NOSSA HISTÓRIA

Grupo Espírita Mensageiros da Luz



Fundada em 18 de junho de 1985 . Nossas atividades se iniciaram na sede do Clube Cultural dos Violeiros de Gravataí onde fomos recebidos com muito carinho e respeito. Ali desenvolvemos os trabalhos de estudo doutrinário e formação de grupos de trabalhos. Procedente do Grupo Espirita Nosso lar em Gravataí, onde participei por 4 anos como voluntário e palestrante, eu, Carlos Eduardo Muller, resolvi fundar nossa casa espírita no Parque dos Anjos . Foi uma tarefa executada com muita alegria e acompanhada de pessoas interessadas em desenvolver um grupo de estudos para que posteriormente a casa prestasse atendimento ao público. Nosso grupo contou inicialmente com a irmã Bernadete Antunes, irmã Kátia Pisoni, irmã Maria Guiomar, irmã Ieda R. Rosa, irmã Elisabete, irmão Miguel Cardoso, irmão Everton da Silva Cardoso, irmã Eni, e dirigindo as atividades Carlos Eduardo Muller. Foram 13 anos de muito aprendizado neste local, e nenhuma dificuldade nos impediu de impulsionar cada vez mais a Doutrina Espírita, pois somente através de muito esforço conseguiríamos atingir nosso objetivo: Ter uma casa Espírita com irmãos preparados espiritualmente e conhecedores da doutrina ditada pelos espíritos a Allan Kardec. Só o fato de manter um grupo em plena atividade ja era uma vitória. Todos sabíamos das responsabilidades em conduzir um trabalho 100% filantrópico. Como em todas as casas espíritas, tambem a nossa sofria e sofre com a rotatividade de colaboradores, fato compreendido por todos nós espíritas. Foram muitos os colaborabores que passaram e contribuiram de alguma forma para o crescimento do grupo. Por opção, alguns foram em busca de outros grupos e outros não conseguiram acompanhar as atividades pelo tamanho da responsabilidade que nos é dada.

Neste período criamos o programa " UM DIA SÓ PRA MIM " normalmente promovido a cada ano. São encontros promovidos com intuito de reunir pessoas da comunidade e outros grupos espíritas durante um dia inteiro com palestras variadas e trocas de informações e sugestões pelos participantes. Neste dia todos se manifestam de alguma forma no sentido de fortalecer os laços que nos unem. O primeiro encontro foi realizado na casa da irmã Eni onde tivemos a participação de aproximadamente 60 pessoas da comunidade e outros grupos. A partir deste, passamos a executar o programa anualmente. Dentre os palestrantes que nos auxiliaram nestes encontros tivemos Nazareno Feitosa procedente de Brasília DF, que aproveitando nosso evento tambem promoveu palestras em casas espíritas de Porto Alegre . Tambem contamos com a participação do dr. José Carlos Pereira Jotz que brindou os presentes com o tema medicina e saúde .

Em 1998 surgiu a oportunidade de mudança de endereço. Foi só a partir deste ano que conseguimos então organizar melhor as atividades do grupo. Foi uma experiência valiosa. Promovemos a partir de então campanhas de arrecadação de roupas e alimentos para irmãos em dificuldades e quando possível fazíamos o Sopão Comunitário para famílias mais nescessitadas, programas que reativaremos quando possível.

Mas foi somente em 31 de julho de 2007 que o Grupo Espírita Mensageiros da Luz foi definitivamente registrada , tendo então uma diretoria formada e um estatuto social . Nesta data em assembléia realizada com a participação de 30 pessoas foi dado posse após votação unânime a diretoria da Sociedade Espírita Mensageiros da Luz, tendo como Presidente a irmã Maira Kubask de Arruda e como vice Carlos Eduardo Muller. Participaram desta Assembléia , votaram e foram considerados oficialmente Sócios Fundadores as seguintes pessoas: Alexandre Fabichak Junior, Iliani Fátima Weber Guerreiro, Maira Kubaski de Arruda, Alex Sander Albani da Silva, Alexsandra Siqueira da Roda Silva, Xenia Espíndola de Freitas, Terezinha Richter, Valéria Correia Maciel, Richeri Souza, Carla Cristina de Souza, Miriam de Moura, Maria Guiomar Narciso, Neusa Marília Duarte, Elisabete Martins Fernandes, Leandro Siqueira, Paulo dos Santos, Carlos Eduardo Muller, Camila Guerreiro Bazotti , Sislaine Guerreiro de Jesus, Luiz Leandro Nascimento Demicol, Vera Lucia de Oliveira Nunes, Ieda Rocha da Rosa, Marlon Esteves Bartolomeu, Ricardo Antonio Vicente, Miguel Barbosa Cardoso, Everton da Silva Cardoso, Maria Celenita Duarte, Vera Regina da Silva, Rosangela Cristina Vicente, e Bernadete Antunes. Todos os atos foram devidamente registrados em cartório e constam no livro ata de fundação, sob o número 54822 do livro A-4 com endossamento jurídico do Dr. Carlos Frederico Basile da Silva, advogado inscrito na OAB/RS 39.851.

Durante os meses de maio e junho de 2011 nossa casa promoveu com apoio da Federação Espirita do Rio Grande do Sul e da Ume, um curso de desenvolvimento Mediúnico ministrado as quintas feiras das 19 as 21 horas. Tivemos em média 40 participantes por tema ministrado com a inclusão de mais 4 casas espíritas de Gravataí , alem dos trabalhadores da nossa casa, fortalecendo desta forma os laços de amizade, assim como , o aperfeiçoamento de dirigentes e o corpo mediúnico das Casas Espíritas.

Hoje, nossa Casa Espírita assume uma responsabilidade maior e conta com grupo de estudos, atendimentos de passes isolado e socorro espiritual, magnetismo, atendimento fraterno , evangelização infantil, palestras, prateleira comunitária (arrecadação de alimentos para famílias carentes), representa o DECOM (departamento de comunicação da UME de Gravataí) , bem como leva ao público em geral informações valiosas através do nosso blog: www.carlosaconselhamento.blogspot.com

Departamentos

DIJ - Depto da Infância e Juventude
Coordenadora: Irmã Sislaine
DAFA- Depto da Família
Coordenadora: Irmã Flávia
DEDO - Depto Doutrinário
Coordenador- Irmão Carlos
DECOM- Depto de Comunicação Espírita
Coordenador : Irmão Carlos
DAPSE - Depto de Assistência Social Espírita
Coordenadora: Irmã Terezinha




QUEM SOU EU E O QUE APRENDÍ

SOU EU E O QUE APRENDI
Alguem que busca conquistar a confiança no ser humano para poder acreditar que o mundo pode ser melhor.Aprendi que, por pior que seja um problema ou uma situação, sempre existe uma saída.Aprendi que é bobagem fugir das dificuldades.Mais cedo ou mais tarde,será preciso tirar as pedras do caminho para conseguir avançar.Aprendi que, perdemos tempo nos preocupando com fatos que muitas vezes só existem na nossa mente.Aprendi que, é necessário um dia de chuva,para darmos valor ao Sol. Mas se ficarmos expostos muito tempo, o Sol queima. Aprendi que , heróis não são aqueles que realizaram obras notáveis. Mas os que fizeram o que foi necessário ,assumiram as consequências dos seus atos. Aprendi que, não vale a pena se tornar indiferente ao mundo e às pessoas.Vale menos a pena, ainda,fazer coisas para conquistar migalhas de atenção. Aprendi que, não importa em quantos pedaços meu coração já foi partido.O mundo nunca parou para que eu pudesse consertá-lo. Aprendi que, ao invés de ficar esperando alguém me trazer flores,é melhor plantar um jardim.Aprendi que, amar não significa transferir aos outros a responsabilidade de me fazer feliz.Cabe a mim a tarefa de apostar nos meus talentos e realizar os meus sonhos. Aprendi que, o que faz diferença não é o que tenho na vida, mas QUEM eu tenho.E que, boa família são os amigos que escolhi.Aprendi que, as pessoas mais queridas podem às vezes me ferir.E talvez não me amem tanto quanto eu gostaria,o que não significa que não me amem muito,talvez seja o Maximo que conseguem.Isso é o mais importante. Aprendi que, toda mudança inicia um ciclo de construção,se você não esquecer de deixar a porta aberta. Aprendi que o tempo é muito precioso e não volta atrás.Por isso, não vale a pena resgatar o passado. O que vale a pena é construir o futuro.O meu futuro ainda está por vir.Foi então que aprendi que devemos descruzar os braços e vencer o medo de partir em busca dos nossos sonhos.

GRUPO ITINERANTE

GRUPO ITINERANTE
SE NO SEU BAIRRO OU CIDADE NÃO EXISTE CASA ESPÍRITA ENTRE EM CONTATO CONOSCO PARA LEVARMOS O EVANGELHO DE JESUS ATÉ O SEU LOCAL.
É NECESSÁRIO DISPOR DE LOCAL PARA PALESTRA E PASSES. CONTATO: gemluz@bol.com.br


SENHOR JESUS
Não nos retires dos ombros o fardo das responsabilidades com o qual nos ensina a praticar entendimento e cooperação, mas auxilia-nos a tranportá-lo, sob os teus desígnios. Não nos afastes dos obstáculos com que nos impeles à aquisição da confiança e não avalias as dimensões da fé, no entanto, ampara-nos Senhor, para que possamos transpô-los. Não nos desligues dos problemas com que nos impulsionas para o caminho da elevação das nossas próprias experiências, contudo, dá-nos a tua bênção, a fim de que venhamos a resolvê-los com segurança. Não nos deixes sem o convívio com os irmãos irritadiços ou infelizes, que se nos fazem enigmas no cotidiano, junto dos quais nos convidas ao aprendizado da serenidade e da paciência, mas protege-nos os corações e ilumina-nos a estrada de modo a que nos transformemos para todos eles em refúgio de apoio e socorro de amor. Enfim, Senhor, dá-nos, a cada dia, o privilégio de servir, entretanto, infunde em nossas almas o poder da compreensão e da tolerância, do devotamento e da caridade para que possamos estar contigo, tanto quanto permaneces conosco, hoje e sempre. Psicografia: F. C. Xavier - Médium "Estradas e Destinos". ed. CEU

