NOSSA HISTÓRIA

Grupo Espírita Mensageiros da Luz



Fundada em 18 de junho de 1985 . Nossas atividades se iniciaram na sede do Clube Cultural dos Violeiros de Gravataí onde fomos recebidos com muito carinho e respeito. Ali desenvolvemos os trabalhos de estudo doutrinário e formação de grupos de trabalhos. Procedente do Grupo Espirita Nosso lar em Gravataí, onde participei por 4 anos como voluntário e palestrante, eu, Carlos Eduardo Muller, resolvi fundar nossa casa espírita no Parque dos Anjos . Foi uma tarefa executada com muita alegria e acompanhada de pessoas interessadas em desenvolver um grupo de estudos para que posteriormente a casa prestasse atendimento ao público. Nosso grupo contou inicialmente com a irmã Bernadete Antunes, irmã Kátia Pisoni, irmã Maria Guiomar, irmã Ieda R. Rosa, irmã Elisabete, irmão Miguel Cardoso, irmão Everton da Silva Cardoso, irmã Eni, e dirigindo as atividades Carlos Eduardo Muller. Foram 13 anos de muito aprendizado neste local, e nenhuma dificuldade nos impediu de impulsionar cada vez mais a Doutrina Espírita, pois somente através de muito esforço conseguiríamos atingir nosso objetivo: Ter uma casa Espírita com irmãos preparados espiritualmente e conhecedores da doutrina ditada pelos espíritos a Allan Kardec. Só o fato de manter um grupo em plena atividade ja era uma vitória. Todos sabíamos das responsabilidades em conduzir um trabalho 100% filantrópico. Como em todas as casas espíritas, tambem a nossa sofria e sofre com a rotatividade de colaboradores, fato compreendido por todos nós espíritas. Foram muitos os colaborabores que passaram e contribuiram de alguma forma para o crescimento do grupo. Por opção, alguns foram em busca de outros grupos e outros não conseguiram acompanhar as atividades pelo tamanho da responsabilidade que nos é dada.

Neste período criamos o programa " UM DIA SÓ PRA MIM " normalmente promovido a cada ano. São encontros promovidos com intuito de reunir pessoas da comunidade e outros grupos espíritas durante um dia inteiro com palestras variadas e trocas de informações e sugestões pelos participantes. Neste dia todos se manifestam de alguma forma no sentido de fortalecer os laços que nos unem. O primeiro encontro foi realizado na casa da irmã Eni onde tivemos a participação de aproximadamente 60 pessoas da comunidade e outros grupos. A partir deste, passamos a executar o programa anualmente. Dentre os palestrantes que nos auxiliaram nestes encontros tivemos Nazareno Feitosa procedente de Brasília DF, que aproveitando nosso evento tambem promoveu palestras em casas espíritas de Porto Alegre . Tambem contamos com a participação do dr. José Carlos Pereira Jotz que brindou os presentes com o tema medicina e saúde .

Em 1998 surgiu a oportunidade de mudança de endereço. Foi só a partir deste ano que conseguimos então organizar melhor as atividades do grupo. Foi uma experiência valiosa. Promovemos a partir de então campanhas de arrecadação de roupas e alimentos para irmãos em dificuldades e quando possível fazíamos o Sopão Comunitário para famílias mais nescessitadas, programas que reativaremos quando possível.

Mas foi somente em 31 de julho de 2007 que o Grupo Espírita Mensageiros da Luz foi definitivamente registrada , tendo então uma diretoria formada e um estatuto social . Nesta data em assembléia realizada com a participação de 30 pessoas foi dado posse após votação unânime a diretoria da Sociedade Espírita Mensageiros da Luz, tendo como Presidente a irmã Maira Kubask de Arruda e como vice Carlos Eduardo Muller. Participaram desta Assembléia , votaram e foram considerados oficialmente Sócios Fundadores as seguintes pessoas: Alexandre Fabichak Junior, Iliani Fátima Weber Guerreiro, Maira Kubaski de Arruda, Alex Sander Albani da Silva, Alexsandra Siqueira da Roda Silva, Xenia Espíndola de Freitas, Terezinha Richter, Valéria Correia Maciel, Richeri Souza, Carla Cristina de Souza, Miriam de Moura, Maria Guiomar Narciso, Neusa Marília Duarte, Elisabete Martins Fernandes, Leandro Siqueira, Paulo dos Santos, Carlos Eduardo Muller, Camila Guerreiro Bazotti , Sislaine Guerreiro de Jesus, Luiz Leandro Nascimento Demicol, Vera Lucia de Oliveira Nunes, Ieda Rocha da Rosa, Marlon Esteves Bartolomeu, Ricardo Antonio Vicente, Miguel Barbosa Cardoso, Everton da Silva Cardoso, Maria Celenita Duarte, Vera Regina da Silva, Rosangela Cristina Vicente, e Bernadete Antunes. Todos os atos foram devidamente registrados em cartório e constam no livro ata de fundação, sob o número 54822 do livro A-4 com endossamento jurídico do Dr. Carlos Frederico Basile da Silva, advogado inscrito na OAB/RS 39.851.

Durante os meses de maio e junho de 2011 nossa casa promoveu com apoio da Federação Espirita do Rio Grande do Sul e da Ume, um curso de desenvolvimento Mediúnico ministrado as quintas feiras das 19 as 21 horas. Tivemos em média 40 participantes por tema ministrado com a inclusão de mais 4 casas espíritas de Gravataí , alem dos trabalhadores da nossa casa, fortalecendo desta forma os laços de amizade, assim como , o aperfeiçoamento de dirigentes e o corpo mediúnico das Casas Espíritas.

Hoje, nossa Casa Espírita assume uma responsabilidade maior e conta com grupo de estudos, atendimentos de passes isolado e socorro espiritual, magnetismo, atendimento fraterno , evangelização infantil, palestras, prateleira comunitária (arrecadação de alimentos para famílias carentes), representa o DECOM (departamento de comunicação da UME de Gravataí) , bem como leva ao público em geral informações valiosas através do nosso blog: www.carlosaconselhamento.blogspot.com

Departamentos

DIJ - Depto da Infância e Juventude
Coordenadora: Irmã Sislaine
DAFA- Depto da Família
Coordenadora: Irmã Flávia
DEDO - Depto Doutrinário
Coordenador- Irmão Carlos
DECOM- Depto de Comunicação Espírita
Coordenador : Irmão Carlos
DAPSE - Depto de Assistência Social Espírita
Coordenadora: Irmã Terezinha




QUEM SOU EU E O QUE APRENDÍ

SOU EU E O QUE APRENDI
Alguem que busca conquistar a confiança no ser humano para poder acreditar que o mundo pode ser melhor.Aprendi que, por pior que seja um problema ou uma situação, sempre existe uma saída.Aprendi que é bobagem fugir das dificuldades.Mais cedo ou mais tarde,será preciso tirar as pedras do caminho para conseguir avançar.Aprendi que, perdemos tempo nos preocupando com fatos que muitas vezes só existem na nossa mente.Aprendi que, é necessário um dia de chuva,para darmos valor ao Sol. Mas se ficarmos expostos muito tempo, o Sol queima. Aprendi que , heróis não são aqueles que realizaram obras notáveis. Mas os que fizeram o que foi necessário ,assumiram as consequências dos seus atos. Aprendi que, não vale a pena se tornar indiferente ao mundo e às pessoas.Vale menos a pena, ainda,fazer coisas para conquistar migalhas de atenção. Aprendi que, não importa em quantos pedaços meu coração já foi partido.O mundo nunca parou para que eu pudesse consertá-lo. Aprendi que, ao invés de ficar esperando alguém me trazer flores,é melhor plantar um jardim.Aprendi que, amar não significa transferir aos outros a responsabilidade de me fazer feliz.Cabe a mim a tarefa de apostar nos meus talentos e realizar os meus sonhos. Aprendi que, o que faz diferença não é o que tenho na vida, mas QUEM eu tenho.E que, boa família são os amigos que escolhi.Aprendi que, as pessoas mais queridas podem às vezes me ferir.E talvez não me amem tanto quanto eu gostaria,o que não significa que não me amem muito,talvez seja o Maximo que conseguem.Isso é o mais importante. Aprendi que, toda mudança inicia um ciclo de construção,se você não esquecer de deixar a porta aberta. Aprendi que o tempo é muito precioso e não volta atrás.Por isso, não vale a pena resgatar o passado. O que vale a pena é construir o futuro.O meu futuro ainda está por vir.Foi então que aprendi que devemos descruzar os braços e vencer o medo de partir em busca dos nossos sonhos.

