NOSSA HISTÓRIA

NOSSA HISTÓRIA

Grupo Espírita Mensageiros da Luz

CNPJ 13.117.936/0001-49

Fundada em 18 de junho de 1985 . Nossas atividades se iniciaram na sede do Clube Cultural dos Violeiros de Gravataí onde fomos recebidos com muito carinho e respeito. Ali desenvolvemos os trabalhos de estudo doutrinário e formação de grupos de trabalhos. Procedente do Grupo Espirita Nosso lar em Gravataí, onde participei por 4 anos como voluntário e palestrante, eu, Carlos Eduardo Muller, resolvi fundar nossa casa espírita no Parque dos Anjos . Foi uma tarefa executada com muita alegria e acompanhada de pessoas interessadas em desenvolver um grupo de estudos para que posteriormente a casa prestasse atendimento ao público. Nosso grupo contou inicialmente com a irmã Bernadete Antunes, irmã Kátia Pisoni, irmã Maria Guiomar, irmã Ieda R. Rosa, irmã Elisabete, irmão Miguel Cardoso, irmão Everton da Silva Cardoso, irmã Eni, e dirigindo as atividades eu, Carlos Eduardo Muller. Foram 13 anos de muito aprendizado neste local, e nenhuma dificuldade nos impediu de impulsionar cada vez mais a Doutrina Espírita, pois somente através de muito esforço conseguiríamos atingir nosso objetivo: Ter uma casa Espírita com irmãos preparados espiritualmente e conhecedores da doutrina ditada pelos espíritos a Allan Kardec. Só o fato de manter um grupo em plena atividade ja era uma vitória. Todos sabíamos das responsabilidades em conduzir um trabalho 100% filantrópico. Como em todas as casas espíritas, tambem a nossa sofria e sofre com a rotatividade de colaboradores, fato compreendido por todos nós espíritas. Foram muitos os colaborabores que passaram e contribuiram de alguma forma para o crescimento do grupo. Por opção, alguns foram em busca de outros grupos e outros não conseguiram acompanhar as atividades pelo tamanho da responsabilidade que nos é dada.

Neste período criamos o programa " UM DIA SÓ PRA MIM " normalmente promovido a cada ano. São encontros promovidos com intuito de reunir pessoas da comunidade e outros grupos espíritas durante um dia inteiro com palestras variadas e trocas de informações e sugestões pelos participantes. Neste dia todos se manifestam de alguma forma no sentido de fortalecer os laços que nos unem. O primeiro encontro foi realizado na casa da irmã Eni onde tivemos a participação de aproximadamente 60 pessoas da comunidade e outros grupos. A partir deste, passamos a executar o programa anualmente. Dentre os palestrantes que nos auxiliaram nestes encontros tivemos Nazareno Feitosa procedente de Brasília DF, que aproveitando nosso evento tambem promoveu palestras em casas espíritas de Porto Alegre . Tambem contamos com a participação do dr. José Carlos Pereira Jotz que nos brindou com esposições tendo como tema medicina e saúde .

Em 1998 surgiu a oportunidade de mudança de endereço. Foi só a partir deste ano que conseguimos então organizar melhor as atividades do grupo. Foi uma experiência valiosa. Promovemos a partir de então campanhas de arrecadação de roupas e alimentos para irmãos em dificuldades e quando possível fazíamos o Sopão Comunitário para famílias mais nescessitadas.

Mas foi somente em 31 de julho de 2007 que o Grupo Espírita Mensageiros da Luz foi definitivamente registrado , tendo então uma diretoria formada e um estatuto social . Nesta data em assembléia realizada com a participação de 30 pessoas foi dado posse após votação unânime a diretoria da Sociedade Espírita Mensageiros da Luz, tendo como Presidente a irmã Maira Kubaski de Arruda e como vice Carlos Eduardo Muller. Participaram desta Assembléia , votaram e foram considerados oficialmente Sócios Fundadores as seguintes pessoas: Alexandre Fabichak Junior, Iliani Fátima Weber Guerreiro, Maira Kubaski de Arruda, Alex Sander Albani da Silva, Alexsandra Siqueira da Rosa Silva, Xenia Espíndola de Freitas, Terezinha Richter, Valéria Correia Maciel, Richeri Souza, Carla Cristina de Souza, Miriam de Moura, Maria Guiomar Narciso, Neusa Marília Duarte, Elisabete Martins Fernandes, Leandro Siqueira, Paulo dos Santos, Carlos Eduardo Muller, Camila Guerreiro Bazotti , Sislaine Guerreiro de Jesus, Luiz Leandro Nascimento Demicol, Vera Lucia de Oliveira Nunes, Ieda Rocha da Rosa, Marlon Esteves Bartolomeu, Ricardo Antonio Vicente, Miguel Barbosa Cardoso, Everton da Silva Cardoso, Maria Celenita Duarte, Vera Regina da Silva, Rosangela Cristina Vicente, e Bernadete Antunes. Todos os atos foram devidamente registrados em cartório e constam no livro ata de fundação, sob o número 54822 do livro A-4 com endossamento jurídico do Dr. Carlos Frederico Basile da Silva, advogado inscrito na OAB/RS 39.851.

Durante os meses de maio e junho de 2011 nossa casa promoveu com apoio da Federação Espirita do Rio Grande do Sul e da Ume, um curso de desenvolvimento Mediúnico ministrado as quintas feiras das 19 as 21 horas. Tivemos em média 40 participantes por tema ministrado com a inclusão de mais 4 casas espíritas de Gravataí , alem dos trabalhadores da nossa casa, fortalecendo desta forma os laços de amizade, assim como , o aperfeiçoamento de dirigentes e o corpo mediúnico das Casas Espíritas.

Hoje, nossa Casa Espírita assume uma responsabilidade maior e conta com grupo de estudos, atendimentos de passes isolado e socorro espiritual, magnetismo, atendimento fraterno , evangelização infantil, palestras, Grupo de Apoio e encaminhamento para dependentes químicos e orientação familiar, Cirurgias Espirituais (sem incisões), prateleira comunitária (arrecadação de alimentos e roupas para famílias carentes), representa o DECOM (departamento de comunicação da UME de Gravataí) , bem como leva ao público em geral informações valiosas através do nosso blog:
www.carlosaconselhamento.blogspot.com

Departamentos

DIJ - Depto da Infância e Juventude
DAFA- Depto da Família
DEDO - Depto Doutrinário
DECOM- Depto de Comunicação Espírita
DAPSE - Depto de Assistência Social Espírita
DP -Departamento Patrimonial




QUEM SOU EU E O QUE APRENDÍ

QUEM SOU EU E O QUE APRENDI
Alguem que busca conquistar a confiança no ser humano para poder acreditar que o mundo pode ser melhor.Aprendi que, por pior que seja um problema ou uma situação, sempre existe uma saída.Aprendi que é bobagem fugir das dificuldades.Mais cedo ou mais tarde,será preciso tirar as pedras do caminho para conseguir avançar.Aprendi que, perdemos tempo nos preocupando com fatos que muitas vezes só existem na nossa mente.Aprendi que, é necessário um dia de chuva,para darmos valor ao Sol. Mas se ficarmos expostos muito tempo, o Sol queima. Aprendi que , heróis não são aqueles que realizaram obras notáveis. Mas os que fizeram o que foi necessário ,assumiram as consequências dos seus atos. Aprendi que, não vale a pena se tornar indiferente ao mundo e às pessoas.Vale menos a pena, ainda,fazer coisas para conquistar migalhas de atenção. Aprendi que, não importa em quantos pedaços meu coração já foi partido.O mundo nunca parou para que eu pudesse consertá-lo. Aprendi que, ao invés de ficar esperando alguém me trazer flores,é melhor plantar um jardim.Aprendi que, amar não significa transferir aos outros a responsabilidade de me fazer feliz.Cabe a mim a tarefa de apostar nos meus talentos e realizar os meus sonhos. Aprendi que, o que faz diferença não é o que tenho na vida, mas QUEM eu tenho.E que, boa família são os amigos que escolhi.Aprendi que, as pessoas mais queridas podem às vezes me ferir.E talvez não me amem tanto quanto eu gostaria,o que não significa que não me amem muito,talvez seja o Maximo que conseguem.Isso é o mais importante. Aprendi que, toda mudança inicia um ciclo de construção,se você não esquecer de deixar a porta aberta. Aprendi que o tempo é muito precioso e não volta atrás.Por isso, não vale a pena resgatar o passado. O que vale a pena é construir o futuro.O meu futuro ainda está por vir.Foi então que aprendi que devemos descruzar os braços e vencer o medo de partir em busca dos nossos sonhos.



GRUPO ITINERANTE

SOCIEDADE ESPÍRITA MENSAGEIROS DA LUZ

CAMPANHA PARA AQUISIÇÃO DE TERRENO PARA SEDE PRÓPRIA.

VOCE QUER SER UM CONTRIBUINTE PARA ESTE DESAFIO ??

