Que a dor, a dificuldade,
as vicissitudes são ocorrências comuns na vida das pessoas, eis um fato
que ninguém ignora, embora poucos encontrem na crença que professam uma
explicação adequada, racional, lógica, que satisfaça o indivíduo mais
exigente.
Certa vez um jornalista perguntou à conhecida confreira
Guiomar de Oliveira Albanesi, fundadora do Centro Espírita
Perseverança, de São Paulo (SP), qual seria, na opinião dela, a dor
maior, a dor mais profunda, a dor mais sentida pelas criaturas humanas. O
jornalista justificou-se, ao lhe fazer essa pergunta, lembrando que D.
Guiomar era conhecida por sua longa dedicação à causa espírita e ao
atendimento das mais diferentes pessoas que batiam às portas da casa
espírita por ela fundada.
A resposta dada por nossa irmã foi
surpreendente, porque, segundo ela explicou, não existe uma dor maior,
uma dor mais profunda, uma dor mais sentida. Para quem está sofrendo,
toda dor é relevante e é profunda. O que mais incomoda à criatura humana
não seria, então, a dor em si, mas suas causas. Por que sofremos? Por
que a vicissitude se abateu sobre o nosso lar? Por que enfrentamos
tantas dificuldades? – eis o que importa saber e é o que as pessoas
procuram compreender quando passam por situações assim.
A doutrina espírita é muito clara quando trata do tema.
“De
duas espécies são as vicissitudes da vida”, esclarece Allan Kardec.
“Umas têm sua causa na vida presente; outras, fora desta vida.”
No
desdobramento do assunto – que o leitor pode ler na íntegra no capítulo
V d´O Evangelho segundo o Espiritismo – Kardec enumera várias situações
em que não é difícil a ninguém perceber que nossa vida é regida por
leis a que não podemos fugir e cuja característica é serem absolutamente
justas e sábias.
Um amigo nosso fumava demais, a ponto de pouco
utilizar o fósforo ou o isqueiro; a ponta em brasa de um cigarro já
acendia o cigarro seguinte.
Quem o conhecia advertia: “Amigo,
fumando assim você está reduzindo paulatinamente os dias de sua
existência. Fume menos, ou largue de vez o cigarro, se deseja que sua
existência não se interrompa mais cedo”.
É claro que a advertência nenhum significado tinha para ele. Era como palavras soltas ao vento...
Os
anos passaram e em dado momento o amigo baixou a um hospital. O
diagnóstico: enfisema pulmonar, uma doença crônica na qual os tecidos
dos pulmões são gradualmente destruídos, tornando-se hiperinsuflados,
isto é, muito distendidos. Como resultado, a pessoa passa a sentir falta
de ar para realizar tarefas simples ou exercitar-se.
A falta de
ar no início só é notada para os grandes e médios esforços. Mantendo-se o
hábito do fumo, pode ocorrer uma fase mais avançada da doença, em que a
falta de ar ocorre com tarefas singelas como, por exemplo, tomar banho,
vestir-se ou pentear-se. A essa altura, muitos tornam-se incapacitados
para o trabalho e passam a maior parte do tempo na cama ou sentados para
não sentirem falta de ar.
A quem atribuir a enfermidade do nosso amigo?
Pois
aí está um exemplo de vicissitude cuja causa está toda na existência
atual, tanto quanto suas consequências, por culpa exclusiva da pessoa
que as sofre. E, de igual modo, há inúmeras situações em que uma simples
reflexão pode indicar por que essa ou aquela dificuldade surgiram em
nossa vida. Editorial-O Consolador
fonte:http://www.forumespirita.net/fe/accao-do-dia/qual-dor-e-mais-profunda/?utm_source=feedburner&utm_medium=email&utm_campaign=Feed%3A+forumespirita+%28Forum+Espirita+email+news+100+topicos%29#.U3_uKXYS2ho
sexta-feira, 23 de maio de 2014
Há algo errado, concorda?
Hoje fui à feira, uma
tarefa que particularmente sempre considerei agradável e nunca a havia
pensado como algo non-sense – ao menos até agora, e explicarei por quê.
Uma terça-feira de maio (2014) ali estava eu, euzinha, na feira do meu bairro. E diante de uma banca de legumes e frutas (de produção nacional), pensei que o absurdo pode, sim, ser o avesso de uma coisa que parece racionalmente lógica. Pois, quando o feirante me pediu dois reais por uma espiga de milho, pasma e indignada, me pus a questionar: "este absurdo é o avesso de quê?"
Veio-me então um insight repentino: há muitas pessoas hoje, no Brasil, que continuam a fomentar este jeito distorcido de "levar vantagem em tudo" e, deslocados de um olhar cosmopolita, gostam de atuar na vida social enfeitiçados pela ganância insaciável.
E além dos gananciosos que estão a engrossar a fila dos aspirantes às estratégias dos exploradores [que normalmente “furam filas”], outros, os transformados em pasta homogênea não pensante, desprezam o fato de que a construção de um destino comum não pode subtrair da utilidade econômica o comando ético, senão tudo que participa e compõe a vida, individual e coletiva, passa a assumir a função de uma condicionante para se obter mais lucro.
Com isso, a gente fica olhando para uma coisa e vê outra, e, por isso, uma simples espiga de milho passa a agregar com naturalidade em uma banca de feira o germe infeccioso da intolerável superexploração... E então fez sentido o grito da mulher para ele, o feirante: "Meu senhor, isto não é extorsão?"