Doutrina Espírita

Doutrina Espírita

terça-feira, 27 de janeiro de 2015

O poder da Fé

Cercados pelas atribulações do dia-a-dia, passamos a maior parte de nosso tempo ocupado com nossas obrigações e não percebemos que muitos dos desencontros e problemas do cotidiano poderiam ser resolvidos ou simplesmente afastados pela ação direta e efetiva da prece. Envoltos com a agitação das circunstâncias, temos dificuldades para nos silenciar e elevar o pensamento a Deus, pedindo assistência. É preciso conhecer as propriedades da prece para que possamos fazer dela a fonte diária de refazimento de forças e o consolo que nos rejubila e enternece.
O homem é autor da maioria de suas aflições e se pouparia de maiores angústias se agisse com sabedoria e prudência, pois essas misérias são o resultado de várias infrações das leis divinas. Se não ultrapassássemos o limite do necessário para viver, não teríamos as consequências desastrosas geradas pelos excessos.
A atitude de louvar a Criação é um hábito muito antigo e surgiu nos tempos mais remotos da antiguidade, quando o homem primitivo ainda dava seus primeiros passos em direção a Deus. Desde sua origem, o ser humano já deixava transparecer a percepção de que algo maior e mais poderoso governava sua existência. Esse sentimento inato, cujo germe foi depositado nele primeiro em estado latente, veio a eclodir e se ampliar com o passar dos tempos. Essa convicção da existência de um poder divino é o que chamamos de fé.
Muitos pensam que ela é uma virtude mística, mas, na realidade, trata-se de uma grande força atrativa. Aliada ao poder de influenciação da prece é capaz de cessar imediatamente perturbações que estão em processo de andamento. A oração é um sustentáculo para o equilíbrio da alma, mas ela não basta: é preciso que esteja sempre apoiada sobre uma fé viva na bondade do Pai.
A fé é a mãe de todas as virtudes que conduzem a Deus e a prece é sua filha primogênita. Porém, precisamos distinguir a diferença entre a fé cega e a fé racionada. A fé cega aceita o falso como verdadeiro e se choca constantemente com a razão. Levada ao excesso produz o fanatismo, impondo-se sobre tudo e exigindo a abdicação do raciocínio e do livre-arbítrio. A fé raciocinada, ao contrário, apoia-se sobre os fatos e a lógica, não deixando obscuridade alguma para trás de si.
É preciso entender aquilo em que se crê. A fé produz uma espécie de lucidez que nos faz ver a finalidade para a qual todos nos destinamos e os meios de poder atingi-la. Por isso, ela é um exercício de inteligência e um dos primeiros elementos de todo o progresso. “Não há fé inabalável senão aquela que pode encarar a razão face a face, em todas as épocas da humanidade”.
A fé também deve ser humilde e aquele que a possui coloca sua confiança no Criador mais do que em si mesmo. A fé sincera é sempre calma, dá a paciência que sabe esperar, porque tem seu ponto de apoio na compreensão. Na fé incerta, surge a ansiedade, revelando uma insegurança diante da força de Deus e de suas leis. E quando é movida pelo interesse, a pessoa tende a se tornar colérica e crê suprir suas necessidades pela violência. Por exemplo: ao se sentir intranquilo e ansioso, ela acredita que as coisas têm de acontecer segundo seus caprichos, da forma e no momento em que ela determina. A calma é sinal de confiança e de que a rogativa levada a Deus será ouvida. Já a violência é uma prova de fraqueza e dúvida sobre si mesmo e a Sabedoria Maior.
Se as pessoas fossem conscientes da força que têm em si e quisessem colocar sua vontade a serviço dela, seriam capazes de grandes realizações. Através de sua mente, o homem age sobre o fluido universal, modificando suas qualidades e dando-lhe uma impulsão irresistível. Aquele que junta ao fluido uma fé ardente, pode, apenas pela vontade dirigida para o bem, operar “fenômenos “ que não são senão a utilização das faculdades mentais e a ação de uma lei natural. Mas para isso, é necessário domar a si mesmo e às más influências do pensamento. As maneiras mais eficazes são a vontade acompanhada da prece, a oração fervorosa e os esforços sérios como meio para a renovação íntima.
(Laylla Toledo)

fonte : WWW.ADDE.COM.BR

           

Como Deus Olha Por Cada Um de Seus Filhos?

O Livro dos Espíritos

Parte Quarta – Capítulo 2

Penalidades e prazeres futuros

964 Deus tem necessidade de se ocupar de cada um de nossos atos para nos recompensar ou punir, e a maioria desses atos não são insignificantes para ele?

– Deus tem Suas leis que regem todas as vossas ações. Quando há violação da lei, a falta é vossa. Sem dúvida, quando um homem comete um excesso, Deus não pronuncia um julgamento contra ele, para dizer, por exemplo: “Foste guloso, vou te punir”. Porém, traçou um limite; as doenças e, freqüentemente, a morte, são conseqüências dos excessos: eis a punição; ela é o resultado da infração à lei. O mesmo acontece com todas as coisas.

☼ Todas as nossas ações estão submetidas às leis de Deus; não há nenhuma, por mais insignificante que pareça, que não possa ser uma violação. Ao sofrermos as conseqüências dessa violação, não devemos nos queixar senão de nós mesmos, que nos fazemos, assim, os próprios autores de nossa felicidade ou infelicidade futura.

Essa verdade torna-se clara pelo seguinte exemplo:

“Um pai dá a seu filho educação e instrução, ou seja, os meios de saber se conduzir. Dá-lhe também um campo para cultivar e diz: ‘Eis a regra a seguir e todos os instrumentos necessários para tornar este campo fértil e assegurar tua existência. Eu te dei a instrução para compreender esta regra; se a seguires, teu campo produzirá muito e te proporcionará o repouso para teus dias de velhice; caso contrário, não produzirá nada e morrerás de fome’. Dito isso, deixa-o agir por sua vontade, livremente.”

Não é verdade que esse campo produzirá de acordo com os cuidados dados à cultura e toda negligência será em prejuízo da colheita? O filho será, portanto, em sua velhice, feliz ou infeliz conforme tenha seguido ou não a regra traçada por seu pai. Deus é ainda mais previdente, porque nos adverte a cada instante se fazemos o bem ou o mal. Envia os Espíritos para nos inspirar, mas nós não os escutamos. Existe ainda a diferença de que Deus sempre dá ao homem um recurso nas suas novas existências para reparar seus erros passados, enquanto o filho de quem falamos não conta mais com isso se empregou mal seu tempo.


Tanto se questiona  sobre as razões das dores e sofrimentos terrenos se somos obra da Criação da Onipotência. E que este Criador sendo perfeita sabedoria, amor e justiça não nos daria uma condição de vida de dor e sofrimento como instrumentos para se chegar à perfeição e, consequentemente, à verdadeira felicidade.

fonte: http://www.forumespirita.net/fe/estudo-da-doutrina-espirita/como-deus-olha-por-cada-um-de-seus-filhos/?utm_source=feedburner&utm_medium=email&utm_campaign=Feed%3A+forumespirita+%28Forum+Espirita+email+news+100+topicos%29#.VMgd9iz2SPc

Férias e feriados. Lá vamos nós outra vez

Marcelo Teixeira
 No meu livro anterior – “Inquietações de um Espírita” – há um capítulo chamado “As férias e o centro espírita”. Nele, comento sobre trabalhadores e frequentadores de centros espíritas que somem por dois ou três meses quando as atividades das quais participam entram em recesso em dezembro, janeiro e fevereiro. 

Volto ao assunto por julgar pertinente e por achar que se trata de um fato mais corriqueiro – e preocupante – do que eu imaginava.

Fui responsável por alguns anos pelas escalas das reuniões públicas doutrinárias da União Municipal Espírita de Petrópolis (Umep). Certa vez, Cilene (nome fictício), expositora escalada para falar no sábado seguinte ao carnaval, me ligou dias antes do início das festas de momo. Ela iria estender o feriado além da terça-feira gorda e viajar com marido e filhos. Por isso, não poderia fazer a palestra e pediu para que eu escalasse outra pessoa. Sem problema. Trocas na escala acontecem. Além disso, todo mundo tem direito de aproveitar um feriado para dar uma relaxada.

No entanto, o que ela disse em seguida me surpreendeu. Cilene alegou que não deveria haver reunião pública doutrinária nos sábados seguintes ao carnaval. Afinal, é um feriado longo e muita gente aproveita para descansar por toda a semana. Respondi, então, que, se fosse assim, deveríamos suspender as reuniões públicas de sábado quando dos feriados de Semana Santa e Corpus Christi. E deveríamos, também, suspender toda e qualquer reunião pública que caísse em feriado (Finados, Proclamação da República, Dia do Trabalho...), fosse no sábado, quarta-feira, segunda-feira... Calhou de ser feriado em dia de reunião pública, suspende-se a reunião, pois ninguém vai e todo mundo quer descansar.

Ninguém e todo mundo costumam ser conceitos bem subjetivos. Certa vez, Reginaldo, amigo meu residente em outra cidade, ouviu do filho Mateus, de 14 anos, que não haveria reunião de mocidade no sábado seguinte. Motivo: a coordenadora de mocidade suspendera a reunião porque iria ser feriado prolongado e todo mundo iria viajar. Todo mundo quem, cara-pálida? Só se for todo mundo que essa coordenadora conhece. Como pode ela responder por todas as pessoas que frequentam o centro espírita? Reginaldo e família não iriam viajar, pois a grana estava curta. As famílias de outros jovens também iriam ficar na cidade, e por vários motivos: trabalho, compromissos sociais, falta de vontade de viajar... Em suma, vários jovens, frequentadores da mocidade, iriam ficar sem a evangelização, da qual tanto gostavam, pois todo mundo iria viajar, segundo a coordenadora.

Não sei se ela viajou. Provavelmente sim. E talvez outros aplicadores de estudo quisessem descansar no feriado prolongado. Todos têm esse direito, é claro. Mas decerto havia outros aplicadores que não iriam viajar e poderiam muito bem tocar a reunião de mocidade. Mas optou-se pela conveniência de alguns, que acham que todo mundo vai viajar.

Já vi centros espíritas que suspendem a reunião de mocidade no mês de janeiro alegando que todo mundo está de férias. Quem é todo mundo, afinal? Sei que é período de férias escolares. Sei também que muitos profissionais tiram férias no início do ano. Mas sei, ainda, que nem todo mundo tira férias nessa época. E muitos que tiram férias não têm condições de viajar. Estamos no Brasil, país de muitos contrastes econômicos.

Fechar as portas da mocidade em janeiro é tirar de muitos jovens o ensejo de se encontrarem. Digo isso de cadeira, pois evangelizei jovens por muitos anos e sempre mantivemos a reunião de mocidade em janeiro, e com o salão cheio. Aproveitávamos para fazer atividades diferentes, como dinâmicas de grupo. Os jovens adoravam, e os evangelizadores que não estavam de férias também.

Inquieta a mim quando reuniões são suspensas por causa de feriados. E me inquieta quando vejo que a frequência às reuniões públicas cai porque é feriado.

No centro do qual faço parte há reuniões públicas nas terças e quartas-feiras às 20h. Certa vez, fiz a palestra do dia 12 de outubro, feriado nacional, que caiu numa terça-feira. O salão, sempre cheio, estava praticamente vazio. Não estou questionando, deixo claro, o fato de as pessoas aproveitarem o feriado para descansar. Muitos tiram o dia para dormir até tarde, visitar alguém, curtir a família... Mas uma reunião pública doutrinária noturna não é alcançada pelo horário comercial do feriado. Ou seja, em dias comuns, saímos do trabalho no fim da tarde, passamos em casa ou vamos tratar de outro assunto. Em seguida, vamos ao centro assistir à palestra. Se for feriado, eu vou descansar do trabalho e de outras atividades. À noite, já estou pronto para ir ao centro. No entanto, muita gente encara a ida ao centro espírita não como uma atividade prazerosa que tem a ver com nossa evolução espiritual, mas como uma obrigação da qual se deve descansar se for feriado. É como se fosse algo imposto pelo meio social, como trabalhar e ir à escola. Como é feriado, não se vai ao centro. É triste atestar como as pessoas ainda tratam a educação do Espírito imortal de forma tão secundária.

Há centros espíritas que enfrentam problemas parecidos, mas com os grupos de estudo, que geralmente entram em recesso no final do ano e só retornam em fevereiro. Sem problema quanto a isso. Afinal, o estudo sistematizado tem uma dinâmica e um cronograma que permitem um recesso. Tanto que se trata de um estudo feito de forma sistemática. É diferente da mocidade, na qual o estudo pode ser conduzido de forma mais informal e com atividades lúdicas, como já observado.

Certa vez, uma integrante de um grupo de estudos entrou na livraria da Umep para comprar um livro. Era dezembro. Eneida, responsável pela livraria, disse que não tinha o livro, mas que ele chegaria dentro de 10 dias. A moça, então, disse: - Ué, mas a Umep não está entrando de férias hoje? Como eu vou comprar o livro daqui a 10 dias se só voltaremos das férias em fevereiro? Eneida, então, explicou que centro espírita não tira férias. O que estava entrando de férias, ou melhor, recesso, eram os grupos de estudo. E completou dizendo que a moça, como integrante de um desses grupos, já era para ter percebido isso. Vânia, coordenadora do grupo da moça, virou-se para Eneida e disse: - Não é por falta de aviso.

Infelizmente, há quem frequente os grupos de estudo do centro espírita como se estivesse matriculado em um curso técnico. Às vezes, passam anos dentro do centro indo apenas na sala onde estudam. Chegam e saem uma vez por semana e não percebem que o centro espírita é um espaço de convivência fraterna e uma escola de aprimoramento de almas. Quando chega o final do ano letivo, saem de férias e só voltam quando do reinício das aulas. Só faltou fazerem prova. E julgam equivocadamente que todo o centro funciona desse jeito, apesar dos reiterados esclarecimentos que recebem.

