NOSSA HISTÓRIA

Grupo Espírita Mensageiros da Luz



Fundada em 18 de junho de 1985 . Nossas atividades se iniciaram na sede do Clube Cultural dos Violeiros de Gravataí onde fomos recebidos com muito carinho e respeito. Ali desenvolvemos os trabalhos de estudo doutrinário e formação de grupos de trabalhos. Procedente do Grupo Espirita Nosso lar em Gravataí, onde participei por 4 anos como voluntário e palestrante, eu, Carlos Eduardo Muller, resolvi fundar nossa casa espírita no Parque dos Anjos . Foi uma tarefa executada com muita alegria e acompanhada de pessoas interessadas em desenvolver um grupo de estudos para que posteriormente a casa prestasse atendimento ao público. Nosso grupo contou inicialmente com a irmã Bernadete Antunes, irmã Kátia Pisoni, irmã Maria Guiomar, irmã Ieda R. Rosa, irmã Elisabete, irmão Miguel Cardoso, irmão Everton da Silva Cardoso, irmã Eni, e dirigindo as atividades Carlos Eduardo Muller. Foram 13 anos de muito aprendizado neste local, e nenhuma dificuldade nos impediu de impulsionar cada vez mais a Doutrina Espírita, pois somente através de muito esforço conseguiríamos atingir nosso objetivo: Ter uma casa Espírita com irmãos preparados espiritualmente e conhecedores da doutrina ditada pelos espíritos a Allan Kardec. Só o fato de manter um grupo em plena atividade ja era uma vitória. Todos sabíamos das responsabilidades em conduzir um trabalho 100% filantrópico. Como em todas as casas espíritas, tambem a nossa sofria e sofre com a rotatividade de colaboradores, fato compreendido por todos nós espíritas. Foram muitos os colaborabores que passaram e contribuiram de alguma forma para o crescimento do grupo. Por opção, alguns foram em busca de outros grupos e outros não conseguiram acompanhar as atividades pelo tamanho da responsabilidade que nos é dada.

Neste período criamos o programa " UM DIA SÓ PRA MIM " normalmente promovido a cada ano. São encontros promovidos com intuito de reunir pessoas da comunidade e outros grupos espíritas durante um dia inteiro com palestras variadas e trocas de informações e sugestões pelos participantes. Neste dia todos se manifestam de alguma forma no sentido de fortalecer os laços que nos unem. O primeiro encontro foi realizado na casa da irmã Eni onde tivemos a participação de aproximadamente 60 pessoas da comunidade e outros grupos. A partir deste, passamos a executar o programa anualmente. Dentre os palestrantes que nos auxiliaram nestes encontros tivemos Nazareno Feitosa procedente de Brasília DF, que aproveitando nosso evento tambem promoveu palestras em casas espíritas de Porto Alegre . Tambem contamos com a participação do dr. José Carlos Pereira Jotz que brindou os presentes com o tema medicina e saúde .

Em 1998 surgiu a oportunidade de mudança de endereço. Foi só a partir deste ano que conseguimos então organizar melhor as atividades do grupo. Foi uma experiência valiosa. Promovemos a partir de então campanhas de arrecadação de roupas e alimentos para irmãos em dificuldades e quando possível fazíamos o Sopão Comunitário para famílias mais nescessitadas, programas que reativaremos quando possível.

Mas foi somente em 31 de julho de 2007 que o Grupo Espírita Mensageiros da Luz foi definitivamente registrada , tendo então uma diretoria formada e um estatuto social . Nesta data em assembléia realizada com a participação de 30 pessoas foi dado posse após votação unânime a diretoria da Sociedade Espírita Mensageiros da Luz, tendo como Presidente a irmã Maira Kubask de Arruda e como vice Carlos Eduardo Muller. Participaram desta Assembléia , votaram e foram considerados oficialmente Sócios Fundadores as seguintes pessoas: Alexandre Fabichak Junior, Iliani Fátima Weber Guerreiro, Maira Kubaski de Arruda, Alex Sander Albani da Silva, Alexsandra Siqueira da Roda Silva, Xenia Espíndola de Freitas, Terezinha Richter, Valéria Correia Maciel, Richeri Souza, Carla Cristina de Souza, Miriam de Moura, Maria Guiomar Narciso, Neusa Marília Duarte, Elisabete Martins Fernandes, Leandro Siqueira, Paulo dos Santos, Carlos Eduardo Muller, Camila Guerreiro Bazotti , Sislaine Guerreiro de Jesus, Luiz Leandro Nascimento Demicol, Vera Lucia de Oliveira Nunes, Ieda Rocha da Rosa, Marlon Esteves Bartolomeu, Ricardo Antonio Vicente, Miguel Barbosa Cardoso, Everton da Silva Cardoso, Maria Celenita Duarte, Vera Regina da Silva, Rosangela Cristina Vicente, e Bernadete Antunes. Todos os atos foram devidamente registrados em cartório e constam no livro ata de fundação, sob o número 54822 do livro A-4 com endossamento jurídico do Dr. Carlos Frederico Basile da Silva, advogado inscrito na OAB/RS 39.851.

Durante os meses de maio e junho de 2011 nossa casa promoveu com apoio da Federação Espirita do Rio Grande do Sul e da Ume, um curso de desenvolvimento Mediúnico ministrado as quintas feiras das 19 as 21 horas. Tivemos em média 40 participantes por tema ministrado com a inclusão de mais 4 casas espíritas de Gravataí , alem dos trabalhadores da nossa casa, fortalecendo desta forma os laços de amizade, assim como , o aperfeiçoamento de dirigentes e o corpo mediúnico das Casas Espíritas.

Hoje, nossa Casa Espírita assume uma responsabilidade maior e conta com grupo de estudos, atendimentos de passes isolado e socorro espiritual, magnetismo, atendimento fraterno , evangelização infantil, palestras, prateleira comunitária (arrecadação de alimentos para famílias carentes), representa o DECOM (departamento de comunicação da UME de Gravataí) , bem como leva ao público em geral informações valiosas através do nosso blog: www.carlosaconselhamento.blogspot.com

Departamentos

DIJ - Depto da Infância e Juventude
Coordenadora: Irmã Sislaine
DAFA- Depto da Família
Coordenadora: Irmã Flávia
DEDO - Depto Doutrinário
Coordenador- Irmão Carlos
DECOM- Depto de Comunicação Espírita
Coordenador : Irmão Carlos
DAPSE - Depto de Assistência Social Espírita
Coordenadora: Irmã Terezinha




QUEM SOU EU E O QUE APRENDÍ

SOU EU E O QUE APRENDI
Alguem que busca conquistar a confiança no ser humano para poder acreditar que o mundo pode ser melhor.Aprendi que, por pior que seja um problema ou uma situação, sempre existe uma saída.Aprendi que é bobagem fugir das dificuldades.Mais cedo ou mais tarde,será preciso tirar as pedras do caminho para conseguir avançar.Aprendi que, perdemos tempo nos preocupando com fatos que muitas vezes só existem na nossa mente.Aprendi que, é necessário um dia de chuva,para darmos valor ao Sol. Mas se ficarmos expostos muito tempo, o Sol queima. Aprendi que , heróis não são aqueles que realizaram obras notáveis. Mas os que fizeram o que foi necessário ,assumiram as consequências dos seus atos. Aprendi que, não vale a pena se tornar indiferente ao mundo e às pessoas.Vale menos a pena, ainda,fazer coisas para conquistar migalhas de atenção. Aprendi que, não importa em quantos pedaços meu coração já foi partido.O mundo nunca parou para que eu pudesse consertá-lo. Aprendi que, ao invés de ficar esperando alguém me trazer flores,é melhor plantar um jardim.Aprendi que, amar não significa transferir aos outros a responsabilidade de me fazer feliz.Cabe a mim a tarefa de apostar nos meus talentos e realizar os meus sonhos. Aprendi que, o que faz diferença não é o que tenho na vida, mas QUEM eu tenho.E que, boa família são os amigos que escolhi.Aprendi que, as pessoas mais queridas podem às vezes me ferir.E talvez não me amem tanto quanto eu gostaria,o que não significa que não me amem muito,talvez seja o Maximo que conseguem.Isso é o mais importante. Aprendi que, toda mudança inicia um ciclo de construção,se você não esquecer de deixar a porta aberta. Aprendi que o tempo é muito precioso e não volta atrás.Por isso, não vale a pena resgatar o passado. O que vale a pena é construir o futuro.O meu futuro ainda está por vir.Foi então que aprendi que devemos descruzar os braços e vencer o medo de partir em busca dos nossos sonhos.