Passamos a ter a sensação neste país de uma democracia semelhante a pássaro engaiolado, que pula de poleiro em poleiro porque não sabe (mais) de onde refulgem os sonhos dos povos que não têm as mentes colonizadas.
E consumidos por esta democracia que tanto falseia quanto nos explora, nos furta o justo até mesmo no preço da farinha, do leite e das maçãs, que viraram opção privilegiada, seguimos atônitos, apressados e anêmicos do ponto de vista da ética e da ousadia, esquecidos do fascínio de pensar, porque só pensamos em marchar...
A cada semana seguimos o fluxo de uma agenda econômica (de mercado, mas adjetivada de política) que alimenta a invisível servidão das gentes (estamos visceralmente adestrados), pois esta última é pelos “controladores da democracia engaiolada” criativamente disfarçada na alegria gerada pelos muitos feriados que os legisladores das cidades inventaram - e, de fato, não para fazermos, enquanto indivíduos e comunidades, destes dias inteiros de ócio manifestações de bem e beleza, mas sim para continuarmos a seguir a direção desse conhecimento de coisas já sabidas... Logo naturalmente aceitamos ser levados para os lugares que todos vão.
E, perdoem-me, mas vamos para estes mesmos lugares não por ousadia, mas por imitação e letargia. Nada de aventuras, porque, mais do que nunca, neste instante do milênio, somos os pássaros treinados pelos "controladores da democracia engaiolada", adestrados para tanto aceitar viver explorados e pesados como tolos o bastante para continuar a fazer o mesmo, pois seguramente protegidos pela prudência dos que habitam gaiolas das (destemidas) certezas.
*Uma única nota.
Indignada, contei a dois amigos, um que vive na Suíça, em Zurique, e outro, americano, que mora na Flórida, sobre o preço que me foi pedido por uma espiga de milho verde na feira do bairro em Campinas-SP.
O primeiro, brasileiro que vive na Suíça desde a saída da infância, me disse que este é o preço pedido nas feiras da cidade e por um fato simples: a Suíça não produz milho, logo, as espigas verdes são importadas; e o americano, por usa vez, me disse que por este preço, na feira da comunidade de sua região, ele leva seis espigas. Então, ele lançou a pergunta: “Querida, não há algo errado?”
Eugênia Pickina
Uma terça-feira de maio (2014) ali estava eu, euzinha, na feira do meu bairro. E diante de uma banca de legumes e frutas (de produção nacional), pensei que o absurdo pode, sim, ser o avesso de uma coisa que parece racionalmente lógica. Pois, quando o feirante me pediu dois reais por uma espiga de milho, pasma e indignada, me pus a questionar: "este absurdo é o avesso de quê?"
Veio-me então um insight repentino: há muitas pessoas hoje, no Brasil, que continuam a fomentar este jeito distorcido de "levar vantagem em tudo" e, deslocados de um olhar cosmopolita, gostam de atuar na vida social enfeitiçados pela ganância insaciável.
E além dos gananciosos que estão a engrossar a fila dos aspirantes às estratégias dos exploradores [que normalmente “furam filas”], outros, os transformados em pasta homogênea não pensante, desprezam o fato de que a construção de um destino comum não pode subtrair da utilidade econômica o comando ético, senão tudo que participa e compõe a vida, individual e coletiva, passa a assumir a função de uma condicionante para se obter mais lucro.
Com isso, a gente fica olhando para uma coisa e vê outra, e, por isso, uma simples espiga de milho passa a agregar com naturalidade em uma banca de feira o germe infeccioso da intolerável superexploração... E então fez sentido o grito da mulher para ele, o feirante: "Meu senhor, isto não é extorsão?"
Passamos a ter a sensação neste país de uma democracia semelhante a pássaro engaiolado, que pula de poleiro em poleiro porque não sabe (mais) de onde refulgem os sonhos dos povos que não têm as mentes colonizadas.
E consumidos por esta democracia que tanto falseia quanto nos explora, nos furta o justo até mesmo no preço da farinha, do leite e das maçãs, que viraram opção privilegiada, seguimos atônitos, apressados e anêmicos do ponto de vista da ética e da ousadia, esquecidos do fascínio de pensar, porque só pensamos em marchar...
A cada semana seguimos o fluxo de uma agenda econômica (de mercado, mas adjetivada de política) que alimenta a invisível servidão das gentes (estamos visceralmente adestrados), pois esta última é pelos “controladores da democracia engaiolada” criativamente disfarçada na alegria gerada pelos muitos feriados que os legisladores das cidades inventaram - e, de fato, não para fazermos, enquanto indivíduos e comunidades, destes dias inteiros de ócio manifestações de bem e beleza, mas sim para continuarmos a seguir a direção desse conhecimento de coisas já sabidas... Logo naturalmente aceitamos ser levados para os lugares que todos vão.
E, perdoem-me, mas vamos para estes mesmos lugares não por ousadia, mas por imitação e letargia. Nada de aventuras, porque, mais do que nunca, neste instante do milênio, somos os pássaros treinados pelos "controladores da democracia engaiolada", adestrados para tanto aceitar viver explorados e pesados como tolos o bastante para continuar a fazer o mesmo, pois seguramente protegidos pela prudência dos que habitam gaiolas das (destemidas) certezas.
*Uma única nota.
Indignada, contei a dois amigos, um que vive na Suíça, em Zurique, e outro, americano, que mora na Flórida, sobre o preço que me foi pedido por uma espiga de milho verde na feira do bairro em Campinas-SP.