Tudo isso ainda acontece pelo fato de ainda não termos despertado para todas as potencialidades que um centro espírita possui. No livro “O Jovem Espírita quer Saber”, o professor e pedagogo espírita Ney Lobo, no capítulo que aborda o assunto sociedade, diz, em resposta à terceira pergunta que lhe foi formulada, que os centros espíritas devem ter centros de convivência social para que os jovens (e também todas as pessoas, a meu ver) tenham acesso não só à boa música atual, mas também à clássica, além de leituras coletivas, debates, lanches culturais, jogos instrutivos e afins. Mas tudo intercalado com exposições e debates doutrinários. Além disso, todo centro espírita deveria ficar aberto até às 22h, de domingo a domingo. Seria uma forma de tornar o centro espírita cada vez mais vivo e atraente, iluminando consciências de forma sempre criativa e abrindo várias frentes de trabalho.

É um desafio que nos aguarda e um trabalho que precisa ser posto em prática. Quando os que somente frequentam ou estudam se dispuserem a pôr a mão na massa, veremos o quanto um centro espírita é capaz de fazer por todos nós. Aí, não haverá férias ou feriados que mantenham gente afastada.

AQUILO QUE REALMENTE É IMPORTANTE

Certa manhã, Carl Coleman estava indo de carro para o trabalho e bateu no para-lama de outro veículo.

Ambos pararam, e a mulher que dirigia o outro carro desceu para ver o estrago.

Ela ficou angustiada. Algumas lágrimas lavavam seus olhos preocupados, discretamente.

Assumiu a culpa e disse que seu carro era novinho em folha. Fazia dois dias que havia saído da loja, e ela estava com medo de enfrentar o marido e a reação que ele teria.

Coleman agiu com simpatia, mas precisava apresentar seus documentos e ver os dela.

Ela, um tanto trêmula, retirou do porta-luvas um envelope contendo os documentos.

Na frente dos documentos, escritas com a letra característica de seu marido, estavam as seguintes palavras:

Em caso de acidente, lembre-se, querida: é você quem eu amo, e não o carro.

A narrativa nos traz uma reflexão de muita importância para nossas vidas.

Qual o valor que atribuímos às coisas?

Será que, por vezes, nossas reações perante a ameaça de perda dessas coisas, não mostra que parecemos valorizar mais nossos bens do que nossos amores?

Em acidente semelhante ao relatado, quantos escândalos, gritos e repreensões são ouvidos antes da simples pergunta: Você está bem? Ou Aconteceu alguma coisa com você?

Será que lembramos daquilo que realmente é importante?

É claro que o zelo, o cuidado pelo que temos é necessário, porém, nosso materialismo excessivo leva-nos a colocar os bens em primeiro plano. Acidentes ocorrem e podem acontecer com qualquer um de nós.

Podemos ser motoristas hábeis, previdentes e cuidadosos e, mesmo assim, o risco desses incidentes ainda será grande, pois eles fazem parte do mundo em que vivemos.

É triste perceber que algumas pessoas chegam a perder suas vidas, defendendo bens, acreditando que a reação a um assalto, por exemplo, evitaria o prejuízo.

Ledo engano. O prejuízo é muito maior do que imaginamos, quando se trata de vidas humanas, de nossas vidas.

Será que estamos lembrando daquilo que realmente é importante?

Será que o pai de família não pensa que, numa pequena discussão de trânsito, num desaforo que ele não deseja levar para casa, está pondo em risco a sua vida, e todo o futuro de seus familiares?

Podemos chamar de irresponsável a pessoa que acredita na reação violenta para resolver suas questões.

Não nos deixemos enganar, valorizando mais um carro novo do que uma esposa, um marido; valorizando mais um enfeite caro de nossa casa do que um filho, um amigo.

Se por hora perdermos os bens, ou se formos atingidos por um prejuízo financeiro, lembremos de que sempre poderemos conquistar tudo novamente, e que não estamos aqui na Terra para acumular bens e fortuna.

Estamos aqui para aprender a amar, para crescer como Espíritos.

Não ajunteis tesouros na Terra, onde a traça e a ferrugem tudo consomem, e onde os ladrões minam e roubam.

Ajuntai tesouros no céu, onde nem a traça nem a ferrugem consomem, e onde os ladrões não minam nem roubam.

Porque onde estiver o vosso tesouro, aí estará também o vosso coração.




por Redação do Momento Espírita, com base no cap. Não se esqueça daquilo que realmente é importante, de Paul Harvey, do livro Histórias para aquecer o coração, de Alice Gray, ed. Sextante, com citação do Evangelho de Mateus, cap. 6, versículos 19 a 21. 

fonte : http://www.momento.com.br/pt/ler_texto.php?id=4358&stat=0. 

fonte 2-  www.caminhosluz.com.br 
             
Centro Espírita Caminhos de Luz-Pedreira-SP-Brasil

quarta-feira, 21 de janeiro de 2015

Revelações apontam que o futuro da Terra está nas mãos do homem

A Profecia de Chico Xavier para 2019 - Para ler, reler, refletir, meditar....

Chamada de capa do jornal Folha Espírita, ano XXXV, nº 439, edição de maio de 2011
 
Marlene Nobre

Em razão da gra­vi­dade do as­sunto, tra­zemos aos lei­tores da Folha Es­pí­rita a re­ve­lação feita pelo mais im­por­tante mé­dium da his­tória hu­mana, Fran­cisco Cân­dido Xa­vier, a Ge­raldo Lemos Neto, fun­dador da Casa de Chico Xa­vier, de Pedro Le­o­poldo (MG), e da Vinha de Luz Edi­tora, de Belo Ho­ri­zonte (MG), em 1986, sobre o fu­turo que está re­ser­vado ao pla­neta Terra e a todos os seus ha­bi­tantes nos pró­ximos anos.

“Há muito tempo car­rego este fardo co­migo e sempre me pre­o­cupei no sen­tido de que Chico Xa­vier não me fa­laria tudo o que re­lato nesta edição da Folha Es­pí­rita à toa, senão com uma fi­na­li­dade es­pe­cí­fica. Na oca­sião da con­versa que des­crevo nas pá­ginas se­guintes, senti que minha mente es­tava re­ce­bendo um tra­ta­mento mnemô­nico di­fe­rente para que não vi­esse a es­quecer aquelas pa­la­vras pro­fé­ticas, e que, em mo­mento opor­tuno do fu­turo, eu seria cha­mado a tes­te­munhá-las.

Estou aqui na con­dição de um car­teiro, ou me­lhor di­zendo, de um men­sa­geiro de um car­tório de notas a quem fosse con­fiada a ta­refa de en­tregar de­ter­mi­nada no­ti­fi­cação por ordem de uma au­to­ri­dade su­pe­rior. Cons­ci­ente da im­por­tância do que me foi con­fiado às mãos, en­trego-o hoje em sua com­ple­tude aos nossos ir­mãos em hu­ma­ni­dade, na cer­teza de que estou cum­prindo um dever e nada mais. O seu con­teúdo não foi la­vrado por mim e sim pelo maior mé­dium que a hu­ma­ni­dade co­nheceu desde os tempos do Cristo, que é Chico Xa­vier. Guardo a cer­teza de que o mé­dium, por sua vez, o re­ce­berá por parte da Grande Co­mu­ni­dade dos Pra­ti­cantes do Evan­gelho de Jesus no Mais Além.” (Pá­ginas 4 e 5 da edição de maio da re­vista Folha Es­pí­rita)
Ano-limite do mundo velho
Matéria de Marlene Nobre publicado no jornal Folha Espírita, ano XXXV, nº 439, edição de maio de 2011
Marlene Nobre

O tema da trans­for­mação da Terra de mundo de ex­pi­ação e provas para mundo de re­ge­ne­ração, le­van­tado pelo pró­prio co­di­fi­cador da Dou­trina Es­pí­rita, Allan Kardec, sempre in­te­ressou e in­trigou Ge­raldo Lemos Neto, fun­dador da Casa de Chico Xa­vier, de Pedro Le­o­poldo (MG).

Com 19 anos de idade, já tendo lido e es­tu­dado toda a obra de Kardec, co­nheceu o mé­dium Chico Xa­vier, amigo da fa­mília desde os tempos de sua me­ni­nice em Pedro Le­o­poldo. “Na­quela época, como já havia ou­vido inú­meros casos re­la­tivos à sua me­diu­ni­dade e ca­ri­dade para com o pró­ximo, tinha muita von­tade de co­nhecê-lo e ouvi-lo pes­so­al­mente, o que de fato ocorreu em ou­tubro de 1981, em São Paulo”, lembra Lemos Neto. A partir da­quele pri­meiro en­contro, uma grande afi­ni­dade os ligou, con­forme conta, o que fez com que o também fun­dador da Edi­tora Vinha de Luz o vi­si­tasse re­gu­lar­mente em Ube­raba (MG), acom­pa­nhado de fa­mi­li­ares.

Em 1984 Lemos Neto casou-se com Eliana, irmã de Vi­valdo da Cunha Borges, que mo­rava com Chico Xa­vier desde 1968 e di­a­gra­mava todos os seus li­vros. A partir de então, passou a des­frutar de uma in­ti­mi­dade maior com Chico em Ube­raba, vi­si­tando-o com mais frequência e hos­pe­dando-se em sua re­si­dência. “Posso dizer que essa época foi para meu co­ração um ver­da­deiro te­souro dos céus. Re­cordo-me até hoje da­queles anos de con­vi­vência amo­rosa e ins­tru­tiva na com­pa­nhia do sábio mé­dium e amigo com pro­funda gra­tidão a Deus, que me per­mitiu se­me­lhante con­cessão por acrés­cimo de Sua Mi­se­ri­córdia In­fi­nita. Assim, tive a fe­li­ci­dade de con­viver na in­ti­mi­dade com Chico Xa­vier, di­a­lo­gando com ele vezes sem conta, ma­dru­gada a dentro, sobre va­ri­ados as­suntos de nossos in­te­resses co­muns, no­ta­da­mente sobre es­cla­re­ci­mentos pal­pi­tantes acerca da Dou­trina dos Es­pí­ritos e do Evan­gelho de Jesus”, re­corda.

Um desses temas, como lembra Lemos Neto, foi em re­lação ao Apo­ca­lipse, do Novo Tes­ta­mento. “Sempre me as­som­brei com o tema, re­la­tando a Chico Xa­vier minha di­fi­cul­dade de en­tender o livro sa­grado es­crito pela me­diu­ni­dade de João Evan­ge­lista. Desde então, em nossos co­ló­quios, Chico Xa­vier tinha sempre uma ou outra pa­lavra es­cla­re­ce­dora sobre o as­sunto, pon­tu­ando esse ou aquele ver­sí­culo e fa­zendo-me com­pre­ender, aos poucos, o mo­mento de tran­sição pelo qual passa o nosso orbe pla­ne­tário, a ca­minho da re­ge­ne­ração”, afirma. Foi em uma dessas con­versas ha­bi­tuais, lem­brando o livro de sua psi­co­grafia, Brasil, Co­ração do Mundo, Pá­tria do Evan­gelho, es­crito pelo es­pí­rito Hum­berto de Campos, que Lemos Neto ex­ternou ao mé­dium sua dú­vida quanto ao tí­tulo do livro, uma vez que ainda na­quela oca­sião, em me­ados da dé­cada de 80, o Brasil vivia às voltas com a hi­pe­rin­flação, a mi­séria, a fome, as grandes dis­pa­ri­dades so­ciais, o des­con­trole po­lí­tico e econô­mico, sem falar nos es­cân­dalos de cor­rupção e no atraso cul­tural.