DOAÇÕES VOLUNTÁRIAS DEVEM SER FEITAS ATRAVÉS DE DEPÓSITO BANCÁRIO:


CNPJ 13.117.936/0001-49

CAIXA ECONOMICA FEDERAL

AG: 3450

OPERAÇÃO: 013

CONTA: 7212.2

informações:

Fones:51-98425.0037



SENHOR JESUS
Não nos retires dos ombros o fardo das responsabilidades com o qual nos ensina a praticar entendimento e cooperação, mas auxilia-nos a tranportá-lo, sob os teus desígnios. Não nos afastes dos obstáculos com que nos impeles à aquisição da confiança e não avalias as dimensões da fé, no entanto, ampara-nos Senhor, para que possamos transpô-los. Não nos desligues dos problemas com que nos impulsionas para o caminho da elevação das nossas próprias experiências, contudo, dá-nos a tua bênção, a fim de que venhamos a resolvê-los com segurança. Não nos deixes sem o convívio com os irmãos irritadiços ou infelizes, que se nos fazem enigmas no cotidiano, junto dos quais nos convidas ao aprendizado da serenidade e da paciência, mas protege-nos os corações e ilumina-nos a estrada de modo a que nos transformemos para todos eles em refúgio de apoio e socorro de amor. Enfim, Senhor, dá-nos, a cada dia, o privilégio de servir, entretanto, infunde em nossas almas o poder da compreensão e da tolerância, do devotamento e da caridade para que possamos estar contigo, tanto quanto permaneces conosco, hoje e sempre. Psicografia: F. C. Xavier - Médium "Estradas e Destinos". ed. CEU

Doutrina Espírita

Doutrina Espírita

sexta-feira, 2 de junho de 2017

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NUNCA É DEMAIS

“Sede, na oração, perseverantes.” (Paulo – Romanos – 12:12)

        Diretamente convidado a uma decisão, no tumulto dos conflitos complexos,
busque a inspiração superior através da prece.
        Um momento de prece dirime problemas largamente cultivados.
*
        Instado por dificuldade à rebeldia e ao desequilíbrio, faça uma pausa para a prece.
        A prece não apenas aponta rumos quanto tranquiliza interiormente.*
*
        Açodado pelas paixões inferiores e vencido na psicosfera negativa
do ambiente em que vive, erga-se à prece edificante.
        A prece não somente sustenta o bom ânimo como também luariza os sentimentos.
*
        Tombado por falta de apoio e aturdido nos melhores propósitos acalentados,
tente o convívio da prece antes de desertar.
        A prece não é só uma ponte que o leva a Deus,
porém uma alavanca a impeli-lo para sair do desânimo que o prostra.
*
        Atordoado por informações infelizes e vitupérios;
apedrejado por incompreensões indevidas, mergulhe a mente na prece antes do revide.
        A prece não constitui um paliativo exclusivo,
sendo, também, inexaurível e abençoada fonte de renovação e entusiasmo.
*
        Examinando o problema imenso que se avulta, aquietado pelas complexas engrenagens das decisões,
estugue o passo, faça uma prece.
*
        A prece tem o poder de clarificar os horizontes e içar o homem do abismo às cumeadas libertadoras.
        Concluída a tarefa em que recolheu bênçãos e júbilos, não se esqueça da prece.
        A prece não lhe constitua um instrumento de rogativa e solicitação incessantes,
tornando-se, também, um telefônio para expressar o reconhecimento e a gratidão
com que você exporá os sentimentos renovados ao Pai Celestial.
*
        Não se trata de beatice, nem tampouco de pieguismo emocional.
        Se lhe é justo permitir-se o pessimismo e o desaire,
conservando a negação e o dissabor, a prece contituir-lhe-á  bastão de apoio,
medicamento reconfortante, pão nutriente porquanto cada um sintoniza com aquilo em que pensa e vibra.
        Orando, você, naturalmente, haurirá nas fontes inesgotáveis da Divina Providência
as energias necessárias para o êxito dos seus cometimentos.
        Não se deixe vencer pelos que o abordam com ceticismo
e preferem a manifestação cínica diante do seu estado de prece e de confiança.
        Uma prece a mais nunca é demais.
                                                 
(Divaldo P. Franco por Marco Prisco. In: Momentos de Decisão)
(texto recebido de Cristiano de Almeida)


fonte:  WWW.ADDE.COM.BR
            

RESGATE E RENOVAÇÃO

A reencarnação não seria caminhada redentora se já houvesse atendido a todas as exigências do aprimoramento espiritual.
 Enquanto na escola, somos chamados ao exercício das lições.

Ante a lei do renascimento, surpreenderás no mundo dificuldades e lutas, espinhos e tentações. Reencontrará afetos que a união de milênios tornou inesquecíveis, mas igualmente rentearão contigo velhos adversários, não mais armados pelos instrumentos do ódio aberto, e sim trajados noutra roupagem física, devidamente acolhidos a tua convivência dificultando-te os passos, através da aversão oculta.

Saberás o que seja tranqüilidade por fora e angústia por dentro. Desfrutarás a amenidade do clima social que te envolve, com os mais elevados testemunhos de apreço, e respirarás, muitas vezes, no ambiente convulsionado de provações entre as paredes fechadas do reduto doméstico. Entenderás, porém, que somos trazidos a viver, uns à frente dos outros, para aprender a amar-nos reciprocamente como filhos de Deus.

Perceberás, pouco a pouco, segundo os princípios de causa e efeito, que as mãos que te apedrejam são aquelas mesmas que ensinaste a ferir o próximo, em outras eras, quando o clarão da verdade não te havia iluminado o discernimento, e reconhecerás nos lábios que te envenenam com apontamentos caluniosos aqueles mesmos que adestraste na injustiça, entre as sendas do passado, a fim de te auxiliarem no louvor à condenação.

Ergues-te hoje sobre a estima dos corações com os quais te harmonizaste pelo dever nobremente cumprido; entretanto, sofres o retorno das crueldades que te caracterizavam em outras épocas por intermédio das ciladas e injúrias que te espezinham o coração.

Considera, porém, o apelo do amor a que somos convocados dia por dia e dissolve na fonte viva da compaixão o fel da revolta e a nuvem do mal. Aceita no educandário da reencarnação a trilha de acesso ao teu próprio ajustamento com a vida, amando, entendendo e servindo sempre.

Se alguém te não compreende, ama e abençoa. Se alguém te injuria, abençoa e ama ainda.

Seja qual seja o problema, nunca lhes conferirás solução justa se não te dispuseres a amar e abençoar. Onde estiveres, ama e abençoa sem restrições ante a consciência tranqüila e conquistarás sem delongas o domínio do bem que vence todo o mal.


 Espírito Emmanuel - Do livro: Encontro de Paz, Médium: Francisco Cândido Xavier.
fonte:  www.caminhosluz.com.br

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ANTE A VIDA

Não há lugar em que nos vejamos sem algum benefício a prestar ou alguma coisa a fazer.

        Seja qual seja a circunstância da estrada,aí encontramos a ocasião precisa para realizar o melhor.
        Por isso mesmo, o tempo é o prodigioso indicador, descerrando-nos situações inesperadas ao dom de compreender e de auxiliar.
        Ainda mesmo nas trilhas mais obscuras da prova ou da aflição, somos defrontados por ensejos valiosos de renovação e progresso.

        Se te vês diante de rotinas deterioradas, conquanto a rotina seja abençoada escola de formação espiritual, é necessário reflitas nas possibilidades novas que se te descortinam à existência.

            Se obstáculos te surgem, amontoados na senda, reconsidera as próprias atitudes e observa que haverá chegado o instante para mais alto aproveitamento de teus recursos, nos domínios da expressão de ti mesmo, ante a seara do mundo.

        Imagina o que seria a existência na Terra sem a lei da mudança.
        Se a semente não fosse atirada à solidão, no seio da gleba, e se as árvores não renunciassem à posse dos próprios frutos, impossível seria acalentar a vida planetária. Se a infância não marchasse para a juventude e se a juventude não se dirigisse para a madureza, a evolução humana resultaria impraticável.

        Quando te reconheças à bica do desespero ou do desânimo, ergue-te sobre os motivos de tristeza ou desalento e contempla os quadros da Natureza em torno. Novos minutos se despencam do coração das horas em teu benefício; dezenas e centenas de criaturas aparecem por todos os flancos, a te endereçarem sorrisos de esperança; tarefas múltiplas te pedem devotamento e os dias sempre renovados te apontam o Céu, de horizonte a horizonte, como sendo imensa porta libertadora, através da qual, em cada manhã, a Sabedoria do Senhor te convida, sem palavras, a recomeçar e progredir, trabalhar e viver.

(Francisco Cândido Xavier por Emmanuel. In: Instrumentos do Tempo)

fonte: 

WWW.ADDE.COM.BR

sexta-feira, 7 de abril de 2017

NASCEMOS NA FAMÍLIA QUE MERECEMOS ?



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É muito comum dizer-se que nascemos na família que merecemos. Será isso verdade? Todos nascem ou renascem nos núcleos familiares e sociais de que necessitam para aprimorar-se, e não conforme se assevera tradicionalmente: que merecem.

As cargas de genes e cromossomas, as condições psicossociais e econômicas formam o quadro dos processos de burilamento moral-espiritual, resultantes da reencarnação caldeadora dos dispositivos individuais para a evolução.

Tal razão prepondera na elucidação diferenças psicológicas dos indivíduos, mesmo entre os gêmeos uniovulados, defluentes das conquistas anteriores.

Nasceste no lar que Precisavas;
Vestiste o Corpo Físico que merecias;
Moras onde melhor Deus te proporcionou,
De acordo com teu adiantamento;
Possuímos os recursos financeiros coerentes com as tuas necessidades,
Nem mais, nem menos, mas o justo para as tuas lutas terrenas;
Teu ambiente de trabalho é o que elegeste espontaneamente para tua realização;
Teus Parente e AMIGOS, são as almas que atraíste, com a tua própria afinidade;
Portanto, teu DESTINO está constantemente sob teu controle,
Tu escolhes, eleges, atrais, buscas, expulsas, modificas,
Tudo aquilo que te rodeia a existência;
Teus pensamentos e vontades
São a chave de teus atos e atitudes,
São as fontes de atração e repulsão na tua JORNADA, vivência;
Não reclames nem te faças de vítima;
Antes de tudo, analisa e observa;
A mudança está em tuas mãos,
Reprograma tuas metas,
Busca o bem e viverás melhor,
Embora ninguém possa voltar atrás e fazer um novo começo
Qualquer um pode começar agora e fazer um Novo Fim.
Chico Xavier


fonte: http://www.espiritbook.com.br/profiles/blog/show?id=6387740%3ABlogPost%3A2638746&xgs=1&xg_source=msg_share_post

VAMPIRISMO ESPIRITUAL

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 O vampirismo espiritual consiste de encarnado e desencarnado, que, desrespeitando as leis de Deus, com sentimento de vingança contra desafetos do passado, ou de sentimento oportunista, ou até mesmo sem intenção, passam a viver à custa de energia vital de outrem. Há também aqueles seres que embora tenham deixado o corpo físico, continuam ainda vivendo os prazeres obscuros da carne e dos vícios como o fumo e as drogas, bem como os desregramentos da bebida e do sexo, entre outros e que por se encontrarem impossibilitados de satisfazerem seus prazeres, induzem outras pessoas encarnadas a fazê-lo, e delas captam os fluidos, sentindo assim os mesmos prazeres produzidos pelo ato.

O termo vampiro é usado analogamente para definir o ato do espírito que suga intencionalmente as energias do outro – em alusão à figura mítica de Drácula que hipnotizava suas vítimas e lhes sugava o sangue até a morte. Assim, há espíritos que sugam as energias sutis de seus hospedeiros a ponto de lhes causar sérios danos a saúde física e psicológica (cansaço, baixa imunidade às doenças, falta de equilíbrio e concentração, bem como excesso de irritabilidade podem ser indícios de uma perda energética provocada pelo vampirismo), uma vez que, além de lhes enfraquecer as forças, lhes envolvem em formas mentais grosseiras, que os martirizam mentalmente levando-os, às vezes, a casos de loucura. André Luiz chamou este processo de infecção fluídica, tão grave é o dano causado à vítima.

