esperançadamente, para os valores religiosos, nos quais busca a explicação para as situações que desconhece e o atormentam, e também para encontrar as soluções para os conflitos que ele próprio cria, alimenta, mas nem sempre sabe e/ou quer resolver.

O grande conflito, porém, continua entre a vida e a morte, porque nascer, viver e morrer é o percurso natural de todo ser humano, tal como outros seres animais. O homem crente acredita em certos valores religiosos, de entre os quais, muitos creem numa nova vida, renascendo depois da morte física.

O acontecimento inevitável é, efetivamente, a morte biológica, o desaparecimento do corpo físico e este, tanto quanto é dado saber, não renascerá (excetuando-se, para os crentes, os milagres da ressurreição, como por exemplo, a passagem bíblica de Lázaro).

O “Valor” ressurreição para os crentes, independentemente do que ressuscita – corpo, identidade ou qualquer outro elemento constituinte da existência humana –, alimenta a fé num mundo melhor, num mundo pacífico, do qual o mal tenha sido erradicado.

Durante a vida material o ser humano é conduzido segundo regras, usos, costumes, tradições, leis, através de um longo processo de aprendizagem, nunca concluído, vulgarmente denominado por socialização. A vida existencial terrena é programada em função de princípios, valores, interesses e objetivos a atingir.

A luta de cada indivíduo, de cada grupo e de cada nação, para alcançar os resultados, previamente esperados, por vezes, é cruel, violenta, absurda e desumana. Os conflitos proliferam e poucos são resolvidos com dignidade para as partes conflitantes. Situações de autênticas guerras sanguinárias ocorreram em pleno século XX e passaram sem soluções à vista, para este novo século e milênio. O fim, deploravelmente, não estará no horizonte temporal.

E quanto à morte? O que se sabe para lá da morte física? E quanto à morte intelectual? Como se processa e se caracteriza? E haverá morte espiritual? Mas o que é o Espírito: Alma? Consciência? Intelecto? Que tipo de sofrimento a morte espiritual envolve?

E pode-se morrer de forma diferente da habitual, por exemplo, para um determinado projeto, e renascer para outro? Se a resposta for afirmativa, então é possível morrer várias vezes e renascer outras tantas, porque «Talvez nossa morte ocorra a cada busca que chega a um termo, a cada avanço e a cada recuo, a cada vivência; talvez, morrendo aqui e ali, algumas pessoas consigam seguir vivas. (…) Morrer pode trazer grande bem à vida da pessoa; em muitos casos, pode ser uma recomendação médica, filosófico-clínica» (PACKER, 2007:78-79).

O problema da morte não está esclarecido – no que à dimensão imaterial, espiritual ou de consciência respeita –, restando, portanto, sem prejuízo para os não crentes de pensarem conforme entenderem, a fé num Mundo Melhor, o tal mundo pacífico para as gerações vindouras, já que para as gerações que se aproximam do limite biológico, o fim último vai continuar uma incógnita, um mistério que Alguém guarda para sempre.

Bibliografia:    PACKER, Lúcio. (2007). “Morrer para Renascer” in Filosofia. Ciência & Vida. São Paulo: Escala. Ano I, (6).
           
DIAMANTINO LOURENÇO RODRIGUES DE BÁRTOLO

fonte :    http://www.forumespirita.net/fe/accao-do-dia/valores-religiosos-fundamentos-universais-para-a-pacificacao/?utm_source=feedburner&utm_medium=email&utm_campaign=Feed%3A+forumespirita+%28Forum+Espirita+email+news+100+topicos%29#.VEQ1oUBVMug