“Lembro-me, como hoje, a ex­pressão sur­presa do Chico me res­pon­dendo: ‘Ora, Ge­ral­dinho, você está que­rendo pri­vi­lé­gios para a Pá­tria do Evan­gelho, quando o fun­dador do Evan­gelho, que é Nosso Se­nhor Jesus Cristo, viveu na po­breza, cer­cado de do­entes e ne­ces­si­tados de toda ordem, ex­pe­ri­mentou toda a sorte de vi­cis­si­tudes e per­se­gui­ções para ser su­pli­ciado quase aban­do­nado pelos seus amigos mais pró­ximos e morrer cru­ci­fi­cado entre dois la­drões? Não nos es­que­çamos de que o fun­dador do Evan­gelho atra­vessou toda sorte de pro­va­ções, pa­deceu o mar­tírio da cruz, mas de­pois ele largou a cruz e res­sus­citou para a Vida Imortal! Isso deve servir de ro­teiro para a Pá­tria do Evan­gelho. Um dia ha­ve­remos de res­sus­citar das cinzas de nosso pró­prio sa­cri­fício para de­mons­trar ao mundo in­teiro a imor­ta­li­dade glo­riosa!’”, es­cla­receu.

Sobre essas e ou­tras re­ve­la­ções feitas a ele por Chico Xa­vier sobre fatos re­la­ci­o­nados ao ano em que se dará a grande trans­for­mação do nosso pla­neta, Lemos Neto fala mais abaixo:

Folha Es­pí­rita – No livro A Ca­minho da Luz, nosso ben­feitor Em­ma­nuel já havia pre­visto que no sé­culo XX ha­veria mais uma reu­nião dos Es­pí­ritos Puros e Eleitos do Se­nhor, a fim de de­ci­direm quanto aos des­tinos da Terra. A reu­nião acon­teceu e a ela com­pa­re­ceram Chico e Em­ma­nuel – os mis­si­o­ná­rios que tra­ba­lham ab­ne­ga­da­mente, por sé­culos a fio, em favor da re­no­vação hu­mana.
Quais os re­sul­tados dessa reu­nião?

Ge­raldo Lemos Neto – Na sequência da nossa con­versa, per­guntei ao Chico o que ele queria exa­ta­mente dizer a res­peito do sa­cri­fício do Brasil. Es­taria ele a prever o fu­turo de nossa nação e do mundo? Chico pensou um pouco, como se es­ti­vesse vis­lum­brando cenas dis­tantes e, de­pois de algum tempo, re­tornou para dizer-nos: “Você se lembra, Ge­ral­dinho, do livro de Em­ma­nuel, A Ca­minho da Luz? Nas pá­ginas fi­nais da nar­ra­tiva de nosso ben­feitor, no ca­pí­tulo XXIV, cujo tí­tulo é O Es­pi­ri­tismo e as Grandes Tran­si­ções? Nele, Em­ma­nuel afir­mara que os es­pí­ritos ab­ne­gados e es­cla­re­cidos fa­lavam de uma nova reu­nião da co­mu­ni­dade das po­tên­cias an­gé­licas do Sis­tema Solar, da qual é Jesus um dos mem­bros di­vinos, e que a so­ci­e­dade ce­leste se reu­niria pela ter­ceira vez na at­mos­fera ter­restre, desde que o Cristo re­cebeu a sa­grada missão de re­dimir a nossa hu­ma­ni­dade, para, enfim, de­cidir no­va­mente sobre os des­tinos do nosso mundo.

Pois então, Em­ma­nuel es­creveu isso nos idos de 1938 e estou in­for­mado que essa reu­nião de fato já ocorreu. Ela se deu quando o homem fi­nal­mente in­gressou na co­mu­ni­dade pla­ne­tária, dei­xando o solo do mundo ter­restre para pisar pela pri­meira vez o solo lunar. O homem, por seu pró­prio es­forço, con­quistou o di­reito e a pos­si­bi­li­dade de vi­ajar até a Lua, fato que se ma­te­ri­a­lizou em 20 de julho de 1969. Na­quela oca­sião, o Go­ver­nador Es­pi­ri­tual da Terra, que é Nosso Se­nhor Jesus Cristo, ou­vindo o apelo de ou­tros seres an­ge­li­cais de nosso Sis­tema Solar, con­vo­cara uma reu­nião des­ti­nada a de­li­berar sobre o fu­turo de nosso pla­neta. O que posso lhe dizer, Ge­ral­dinho, é que de­pois de muitos diá­logos e de­bates entre eles foram dadas di­versas su­ges­tões e, ao final do ce­leste con­clave, a bon­dade de Jesus de­cidiu con­ceder uma úl­tima chance à co­mu­ni­dade ter­rá­quea, uma úl­tima mo­ra­tória para a atual ci­vi­li­zação no pla­neta Terra. Todas as in­jun­ções cár­micas pre­vistas para acon­te­cerem ao final do sé­culo XX foram então sus­pensas, pela Mi­se­ri­córdia dos Céus, para que o nosso mundo ti­vesse uma úl­tima chance de pro­gresso moral.

O cu­rioso é que nós vamos re­co­nhecer nos Evan­ge­lhos e no Apo­ca­lipse exa­ta­mente este pe­ríodo atual, em que es­tamos vi­vendo, como a un­dé­cima hora ou a hora der­ra­deira, ou mesmo a cha­mada úl­tima hora.”

FE – Como você re­agiu di­ante da des­crição do que acon­te­cera nessa reu­nião nas Altas Es­feras?

Ge­ral­dinho – Ex­tre­ma­mente cu­rioso com o de­sen­rolar do re­lato de Chico Xa­vier, per­guntei-lhe sobre qual fora então as de­li­be­ra­ções de Jesus, e ele me res­pondeu: “Nosso Se­nhor de­li­berou con­ceder uma mo­ra­tória de 50 anos à so­ci­e­dade ter­rena, a ini­ciar-se em 20 de julho de 1969, e, por­tanto, a findar-se em julho de 2019. Or­denou Jesus, então, que seus emis­sá­rios ce­lestes se em­pe­nhassem mais di­re­ta­mente na ma­nu­tenção da paz entre os povos e as na­ções ter­res­tres, com a fi­na­li­dade de co­la­borar para que nós in­gres­sás­semos mais ra­pi­da­mente na co­mu­ni­dade pla­ne­tária do Sis­tema Solar, como um mundo mais re­ge­ne­rado, ao final desse pe­ríodo. Al­gumas po­tên­cias an­gé­licas de ou­tros orbes de nosso Sis­tema Solar re­ce­aram a di­lação do prazo extra, e foi então que Jesus, em sua sa­be­doria, re­solveu es­ta­be­lecer uma con­dição para os ho­mens e as na­ções da van­guarda ter­restre. Se­gundo a im­po­sição do Cristo, as na­ções mais de­sen­vol­vidas e res­pon­sá­veis da Terra de­ve­riam aprender a se su­por­tarem umas às ou­tras, res­pei­tando as di­fe­renças entre si, abs­tendo-se de se lan­çarem a uma guerra de ex­ter­mínio nu­clear. A face da Terra de­veria evitar a todo custo a cha­mada III Guerra Mun­dial. Se­gundo a de­li­be­ração do Cristo, se e so­mente se as na­ções ter­renas, du­rante este pe­ríodo de 50 anos, apren­dessem a arte do bom con­vívio e da fra­ter­ni­dade, evi­tando uma guerra de des­truição nu­clear, o mundo ter­restre es­taria enfim ad­mi­tido na co­mu­ni­dade pla­ne­tária do Sis­tema Solar como um mundo em re­ge­ne­ração. Ne­nhum de nós pode prever, Ge­ral­dinho, os avanços que se darão a partir dessa data de julho de 2019, se apenas sou­bermos de­fender a paz entre nossas na­ções mais de­sen­vol­vidas e cultas!”
FE – Quais são os acon­te­ci­mentos que po­demos prever com essas re­ve­la­ções para a Terra?

Ge­ral­dinho – Per­guntei, então, ao Chico a que avanços ele se re­feria e ele me res­pondeu: “Nós al­can­ça­remos a so­lução para todos os pro­blemas de ordem so­cial, como a so­lução para a po­breza e a fome que es­tarão ex­tintas; te­remos a des­co­berta da cura de todas as do­enças do corpo fí­sico pela ma­ni­pu­lação ge­né­tica nos avanços da Me­di­cina; o homem ter­restre terá amplo e total acesso à in­for­mação e à cul­tura, que se fará mais ge­ne­ra­li­zada; também os nossos ir­mãos de ou­tros pla­netas mais evo­luídos terão a per­missão ex­pressa de Jesus para se nos apre­sen­tarem aber­ta­mente, co­la­bo­rando co­nosco e ofe­re­cendo-nos tec­no­lo­gias novas, até então ini­ma­gi­ná­veis ao nosso atual es­tágio de de­sen­vol­vi­mento ci­en­tí­fico; ha­ve­remos de fa­bricar apa­re­lhos que nos fa­ci­li­tarão o con­tato com as es­feras de­sen­car­nadas, pos­si­bi­li­tando a nossa sau­dosa con­versa com os entes que­ridos que já par­tiram para o além-tú­mulo; enfim es­ta­ríamos di­ante de um mundo novo, uma nova Terra, uma glo­riosa fase de es­pi­ri­tu­a­li­zação e be­leza para os des­tinos de nosso pla­neta.”

Foi então que, fa­zendo as vezes de ad­vo­gado do diabo, per­guntei a ele: Chico, até agora você tem me fa­lado apenas da me­lhor hi­pó­tese, que é esta em que a hu­ma­ni­dade ter­restre per­ma­ne­ceria em paz até o fim da­quele pe­ríodo de 50 anos. Mas, e se acon­tecer o caso das na­ções ter­res­tres se lan­çarem a uma guerra nu­clear? “Ah! Ge­ral­dinho, caso a hu­ma­ni­dade en­car­nada de­cida se­guir o in­feliz ca­minho da III Guerra mun­dial, uma guerra nu­clear de con­sequên­cias im­pre­vi­sí­veis e de­sas­trosas, aí então a pró­pria mãe Terra, sob os aus­pí­cios da Vida Maior, re­a­girá com vi­o­lência im­pre­vista pelos nossos ho­mens de ci­ência. O homem co­me­çaria a III Guerra, mas quem iria ter­miná-la se­riam as forças te­lú­ricas da na­tu­reza, da pró­pria Terra can­sada dos des­mandos hu­manos, e se­ríamos de­fron­tados então com ter­re­motos gi­gan­tescos; ma­re­motos e ondas (tsu­namis) con­se­quentes; ve­ríamos a ex­plosão de vul­cões há muito ex­tintos; en­fren­ta­ríamos de­gelos ar­ra­sa­dores que avas­sa­la­riam os polos do globo com trá­gicos re­sul­tados para as zonas cos­teiras, de­vido à ele­vação dos mares; e, neste caso, as cinzas vul­câ­nicas as­so­ci­adas às ir­ra­di­a­ções nu­cle­ares ne­fastas aca­ba­riam por tornar to­tal­mente ina­bi­tável todo o He­mis­fério Norte de nosso globo ter­restre.”
O que aconteceria especificamente com o Brasil?
Em certa oca­sião, Ge­raldo Lemos Neto, fun­dador da Casa de Chico Xa­vier, de Pedro Le­o­poldo (MG), fez essa mesma per­gunta a Chico Xa­vier. Se­gundo o mé­dium, “em todas as duas si­tu­a­ções, o Brasil cum­prirá o seu papel no grande pro­cesso de es­pi­ri­tu­a­li­zação pla­ne­tária. Na me­lhor das hi­pó­teses, nossa nação cres­cerá em im­por­tância so­ci­o­cul­tural, po­lí­tica e econô­mica pe­rante a co­mu­ni­dade das na­ções. Não só se­remos o ce­leiro ali­men­tício e de ma­té­rias-primas para o mundo, como também a grande fonte ener­gé­tica com o des­co­bri­mento de enormes re­servas pe­tro­lí­feras que farão da Pe­tro­bras uma das mai­ores em­presas do mundo.”