O primeiro, brasileiro que vive na Suíça desde a saída da infância, me disse que este é o preço pedido nas feiras da cidade e por um fato simples: a Suíça não produz milho, logo, as espigas verdes são importadas; e o americano, por usa vez, me disse que por este preço, na feira da comunidade de sua região, ele leva seis espigas. Então, ele lançou a pergunta: “Querida, não há algo errado?”
Eugênia Pickina
quinta-feira, 15 de maio de 2014
Fugas pela culpa
Comumente
ouve-se justificativa para alguém escusar-se ao serviço de socorro ao
próximo, como, por exemplo, a alegação de que não é perfeito e,
portanto, não possui as condições exigíveis para o exercício das ações
de enobrecimento.
Muitos indivíduos alegam que carregam muitas culpas conscientes quanto inconscientes de gravames que foram perpetrados e que os atiraram no poço da amargura, tomando-os indignos de realizações elevadas.
Seria de indagar-se, quais as qualidades exigíveis para a prática do amor nas suas múltiplas expressões sob a inspiração do anjo da caridade?
Oferecer-se um copo com água fria ao sedento, doar-se uma côdea de pão ao esfaimado, um vaso de leite ao enfermo, modesta moeda ao necessitado, um gesto de compaixão, uma palavra gentil, um aperto de mão, são tão espontâneos fenômenos humanos, que não exigem elevados sentimentos morais, bastando somente o desejar-se auxiliar...
São tantas as formas de exteriorizar gentileza e bondade, que não se toma indispensável uma situação espiritual superior para apresentá-las.
Através da ação fraterna e natural adquirem-se os títulos de enobrecimento moral, superando-se as tendências perniciosas que escravizam o indivíduo, mantendo-o nas paixões dissolventes, e que passam a diluir-se, quando ocorrem os atos de amor, cedendo os espaços mórbidos à beneficência.
Certamente, a culpa é algoz impiedoso que se esculpe na consciência e, à semelhança do ácido corroi as vibras emocionais da sua vítima, enquanto é conservada.
Por essa razão, deve ser racionalizada de maneira tranquila e diluída mediante as aplicações dos valiosos dissolventes do amor em forma de edificação de outras vidas.
Quando alguém se escusa a ajudar, não está sendo impedido pela culpa, mas pelo egoísmo, esse genitor insensível da indiferença pelo sofrimento dos outros, distanciando-se, na desdita em que se compraz, dos recursos eficientes para a aquisição da paz interior.
Todos os seres humanos, de uma ou de outra forma, carregam algumas culpas, inclusive aquelas que lhes foram impostas pelas tradições religiosas absurdas, que se compraziam em condenar ao invés de orientar a maneira eficiente de libertação dos equívocos em que se tombava.
Dessa forma, existem marcas psicológicas ancestrais que afligem, mas podem ser anuladas mediante o conhecimento da realidade e dos legítimos valores morais que são as regras de bem viver, exaradas no Evangelho de Jesus, e sintetizadas no Seu conceito sublime, que é não desejar nem fazer a outrem o que não se gostaria que lhe fosse feito.
A aceitação honesta do fenômeno culpa pela consciência constitui excelente aquisição emocional para o trabalho de diluição dos fatores que a geraram.
Uma análise sincera do acontecimento produz compreensão em torno da ocorrência do fato infeliz, levando-se em consideração as circunstâncias do momento, o estado emocional em que se encontrava o indivíduo, a sombra predominante...
O erro é sempre resultado do nível de responsabilidade imposta pela consciência. Quando se trata de algo planejado com objetivos perniciosos, certamente os danos produzidos são muito mais graves, transformando-se em conflito psicológico de ação demorada. No entanto, quando outros fatores imprevistos desencadeiam a atitude maléfica, é compreensível que a responsabilidade se apresente menor.
Em face disso, afirmou o Mestre de Nazaré: Mais se pedirá àquele que mais recebeu, estabelecendo que o conhecimento é fator predominante em relação à responsabilidade dos atos humanos.
A questão da culpa é tão relevante que, analisando o drama da mulher surpreendida em adultério, Jesus exarou o surpreendente conceito: ... E aquele que estiver sem culpa, que lhe atire a primeira pedra.
É compreensível que, seja qual for a forma como se deu a instalação da culpa, é sempre resultado da longa aprendizagem a que o Espírito se encontra submetido no compromisso da autoiluminação, transformando ignorância em conhecimento, instinto em discernimento lógico e em razão, primarismo em sabedoria...
Já constitui um passo significativo a sua identificação, que significa o começo da sua superação.
Nenhum recurso mais eficiente para a sua eliminação do que todo o bem que se pode fazer, porquanto, o auxílio ao próximo, à comunidade, a contribuição ao bem estar geral, proporcionam recuperação do equívoco de maneira judiciosa e edificante, resultando em fator de progresso geral. Isto porque, sempre que alguém cai, que se compromete, a sociedade com ele tomba, sendo natural que, ao elevar-se alguém, com ele a sociedade se erga.
O auxílio fraternal, portanto, é valioso contributo psicoterapêutico para a libertação de quaisquer transtornos emocionais, ao tempo em que constitui eficiente método pedagógico para a aquisição da harmonia interna com a consequente aprendizagem em torno dos objetivos relevantes da vida.
Sacrifica, pois, a comodidade disfarçada de conflito de culpa ou equivalente, e faze a tua parte no concerto terrestre, modificando as estruturas atuais do comportamento social e criando novas condições para o progresso geral.
A felicidade somente se instalará na Terra quando as criaturas humanas compreenderem que o auxílio recíproco é recurso precioso para o equilíbrio entre todos.