sexta-feira, 10 de outubro de 2014

Frases e Mensagens - Frases espiritas

Saber agradecer

Muitos de nós costumamos reclamar das dificuldades do mundo, mas será que temos pensado nas facilidades que são colocadas em nossas mãos?
Apressamo-nos em quitar a conta de luz elétrica para não pagar a multa cobrada pelo atraso. Todavia, a usina solar que nos fornece claridade, calor e vida, não é lembrada em nossa conversa diária.
Reclamamos quando pagamos a conta de água encanada, mas sequer nos lembramos da gratuidade da água das chuvas e das fontes cristalinas que enriquecem a vida.
Gastamos elevada soma de dinheiro na aquisição de gêneros alimentícios que nos atendam ao paladar, contudo, o oxigênio, elemento mais importante a sustentar-nos o organismo, é utilizado em nosso sangue sem pesar-nos no orçamento.
Despendemos altos valores para renovar o guarda-roupa, e apesar disso, não nos lembramos do quanto devemos ao corpo de carne a resguardar-nos o espírito.
Remuneramos muito bem o profissional especializado pela adaptação de um só dente artificial; entretanto, nada tivemos que pagar para obter a dentadura natural completa. . .
Pagamos pelas drágeas medicamentosas para acalmar leve dor de cabeça, e esquecemos de que recebemos de graça a faculdade de pensar.
Pagamos altas quantias para assistir a um espetáculo esportivo ou artístico, contudo, podemos contemplar de graça o solo cheio de flores e o céu faiscante de estrelas...
Para ouvir as melodias de uma orquestra qualquer, temos que desembolsar quantia significativa, no entanto, ouvimos diariamente a divina música da natureza, sem consumir um único centavo...
Observando essas pequenas situações, nos daremos conta de que temos mais para agradecer do que para reclamar.
O que normalmente ocorre, é que o hábito de agradecer ainda não faz parte de nós.
Conforme a recomendação de Paulo, o apóstolo, devemos dar graças por tudo.
Um dia, uma senhora ouviu um orador fazer essa recomendação e logo que ele concluiu sua fala, ela aproximou-se dele e lhe falou:
Ah, meu amigo, como é que eu posso dar graças por tudo, se a minha mãe está internada num hospital há meses, fazendo tratamentos dolorosos?
Pense, minha amiga, que tantas mães morrem nas sarjetas sem cuidados médicos nem assistência amiga de um familiar, e a sua genitora pode dispor de um hospital e de toda uma equipe de médicos e enfermeiros para atendê-la.
A senhora retrucou:
É, meu amigo, mas eu só sobrevivo à custa de dez remédios diferentes que tomo todos os dias...
O orador, que realmente desejava mostrar-lhe que tinha motivos para agradecer, respondeu compassivo:
Veja a senhora que existem tantas pessoas que não têm recursos para comprar um único remédio para aliviar a dor, enquanto a senhora pode comprar dez...
Por fim, a senhora entendeu que tinha motivos de sobra para agradecer a Deus por tudo...
*  *  *
Deus nos dá sempre o de que necessitamos, embora nem sempre seja o que gostaríamos de receber.
É que Deus sabe o que é melhor para nosso progresso. Como Pai justo e bom, não leva em conta nossas reclamações e oferece-nos sempre um novo dia repleto de oportunidades para que gravitemos para Seu amor, que é fonte inesgotável de bênçãos.

Redação do Momento Espírita com base no cap. 66, do livro O Espírito da Verdade, por Espíritos diversos, psicografia de Francisco Cândido Xavier e Waldo Vieira, ed Feb.
fonte : WWW.ADDE.COM.BR
           

Renúncia e amor

Agora ele já é um homem maduro...
Muitas foram as experiências vividas junto aos seus doze irmãos e, de vez em quando, ele conta uma delas.
Lembra-se de quando era apenas um menino e se inquietava porque sua mãezinha raras vezes almoçava ou jantava, junto com ele e os demais filhos.
Um dia perguntou por que ela não se alimentava com eles e ela respondeu com um sorriso de ternura:
É que não sinto fome, meu filho.
Ele achava estranho o fato de sua mãe não sentir fome, mas sempre que lhe perguntava, ela respondia que realmente não estava com fome.
Os anos passaram... Os filhos cresceram e hoje ele sabe que sua mãezinha deixava de comer não por falta de fome e, sim, por falta de comida.
Ela, uma mulher semi-analfabeta, conduzia os filhos com tanto amor que nenhum dos 13 filhos percebeu que renunciava à comida para que eles pudessem alimentar-se precariamente.
Jamais os fez se sentirem culpados pelas necessidades que a família enfrentava.
Esse é o verdadeiro amor.
O amor que sabe renunciar até mesmo às necessidades básicas, como o alimento, por exemplo, para que os filhos cresçam seguros e sem culpa.
Hoje ela habita no Mundo dos Espíritos e, certamente, pode contemplar cada um dos seus filhos como quem fez tudo o que devia ser feito para que se tornassem pessoas de bem.
Nos dias atuais, lamentavelmente, vemos pais e mães que culpam os filhos por tudo o que não conseguem realizar.
Se a mãe não pode exercer a profissão que escolheu, a culpa é dos filhos, que vieram na hora errada.
Se falta dinheiro, os filhos levam a culpa. Afinal de contas, o colégio é caro, os livros, as roupas etc.
Se o casal não pode realizar a viagem de férias, a sós, é por causa dos filhos que teimam em existir para atrapalhar a vida dos pais.
Nesses dias de tantos desencontros entre pais e filhos, vale a pena meditar a respeito da renúncia daquela mãe que deixava de comer para que os filhos que pôs no mundo pudessem sobreviver.
Vale a pena pensar na grandeza do amor...
Do amor que sabe renunciar e sabe calar para não ferir os sentimentos daqueles com quem convive e que dependem da segurança do lar para crescer e dignificar o Mundo que os acolhe com doçura e carinho.
Se você, como mãe, está impedida de fazer tudo o que gostaria por causa da presença dos filhos, não os culpe. Lembre-se de que eles crescem muito rápido e saberão reconhecer os seu esforços e renúncias.
E, ainda que não reconheçam, pense como a vida não teria sentido sem a presença deles no lar.
Pense que se Deus os levasse hoje, você estaria livre para fazer o que deseja, mas não é isso que você quer.
Por essa razão, considere que o tempo que você dedica aos filhos não é tempo que você perde, mas tempo que você investe.
O verdadeiro amor é aquele que é capaz de renunciar sem ferir e de se dedicar sem cobrança.
* * *
O amor de mãe é a mais sublime expressão do amor na face da Terra.
Nada se pode comparar à ternura de uma mãe abraçando os filhos seus.
É por isso que muitos de nós, nas horas amargas, lembramos da Mãe mais sublime que já pisou na Terra: Maria, mãe de Jesus.
Redação do Momento Espírita.