E pros­se­guiu Chico: “O Brasil cres­cerá a passos largos e ocu­pará im­por­tante papel no ce­nário global, isso terá como con­sequência a ele­vação da cul­tura bra­si­leira ao ce­nário in­ter­na­ci­onal e, a re­boque, os li­vros do Es­pi­ri­tismo Cristão, que aqui ti­veram solo fértil no seu de­sen­vol­vi­mento, atin­girão o in­te­resse das ou­tras na­ções também. Agora, caso ocorra a pior hi­pó­tese, com o He­mis­fério Norte do pla­neta tor­nando-se ina­bi­tável, grandes fluxos mi­gra­tó­rios se for­ma­riam então para o He­mis­fério Sul, onde se situa o Brasil, que então seria cha­mado mais di­re­ta­mente a de­sem­pe­nhar o seu papel de Pá­tria do Evan­gelho, exem­pli­fi­cando o amor e a re­núncia, o perdão e a com­pre­ensão es­pi­ri­tual pe­rante os povos mi­grantes.

A Nova Era da Terra, neste caso, de­mo­raria mais tempo para chegar com todo seu es­plendor de con­quistas ci­en­tí­ficas e mo­rais, porque seria ne­ces­sário mais um longo pe­ríodo de re­cons­trução de nossas na­ções e so­ci­e­dades, for­çadas a se re­or­ga­ni­zarem em seus fun­da­mentos mais bá­sicos.”

FE – Se­gundo Chico Xa­vier, esses fluxos mi­gra­tó­rios se­riam pa­cí­ficos?
Ge­ral­dinho – In­fe­liz­mente não. Se­gundo Chico me re­velou, o que res­tasse da ONU aca­baria por de­cidir a in­vasão das na­ções do He­mis­fério Sul, in­cluindo-se aí ob­vi­a­mente o Brasil e o res­tante da Amé­rica do Sul, a Aus­trália e o sul da África, a fim de que nossas na­ções fossem ocu­padas mi­li­tar­mente e di­vi­didas entre os so­bre­vi­ventes do ho­lo­causto no He­mis­fério Norte. Aí é que nós, bra­si­leiros, iríamos ser cha­mados a exem­pli­ficar a ver­da­deira fra­ter­ni­dade cristã, en­ten­dendo que nossos ir­mãos do Norte, em­bora in­va­sores a “mano mi­li­tare”, não dei­xa­riam de estar so­bre­car­re­gados e aflitos com as con­sequên­cias ne­fastas da guerra e das he­ca­tombes te­lú­ricas, e, por­tanto, ainda assim, de­vendo ser con­si­de­rados nossos ir­mãos do ca­minho, ne­ces­si­tados de apoio e ar­rimo, com­pre­ensão e amor.

Neste ponto da con­versa, Chico fez uma pausa na nar­ra­tiva e com­pletou: “Nosso Brasil como o co­nhe­cemos hoje será então des­fi­gu­rado e di­vi­dido em quatro na­ções dis­tintas. So­mente uma quarta parte de nosso ter­ri­tório per­ma­ne­cerá co­nosco e aos bra­si­leiros res­tarão apenas os Es­tados do Su­deste so­mados a Goiás e ao Dis­trito Fe­deral. Os nor­te­a­me­ri­canos, ca­na­denses e me­xi­canos ocu­parão os Es­tados da Re­gião Norte do País, em sin­tonia com a Colômbia e a Ve­ne­zuela. Os eu­ro­peus virão ocupar os Es­tados da Re­gião Sul do Brasil unindo-os ao Uru­guai, à Ar­gen­tina e ao Chile. Os asiá­ticos, no­ta­da­mente chi­neses, ja­po­neses e co­re­anos, virão ocupar o nosso Centro-Oeste, em co­nexão com o Pa­ra­guai, a Bo­lívia e o Peru. E, por fim, os Es­tados do Nor­deste bra­si­leiro serão ocu­pados pelos russos e povos es­lavos. Nós não po­demos nos es­quecer de que todo esse in­trin­cado pro­cesso tem a sua as­cen­dência es­pi­ri­tual e somos for­çados a re­co­nhecer que temos muito que aprender com os povos in­va­sores.

Ve­jamos, por exemplo: os norte-ame­ri­canos podem nos en­sinar o res­peito às leis, o amor ao di­reito, à ci­ência e ao tra­balho. Os eu­ro­peus, de uma forma geral, po­derão nos trazer o amor à fi­lo­sofia, à mú­sica eru­dita, à edu­cação, à his­tória e à cul­tura. Os asiá­ticos po­derão in­cor­porar à nossa gente suas mais altas no­ções de res­peito ao dever, à dis­ci­plina, à honra, aos an­ciãos e às tra­di­ções mi­le­nares. E, então, por fim, nós bra­si­leiros, ofer­ta­remos a eles, nossos ir­mãos na carne, os mais altos va­lores de es­pi­ri­tu­a­li­dade que, mercê de Deus, en­te­sou­ramos no co­ração fra­terno e amigo de nossa gente sim­ples e hu­milde, essa gente boa que re­en­carnou na grande nação bra­si­leira para dar cum­pri­mento aos de­síg­nios de Deus e de­mons­trar a todos os povos do pla­neta a fé na Vida Su­pe­rior, tes­te­mu­nhando a con­ti­nui­dade da vida além-tú­mulo e o exer­cício se­reno e nobre da me­diu­ni­dade com Jesus.”

FE – O Brasil, em­bora so­frendo o im­pacto moral dessa ocu­pação es­tran­geira, es­taria imune aos mo­vi­mentos te­lú­ricos da Terra?

Ge­ral­dinho – In­fe­liz­mente, não. Se­gundo Chico Xa­vier, o Brasil não terá pri­vi­lé­gios e so­frerá também os efeitos de ter­re­motos e tsu­namis, no­ta­da­mente nas zonas cos­teiras. Acon­tece que, de acordo com o mé­dium, o im­pacto por aqui será bem menor se com­pa­rado com o que so­bre­virá no He­mis­fério Norte do pla­neta.

FE – Por tudo que se de­pre­ende da fala de Chico Xa­vier, você também crê que a ida do homem à Lua, em julho de 1969, tenha pre­ci­pi­tado de certa forma a pre­o­cu­pação com as con­quistas ci­en­tí­ficas dos hu­manos, que po­de­riam co­locar em risco o equi­lí­brio do Sis­tema Solar?

Ge­ral­dinho – Sim, creio que a re­ve­lação de Chico Xa­vier a res­peito traz, nas en­tre­li­nhas, essa pre­o­cu­pação ce­leste quanto às pos­sí­veis in­ter­fe­rên­cias dos hu­manos ter­rá­queos nos des­tinos do equi­lí­brio pla­ne­tário em nosso Sis­tema Solar. Pelo que Chico Xa­vier falou, al­guns dos seres an­gé­licos de ou­tros orbes pla­ne­tá­rios não es­ta­riam dis­postos a nos dar mais este prazo de 50 anos, que ven­cerá daqui a apenas oito anos, te­me­rosos talvez de nossas ne­fastas e per­ni­ci­osas in­fluên­cias. Essa úl­tima hora bem que po­deria ser por nós con­si­de­rada como a úl­tima bênção mi­se­ri­cor­diosa de Jesus Cristo em nosso favor, uma vez que, pela ex­pli­cação de Chico Xa­vier, foi ele, Nosso Se­nhor, quem ad­vogou em favor de nossa causa, ainda uma vez mais.

FE – A reu­nião da co­mu­ni­dade ce­leste teria de­ci­dido algo mais, se­gundo a ex­po­sição de Chico Xa­vier?

Ge­ral­dinho – Sim. Outra de­cisão dos ben­fei­tores es­pi­ri­tuais da Vida Maior foi a que de­ter­minou que, após o al­vo­recer do ano 2000 da Era Cristã, os es­pí­ritos em­pe­der­nidos no mal e na ig­no­rância não mais re­ce­be­riam a per­missão para re­en­carnar na face da Terra. Re­en­carnar aqui, a partir dessa data, equi­va­leria a um va­lioso prêmio justo, des­ti­nado apenas aos es­pí­ritos mais fortes e pre­pa­rados, que sou­beram ame­a­lhar, no trans­curso de múl­ti­plas re­en­car­na­ções, con­quistas es­pi­ri­tuais re­le­vantes como a man­sidão, a bran­dura, o amor à paz e à con­córdia fra­ternal entre povos e na­ções. In­sere-se dentro dessa pro­gra­mação de ordem su­pe­rior a pró­pria re­en­car­nação do mentor es­pi­ri­tual de Chico Xa­vier, o es­pí­rito Em­ma­nuel, que, de fato, veio a re­nascer, se­gundo Chico in­formou a va­ri­ados amigos mais pró­ximos, exa­ta­mente no ano 2000. Cer­ta­mente, Em­ma­nuel, re­en­car­nado aqui no co­ração do Brasil, ha­verá de de­sem­pe­nhar sig­ni­fi­ca­tivo papel na evo­lução es­pi­ri­tual de nosso orbe.

Todos os de­mais es­pí­ritos, re­cal­ci­trantes no mal, se­riam então, a partir de 2000, en­ca­mi­nhados for­ço­sa­mente à re­en­car­nação em mundos mais atra­sados, de ex­pi­a­ções e de provas as­pér­rimas, ou mesmo em mundos pri­mi­tivos, vi­ven­ci­ando ainda o es­tágio do homem das ca­vernas, para po­derem purgar os seus des­mandos e a sua in­sub­missão aos de­síg­nios su­pe­ri­ores. Chico Xa­vier tinha co­nhe­ci­mento desses mundos para onde os es­pí­ritos re­ni­tentes es­ta­riam sendo de­gre­dados. Se­gundo ele, o maior desses pla­netas se cha­maria Kírom ou Quírom.
FE – Pra­ti­ca­mente só nos restam oito anos pela frente. Em­ma­nuel fala na en­tre­vista da dé­cada de 1950, já pu­bli­cada nestas pá­ginas, que é ur­gente a trans­for­mação moral da hu­ma­ni­dade. Qual deve ser a nossa con­duta frente a re­ve­la­ções tão as­sus­ta­doras e ao con­selho do mentor?

Ge­ral­dinho – Então, ca­rís­sima Mar­lene, a úl­tima hora está de fato aí de­mons­trada. Basta termos “olhos de ver e ou­vidos de ouvir”, se­gundo a as­ser­tiva de Jesus. É a nossa úl­tima chance, é a úl­tima hora… Não há mais tempo para o ma­te­ri­a­lismo. Não há mais tempo para ilu­sões ou en­ganos ime­di­a­tistas. Ou se­gui­remos com a Luz que efe­ti­va­mente bus­carmos, ou nos afun­da­remos nas som­bras de nossa pró­pria ig­no­rância. Que será de nós? A res­posta está em nosso livre-ar­bí­trio, in­di­vi­dual e co­le­tivo. É a nossa es­colha de hoje que vai gerar o nosso des­tino. Po­de­remos optar pelo me­lhor ca­minho, o da fra­ter­ni­dade, da sa­be­doria e do amor, e a re­ge­ne­ração che­gará para nós de forma bri­lhante a partir de 2019; ou po­de­remos sim­ples­mente es­co­lher o ca­minho do so­fri­mento e da dor e, neste caso in­feliz, te­remos um longo pe­ríodo de re­cons­trução que po­derá durar mais de mil anos, se­gundo Chico Xa­vier. En­tre­tanto, se­jamos oti­mistas. Lem­bremo-nos que deste pe­ríodo de 50 anos já se pas­saram 42 anos em que as na­ções mais de­sen­vol­vidas e res­pon­sá­veis do pla­neta con­se­guiram se su­portar umas às ou­tras sem se lan­çarem a uma guerra de ex­ter­mínio nu­clear. Essa era a pré-con­dição im­posta por Jesus. Até aqui se­guimos bem, em­bora entre trancos e bar­rancos. Faltam-nos hoje apenas o per­curso da úl­tima milha, os úl­timos oito anos deste pe­ríodo de ex­ceção e mi­se­ri­córdia do Al­tís­simo. Oxalá pros­si­gamos na me­lhor com­pa­nhia!