Enquanto houver segregação, discriminação, miséria de uns e excesso de outros, exorbitância de poder ou de fortuna em poucas mãos com a escassez na multidão, o sofrimento permanecerá como látego sobre o seu dorso, até o despertamento consciente e a mudança inevitável de conduta.
Aquele que dispõe dos recursos superiores da existência como saúde, beleza, fortuna, lar feliz, inteligência e conhecimento, não havendo feito o uso dignificante, retorna ao proscênio terrestre, em situação de carência, a fim de aprender aplicação de valores e solidariedade.
Nunca desconsideres o poder dos pequenos gestos de bondade e de amor que fazem muita falta entre os seres humanos.
Por mais insignificantes que pareçam, constituem notas musicais da grande sinfonia da vida vibrando no universo.
Toma parte na extraordinária orquestra do bem, contribuindo com o que possuas.
Muitos indivíduos alegam que carregam muitas culpas conscientes quanto inconscientes de gravames que foram perpetrados e que os atiraram no poço da amargura, tomando-os indignos de realizações elevadas.
Seria de indagar-se, quais as qualidades exigíveis para a prática do amor nas suas múltiplas expressões sob a inspiração do anjo da caridade?
Oferecer-se um copo com água fria ao sedento, doar-se uma côdea de pão ao esfaimado, um vaso de leite ao enfermo, modesta moeda ao necessitado, um gesto de compaixão, uma palavra gentil, um aperto de mão, são tão espontâneos fenômenos humanos, que não exigem elevados sentimentos morais, bastando somente o desejar-se auxiliar...
São tantas as formas de exteriorizar gentileza e bondade, que não se toma indispensável uma situação espiritual superior para apresentá-las.
Através da ação fraterna e natural adquirem-se os títulos de enobrecimento moral, superando-se as tendências perniciosas que escravizam o indivíduo, mantendo-o nas paixões dissolventes, e que passam a diluir-se, quando ocorrem os atos de amor, cedendo os espaços mórbidos à beneficência.
Certamente, a culpa é algoz impiedoso que se esculpe na consciência e, à semelhança do ácido corroi as vibras emocionais da sua vítima, enquanto é conservada.
Por essa razão, deve ser racionalizada de maneira tranquila e diluída mediante as aplicações dos valiosos dissolventes do amor em forma de edificação de outras vidas.
Quando alguém se escusa a ajudar, não está sendo impedido pela culpa, mas pelo egoísmo, esse genitor insensível da indiferença pelo sofrimento dos outros, distanciando-se, na desdita em que se compraz, dos recursos eficientes para a aquisição da paz interior.
Todos os seres humanos, de uma ou de outra forma, carregam algumas culpas, inclusive aquelas que lhes foram impostas pelas tradições religiosas absurdas, que se compraziam em condenar ao invés de orientar a maneira eficiente de libertação dos equívocos em que se tombava.
Dessa forma, existem marcas psicológicas ancestrais que afligem, mas podem ser anuladas mediante o conhecimento da realidade e dos legítimos valores morais que são as regras de bem viver, exaradas no Evangelho de Jesus, e sintetizadas no Seu conceito sublime, que é não desejar nem fazer a outrem o que não se gostaria que lhe fosse feito.

A aceitação honesta do fenômeno culpa pela consciência constitui excelente aquisição emocional para o trabalho de diluição dos fatores que a geraram.
Uma análise sincera do acontecimento produz compreensão em torno da ocorrência do fato infeliz, levando-se em consideração as circunstâncias do momento, o estado emocional em que se encontrava o indivíduo, a sombra predominante...
O erro é sempre resultado do nível de responsabilidade imposta pela consciência. Quando se trata de algo planejado com objetivos perniciosos, certamente os danos produzidos são muito mais graves, transformando-se em conflito psicológico de ação demorada. No entanto, quando outros fatores imprevistos desencadeiam a atitude maléfica, é compreensível que a responsabilidade se apresente menor.
Em face disso, afirmou o Mestre de Nazaré: Mais se pedirá àquele que mais recebeu, estabelecendo que o conhecimento é fator predominante em relação à responsabilidade dos atos humanos.
A questão da culpa é tão relevante que, analisando o drama da mulher surpreendida em adultério, Jesus exarou o surpreendente conceito: ... E aquele que estiver sem culpa, que lhe atire a primeira pedra.
É compreensível que, seja qual for a forma como se deu a instalação da culpa, é sempre resultado da longa aprendizagem a que o Espírito se encontra submetido no compromisso da autoiluminação, transformando ignorância em conhecimento, instinto em discernimento lógico e em razão, primarismo em sabedoria...
Já constitui um passo significativo a sua identificação, que significa o começo da sua superação.
Nenhum recurso mais eficiente para a sua eliminação do que todo o bem que se pode fazer, porquanto, o auxílio ao próximo, à comunidade, a contribuição ao bem estar geral, proporcionam recuperação do equívoco de maneira judiciosa e edificante, resultando em fator de progresso geral. Isto porque, sempre que alguém cai, que se compromete, a sociedade com ele tomba, sendo natural que, ao elevar-se alguém, com ele a sociedade se erga.
O auxílio fraternal, portanto, é valioso contributo psicoterapêutico para a libertação de quaisquer transtornos emocionais, ao tempo em que constitui eficiente método pedagógico para a aquisição da harmonia interna com a consequente aprendizagem em torno dos objetivos relevantes da vida.
Sacrifica, pois, a comodidade disfarçada de conflito de culpa ou equivalente, e faze a tua parte no concerto terrestre, modificando as estruturas atuais do comportamento social e criando novas condições para o progresso geral.