GRUPO ITINERANTE

GRUPO ITINERANTE
SE NO SEU BAIRRO OU CIDADE NÃO EXISTE CASA ESPÍRITA ENTRE EM CONTATO CONOSCO PARA LEVARMOS O EVANGELHO DE JESUS ATÉ O SEU LOCAL.
É NECESSÁRIO DISPOR DE LOCAL PARA PALESTRA E PASSES. CONTATO: gemluz@bol.com.br


SENHOR JESUS
Não nos retires dos ombros o fardo das responsabilidades com o qual nos ensina a praticar entendimento e cooperação, mas auxilia-nos a tranportá-lo, sob os teus desígnios. Não nos afastes dos obstáculos com que nos impeles à aquisição da confiança e não avalias as dimensões da fé, no entanto, ampara-nos Senhor, para que possamos transpô-los. Não nos desligues dos problemas com que nos impulsionas para o caminho da elevação das nossas próprias experiências, contudo, dá-nos a tua bênção, a fim de que venhamos a resolvê-los com segurança. Não nos deixes sem o convívio com os irmãos irritadiços ou infelizes, que se nos fazem enigmas no cotidiano, junto dos quais nos convidas ao aprendizado da serenidade e da paciência, mas protege-nos os corações e ilumina-nos a estrada de modo a que nos transformemos para todos eles em refúgio de apoio e socorro de amor. Enfim, Senhor, dá-nos, a cada dia, o privilégio de servir, entretanto, infunde em nossas almas o poder da compreensão e da tolerância, do devotamento e da caridade para que possamos estar contigo, tanto quanto permaneces conosco, hoje e sempre. Psicografia: F. C. Xavier - Médium "Estradas e Destinos". ed. CEU

Doutrina Espírita

Doutrina Espírita

segunda-feira, 28 de julho de 2014

O ESQUECIMENTO DO PASSADO

Conversando com o Escritor Espírita Ricardo Simonetti, perguntei-lhe:
     1. Se reencarnamos para ressarcir dívidas, não seria interessante guardar a lembrança delas? Não haveria maior facilidade em aceitar sofrimentos e dissabores que ensejam o resgate?
Respondeu-me que o objetivo primordial da existência humana é a evolução. O resgate de dívidas é apenas parte do processo.  Quanto ao esquecimento, funciona em nosso benefício. Seria impossível incorporar, sem o perturbador embaralhamento, o rico, o pobre, o negro, o índio, o branco, o amarelo, o analfabeto, o letrado e tudo mais que já fomos em múltiplas encarnações.
      2. Se não lembramos o que fomos e que fizemos de que nos adianta?
 Respondeu-me que guardamos a experiência. O adulto não se lembra de seus primeiros passos, na infância, mas conserva a capacidade de andar.
      3. Há alguma causa física para o esquecimento?
 Sim. O Espírito reencarnado registra clara e conscientemente apenas o que passa pelos cinco sentidos: tato, paladar, olfato, audição e visão. Essa & eacute; uma das razões pelas quais também não lembramos das experiências no mundo espiritual durante as horas de sono.
      4.As vivências anteriores ficam perdidas?
Nada se perde. Ficam resguardadas nos arquivos do inconsciente, que se localiza na intimidade do Espírito, o ser imortal. É esse substrato das experiências  pretéritas que compõe a personalidade do indivíduo, com suas  características, tendências e aptidões. Em determinadas circunstâncias, naturalmente ou sob indução hipnótica, esses arquivos se abrem e surgem as reminiscências.
      5. Fala-se que o principal objetivo do esquecimento é possibilitar a reconciliação de desafetos do passado, reunidos pelos laços da consangüinidade no lar. Seria isso?
 Pode acontecer, mas seria exagero generalizar. É mais freqüente nos ligarmos a Espíritos simpáticos, a fim de consolidarmos afeições e nos ajudarmos mutuamente nos caminhos da vida.
      6. Por que, então, há tantos conflitos e desentendimentos nos lares? Não seria lógico imaginar que estamos diante de adversários em confronto?
 O objetivo das experiências junto a desafetos do pretérito, quando ocorram, não é a dissensão, mas a pacificação. Deus não nos une pela consangüinidade para vivermos às turras. Desentendimentos no lar relacionam-se muito mais com a falta de compreensão, respeito e tolerância que  caracteriza o ser humano, orientado pelo egoísmo. Falando o português claro: o problema é a falta de educação.
      Ante ao exposto percebemos que o Espírito é eterno acumulando as várias experiências pelas reencarnações sucessivas.  Ele é o resultado do que foi ontem. O hoje modela a vida futura. Portanto, com a renovação moral e a Caridade entendemos que o nosso futuro será mais feliz. Façamos isto!
 João Cabral – Presidente da ADE-SERGIPE.
 Website:   www.ade-sergipe.com.br

sábado, 26 de julho de 2014

Onde está nossa fé?

Quantos discursos já não ouvimos em nome do poder de um pensamento positivo? Quantos artigos e livros já não lemos discorrendo sobre o poder da mente? Quantas e quantas vezes não ficamos demoradamente a refletir sobre essa força maravilhosa da fé? E, assim mesmo, quantas vezes nos falta esse sentimento quando nos deparamos com as dificuldades!
Não falo em nome de todos, isso é óbvio, mas acredito que para um grande número de pessoas isso acontece; a falta de fé.
A fé e o Espiritismo
Aprendemos na Doutrina Espírita que nascemos, ou melhor, renascemos neste planeta para continuarmos em nossa evolução espiritual. Isso quer dizer que aqui estamos para aprendermos novas lições, reaprendermos as não assimiladas, para conhecermos e superarmos nossas fraquezas, consolidarmos nossas virtudes, para nos reabilitarmos perante aqueles que prejudicamos (nesta ou em outra encarnação) e perdoarmos quem nos agride entre tantos outros propósitos que poderíamos enumerar. Observando a vida dessa forma, fica mais fácil compreendermos que com tantas atividades inerentes ao nosso aprendizado é natural que de vez em quando tenhamos alguns contratempos, alguns dissabores, desilusões e outros tipos de “dores”, como também teremos momentos de grande alegria e prazer. O tempo e a intensidade do nosso sofrimento ou prazer estará sempre relacionado com nossa forma de “sentir a vida”.
A fé em nós
Já percebeu como reagimos de forma diferente aos acontecimentos ou situações da vida? Tomemos como exemplo um dia frio e chuvoso de inverno. Talvez um de nós diga que o dia está cinzento e feio e que fica muito triste num dia assim enquanto o outro possa sentir-se confortável e propenso a reflexões e ajustes no seu trabalho ou vida particular e sinta até uma grande paz. Se perguntássemos a mais pessoas outras opiniões divergiriam das nossas com toda a certeza.
Os “problemas” da vida se processam da mesma forma, pois dificuldades todos nós temos, momentos de incertezas, de dor, de inquietações são comuns a todos nós, só que a maneira de reagirmos a eles é que diferem. Podemos definir o tamanho da nossa fé como o fator que vai fazer com que dure um maior ou menor tempo nosso sofrimento e ainda se ele existirá ou não.
Deus em nós
Podemos de uma forma bem simples entender a fé como a certeza de que Deus nos ama e que tudo que a vida nos apresenta é para nosso bem, tudo mesmo. Compreendendo a vida atual como uma sala de aula e nós como alunos aplicados entenderemos que quanto mais nos aplicarmos aos estudos, mais fácil ficará o aprendizado e mais tranqüila as provas de conhecimento. Falar, bem sei que é fácil mas, ter a confiança de que somos orientados e conduzidos por mãos hábeis e bondosas não é impossível, pois precisamos analisar se acreditamos ou não em Deus.
Cada um de nós deve ter uma concepção diferente de Deus, mas seja ela como for é de grande importância que nos habituemos a sentir a presença Divina em todos os momentos; tanto nos de alegria como nos de tristeza, nos de paz ou de guerra, quando estivermos agindo bem e quando não estivermos também. Se vivermos de acordo com as bases religiosa que todos nós temos, se colocarmos realmente em prática o “seja feita a Tua vontade”, viveremos então com fé e sentiremos a Presença Divina em nós.
A observação das leis da vida é muito importante, mas é na prática delas que conheceremos seus resultados e já que todos nós entendemos o valor da fé, façamos nosso dever de casa vivendo com entusiasmo e com a certeza de que a paz, o amor e a alegria serão nossa meta final.
Humberto C. Pazian
fonte:  WWW.ADDE.COM.BR
          

A Última Pergunta


 
Os livros da Codificação Espírita constituem fonte permanente para estudos e reflexões. Sempre encontramos em suas páginas fecundas oportunidades de análise para qualquer tema do cotidiano da vida humana. Isto sem falar nas questões transcendentais…
        Assuntos admiráveis ou polêmicos encontram no pensamento do Codificador ou na revelação dos Espíritos, roteiros e argumentações, orientações e material para manter concentrado qualquer pesquisador que venha procurar na Doutrina Espírita respostas às suas indagações. Trata-se de vasto campo cultural alicerçado na mais alta moral que o planeta pode conhecer: a moral de Jesus. Incrível como qualquer assunto possa ser analisado sob a ótica espírita.
        Trazemos essas considerações pensando em convidar o leitor a pensar conosco sobre a última questão de O LIVRO DOS ESPÍRITOS, a de número 1.018. É que o tema dessa questão está diretamente relacionada com uma preocupação coletiva.
        Vive-se no planeta um período de grandes dificuldades, agravadas por inúmeros problemas sociais, todos conhecidos graças ao poder da mídia. Problemas que têm gerado grandes aflições coletivas. Aí estão presentes no dia-a-dia do cidadão do planeta a violência, a miséria, o desemprego e pior, a indiferença, o desamor.
        Ao lado de um tanto de criaturas que lutam pelo bem, que se esforçam pelo aprimoramento individual e coletivo, boa parcela da população se perde ainda nos excessos, na incompreensão, na intolerância, fechando-se no egoísmo que tantos males tem gerado.
        E vem a última pergunta do livro referido:

 "1.018 - Jamais o reino do bem poderá ter lugar sobre a Terra ?