Como po­de­remos fa­cil­mente con­cluir, tudo de­pen­derá, em úl­tima aná­lise, de nossas pró­prias es­co­lhas, en­quanto en­ti­dades in­di­vi­duais ou co­le­tivas, para nosso pro­gresso e as­censão es­pi­ri­tual. É o “A cada um será dado se­gundo as suas pró­prias obras!” que o Cristo nos en­sinou.

Não es­tamos en­tre­gues à fa­ta­li­dade nem pre­de­ter­mi­nados ao so­fri­mento. Es­tamos di­ante de uma en­cru­zi­lhada do des­tino co­le­tivo que nos une à nossa casa pla­ne­tária, aqui na Terra. Temos di­ante de nós dois ca­mi­nhos a se­guir. O ca­minho do amor e da sa­be­doria nos le­vará a mais rá­pida as­censão es­pi­ri­tual co­le­tiva. O ca­minho do ódio e da ig­no­rância acar­retar-nos-á mais amplo dis­pêndio de sé­culos na re­cons­trução ma­te­rial e es­pi­ri­tual de nossas co­le­ti­vi­dades. Tudo virá de acordo com nossas es­co­lhas de agora, in­di­vi­duais e co­le­tivas. Oremos muito para que os Ben­fei­tores da Vida Maior con­ti­nuem a nos ajudar e in­cen­tivar a se­guir pelo Ca­minho da Ver­dade e da Vida. O pró­prio es­pí­rito Em­ma­nuel, através de Chico Xa­vier, res­pon­dendo a uma en­tre­vista já pu­bli­cada em livro nos diz que as pro­fe­cias são re­ve­ladas aos ho­mens para não serem cum­pridas. São na re­a­li­dade um grande aviso es­pi­ri­tual para que nos me­lho­remos e afas­temos de nós a hi­pó­tese do pior ca­minho.
 
Com­par­tilho com os lei­tores da Folha Es­pí­rita men­sagem de nosso ben­feitor es­pi­ri­tual The­ophorus, psi­co­gra­fada por nosso in­ter­médio, na noite de 14 de agosto de 2006 em reu­nião pú­blica no Centro Es­pí­rita Luz, Amor e Ca­ri­dade, de Belo Ho­ri­zonte (MG). Com o tí­tulo A Terra da Pro­missão, seu con­teúdo versa exa­ta­mente sobre o tema desta en­tre­vista.
     
A Terra da Promissão
   
A mensagem abaixo foi psicografada em reunião pública no Centro Espírita Luz, Amor e Caridade, na noite de 14 de agosto de 2006, por Geraldo Lemos Neto
    
Ir­mãos,
Na aber­tura do Ca­pí­tulo IX de O Evan­gelho Se­gundo o Es­pi­ri­tismo, Allan Kardec, com muita pro­pri­e­dade, es­co­lheu a frase ines­que­cível de Nosso Se­nhor Jesus Cristo:
    
“Bem-aven­tu­rados os mansos, porque eles her­darão a terra!” (Ma­teus, 5: 5)
Por muitos sé­culos, a frase au­gusta do di­vino Mestre restou não com­pre­en­dida pela co­le­ti­vi­dade cristã na face ter­restre. Afinal, que terra pro­me­tida é essa a que se re­fere o Cristo, re­ser­vando-a aos brandos de co­ração e aos hu­mildes do es­pí­rito?
    
Não obs­tante o as­pecto pro­fundo, muitas vezes atri­buindo às pa­la­vras ilu­mi­nadas de Jesus de Na­zaré o sen­tido fi­gu­rado, em que muitos es­tu­di­osos da letra cristã con­si­de­raram essa terra sob o sig­ni­fi­cado es­pi­ri­tual da terra sim­bó­lica da paz rei­nante nos co­ra­ções dos justos, for­çoso é re­co­nhe­cermos que o real al­cance da pro­messa do Cristo a esse res­peito vai mais longe. Os mundos, es­tân­cias de tra­balho e aper­fei­ço­a­mento que en­xa­meiam a col­meia uni­versal da Cri­ação di­vina, também pro­gridem es­pi­ri­tu­al­mente, gal­gando novos postos de ser­viço como edu­can­dá­rios va­li­osos dos es­pí­ritos de suas hu­ma­ni­dades cor­re­latas, em con­tínuo pro­cesso de as­censão. À me­dida que avançam as no­ções su­pe­ri­ores do es­pí­rito en­car­nado, le­van­tando o pró­prio olhar para as re­a­li­dades da vida im­pe­re­cível, soa o clarim de uma nova era para as co­le­ti­vi­dades hu­manas se­dentas de paz e de pro­gresso.
    
É che­gado o mo­mento de novo de­grau evo­lu­tivo para a casa pla­ne­tária a que cha­mamos Terra. O prazo de 20 sé­culos da men­sagem es­pi­ri­tual do Mestre ines­que­cível, desde sua pas­sagem re­no­va­dora às mar­gens do mar da Ga­li­leia, che­gará no pró­ximo ano de 2030. Desde o ad­vento do novo sé­culo XXI, por de­ter­mi­nação su­pe­rior, apenas têm acesso à porta da re­en­car­nação os es­pí­ritos que atin­giram em suas con­quistas es­pi­ri­tuais a man­sidão, a bran­dura e a hu­mil­dade. Aqueles que não sou­beram ad­quirir esses pa­trimô­nios mo­rais na con­ta­bi­li­dade de seus cré­ditos pes­soais, no trans­curso de suas su­ces­sivas re­en­car­na­ções em 20 sé­culos de vida cristã na face da Terra, serão, como já estão sendo, con­du­zidos a mundos de ex­pi­ação e provas que se lhes afinem com as ten­dên­cias in­fe­ri­ores e in­fe­lizes.
    
Os bons alunos, que se têm es­for­çado por domar as suas más ten­dên­cias, re­a­jus­tando-se-lhes os co­ra­ções em sin­tonia com o amor uni­versal e a sa­be­doria de todos os tempos, são estes que o di­vino Mestre ape­lida de brandos e hu­mildes, mansos e pa­cí­ficos, que hão de herdar a nova Terra. Muitos deles já estão entre vós, apre­sen­tando-se com a in­fância na­tural de seus pri­meiros anos de cri­anças ter­res­tres.
    
À me­dida que forem che­gando à ju­ven­tude e à ma­du­reza, con­tudo, as­su­mirão cada vez mais o re­le­vante papel para o qual foram cha­mados na so­ci­e­dade ter­restre, o que im­pri­mirá vi­go­rosa trans­for­mação no am­bi­ente con­tur­bado que ainda vos en­volve o co­ti­diano.
     
Apro­xima-se a fase final desta tran­sição que ha­verá de elevar a Terra à con­dição de “mundo re­ge­ne­rado” para a qual se des­tina. Este pe­ríodo final será jus­ta­mente aquele entre o cen­té­simo ani­ver­sário do nas­ci­mento do após­tolo con­so­lador Chico Xa­vier, a co­me­morar-se no pró­ximo ano de 2010, em 2 de abril, e o ani­ver­sário do bi­cen­te­nário do ad­vento do Con­so­lador pro­me­tido pelo Cristo, a co­me­morar-se no fu­turo ano de 2057, mais pre­ci­sa­mente no dia 18 de abril.
Até lá ainda ex­pe­ri­men­ta­reis os es­ter­tores da vida som­bria dos sen­ti­mentos in­fe­ri­ores que ainda vos cir­cundam a exis­tência, fa­dada, in­va­ri­a­vel­mente, a ser var­rida da nova Terra pela pre­sença da Luz. Es­te­jamos, pois, con­fi­antes que Jesus, nosso di­vino Mestre, está no leme de nossa em­bar­cação pla­ne­tária, con­du­zindo-a ao porto se­guro da paz e da es­pe­rança, da ale­gria e do amor, que ha­verá de nos ir­manar, uns aos ou­tros, como ge­nuínos her­deiros dessa nova hu­ma­ni­dade.
    
Ir­mãos, amigos que­ridos e com­pa­nheiros de jor­nada, fa­çamos, pois, nossa parte para me­recê-la!
   
The­ophorus
   
“Tudo de­pen­derá, em úl­tima aná­lise, de nossas pró­prias es­co­lhas, en­quanto en­ti­dades in­di­vi­duais ou co­le­tivas, para nosso pro­gresso e as­censão es­pi­ri­tual. É o ‘A cada um será dado se­gundo as suas pró­prias obras!’ que o Cristo nos en­sinou”

domingo, 18 de janeiro de 2015

Gentilezas Salvadoras

 


“Aquele cuja afabilidade e doçura não são fingidas nunca se desmente; é o mesmo, tanto em sociedade, como na intimidade.”
Lázaro
O Evangelho Segundo o Espiritismo, capítulo IX, item 6

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Quando você afasta do piso uma casca de fruta deixada pela negligência de alguém, não pratica apenas um ato de gentileza. Evita que algum desavisado escorregue, sofrendo tombo violento.
Ao ceder o lugar num transporte coletivo a um ancião, você não realiza um gesto de cortesia somente. Atende a um corpo cansado, poupando as energias de quem poderia ser seu genitor.
Se você oferece braço moço à condução de um volume, poupando aquele que o carrega, não pratica unicamente uma delicadeza. Contribui fraternalmente para o júbilo de alguém que, raras vezes, encontra ajuda.
Portando a boa palavra em qualquer situação, você não atende exclusivamente à finura do trato. Realiza entre os ouvintes o culto do verbo são, donde fluem proveitosos e salutares ensinamentos.
Silenciando uma afronta em público, você não atesta apenas o refinamento social. Poupa-se à dialogação violenta, que dá margem a ódios irremediáveis.
Se você oferece agasalho a algum desnudo, não só atende à delicadeza humana, por filantropia. Amplia a cultura da caridade pura e simples.
Ao sorrir, discretamente, dando ensejo a um desafeto de refazer a amizade, você não age tão somente em tributo à educação. Apaga mágoas e ressentimentos, “enquanto está no caminho com ele”.
Procurando ajudar um enfermo cansado a galgar e vencer dificuldades, você não procede imbuído apenas de gentileza. Coopera para que a vida se dilate no debilitado, propiciando-lhe ensejos evolutivos.
Atendendo impertinente criança que o molesta, num grupo de amigos, você não se situa só na formosura da conduta externa. Liberta um homem futuro de uma decepção presente.

No exercício da gentileza, a alma dilata recursos evangélicos e vive o precioso ensino do Mestre ao enfático doutor da lei, com afabilidade e doçura, quando Ele afirmou: “Vai e faze o mesmo!”.