A felicidade somente se instalará na Terra quando as criaturas humanas compreenderem que o auxílio recíproco é recurso precioso para o equilíbrio entre todos.
Enquanto houver segregação, discriminação, miséria de uns e excesso de outros, exorbitância de poder ou de fortuna em poucas mãos com a escassez na multidão, o sofrimento permanecerá como látego sobre o seu dorso, até o despertamento consciente e a mudança inevitável de conduta.

Aquele que dispõe dos recursos superiores da existência como saúde, beleza, fortuna, lar feliz, inteligência e conhecimento, não havendo feito o uso dignificante, retorna ao proscênio terrestre, em situação de carência, a fim de aprender aplicação de valores e solidariedade.
Nunca desconsideres o poder dos pequenos gestos de bondade e de amor que fazem muita falta entre os seres humanos.
Por mais insignificantes que pareçam, constituem notas musicais da grande sinfonia da vida vibrando no universo.
Toma parte na extraordinária orquestra do bem, contribuindo com o que possuas.

Joanna de Ângelis
Página psicografada pelo médium Divaldo Pereira Franco,
na tarde de 29 de maio de 2009, no G19, em Zurique, Suíça.
Página psicografada pelo médium Divaldo Pereira Franco,
na tarde de 29 de maio de 2009, no G19, em Zurique, Suíça.
MUNDOS INTERMEDIÁRIOS OU TRANSITÓRIOS
Existem mundos
particularmente destinados aos seres errantes, MUNDOS que lhes podem
servir de habitação temporária, espécies de acampamentos, pontos de
repouso, de campos onde descansam de uma longa e demasiada
erraticidade, estado este sempre um tanto penoso, (1) mas eles são
gradativos, isto é, entre os outros mundos ocupam posições
intermediárias (2), de acordo com a natureza dos Espíritos que a eles
podem ter acesso e onde gozam de maior ou menor bem-estar.
Os Espíritos que se encontram nesses mundos podem deixá-los livremente a fim de irem para onde necessitem cumprir as suas necessidades. Podemos compará-los como bandos de aves que pousam numa ilha, para aí aguardarem até que suas forças se refaçam a fim de seguirem seu destino.
Enquanto permanecem nos mundos transitórios, os Espíritos progridem, pois os que vão a tais mundos o fazem com o objetivo de se instruírem e de poderem mais facilmente obter permissão para passar a outros lugares melhores até chegarem ao nível que os puros Espíritos atingiram.
Pela sua natureza especial, os mundos transitórios NÃO são perpetuamente destinados aos Espíritos errantes, a condição deles é meramente temporária.
Esses mundos possuem uma constituição análoga à dos outros planetas (3), mas a superfície deles é estéril, por isso, não são habitados por seres corpóreos, assim, os seres que acampam nesses mundos são isentos das nossas necessidades e das nossas sensações físicas. (4) Inclusive, a esterilidade desses mundos NÃO é permanente, são estéreis por transição.
A Natureza desses mundos se traduz pelas belezas da imensidade, que não são menos admiráveis daquilo que na Terra denominamos de belezas naturais.
No nosso sistema planetário não mais existem essas espécies de mundos. Contudo, a Terra, durante a sua formação, já pertenceu a essa categoria de mundo (3).
Estas informações do Espírito (Santo) Agostinho confirma uma grande verdade: nada é inútil em a Natureza; tudo tem um fim, uma destinação. Em nenhum lugar há o vazio, pois TUDO É HABITADO, A VIDA SE EXPANDE POR TODA PARTE (5). Assim, durante a longa série de séculos que passaram antes do aparecimento do homem na Terra, durante os lentos períodos de transição que as camadas geológicas atestam, antes mesmo da formação dos primeiros seres orgânicos, naquela massa informe, naquele árido caos, onde os elementos se achavam em confusão, NÃO HAVIA AUSÊNCIA DE VIDA (3). Seres isentos das nossas necessidades, das nossas sensações físicas, lá encontravam refúgio. Quis Deus que, mesmo assim, ainda imperfeita, a Terra servisse para alguma coisa. Quem, pois, ousaria afirmar que, entre os incontáveis mundos que giram na imensidade, um só, um dos menores, perdido no seio da multidão infinita deles, goza do privilégio exclusivo de ser povoado? Qual então a utilidade dos demais? Tê-los-ia Deus feito unicamente para nos recrearem a vista? Suposição absurda, incompatível com a sabedoria que esplende em todas as suas obras. Ninguém contestará que, nesta ideia da existência de mundos ainda impróprios para a vida material e, não obstante, já povoados de seres vivos apropriados a tal meio, há qualquer coisa de grande e sublime, em que talvez se encontre a solução de muitos problemas.
NOTAS:
(1) Ver Revista Espírita, maio de 1859, Música de Além Túmulo, Chopin, questão 22, resposta de Mozart.
(2) Ver O Livro dos Espíritos – Livro II – Capítulo VI: Mundos Transitórios.
(3) Podemos deduzir que a natureza desses mundos transitórios, são materiais, conforme a resposta dadas pelos Espíritos as questões 236 e 236a onde afirmam que a Terra na época de sua formação esteve na condição desses mundos.
(4) Santo Agostinho in Revista Espírita, maio de 1859, Mundos Intermediários ou Transitórios.
(5) No Universo, tudo serve, tudo se encadeia por liames que ainda não conseguimos perceber na sua amplidão.
Na Natureza, tudo se harmoniza através de leis gerais, e é nessa admirável harmonia que a solidariedade acontece entre os seres que habitam todos os reinos da natureza, eles progridem, se aperfeiçoam, se depuram, concorrendo dessa forma para o cumprimento dos desígnios da Providência.