domingo, 28 de setembro de 2014

SEMENTEIRAS E CEIFAS

Mensagem de Amizade

“Porque o que semeia na sua carne, da carne ceifará a corrupção.” – Paulo. (GÁLATAS, 6:8.)
Plantaremos todos os dias.
É da lei.
Até os inativos e ociosos estão cultivando o joio da imprevidência.
É necessário reconhecer, porém, que diariamente colheremos.
Há vegetais que produzem no curso de breves semanas, outros, no entanto, só revelam frutos na passagem laboriosa de muito tempo.
Em todas as épocas, a turba cria complicações de natureza material, acentuando o labirinto das reencarnações dolorosas, demorando-se nas dificuldades da decadência.
Ainda hoje, surgem os que pretendem curar a honra com o sangue alheio e lavar a injustiça com as represálias do crime. Daí, o ódio de ontem gerando as guerras de hoje, a ambição pessoal formando a miséria que há de vir, os prazeres fáceis reclamando as retificações de amanhã.
Até hoje, decorridos mais de dezenove séculos sobre o Cristianismo, apenas alguns discípulos, de quando em quando, compreendem a necessidade da sementeira da luz espiritual em si mesmo, diferente de quantas se conhecem no mundo, e avançam a caminho do Mestre dos Mestres.
Se desejas, pois, meu amigo, plantar na Lavoura Divina, foge ao velho sistema de semeaduras na corrupção e ceifas na decadência.
Cultiva o bem para a vida eterna.
Repara as multidões, encarceradas no antigo processo de se levantarem para o erro e caírem para a corrigenda, e segue rumo ao Senhor, organizando as próprias aquisições de dons imortais.

Mensagem de Emmanuel no livro Vinha de Luz, psicografado por Chico Xavier:

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Ofereça a outra face

Quando falou que se alguém nos batesse numa face, deveríamos oferecer a outra, expressou um grandioso ensinamento que, se levado em conta, teríamos a solução para todas as situações desagradáveis que surgissem em nossa vida.
Oferecer a outra face não quer dizer dar o rosto para bater. É uma metáfora que sugere que se a situação nos chega de forma desagradável, devemos mostrar a face oposta.
Dar a outra face é mudar a paisagem, é uma ação positiva diante de uma negativa.
Assim, quando todos atiram pedras, ofereça uma flor.
Quando todos caminham para o lado errado, mostre o passo certo.
Se tudo estiver escuro, se nada puder ser visto, acenda você uma luz, ilumine as trevas com uma pequena lâmpada.
Quando todos estiverem chorando, dê o primeiro sorriso; não com lábios sorridentes, mas com um coração que compreenda, com braços que confortem.
Quando ninguém souber coisa alguma, e você souber um pouquinho, ensine, começando por aprender, corrigindo-se a si mesmo.
Quando alguém estiver angustiado, mostre-lhe a face do conforto.
Se encontrar alguém em desespero, acene com a esperança, mesmo que isso seja um desafio para você mesmo.
Quando a terra dos corações estiver seca, que sua mão possa regá-las.
Quando a flor do afeto estiver sufocada pelos espinhos da incompreensão, que sua mão saiba arrancar a praga, afagar a pétala, acariciar a flor.
Onde haja portas fechadas para o entendimento, leve a chave da concórdia e da compreensão.
Onde o vento sopra, frio, enregelando corações, que o calor de sua alma seja proteção e abrigo.
Se alguém caminha sem rumo, mostre-lhe as pegadas que conduzem a um porto seguro.
Onde a crítica azeda for o assunto principal, ofereça uma palavra de otimismo, um raio de esperança, uma luz que rompe as trevas e clareia o ambiente mental.
Quando todos parecerem perdidos, mostre o caminho de volta.
Quando a face da solidão se mostrar como única alternativa na vida de alguém, seja uma presença que conforta, ainda que uma presença silenciosa.
Onde o manto escuro da morte se apresenta como um beco sem saída, fale da vida exuberante que aguarda os seres que fazem a passagem pela porta estreita do túmulo.
Seja você a oferecer a face sorridente e otimista da vida, onde a tristeza e o pessimismo marcam presença.
Pense nisso!
Num dia, que não vai muito distante, um homem especial nasceu na região da úmbria, na Itália.
Ele ficou conhecido como Francisco de Assis, pois foi em Assis que ele nasceu.
Aquele homem singular sabia o que Jesus pretendeu dizer quando falou sobre oferecer a outra face.
Sua vida foi um hino de paz, e sua oração ficou imortalizada nas páginas da história, como a oração de Francisco de Assis.
Ele pede ao senhor: "faze de mim um instrumento da tua paz".
Onde houver ódio, faze que eu leve o amor.
Onde houver ofensa, que eu leve o perdão.
Onde houver discórdia, que eu leve a união.
Onde houver dúvidas, que eu leve a fé.
Onde houver erros, que eu leve a verdade.
Onde houver desespero, que eu leve a esperança.
Onde houver tristeza, que eu leve a alegria.
Onde houver trevas, que eu leve a luz.
Eis um homem que foi um verdadeiro instrumento da paz.
Equipe de Redação do Momento Espírita, com base em mensagem de autoria ignorada.
 
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Seleção das melhores mensagens
FEP - FEDERACAO ESP. DO PARANA
MENSAGEM
Contém a coletânea das mensagens mais solicitadas pelo público já veiculadas através do programa de rádio Momento Espírita. Neste Volume 7, o leitor amigo encontrará disponível 40 mensagens: 1 - Saber Morrer. 2 - Vivendo em plenitude. 3 - É preciso agir. 4 - Tratar como irmão. 5 - Uma doação insignificante. 6 - Uma dose de bom ânimo. 7 - Uma vitória real. 8 - Música celeste. 9 - Para amar a Deus. 10 - Amar a família ou comprar uma família? 11 - O anjo de Karen. 12 - Promessas matrimoniais. 13 - As quatro estações da vida. 14 - De sombras e de sol. 15 - Duas janelas. 16 - E se a vida fosse uma estrada? 17 - Reconhecimento. 18 - Tempo certo. 19 - Viver como as árvores. 20 - Lecionando humildade. 21 - Perante o Natal. 22 - Permanente Natal. 23 - Consumismo. 24 - De pobres e de ricos. 25 - Não tenha inveja dos ricos. 26 - A virtude da disc iplina. 27 - Eu também posso fazer. 28 - Os verdadeiros heróis. 29 - Palavras. 30 - Previsões que deram errado. 31 - Quando os anos dobram... 32 - Quando se vê... 33 - Recomeço. 34 - Combatendo o preconceito. 35 - Elegância. 36 - Não te entregues. 37 - Para onde vamos durante o sono. 38 - Até quando? 39 - Morte silenciosa. 40 - O antigo hábito do duelo.

A omissão dos bons

Várias questões de O Livro dos Espíritos figuram entre as minhas preferidas. A 932 é uma delas.

“932. Por que, no mundo, tão amiúde a influência dos maus sobrepuja a dos bons?”
“Por fraqueza destes. Os maus são intrigantes e audaciosos, os bons são tímidos. Quando estes o quiserem, preponderarão.”