- O bem reinará sobre a Terra quando, entre os Espíritos que vêm habitá-la, os bons vencerem sobre os maus. Então, farão nela reinar o amor e a justiça que são a fonte do bem e da felicidade. É pelo progresso moral e pela prática das leis de Deus que o homem atrairá sobre a Terra os bons Espíritos e dela afastará os maus. Mas os maus não a deixarão senão quando dela forem banidos o orgulho e o egoísmo. A transformação da Humanidade foi predita e atingis esse momento, que apressam todos os homens que ajudam o progresso. Ela se cumprirá pela encarnação de Espíritos melhores, que constituirão sobre a Terra uma nova geração (...)".
        Notem que a transformação virá pela atração de Espíritos melhores, através da transformação moral dos próprios homens e da prática das leis de Deus.
        O amadurecimento humano, pelo progresso inevitável, fará isso, cedo ou tarde. Porém, nada nos impede de antecipar o notável acontecimento, através de esforços individuais e coletivos que melhorem o padrão moral do planeta.
        Felizmente, há muita gente boa trabalhando para isso, em todo o mundo. Iniciativas brilhantes nas áreas de pesquisas científicas (para as conquistas tecnológicas que beneficiem o homem em todos os sentidos), ou esforços de solidariedade que despertem o coração humano para a importância da afabilidade, estão levando o homem para o caminho da tão sonhada paz e felicidade.
        Vou citar um exemplo muito simples, pequenino mesmo, mas muito ilustrativo. Em nossa pequena cidade, há um cidadão espírita, atualmente cego, que solicita para seu funcionário escrever diariamente uma frase motivadora ou de teor cristão, em pequena lousa localizada em seu estabelecimento comercial. Trata-se um hábito muito antigo, já conhecido da cidade. Pois, com a prática já transformada em hábito, hoje em dia é comum pessoas pararem para ler a frase e outras copiarem a dita frase para reflexão posterior. Até uma professora solicita a uma de suas alunas passar por lá diariamente para copiar a frase...
        O comerciante teve uma ideia simples, mas gerou simpatia e ajuda às criaturas que por ali passam e já buscam até com certa ansiedade a frase do dia, inclusive para anotações. A iniciativa criou um clima melhor naquele ambiente, atraindo forças positivas e irradiando amor para muitos.
        O exemplo simples pode ser usado para dimensões mais abrangentes que gerem modificações positivas em ambientes perturbados ou perturbadores.
        Desejamos atingir o fato, destacando para o leitor, de que a implantação do reino do bem e por extensão natural da paz e da felicidade tão procurada, está principalmente nas iniciativas que tenhamos para criar oportunidades do bem aparecer, fazendo-o presente em nossas vidas. Se a ação generalizar-se, em breve tempo, teremos o bem implantado sobre o planeta. E isto propiciará a encarnação de Espíritos melhores…

Orson Peter Carrara
fonte: WWW.ADDE.COM.BR
         

sexta-feira, 25 de julho de 2014

REFLEXÃO DA VELHICE DE UM PAI

A culpa acompanha o culpado - Reflexão

A dor do abandono - Reflexão

TENSÃO EMOCIONAL

Não raro, encontramos, aqui e ali, os irmãos doentes por desajustes emocionais.
Quase sempre, não caminham. Arrastam-se. Não dialogam. Cultuam a queixa e a lamentação.
E provado está que, na Terra, a tensão emocional da criatura encarnada se dilata com o tempo.
Insegurança, conflito íntimo, frustração, tristeza, desânimo, cólera, inconformidade e apreensão, com outros estados negativos da alma, espancam sutilmente o corpo físico, abrindo campo a moléstias de etiologia obscura, à força de se repetirem constantemente, dilapidando o cosmo orgânico.
Se consegues aceitar a existência de Deus e a prática salutar dessa ou daquela religião em que mais te reconfortes, preserva-te contra semelhante desequilíbrio...
 Começa, aceitando a própria vida, tal qual é, procurando melhorá-la com paciência.
 Aprende a estimar os outros, como se te apresentem, sem exigir-lhes mudanças imediatas.
 Dedica-te ao trabalho em que te sustentes, sem desprezar a pausa de repouso ou o entretenimento que se te restaurem as energias.
 Serve ao próximo, tanto quanto puderes.
 Detém-te no lado melhor das situações e das pessoas, esquecendo o que te pareça inconveniente ou desagradável.
 Não carregues ressentimentos.
 Cultiva a simplicidade, evitando a carga de complicações e de assuntos improdutivos que te furtem a paz.
 Admita o fracasso por lição proveitosa, quando o fracasso possa surgir.
 Tempera a conversação com o fermento da esperança e da esperança e da alegria.
 Tanto quanto possível, não te faças problema para ninguém, empenhando-te a zelar por ti mesmo.
 Se amigos te abandonam, busca outros que consigam compreender com mais segurança.
 Quando a lembrança do passado não contenha valores reais, olvida o que já se foi, usando o presente na edificação do futuro melhor.
 Se o inevitável acontece, aceita corajosamente as provas em vista, na certeza de que todas as criaturas atravessam ocasiões de amarguras e lágrimas.
 Oferece um sorriso de simpatia e bondade, seja a quem for.
 Quanto à morte do corpo, não penses nisso, guardando a convicção de que ninguém existiu no mundo, sem a necessidade de enfrentá-la.
E, trabalhando e servindo sempre, sem esperar outra recompensa que não seja a bênção da paz na consciência própria, nenhuma tensão emocional te criará desencanto ou doença, de vez que se cumpres o teu dever com sinceridade, quando te falte força, Deus te sustentará e onde não possas fazer todo o bem que desejas realizar Deus fará sempre a parte mais importante!...
(Do livro "Companheiro", pelo Espírito Emmanuel, Francisco C. Xavier)

Era tempo de Copa do Mundo, e ele se foi...


Era tempo de Copa do Mundo quando seu já frágil corpo físico partiu deste mundo. Era tempo de Brasil campeão e ele, por discrição, marca de sua personalidade, resolveu partir.

Partiu mas não nos deixou, porquanto sua obra imortalizou-se por meio dos livros, palavras, mensagens de conforto e alento aos corações que o buscavam.

Os livros vindos de sua mediunidade ficaram e ficarão conosco por tempo indeterminado.

Então, ele não partiu totalmente.

Está aqui, ali, acolá...

Deixou, aliás, além de livros, exemplos...

Exemplos que estão aqui, ali, acolá...

Exemplos que contagiam gerações, que conquistam corações até os dias de hoje.

De quem eu falo?

Falo naturalmente de Chico Xavier, Chico do Brasil, do mundo, das pessoas.

O Chico da naturalidade de um Francisco e que se autodenominava apenas um cisco.

O eterno Chico que encantava pela simplicidade, que conquistava pela singeleza de suas reflexões extremamente profundas sobre os mais variados temas de nosso mundo.

É tão marcante sua presença que extrapola os limites do movimento espírita e cai na graça do povo de um modo geral.

Um ser humano tão rico, tão extenso, tão complexo, mas ao mesmo tempo tão simples, tão acessível e próximo ao povo.

Escrever sobre Chico é como se escrever sobre um amigo querido, embora jamais o tenha visto pessoalmente. Parece até que o vejo todos os dias na esquina de casa: Vai trabalhar, meu filho? Deus te abençoe então.

As grandes almas não colocam barreiras, mas, sim, constroem pontes de amor para que o próximo chegue até eles.

Assim era Chico. Construtor de pontes. E construiu tantas que mesmo em meio ao alvoroço pela conquista do pentacampeonato mundial uma multidão acotovelou-se para dar-lhe a merecida despedida em seu cortejo fúnebre.

Foi-se o homem Chico, mas ficou seu legado.

Seu legado que pode ser conjugado no verbo Chicar: Eu Chico, tu chicas, ele chica, nós chicamos, vós chicais e, enfim, todos aprendem um pouco de amor...

Dia 30 de junho de 2002, data em que um grande brasileiro nos deixou. Um brasileiro que sempre trabalhou, honrou seu povo e, muito mais do que médium, foi simplesmente brasileiro, foi simplesmente Chico, naturalmente um cisco enorme que faz falta em nossa sociedade atual.

Que a nossa geração estude a vida de Chico, seus exemplos, sua história de vida...

Pois era tempo de Copa do Mundo e ele nos deixou...
           Wellington Balbo

O QUE FAZER PARA AFASTAR UM MAU ESPÍRITO?

A melhor técnica para se afastar um mau Espírito é o homem se tornar um espírito bom.
Como afirmava Chico Xavier, “não adianta o diabo assoprar onde não há brasas”.
O que Chico Xavier quis dizer com esta frase?
Quis dizer que:

As sombras exteriores se ligam pelas sombras interiores.
* O que me liga a um Espírito maldoso é a maldade que alimenta as minhas atitudes e intenções.
* O que me une a um Espírito vingativo é a minha resistência em perdoar.
* O que me prende a um Espírito triste é a tristeza que cultivo em meu coração.
* O que me faz atrair energias negativas é a negatividade do meu modo de pensar, falar e agir.
Allan Kardec, o codificador do Espiritismo, afirma que “se não existissem homens maus na Terra, não haveria Espíritos maus ao redor da Terra”


Por isso: ORAI E VIGIAI.Reparemos mais em nós mesmos do que na interferência espiritual negativa que possa nos atingir. Não podemos ficar preocupados com o ladrão, precisamos, sim, trancar as portas para que ele não tenha acesso à nossa casa, principalmente à nossa casa mental.
 (José Carlos de Lucca)

fonte: http://www.forumespirita.net/fe/pedagogia-espirita/o-que-fazer-para-afastar-um-mau-espirito/?utm_source=feedblitz&utm_medium=FeedBlitzRss&utm_campaign=FeedBlitzRss&utm_content=O+que+fazer+para+afastar+um+mau+esp%C3%ADrito%3f#.U9Kna7FeLEw

ADOTE SEU FILHO...ANTES QUE UM TRAFICANTE O FAÇA


quinta-feira, 24 de julho de 2014

Governado pela lei ou pela consciência.

 
Felizmente, todos nós vivemos em um país governado pela lei. O nosso processo democrático pode ainda estar longe do ideal e grupos de interesses diversos influenciam o processo de criação das leis, mas, de forma geral, sentimos que não somos governados pela “lei do mais forte” e que podemos recorrer a um conjunto de leis razoavelmente estáveis para nos proteger dos abusos ou contra alguma violência.