No Universo a vida é uma ocupação contínua.
No momento em que o princípio inteligente atinge o grau necessário para ser Espírito e entra no período de humanidade, a luz, para ele, se mostrará cada vez mais ampla, e ele passará a perceber cada vez melhor que todos devem percorrer os diferentes graus da escala de cada reino ou classe espírita para se aperfeiçoarem e, que ele, qualquer que seja o seu grau de adiantamento, sua situação, estará sempre colocado entre um superior que o guia e aperfeiçoa e um inferior perante o qual terá deveres iguais a cumprir, cujo objetivo natural, é fazer tudo tender na direção da Unidade (Perfeição), conforme se pode observar nas respostas dos Espíritos às questões 540, 558, 561, 566, 573, 604, 607a, 611 e 888a de LE.
Pesquisa: Elio Mollo
Fontes:
Allan Kardec – O Livro dos Espíritos, Livro Segundo, qq. de 234 à 236 e 540, 558, 561, 566, 573, 604, 607a, 611 e 888a.
Allan Kardec – Revista Espírita, maio de 1859, Mundos Intermediários ou Transitórios.
Comparar em:
O Livro dos Espíritos – Mundos Transitórios
http://www.aeradoespirito.net/OLivrodosEspiritos/O_LIVRO_DOS_ESPIR_...
Revista Espírita – Mundos Intermediários ou Transitórios.
http://www.aeradoespirito.net/RevistaEspHTML/MUNDOS_INTERMED_OU_TRA...
Os Espíritos que se encontram nesses mundos podem deixá-los livremente a fim de irem para onde necessitem cumprir as suas necessidades. Podemos compará-los como bandos de aves que pousam numa ilha, para aí aguardarem até que suas forças se refaçam a fim de seguirem seu destino.
Enquanto permanecem nos mundos transitórios, os Espíritos progridem, pois os que vão a tais mundos o fazem com o objetivo de se instruírem e de poderem mais facilmente obter permissão para passar a outros lugares melhores até chegarem ao nível que os puros Espíritos atingiram.
Pela sua natureza especial, os mundos transitórios NÃO são perpetuamente destinados aos Espíritos errantes, a condição deles é meramente temporária.
Esses mundos possuem uma constituição análoga à dos outros planetas (3), mas a superfície deles é estéril, por isso, não são habitados por seres corpóreos, assim, os seres que acampam nesses mundos são isentos das nossas necessidades e das nossas sensações físicas. (4) Inclusive, a esterilidade desses mundos NÃO é permanente, são estéreis por transição.
A Natureza desses mundos se traduz pelas belezas da imensidade, que não são menos admiráveis daquilo que na Terra denominamos de belezas naturais.
No nosso sistema planetário não mais existem essas espécies de mundos. Contudo, a Terra, durante a sua formação, já pertenceu a essa categoria de mundo (3).
Estas informações do Espírito (Santo) Agostinho confirma uma grande verdade: nada é inútil em a Natureza; tudo tem um fim, uma destinação. Em nenhum lugar há o vazio, pois TUDO É HABITADO, A VIDA SE EXPANDE POR TODA PARTE (5). Assim, durante a longa série de séculos que passaram antes do aparecimento do homem na Terra, durante os lentos períodos de transição que as camadas geológicas atestam, antes mesmo da formação dos primeiros seres orgânicos, naquela massa informe, naquele árido caos, onde os elementos se achavam em confusão, NÃO HAVIA AUSÊNCIA DE VIDA (3). Seres isentos das nossas necessidades, das nossas sensações físicas, lá encontravam refúgio. Quis Deus que, mesmo assim, ainda imperfeita, a Terra servisse para alguma coisa. Quem, pois, ousaria afirmar que, entre os incontáveis mundos que giram na imensidade, um só, um dos menores, perdido no seio da multidão infinita deles, goza do privilégio exclusivo de ser povoado? Qual então a utilidade dos demais? Tê-los-ia Deus feito unicamente para nos recrearem a vista? Suposição absurda, incompatível com a sabedoria que esplende em todas as suas obras. Ninguém contestará que, nesta ideia da existência de mundos ainda impróprios para a vida material e, não obstante, já povoados de seres vivos apropriados a tal meio, há qualquer coisa de grande e sublime, em que talvez se encontre a solução de muitos problemas.
NOTAS:
(1) Ver Revista Espírita, maio de 1859, Música de Além Túmulo, Chopin, questão 22, resposta de Mozart.
(2) Ver O Livro dos Espíritos – Livro II – Capítulo VI: Mundos Transitórios.
(3) Podemos deduzir que a natureza desses mundos transitórios, são materiais, conforme a resposta dadas pelos Espíritos as questões 236 e 236a onde afirmam que a Terra na época de sua formação esteve na condição desses mundos.
(4) Santo Agostinho in Revista Espírita, maio de 1859, Mundos Intermediários ou Transitórios.
(5) No Universo, tudo serve, tudo se encadeia por liames que ainda não conseguimos perceber na sua amplidão.
Na Natureza, tudo se harmoniza através de leis gerais, e é nessa admirável harmonia que a solidariedade acontece entre os seres que habitam todos os reinos da natureza, eles progridem, se aperfeiçoam, se depuram, concorrendo dessa forma para o cumprimento dos desígnios da Providência.
No Universo a vida é uma ocupação contínua.