GRUPO ITINERANTE

GRUPO ITINERANTE
SE NO SEU BAIRRO OU CIDADE NÃO EXISTE CASA ESPÍRITA ENTRE EM CONTATO CONOSCO PARA LEVARMOS O EVANGELHO DE JESUS ATÉ O SEU LOCAL.
É NECESSÁRIO DISPOR DE LOCAL PARA PALESTRA E PASSES. CONTATO: gemluz@bol.com.br


SENHOR JESUS
Não nos retires dos ombros o fardo das responsabilidades com o qual nos ensina a praticar entendimento e cooperação, mas auxilia-nos a tranportá-lo, sob os teus desígnios. Não nos afastes dos obstáculos com que nos impeles à aquisição da confiança e não avalias as dimensões da fé, no entanto, ampara-nos Senhor, para que possamos transpô-los. Não nos desligues dos problemas com que nos impulsionas para o caminho da elevação das nossas próprias experiências, contudo, dá-nos a tua bênção, a fim de que venhamos a resolvê-los com segurança. Não nos deixes sem o convívio com os irmãos irritadiços ou infelizes, que se nos fazem enigmas no cotidiano, junto dos quais nos convidas ao aprendizado da serenidade e da paciência, mas protege-nos os corações e ilumina-nos a estrada de modo a que nos transformemos para todos eles em refúgio de apoio e socorro de amor. Enfim, Senhor, dá-nos, a cada dia, o privilégio de servir, entretanto, infunde em nossas almas o poder da compreensão e da tolerância, do devotamento e da caridade para que possamos estar contigo, tanto quanto permaneces conosco, hoje e sempre. Psicografia: F. C. Xavier - Médium "Estradas e Destinos". ed. CEU

Doutrina Espírita

Doutrina Espírita

sexta-feira, 12 de setembro de 2014

Aprendizado


Todos os dias temos aprendizados preciosos. Ter notícias do que outros aprenderam, de suas experiências é também uma forma de aprendizado.
Algumas respostas a uma enquete nacional, que encontramos em determinada revista, nos levou a reflexões muito interessantes.
Uma delas dizia:
Aprendi a nunca me despedir de uma pessoa antes de fazer as pazes.
Um dia, em visita aos meus pais, discuti com minha mãe justo na hora de pegar o carro e voltar à minha cidade.
Zangado, não telefonei para dizer que cheguei bem, como sempre fazia.
No dia seguinte, meu cunhado ligou: Ela tinha falecido. Não tive tempo de me desculpar.
Eis um sofrimento enorme, um aperto no coração, que pode sempre ser evitado, se soubermos resolver nossas desavenças logo, sem deixar que o tempo passe e a mágoa crie raízes.
Quantos de nós não daríamos tudo por uma despedida decente, por um pedido de desculpas como esse?
Outra pessoa inquirida, dizia:
Sempre adorei ficar sozinha, desde criança. Não precisava de ninguém para nada.
Por isso, nem chorei na despedida da família e dos amigos quando fui morar no Exterior.
Porém, bastou um mês longe de casa para eu ver que a certeza de estar rodeada pelos que me amavam é que me tornava tão independente.
Solitária de verdade, eu não era nada!
Quantos de nós apenas damos valor à presença, quando somos obrigados a conviver com a ausência.
Ninguém nasceu para ser só. Somos seres sociais, e precisamos dos outros para crescer, para nos desenvolver.
Momentos a sós são necessários, fundamentais. Uma vida de solidão é desnecessária, perigosa.
Outro entrevistado, ainda, afirmava:
O mais importante da vida é a família, nosso verdadeiro porto seguro.
O mundo novo, o da regeneração das almas, aponta com segurança para a célula familiar.
É na família que tudo se resolve, que tudo renasce, que tudo recomeça.
Não se faz necessário que viajemos para longe, para buscar o sentido da vida. Ele está conosco, sob o mesmo teto, na figura da família.
Gostemos ou não da família que temos, saibamos que é a família que necessitamos.
Deus não erra. Nascemos onde precisávamos nascer. Com quem precisávamos estar.

*   *   *

De tempos em tempos, precisamos nos perguntar: O que de importante aprendi?
Ficar muito tempo sem realizar aprendizado algum é preocupante, e nenhum de nós, sem exceção, pode prescindir de aprender.
Levar uma vida de aprendizado é fundamental para ser feliz.
Viemos para a Terra para sair maiores, maiores que nós mesmos quando entramos na esfera de uma nova existência.
Vida e aprendizado precisam ser sinônimos em nossos pensamentos e atos.
Quem coleciona aprendizados deixa a si mesmo e ao mundo melhor.

Cultivemos nossas amizades

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Muitos de nós temos facilidades para fazer novos amigos. Mas, nem sempre temos habilidade suficiente para manter essas amizades. É que, pelo grau de intimidade que os amigos vão adquirindo em nossas vidas, nos esquecemos de respeitá-los.

Assim, num dia difícil, acreditamos que temos o direito de gritar com o amigo. Afinal, com alguém devemos desabafar a raiva que nos domina.

Porque estamos juntos muitas horas, justamente por sermos amigos, nos permitimos usar para com eles de olhares agressivos, de palavras rudes.

Ou então, usamos os nossos amigos para a lamentação constante. Todos os dias, em todos os momentos em que nos encontramos, seja para um lanche, um passeio, uma ida ao teatro ou ao cinema, lá estamos nós, usando os ouvidos dos nossos amigos como lixeira.

É isso mesmo. Despejamos neles toda a lama da nossa amargura, das nossas queixas, das nossas reclamações. Quase sempre, produto da nossa forma pessimista de ver a vida. Sim, nossos amigos devem saber das dificuldades que nos alcançam para nos poderem ajudar. O que não quer dizer que devamos estragar todos os momentos de encontro, de troca de afetos, com os nossos pedidos, a nossa tristeza.

Os amigos também têm suas dificuldades e para nos alegrar, procuram esquecê-las e vêm, com sua presença, colocar flores na nossa estrada árida.

Outras vezes, nos permitimos usar nossos amigos para brincadeiras tolas, até de mau gosto. Acreditando que eles, por serem nossos amigos, devem suportar tudo. E quase sempre nos tornamos inconvenientes e os machucamos.

Por isso, a melhor fórmula para fazer e manter amigos é usar a gentileza, a simpatia, a doçura no trato com as pessoas. Lembremos que a amizade, como o amor, necessita ser alimentada como as plantas do nosso jardim. Por isso, a amizade necessita para se manter da terra fofa da bondade, do sol do afeto, da chuva da generosidade, da brisa leve dos pequenos gestos de todos os dias.


Minimamente Feliz

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Desde a infância aprendemos a sonhar com a felicidade no superlativo.
Mas, ao contrário do que os contos de fadas e os filmes infantis nos ensinaram, esse estado de pleno contentamento não é mágico nem duradouro.
Na vida real, o que existe é uma felicidade homeopática, distribuída em conta-gotas.
Às vezes, passamos tanto tempo preocupados em conseguir alcançar esse ou aquele objetivo, onde acreditamos estar depositada a nossa alegria, que nos esquecemos de nos alegrar com as pequenas coisas do dia a dia.
A felicidade não está no fim de uma longa jornada, mas sim em cada curva do caminho que percorremos para encontrá-la. Ela não deve ser o objetivo final, mas sim o resultado da caminhada.
Pequenos acontecimentos ou simples atitudes podem nos fazer sentir um bem indescritível e nos deixar imensamente felizes.
Presenciar um belo pôr-do-sol, receber um beijo carinhoso de alguém que estimamos, viajar nas páginas de um livro edificante, estar ao lado de uma pessoa que nos faz sonhar ou desfrutar da companhia de um grande amigo.
Caminhar em meio à natureza, ouvir uma música que nos enleva ou, simplesmente, reconhecer que somos capazes de provocar um sorriso na face de alguém.
Quando entendermos que a felicidade tão almejada pode ser a soma dessas pequenas coisas que nos deixam felizes, mudaremos o nosso conceito.
Na contabilidade das nossas vivências, se somarmos essas situações, com o cuidado e a delicadeza que merecem, perceberemos que elas podem nos trazer pequenas ou grandes alegrias, ainda que fugazes.
É importante contabilizar tudo de bom que nos acontece.
Essa é a felicidade em doses homeopáticas.
Cuidemos para não passar a vida esperando por momentos espetaculares, por amores inimagináveis ou por grandes acontecimentos.
Usemos moderadamente a palavra quando. Serei feliz quando eu tiver filhos, quando eu tiver uma condição financeira melhor, quando eu tiver uma casa, quando encontrar alguém que me ame.
Troquemos essas ilusões por prazeres mais simples e poderemos ser felizes hoje mesmo.
É natural desejar uma vida de plena alegria. Buscar alcançar as aspirações faz parte da nossa realidade, mas não devemos condicionar a felicidade à realização de todos os desejos pessoais.
Somemos as pequenas alegrias que nos acontecem todos os instantes.
Pode parecer uma soma modesta, mas é melhor ser minimamente feliz, várias vezes ao dia, do que viver eternamente em compasso de espera.