Por este motivo temos uma noção geral de que as leis são corretas e que devem ser obedecidas. Mas ao contrário do que possa parecer à primeira vista, o conjunto de leis que nos governam está sempre em constante mutação, as leis de hoje são infinitamente superiores às leis que nos governavam a séculos atrás e com certeza esta lei de hoje será substituída quase que totalmente no futuro por um conjunto de leis muito melhores do que as que possuímos agora, numa evolução natural que acompanha a evolução moral do homem.

Para verificar como as nossas leis estão em constante mutação, sempre para melhor, basta olharmos para o passado recente em nosso país e também em outras regiões do mundo que consideramos como mais “civilizadas” em que a lei determinava a segregação racial e permitia a escravidão, sem contar as leis criadas em períodos de conflito que obrigaram pacifistas a assassinarem seus irmãos na guerra e até determinaram que raças inteiras fossem exterminadas em campos de concentração.

As leis quando justas funcionam como um freio às nossas más tendências e conforme evoluem a sociedade e o homem, novas regras precisam ser criadas para impulsionar este homem no sentido de que se torne melhor. Com a evolução moral da humanidade, leis que cobram cada vez mais um comportamento menos agressivo e mais solidário vão se tornando possíveis de serem cumpridas e outras leis mais antigas que proibiam alguns atos de barbárie mais absurdos se tornam quase que desnecessárias.

Para o homem de bem, que age motivado pelo amor ao próximo, a obediência às leis justas é natural e quase sempre acontece sem que ele nem mesmo precise conhecer a lei. Por mais ignorante que seja das leis humanas, seja por possuir baixíssima escolaridade ou viver em um local afastado ou ainda por ter sido criado num círculo de pessoas ignorantes, um homem de bem obedecera naturalmente por exemplo a proibição de matar, roubar, agredir, enganar, mentir etc. Na verdade, um homem de bem quando começa a estudar o conteúdo das leis fica impressionado com a quantidade de proibições a atos que ele nunca imaginou que alguém seria capaz de cometer.

Mas e Jesus, nosso exemplo maior de conduta no caminho do bem, como ele se portou diante das leis humanas de dois mil anos atrás?

A elevação espiritual de Jesus foi colocada à prova muitas vezes no curto espaço de tempo em que se dedicou a nos trazer o seu evangelho, sendo que foram até mesmo armadas ciladas para tentar faze-lo cair em contradição. Podemos verificar que Jesus mostrou-se submisso à lei daqueles tempos em todas as ocasiões em que a desobediência à lei poderia lhe trazer alguma vantagem. Quando questionado se deveriam pagar os impostos aos romanos Jesus disse: “a Cesar o que é de Cersar”, quando preso acusado injustamente Jesus se recusou a fugir da lei, se recusou também a permitir que seus discípulos lutassem pela sua liberdade dizendo a Pedro: “Põe a tua espada na bainha”, quando acusado pelos sacerdotes Jesus se recusou a debater e argumentar em defesa de sua liberdade se sujeitando pacificamente ao processo e às leis injustas.

Ao mesmo tempo em que se sujeitou pacificamente a todas as leis que poderiam lhe prejudicar pessoalmente, Jesus também se mostrou um questionador da lei em todas as ocasiões em que a lei daqueles tempos se mostrava injusta contra as outras pessoas. Jesus impediu o apedrejamento da mulher adultera lembrando que a multidão furiosa também não estava livre de pecados, afrontando a lei daqueles tempos sem se utilizar de nenhuma violência. Também violou a lei que proibia o trabalho aos sábados para efetuar curas, mostrando que a lei pode e deve ser questionada não só para impedir um mal mas também quando nos impede de fazer o bem.

Já nós no nosso dia-a-dia infelizmente estamos acostumados a fazer justamente o contrário, nós resistimos a obedecer leis que trazem um “prejuízo” pessoal. Um exemplo bem comum é a nossa relutância em pagar impostos, que nos tempos de hoje não são enviados para satisfazer o luxo de um imperador distante e são utilizados na verdade (bem ou mal) para o nosso próprio proveito, financiando desde o exército e a polícia que garantem a nossa segurança, passando pelo corpo de bombeiros, a vigilância sanitária e até o asfalto em frente à nossa casa. Resistimos também contra lei quando esta nos traz um prejuízo até mesmo quando reconhecemos que estamos errados, quantos empresários autuados com uma multa aplicada em algum tipo de fiscalização aceitam a punição sem tentar nenhum recurso? E até mesmo quando acusado por um crime e se reconhecendo culpado, qual réu não tenta escapar da punição de todas as maneiras possíveis?

Mas quando a lei traz um prejuízo para o nosso semelhante a nossa postura costuma ser bem diferente, quando vemos por exemplo serem despejadas famílias humildes que ocupam um terreno realmente por não terem para onde ir, mesmo sem estarem participando de nenhum movimento ideológico, nossa reação costuma ser do tipo: “fazer o que? É a lei...”. Em tantas ocasiões diferentes flagramos a injustiça contra nossos irmãos e até nos sétimos indignados, mas nossa reação quase nunca passa disso, nossa disposição para lutar para que se faça justiça pelos outros é muito menor do que a nossa disposição para lutar em nosso próprio favor contra a justiça mesmo quando reconhecemos que estamos errados.

Precisamos aprender a encarar as leis de uma maneira um pouco diferente do que estamos acostumados, com um olhar mais crítico e até mesmo questionador. Mas ao invés de decidirmos apressadamente se devemos ou não obedecer a uma determinada lei, devemos investigar pacientemente cada lei e até mesmo cada regra de conduta e cada costume da sociedade e tentar descobrir dentro de cada um destes os seus fundamentos morais e a justiça contida na sua lógica. Nos baseando nos princípios cristãos da solidariedade e do amor ao próximo logo perceberemos se estas regras são justas ou injustas, lembrando que por mais ilógica que pareça à primeira vista, quase sempre existe um princípio moral justo em cada lei e nossa revolta contra determinadas regras provém quase sempre da ignorância deste princípio e do bem maior que uma determinada norma traz para a coletividade.

Também precisamos aos poucos tentar imitar Jesus, um mínimo que seja, no seu comportamento em relação às leis. Não devemos nos revoltar facilmente contra as normas que nos trazem prejuízo pessoal, confiando sempre que a mais cedo ou mais tarde a justiça divina sempre prevalece. Ao mesmo tempo quem sabe também consigamos aprender a ter a coragem de nos expor e questionar ou desobedecer a uma lei que traga prejuízo não a nós mesmos mas ao nosso próximo, lutando contra a injustiça que oprime o próximo e esquecendo um pouco dos nossos próprios interesses. Gandhi, o pacifista que libertou a Índia da dominação pelo império britânico, como um verdadeiro cristão, dizia que o homem realmente corajoso não é aquele que ataca com violência e foge, mas sim aquele que tem coragem de desobedecer à lei injusta e ficar para sofrer as consequências.

Coitado de quem?

Quem nunca passou pela seguinte situação: Estar andando na rua e de repente, ver uma pessoa abandonada, sem condições dignas de vida humana.
É de doer o coração, não é verdade? Mas isso é algo do qual o ser humanizado precisa também se libertar. Eliminando a mania do coitadismo, que nada mais é do que enxergar coitados no mundo. Esse não é verdadeiro sentimento de piedade. A piedade humana é fruto da razão humana. E a razão humana, segundo à questão 75a é falseada pela má educação e pelo orgulho.   
Para entender isso, vamos relembrar a questão 132 do Livro dos espíritos:

132. Qual é a finalidade da encarnação dos Espíritos?
— Deus a impõe com o fim de levá-los à perfeição: para uns, é uma expiação; para outros, uma missão. Mas, para chegar a essa perfeição, eles devem sofrer todas as vicissitudes da existência corpórea; nisto é que está a expiação. A encarnação tem ainda outra finalidade, que é a de pôr o Espírito em condições de enfrentar a sua parte na obra da Criação. É para executá-la que ele toma um aparelho em cada mundo, em harmonia com a matéria essencial do mesmo, afim de nele cumprir, daquele ponto de vista, as ordens de Deus. E dessa maneira, concorrendo para a obra geral, também progredir.

Vamos entender primeiro o que é ‘sofrer todas as vicissitudes da existência corpórea’.
O termo ‘vicissitudes’ significa “alternâncias ou mudanças de situações”. A questão é bem clara em mostrar que não está se referindo apenas às vicissitudes de uma única existência, mas de várias existências, já que ela está falando em “chegar à perfeição”.
Portanto, sofrer todas as vicissitudes, é sofrer todas as “alternâncias de situações” possíveis que a vida corpórea pode oferecer. Ou seja, viver ora no “céu”, ora no “meio-termo” e ora no “inferno”.

Esse entendimento já elimina por completo a ideia de ver no indigente, num mendigo, ou em qualquer pessoa que esteja passando por uma tribulação difícil, um coitado, um injustiçado, ou um sofredor. Pois ele, enquanto Espírito, está apenas passando pela sua vez de enfrentar uma vicissitude negativa, sendo que possivelmente, mais cedo ou mais tarde, pode ser chegada a vez de qualquer um de nós, que por ventura esteja numa posição diferente. Mesmo assim, vamos aprofundar a questão.

A ideia de que o outro está sofrendo, é um reflexo das próprias criações mentais que o ser humanizado concebe através da sua experiência individual, e não uma visão correta da realidade. A emoção criada se reflete muito mais pelo próprio desejo de não estar naquela condição, do que propriamente, o sofrimento que aquele ser esteja, de fato, passando.
Essa é uma característica de egos muito apegados ao próprio desejo, disfarçada pela virtude da “piedade humana”.