Conheço gente que pensa serem o bem e o mal duas forças antagônicas e de igual poder que vivem em eterna luta. É a visão maniqueísta, sobre a qual já falei no livro Inquietações de um espírita.

É equivocado achar que o bem e o mal têm igual potência. O mal é somente a ausência do bem. Só isso. Quando o bem chega, o mal bate em retirada. É como a escuridão: ao acendermos uma luz, um fósforo que seja, a escuridão perde a força. Se a rua está às escuras e acendemos a luz do quarto, não é a escuridão que entra pela janela, é a luz que sai por ela.

Para quem acha que estou sendo um tanto piegas, vamos a exemplos com mais sustança, como dizem os antigos.

O livro Libertação, do espírito André Luiz, psicografia de Chico Xavier, mostra um vasto local de baixíssima vibração espiritual comandado por uma entidade astuta, mas profundamente infeliz, porque se mostra enredada em planos de ódio e vingança. Para pô-los em prática, comanda diversos espíritos igualmente infelizes, que cumprem suas ordens, atuando sobre o psiquismo de várias criaturas encarnadas. A equipe da qual André Luiz faz parte inicia, então, com amor, coragem e paciência, uma plano que aos poucos vai conduzindo aquelas almas à redenção de si mesmas pelo trabalho de reerguimento moral. Ao final do livro, a mãe do, digamos, chefe do bando aparece, esplendorosa, nimbada de luz para buscar o filho, que não a encontrava havia muito tempo, visto que, tão logo desencarnou, se deixou levar por sentimentos inferiores. Ele, então, emocionado ante a presença da mãe, deixa cair toda a máscara de crueldade, revela-se frágil, carente, a mãe o leva embora e a luz do bem se faz presente, inundando o lugar de paz. O bem não foi tímido, foi audacioso, trabalhou de forma diligente e o mal se dissipou.

Outro ótimo exemplo está no livro Sexo e Obsessão, de Manoel Philomeno de Miranda, psicografia de Divaldo P. Franco. No livro, o Marquês de Sade (sim, ele mesmo!), espírito altamente vinculado ao sexo vicioso – tanto que a palavra sadismo deriva de seu nome – embora séculos depois de sua morte, é também surpreendido, no plano espiritual, pela presença da mãe. E com o concurso dos amigos espirituais (sim, eles mesmos!), é iniciado um processo de redenção daquela alma, pois o bem sempre vence.

Assim também deve ser conosco. Somos de fato muito tímidos quando nos defrontamos com o mal. E não estou falando do mal enorme, simbolizando por um vampiro, uma assombração ou coisa que o valha. Tampouco estou falando do bem em grandes proporções. Aliás, precisamos parar de achar que bem e mal são coisas de grandes escalas. Também são, mas podem estar presentes igualmente nas pequenas ações do dia a dia.

É curioso esse dado do ser humano. Achar que para fazer o bem é necessária grande soma em dinheiro, feitos grandiosos etc. Conheço gente que diz ter o sonho de construir um hospital se ganhasse na loteria. De fato é um sonho louvável, mas enquanto isso, os bancos de sangue vivem vazios, suplicando por doadores, e quase ninguém aparece para doar sangue. Por essa razão, o mal, representado por doentes necessitados e por baixos estoques de sangue, prospera. E prospera por quê? Por fraqueza dos bons, traduzida em preguiça, falta de interesse, medo da agulha... E eu falo isso de cadeira, pois sou doador de sangue.

Fiz meu primeiro curso universitário à noite no Rio de Janeiro, morando em Petrópolis. À época (1988 a 1992), os ônibus Rio-Petrópolis-Rio não possuíam ar condicionado. Nos dias quentes, era necessário abrir a janela para refrescar o ambiente. Só que havia janelas que não eram janelas, eram vidros fixos. Quem viaja muito em ônibus interurbanos sabe que, dependendo da poltrona comprada, senta-se ao vidro, e não à abertura da janela. Eu, como viajava sempre, já sabia quais assentos eram janelas e quais eram vidros.

Certa vez, num dia quente de verão, cheguei cedo à Rodoviária Novo Rio e comprei janela. Fui então lanchar. Quando embarquei no ônibus, havia um homem sentado no assento de janela que eu havia comprado. Em suma, ele comprou um assento que era no vidro, e não na abertura da janela, e sentou-se no meu lugar. Ele, então, de forma autoritária, despachando-me, disse para que eu sentasse no lugar dele, que era janela também. Eu sabia que não era, mas por covardia moral sentei-me e vim emburrado para casa, julgando-me o homem mais tolo do mundo. Não havia sido corajoso para lutar pelo direito de sentar no assento que eu havia escolhido. Deixei o mal, representado por um sujeito folgado e arrogante, me vencer.