Ao desencarnar o indivíduo leva consigo todos os seus vícios e necessidades. Assim, como as virtudes e méritos, não ocorrendo nenhuma mudança moral no indivíduo após a desencarnação. Dependendo da sua situação é muito comum que sinta as mesmas necessidades que tinha quando estava encarnado. Como não tem mais o corpo físico para desfrutar dos prazeres da vida corpórea, e sem condições de suprimir esta necessidade em sua nova condição no plano espiritual, ele busca apoio naqueles encarnados que podem lhe oferecer formas para a satisfação destas vontades. Tornando-se um sugador de forças vitais, que se aproxima de um encarnado que detém as mesmas necessidades que as suas, induzindo o indivíduo a prática em excesso dos vícios que tem em comum. Podemos citar os viciados no campo sexual, das drogas, do jogo, e até nas práticas mais comuns do dia a dia, mas que em excesso oferecem sérios prejuízos, como o caso da alimentação, em que encarnados se alimentam e bebem em excesso, o fazem por si e por outros espíritos, e quando em comportamento sexual vicioso, expõe sua vida íntima e privada a uma série de expectadores, que o induzem a buscar incessantemente novas experiências no campo sexual.

O Espiritismo nos esclarece que, no plano espiritual, há entidades que pela ignorância e atraso moral, além de subjugar suas vítimas encarnadas e até mesmo desencarnadas, mantêm pela chama ideoplastia seu perispírito em formas monstruosas. Sentem-se bem sendo temidos e reconhecidos pela forma que se apresentam e, normalmente agem em bando visando intimidar os outros espíritos que encontram pela frente. Ambientes terrenos onde impera o vício e a imoralidade são roteiros preferidos destes espíritos, uma vez que lá encontram por afinidade suas presas com maior facilidade. Segundo o Espírito Miramez pela psicografia de João Nunes Maia, na séria de livros que trata da Vida Espiritual (editora Fonte Viva), bem como pelos livros do Espírito André Luiz, os matadouros de animais estão repletos destas criaturas que sugam a energia do animal abatido, saciando seus instintos ferozes com os fluidos da presa. Velórios e cemitérios cujos enterros não contam com a proteção fluídica da prece e a presença de espíritos nobres, podem também ficar vulneráveis à presença destas criaturas, que aproveitam para colher os resquícios de fluidos vitais dos recém desencarnados.

Espíritos que mantém desavenças enquanto encarnados, também no plano espiritual, continuam nutrindo o mesmo ódio por seus inimigos. Sentindo-se em vantagem, travam forte perseguições a seus desafetos, aproximando-se deles e, muitas vezes, induzindo-os a tomar atitudes que prejudiquem como a pratica de vícios, ao excesso físico, além da escravidão psíquica.

Tipos de vampirismo

- VAMPIRISMO DE DESENCARNADO PARA ENCARNADO: Como vimos acima, são os espíritos desencarnado presos às impressões da vida material que literalmente sugam as energias de suas vítimas com o propósito de se revitalizarem. Como por exemplo: se o desencarnado foi um dependente alcoólico procurará encarnados dependentes alcoólico para sorver-lhe o teor alcoólico e, consequentemente sugará suas energias.

- VAMPIRISMO DE ENCARNADO PARA DESENCARNADO: Ao desencarnar o homem passa ao plano espiritual, porém, os laços afetivos não se rompem. O pensamento daquele que está encarnado atravessa as barreiras físicas chegando ao espírito daquele que está vivendo no mundo dos espíritos. Se o pensamento do encarnado for de inconformismo e desespero, isto poderá causar desequilíbrios ao desencarnado que poderá sentir a necessidade de voltar a viver junto a seus entes queridos; e infelizmente é esta atitude que muitos tomam ao ouvir os chamados incessantes de seus entes queridos encarnados. Mas a presença do espírito normalmente torna-se um problema, pois ele passa a dividir o espaço com os encarnados e a tirar deles, mesmos involuntariamente, seus fluidos vitais e, pela ligação psíquica, podem passar sua insegurança emocional. Assim, ambos, encarnados e desencarnados, são prejudicados.
Há também o exercício irresponsável da mediunidade, quando espíritos são praticamente escravizados por médiuns que os usam para a satisfação de prazeres pessoais e a manutenção de sua vaidade medianímica.

- VAMPIRISMO DE ENCARNADO PARA ENCARNADOS: Quando interagimos com outros indivíduos que de nós se aproximam, estabelecemos com eles os mais variados tipos de combinações energéticas, influenciando-os e por eles sendo influenciados. Desta maneira: quando nos aproximamos de outra pessoa sempre ocorrerá uma simbiose energética, ou seja, estamos permanentemente trocando energias com as outras pessoas. Por isso que muitas vezes depois de nos encontrarmos com determinadas pessoas nos sentimos fracos, com um mal-estar inexplicável. Ocorre que esta pessoa pode ter sugado nossas energias, até mesmo sem perceber que é o que ocorre na maioria das vezes. As pessoas se tornam vampiros, ou sugadoras de energia, ao absorverem a energia do outro. Normalmente estas pessoas encontram-se desequilibradas e por isso ficam debilitadas. Quase sempre essas pessoas são egoístas e egocêntricas e sua presença torna desagradável o ambiente.

- VAMPIRISMO DE DESENCARNADO PARA DESENCARNADO: Exemplo deste tipo de vampirismo encontramos no livro “Transição Planetária”, pelo Espírito Manoel Philomeno de Miranda e psicografia de Divaldo Franco. É relatado que após o tsunami da Indonésia Espíritos nobres foram em auxílio dos desencarnados para que estes não fossem atacados por Entidades infelizes e vampirizadoras, interessadas em sorver o fluido vital dos recém desencarnados.

Uma vez conectadas à atração e à sintonia, inicia-se um processo de obsessão de longo curso, que acaba por desaguar na “subjugação”, que é um estágio mais avançado da perturbação espiritual, que pode levar o encarnado à loucura. O sexo desregrado, o vício das drogas, do jogo, do fumo e do álcool, são atrações especiais para os “vampiros”, que se aproximam através da nossa “aura humana”, que contaminada pelas viciações, passa a exsudar odores relativos ao mal que carregamos conosco, e que não podemos evitar. Esses espíritos ainda inferiores, geralmente se apresentam para os médiuns videntes maltrapilhos, sujos, desleixados e irritados, causando susto em todas as pessoas que mantém contato direto com eles.

As lutas, as provações, as dores, os sofrimentos e as aflições, estarão sempre conosco nessa caminhada terrestre, e por isso precisamos enfrentar com coragem, fé e determinação os obstáculos da vida, descartando sempre a ação insidiosa dos espíritos trevosos, exercendo vigilância permanente nos nossos pensamentos e sentimentos, evitando invadir fronteiras alheias ou fazer mal aos outros, levando uma vida ética, social, voltada para o bem dos nossos semelhantes, criando laços de amizade e fraternidade. Esta é a forma de fugir da vampirização. A mudança de hábitos. Ninguém pode nos forçar a fazer aquilo que não desejamos desde que tenhamos forças e consciência para resistir. Pois, estes espíritos vampirizadores agem sobre suas presas por indução mental e afetiva, induzindo-os a fazer o que desejam e que não podem fazer por si mesmos; e quanto mais são obedecidos, mais submissas as suas “vítimas” se tornam. Por isso que é preciso ter força para ignorar e resistir às más orientações, perdoar os inimigos e até mesmo a si mesmo, assim, além de melhorar a condição espiritual, os obsessores são convidados a seguirem para o caminho do melhoramento.

Para concluir lembremos que, Buda ensinou aos seus discípulos que os extremos da vida deviam ser evitados, que o caminho do meio é a forma de chegar ao equilíbrio, ensinou ainda que, tanto o prazer extravagante ou a abnegação exagerada deviam ser evitados. Ambos os extremos provocam sofrimento. Assim, compreendemos que quanto mais andamos pelos lados extremos, mais perto do abismo chegamos, e cada vez mais ficamos vulneráveis a cair no precipício devido aos excessos que cometemos pelo caminho da vida, seja em decorrência de busca de prazer exagerado ou pela abnegação extrema. O caminho que devemos buscar para seguir é o caminho do meio, longe dos extremos que causam sofrimentos e quedas drásticas, pois o caminho do meio é a segurança, é viver em equilíbrio. Quando se consegue viver desta forma nos protegemos contra as investidas de espíritos inferiores e desavisados, que ainda necessitam dos fluidos viciantes dos encarnados para suprir as suas necessidades viciosas.


FONTE: http://www.espiritbook.com.br/profiles/blog/show?id=6387740%3ABlogPost%3A2637772&xgs=1&xg_source=msg_share_post

quinta-feira, 6 de abril de 2017

Espiritismo e medicina - Caminhos para terapêutica dos distúrbios mentais (Jorge Hessen)

As mulheres em quase toda a Inglaterra são agredidas ou às vezes ficam em situações muito desumanas, como no caso das mulheres grávidas que perdem seus bebês (aborto)  diante das violências praticadas pelos seus esposos (muitos deles obsidiados) diagnosticados como estressados pós-traumático. Uma delas , a britânica Lindsey Roberts, diz ter sofrido cinco abortos após ser agredida por seu marido, o militar Andrew Roberts, que era um obsedado  e repleto  de paranóias de guerra , além de distúrbios de ansiedade  contraídos nos campos de batalha (Iraque, Afeganistão). (1)
A obsessão é a trágica pandemia dos dias atuais. A perturbação espiritual  dos soldados oriundos dos campos de batalha não é um problema inglês, pois nos EUA, na França, na Itália é comum existirem homens (ex-soldados) obsidiados, portadores de demência e distúrbios de ansiedade, contraídos nos campos de guerra, lembrando aqui que tais países fomentam,  convivem e mantêm a guerra no planeta.

O fato é que a ciência desses países e do mundo não alcança elucidar suficientemente as razoáveis causas dos distúrbios espirituais , psicológicos e mentais de ex-combatentes. O psiquiatra se mantém aprisionado aos limites do cérebro, fonte que, como nós espíritas sabemos, não é a raiz essencial das patologias, sejam espirituais e/ou mentais, mas tão somente a exteriorização do efeito da enfermidade.