No momento em que o princípio inteligente atinge o grau necessário para ser Espírito e entra no período de humanidade, a luz, para ele, se mostrará cada vez mais ampla, e ele passará a perceber cada vez melhor que todos devem percorrer os diferentes graus da escala de cada reino ou classe espírita para se aperfeiçoarem e, que ele, qualquer que seja o seu grau de adiantamento, sua situação, estará sempre colocado entre um superior que o guia e aperfeiçoa e um inferior perante o qual terá deveres iguais a cumprir, cujo objetivo natural, é fazer tudo tender na direção da Unidade (Perfeição), conforme se pode observar nas respostas dos Espíritos às questões 540, 558, 561, 566, 573, 604, 607a, 611 e 888a de LE.
Pesquisa: Elio Mollo
Fontes:
Allan Kardec – O Livro dos Espíritos, Livro Segundo, qq. de 234 à 236 e 540, 558, 561, 566, 573, 604, 607a, 611 e 888a.
Allan Kardec – Revista Espírita, maio de 1859, Mundos Intermediários ou Transitórios.
Comparar em:
O Livro dos Espíritos – Mundos Transitórios
http://www.aeradoespirito.net/OLivrodosEspiritos/O_LIVRO_DOS_ESPIR_...
Revista Espírita – Mundos Intermediários ou Transitórios.
http://www.aeradoespirito.net/RevistaEspHTML/MUNDOS_INTERMED_OU_TRA...
sábado, 10 de maio de 2014
Manicômio? depende do médico…
Aquela terça-feira era
mais um dia de azáfama. O médico, psiquiatra, despediu-se dos filhos, do
cônjuge, e rumou apressadamente ao Hospital onde presta serviço.
Enquanto trincava às pressas uma bucha de pão, no meio do trânsito
loucamente normal de Lisboa e arredores, ia ouvindo as notícias, com
aquele ar de quem já não ouve nada. Desligou o rádio. Ideias saltitantes
iam de galho em galho, nos milhões de neurônios cerebrais: contas à
vida, o futuro dos progenitores, o dia de amanhã, entre outras questões
existenciais.
Após o matinal musichall das buzinas rodoviárias, lá chegou ao parque de estacionamento do Hospital.
Um café bem forte vinha mesmo a calhar.
Chegado às urgências, um enfermeiro atirou-lhe de repente: “doutor, hoje de manhã, já ali estão três para o senhor”.
Ele parou, sentou-se na secretaria e, enquanto nos escaninhos da mente se questionava por onde andaria o seu pai falecido (agora no mundo espiritual), ia dando uma vista de olhos pelos processos. Pegou no microfone de chamada, ligou-o, e chamou o doente nº 1, num gesto já ritualizado.
Batem à porta, à qual responde: “pode entrar”!
Um jovem, franzino, adentra o consultório, ar cabisbaixo e, como que a sondar todos os cantos do espaço físico, não fosse haver ali alguma ameaça. Afinal, não era um consultório qualquer, era um consultório de um psiquiatra, num Hospital do Estado (nada fiável, pensava ele).
O médico, espírita, após as suas orações antes do trabalho no Hospital, onde solicitara o amparo dos bons Espíritos e a lucidez e discernimento para poder ser útil naquele dia, olhou com ternura o jovem, pensando: “podia ser meu filho!”.
Entre dentes, disse: “sente-se, esteja à vontade. O que o traz por cá?”.
No processo inicial, já tinha havido uma triagem, que o atirava para um internamento compulsivo em psiquiatria (ouvia vozes que mais ninguém ouvia).
O jovem, meio com medo, lá foi contando a sua história pessoal: desde muito novo que se sentia diferente dos demais jovens e, ultimamente, via seres que mais ninguém via e ouvia-os, ao ponto de alguns o cumprimentarem, outros serem indiferentes e outros, ainda, serem maldosos. Em casa, ninguém via e ouvia o que ele percepcionava e, ali, estava à espera da cura.
O médico, psiquiatra, espírita, ouviu-o atentamente e, após severo diagnóstico médico, concluiu que ele não tinha problema algum, passando a fazer questões do foro espiritual. Neste campo, o rapaz parecia estar à vontade e respondia com desenvoltura ao que lhe perguntava.
Os médicos precisam estudar a doutrina espírita, como nós precisamos de pão, para o dia a dia
O diagnóstico foi fácil: o rapaz era médium, tinha percepção extrassensorial.
“Doutor, é grave?”, perguntava com ansiedade.
Seguiu-se um longo silêncio de alguns segundos, enquanto o médico prescrevia uma receita.
Pensou com os seus botões: “pronto, lá vou eu ficar intoxicado com drogas”.
O médico tinha um sorriso amigo e acolhedor, o que o tranquilizou e, após acabar de rabiscar, disse-lhe: “você não tem doença nenhuma e não precisa de medicação; você tem um sexto sentido que se chama mediunidade e precisa aprender a lidar com ela. Sugiro-lhe esta associação espírita (onde não há comércio nem aceitação de dinheiro), aonde deve ir, expor a sua situação, estudar e integrar-se. Depois, leve uma vida normal!”.
O rapaz estava incrédulo! Nem um calmante?
“Não precisa”, respondeu com bonomia o médico, mas, se precisar, volte e peça para falar comigo.
O jovem deu-lhe um abraço sentido e disse-lhe: “sabe doutor, o senhor é a primeira pessoa a acreditar em mim, que eu não estou maluco. Vou lá sim, e depois volto para lhe dizer como foi”.
E foi-se…
Ao tomar conhecimento deste caso, fiquei alarmado: e se o rapaz desse com um psiquiatra que não fosse espírita?