O tempo passou, fui pegando idade, estudando a Doutrina Espírita e aprendendo a não ser omisso ante o mal nosso de cada dia. Por várias vezes, vi-me em situações parecidas com a que relatei e fiz, com educação e força moral, valerem os meus direitos.

Um belo exemplo aconteceu quando eu esperava para atravessar a rua na faixa de pedestres e um carro só faltou passar por cima de mim para estacionar... na faixa de pedestres! Como logo atravessei a rua, acabei não me manifestando, mas passei a ficar atento ao fato. Tempos depois, estava eu esperando para atravessar no mesmo local quando chegou um carro, encostou mais à frente e começou a dar marcha a ré para estacionar na faixa, onde eu aguardava para, no meu direito, atravessar a rua. Não arredei pé de onde estava. Fiz o motorista desistir de estacionar na faixa e sair em busca de outra vaga. Senti-me vitorioso; o mal da falta de respeito aos direitos do próximo na via pública havia sido derrotado por mim. Fiz valer o meu direito e o de muitos pedestres.

Em 2005, estava em Brasília, quando tive a oportunidade de assistir ao seminário Diretrizes para uma vida feliz, ministrado pelo médium e tribuno baiano Divaldo Pereira Franco. Foi um seminário de dois dias (sábado e domingo à tarde). No domingo de manhã, foi promovido um bate-papo de Divaldo com dirigentes dos centros espíritas da região, do qual também participei.

Uma das perguntas feitas a Divaldo versou justamente sobre se devemos ou não chamar atenção de algum companheiro de centro espírita que está fazendo algo errado. Divaldo disse que sim. Se a pessoa está errada, deve-se chamar-lhe atenção, claro que com respeito e carinho, mas precisa realmente ser advertida, a fim de não continuar cometendo o mesmo erro. – E se ela ficar chateada? – perguntou alguém. Resposta de Divaldo: – Se ela ficar chateada é problema dela. O que não podemos é deixar o mal triunfar por receio nosso.

Ele, então, aproveita a deixa e conta que, certa vez, depois de uma série de palestras, estava na fila do check in do aeroporto, a fim de voltar para Salvador, onde mora. Veio, então, um sujeito e furou a fila, postando-se à frente de Divaldo que então disse: – O senhor furou a fila. O homem retrucou: – Ah, mas eu estou com pressa. Divaldo rebateu: – As outras pessoas também. Foi por isso que elas chegaram antes do senhor. Qual é o seu destino? O homem respondeu: – Salvador. Divaldo finalizou: – O meu também. Por favor, para o fim da fila.

O homem então não teve alternativa a não ser procurar o fim da fila e lá esperar a sua vez.

Finalizando, Divaldo disse uma frase que nunca mais esquecerei e que levo comigo até hoje, a fim de fazer valer meus direitos e não ser omisso diante do mal: – Não confundam falta de energia com bondade.

Espero de coração que você, que lê estas linhas, tenha essa frase sempre em mente e não deixe prosperar o mal presente nas pequenas coisas do dia a dia.


por Marcelo Teixeira
Fonte: Casa Editora O Clarim
 

segunda-feira, 22 de setembro de 2014

O rio atinge os seus objetivos

Onde está Deus?