*   *   *

A tua felicidade é possível.
Crê nesta realidade e trabalha com afinco para conseguí-la.
Não a coloques nas coisas, nos lugares, nem nas pessoas, a fim de que não decepciones.
A felicidade é um estado íntimo, defluente do bem-estar que a vida digna e sem sobressaltos proporciona.
Mesmo que te faltem dinheiro, posição social de relevo e saúde, podes ser feliz, vivendo com resignação e confiança em Deus.

*   *   *

Lembremos que a paz íntima é uma das mais importantes dádivas para uma vida feliz.

Onde? Quando? Porque?.


Um senhor, de idade avançada, chegou ao Pronto Socorro para fazer um curativo em sua mão, que apresentava um profundo corte.
Quando o médico iniciou o atendimento, percebeu que o idoso estava muito agitado, como se estivesse tomado de profunda afobação.
E, enquanto vagarosamente higienizava suas mãos antes de iniciar o procedimento, o senhor, contrafeito, asseverou: Vamos, meu filho, ande rápido com isso que eu estou com muita pressa!
O médico começou a cuidar do corte. O idoso, agitado, não conseguia permanecer muito tempo com a mão em repouso, dificultando o devido atendimento.
O médico ficou curioso a respeito do motivo de tamanha pressa e questionou o paciente, que respondeu:
Todas as manhãs eu visito a minha esposa, que está em uma casa de repouso, pois sofre do Mal de Alzheimer.
Agora eu entendi o motivo de tamanha pressa, disse o médico, não contendo um sorriso. Se nos demorarmos por aqui, ela poderá ficar preocupada com a sua demora!
Na realidade, ela já não sabe quem eu sou, disse, triste, o idoso. Há quase cinco anos não me reconhece mais.
Mas, então, por que tanta pressa e para que a necessidade de estar com ela todas as manhãs, se ela não o reconhece mais?
Com um sorriso terno e um grato brilho no olhar, o velhinho respondeu: Ela não sabe quem eu sou. Mas eu sei muito bem quem ela é..Ela é o amor da minha vida!
*   *   *
Num mundo em que o culto à aparência física, à beleza, à imagem se sobrepõe a princípios morais e éticos; num mundo em que expressar o que se sente é sinal de fraqueza e ingenuidade, nos questionamos: Onde, quando e por que o amor?
O amor é, por excelência, o centro da missão do Cristo.
Jesus encarnou entre nós para que, através de Suas palavras e de Seus atos, pudéssemos aprender a amar.
Mas o que sabemos sobre o amor? Quase dois mil anos se passaram desde que Ele esteve, fisicamente, em nosso meio. E quão poucos de nós ultrapassamos as barreiras do orgulho e do egoísmo para vivenciarmos esse que é o sentimento mais sublime de todos.
O amor é um modo, uma filosofia de vida. O amor é um caminho a ser percorrido.
O amor é a fonte de todas as virtudes, pois que sem ele não há caridade, fé, resignação, benevolência, perdão, esperança.
O amor é o laço que nos liga a todos e nos direciona a um mesmo fim, por um mesmo meio e de uma mesma forma.
*   *   *
Onde o amor? Ele deve se fazer presente onde há guerra, onde há violência, onde há tristeza, dor, ódio, sofrimento, fome, angústia, desespero, solidão...
Quando o amor? Quando a fé vacilar, o desânimo se abater, o medo se aproximar, o orgulho prevalecer. Quando a saudade apertar, o coração se ferir, o egoísmo corroer...
Por que o amor? Porque o amor é o caminho certo a ser percorrido por todos aqueles que desejamos ser verdadeiramente felizes, termos paz, alcançarmos o equilíbrio, progredirmos, compreendermos Deus.
Pensemos nisso.

terça-feira, 9 de setembro de 2014

Brasil, Coração do Mundo, Pátria do Evangelho

Este surpreendente livro vem esclarecer as origens remotas da formação da Pátria do Evangelho, como afirma o Espírito Emmanuel no prefácio. Ditado em 1938 a Francisco Cândido Xavier, analisa fatos da História do Brasil, objetivando demonstrar a missão evangelizadora da nação e o acompanhamento feito por Jesus do seu processo evolutivo. A partir de impressionantes dados colhidos no plano espiritual, tece comentários sobre a escravidão, os movimentos nativistas, a Independência, a Guerra do Paraguai, o Espiritismo e o Movimento Espírita no Brasil. Explica a missão da pátria brasileira como “coração espiritual da Terra”, evidenciada pela espontânea e enorme acolhida que a Doutrina Espírita, codificada por Allan Kardec, teve em nosso país, concitando o povo à prática do Evangelho de Jesus, a fim de irradiar à Humanidade a paz e a fraternidade.

A reforma íntima do Brasil

 

                                 
 Você faz a sua parte pela reforma íntima do Brasil? Você acredita que está no lugar certo ou acha que reencarnou aqui por acaso? Você sabe tão bem quanto eu que o acaso não existe. Tudo; absolutamente tudo está interligado.
 O seu lar reúne espíritos conhecidos de muitos séculos. Cada membro da sua família é um espírito imortal procurando reajustar-se com seu semelhante, buscando resgatar débitos assumidos em algum lugar do passado. Depois de seu lar, de sua casa, vem todo o seu círculo de conhecimento: colegas de trabalho, colegas de estudo, vizinhos, parentes, conhecidos. Mais além, está a cidade em que você vive. Sua cidade, o lugar onde você vive, reúne muitos círculos de conhecimento como o seu. E assim sucessivamente.
 A região a que a sua cidade pertence, depois o seu estado, e tudo isso formando o Brasil, a pátria brasileira. Uma grande família espiritual. Não é à toa que reencarnamos no Brasil. Todos temos erros a corrigir, lições a repetir, injustiças a reparar, caminhos a percorrer, estradas a construir. E muitos desses compromissos dizem respeito diretamente ao país em que vivemos.
Os gritos das senzalas ainda ecoam pelos ares. Nosso país foi erguido a braço negro, regado com sangue, suor e lágrimas africanas. O espaço desse chão brasileiro foi aberto atropelando as culturas indígenas que havia; não sobrou quase nada. O massacre indígena não é um fenômeno exclusivamente brasileiro; foi assim em toda a América.
Mas em nenhum outro lugar houve uma assimilação tão rápida, uma acomodação de raças e costumes, onde tudo virou uma coisa só. Não estou negando a existência de preconceito. Mas desconheço lugar no mundo onde haja tanta mistura de etnias e costumes tão diversos. E tudo é Brasil. Não há, no mundo, potencial mais vasto, promessa mais rica que a deste povo a que pertencemos.
Não existe, em lugar nenhum fora daqui, tanta diversidade de culturas, pensamentos, origens, crenças. Se hoje estamos mergulhados em escândalos, é porque vivemos um período de transição. Estamos construindo uma identidade.
 O espiritismo não se afirmou tão profundamente em solo brasileiro por acaso. Temos, como pátria espiritual, missão importante a cumprir. O espiritismo surgiu na França, mas foi aqui no Brasil que encontrou condições propícias para seu desenvolvimento e fortalecimento.
 A mistura de credos religiosos africanos, indígenas e europeus ajudou a moldar um pensamento particularmente aberto ao espiritismo moderno. Não podemos confundir o momento de crise em que vivemos com a grandiosidade de nosso país.
Tenho muito amor pelo Brasil. Tenho convicção de que o futuro mostrará que temos um papel relevante a desempenhar no cenário mundial. E o espiritismo, como ciência de vanguarda, como cristianismo racional e lúcido, será o pano de fundo dessa mudança.
 O Brasil é o maior país espírita do mundo! Faz muito tempo que somos independentes. Acho que o mais importante é a independência de pensamento. E podemos pensar muitas coisas boas a respeito do Brasil.
Temos qualidades únicas, que devem ser valorizadas. Você sabe que uma pessoa começa sua reforma íntima depois de uma grave crise. Ninguém resolve se melhorar por nada. Se com uma pessoa é assim, com um país, que é um grande contingente de pessoas, também é assim. O Brasil está iniciando sua reforma íntima.
Por isso têm descoberto tantos podres, tantas mazelas. É o processo natural de expurgar de si o que não presta. Ajudemos o Brasil em sua reforma íntima. O país é composto por pessoas, como eu e você. Façamos nossa parte.
(Morel Felipe Wilkon)
fonte:http://adde.us7.list-manage.com/track/click?u=d319891bbf055f0802361d0f3&id=9ac4fdcb4f&e=77ec83c55e
 