A ideia da existência de um “ente” extra físico (Espírito) pode elucidar a origem de muitos enigmas patológicos da psiquê. Em todas as épocas da história das civilizações, existiram psicopatas que sofriam influências nefastas desses “entes” extra físicos (obsessores e inimigos de guerra), e, em alguns casos, envolvendo personagens que se celebrizaram por seus atos.
Nabucodonosor II, rei dos Caldeus, sofreu uma licantropia e pastava no jardim do palácio, como um animal. Tibério, envolvido por muitos espíritos cobradores, cometeu muitos deslizes, com muita malignidade. Calígula e Gengis-Khan marcaram presença, em função de suas aberrações psicóticas. Domício Nero, em função de grandes desequilíbrios psíquicos, entre tantos equívocos, mandou assassinar a mãe e sua esposa, e, depois, as reencontrava em desdobramentos.

Até mesmo no campo das artes encontramos obsedados por “entes” extra físicos. Dostoiévski sofria de ataques “epilépticos”. Nietzsche perambulou pelos asilos de “alienados”. Van Gogh cortou as orelhas num momento de “insanidade” e as enviou de presente para sua musa inspiradora, findando, posteriormente, a vida, com um tiro. Schumann, notável compositor, atirou-se ao Reno, sendo salvo pelos amigos e internado num hospício, onde ele encerrou a carreira. Edgar Allan Poe sucumbiu arrasado pelo álcool e tendo visões infernais.

Naturalmente há tratamento para tais problemas. A terapêutica para as tragédias psicopatológicas (obsessivas ou não) é essencialmente preventiva. O Espiritismo sugere a resignação ante às vicissitudes da vida que poderiam causar o acirramento ou a atenuação da doença. Para que haja mais sucesso no tratamento do processo obsessivo, o primeiro passo é que se faça um bom diagnóstico do conjunto dos sintomas.

Apesar de todos os esforços, às vezes, é difícil fazer um diagnóstico diferencial específico, considerando que os sinais e sintomas são idênticos, tanto na loucura, propriamente dita, com lesões cerebrais, quanto nos processos obsessivos, onde há grande perturbação na transmissão do pensamento.

Para tratamentos das obsessões é fundamental que se considere a existência do psicossoma, contextura sutil que envolve o corpo físico. “É por seu intermédio que o Espírito encarnado se acha em relação contínua com os desencarnados. O perispírito é o órgão sensitivo do Espírito, por meio do qual este percebe coisas espirituais que escapam aos sentidos corpóreos.” (2)

O êxito do tratamento ou até mesmo “a cura se opera mediante a substituição de uma molécula [perispiritual] malsã por uma molécula sã. O poder curativo estará, pois, na razão direta da pureza da substância inoculada; mas depende, também, da energia, da vontade que, quanto maior for, tanto mais abundante emissão fluídica provocará e tanto maior força de penetração dará ao fluido.” (3)

Urge, mais uma vez, deixar bem claro que o tratamento espiritual, oferecido na Casa Espírita, não dispensa tratamento médico. O prognóstico, de modo geral, poderá ser bom ou ruim, considerando todos os fatores envolvidos, especialmente, o interesse do obsidiado em profundas transformações íntimas e a boa vontade da família em dar-lhe toda a assistência possível sob todos os aspectos.

“A Doutrina Espírita, aliada às Ciências Médicas, poderá se entender não se contradizendo, mas de mãos dadas, caminhando juntas, buscando todos os recursos disponíveis no sentido de abrandar o sofrimento do doente[obsedado]” (4). Caso contrário, “a ciência nadará em um oceano de incertezas, enquanto acreditar que a loucura depende, exclusivamente, do cérebro. A ciência precisa distinguir as causas físicas das causas morais, para poder aplicar às moléstias os meios correlativos”.(5)

Referencias bibliográficas:
[1]       Disponível em http://www.bbc.com/portuguese/geral-39191695    acesso em 30/03/2017
[2]       KARDEC, Allan. A Gênese, RJ: Ed. Feb, 29ª edição, 1986, cap. XIV
[3]       KARDEC, Allan. A Gênese, RJ: Ed. Feb, 29ª edição, 1986, cap. XIV
[4]       KARDEC, Allan. O Evangelho Segundo o Espiritismo, 117ª edição, 1990, Instituto de Difusão Espírita - IDE, 117ª ed., cap. I, item 8

[5]       MENEZES Adolfo Bezerra de. A Loucura sob um Novo Prisma, 2ª edição, Rio de Janeiro: Ed. FEB, 1987
 

2º Encontro Estadual do Livro Espírita
O Livro Espírita: para ler e escrever e agir bem
Onde?
NA SEDE DA FEDERAÇÃO ESPÍRITA DO RIO GRANDE DO SUL
Travessa Azevedo, 88 - Floresta
Porto Alegre/RS
Fone: (51) 3224.1493

Faleceu Irena Sendler... sabes quem era?

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Nem sempre um Prémio Nobel é atribuído a quem mais o merece...

Uma senhora de 98 anos chamada Irena faleceu há pouco tempo.
Durante a 2ª Guerra Mundial, Irena conseguiu uma autorização para trabalhar no Gueto de Varsóvia, como especialista de canalizações.
Mas os seus planos iam mais além... Sabia quais eram os planos dos nazistas relativamente aos judeus (sendo alemã!) Irena trazia crianças escondidas no fundo da sua caixa de ferramentas e levava um saco de sarapilheira na parte de trás da sua camioneta (para crianças de maior tamanho). Também levava na parte de trás da camioneta um cão a quem ensinara a ladrar aos soldados nazis quando entrava e saia do Gueto.
Claro que os soldados não queriam nada com o cão e o ladrar deste encobriria qualquer ruído que os meninos pudessem fazer.
Enquanto conseguiu manter este trabalho, conseguiu retirar e salvar cerca de 2500 crianças.
Por fim os nazistas apanharam-na e partiram-lhe ambas as pernas, braços e prenderam-na brutalmente.

Os nazis souberam dessas actividades e em 20 de Outubro de 1943; Irena Sendler foi presa pela Gestapo e levada para a infame prisão de Pawiak onde foi brutalmente torturada. Num colchão de palha encontrou uma pequena estampa de Jesus Misericordioso com a inscrição: "Jesus, em Vós confio", e conservou-a consigo até 1979, quando a ofereceu ao Papa João Paulo II.
Ela, a única que sabia os nomes e moradas das famílias que albergavam crianças judias, suportou a tortura e negou-se a trair seus colaboradores ou as crianças ocultas. Quebraram-lhe os ossos dos pés e das pernas, mas não conseguiram quebrar a sua determinação. Foi condenada à morte. Enquanto esperava pela execução, um soldado alemão levou-a para um "interrogatório adicional". Ao sair, gritou-lhe em polaco "Corra!". No dia seguinte Irena encontrou o seu nome na lista de polacos executados. Os membros da Zegota tinham conseguido deter a execução de Irena subornando os alemães, e Irena continuou a trabalhar com uma identidade falsa.
Irena mantinha um registo com o nome de todas as crianças que conseguiu retirar do Gueto, que guardava num frasco de vidro enterrado debaixo de uma árvore no seu jardim.
Depois de terminada a guerra tentou localizar os pais que tivessem sobrevivido e reunir a família. A maioria tinha sido levada para as câmaras de gás. Para aqueles que tinham perdido os pais ajudou a encontrar casas de acolhimento ou pais adoptivos.
No ano passado foi proposta para receber o Prémio Nobel da Paz... mas não foi seleccionada. Quem o recebeu foi Al Gore por uns dispositivos sobre o Aquecimento Global.
Não permitamos que alguma vez esta Senhora seja esquecida!
Estou transportando o meu grão de areia, reenviando esta mensagem. Espero que faças o mesmo.
Passaram já mais de 60 anos, desde que terminou a 2ª Guerra Mundial na Europa. Este e-mail está a se reenviando como uma cadeia comemorativa, em memória dos 6 milhões de judeus, 20 milhões de russos, 10 milhões de cristãos e 1.900 sacerdotes católicos que foram assassinados, massacrados, violados, mortos à fome e humilhados com os povos da Alemanha e Rússia olhando para o outro lado.
Agora, mais do que nunca, com o Iraque, Irão e outros proclamando que O Holocausto é um mito, é imperativo assegurar que o Mundo nunca esqueça.
A intenção deste e-mail é chegar a 40 milhões de pessoas em todo o mundo.
Une-te a nós e sê mais um elo desta cadeia comemorativa e ajuda a distribuí-la por todo o mundo.
Por favor, envia este e-mail às pessoas que conheces e pede-lhes que não interrompam esta cadeia.

"A razão pela qual resgatei as crianças tem origem no meu lar, na minha infância. Fui educada na crença de que uma pessoa necessitada deve ser ajudada com o coração, sem importar a sua religião ou nacionalidade." - Irena Sendler

sábado, 21 de janeiro de 2017

O Brasil Espírita e a Tansição Planetária

 
As previsões referentes à transição planetária dão ênfase a dificuldades a  serem enfrentadas nos mais diversos setores das organizações humanas, além de fenômenos geológicos que, de certa forma, sempre ocorrem no planeta. Na verdade, podemos esperar dias difíceis, alimentando sempre a certeza de que seremos auxiliados pelas esferas superiores da Espiritualidade. A encarnação de Espíritos preparados para as esperadas mudanças está sendo feita, conforme noticiam as mensagens recebidas do Plano Espiritual.1 A separação de Espíritos que deverão ser transferidos para outro ou outros planetas também está sendo providenciada. Entretanto, necessitamos ser cautelosos quanto às informações que continuamos recebendo.

Com relação ao papel que, nessa transição, cabe ao Brasil como “coração do mundo e pátria do Evangelho” devemos, igualmente, ser cuidadosos. A divulgação e a consolidação do Movimento Espírita em nossa pátria nos atribuem tarefas de grande responsabilidade. É preocupante identificarmos, por vezes, certo ufanismo e excesso de entusiasmo por parte de alguns espíritas. É importante também não nos esquecermos de que a Humanidade terrena é uma só, exigindo respeito mútuo entre os seus habitantes, além de um sentimento autêntico e profundo de fraternidade envolvendo encarnados e desencarnados.