Olhando atentamente ao nosso derredor, se observamos que, em pleno ar um pássaro é atingido por mortífero grão de chumbo, a que conclusão chegamos?
Certamente, deduziremos que hábil atirador o alvejou, ainda que não o possamos ver.
Sendo assim, nem sempre é necessário que vejamos uma coisa para saber que ela existe.
Em tudo, observando os efeitos é que se chega ao conhecimento das causas.
E, se todo o feito tem uma coisa, por conseguinte, todo efeito inteligente tem uma causa inteligente.
Assim é que, quando contemplamos uma obra-prima da arte ou da indústria, dizemos que quem a produziu foi um homem, de gênio, porque só uma alta inteligência poderia concebê-la.
Reconhece-se, no entanto, que ela é obra de um homem, por se verificar que não está acima da capacidade humana; mas ninguém terá a ideia de dizer que saiu do cérebro de um idiota ou de um ignorante, e, ainda menos, que é trabalho de um animal, ou produto do acaso.
Pois bem! Lançando o olhar sobre as obras da natureza, notando a providência, a sabedoria, e a harmonia que presidem a essas obras, reconhecemos não haver nenhuma que não ultrapasse os limites da mais portentosa inteligência humana.
Ora, desde que o homem não as pode produzir, é que elas são produto de uma inteligência
 Superior à humanidade, a menos que se admita que há afeito sem causa.
E é a essa inteligência suprema que chamamos Deus.
E onde está Deus? – pergunta o cientista.
-         Ninguém jamais o viu. Deus é somente uma invenção da fé – responde, às pressas, o materialista...
Já o pensador, dirá sensatamente:
Não vejo Deus mas sinto que Ele existe. A natureza mostra claramente em que consiste o Seu poder.
Mas o poeta dirá, com a segurança de quem tem certeza:
Eu vejo Deus no riso da criança... no céu, no mar, na luz...
Eu vejo Deus na mão que acaricia... No olhar das mães fitando os filhos seus... Nas noites de luar. Claras e belas...
Em tudo pulsa o coração de Deus.
Eu vejo Deus nas flores e nos prados, nos astros a rolar pelo infinito...
Escuto Deus na voz dos namorados... E sinto Deus na lágrima do aflito...
Escuto Deus na frase que perdoa... Contemplo Deus no abraço dos amigos...
Eu vejo Deus na criatura boa... E sinto Deus na paz, na alegria...
Escuto Deus no som da melodia... E sinto Deus na brisa refrescante...
Contemplo Deus no sol que ilumina... E sinto Deus no perfume das flores...
Eu vejo Deus na chuva que beijo a terra... E sinto Deus na fé esperança...
(Momento Espírita)


fonte:  WWW.ADDE.COM.BR
            

INFLUÊNCIA ESPÍRITA

Ninguém dá unicamente aquilo que entrega ou cede, a benefício dos semelhantes. Cada criatura, através de leis inalienáveis que governam a vida, é obrigada a dar de si própria, nas situações essenciais do cotidiano, como sejam:

no pensamento;
na palavra;
no gesto;
no lar;
na comunidade;
na profissão;
no trabalho;
na tarefa;
no negócio;
na saúde;
na doença;
na administração;
na subalternidade.

Em ação espírita, somos compreensivelmente chamados a dar todo o apoio material e socorro moral aos irmãos em necessidade, conforme os recursos que usufruímos. Acima de tudo, porém, o espírita é convocado a melhorar a Vida e o Planeta pela cooperação da influência.

Revisemos, pois, dia-a-dia, nossas atitudes pessoais, observando como distribuímos as parcelas espirituais de nós mesmos, seja no que fazemos ou no que somos. Espiritismo é orientação certa e orientação certa se define como sendo o caminho certo de auxiliar e o jeito certo de viver.




pelo Espírito Albino Teixeira - Do livro: Caminho Espírita, Médium: Francisco Cândido Xavier.
Centro Espírita Caminhos de Luz-Pedreira-SP-Brasil

segunda-feira, 15 de setembro de 2014

O cão negro: DEPRESSÃO

O Espiritismo abre a Arte um campo novo, imenso e inexplorado. E quando o artista trabalhar com convicção, como trabalharam os artistas cristãos, colherá nessa fonte as mais sublimes inspirações. (Allan Kardec)