A experiência individual daquele ser humanizado, sobre o qual é feito tal julgamento, pode apresentar aspectos tão diversos, que o sofrimento que se imagina existir em tal vivência pode ser muito menor do que a razão daquele que observa imagina, ou este sofrimento pode sequer existir. E não raro, em tais situações podem-se encontrar exemplos da vivência da genuína felicidade. Contudo, a visão humana da realidade, empobrecida pelos preconceitos, pelos apegos, e pela má educação, vê em tais situações uma “desgraça”, uma “carência”, e já logo conclui que aquele outro ser humanizado está necessitando de caridade.

As verdadeiras necessidades de uma pessoa se reconhece pelo conhecimento de quem ela é, do que ela deseja, e do que ela precisa para a própria felicidade.
Deus é o único que possui o conhecimento absoluto dessas coisas. Portanto, apenas Deus sabe onde está e quando acontece a “verdadeira caridade”.
E o que é a verdadeira caridade, ou a caridade de Deus? É tudo o que acontece.
Pois a justiça de Deus não permite que ninguém receba algo diferente daquilo que merece receber.

Se a caridade de Deus é a única e verdadeira caridade, e ela está em todos os acontecimentos da vida, o que seria isso que o ser humanizado chama de “caridade”, que é doar um bem material ou psicológico para outro ser humanizado?
Prova. Uma vivência onde ele encontrará uma oportunidade de amar a Deus sobre todas as coisas, ou amar a si mesmo sobre todas as coisas. De que maneira? Atribuindo o mérito da ação a si mesmo, ou a Deus.

Sem perder o raciocínio, vamos analisar o segundo aspecto da questão:

‘Pôr o Espírito em condições de enfrentar a sua parte na obra da Criação’
O que significa isso? Que todos são instrumentos passivos da obra de Deus. Passivos, pois o verbo enfrentar (traduzido corretamente do original em francês “à même de supporter”)  não deixa dúvidas quanto a isso.

 Ou seja, a situação onde o indivíduo atribulado se encontra, por si mesma, faz parte da obra de Deus. O simples fato de ele estar em tal situação, ele está servindo à Deus.
Mas de que forma que um indivíduo como o que foi descrito estaria servindo à obra de Deus?
Exatamente da forma que já foi explicada. Possibilitando que aqueles que estão na posição de ajuda-los tenham a sua provação moral. 

Portanto, quando o ser humanizado andando na via pública, um indivíduo nessas condições chama-lhe a atenção, o que é isso, em essência? É Deus chamando a atenção desse ser e dizendo: Veja a minha obra!
O livre arbítrio do Espírito encarnado consiste em escolher xingar a Deus, criticar os políticos, criticar a vida, se auto-intitular reformador da sociedade, ou louvar a Deus (em Espírito), pelo o que é visto, mesmo que humanamente, a sua sensação não seja confortável.

Se apenas Deus faz a caridade, e o ser humano cumpre as suas determinações, de acordo com o merecimento daquele que recebe, onde estaria a piedade?
A verdadeira piedade está na pureza da intenção sentida pelo Espírito através do ato manifestado por Deus, e não no seu julgamento do fato. Isto é, se Deus julga que um indivíduo merece receber um bem material ou psicológico, e utiliza um ser humanizado como instrumento da doação, o Espírito encarnado deve compreender que está fazendo a justiça de Deus e não a sua própria vontade. Exercer a piedade sem a fé, é apenas atender a um desejo egoísta. O desejo de não ver o outro sofrer, ou o desejo de fazer a própria justiça.

Cumprir corretamente esse mandamento não impede que o ego humano raciocine: “Doarei, porque ele precisa, e quero que ele tenha”. Mas o Espírito encarnado escolherá determinado sentimento, que pode ser moral, ou imoral.

Portanto, não se trata do ato de dar ou não dar. Isto é prova de natureza física, portanto fatal, e não prova de natureza moral.  Ou seja, o que tiver que acontece, vai acontecer, conforme a vontade de Deus. Mas trata-se da vivência espiritual do ato.

Ver o próximo, isto é, aquele que está passando por uma vicissitude negativa, como um coitado que depende da sua ajuda, é rebaixá-lo. O amor puro se sustenta no pilar da igualdade. Aquele que não vê no próximo um igual, não o está amando. Está usando-o para se satisfazer. Pra se sentir superior, ou se sentir caridoso. 

Houve uma experiência em um centro Espírita que gosto de relatar. As pessoas fizeram multirão de doações para moradores de comunidades carentes no natal. Doaram roupas, alimentos, e ofereceram lazer às crianças.
Era curioso ver, dentre doadores e donatários, como alguns dos primeiros estavam com a cara emburrada, irritado com os “problemas” do evento, enquanto muitos dos segundos estavam espontaneamente contentes, apesar de estarem se submetendo a receber doações. Isso me fez questionar: Coitado de quem? Quem são realmente os verdadeiros necessitados? 

Que a mão esquerda não saiba o que faz a mão direita. Isto quer dizer, não fazer ostentação da caridade ao outros, e nem a si mesmo. Mas fazer o bem sem nenhuma intencionalidade. 

O CRISTO INTERIOR O ENCONTRARÁS UM DIA

 Caminha, caminha a tua vida, os teus dias, mas lembra-te que, para te libertares dos sofrimentos e conflitos, terás que ir além do eu, além do pensamento, além do espaço e do tempo.

       O atemporal, a luz, está num ponto de teu andar. Na tua jornada o encontrarás um dia. Esse dia será glorioso, feliz, abençoado. Realizar-te-ás como objetivas.

       Mas, o caminhar requer o movimento, que quer dizer, força de vontade e esforço, devoção e fé, trabalho e, sobretudo, persistência; assim, caminha.

       A coisa que buscas, a luz, quando menos esperares, virá, clareando os ângulos e mostrando todos os detalhes, e conhecerás que a vida do homem, sem ela, é fútil e destituída de sentido.

       A vida será, então, Vida. Terás poder e sabedoria para ajudar, e te compenetrarás de que quem faz as obras não és tu, mas o Divino.

       Deves ter paciência, não deves perder o ânimo, o entusiasmo, pois, de súbito, como o Buda do teu sonho, de tanto perseverares, aquilo que esperas surgirá.

       Avança, sem receios, com firmeza, com confiança e o coração cheio de gratidão pela vida, por tudo.

       Agradece e enche-te de alegria, pois alegria maior te virá quando compreenderes o verdadeiro significado da vida.

       Não esmoreças e lembra-te das palavras do sábio: ‘... aquele, porém, que perseverar até o fim, será salvo’.

sábado, 12 de julho de 2014

Fracasso e Sucesso

"Se és homem, ergue os olhos para admirar os que empreenderam coisas grandiosas, ainda que hajam fracassado".
(Sêneca)




É preciso discernimento para reconhecer o fracasso, coragem para assumi-lo e divulgá-lo e sabedoria para aprender com ele.

O fracasso está presente em nossa vida, em seus mais variados aspectos. Na discussão fortuita dos namorados e na separação dos casais, na falta de fé e na guerra santa, na desclassificação e no lugar mais baixo do pódio, no infortúnio de um negócio malfeito e nas consequências de uma decisão inadequada.

Reconhecer o fracasso é uma questão de proporção e perspectiva. Gosto muito de uma recomendação da Young President's Organization, segundo a qual, devemos distinguir o que é um contratempo, um revés e uma tragédia. A maioria das coisas ruins da vida são contratempos. Reveses são mais sérios, mas podem ser corrigidos. Tragédias, sim, são diferentes. Quando você passar por uma tragédia, compreenderá a diferença.

A história e a literatura são unânimes em afirmar que cada fracasso ensina ao homem algo que necessita aprender; que fazer e errar é experiência, enquanto não fazer é fracasso; que devemos nos preocupar com as chances perdidas quando nem mesmo tentamos; que o fracasso fortifica os fortes.

Pesquisa da Harvard Business Review aponta que um empreendedor quebra em média 2,8 vezes antes de ter sucesso empresarial. Por isso, costuma-se dizer que o fracasso é o primeiro passo no caminho do sucesso ou, citando Henry Ford, o fracasso é a oportunidade de se começar de novo inteligentemente. Daí decorre que deve ser objetivo de todo empreendedor errar menos, cair menos vezes, mais devagar e não definitivamente.

Assim como amor e ódio são vizinhos de um mesmo quintal, o fracasso e o sucesso são igualmente separados por uma linha tênue. Mas o sucesso é vaidoso, tem muitos pais, motivo pelo qual costuma ostentar-se publicamente. Nasce em função do fracasso e não raro sobrevive à custa dele - do demérito de outrem.

Já o fracasso é órfão e, tal como o exercício do poder, solitário. Disse La Fontaine: "Para salvar seu crédito, esconde sua ruína". E assim caminha o insucesso, por meio de subterfúgios. Poucos percebem que a liberdade de fracassar é vital se você quer ser bem-sucedido. Os empreendedores de maior êxito fracassaram repetidamente, e uma medida de sua força é o fato do fracasso impulsioná-los a alguma nova tentativa de sucesso.

É claro que cada qual é responsável por seu próprio naufrágio. Mas quando o navio está a pique cabe ao capitão (imagine aqui a figura do empreendedor) e, não ao marujo, tomar as rédeas da situação. Às vezes, a única alternativa possível é abandonar, e logo, o barco, declinando da possibilidade de salvar pertences para salvar a tripulação. Nestes casos, a falência purifica, tal como deitar o rei ante o xeque-mate que se avizinha.