Você pode fazer a diferença

Relata a Sra. Thompson, que no seu primeiro dia de aula parou em frente aos seus alunos da quinta série primária e, como todos os demais professores, lhes disse que gostava de todos por igual.
No entanto, ela sabia que isto era quase impossível, já que na primeira fila estava sentado um pequeno garoto chamado Teddy. A professora havia observado que ele não se dava bem com os colegas de classe e muitas vezes suas roupas estavam sujas e cheiravam mal.
Houve até momentos em que ela sentia prazer em lhe dar notas vermelhas ao corrigir suas provas e trabalhos.
Ao iniciar o ano letivo, era solicitado a cada professor que lesse com atenção a ficha escolar dos alunos, para tomar conhecimento das anotações feitas em cada ano.
A Sra. Thompson deixou a ficha de Teddy por último. Mas quando a leu foi grande a sua surpresa. A professora do primeiro ano escolar de Teddy havia anotado o seguinte: Teddy é um menino brilhante e simpático. Seus trabalhos sempre estão em ordem e muito nítidos. Tem bons modos e é muito agradável estar perto dele.
A professora do segundo ano escreveu: Teddy é um aluno excelente e muito querido por seus colegas, mas tem estado preocupado com sua mãe que está com uma doença grave e desenganada pelos médicos. A vida em seu lar deve estar sendo muito difícil.
Da professora do terceiro ano constava a anotação seguinte: a morte de sua mãe foi um golpe muito duro para Teddy. Ele procura fazer o melhor, mas seu pai não tem nenhum interesse e logo sua vida será prejudicada se ninguém tomar providências para ajudá-lo.
A professora do quarto ano escreveu: Teddy anda muito distraído e não mostra interesse algum pelos estudos. Tem poucos amigos e muitas vezes dorme na sala de aula.
A Sra. Thompson se deu conta do problema e ficou terrivelmente envergonhada. Sentiu-se ainda pior quando lembrou dos presentes de natal que os alunos lhe haviam dado, envoltos em papéis coloridos, exceto o de Teddy, que estava enrolado num papel marrom de supermercado.
Lembra-se de que abriu o pacote com tristeza, enquanto os outros garotos riam ao ver uma pulseira faltando algumas pedras e um vidro de perfume pela metade.
Apesar das piadas ela disse que o presente era precioso e pôs a pulseira no braço e um pouco de perfume sobre a mão. Naquela ocasião Teddy ficou um pouco mais de tempo na escola do que o de costume. Lembrou-se ainda, que Teddy lhe disse que ela estava cheirosa como sua mãe.
Naquele dia, depois que todos se foram, a professora Thompson chorou por longo tempo...
Em seguida, decidiu-se a mudar sua maneira de ensinar e passou a dar mais atenção aos seus alunos, especialmente a Teddy..
Com o passar do tempo ela notou que o garoto só melhorava. E quanto mais ela lhe dava carinho e atenção, mais ele se animava.
Ao finalizar o ano letivo, Teddy saiu como o melhor da classe. Um ano mais tarde a Sra. Thompson recebeu uma notícia em que Teddy lhe dizia que ela era a melhor professora que teve na vida.
Seis anos depois, recebeu outra carta de Teddy contando que havia concluído o segundo grau e que ela continuava sendo a melhor professora que tivera. As notícias se repetiram até que um dia ela recebeu uma carta assinada pelo dr. Theodore Stoddard, seu antigo aluno, mais conhecido como Teddy.
Mas a história não terminou aqui. A Sra. Thompson recebeu outra carta, em que Teddy a convidava para seu casamento e noticiava a morte de seu pai.
Ela aceitou o convite e no dia do casamento estava usando a pulseira que ganhou de Teddy anos antes, e também o perfume.
Quando os dois se encontraram, abraçaram-se por longo tempo e Teddy lhe disse ao ouvido: obrigado por acreditar em mim e me fazer sentir importante, demonstrando-me que posso fazer a diferença.
Mas ela, com os olhos banhados em pranto sussurrou baixinho: você está enganado! Foi você que me ensinou que eu podia fazer a diferença, afinal eu não sabia ensinar até que o conheci.
***
Mais do que ensinar a ler e escrever, explicar matemática e outras matérias, é preciso ouvir os apelos silenciosos que ecoam na alma do educando.
Mais do que avaliar provas e dar notas, é importante ensinar com amor mostrando que sempre é possível fazer a diferença...
Equipe de Redação do Momento Espírita, com base em história de autoria ignorada.

Em Função do Amor (Joanna de Ângelis)

Convidado ao banquete do amor, esquece as mágoas e as ofensas, rompe o rol das queixas e dulcifica-te, deixando-te arrastar pelas sugestivas mensagens da ternura.

   Abre-te à renovação íntima e, por momentos, reflexiona em torno da realidade que te aflige, reconsiderando as posições mental e moral.

   Refaze a situação em que te encontras no lar, e recompõe a família, ofertando a fórmula do pão nutriente do amor.

   Na oficina do trabalho, medita em torno da dificuldade dos companheiros e desculpa-os, quando te firam, amando-os mais.

   Na vida social perceberás os felizes na aparência, que te desprezam sem dar-se conta, todavia possuindo o élan do amor, entenderás que eles estão doentes e tão aflitos, que se não percebem da gravidade do mal que os mina em silêncio.

   Na comunidade religiosa a que te filias, gostarias de haurir forças; muitas vezes, porém, descobres, ali, que aqueles companheiros vivem carentes e aflitos, apresentando dramas e amarguras que te causam desencanto. Se estiveres, no entanto, afeito à mensagem do amor, supri-los-ás de alento e te reconfortará. Eles estão cansados e sofrem da mesma solidão que tu, não sendo diferentes de ti.

   Em todo lugar, há lugar para o amor.

   Melhor que sejas tu aquele que ama, irrigando os corações com esse licor poderoso da vida.

   Ninguém anda e cresce, sem o estímulo do amor.

   Dirás que também necessitas de receber, criatura sofrida que és.

   Tens razão, sem embargo, se meditares mais, tu, que conheces Jesus, poderás esquecer de ti mesmo e oferecer, com entusiasmo, o que gostaria de receber.

   Observa por um instante:

   a roseira apoiada no estrume transforma o adubo desprezível em perfume que esparze no ar;
   a semente aprisionada no solo que a esmaga retribui o próprio sofrimento com o verde com que embeleza o chão, transformando-se em árvore frondosa a doar bênçãos;
   a pedra arrancada a explosivo e trabalhada a martelo, sem queixumes desvela a estátua que lhe dormia inerme na intimidade;
   o charco abandonado, ao receber a drenagem que o fere, veste-se de vida e se torna abençoado jardim.

   Ouve a lição sem palavras da laranjeira apedrejada, reproduzindo galhos e abrindo-se em flores que balsamizam o ar...