Marco Prisco
FRANCO, Divaldo P. "Glossário Espírita Cristão ". Pelo Espírito Marco Prisco. 3.ed. Salvador, BA: LEAL, 1976. Cap. 18.
fonte:  WWW.ADDE.COM.BR
         

MEU TESOURO

 Agradeço, senhor, o mundo em verde e flor Que nos fizeste...
– A Terra – O lar de luz que se equilibra, em pleno Lar Celeste!...
Agradeço a esperança que me acalenta o ser,
A benção de servir, o Dom de compreender...
Agradeço a amizade em que meu coração se renova e se ufana, toda vez que se alegra
ou se refaz, no entendimento da ternura humana.
Agradeço a lição do sofrimento, no cadinho da prova em que me exaltas, entregandome
a dor por auxílio divino e apagando em silêncio as minhas próprias faltas !...
Agradeço a instrução e o carinho da escola,
O socorro do bem e a palavra tranqüila que me ajuda ou consola!...
Agradeço a alvorada, o Sol que me sustenta e acaricia,
A noite que me acalma o pensamento, o pão de cada dia...
Entretanto, meu Deus, mais do que tudo, agradeço-te em prece enternecida
O regaço materno que me trouxe para a glória da vida!...
Em tudo, em todo o tempo e em toda a parte, sê bendito, Senhor,
Pela santa Mãezinha que me deste, me tesouro de amor!



pelo Espírito Maria Dolores - Do livro: Mãe, Médium: Francisco Cândido Xavier.
Centro Espírita Caminhos de Luz-Pedreira-SP-Brasil 

Assassinos e assassinados na contramão da moral



“Os homens por sua inteligência, chegaram a resultados que nunca se havia atingido. Nas ciências, nas artes e no bem-estar material. Resta-lhes ainda um progresso a realizar: o de fazer reinar entre eles a caridade, a fraternidade, assegurando o bem-estar moral. Só o progresso moral pode assegurar a paz entre os homens”.  Allan Kardec, em “A Gênese”.
            Na mesma França de Kardec, centenas de anos depois, dois homens vestidos de preto, encapuzados e armados com fuzis automáticos abrem  fogo na redação de Charlie Hebdo, em plena reunião de pauta, aos gritos de "Allah akbar" (Alá é grande). Matam 11 pessoas na sede do jornal e um policial na saída, antes de fugir de carro rumo à zona nordeste de Paris.
            Motivações distintas, mas não menos infundamentadas, levaram tanto os assassinos como os assassinados a colidirem tragicamente. Tanto uns como outros deixaram de lado o progresso moral, que os levaria a conviver em paz.
            Sob o escudo do fanatismo religioso os dois homens de preto disparam e ceifaram vidas, não tão inocentes, mas que nem por isso precisariam ser interrompidas. Afinal, ninguém tem o direito de dispor da vida de outrem.
            Sob a falsa legitimação do direito à livre opinião,  aqueles que tiveram as vidas materiais interrompidas, haviam desrespeitado um outro direito inalienável: o da liberdade de crença e de entendimento religioso.
            Tanto uns como outros, por deturparem seus entendimentos, viram apenas um lado da coisa, ou da causa, como queiram.
            Por conta da liberdade de expressão, um veiculo de comunicação de qualquer natureza se julga no direito de ofender, humilhar, menosprezar a qualquer preço aqueles que bem entender.
            Nem pessoas  ou instituições em nome da liberdade de expressão tem o direito de execrar a forma do outro ser, pensar e agir. O também francês Voltaire já disse certa vez: “ Posso não concordar com nenhuma das palavras que você disser, mas defenderei até a morte o direito de você dizê-las.”
            A liberdade de expressão não esta obrigatoriamente atrelada ao depreciar o outro, se a minha forma de pensar é a certa, quem disse que devamos jogar nas latrinas da vida os conceitos dos outros. Não devamos depreciar ou tentar tirar convicções religiosas de uma pessoa, seria como se tirássemos de um amputado de pernas as muletas que ele utiliza para caminhar.
            Da mesma forma, não cabe aos supostamente ofendidos “lavar sua honra ou de seu profeta com sangue”.     Reiteramos, que neste caso, assassinos e assassinados trafegaram na contramão da moral.
            Que os homens tirem lição de mais esse episódio trágico da humanidade para fazer reinar entre eles a caridade, a fraternidade, e assim buscar, de uma vez por todas o bem-estar moral e finalmente a paz entre eles.

          Dejair dos Santos
fonte :  http://www.forumespirita.net/fe/accao-do-dia/assassinos-e-assassinados-na-contramao-da-moral/?utm_source=feedburner&utm_medium=email&utm_campaign=Feed%3A+forumespirita+%28Forum+Espirita+email+news+100+topicos%29#.VLw1dCz2SPc

sábado, 17 de janeiro de 2015

O que é a Fé?

De todas as virtudes que um homem pode desenvolver, a fé é aquela que o impulsiona a acreditar numa força superior, que ele não está sozinho e que o caminho em rumo à felicidade é possível. A fé é aquela chama que aquece os corações em dor. É a luz que ilumina a estrada escura. É o bálsamo que ameniza o sofrimento.

O Mestre Jesus nos diz que "A fé pertence, sobretudo, aos que trabalham e confiam. Tê-la no coração é estar sempre pronto para Deus". O homem de fé tem a certeza que é um agente fundamental para a transformação do mundo. Ele sabe que suas ações serão decisivas para que mudanças concretas e reais possam existir.

Ter fé é querer ser alguém melhor. É confiar que a reforma íntima é possível, basta seguir os ensinamentos transmitidos a todos nós por Jesus.

Ter fé é seguir com resignação frente às provas e aceitar com indulgência as dificuldades.

Ter fé é acreditar que mesmo as noites mais sombrias terminam com o sol da manhã. É ter certeza que confiando e trabalhando, os problemas encontrarão solução, que o sofrimento um dia terá fim.

Ter fé é trabalhar, é lutar contra suas más inclinações, é amar ao próximo como a si mesmo.

Ter fé é ter voz ativa, é buscar tudo que se possa fazer para tornar a vida de todos os seres que nos cercam melhor.

Ter fé é ter certeza de ser filho de Deus, Pai de eterno amor, justiça e misericórdia, que está conosco em todos os momentos da nossa vida, nos amparando e guiando para a felicidade eterna.


por Maria Inês Freitas de Amorim
Centro Espírita Caminheiros do Bem
 


ANTE O ANO NOVO

Ao finalizar o ano 1900, muitos pensadores argumentavam que o raiar do século XX marcaria o fim da fase religiosa da História.

Mas cá estamos, no século XXI e a mensagem do Cristo está bem viva e forte no pensamento e no coração de incontáveis pessoas.

Voltaire, escritor francês do século XVIII, imbuído desse espírito cristão, teve oportunidade de produzir excelentes peças de caráter religioso.

Hoje, neste início de mais um ano, é importante revermos tais escritos que nos remetem a uma profunda fé em Deus.

Exatamente aquele Deus que Jesus nos revelou como o Pai de todos nós. Um Pai que ama e por amor nos sustenta os dias.

Deus de todos os seres, de todos os mundos, de todos os tempos. Se é permitido a frágeis criaturas, não percebidas para o resto do universo, atrever-se a Te pedir algo, a Ti, que tudo nos tens dado; a Ti, cujos decretos são imutáveis e eternos; olha com piedade os erros de nossa natureza. Que esses erros não sejam calamidades.

Afinal não nos deste o coração para nos aborrecer e as mãos para nos agredir.

Faze com que nos ajudemos mutuamente a suportar o fardo de uma vida penosa e fugaz.

Que as pequenas diferenças entre os trajes que cobrem nossos frágeis corpos, entre nossas insuficientes linguagens; entre nossos ridículos usos, entre nossas imperfeitas leis, entre nossas insensatas opiniões, entre nossas condições tão desproporcionadas aos nossos olhos e tão iguais diante de Ti;

que todos esses matizes, enfim, que distinguem os átomos chamados homens, não sejam sinais de ódio e de perseguição.

Que aqueles que acendem velas em pleno meio-dia para Te celebrar, tolerem os que se contentam com a luz de Teu sol.

Que os que cobrem seus trajes com tela branca para dizer que devemos amar, não detestem os que fazem o mesmo sob uma capa de lã negra.

Que seja igual adorar-Te em dialeto formado de uma língua antiga e em uma recém-formada.

Que todos os homens se recordem de que são irmãos!

Se os açoites da guerra forem inevitáveis, dá-nos condições de não nos desesperarmos.

Que não nos destrocemos uns aos outros em tempos de paz.

Que empreguemos o instante de nossa existência em bendizer em milhares de idiomas, desde o Sião até a Califórnia, Tua bondade que nos concedeu este instante.

Originados da mesma fonte, amparados pelo mesmo Pai, todos os homens somos irmãos.

Se as fronteiras nos dividem em países e nações, se os idiomas nos criam dificuldades de comunicação, se as distâncias nos impedem de nos entrelaçarmos, a vibração da fraternidade deve vigorar em nossos corações.

Todos fomos criados por amor, somos filhos da Luz e destinados à Luz.

Por ora, e somente por agora, nos situamos em painéis diferentes. Mas um dia, além do corpo, transcorrido todo o caminho, todos chegaremos ao mesmo fim. A casa do Pai. A perfeição.


por Redação do Momento Espírita, com base em escritos de Voltaire. 

fonte: www.caminhosluz.com.br 
         
Centro Espírita Caminhos de Luz-Pedreira-SP-Brasil

domingo, 11 de janeiro de 2015

AVAREZA

 
“E disse-lhes: Acautelai-vos e guardai-vos da avareza, porque a vida de cada um não consiste na abundância das coisas que possui.” – (LUCAS, 12:15.)

Fujamos à retenção de qualquer possibilidade sem espírito de serviço.
Avareza não consiste apenas em amealhar o dinheiro nos cofres da mesquinhez.
As próprias águas benfeitoras da Natureza, quando encarceradas sem preocupação de benefício, costumam formar zonas infecciosas. Quem vive à cata de compensações, englobando-as ao redor de si, não passa igualmente de avaro infeliz.
Toda avareza é centralização doentia, preparando metas de sofrimento.
Não basta saber pedir, nem basta a habilidade e a eficiência em conquistar. É preciso adquirir no clima do Cristo, espalhando os benefícios da posse temporária, para que a própria existência não constitua obstáculo à paz e à alegria dos outros.
Inúmeros homens, atacados pelo vírus da avareza, muito ganharam em fortuna, autoridade e inteligência, mas apenas conseguiram, ao termo da experiência, a perversão dos que mais amavam e o ódio dos que lhes eram vizinhos.
Amontoaram vantagens para a própria perda. Arruinaram-se, envenenando, igualmente, os que lhes partilharam as tarefas no mundo.
Recordemos a palavra do Mestre Divino, gravando-a no espírito.
A vida do homem não consiste na abundância daquilo que possui, mas na abundância dos benefícios que esparge e semeia, atendendo aos desígnios do Supremo Senhor.

Mensagem de Emmanuel no livro Vinha de Luz, psicografado por Chico Xavier: AVAREZA
fonte : WWW.ADDE.COM.BR
          

Cientistas atestam que nossa alma pode deixar o corpo e observá-lo


  
Cientistas e pesquisadores holandeses publicaram estudo no qual revelam que nossas almas podem abandonar nossos corpos e observá-los. Foram mais de 70 casos estudados com pessoas que relataram experiências durante o período em que estiveram clinicamente mortas.
O caso mais impressionante relatado pela pesquisa é de um paciente clinicamente morto por 20 minutos durante uma cirurgia cardíaca. Se sua volta à vida surpreendeu médicos, estes ficaram ainda mais perplexos quando ele descreveu que “saiu de seu corpo” e soube indicar precisamente a posição em que cada um dos médicos durante o período em que estava morto, além de fatos relevantes que aconteceram na sala.
Foram três os médicos responsáveis pelos estudos. Titus Rivas, Anny Adrien e Rudolf Smit publicaram um livro — que até o momento está disponível apenas em holandês — chamado “Wat een stervend brein niet kan”, que na tradução literal seria entitulado “O que um cérebro morrendo é capaz de fazer”. Nele, explicam o caso e concluem que diante das evidências é impossível negar a ausência do paciente de seu corpo durante a morte clínica.
A ideia, porém, ainda não é bem aceita na comunidade científica. Para muitos, o número de casos é reduzido e não há comprovação evidente de que as almas dos pacientes estiveram fora de seus corpos. Nesses casos, os cientistas mais céticos não levam em consideração os depoimentos de pacientes sobre as situações que vivenciaram.
fonte: https://br.noticias.yahoo.com/blogs/eita/cientistas-atestam-que-nossa-alma-pode-deixar-o-corpo-e-observ%C3%A1-lo-135252335.html

Foram três os médicos responsáveis pelos estudos. Titus Rivas, Anny Adrien e Rudolf Smit publicaram um livro — que até o momento está disponível apenas em holandês — chamado “Wat een stervend brein niet kan”, que na tradução literal seria entitulado “O que um cérebro morrendo é capaz de fazer”. Nele, explicam o caso e concluem que diante das evidências é impossível negar a ausência do paciente de seu corpo durante a morte clínica.