Humildade de Espírito

 Mensagem1


A humildade é o ingrediente indefinível e oculto sem o qual o pão da vida amarga invariavelmente na boca.
Amealharás recursos amoedados a mancheias, entretanto, se te não dispões a usa-los, edificando o conforto e a alegria dos outros, na convicção de que todos os bens pertencem a Deus, em breve converter-te-ás em prisioneiro do ouro que amontoaste, erguido, assim, à feição de teu próprio cárcere.
Receberás precioso mandato de autoridade entre as criaturas terrestres, no entanto, se não procuras a inspiração do Senhor para distribuir os talentos da justa fraternidade, como quem está convencido de que todo o poder é de Deus, transformar-te-ás, pouco a pouco, no empreiteiro inconsciente do crime, por favoreceres a própria ilusão, buscando o incenso a ti mesmo na prática da injustiça.
Erguerás teu nome no pedestal da cultura, contudo, se te não inclinas à Sabedoria da Eternidade, acendendo a luz em benefício de todos, como quem não ignora que toda inteligência é de Deus, depressa te rojas ao chavascal da mentira, angariando em teu prejuízo a embriaguez da vaidade e a introdução à loucura.
Lembra-te de que a Bondade Celeste colocou a humildade por base de todo o equilíbrio da Natureza.
O sábio que honra a ciência ou o direito não prescinde da semente que lhe garanta a bênção da mesa.
O campo mais belo não dispensa o fio d´água que lhe fecunda o seio em dádivas de verdura.
E o próprio Sol, com toda a pompa de seu magnificente esplendor, embora fulcro de criação, converteria o mundo em pavoroso deserto, não fosse a chuva singela que lhe ambienta no solo a força divina.
Não desdenhes, pois, servir, aprendendo com o Mestre Sublime, que realizou o seu apostolado de amor entre a manjedoura desconhecida e a cruz da flagelação, e serás contado entre aqueles para os quais ele mesmo pronunciou as inesquecíveis palavras:
“Bem-aventurados os humildes de espírito, porque a eles mais facilmente se descerrarão as portas do Céu”.
XAVIER, Francisco Cândido. Intervalos. Pelo Espírito Emmanuel. O Clarim.
fonte:  WWW.ADDE.COM.BR
          

Dando o melhor

Muitas coisas se falam a respeito de Beethoven. O fato de ter composto extraordinárias sinfonias, mesmo após a total surdez, é sempre recordado.
Exatamente por causa de sua surdez, ele era pouco sociável. Enquanto pôde, escondeu o fato de a audição estar comprometida.
Evitava as pessoas porque a conversa se lhe tornara uma prática difícil e humilhante. Era o atestado público da sua deficiência auditiva.
Certo dia, um amigo de Beethoven foi surpreendido pela morte súbita de seu filho. Assim que soube, o músico correu para a casa dele, pleno de sofrimento.
Beethoven não tinha palavras de conforto para oferecer. Não sabia o que dizer. Percebeu, contudo, que num canto da sala havia um piano.
Durante 30 minutos, ele extravasou suas emoções da maneira mais eloqüente que podia. Tocou piano. Ao contato dos seus dedos, as teclas acionadas emitiram lamentos e melodiosa harmonia de consolo.
Assim que terminou, ele foi embora. Mais tarde, o amigo comentou que nenhuma outra visita havia sido tão significativa quanto aquela.
Por vezes, nós também, surpreendidos por notícias muito tristes ou chocantes, não encontramos palavras para expressar conforto ou consolação.
Chegamos ao ponto de não comparecer ao enterro de um amigo, por sentir "não ter jeito" para dizer algo para a viúva, ou os filhos órfãos.
Não vamos ao hospital, visitar um enfermo do nosso círculo de relações, porque nos sentimos inibidos. Como chegar? O que levar? O que dizer?
Aprendamos com o gesto do imortal Beethoven. Na ausência de palavras, permitamos que falem os nossos sentimentos.
Ofertemos o abraço silencioso e deixemos que a vertente das lágrimas de quem se veste de tristeza, escorra em nosso peito.
Ofereçamos os ombros para auxiliar a carregar a dor que extravasa da alma, vergastando o corpo.
Sentemo-nos ao lado de quem padece e lhe seguremos a mão, como a afirmar, com todas as letras e nenhum som: "estou aqui. Conte comigo."
Sirvamos um copo d’água, um suco àquele que secou a fonte das lágrimas e prossegue com a alma em frangalhos. Isto poderá trazer renovado alento ao corpo exaurido pela convulsão das dores.
Verifiquemos se não podemos providenciar um cantinho para um repouso, ainda que breve.
Permaneçamos com o amigo, mesmo depois que todos se tenham retirado para seus lares ou se dirigido aos seus afazeres. As horas da solidão são mais longas, quando os ponteiros avançam a madrugada.
***
Sê amigo conveniente, sabendo conduzir-te com discrição e nobreza junto àqueles que te elegem a amizade.
A discrição é tesouro pouco preservado nas amizades terrenas.
Todas as pessoas gostam de companhias nobres e discretas, que inspiram confiança, favorecendo a tranqüilidade.
Ouve, vê, acompanha e conversa com nobreza, sendo fiel à confiança que em ti depositem.
Equipe de Redação do Momento Espírita com base no cap. O dom de Beethoven, de autoria de Philip Yancey, do livro Histórias para o coração 2, de Alice Gray, ed. United Press e cap. CXXXVIII do livro Vida feliz, de Joanna de Ângelis, psicografia de Divaldo Franco.