   Disputa a honra de amar, aceitando agora o convite que se te faz para que transformes em vexilário do bem, amando.

   Jesus, por amor, tudo sofreu, a tudo renunciou, experimentando rudes injunções climatéricas, políticas, sociais e humanas para conferir-nos a honra da liberdade real e plena, que somente através d Ele podemos encontrar.

   Como Deus é Amor, não te esqueças, filho do Amor, que gerado pelo bem, a tua é a fatalidade do próprio amor.

(Do livro Otimismo, capítulo 13, psicografia do médium Divaldo Franco).

Mente desencarnada





Indagas se a mente desencarnada pode adoecer... Que pergunta!    
  • Cuidas que a maldade deliberada não seja moléstia da alma?  
  • Que o ódio não constitua morbo terrível?

   
  • Supões, porventura, não haja «vermes mentais» da tristeza e da inconformação?

Embora tenhamos a felicidade de agir num corpo mais sutil e mais leve, graças à natureza de nossos pensamentos e aspirações, já distantes das zonas grosseiras da vida que deixamos, não possuímos ainda o cérebro dos anjos.
   
  • Constitui-nos incessante trabalho a conservação de nossa forma atual, a caminho de conquistas mais alcandoradas;

   
  • não podemos descansar nos processos iluminativos;

   
  • cumpre-nos purificar sempre, selecionar pendores e joeirar concepções, de molde a não interromper a marcha.


Milhões vivem aqui, na posição em que nos achamos, mas outros milhões permanecem na carne ou em nossas linhas mais baixas de evolução, sob o guante de atroz demência. É para esses que devemos cogitar da patologia do espírito, socorrendo os mais infelizes e interferindo fraternal e indiretamente na solução de problemas escabrosos em cujos fios negros se enredam. São duendes em desespero, vítimas de si mesmos, em terrível colheita de espinhos e desilusões. O corpo perispiritual humano, vaso de nossas manifestações, é, por ora, a nossa mais alta conquista na Terra, no capítulo das formas.
   
  • Para as almas esclarecidas, já iluminadas de redentora luz, representa ele uma ponte para o campo superior da vida eterna, ainda não atingido por nós mesmos;

   
  • para os espíritos vulgares, é a restrição indispensável e justa;

   
  • para as consciências culpadas, é cadeia intraduzível, pois, além do mais, registra os erros cometidos, guardando-os com todas as particularidades vivas dos negros momentos da queda.

O gênero de vida de cada um, no invólucro carnal, determina a densidade do organismo perispirítico após a perda do corpo denso. Ora, o cérebro é o instrumento que traduz a mente, manancial de nossos pensamentos. Através dele, pois, unimo-nos à luz ou à treva, ao bem ou ao mal.






por André Luiz

segunda-feira, 1 de setembro de 2014

LIBERDADE E OPÇÕES

O mundo moderno é rico de possibilidades.

    A sociedade convive melhor com as diferenças e as mais diversas opções são possíveis, sem causar grandes choques e antagonismos.

    No pretérito, não era assim.

    Por muito tempo, a transposição entre classes sociais era difícil, senão impossível.

    Em certas culturas, quem nascia em família de artesãos deveria sê-lo também.

    O círculo da nobreza era inacessível para os nascidos plebeus.

    Hoje vigora em maior grau uma liberdade não apenas de opções, mas também de costumes.

    Perante o corpo social, afigura-se possível ao indivíduo escolher livremente sua profissão, hábitos, moradia e amigos.

    Ele pode escolher constituir família ou permanecer solteiro.

    É possível a alguém casar-se, separar-se, tornar a se casar inúmeras vezes.

    Esse contexto de liberdade é valioso para os seres humanos.

    Não é possível crescer em entendimento e compreensão sem a possibilidade de tomar decisões e arcar com as conseqüências.

    Mas é preciso refletir sobre os reflexos das próprias opções.

    Os seres humanos estão em constante interação e os atos de uns refletem nas vidas dos outros.

    Justamente por isso se afirma que liberdade pressupõe responsabilidade.

    Para o cristão a questão da liberdade é ainda mais séria.

    Ele necessita compatibilizar as opções que faz com as palavras e os exemplos do Cristo.

    Caso contrário, a palavra ‘cristão’ será apenas um rótulo, destituído de significado.

    Assim, se você se afirma cristão, analise a forma como utiliza sua liberdade.

    Reflita se suas opções revelam fidelidade às lições de Jesus.

    Como você se identifica com os valores cristãos, isso quer dizer que sua sensibilidade está desperta para aspectos transcendentes da vida.

    Ou seja, o mundo e seus valores não mais o satisfazem plenamente.

    Há em você a necessidade de transcender, de amar puramente seus irmãos, de compreender e respeitar a vida.

    Recorde, pois, que Jesus foi trabalho, amor, renúncia e pureza.

    Suas opções estão de acordo com esse modelo?

    Caso não estejam, pense que você é livre, pleno de possibilidades.

    A cultura lhe é acessível, carreiras estão a sua disposição, você pode gastar seu tempo como lhe aprouver.

    Por que não optar livremente pela felicidade duradoura?

    Que lhe importa que no mundo imperem a desonestidade, a luxúria e a irresponsabilidade?

    Você é responsável exclusivamente por suas opções, pelo que faz de sua vida.

    Não utilize os equívocos dos outros como desculpas.

    Em determinada passagem de uma de suas epístolas, Paulo de Tarso afirma que tudo lhe era possível, mas nem tudo lhe era conveniente.

    É exatamente a sua situação.

    No mundo atual, quase tudo é admitido, sem censuras.

    Mas a consciência de quem ama e admira o Cristo não compactua com comportamentos levianos.

    Não se iluda nem embote sua consciência.

    Viva de forma nobre a sua liberdade.


    (Texto da Equipe de Redação do Momento Espírita)
fonte : WWW.ADDE.COM.BR
          
            