O sucesso, pois, decorre da perseverança (acreditar e lutar), da persistência (não confundir com teimosia), da obstinação (só os paranoicos sobrevivem). Decorre de não sucumbir à tentação de agradar a todos (gregos, troianos e etruscos). Decorre do exercício da paciência, mais do que da administração do tempo.

Decorre de se fazer o que se gosta (talvez seja preferível fracassar fazendo o que se ama a atingir o sucesso em algo que se odeia). Decorre de fabricar o que vende, e não vender o que se fabrica (dizem que qualquer idiota é capaz de pintar um quadro, mas só um gênio é capaz de vendê-lo). Decorre da irreverência de se preparar para o fracasso, sendo surpreendido pelo sucesso.

Decorre da humildade em aceitar os pequenos detalhes como mais relevantes do que os grandes planos. Decorre da sabedoria de manter a cabeça erguida, a espinha ereta, e a boca fechada.

Finalizo parafraseando Jean Cocteau: "Mantenha-se forte diante do fracasso e livre diante do sucesso".

PS: O texto utiliza, ainda, frases de Lucano, Saint-Exupéry, Samuel Butler, Steven Spielberg e Walter Franco.

por Tom Coelho
Fonte: STUM - Somos Todos Um

Com festa na alma

Abra as janelas da alma e espie as belezas da vida, que se desdobram além das tuas agonias, tudo colorindo e felicitando.
Quem se dispõe a encontrar a felicidade, longe das moedas aquisitivas, descobre painéis de indescritível estesia em toda parte.
Levante-se num domingo de sol, antes da hora habitual, afaste-se do movimento cansativo da rotina doméstica e busque o campo. Escute no bucolismo da natureza as vozes das coisas, deixando-se banhar pela clara mensagem de luz da manhã em festa. Apague as impressões do pessimismo e pare ao lado dos pequenos regatos cantando variadas estórias com as águas em desalinho sinuoso e incessante correria. Descobrirá, em cada filete d’água espremido na rocha ou em cada córrego buscando largura no solo para espalhar-se, uma musicalidade especial. Se você tiver ouvidos, identificará que murmuram queixas, competem com o vento, gargalham com a luz, cantam, simplesmente cantam.
Alongue os olhos, andando vagarosamente pelos caminhos: verde avenca segura-se com firmeza no montículo de terra; torturada trepadeira abre-se em flor no tronco escuro de vetusto arvoredo, cobrindo o ar com perfumada renda que contrasta em sua delicadeza com o tronco imponente; débil colibri, colorido e vivaz, singra os rios do firmamento e, longe, sanhaços verde-azuis em algaravia canora parecem palrar em revoada alegre...
Aspire esse ar puro do dia nascente e debruce-se sobre o peitoril da janela do otimismo ante a paisagem ridente, esquecendo por momentos as rotineiras preocupações. Empolgar-se-á com a mensagem do dia, abençoando a vida e compondo sinfonias divinas em toda parte.
Um ramo de quaresmeira aberto em flor, oscilando ao vento, salmodiando cores no veludo do capinzal e multicoloridas coreópsis, farfalhando levemente, falar-lhe-ão sem palavras sobre a felicidade real, ensejando dilatação das suas ambições, além das coisas esmagadoras do currículo normal.
 Há poesia no pôr do sol, esperando os seus olhos; cascatas de luz em poeira de ouro fino carregado pelos favônios perfumados compondo espetáculos de cor; melodias espalhadas nos braços da árvore vibrando, vibrando no ar...
Tudo são belezas na Criação. Por que você se engolfa na tristeza injustificável?
Saia do cárcere estreito das sôfregas ambições materiais e embriague sua alma de festa natural no banquete de um dia de sol ou no repouso de uma noite enluarada, cujo manto de princesa salpicado de gemas faiscantes em rendas finas de prata murmurante convida à meditação... E você compreenderá que o seu coração é triste porque se amesquinhou na concha escura de si mesmo, fechando a janela por onde poderia enxergar o mundo de Nosso Pai, onde Jesus cantou o amor na sua mais alta expressão.
Algures, num aclive salpicado de gramínea baixa, compôs Ele as inexcedíveis bem-aventuranças.
Em praias brancas, pontilhadas de seixos e pedregulhos, socorreu órfãos e velhinhos.
Deambulando por caminhos recobertos de largas sombras de velhas figueiras e tamarindeiros, falou a esfaimados da esperança e justiça.
Em claras manhãs de luz pregou e viveu o poema sem palavras da Boa Nova.
E tendo elegido para berço u’a manjedoura modesta, recebeu um madeiro de odiosa punição indébita para morrer, numa tarde de calor, sobre um monte sem relva, abraçando, em contato com o poente ensanguentado de sol, ensanguentado também Ele, a Humanidade inteira...
Embora as necessidades para a manutenção do corpo na reencarnação que lhe enseja ressarcimento de dívidas, considere como felicidade esses dons sem preço que vestem a Terra e, renovado, após um giro longe das cogitações materiais imediatas, você retornará ao ninho doméstico de coração cantando festivas melodias de paz sob o aplauso de uma consciência referta de júbilo, descobrindo porque Jesus, diante de tantas coisas da vida, na Terra, referiu-se ao Reino de Deus como sinfonia sublime emboscado “dentro de nós” e que poderíamos dilatar por toda parte com festa na alma.
Amélia Rodrigues
FRANCO, Divaldo Pereira. “Crestomatia da Imortalidade”. Por Diversos Espíritos. 3. ed. Salvador, BA: LEAL. 1994, cap. 31