quinta-feira, 8 de janeiro de 2015

Carta de Ano Novo

Nascer, morrer, renascer ainda e progredir sempre, tal é a lei (Allan Kardec)
 
Ano Novo é também renovação de nossa oportunidade de aprender, trabalhar e servir.
O tempo, como paternal amigo, como que se reencarna no corpo do calendário, descerrando-nos horizontes mais claros para a necessária ascensão.
Lembra-te de que o ano em retorno é novo dia a convocar-te para execução de velhas promessas, que ainda não tiveste a coragem de cumprir.
Se tem inimigo, faze das horas renascer-te o caminho da reconciliação.
Se fores ofendido, perdoa, a fim de que o amor te clareie a estrada para frente.
Se descansares em demasia, volve ao arado de tuas obrigações e planta o bem com destemor para a colheita do porvir.
Se a tristeza te requisita, esquece-a e procura a alegria serena da consciência feliz no dever bem cumprido.
Novo Ano! Novo Dia!
Sorri para os que te feriram e busca harmonia com aqueles que te não entenderam até agora.
Recorda que há mais ignorância que maldade, em torno de teu destino.
Não maldigas, nem condenes.
Auxilia a acender alguma luz para quem passa ao teu lado, na inquietude da escuridão.
Não te desanimes, nem te desconsoles.
Cultiva o bom ânimo com os que te visitam, dominados pelo frio do desencanto ou da indiferença.
Não te esqueças de que Jesus jamais se desespera conosco e, como que oculto ao nosso lado, paciente e bondoso, repete-nos de hora a hora:
- Ama e auxilia sempre.
Ajuda aos outros, amparando a ti mesmo, porque se o dia volta amanhã, eu estou contigo, esperando pela doce alegria da porta aberta de teu coração.
Emmanuel
Vida e Caminho - Francisco Cândido Xavier
          

Os animais na vida espiritual

Ao consolar um menino cujo cachorro havia morrido, o papa Francisco surpreendeu a todos que o ouviam e aos católicos do mundo todo: "Um dia, nós veremos nossos animais novamente na eternidade de Cristo. O Paraíso está aberto a todas as criaturas de Deus."

A frase foi dita no mês passado, em uma aparição pública na Praça de São Pedro, e reproduzida pela imprensa de diversos países.

Segundo reportagem do jornal The New York Times, a declaração do papa teve forte repercussão junto a ativistas de ONGs de proteção aos direitos dos animais, como The Humane Society e Peta (People for the Ethical Treatment of Animals).

O tema já foi tratado nesta revista em inúmeras oportunidades.

Os animais são, segundo a doutrina espírita, seres em evolução. Dotados de alma, são nossos companheiros de jornada e merecem ser respeitados e, sobretudo, amados.

Que lhes acontece quando cessa sua existência corpórea?

Essa é a questão que interessa a todos os que amam os animais, como é o caso da criança que o pontífice católico procurou consolar.

Após sua morte corpórea, as almas dos animais conservam a individualidade e, conquanto muitos sejam conduzidos à reencarnação quase de imediato, como é dito nas questões 598 e 600 d´O Livro dos Espíritos, há os que permanecem no plano espiritual, onde – revestidos do seu corpo espiritual – desenvolvem tarefas adequadas à experiência que adquiriram até então.

No livro Evolução em dois Mundos – cap. XIII da 1ª Parte – André Luiz diz que os animais domesticados pela inteligência humana podem permanecer por determinado tempo no plano espiritual, com vistas ao seu aprimoramento, após o que regressam aos seus núcleos de origem no solo terrestre, para que avancem na romagem evolutiva, compensados com valiosas aquisições de acrisolamento, pelas quais auxiliam a fauna terrestre com os benefícios das chamadas mutações espontâneas.
A informação trazida por André Luiz é corroborada por autores diversos, o que confere à teoria a sanção dos fatos.(1)

Eis alguns desses testemunhos:

1. No livro Testemunhos de Chico Xavier, de Suely Caldas Schubert, lê-se o seguinte depoimento de Chico Xavier: "Em 1939, o meu irmão José deixou-me um desses amigos fiéis (um cão). Chamava-se Lorde e fez-se meu companheiro, inclusive de preces, porque, à noite, postava-se junto a mim, em silêncio, ouvindo música. Em 1945, depois de longa enfermidade, veio a falecer. Mas no ultimo instante, vi o Espírito de meu irmão aproximar-se e arrebatá-lo ao corpo inerte e, durante alguns meses, quando o José, em espírito, vinha ter comigo, era sempre acompanhado por ele, que se me apresentava à visão espiritual com insignificante diferença. Atrevo-me a contar-te as minhas experiências, porque também passaste por essa dor de perder um cão leal e amigo. Geralmente, quando falamos na sobrevivência dos animais, muita gente sorri e nos endereça atitudes de piedade.” (Testemunhos de Chico Xavier, de Suely Caldas Schubert, pág. 283, 2ª edição.)

2. Na Revue Spirite de maio de 1865, Allan Kardec publicou uma carta de um correspondente da revista radicado em Dieppe, o qual alude à manifestação da cadelinha Mika, então desencarnada, fato esse que foi percebido pelo autor do relato, por sua mulher e por uma filha que dormia no quarto ao lado.

3. O pesquisador espírita Ernesto Bozzano, autor do livro Animali e manifestazioni metapsichici, publicado em 1923, relata vários casos de almas de animais que foram vistas ou ouvidas por uma ou mais pessoas, valendo ressaltar que o Espírito do Padre Germano, autor e personagem principal do clássico Memórias do Padre Germano, sempre se apresentou, tanto para Chico Xavier quanto para Divaldo Franco, acompanhado de seu cão, o fiel amigo Sultão.

4. Divaldo Franco, em uma entrevista publicada na edição 51 desta revista, assim declarou: “Pessoalmente, já tive diversas experiências com animais, especialmente cães desencarnados, que permanecem na erraticidade desde há algum tempo”. O link que remete à entrevista é oconsolador.com/entrevista

5. André Luiz relata em um de seus livros a visita que o casal Bacelar e duas jovens da colônia “Campo da Paz” fizeram a Ismália e Alfredo. Eles foram transportados até o Posto em um belo carro, tirado por dois soberbos cavalos brancos. O veículo era quase idêntico aos velhos carros do serviço público do tempo de Luís XV. (Os Mensageiros, cap. 28, págs. 149 a 153.)

6. Em sua primeira obra, André Luiz diz que uma das caravanas socorristas do grupo Samaritanos possuía seis grandes carros em formato de diligência que, precedidos de matilhas de cães alegres e bulhentos, eram conduzidos por animais semelhantes aos muares terrestres. Bandos de aves de corpo volumoso voavam a curta distância, acima dos carros. Eram chamadas íbis viajores, excelentes auxiliares dos Samaritanos, por devorarem as formas mentais odiosas e perversas emanadas das regiões umbralinas. Narcisa explicou naquela oportunidade que no Ministério do Esclarecimento se localizam parques de estudo e experimentação, onde poderiam ser colhidos maiores esclarecimentos sobre os animais existentes em “Nosso Lar”. (Nosso Lar, cap. 33, pp. 183 e 184.)

7. Em 1918, no seu livro Espiritismo para crianças, Cairbar Schutel escreveu: “Então existem lá casas, árvores, flores, parques, animais? E por que não? Depois que lá chegarmos veremos tudo isso, e, na proporção do nosso adiantamento, encontraremos, além dessas esferas, outros mundos ainda mais aperfeiçoados e rarefeitos”. (Espiritismo para crianças, cap. 6.)

O papa Francisco, pelo que vemos, não se equivocou ao transmitir ao menino a ideia de que ele poderá, sim, rever um dia o cãozinho que se foi.


(1) Sobre o assunto vale a pena ler o artigo de Irvênia Prada disponível nesta revista em :

http://www.oconsolador.com.br/9/especial.html.


      Editorial_O Consolador

Emissão de Pensamento




 Toda mente tem um transmissor incomparável estruturado para emitir ondas longas ou curtas, metragem e microformas, com a sua linguagem específica, de acordo com as necessidades. Mesmo que queiramos, nunca conseguiremos parar de pensar, pois a mente é um dínamo sagrado ligado á suprema inteligência universal, pela qual flui, ininterruptamente, a vontade de Deus.

Procuremos analisar os pensamentos desde os seus princípios mais rudimentares, e notaremos que somente co-participamos, com muita eficiência, na sua engenhosa formação e transmissão de idéias. Contudo, quase somos realistas ao aceitarmos as nossas responsabilidades de ajudar na emissão dos pensamentos em direção aos nossos semelhantes. Pensar é viver, e viver melhor é pensar conscientemente, fazendo o que nos toca com mais perfeição.

A estupenda energia dos pensamentos cria formas admiráveis, alimenta uma gama de coisas sem precedentes, atuando em todas as linhas do metabolismo, harmonizando todos os mundos celulares, se sua formação congênita é o amor e a caridade em suas variadas extensões.

O espírito é o centro energético de atividades imensuráveis, reguladas por leis justas, de modo a manter o corpo na mais perfeita harmonia. Ele emite para suas formas diversas correntes sutis, potencializando todo o agregado do soma, tanto quanto dos corpos de mais alta freqüência vibratória.

A projeção é feita pela mente, ante os canais sustentadores da vida. Reflitamos sobre o bem ou o mal que poderemos fazer, no uso daquilo que é mais sagrado na nossa vida - pensar, emitir idéias e estas se consubstanciarem em valores pelo verbo, e este se identificar pela escrita, onde poderá se transformar em fonte sublimada para a paz da consciência e o bem de todos os semelhantes.

Vigiemos, pois, nossas emissões mentais. Todo esforço neste sentido é louvável, mesmo que não atinjamos totalmente a pureza desejada. Já é um pouco de luz a despontar no coração e na inteligência dos operários do bem, na reconstrução da personalidade envolvida no engano, por influência da ignorância, e para esse trabalho, divino por excelência, não é preciso nos reportarmos à puberdade do espírito, que está perdida na profusão do tempo e do espaço, porque a sua própria razão se esgota, quando tente perceber a embriologia espiritual de si mesmo.

Avancemos com os conhecimentos que temos em mãos. Eles nos dão, mesmo na sua simplicidade, meios para iniciarmos os primeiros passos na grande escalada infinita da evolução. A mente só cria, igualmente, imagens compatíveis com a sua própria estrutura espiritual, na formação do eu.

O pai não se esqueceu do estabilizadores, de modo que as voltagens etéricas surgem no cenário do cérebro, conectadas no volume justo a ser suportado pelo ser pensante. Daí, é que ajustamos essa idéia aos ensinos do Evangelho, que comenta, em certo trecho: “ Não são colocados fardos pesados em ombros frágeis”.

A massa encefálica é o topo da cruz humana, e nela se encrava um astro divino, que se manifesta, em parte. por acanhados sentidos; e as idéias oriundas dessa claridade semeiam vida por toda a lavoura biológica. E essa vida se expressa por escala infinitas, de acordo com a sua maturidade, que é conhecida pelo que a alma pensa, pelo que faz, pelo que vive.

A nossa mente atinge todo o corpo físico através dos pensamentos, que encontram seus reatores nos variados plexos, para depois acionar as glândulas responsáveis por todo o conjunto orgânico.

Se as emissões dos pensamentos forem boas, todo o templo do espírito estará em paz. Se não, sofreremos, hoje ou amanhã, as nefastas conseqüências causadas pelas invigilâncias do inquilino do corpo. Deveremos dar início, se não temos costume ainda, ao cultivo do amor, da alegria pura, das emoções superiores, da caridade e do perdão, da tolerância e da solidariedade para com todas as criaturas.

Essas tentativas, por nós iniciadas, darão ensejo a um bom ambiente para a consciência interna nos ajudar a plasmar, no flóreo clarão divino que entra em nós, idéias de alta elevação espiritual, tornando-nos livres da velha sombra que nos acompanha há milênios, denominada ignorância.







pelo Espírito Miramez