Questionamentos sobre a atitude espírita no velório

Recentemente, temos sido questionados sobre a atitude espírita mais adequada no velório. Obviamente, o espírita deve ter uma atitude de vigilância moral e espiritual para contribuir efetivamente com o desencarnante, principalmente através da prece e das suas vibrações através da conduta elevada; e com a família bem como os amigos encarnados do desencarnante, através do apoio emocional e espiritual, dentro dos limites naturais que a situação permita.  Isso pode ou não incluir algum esclarecimento doutrinário pontual, desde que solicitado por um único indivíduo ou por um grupo e respeitando a liberdade individual de cada ser humano. Entretanto, alguns confrades nos questionaram a respeito de orientações recebidas em determinados grupos espíritas que recomendavam um trabalho fortemente doutrinário em velórios, seja velório de famílias espíritas ou não espíritas, independentemente desse trabalho ter sido ou não solicitado pela família.
Primeiramente temos que relembrar que o assunto velório é muito delicado, pois cada indivíduo reage à desencarnação de um ser querido de uma forma muito particular. Em que pese a muito provável boa intenção dos proponentes da supracitada diretriz, temos que convir que muitos familiares e amigos podem estar em verdadeiro estado de choque, ou seja, em contundente perturbação emocional e espiritual. Ademais, o trabalho de uma vida de amadurecimento religioso não pode ser improvisado, sobretudo em um momento de grande estresse emocional. Como dizem alguns estudiosos norte-americanos: “Na hora da ação, a hora da preparação já passou”.
Assim sendo, em princípio, sem maiores detalhes a respeito das nuances que envolvem tal orientação, não podemos concordar com as referidas sugestões. Não é possível elaborar um grupo de estudo ad hoc para o velório (e o que é pior, para velório de qualquer tipo de família). A iniciativa poderia ser modificada e melhorada consideravelmente se fosse para ser formado um grupo de estudos na casa espírita que abordasse temas como velório, morte, adaptação ao mundo espiritual etc.
Seria interessante, por exemplo, o estudo das obras de André Luiz, a obra "Voltei" de Irmão Jacob, entre outras obtidas pela mediunidade de Chico Xavier. Poderíamos também citar “Memórias de Um Suicida” de Yvonne Pereira e as obras de Manoel P. Miranda pelo médium Divaldo Franco. Tais obras deveriam ser utilizadas objetivando, obviamente, o estudo dentro da Casa Espírita. Daí a constituir um grupo que vá a "velórios espíritas ou não espíritas, para orar, e fazer uma explanação" vai uma enorme diferença. Portanto, a não ser que exista um convite bem explícito, que represente o desejo de toda a família, tal iniciativa não seria interessante, pois poderia acarretar situações desagradáveis de conflito religioso e antipatia, totalmente dispensáveis, principalmente para o Espírito desencarnante, em momento de tamanha comoção.
De fato, nem sempre o “grupo de estudos e exposição espírita” será bem-vindo no velório, sobretudo em se tratando de velórios não espíritas! E mesmo em velórios espíritas, nem sempre somos amigos da família e nem sempre a família quer que haja "explanações".
Neste contexto, fomos igualmente interrogados sobre o respeito que devemos ter pelas orientações dos dirigentes espíritas que recomendaram tal iniciativa. Essa também é uma questão que requer necessariamente grande cota de educação, tato, bom senso e preparação doutrinária.
A "hierarquia" no Movimento Espírita é dada em primeiro lugar pelo amor e pela autoridade moral (enfim, pelo elevado caráter e pela bondade) e pelo conteúdo doutrinário dos participantes, juntamente com a coerência e simplicidade de atitudes associadas à ação de cada trabalhador dentro da instituição espírita. Claro que devemos respeitar os cargos e a direção da Casa e/ou órgãos espíritas, assim como as respectivas responsabilidades associadas a cada posição no Movimento Espírita, mesmo quando tenhamos opiniões divergentes a respeito de algum ponto doutrinário ou diretriz institucional. Mas isso não quer dizer que a direção da Casa esteja necessariamente correta, do ponto de vista doutrinário, em todas as suas determinações.
A Doutrina Espírita tem por meta encaminhar-nos à Verdade e é para isso que estudamos e trabalhamos, a fim de que “a Verdade nos liberte” de nossas mazelas morais. Entretanto, o Espiritismo também ensina-nos o “Livre-arbítrio” e que “A cada um é dado conforme suas obras”, implicando que não conseguiremos, e muito menos deveremos, violentar a consciência de quem quer que seja, independentemente da situação. Nosso trabalho é de educação global, e, para que isso ocorra de forma eficaz, temos que respeitar o tempo requisitado pelos indivíduos.
Somente a constância no estudo doutrinário fará com que nós tenhamos segurança doutrinária para, juntamente com uma "humildade dinâmica", poder avaliar a qualidade de cada informação que é veiculada no movimento espírita, seja de origem mediúnica ou não. Essa atitude é fundamental porque individualmente somos membros do Movimento Espírita, e teremos, é claro, nossa cota de responsabilidade pessoal pelo que fizermos e pelo que não fizermos como células do Movimento Espírita.

          Leonardo Marmo Moreira

fonte:  http://www.forumespirita.net/fe/artigos-espiritas/questionamentos-sobre-as-atitude-espirita-no-velorio/#.VATWYKOtCpo

PERDÃO RADICAL

As sublimes lições não paravam de iluminar as consciências dos discípulos interessados no conhecimento da Verdade.

Cada momento em companhia do Mestre amado revestia-se de um aprendizado inolvidável.

Jamais houvera alguém que pudesse, como Ele o fazia, cantar a beleza da sabedoria com a linguagem singela de um lírio alvinitente em pleno chavascal.

As Suas palavras eram como pérolas reluzentes que formavam colares luminosos na consciência dos ouvintes.

Ele nunca se repetia. Com as mesmas palavras entretecia variações incomuns em torno dos temas do cotidiano, oferecendo soluções simples, às vezes, profundas, com a mesma naturalidade com que se referia ao Pai, o Seu Abba.

Ressoavam nos refolhos das almas o canto incomparável do Sermão da Montanha, que se lhes tornara o novo norte para o avanço no rumo da augusta plenitude.

Cada bem-aventurança era portadora de um novo conteúdo, como sendo a diretriz soberana do amor em relação ao futuro da Humanidade.

Ninguém ficava à margem, nenhum sentimento era esquecido e a fonte de inexaurível sabedoria continuava a fluir a água lustral dos ensinamentos imortais.

Ele parecia ter pressa de preparar os amigos, embora não fosse apressado.

Eram tantas as necessidades humanas que não era possível desperdiçar o tempo em cogitações da banalidade e emprego das horas em pequenezes habituais do comportamento.

Mais de uma vez Ele falara sobre a emoção do amor e a bênção do perdão, sendo porém enfático em todas elas.

O perdão é sempre melhor para aquele que o concede.

Para que não ficasse esquecido entre as preocupações que assaltavam os amigos, na sua labuta diária, Ele voltava ao tema com novas composições.

Já lhes dissera que se fazia indispensável perdoar setenta vezes sete vezes, o que significava perdoar incessante, ininterruptamente...

Naquela oportunidade ímpar, complementou o ensinamento, referindo-se à conduta pessoal de cada criatura:

Portanto, se estiveres apresentando a tua oferta no altar, e aí te lembrares de que teu irmão tem alguma coisa contra ti, deixa ali diante do altar a tua oferta, e vai conciliar-te primeiro com teu irmão, e depois vem apresentar a tua oferta...

... Concilia-te depressa com o teu adversário, enquanto estás no caminho com ele, para que não aconteça que o adversário te entregue ao guarda e sejas lançado na prisão.

Em verdade, vos digo que de maneira nenhuma saireis dali enquanto não pagardes o último ceitil. (*)

Tratava-se da aplicação da misericórdia nos relacionamentos, de modo a manter-se a consciência de paz.

Nesse sentido, a compaixão em relação aos erros alheios assumia papel de preponderância, mas os amigos aturdidos compreendiam que lhes era muito difícil a mudança de conduta, habituados ao desforço em relação àqueles que os prejudicavam.

Assim pensando, após a exposição do Senhor, Tiago perguntou-Lhe, recordando-se da severidade da Lei Antiga:

Como é possível, Mestre, permitir-se que o agressor fique impune, após a prática do seu ato perverso?

O Iluminado olhou-o com imensa ternura, por saber que ele era cumpridor dos deveres, severo em relação a si mesmo, portanto, exigente no que diz respeito ao comportamento dos outros e compreendeu-lhe a inquietação.

Após um breve silêncio, ante o zimbório celeste, recamado de estrelas que lucilavam ao longe, respondeu benigno:

As águas do rio limpam as margens e o leito por onde correm, transformando e decompondo o lixo e a imundície em rico adubo mais adiante, levados pela correnteza.

Assim também o amor de misericórdia transforma a agressão em bênção para a vítima, auxiliando o inimigo a purificar-se, ao largo do percurso evolutivo.

Quando se perdoa, isto não implica anuência com o erro, com o crime, com o descalabro do outro. Não se trata de desconhecer a atitude infeliz, mas objetiva não retaliar o outro, não aguardar oportunidade para nele desforçar-se.

Não devolver o mal que se sofre é o início do ato de perdoar. Compreender, porém, que o outro, o agressor, é infeliz, que ele se compraz em malsinar porque é atormentado, constitui a melhor reflexão para o perdão radical, o perdão sem reservas.

Ninguém tem o direito de oferecer ao Pai suas orações e dádivas de devotamento, se tem fechado o coração para o seu próximo, aquele que, na sua desdita, derrama fel sobre os outros e cobre a senda que percorrerá no futuro com os espinhos da própria insanidade.

Ter adversário é fenômeno normal na trajetória de todas as criaturas, no entanto, deve-se evitar ser-lhe também inamistoso, igualando-se em fraqueza moral e desdita interior. Quem assim se comporta também sofrerá julgamento da autoridade, a quem seja apresentada queixa, e essa poderá exigir-lhe o ressarcimento do mal até o último e mínimo ultraje.

É o que ocorre com qualquer ofensor ou ofendido magoado. É obrigado a refazer o caminho sob a jurisdição divina, até quitar-se de todas as mazelas e débitos morais.

O interrogante, no entanto, insistiu:

Como então fica a justiça diante daquele que lhe desrespeita os códigos austeros?