As considerações com as quais iniciamos o presente texto não contradizem aquelas apresentadas pelo autor espiritual Humberto de Campos,2 quando nos relata sobre o “resplandecer [da] suave luz do Espiritismo”2 com a Codificação coordenada por Allan Kardec para orientar as “profundas transições do século XX”.2 Como parte dessas transições, realizaram-se as primeiras experiências doutrinárias e associativas espíritas em nosso país, sempre sob a direção do mundo invisível.

Pela mediunidade de Francisco Cândido Xavier, relata-nos ainda o cronista, que seria mais tarde conhecido por Irmão X, que ao findar o Primeiro Reinado Ismael reuniu-se com dedicados companheiros de luta na Espiritualidade para esclarecer que

[…] o século atual [séc. XX] […] vai ser assinalado pelo advento do Consolador à face da Terra. Nestes cem anos se efetuarão os grandes movimentos preparatórios dos outros cem anos que hão de vir. […] É preciso, pois, preparemos o terreno para a sua estabilidade moral nesses instantes decisivos dos seus destinos. Numerosas fileiras de missionários encontram-se disseminadas entre as nações da Terra, com o fim de levantar a palavra da Boa-Nova do Senhor […] a fim de que o século XX seja devidamente esclarecido, como o elemento de ligação entre a civilização em vias de desaparecer e a civilização do futuro, que assentará na fraternidade e na justiça […].2

Analisando a paisagem brasileira sob o aspecto espiritual, observa-se que o nosso país está povoado de ideologias e grupos religiosos refletindo a paisagem do novo século já iniciado. Cabe aos adeptos da Doutrina Espírita, que são também seguidores do Evangelho de Jesus, concentrar suas atividades no esclarecimento e na educação dos Espíritos.
Prosseguimos com mais uma observação de Irmão X na obra já referida:

[…] Só o legítimo ideal cristão, reconhecendo que o reino de Deus ainda não é deste mundo, poderá, com a sua esperança e com o seu exemplo, espiritualizar o ser humano, espalhando com os seus labores e sacrifícios, as sementes produtivas na construção da sociedade do futuro.2

A essência da transformação que se opera em nosso planeta tem um caráter intelecto-moral. Em outras palavras, o objetivo central da transição iniciada é a compreensão da realidade espiritual da vida e o desenvolvimento da verdadeira fraternidade universal. Os objetivos já estão delineados desde a mensagem sublime ditada a Moisés, relembrada e exemplificada por Jesus, e enfatizada pelos Espíritos que presidem a revelação da Doutrina Espírita na expressão simplificada do amor a Deus e ao próximo.3

É importante para nós, adeptos do Espiritismo em nosso país, não nos esquecermos da humildade. Não há privilegio nessa tarefa, mas apenas objetivos elevados a serem perseguidos também pelos irmãos de Doutrina de outras nações. Não existem fronteiras para as relações da verdadeira fraternidade. Mantenhamo-nos unidos nessa tarefa de caráter universal, exemplificando o amor e a solidariedade que deverão caracterizar a Terra como mundo de regeneração.



Referências:
1 Franco, Divaldo P. Transição planetária. Pelo Espírito Manoel Philomeno de Miranda. 2. ed. 2. reimp. Salvador: Leal, 2010. Introdução.
2 Xavier, Francisco C. Brasil, coração do mundo, pátria do evangelho. Pelo Espírito Humberto de Campos. 34. ed. 8. imp. Brasília: FEB, 2015. Cap. 22 e 30.
3 Kardec, Allan. O evangelho segundo o espiritismo. Trad. Guillon Ribeiro. 131. Ed. 6. imp. (Edição Histórica.) Brasília: FEB, 2015. Cap 1.

Fonte: Revista Reformador, janeiro/2007

Escolhas

Um piloto de um caça sobrevoa uma zona de conflito, ele olha para baixo e vê que seu alvo é uma escola, a escola está cheia de crianças em horário de aula, ele então segue com o plano, mira e dispara míssil que mata imediatamente 25 pessoas, sendo 15 delas crianças. Um dos poucos repórteres que ainda se arriscavam a permanecer na região filma o resgate das vítimas, a notícia e as imagens correm o mundo e muitos se perguntam: O que leva uma pessoa a cometer uma atrocidade destas?

Imaginemos por exemplo que este mesmo piloto um dia com 8 anos de idade e estudando em uma escola similar resolvesse acender o pavio de uma bomba para, de forma planejada e consciente, matar igualmente cerca de 25 pessoas. Seria imediatamente considerado um doente, um psicopata e logo seria levado para uma instituição para tratamento de doentes mentais perigosos. Mas não é o caso deste piloto de avião, ele foi uma criança normal, se comportava normalmente, tinha amigos e era considerado um ótimo filho pela sua mãe (claro que todas mães sempre acham seus filhos ótimos), ele chegou à idade adulta e resolveu seguir a carreia militar, o que encheu sua família de orgulho.

Quando criança ele assistiu ao filme Top Gun – Ases Indomáveis e como todo menino daquela época ele também sonhou em ser um piloto de caça. E após anos de treinamento chegou o dia em que todo homem das armas espera a oportunidade de ser útil, de mostrar sua coragem e lealdade, de fazer valer seus anos de treinamento e dedicação, de provar para todos o seu valor justificando o seu alto status dentro da carreira das forças armadas que sempre lhe renderam um bom salário e uma boa condição social para sua família. Iniciada uma guerra ele primeiro faz missões de reconhecimento com moderno equipamento fotográfico, enfrenta a artilharia anti-aérea, vê companheiros seus serem abatidos e morrerem nas mãos do inimigo. Ele despeja bombas sobre as linhas inimigas no meio do deserto e vai se acostumando com o caos e a morte.

Este piloto começa então a imaginar que civis podem estar entre as vítimas de seus ataques no chamados “danos colaterais”, mas sua vontade de cumprir o dever para com seus superiores e para com a nação fala mais alto. Como todo piloto neste tipo de missão ele é cobrado a acertar os alvos designados sem nunca questionar, ele não pode nunca falhar em uma missão, não pode errar o ponto exato designado, não pode nunca abortar e simplesmente voltar para casa. Nestas missões ele arrisca sua vida guiando uma aeronave de muitas dezenas de milhões de dólares, ele gasta tempo e combustível voando durante horas até a região dos alvos, enquanto seus companheiros de luta no solo morrem esperando pelo apoio aéreo.

Lá de cima ele enxerga o alvo e percebe que o que foi designado como um possível esconderijo de “terroristas” se trata de uma escola em uma área residencial, pelo dia e horário pode-se imaginar que estejam havendo aulas, vê minúsculos pontos que parecem ser pessoas e pode muito bem imaginar que sejam crianças. Mas ele segue com sua missão, dispara o míssil e comete esta atrocidade que só poderia ser obra de um psicopata muito doente, ele matou 25 pessoas sendo 15 crianças e não existe justificativa que se possa dar para se cometer tal crime.

Esta história é muito parecida com muitas outras que acontecem todos os dias nas guerras pelo mundo afora, mas também podemos fazer uma analogia com milhares de outras situações do dia a dia em todos os lugares e contextos, onde um indivíduo racional, inteligente, razoavelmente honesto, sóbrio e cumpridor de seus deveres vai aos poucos sendo levado pelas conveniências e pressões sociais a cometer os atos mais absurdos. Seja o policial que mata a sangue frio o bandido desarmado, o político que faz acordos sujos que tiram da saúde milhões que poderiam salvar muitos mais do que 25 pessoas. O juiz ou promotor que condenam sem piedade o homem humilde que poderiam muito bem terem percebido ser inocente. O servidor que trata o público com desleixo e insensibilidade, causando pequenos prejuízos a milhares de pessoas.

Os indivíduos que cometem estes atos, dos mais graves aos mais comuns, não passam a agir com este desrespeito pelo próximo de uma hora para a outra, estas são situações que são construídas ao longo de muitos anos, são atos conscientes, mas fruto de toda uma história, um contexto psicológico bem peculiar. Mas será que podemos então por este motivo considerar o indivíduo como inocente ou talvez menos culpado? Somente a Deus cabe julgar, mas sabemos que não se trata de um ato involuntário ou de um erro de julgamento, todo ato consciente traz suas consequências e acreditando que Deus seja bom e justo, cofiamos que ele avaliará as culpas e os méritos de cada um, em cada situação.

As diversas situações em que a vida nos coloca servem para nos testar, testar nosso caráter e permitir que com nosso livre arbítrio decidamos que caminho tomar. Não apenas as situações extremas como o momento exato em que um combatente põe o dedo no gatinho e decide ou não disparar uma arma que causa uma enorme destruição, mas também nas pequenas situações do dia a dia que, caso tomemos as decisões erradas, aos poucos vão nos colocando cada vez mais próximos do momento em que com um pequeno gesto cometeremos um grande crime.

Vejamos o exemplo do piloto. Ele teve um dia de decidir se entraria ou não em uma instituição que tem a nobre missão de proteger a nação, mas cuja especialidade consiste em matar pessoas; decidir tentar uma vaga num alto posto dentro das forças armadas com alto status, mas cuja função é pilotar uma verdadeira arma de destruição em massa, uma “Top Gun”; decidir contribuir no combate a extremistas (pelo menos na visão de seus comandantes) mas colocar em risco a vida de pessoas inocentes; até o momento em que tem que decidir entre puxar o gatilho ou abortar a missão, denunciando seus superiores por apontarem uma escola cheia de crianças como alvo e pondo fim assim à sua carreira militar.

No outro extremo dos exemplos que citamos, temos o servidor público que precisa escolher entre se curvar às conveniências políticas de seus chefes (mais preocupados com suas próprias carreiras) que ordenam aos subordinados no serviço público que escolham o caminho mais conveniente, deixando de atender o público como deveriam para não acumular serviço e manter as aparências do bom andamento da repartição, com metas e estatísticas mentirosas, ou, por outro lado, escolher atender o público com a devida atenção, causando conflitos entre este servidor e seus dirigentes. Assim como no caso do piloto de avião, estas pequenas escolhas vão aos poucos definindo o comportamento e o ambiente social e psicológico destas instituições. Os grandes atos criminosos e as grandes injustiças praticadas por pessoas que acreditam apenas estarem cumprindo o dever, são o resultado de uma longa série de adaptações às conveniências sociais por parte dos membros destas organizações.