fonte:  WWW.ADDE.COM.BR
          

sábado, 5 de julho de 2014



quinta-feira, 3 de julho de 2014

ALLAN KARDEC E O MÉTODO DE ANÁLISE DAS COMUNICAÇÕES RECEBIDAS


Autor: ALLAN KARDEC
Muitas comunicações nos foram enviadas por diferentes grupos, quer nos pedindo conselho e julgamento de suas tendências, quer, da parte de alguns, na esperança de as verem publicadas na Revista.
 Todas nos foram entregues com a faculdade de delas dispor como melhor entendêssemos para o bem da causa.
Fizemos o seu exame e classificação e esperamos que ninguém haja de se surpreender ante a impossibilidade de inseri-las todas, considerando-se que, além das já publicadas, há mais de três mil e seiscentas que, sozinhas, teriam absorvido cinco anos completos da Revista, sem contar um certo número de manuscritos mais ou menos volumosos, dos quais falaremos adiante.
 A apreciação crítica deste exame nos fornecerá matéria para algumas reflexões, que cada um poderá tirar proveito.
Em grande número encontramo-las notoriamente más, no fundo e na forma, evidente produto de Espíritos ignorantes, obsessores ou mistificadores e que juram pelos nomes mais ou menos pomposos com que se revestem.
 Publicá-las teria sido dar armas à crítica. Circunstância digna de nota é que a quase totalidade das comunicações dessa categoria emana de indivíduos isolados, e não de grupos.
 Só a fascinação os poderia levar a tomá-las a sério e impedir que vissem o lado ridículo. Como se sabe, o isolamento favorece a fascinação, ao passo que as reuniões encontram controle na pluralidade das opiniões.
Todavia, reconhecemos com prazer que as comunicações dessa natureza formam, na massa, uma pequena minoria.
A maioria das outras encerra bons pensamentos e excelentes conselhos, sem significar que todas devam ser publicadas, e isto pelos motivos que vamos expor.
Os bons Espíritos ensinam mais ou menos a mesma coisa em toda parte, porque em toda parte há os mesmos vícios a reformar e as mesmas virtudes a pregar.
Eis um dos caracteres distintivos do Espiritismo; muitas vezes a diferença está apenas na correção e elegância do estilo.
 Para apreciar as comunicações, tendo em conta a publicidade, não se deve considerá-las de seu ponto de vista, mas do do público.
 Compreendemos a satisfação que se experimenta ao obter algo de bom, sobretudo quando se começa, mas além do fato de que certas pessoas podem ter ilusão sobre o mérito intrínseco, não se pensa que em cem outros lugares se obtêm coisas semelhantes, e o que é de poderoso interesse individual pode ser banalidade para a massa.
Além disso, é preciso considerar que, de algum tempo para cá as comunicações adquiriram, em todos os aspectos, proporções e qualidades que deixam muito para trás as que eram obtidas há alguns anos.
 Aquilo que então era admirado parece pálido e mesquinho junto ao que se obtém hoje. Na maioria dos centros realmente sérios, o ensino dos Espíritos cresceu com a compreensão do Espiritismo.
Desde que por toda parte são recebidas instruções mais ou menos idênticas, sua publicação poderá interessar apenas sob a condição de apresentar qualidades adicionais, como forma ou como alcance instrutivo.
 Seria, pois, ilusão crer que toda mensagem deve encontrar leitores numerosos e entusiastas.
Outrora, a menor conversa espírita era uma novidade que atraía a atenção; hoje, que os espíritas e os médiuns não se contam mais, o que era uma raridade é um fato quase banal e habitual, e que foi distanciado pela vastidão e pelo alcance das comunicações atuais, assim como os deveres do escolar o são pelo trabalho do adulto.
Temos à vista a coleção de um jornal publicado no princípio das manifestações sob o título de A Mesa Falante, característico da época. Diz-se que o jornal tinha de 1.500 a 1.800 assinantes, cifra enorme para a época.
Continha uma porção de pequenas conversas familiares e fatos mediúnicos que, então, atraíam profundamente a curiosidade.
Aí procuramos em vão alguma coisa para reproduzir em nossa Revista; tudo quanto tivéssemos colhido seria hoje pueril e sem interesse.
Se o jornal não tivesse desaparecido, por circunstâncias que não vêm ao caso, só poderia ter vivido com a condição de acompanhar o progresso da ciência e, se reaparecesse agora nas mesmas condições, não teria cinqüenta assinantes.
 Os espíritas são imensamente mais numerosos do que então, é verdade; mas são mais esclarecidos e querem um ensinamento mais substancial.
Se as comunicações não emanassem senão de um único centro, sem dúvida os leitores se multiplicariam em razão do número de adeptos.
Mas não se deve perder de vista que os focos que as produzem se contam aos milhares e que por toda parte onde são obtidas coisas superiores não pode haver interesse pelo que é fraco ou medíocre.
Não falamos assim para desencorajar as publicações; longe disso.
Mas para mostrar a necessidade de uma escolha rigorosa, condição sine qua non do sucesso.
 Aprofundando os seus ensinamentos, os Espíritos nos tornaram mais difíceis e mesmo exigentes.
As publicações locais podem ter imensa utilidade, sob duplo aspecto: espalhar nas massas o ensino dado na intimidade e mostrar a concordância que existe nesse ensino sobre diversos pontos. Aplaudiremos isto sempre e os encorajaremos toda vez que forem feitas em boas condições.
Antes de mais, convém dela afastar tudo quanto, sendo de interesse privado, só interessa àquele que lhe concerne; depois, tudo quanto é vulgar no estilo e nas idéias, ou pueril pelo assunto.
Uma coisa pode ser excelente em si mesma, muito boa para servir de instrução pessoal, mas o que deve ser entregue ao público exige condições especiais.
Infelizmente o homem é propenso a imaginar que tudo o que lhe agrada deve agradar aos outros.
 O mais hábil pode enganar-se; o importante é enganar-se o menos possível.
 Há Espíritos que se comprazem em fomentar essa ilusão em certos médiuns; por isso nunca seria demais recomendar a estes últimos que não confiassem em seu próprio julgamento.
 É nisto que os grupos são úteis: pela multiplicidade de opiniões que eles permitem colher. Aquele que, neste caso, recusasse a opinião da maioria, julgando-se mais iluminado que todos, provaria sobejamente a má influência sob a qual se acha.
Aplicando esses princípios de ecletismo às comunicações que nos são enviadas, diremos que em 3.600 há mais de 3.000 que são de moralidade irreprochável, e excelentes como fundo; mas que desse número nem 300 merecem publicidade e apenas 100 têm mérito fora do comum.
 Como essas comunicações vieram de muitos pontos diferentes, inferimos que a proporção deve ser mais ou menos geral.
Por aí pode julgar-se da necessidade de não publicar inconsideradamente tudo quanto vem dos Espíritos, se quisermos atingir o objetivo a que nos propomos, tanto do ponto de vista material quanto do efeito moral e da opinião que os indiferentes possam fazer do Espiritismo.Resta-nos dizer algumas palavras sobre manuscritos ou trabalhos de fôlego que nos remeteram, entre os quais não encontramos, em trinta, mais que cinco ou seis de real valor.
 No mundo invisível, como na Terra, não faltam escritores, mas os bons são raros.
Tal Espírito é apto a ditar uma boa comunicação isolada, a dar excelente conselho particular, mas incapaz de produzir um trabalho de conjunto completo, passível de suportar um exame, sejam quais forem suas pretensões e o nome com que se disfarce como garantia. Quanto mais alto o nome, maior o cuidado.
 Ora, é mais fácil tomar um nome que justificá-lo; eis por que, ao lado de alguns bons pensamentos, encontram-se, muitas vezes, idéias excêntricas e traços inequívocos da mais profunda ignorância.
É nessas modalidades de trabalhos mediúnicos que temos notado mais sinais de obsessão, dos quais um dos mais freqüentes é a injunção por parte do Espírito de os mandar imprimir; e alguns pensam erradamente que tal recomendação é suficiente para encontrar um editor atencioso que se encarregue da tarefa.
É principalmente em semelhante caso que um exame escrupuloso é necessário, se não nos quisermos expor a fazer discípulos à nossa custa.
 É, ainda, o melhor meio de afastar os Espíritos presunçosos e pseudo-sábios, que se retiram inevitavelmente quando não encontram instrumentos dóceis a quem façam aceitar suas palavras como artigos de fé.
 A intromissão desses Espíritos nas comunicações é, fato conhecido, o maior escolho do Espiritismo.
 Toda precaução é pouca para evitar as publicações lamentáveis.
Em tais casos, mais vale pecar por excesso de prudência, no interesse da causa.
Em suma, publicando comunicações dignas de interesse, faz-se uma coisa útil.
Publicando as que são fracas, insignificantes ou más, faz-se mais mal do que bem. Uma consideração não menos importante é a da oportunidade.
Algumas há cuja publicação seria intempestiva e, por isso mesmo, prejudicial. Cada coisa deve vir a seu tempo.
Várias das que nos são dirigidas estão neste caso e, conquanto muito boas, devem ser adiadas.
 Quanto às outras, acharão seu lugar conforme as circunstâncias e o seu objetivo.

FONTE:  (Texto de Allan Kardec, transcrito de Revue Spirite, maio de 1863).

Quem lê e se educa, vale mais

O Espiritismo, cuja data em que surgiu na Terra é 18 de abril de 1857, com a primeira edição de O Livro dos Espíritos, deu as respostas necessárias a respeito da pergunta milenar: Quem eu sou, de onde venho, para onde eu vou?

No poema Na Era do Espírito, que Castro Alves enviou à Terra através da psicografia de Waldo Vieira, ele descreve  lindamente este momento portentoso, em que a fé raciocinada passou a ser a tônica dominante: “Aos clarões da Imensidade, / Kardec chega e inaugura / A Doutrina viva e pura / Da razão à luz do bem / O Espírito de Verdade / Semeia Divina Messe, / O Evangelho reaparece / Nas Vozes do Grande Além” (livro Antologia dos Imortais – FEB).

Tudo o que era mistério se desfaz. Os milagres são devidamente explicados. E a Doutrina Espírita brilha acima das aparências, do subterfúgio, da mentira. Como disse Augusto dos Anjos (encarnado), no poema Última visão, “... a impávida escuridão obnubilante / Há de cessar! Em sua glória inteira / Deus resplandecerá dentro da poeira / Como um gazofilácio de diamante!”.

Os retrógrados ficam para trás. Como diz  Léon Denis, na introdução da obra  O Problema do Ser, do Destino e da Dor (FEB), “Um tempo se acaba; novos tempos se anunciam.” “As formas e concepções do passado”, “já não são suficientes”. Importante anotar que sem as luzes que nos são dadas pelo conhecimento da reencarnação, jamais penetraremos profundamente no entendimento dos dilemas da nossa existência.

Reencarnação, a chave de tudo. Como diz a escritora americana Elizabeth Clare Prophet, é o elo perdido do Cristianismo. Como explica o item IV (Ninguém pode ver o Reino de Deus se não nascer de novo) de O Evangelho segundo o Espiritismo, ela fortalece os laços de família.

Importante lembrar a leitura de uma obra fundamental para a compreensão deste assunto: O Céu e o Inferno, de Allan Kardec, que na introdução (Notícia sobre o Livro), da edição da LAKE – Livraria Allan Kardec Editora, o tradutor J. Herculano Pires observa: “Mesmo entre os espíritas este livro é quase desconhecido. A maioria dos que conhecem nunca se inteirou do seu verdadeiro significado. Kardec nos dá nas suas páginas o balanço da evolução moral e espiritual da humanidade terrena até os nossos dias. Mas ao mesmo tempo estabelece as coordenadas da evolução futura. As penas e recompensas de após morte saem do plano obscuro das superstições e do misticismo dogmático para a luz da análise racional e da pesquisa científica. É evidente que essa pesquisa não pode seguir o método  das ciências da mensuração, pois o seu objeto não é material, mas segue rigorosamente as exigências do espírito científico  moderno e contemporâneo. O grave problema da continuidade da vida após a morte despe-se dos aparatos mitológicos para mostrar-se com a nudez da verdade à luz da razão esclarecida”.

À pergunta milenar do homem sobre a sua origem e destinação, a Doutrina Espírita responde, através das obras básicas (O Livro dos Espíritos, O Livro dos Médiuns, O Evangelho segundo o Espiritismo, O Céu e o Inferno, A Gênese) e de uma vasta literatura espírita, como é o caso da obra Parnaso de Além-Túmulo (FEB), psicografada por Francisco  Cândido Xavier, onde na primeira estrofe do poema Vozes de uma sombra, Augusto dos Anjos nos esclarece, assim,  a respeito do tema: “Donde venho? / Das eras remotíssimas, / Das substâncias elementaríssimas, / Emergindo das cósmicas matérias. / Venho dos invisíveis protozoários, / Da confusão dos seres embrionários, / Das células primevas, das bactérias”.

A literatura espírita é rica em todos os temas. Como esclarece a comunicação do Espírito de Verdade, no item 5 do capítulo VI (O Cristo Consolador) de O Evangelho segundo o Espiritismo): “Todas as verdades se encontram no Cristianismo”. E nos conclama: “Espíritas: amai-vos, eis o primeiro ensinamento; instruí-vos, eis o segundo”.

Quem lê  se educa, vale mais. No livro Na Escola do Mestre (Edições FEESP), capítulo Evolução e Educação, Pedro de Camargo  - Vinícius -  diz: “A diferença entre o sábio e o ignorante, o justo e o ímpio, o bom e o mau, procede de serem uns educados, outros, não. O sábio se tornou tal, exercitando com perseverança os seus poderes intelectuais. O justo alcançou santidade, cultivando com desvelo e carinho sua capacidade de sentir. Foi de si próprios que eles desentranharam e desdobraram, pondo em evidência aquelas propriedades, de acordo com a sentença que o Divino Artífice insculpiu em suas obras. Crescei e multiplicai”.