O Amigo compassivo compreendeu a inquietação do companheiro e elucidou:

A questão da justiça não pertence ao ofendido, mas aos legisladores que aplicarão a penalidade corretora que se enquadre nos códigos legais. E quando isso não ocorre, a sabedoria divina impõe-se ao calceta, que carrega na consciência o delito, fazendo-o ressarcir os danos com a sua cooperação ou sofrendo os efeitos do mal que praticou, imputando-se sofrimentos reparadores. Ninguém consegue fugir à consciência indefinidamente, porque sempre há um despertar para a realidade transcendental.

Mas, Mestre, nesse caso, todos os crimes de qualquer porte devem ser perdoados e esquecidos? - Instou, inquieto,

Serenamente, Jesus retorquiu:

Não há crime imperdoável. Há, sim, mágoas exageradas. Quem não tem condutas reprocháveis ao longo da existência, por mais austero seja em relação a si mesmo, observando os Códigos da justiça e da religião? Quantas vezes, em momentos de infelicidade e de ira, pessoas boas e generosas, devotadas ao Pai e ao dever, rebelam-se e agem incorretamente? Será justo desconhecer-lhes toda uma trajetória de dignidade por um momento de alucinação, de torpor mental pela ira asselvajada que lhe tomou a consciência?

É necessário, portanto, perdoar-se todas as formas de agressão, entregando-as ao amor do Pai Incomparável, a tomar nas mãos a lei e a justiça, aplicando-as conforme o desconforto de que se é objeto.

Assim fazendo, torna-se digno de também ser perdoado.

Esse é o sublime comportamento do amor, em forma de benignidade para com o próximo, o irmão da retaguarda evolutiva.

Depois do silêncio que se abateu natural, no círculo de amigos, Ele adiu gentilmente:

Convém recordar-se, igualmente, que todos necessitam do perdão para as suas ações infelizes, desse modo, devendo perdoar-se, purificar a mente, permitir-se o direito de errar, compreendendo a sua humanidade e fraqueza, mas não permanecendo no deslize moral nem se comprazendo em ficar na situação a que foi arrojado.

O autoperdão é conquista do amor que se renova e compreende que se está em processo de renovação e de autoiluminação.

Assim, portanto, rogando-se ao Pai perdão pelos próprios delitos, amplia-se o pensamento e alcança-se o agressor digno de ser perdoado também.

A noite prosseguia rica de suaves perfumes e incrustada dos diamantes estelares, registrou a lição imorredoura do perdão a todas as ofensas.




pelo Espírito Amélia Rodrigues - Psicografia de Divaldo Pereira Franco, no lar de Armandine e Dominique Chéron, na manhã de 5 de junho de 2014, em Vitry-sur-Seine, França. Do site: http://www.divaldofranco.com.br/mensagens.php?not=369.
Centro Espírita Caminhos de Luz-Pedreira-SP-Brasil

quarta-feira, 27 de agosto de 2014

CORAGEM

A coragem da fé!
    Ante o estrugir das lutas ásperas que espocam em toda parte, a coragem desempenha papel preponderante, sem a qual falecem os ideais e se enfraquecem as forças com que se deve pelejar.
    Muitos fogem atemorizados e perdem as batalhas antes de enfrentá-las.
    Outros se entregam ao desânimo injustificável e se recusam as oportunidades de vitória.
    Diversos meditam, receosos, e refugiam-se na insensatez, aguardando triunfos a que não fazem jus, desarticulando as expressivas construções da Lei, fracassando, por isso mesmo, lamentavelmente.
    Constituem a caravana dos frustrados, assoberbados pela revolta que os sevicia árdua e penosamente.
    Passam em legiões, desarmados de coragem, porque se negam à bênção do esforço em prol da renovação íntima e do entusiasmo sadio.
    Essa energia que sustenta essa força moral que induz ao êxito - a coragem!
    A coragem é consequência natural e legítima da fé. Abastecida pela resistência do amor, consubstancia os valores do ideal e eleva o homem às     culminâncias do triunfo.
    Coragem, porém, não significa irreflexão, desatino, temeridade, mas, denodo, intrepidez. . .
    A coragem é calma, segura, fonte geratriz de equilíbrio que fomenta a vida e eleva o labor às cumeadas da glória.
    Não infiras, como resultado dos desaires em que sucumbes que tais são desavisos ou desarticulações da Providência.
    Nada de fora pode impedir a eclosão da coragem, e principalmente, da coragem da fé, a mais relevante.
    Dizem que há conjunturas impeditivas, que a obstaculizam. Todavia, irmã da liberdade inerente à consciência de que todos somos dotados, é mister eleger a fé e esposá-la. Para tanto, fundamental alicerçá-la na razão que é vital para a coragem desdobrar-se em dádivas santificantes.
    No turbilhão que te envolve, não descoroçoe as concessões da coragem, malbaratando-as na inutilidade.
    Não fosse a coragem, os pioneiros, os heróis, os sacerdotes, os santos, os sábios e os mártires da Humanidade não haveriam logrado a grandeza a que se propuseram, alçando o homem aos zênites das conquistas de vária ordem.
    Experimentaram o ácido da impiedade generalizada, provaram os acicates da zombaria, sofreram a crueza das perseguições sob as quais elevaram os padrões humanos a excelência da solidariedade, do amor, do conforto, da felicidade.
    Hei-la anônima, valorosa em muitas expressões:
   a coragem da paternidade responsável;
   a coragem de perseverar na verdade;
   a coragem de amar desinteressadamente;
   a coragem de ceder, quando poderia deter;
   a coragem de dar a vida para que outros a ganhem;
   a coragem de cultivar a humildade;
   a coragem de sofrer a injustiça, em silêncio, perseverando enobrecido;
   a coragem de vencer-se primeiro. . .
    Diz-se que há guerras e hediondez; apontam masmorras superlotadas de inocentes; referem-se a populações dizimadas pela fome e vencidas pelas enfermidades. . . Sim, há tudo isso e muito mais. . . Todavia, existem os ideais de redenção, os esforços da abnegação, as obras de engrandecimento moral e social, os gestos de heroísmo e sacrifício e, estoico, o bem em todo lugar cantando poemas de beleza, em nome da coragem da fé, na certeza do amor inefável de Nosso Pai, doando-nos a vida, na direção da Vida Perfeita.

(Divaldo P. Franco por Joanna de Ângelis. In: Celeiro de Bênçãos)
fonte:  WWW.ADDE.COM.BR
          

ANOTAÇÕES SIMPLES

Entrevistado, através da televisão, você, meu amigo, jornalista distinto, afirmou que os escritores desencarnados estão transformando o Brasil numa grande necrópole. E acrescentou irônico: porque não se consagram os Espíritos a outras atividades artísticas? Por que razão não vem Da Vinci pintar alguma tela que lhe marque a glória inconfundível, como prova da sobrevivência? Por que não se faz ouvido o gênio musical de Chopin nas sessões espíritas, atestando a continuidade da vida, além-túmulo? Entretanto, somente nós, pobres escrivinhadores da vida carnal, em sua opinião, tornamos à arena física, padecendo pruridos de publicidade, famintos de evidência...

E você, transbordando sarcasmo, termina a conversação sugerindo que o acervo de nossos avisos não passa de mistificações, em que os médiuns, à feição de cadernos pelotiqueiros, se fazem credores das atenções da própria justiça.

Suas perguntas e considerações, transmitidas a milhares de telespectadores, ficam no ar, e nós não guardamos a pretensão de a elas responder. Se estivéssemos ai, envergando ao seu lado o macacão de carne, talvez lhe adotássemos o ponto de vista sem qualquer discrepância. Por isso mesmo, acatando-lhe a visão provisória, desejamos apenas dizer-lhe que não faltam artistas aqui, dispostos a enfrentar, com mais amplitude e profundeza, a pauta e o pincel, no sentido de colaborarem na sublimação da arte terrestre; no entanto, escasseiam no mundo companheiros que lhes abracem o ideal de beleza e renúncia, aceitando a necessária disciplina para a consecução das obras que pretenderiam concretizar, embora já existam, no Brasil e no seio de outros povos, médiuns do som e da cor, edificando notáveis realizações que você desconhece.

Movimente-se, afaste-se um tanto da sua galeria de censor e procure-os. Encontrá-los-á, fazendo o melhor que podem, sob a orientação de grandes inteligências desencarnadas que, naturalmente, apenas lhes confiam aquilo que são capazes de receber.