O conhecimento da vida espiritual nos mostra que na grande maioria das vezes fomos nós mesmos que escolhemos enfrentar estes testes do nosso caráter. Vindo de uma passado em que cometemos grandes injustiças e depois tentamos nos esquivar atribuindo a culpa de nossas falhas às situações em que fomos colocados no desenrolar de uma encarnação passada, escolhemos no plano espiritual enfrentar novamente estes testes numa próxima encarnação, para realmente colocar à prova o nosso aprendizado. Talvez tenhamos afirmado no passado, quando no plano espiritual, que não havíamos desejado cometer estas injustiças de forma consciente, afirmamos também termos aprendido a lição e que não ousaríamos nos curvar às conveniências e voltar a cometer estas faltas no futuro. Então no presente em uma nova encarnação somos então novamente colocados dentro de situações similares para mais uma vez testar o nosso caráter nas pequenas escolhas do dia-a-dia.

Por isso a importância de se refletir a cada passo de nossas jornadas, cada pequena decisão aparentemente sem importância, mas que pode no futuro vir a prejudicar o próximo. Seja como patrão que respeita não só as leis mas também as necessidades de seus empregados ou como empregado que desempenha o seu trabalho com dedicação zelando pelos interesses dos seus empregadores. Seja como agente público subalterno ou em função de direção que cumpre o seu dever sem se curvar à conveniências e pressões políticas.

Ao seguir este caminho, o caminho da consciência tranquila e do respeito ao próximo, muito provavelmente perderemos as melhores oportunidades dentro de alguma carreira, seremos provavelmente substituídos por alguém mais ambicioso e mais disposto a “ganhar o mundo e perder a sua alma”, ficaremos longe das premiações públicas, perderemos promoções e aumentos. Mas é justamente nisto que consiste a vida do bom cristão, que busca a construção de uma sociedade mais justa para todos, o bom cristão está sempre disposto a sofrer um prejuízo pessoal em favor do bem coletivo, conforme encontramos em O evangelho Segundo o Espiritismo, “O homem de bem... sacrifica sempre o seu interesse à justiça.”

fonte

CONSCIÊNCIA E CONVENIÊNCIA

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As boas soluções nem sempre são as mais fáceis e as manifestações corretas nem sempre as mais agradáveis...
A trilha do acerto exige muito mais as normas do esforço maior que as saídas circunstanciais ou os atalhos do oportunismo.
Nos mínimos atos, negócios, resoluções ou empreendimentos que você faça, busque primeiro a substância "post-mortem" de que se reveste, porquanto, sem ela, seu tentame será superficial e sem consequências produtivas para o seu espírito.
Hoje como ontem, a criatura supõe-se em caminho tedioso tão só quando lhe falta alimento espiritual aos hábitos.
Alegria que dependa das ocorrências do terra a terra não tem duração.
Alegria real dimana da intimidade do ser.
Não há espetáculo externo de floração sem base na seiva oculta.
Meditação elevada, culto à prece, leitura superior e conversação edificante constituem adubo precioso nas raízes da vida.
Ninguém respira sem os recursos da alma.
Todos carecemos de espiritualidade para transitar no cotidiano, ainda que a espiritualidade surja para muitos, sob outros nomes, nas ciências psicológicas de hoje que se colocam fora dos conceitos religiosos para a construção de edifícios morais.
À vista disso, criar costumes de melhoria interior significa segurança, equilíbrio, saúde e estabilidade à própria existência.
Debaixo de semelhante orientação, realmente não mais nos será possível manter ambiguidade nas atitudes.
Em cada ambiente, a cada hora, para cada um de nós, existe a conduta reta, a visão mais alta, o esforço mais expressivo, a porta mais adequada.
Atingido esse nível de entendimento, não mais é lícita para nós a menor iniciativa que imponha distinção indevida ou segregação lamentável, porque a noção de justiça nos regerá o comportamento, apontando-nos o dever para com todos na edificação da harmonia comum.
Estabelecidos por nós, em nós mesmos, os limites de consciência e conveniência, aprendemos que felicidade, para ser verdadeira, há de guardar essência eterna.
Constrangidos a encontrar a repercussão de nossas obras, além do plano físico, de que nos servirá qualquer euforia alicerçada na ilusão? De que nos vale o compromisso com as exterioridades humanas, quando essas exterioridades não se fundamentam em nossas obrigações para com o bem dos outros, se a desencarnação não poupa a ninguém? Cogitemos de felicidade, paz e vitória, mas escolhamos a estrada que nos conduza a elas sob a luz das realidades que norteiam a vida do Espírito, de vez que receberemos de retorno, na aduana da morte, todo o material que despachamos com destino aos outros, durante a jornada terrestre.
Não basta para nenhum de nós o contentamento de apenas hoje.
É preciso saber se estamos pensando, sentindo, falando e agindo para que o nosso regozijo de agora seja também regozijo depois.

(André Luiz - Do livro "Estude e Viva", Francisco Cândido Xavier/Waldo Vieira)
 

sexta-feira, 2 de setembro de 2016

NÃO PODEMOS SERVIR A DEUS E A MAMON

Amigos e companheiros deste cantinho onde sempre temos o Estudo Mensal é sempre com muito carinho que a todos os companheiros saúdo fraternalmente com um bom dia sereno de muita paz e que espero que todos participem neste valioso estudo onde podemos entender as diferenças entre o bem o mal no sentido da riqueza..
Antes de dar começo a este tema deixo aqui o meu sincero agradecimento ao grande amigo Moisés Cerqueira pelo empenho e dedicação colocada no Estudo anterior...muito obrigado amigo......
"NÃO SE PODE SERVIR À DEUS E A MAMON" - disse Jesus
O texto "Não se pode servir a Deus e a Mamon" está no capipulo XVI do O Evangelho Segundo o Espiritismo.
Mas, quem foi Mamon?
 Mamon era um dos deuses adorados pelos sírios, no antigamente.
Ele representava as riquezas.
Por isso, suas estátuas eram fundidas em ouro ou prata.
Por isso Jesus disse:
“Ninguém pode servir a dois senhores, porque aborrecerá a um e amará a outro ou se unirá a um e desprezará o outro. Não podeis servir a Deus e as riquezas.”
Lendo estas palavras, parece que Jesus tinha horror à riqueza e muita má vontade com os ricos.
O que não é verdade.
Ao proclamar que não se pode servir a Deus e às riquezas, o Mestre refere-se ao problema do apego.
É bem próprio das tendências humanas que o indivíduo, quanto mais ganhe, mais deseje ganhar.
E, quanto mais se empolga pelas riquezas, menos sensível se faz às misérias alheias.
Então, complica-se, porque, ao invés de servir-se da riqueza para aproximar-se de Deus, afasta-se de Deus por servir à riqueza.
Vejamos estes dois exemplos:
A Condessa Paula, que está no livro O Céu e o Inferno, que enquanto encarnada foi bela, rica, de família ilustre, de qualidades intelectuais e morais.
Ela era boa, meiga e indulgente, soube administrar a fortuna levando grande parte aos necessitados.
Em sua comunicação mediúnica disse:
“Ricos, tenham sempre em mente que a verdadeira fortuna é sempre imortal, não existe na Terra; procure antes saber o preço pelo qual possa alcançar os benefícios do Todo-Poderoso.”
Já no O Evangelho Segundo o Espiritismo, temos o depoimento da Rainha de França, que não soube administrar a riqueza para o bem, e se utilizava de seu poder para humilhar seus súditos. Sua comunicação após a desencarnação dizia assim:
“ Quem melhor do que eu poderá compreender as palavras de Nosso Senhor, quando Ele disse: ‘Meu Reino não é deste mundo?’
O orgulho me perdeu sobre a Terra; quem, pois compreenderia a insignificância dos reinos deste mundo, se eu não o compreendesse?
Que carreguei comigo da minha realeza terrestre?
Nada, absolutamente nada; e como para tornar a lição mais terrível, ela não me seguiu até o túmulo!
Rainha eu fui entre os homens, rainha eu acreditava entrar no Reino dos Céus.
Que desilusão!
Que humilhação, ao invés de ser recebida como soberana, vi acima de mim, mas bem acima, homens que eu acreditava pequenos e que desprezei porque não eram de um sangue nobre. . .”
Por isso, Pascal disse:
“O homem não possui seu, senão aquilo que pode levar deste mundo. O que é, então, que possuímos?
Nada do que se destina ao uso do corpo, e tudo o que se refere ao uso da alma: a inteligência, os conhecimentos, as qualidades morais . . .”
"O problema é quando o dinheiro deixa de ser um meio de vida e se converte na finalidade dela, quando deixamos de ser senhores do dinheiro e nos transformamos em escravos dele.
O portador de dinheiro amoedado esquece que está na Terra para evoluir, não para acumular bens materiais de que jamais usufruirá, ainda que estenda por muitos anos a jornada humana."
Porque assim é como um homem que, ao ausentar-se para longe, chamou os seus servos e lhes entregou os seus bens.
E deu a um cinco talentos, e a outro dois, e a outro deu um, a cada um segundo a sua capacidade, e partiu logo.
O que recebera pois cinco talentos, foi-se, e entrou a negociar com eles e ganhou outros cinco.
Da mesma sorte também o que recebera dois, ganhou outros dois.
Mas o que havia recebido um, indo-se com ele, cavou na terra, e escondeu ali o dinheiro de seu senhor.
E passando muito tempo, veio o senhor daqueles servos, e chamou-os a contas.
E chegando-se a ele o que havia recebido os cinco talentos, apresentou-lhes outros cinco talentos, dizendo:
 Senhor, tu me entregaste cinco talentos; eis aqui tens outros cinco mais que lucrei.
Seu senhor lhe disse:
Muito bem, servo bom e fiel; já que foste fiel nas coisas pequenas, vou dar-te a intendência das grandes; entra no gozo do teu senhor.
Da mesma sorte apresentou-se também o que havia recebido dois talentos, e disse: Senhor, tu me entregaste dois talentos, e eis aqui tens outros dois que ganhei com eles. Seu senhor lhe disse:
Bem está, servo bom e fiel; já que fostes fiel nas coisas pequenas, vou dar-te a intendência das grandes; entra no gozo de teu senhor.
Chegando também o que havia recebido um talento, disse:
Senhor, sei que és homem de rija condição; Colhes onde não semeaste, e recolhes onde não espalhaste; e temendo me fui, e escondi o teu talento na terra; eis aqui tens o que é teu.
E respondendo o seu senhor, lhe disse: Servo mau e preguiçoso, sabias que colho onde não semeei, e que recolho onde não tenho espalhado.
Devias logo dar o meu dinheiro aos banqueiros, e vindo eu, teria recebido certamente com juro o que era meu.
Tirai-lhe, pois, o talento, e dai-o ao que tem dez talentos.
Porque a todo o que tem, vamos dar, e terá em abundância; e ao que não tem, tira.se até o que parece que tem.
 E ao servo inútil, lançai-o nas trevas exteriores: ali haverá choro e ranger de dentes. (Mateus, xxv: 14-30).
Amigos é assim que cada um de nós deve fazer render e colher o que cada um de nós pode semear no cultivo da Seara de Jesus...........