             Altamirando Carneiro

12 ANOS SEM CHICO XAVIER (2002 - 2014) "Alma Gêmea" de Emmanuel

Aqueles outros delinquentes

Os frutos da delinquência são a loucura de largo porte e o sofrimento sem conforto

"Há um abismo entre a honestidade perante os homens e a honestidade perante Deus..." -         Joseph Brê[1]

Conclamando-nos à indulgência, José, Espírito protetor, diz[2]: "lembrai-vos d`Aquele que julga em última instância, que vê os movimentos íntimos de cada coração e, por conseguinte, desculpa muitas vezes as faltas que censurais, ou condena a que relevais, porque conhece o móvel de todos os atos..."

Não resta dúvida quanto ao apoucamento generalizado que o Espírito sofre ao prender-se ao corpo físico. Daí a nítida certeza de que quaisquer julgamentos tornam-se parciais e arbitrários, porque impossível se torna abarcar todas as premissas, isto é, a gênese profundamente arraigada nos tecidos da Alma, donde resultam os inditosos fastos que podemos observar à nossa volta. Podemos ilustrar tal situação utilizando-nos da figura do "iceberg": a parte observada acima da linha d’água é insignificante em relação à que está submersa. Assim é como se nos oferecem à visão e compreensão as questões nas quais pretendemos arbitrar. Impossível sermos justos!... Só Deus pode julgar com absoluta precisão e justiça.

Joseph Brê, ao desencarnar, encravou-se em angustiosa situação; inobstante ter sido aparentemente honesto aos olhos dos homens, não o foi perante Deus.

Diz ele - mediunicamente - em dorido testemunho feito à sua neta1: "aí, entre vós, é reputado honesto aquele que respeita as leis do seu país, respeito arbitrário para muitos. Honesto é aquele que não prejudica o próximo ostensivamente, embora lhe arranque muitas vezes a felicidade e a honra, visto o código penal e a opinião pública não atingirem o culpado hipócrita. Em podendo fazer gravar na pedra do túmulo um epitáfio de virtude, julgam muitos terem pago a sua dívida à Humanidade! Erro!... Não basta, para ser honesto perante Deus, ter respeitado as leis dos homens; é preciso antes de tudo não haver transgredido as Leis Divinas.

Honesto aos olhos de Deus será aquele que, possuído de abnegação e amor, consagre a existência ao bem, ao progresso dos seus semelhantes; aquele que, animado de um zelo sem limites, for ativo na vida; ativo no cumprimento dos deveres materiais, ensinando e exemplificando aos outros o amor ao trabalho; ativo nas boas ações, sem esquecer a condição de servo ao qual o Senhor pedirá contas, um dia, do emprego do seu tempo; ativo finalmente na prática do amor de Deus e ao próximo.

Confesso, sem corar, que faltei a muitos desses deveres; que não tive a atividade necessária; que o esquecimento de Deus impeliu-me a outras faltas, as quais, por não serem passíveis às leis humanas, nem por isso deixam de ser atentatórias à lei Divina”.

Em estreita conexão com tal depoimento, Joanna de Ângelis nos dá a conhecer a ignorada dimensão onde estão alocados - sem se darem conta - os delinquentes que não se consideram tais. Diz a lúcida Mentora[3]: "delinquem os que exploram a ingenuidade dos jovens, arrojando-os nos antros da perdição; os que usurpam as parcas moedas do povo, no comércio escorchante de mercadorias de primeira necessidade; os profissionais liberais, que anestesiam a dignidade, falseando o juramento que fizeram de prometer servir e honrar o sacerdócio que abraçam, indiferentes, porém, aos problemas dos clientes, protelando suas soluções à custa de largas somas com que constroem sólidas fortunas, apesar de transitórias; os que espalham ondas de inquietação, urdindo tramas que aliciam outros partidários de emoção afetada; os que traem afetos que lhes dedicam confiança e respeito; os maus administradores, que malversam os valores públicos e deles se utilizam a benefício próprio, dos seus êmulos e pares; os que conspiram, à socapa, contra as obras de benemerência e amor; e muitos, muitos outros que são arrolados como dignos de bom conceito e que, certamente, não cairão incursos nas legislações humanas, porque disfarçados de homens probos, bem aceitos e acatados...

Não lograrão fugir de si mesmos, nem se libertarão dos conflitos que se lhes instalam n’alma.

Resguarda-te do contágio da delinquência, preservando os teus valores morais, mesmo que sejam de pequena monta; a tua posição social, embora não tenha realce público; a tua situação econômica, apesar de caracterizada pela pobreza; as tuas aspirações, mesmo que de pequeno porte, ligando-te, em pensamento, ao compromisso do bem, que se irradia do Cristo, que programou para o homem e a Terra, em nome do Pai, a felicidade e a harmonia, através de métodos de dignificação, únicos, aliás, que compensam em profundidade e perenemente.

Os frutos da delinquência são a loucura de largo porte, o sofrimento sem conforto, o suicídio, a morte violenta, nefasta...

Vive, desse modo, as diretrizes do Evangelho e nunca te esqueças que, ao defrontar um delinquente, seja em qual circunstância for, será muito melhor ser-lhe a vítima do que seu algoz, conforme o próprio Mestre nos ensinou com o exemplo da Cruz". 

[1] - KARDEC, Allan. O Céu e o Inferno. 51. ed. Rio [de Janeiro]: FEB, 2003, cap. III-2, 2ª. parte.

[2] - KARDEC, Allan. O Evangelho seg. o Espiritismo. 129. ed. Rio [de Janeiro]: FEB, 2009, cap. X, item 16.

[3] - FRANCO, Divaldo. Luz viva. Salvador: LEAL, 1985, cap. XX.

                Rogério Coelho

sexta-feira, 27 de junho de 2014

Perdoar a si mesmo

Perdoar a si mesmo é mais urgente que perdoar ao próximo. Se você não perdoar a si mesmo, como vai ter condições de perdoar a quem quer que seja? Se não perdoar seus próprios erros, suas próprias faltas, como conseguirá perdoar os erros e faltas alheias? Perdoe primeiro a si mesmo, logo, urgentemente, se possível ainda hoje, pois ninguém merece viver carregando culpas velhas de erros cometidos no passado. Não faça essa injustiça consigo mesmo, perdoe-se! O sentimento de culpa age como autopunição, mas a autopunição só é válida quando lhe faz querer reparar o mal cometido. Para chegar a esse ponto, você deve passar pelo estágio do remorso, que é o reconhecimento do mal realizado e consequente sofrimento; e do arrependimento, que é a ânsia de reparar ou compensar o mal que foi causado por você. Se você já passou desse ponto, a autopunição não tem mais serventia para você. É um peso morto. Se você não chegou a arrepender-se, não acha que seja necessário reparar ou compensar o mal que causou, talvez esteja entrando ou já entrou num processo de vitimização e auto piedade. Reconheça seus erros, levando em conta que muitas vezes erramos tentando fazer o que nos parece melhor em determinadas circunstâncias. Reconheça seus erros, reveja os sentimentos e valores que o levaram a cometer deslizes e adotar comportamentos errados, abra-se consigo mesmo. Você certamente já se deu conta disso, mas não custa perguntar: Você já se deu conta de que você mesmo é sua única companhia obrigatória? Que você vai acompanhar você para o resto dessa vida e para além dela, para sempre? Você já percebeu que você está com você em todos os momentos da sua vida, bons e maus, aproveitando os benefícios e sofrendo os malefícios? Se importe mais consigo mesmo. Respeite mais a si mesmo. E, acima de tudo, seja seu melhor amigo! Abra-se consigo mesmo, conte de seus velhos medos, de suas vergonhas, fraquezas que só você conhece. Cure essas feridas, seja amoroso consigo. Você precisa de você. Perdoe-se! Faça as pazes com você, e comece já a mudar seu padrão de pensamentos e sentimentos. Controle seus pensamentos, eles são determinantes para o que você faz de você. Ame mais, comece por amar a você mesmo. Se não amar a você, como vai amar a seu próximo? Devemos amar o próximo como a nós mesmos, e devemos amar muito ao nosso próximo. Isso quer dizer que você deve amar-se muito, muito mesmo. Devemos perdoar ao próximo: “Perdoai as nossas ofensas assim como nós perdoamos a quem nos tem ofendido.” A quem você acha que está pedindo para perdoar as suas ofensas do mesmo modo que você perdoa a quem o ofendeu? Quem você acha que julga seus erros e ofensas? Deus? Não, Deus não julga, essa parte compete a nós mesmos, manifestações de Deus que somos. Somos nós que nos julgamos, somos nós que nos condenamos e somos nós que na maioria das vezes nos esquecemos de nós mesmos no fundo do cárcere da autopunição. Depois de já ter cumprido a pena a que inconscientemente nos impomos, ficamos esquecidos na masmorra suja do remorso inútil esperando por nossa própria clemência. Então tenha consideração por você mesmo, reveja seus conceitos, tome mais cuidado com suas atitudes para com você mesmo e para com o próximo. Acima de tudo, seja um vigilante atento dos seus pensamentos. Conduza seus pensamentos para o lado positivo das coisas, pois tudo na vida tem seu lado bom, quando queremos vê-lo. É muito importante que você perdoe ao próximo. Na verdade, é imprescindível. Mas antes disso, perdoe a si mesmo. Já está mais do que na hora. –        Morel Felipe Wilkon
fonte :  WWW.ADDE.COM.BR