Quanto a, nós outros, os que ainda escrevemos para resgatar os nossos pecados, perdoe-nos as páginas, agora despidas de qualquer presunção acadêmica.

Creia que, atualmente, não fazemos simples literatura.

Mereceríamos o inferno se ainda aqui estivéssemos na condição de beletristas interessados na fama que os vermes aniquilaram.

Achamo-nos em abençoada construção do espírito, utilizando os talentos da palavra, como o artífice que se vale dos méritos do tijolo para erguer o edifício humano. Intentamos, com isso, não apenas retificar nossas faltas, mas igualmente contribuir na edificação da justiça e do amor, da solidariedade e do bem, da responsabilidade e do entendimento entre as criaturas, para que a Terra de amanhã seja menos conturbada que a Terra de hoje. Buscamos simplesmente informar a vocês que a morte não existe e que o túmulo é uma espécie de cabina fotográfica, revelando o verdadeiro retrato de nossa consciência, afim de que se habilitem, nos padrões de Jesus, a suportar as requisições do tempo...

Para a execução desse tentame, não dispomos de outro recurso senão escrever. E olhe que escrever não é tão indigno assim.

Você, com o seu respeitável título de católico-romano, não poderá, esquecer-se de que a primeira dádiva direta do Céu aos homens, segundo a Bíblia, foi o Livro dos Dez Mandamentos, de que Moisés se fez o guarda irredutível. E se um vaso Sagrado da Terra guarda a luz do Cristo para as nações, é forçoso convir que esse vaso é ainda o livro, arquivando-lhe a palavra de amor e luz.

Desse modo, com todo o nosso respeito aos pintores e musicistas, desencarnados ou não, rogo-lhe não considere com tanto desdém os seus irmãos de letras.

Esteje certo de que, em futuro talvez próximo, você estará pessoalmente em nossa companhia e sentirá uma vontade louca de apagar os seus erros escritos.

E que você encontre uma criatura consciente e caridosa que o ajude mediúnicamente, na piedosa empresa, são nossos votos sinceros, porque, sem dúvida alguma, ao nosso porto de surpresa e refazimento o barco de sua vida, hoje ou amanhã, chegara também.



pelo Espírito Irmão X - Do livro: Cartas e Crônicas, Médium: Francisco Cândido Xavier.
Centro Espírita Caminhos de Luz-Pedreira-SP-Brasil

Mente desencarnada




Indagas se a mente desencarnada pode adoecer... Que pergunta!


   
  • Cuidas que a maldade deliberada não seja moléstia da alma?

   
  • Que o ódio não constitua morbo terrível?

   
  • Supões, porventura, não haja «vermes mentais» da tristeza e da inconformação?


Embora tenhamos a felicidade de agir num corpo mais sutil e mais leve, graças à natureza de nossos pensamentos e aspirações, já distantes das zonas grosseiras da vida que deixamos, não possuímos ainda o cérebro dos anjos.


   
  • Constitui-nos incessante trabalho a conservação de nossa forma atual, a caminho de conquistas mais alcandoradas;

   
  • não podemos descansar nos processos iluminativos;

   
  • cumpre-nos purificar sempre, selecionar pendores e joeirar concepções, de molde a não interromper a marcha.



Milhões vivem aqui, na posição em que nos achamos, mas outros milhões permanecem na carne ou em nossas linhas mais baixas de evolução, sob o guante de atroz demência. É para esses que devemos cogitar da patologia do espírito, socorrendo os mais infelizes e interferindo fraternal e indiretamente na solução de problemas escabrosos em cujos fios negros se enredam. São duendes em desespero, vítimas de si mesmos, em terrível colheita de espinhos e desilusões. O corpo perispiritual humano, vaso de nossas manifestações, é, por ora, a nossa mais alta conquista na Terra, no capítulo das formas.


   
  • Para as almas esclarecidas, já iluminadas de redentora luz, representa ele uma ponte para o campo superior da vida eterna, ainda não atingido por nós mesmos;

   
  • para os espíritos vulgares, é a restrição indispensável e justa;

   
  • para as consciências culpadas, é cadeia intraduzível, pois, além do mais, registra os erros cometidos, guardando-os com todas as particularidades vivas dos negros momentos da queda.


O gênero de vida de cada um, no invólucro carnal, determina a densidade do organismo perispirítico após a perda do corpo denso. Ora, o cérebro é o instrumento que traduz a mente, manancial de nossos pensamentos. Através dele, pois, unimo-nos à luz ou à treva, ao bem ou ao mal.






por André Luiz

O sol real

 
Certa vez um pai, muito sensível, percebeu que uma de suas filhas estava sofrendo e lhe perguntou o que estava acontecendo com ela.
A garota respondeu que havia sido criticada pelas amigas por ser uma pessoa simples, não gostar de ostentação e por não ter preocupação excessiva com a estética.
Ela estava se sentindo rejeitada e triste.
O pai, grande educador, percebendo o sofrimento da filha, disse-lhe, com carinho: "Filha, algumas pessoas preferem um bonito sol pintado num quadro, outras preferem um sol real, ainda que esteja coberto pelas nuvens."
Em seguida perguntou-lhe: "Qual é o sol que você prefere?"
Ela pensou um instante e respondeu: "O sol real."
E o pai completou: "Mesmo que as pessoas não acreditem no seu sol, ele está brilhando. Você tem luz própria.
Um dia, as nuvens que o encobrem se dissiparão e as pessoas irão enxergá-lo. Não tenha medo das críticas dos outros, tenha medo de perder a sua luz."
Muitos jovens se sentem reféns da opinião dos outros, e sofrem muito quando são criticados, pois seu desejo mais ardente é ser aceito pelos colegas.
Um fato, também muito corriqueiro na vida dos jovens, e que nem todos conseguem superar, é a rejeição.
O desprezo, a indiferença, os comentários maldosos, são geradores de muitos dissabores na alma juvenil, quando os pais descuidam da orientação e atenção adequadas.
O jovem, ainda imaturo e inseguro, diante de uma situação de grande estresse pode enveredar pelo caminho das drogas, da depressão, da degenerescência moral.
Por isso se faz importante a atenção dos pais, nesses dias em que as nuvens pairam sobre os corações juvenis, obscurecendo-lhes o sol interior.
Ensine ao seu filho a arte de construir a própria felicidade, ainda que tudo pareça conspirar contra.
Mostre a ele que o que os amigos pensam dele ou deixam de pensar, não intensificará a sua luz interior, nem a diminuirá.
Diga-lhe que o que faz a diferença é o que ele realmente sente e é.
Ensine seu filho a não se escravizar ao consumismo atormentado, à neurose de buscar a beleza física a qualquer custo, a não depender da opinião dos outros para ser feliz.
Ensine ao seu filho que a verdadeira beleza está na alma, e não numa silhueta bem definida.
Diga-lhe que a beleza física é passageira, como as flores de um dia, e que o Espírito é o ser imortal que sobrevive à matéria e transcende o tempo.
* * *
"Mesmo que as pessoas não acreditem no seu sol, ele está brilhando. Você tem luz própria.
Um dia, as nuvens que o encobrem se dissiparão e as pessoas irão enxergá-lo. Não tenha medo das críticas dos outros, tenha medo de perder a sua luz."
Acredite nessa verdade, e ajuste o olhar do seu filho para que ele também possa ver em si mesmo um sol real brilhando, mesmo que, por vezes, esteja encoberto pelas nuvens.
Pense nisso, e, se guardar algum tipo de medo, que seja o de perder a própria luz.
Equipe de Redação do Momento Espírita, com base no cap. 6, pt. 1, do livro Pais brilhantes, professores fascinantes, de Augusto Cury, ed. Sextante.
Conheça essa obra:

R$ 35,00

Vida e Mensagem
FRANCISCO DE PAULA VITOR/RAUL TEIXEIRA
Inolvidáveis mensagens de amor ao próximo reunindo referências sobre algumas vidas venturosas, expoentes do bem, para que se avance na observação de que há amor e luz na humanidade, possibilitando compreender que as expressões malévolas, os crimes e a perdição não merecem o destaque que vêm recebendo, a menos que seja para maior louvor ao bem e ao belo. Entre todas as vidas grandiosas, o mais excelente exemplo é a de Jesus.