Jesus nos deixou orientações para todos os setores da nossa vida, para que pudéssemos nos conduzir nesta caminhada evolutiva na terra, e com os esclarecimentos da doutrina, essas orientações se ampliam ainda mais.
Neste capitulo Servir a Deus e a Mamon, fala sobre bens materiais.
Jesus utilizou varias parábolas para exemplificar. O bom uso e o mau uso do dinheiro, o apego excessivo ao material, a utilidade da riqueza, as desigualdades, etc.
Nas perguntas do Livro dos Espiritos:
“712. Com que fim Deus fez atrativos os gozos dos bens materiais?
 Para instigar o homem ao cumprimento da sua missão e também para prová-lo na tentação.
712-a. Qual o objetivo dessa tentação?
Desenvolver a razão que deve preservá-lo dos excessos.
Deus na sua infinita sabedoria colocou o atrativo do prazer na posse e no uso dos bens materiais, para estimularmos ao cumprimento da nossa missão.
Para que o planeta possa evoluir é necessário que os seus habitantes se esforcem intelectualmente e fisicamente para progredir e também Deus quis prová-lo pela tentação, que o arrasta ao abuso, do qual a sua razão deve se esforçar para livrá-lo.
Assim nos foi ensinando com parabolas para entendermos as diferenças entre as duas situações diferentes:
Salvação dos rico
Quando Jesus disse ao jovem:
“Se você quer ser perfeito, vá, venda tudo o que tem, dê o dinheiro aos pobres, e você terá um tesouro no céu.
Depois, venha e siga-me”.
Esclarecimento:
Ele não quis dizer que devemos nos livrar de tudo o que temos para entrar no reino de Deus.
Foi para exemplificar que podemos ser honestos, não fazer mal a ninguém, não maldizer o próximo, não ser inconsequente nem orgulhoso, respeitar seus pais e, ainda assim, não ter a verdadeira caridade, porque sua virtude não vai até o desapego dos bens materiais.
Em outras palavras, que fora da caridade não há salvação.
Guardai-vos da Avareza:
Um homem pede a Jesus que faça com que seu irmão divida seus bens com ele.
Jesus diz a ele que não era sua função, e conta-lhe uma parábola.
O campo de um homem rico tinha dado abundantes frutos e teve a ideia de fazer celeiros maiores para armazenar para que tivesse provisões para muitos anos, Jesus diz:
Homem bobo que a morte pode vir buscá-lo e para quem ficará tudo isso que juntou?
Entendimento:
Duas lições:
 É comum as pessoas aproximarem-se do espiritismo para que os espíritos ofereçam soluções para seus problemas, favorecendo facilidades e privilégios.
E não é esse o objetivo da doutrina.
Quem amontoa coisas com certeza perderá pelo excesso ou irá se prender a eles, mas um dia, a vida o obrigará a deixar tudo o que acumulou.
Jesus em casa de Zaqueu:
Para escândalo de todos, principalmente de seus discípulos, ao chegar a Jericó, Jesus oferece-se para se hospedar em casa de Zaqueu, homem rico e ainda publicano; dois motivos bastante fortes para que o cobrador de impostos fosse o último dos habitantes daquele lugar onde Jesus se hospedaria, segundo entendimento da época.
Pensava-se que os possuidores de bens materiais estavam irremediavelmente condenados ao sofrimento eterno, devido ao apego à matéria, considerada a fonte do mal.
Mas Ele foi muito bem recebido por Zaqueu, que, feliz, após expor os benefícios que a sua fortuna proporcionava a várias famílias da região, propôs-se a distribuir parte de seus recursos financeiros e a ressarcir generosamente a aqueles que porventura houvesse prejudicado.
Esclarecimento
Alan Kardec afirma que “a riqueza é, sem dúvida, uma prova mais arriscada, mais perigosa que a miséria, em virtude das excitações e das tentações que oferece, da fascinação que exerce.
É o supremo excitante do orgulho, o egoísmo e da vida sensual”.
A riqueza não é, em si, boa ou má.
Mau, é o homem que dela abusa.
A riqueza bem aproveitada traz muitos benefícios, gera empregos a muitas pessoas, realiza muitas obras para a melhoria do nosso planeta,
Todo esse trabalho exige pesquisa, que desenvolve a inteligência, expande a capacidade humana de resolver problemas.
Sem dúvida, é poderoso elemento de progresso.
Por isso, cabe ao homem extrair dela todo o bem possível.
Parábolas do talento:
Essa é mais conhecida, um senhor vai viajar entrega dinheiro a cada um dos seus servos, para que cada um dispusesse da forma que bem entendesse, mas quando chegasse, eles deveriam prestar contas do que tinha feito com o que receberam, dois deles devolveram mais do que haviam recebido, demonstrando assim, que empregaram bem o dinheiro, e o outro por medo de perder, enterrou o dinheiro, e o senhor, não se mostrou nada satisfeito com mau uso empregado do seu dinheiro.
Entendimento
As aptidões e virtudes que se temos são os nossos talentos, são ferramentas com as quais devemos trabalhar para o nosso próprio bem e o bem geral de todos.
Todos possuem talentos para alguma coisa, para as artes, para a administração, para o desporto, para o comércio, para a política, para a religiosidade, para o ensino ou outros ramos quaisquer das atividades humanas.
São todas ferramentas que, se bem utilizadas, multiplicam-se, em nós.
Produzem em âmbito geral: elevação de sentimentos nas artes, disciplina na administração, estímulos no desporto, fartura no comércio, justiça na política, elevação espiritual na religiosidade e capacitação no ensino.
Por isso não devemos enterrar os talentos que recebemos, por medo, por preguiça, temos que colocá-los em pratica, para assim progredirmos, e melhorarmos ainda mais o que recebemos, e isso só conseguindo, através de esforços e muito trabalho.
“Disse-lhes o Senhor:
Bem está, bom e fiel servo.
Sobre o pouco foste fiel, sobre o muito te colocarei.”
Desse modo, considerando que pela Lei da Reencarnação o ser sempre progride, os ricos de hoje poderão receber no futuro novas incumbências de realizações que necessitem administradores experientes, bem assim, os que falharam em suas provas poderão ser convidados a se submeterem a novo estágio, renascendo como aprendizes, administrando poucos recursos que lhes serão concedidos como objeto de novo aprendizado.
Desigualdade das riquezas
811-“Será possível e já terá existido a igualdade absoluta das riquezas”?
“Não; nem é possível. A isso se opõe a diversidade das faculdades e dos caracteres.”
811-a) “Há, no entanto, homens que julgam ser esse o remédio aos males da sociedade. Que pensais a respeito?”
“São sistemáticos esses tais, ou ambiciosos cheios de inveja.
Não compreendem que a igualdade com que sonham seria a curto prazo desfeita pela força das coisas.
Combatei o egoísmo, que é a vossa chaga social, e não corrais atrás de quimeras.”
É impraticável, portanto, a igualdade das riquezas entre os homens.
Se toda a riqueza fosse bem  distribuída, todos ficariam impossibilitados de realizações em favor da coletividade e utilizariam a pequena parte que lhes pertencessem apenas para si mesmo. Esse fato anularia a possibilidade de conviver com a experiência de caridade, e de desenvolver a razão que alerta para os abusos, e também a motivação, causando o estacionamento da evolução natural tanto do homem quanto do planeta.
Além disso, em pouco tempo, as aptidões e os caracteres individuais, fariam com que essa igualdade se desfizesse.
Os mais aptos, os mais trabalhadores, os mais corajosos, os empreendedores, se diferenciaria dos demais, e com certeza iriam adquirir mais.
Todos nós temos conhecimento da postura materialista que domina este mundo, isso se dá devido ao atraso espiritual da maioria dos espíritos que aqui habitam.
Mas para aqueles que acreditam numa vida futura melhor, como Jesus nos disse; não podemos encarar a vida da mesma forma do que todos os homens.
Os Espíritos superiores nos alerta a termos domínio sobre o mundo material e não a sermos escravos dele, como ocorre largamente.
E resumindo o que aprendemos com as parábolas:
Ter desapego as coisas materiais, aproveitá-las para o nosso bem e de todos, pois nada é nosso, tudo, ficará aqui quando partirmos.
 Tudo que se tem em excesso, e, é mal aproveitado se perde, se estraga, isso nos exalta a caridade, doemos aquilo que temos em excesso, e que às vezes nem utilizamos mais, pode ser útil a alguém.
Lembremos que ter não é mal, mas que devemos dar uma utilidade boa a tudo, e não nos tornarmos egoístas e avarentos.
 E não enterremos nossos talentos, por medo ou por preguiça, para que possamos quando voltar, mostrar a Deus que utilizamos o máximo o que tínhamos, para fazer nossa parte e melhorar este mundo.
“O senhor não te identificará pelos tesouros que ajuntaste, pelas bênçãos que retiveste, pelos anos que viveste no corpo físico.
Reconhecer-te-á pelo emprego dos teus dons, pelo valor de tuas realizações e pelas obras que deixaste, em torno dos próprios pés”.
Vale colocarmos limites nos excessos materiais; vale o sacrifício; vale a disciplina; vale o esforço em participar, na educação das crianças, na dos jovens, nas causas ecológicas, na defesa dos animais, vale a pena estarmos aqui, tudo vale a pena, para nos melhorar e ajudar este mundo, a também ficar melhor...............
Amigos assim podemos viver uma vida com mais dignidade e ajudar-mos os outros fazendo sempre a caridade.............
Amigos com um abraço sincero de muita sinceridade este vosso amigo..


Manuel Altino 
fonte:  http://www.forumespirita.net/fe/estudos-mensais/capitulo-xvi-servir-a-deus-e-a-mamon/?utm_source=feedburner&utm_medium=email&utm_campaign=Feed%3A+forumespirita+%28Forum+Espirita+email+news+100+topicos%29#.V8mS2DW500c

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Os dez mandamentos e o fenômeno da Pneumatografia

Há mais de 3500 anos, Moisés recebeu no Monte Sinai os dez mandamentos.

O Monte Sinai é uma região considerada sagrada pelo Cristianismo, Judaísmo e Islamismo, localizada ao Sul da península do Sinai, no Egito. É também conhecido como Monte Horeb ou Jebel Musa, que, em árabe, significa “Monte de Moisés”.

Embora exista vasta literatura sobre o decálogo, a forma pela qual se deu o processo de recepção dos ensinos, considerados de origem divina, é desconhecida ou raramente comentada. Poucos estudiosos trataram do assunto especificamente.

Pelos registros bíblicos, em Deuteronômio (5:6-21), após conduzir os israelitas que haviam sido escravizados no Egito, atravessar o Mar Vermelho e se dirigir ao Monte Horeb, na Península do Sinai, ali, no sopé do Monte, as Tábuas da Lei teriam sido escritas diretamente por Deus e entregues a Moisés. Como as duas tábuas originais foram quebradas, – em reação colérica do legislador hebreu diante da observação de que o povo havia construído um Bezerro de Ouro e o adorava – Deus reescreveu outro conjunto de leis, conforme registrado em Êxodo (34:1).

Curiosamente, o decálogo em sua língua original, o hebraico, é constituído de 613 letras, o mesmo número que integra a Torá, o conjunto dos demais ensinos recebidos e registrados por Moisés em pergaminho.

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Qual seria a explicação espírita sobre a inscrição do decálogo nas duas tábuas de pedra?

A Bíblia é um conjunto de livros que constitui o Velho e o Novo Testamento, repletos de fenômenos mediúnicos. Partamos do princípio de que Moisés era médium. Um intermediário entre a Vontade Divina e a liderança daquele povo de Israel, ainda de costumes rudimentares e, às vezes, até bárbaros. O profeta da primeira revelação no Ocidente estava só, no monte, sem a companhia de seus seguidores ou de qualquer outra pessoa. Um “fogo”, resultado de fenômeno mediúnico de efeitos físicos, separava Moisés do povo que teve medo de atravessar as labaredas. Sabemos que, espiritualmente, ele não se encontrava sozinho, pois certamente recebia a influência direta dos planos superiores da vida naquele momento ímpar de concentração individual, que resultaria em algo absolutamente definitivo e transformador para a história religiosa das civilizações ocidentais: a revelação de um Deus único, em oposição à crença pagã comum no politeísmo.

Uma possível interpretação espírita do ocorrido conduziria ao entendimento de que o médium Moisés recebeu pela escrita direta, em tábuas de pedra, o decálogo, um conjunto de dez ensinos sobre o comportamento do ser humano em relação a Deus e a seu próximo.

A pneumatografia (do grego pneuma – sopro ou espírito + graphein – escrever) é termo criado pelo Codificador do Espiritismo para denominar o tipo de fenômeno mediúnico em que um espírito se comunica por via escrita sem o auxílio de um médium escrevente ou psicógrafo. É, também, conhecida por escrita direta.

O fenômeno está classificado pelos Espíritos, em O livro dos médiuns, como mediunidade de efeitos físicos, mesmo contra a opinião de Allan Kardec que o preferiria na classe dos fenômenos de efeitos inteligentes. A explicação é a seguinte:

Os efeitos inteligentes são aqueles para cuja produção o Espírito se serve dos materiais existentes no cérebro do médium, o que não se dá na escrita direta. A ação do médium é aqui toda material, ao passo que no médium escrevente, ainda que completamente mecânico, o cérebro desempenha sempre um papel ativo.

Na pneumatografia, dispensa-se o uso do lápis, como adotado na psicografia, ou do teclado, como mais recentemente empregado na “psicodigitação”.  Então, o Espírito escreveria diretamente, sem intermediário, dispensando a “mão” de um médium.

Todavia, não se prescinde da figura do médium, indispensável para a realização de qualquer fenômeno mediúnico, seja de efeitos inteligentes ou físicos. Nestes últimos, o médium doa o ectoplasma, o fluido animalizado, para que o Espírito possa atuar na realidade material.

É o próprio Kardec quem explica na Revista Espírita como o fenômeno se dá:

Para escrever dessa maneira, o Espírito não se serve das nossas substâncias, nem dos nossos instrumentos. Ele próprio fabrica a matéria e os instrumentos de que há mister, tirando, para isso, os materiais preciosos, do elemento primitivo universal que, pela ação da sua vontade, sofre as modificações necessárias à produção do efeito desejado. Possível lhe é, portanto, fabricar tanto o lápis vermelho, a tinta de imprimir, a tinta comum, como o lápis preto, ou, até, caracteres tipográficos bastante resistentes para darem relevo à escrita.

A principal razão para a ocorrência do fenômeno é a comprovação da intervenção de um poder oculto, uma inteligência externa que se manifesta e transmite sua vontade.

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Nada mais adequado para registrar, há cerca de 3,5 milênios, o início da história religiosa monoteísta do que o acontecimento marcante da inscrição direta em tábuas de pedras das leis fundamentais, que continuam até hoje a reger as relações dos homens entre si e com Deus.

Um fenômeno natural, raro certamente, mas especial em sua essência, que contou com a presença dos Espíritos Superiores, segundo a Vontade do Criador e a supervisão do Governador Espiritual da Terra, Jesus.

Ali, naquele momento crucial para a trajetória evolutiva da Humanidade, já se assinalavam os primeiros passos, prenunciando os novos tempos que haveriam de vir, atualmente confirmados pelas luzes do Consolador Prometido.

Referências:
BÍBLIA online.com.br. Disponível em: . Acesso em: 22 ago. 2016.
DEZ mandamentos. Disponível em:. Acesso em: 21 ago. 2016.
KARDEC, Allan. O livro dos médiuns. Tradução de Guillon Ribeiro. 81. ed., 5. imp. Brasília: FEB, 2016. it. 189.
______. Pneumatografia ou escrita direta. Revista Espírita, v. 2, n. 8, ago. 1859. Tradução de Evandro Noleto. 3. ed., 2. imp. Brasília: FEB, 2009.


Fonte: FEB, autor Geraldo Campetti Sobrinho.

Os "Bam Bam Bans", insignificantes de sempre

  Pesquisa conduzida por psicólogos da Universidade da Califórnia, Davis, nos Estados Unidos e publicada no periódico Journal of Personality and Social Psychology, confirma a existência de pessoas com personalidade “desprezível” (arrogante).
Os psicólogos desenvolveram um teste de personalidade envolvendo 960 voluntários que também tiveram que responder a testes relacionados à raiva, nojo, inveja, orgulho, perfeccionismo e narcisismo. Os pesquisadores acreditam que indivíduos arrogantes apresentam resquícios de narcisismo, psicopatia e maquiavelismo. Isso porque essas pessoas sempre veem os outros como piores (inferiores) e não têm problema em manipulá-los.
Outros experimentos realizados pela mesma equipe sugerem ainda que as pessoas arrogantes têm mais tendência a serem racistas, além de serem péssimas influências nos relacionamentos. Os pesquisadores acreditam que esses sujeitos tendem a ter baixa autoestima e ansiedade.
A arrogância pode ser interpretada, em linhas gerais, como aquele comportamento que visa demonstrar que o indivíduo é no mínimo “igual” ou quase sempre superior aos demais, de modo a produzir impacto sobre os outros. Esse impacto pode incluir admiração, galanteios, reverência, proeminência ou até mesmo “olho gordo”. Entretanto, muitas vezes produz uma avaliação negativa, podendo fazer com que os outros considerem esse indivíduo arrogante, pedante, desprezível e, por conseguinte, procurem afastarem-se ou desprezarem.
A arrogância é uma expressão da obsessão de alguém querer ser maior, mais inteligente, mais grandioso e mais importante do que as outras pessoas, para compensar o que está faltando em si mesmo. Por sentir-se (inconscientemente) tão pequeno e insignificante, o arrogante precisa parecer maior do que é para provar que, na verdade, é insubstituível e especial.
Para contrapesar o medo de não ser evoluído o suficiente, adota a ilusão do “sou mais importante que você”, “sou mais inteligente que você” e pode de fato  acreditar que é mais perfeito do que aqueles à sua volta, até mesmo nas hostes espíritas. O arrogante ajusta a fachada perfeita, consentindo ser manipulador, insensato, controlador e transgressor de regras da boa maneira. Olha de cima a baixo com “obséquio” para as pessoas que considera inferiores.
Sempre que nos incomodamos pela conduta dos outros e fazemos juízos de valor, em vez de condenar e comparar as nossas diferenças do tipo “elas são umas toupeiras”, “elas parecem que não raciocinam”, ou “eu sou o bam bam bam em questões de conhecimento espirita” etc., seria prudente silenciarmos , refletirmos e não manifestarmos  esses rompantes.
Urge avaliar se isso não é um distúrbio, pois que estamos lançando sobre os outros os entulhos de nossos pendores desprezíveis. Em verdade a nossa arrogância está servindo como mecanismo de defesa para que não vejamos em nós mesmos a nossa rotunda insignificância perante os comparados.
Em suma, esse inchado de prepotência, sem o antídoto da humildade, invariavelmente nos resumirá a uma personalidade desprezível, impenetrável impedindo de se fazer uma autocrítica correta e reconhecer os nossos pendores nebulosos, os nossos comportamentos destrutivos e quais das nossas tendências são e não são admissíveis.
Se debelarmos de nós a arrogância, alcançaremos vitória sobre nosso egoísmo, causa máxima dos amplos males da Humanidade. Se formos humildes, trataremos todos como companheiros, amigos e irmãos (como diz a música), e não mais nos sentiremos adversários e inimigos de quem quer que seja.
Se nos conduzirmos numa linha de inteira fraternidade, com certeza, fugirão de nossos corações a arrogância e a vaidade. Entretanto que nossa humildade não seja apenas aquela atitude envernizada, que ainda em nós reside, mas a simplicidade legítima e espontânea, a fim de recebermos a verdadeira luz e penetrarmos no entendimento de tudo quanto Jesus nos ensinou.


                  Jorge Hessen

fonte: http://www.forumespirita.net/fe/outros-temas/os-bam-bam-bans-insignificantes-de-sempre/?utm_source=feedburner&utm_medium=email&utm_campaign=Feed%3A+forumespirita+%28Forum+Espirita+email+news+100+topicos%29#.V8mQojW500c



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