A esta hora estaria encharcado em antipsicóticos e, quiçá, internado num manicômio…
Que responsabilidade a dos médicos!!!
Felizmente, já existem muitos médicos espíritas em Portugal. Mas ainda não chega.
Que bom seria se a filosofia espírita fosse de estudo obrigatório nos cursos de Medicina, onde os médicos aprendessem que, ao invés de sermos um aglomerado de células, nós somos um ser espiritual temporariamente num corpo de carne, a cumprir um desiderato ao longo da eternidade, resgatando ousadias de outras vidas, que por agora nos trazem transtornos. Um dia será assim!
José Lucas
fonte: http://www.forumespirita.net/fe/accao-do-dia/manicomio-depende-do-medico/?utm_source=feedburner&utm_medium=email&utm_campaign=Feed%3A+forumespirita+%28Forum+Espirita+email+news+100+topicos%29#.U2457ihUGE0
Após o matinal musichall das buzinas rodoviárias, lá chegou ao parque de estacionamento do Hospital.
Um café bem forte vinha mesmo a calhar.
Chegado às urgências, um enfermeiro atirou-lhe de repente: “doutor, hoje de manhã, já ali estão três para o senhor”.
Ele parou, sentou-se na secretaria e, enquanto nos escaninhos da mente se questionava por onde andaria o seu pai falecido (agora no mundo espiritual), ia dando uma vista de olhos pelos processos. Pegou no microfone de chamada, ligou-o, e chamou o doente nº 1, num gesto já ritualizado.
Batem à porta, à qual responde: “pode entrar”!
Um jovem, franzino, adentra o consultório, ar cabisbaixo e, como que a sondar todos os cantos do espaço físico, não fosse haver ali alguma ameaça. Afinal, não era um consultório qualquer, era um consultório de um psiquiatra, num Hospital do Estado (nada fiável, pensava ele).
O médico, espírita, após as suas orações antes do trabalho no Hospital, onde solicitara o amparo dos bons Espíritos e a lucidez e discernimento para poder ser útil naquele dia, olhou com ternura o jovem, pensando: “podia ser meu filho!”.
Entre dentes, disse: “sente-se, esteja à vontade. O que o traz por cá?”.
No processo inicial, já tinha havido uma triagem, que o atirava para um internamento compulsivo em psiquiatria (ouvia vozes que mais ninguém ouvia).
O jovem, meio com medo, lá foi contando a sua história pessoal: desde muito novo que se sentia diferente dos demais jovens e, ultimamente, via seres que mais ninguém via e ouvia-os, ao ponto de alguns o cumprimentarem, outros serem indiferentes e outros, ainda, serem maldosos. Em casa, ninguém via e ouvia o que ele percepcionava e, ali, estava à espera da cura.
O médico, psiquiatra, espírita, ouviu-o atentamente e, após severo diagnóstico médico, concluiu que ele não tinha problema algum, passando a fazer questões do foro espiritual. Neste campo, o rapaz parecia estar à vontade e respondia com desenvoltura ao que lhe perguntava.
Os médicos precisam estudar a doutrina espírita, como nós precisamos de pão, para o dia a dia
O diagnóstico foi fácil: o rapaz era médium, tinha percepção extrassensorial.
“Doutor, é grave?”, perguntava com ansiedade.
Seguiu-se um longo silêncio de alguns segundos, enquanto o médico prescrevia uma receita.
Pensou com os seus botões: “pronto, lá vou eu ficar intoxicado com drogas”.
O médico tinha um sorriso amigo e acolhedor, o que o tranquilizou e, após acabar de rabiscar, disse-lhe: “você não tem doença nenhuma e não precisa de medicação; você tem um sexto sentido que se chama mediunidade e precisa aprender a lidar com ela. Sugiro-lhe esta associação espírita (onde não há comércio nem aceitação de dinheiro), aonde deve ir, expor a sua situação, estudar e integrar-se. Depois, leve uma vida normal!”.
O rapaz estava incrédulo! Nem um calmante?
“Não precisa”, respondeu com bonomia o médico, mas, se precisar, volte e peça para falar comigo.
O jovem deu-lhe um abraço sentido e disse-lhe: “sabe doutor, o senhor é a primeira pessoa a acreditar em mim, que eu não estou maluco. Vou lá sim, e depois volto para lhe dizer como foi”.
E foi-se…
Ao tomar conhecimento deste caso, fiquei alarmado: e se o rapaz desse com um psiquiatra que não fosse espírita?
A esta hora estaria encharcado em antipsicóticos e, quiçá, internado num manicômio…
Que responsabilidade a dos médicos!!!
Felizmente, já existem muitos médicos espíritas em Portugal. Mas ainda não chega.
Que bom seria se a filosofia espírita fosse de estudo obrigatório nos cursos de Medicina, onde os médicos aprendessem que, ao invés de sermos um aglomerado de células, nós somos um ser espiritual temporariamente num corpo de carne, a cumprir um desiderato ao longo da eternidade, resgatando ousadias de outras vidas, que por agora nos trazem transtornos. Um dia será assim!
José Lucas
fonte: http://www.forumespirita.net/fe/accao-do-dia/manicomio-depende-do-medico/?utm_source=feedburner&utm_medium=email&utm_campaign=Feed%3A+forumespirita+%28Forum+Espirita+email+news+100+topicos%29#.U2457ihUGE0
Mães Amorosas.
Quão bela, quão frágil, a vida.
Para os que se dispõem a ver, a vida é feita de mistérios, os que se
dispõem a ouvir sabem que a poesia se forma no silêncio.
No silêncio primordial fomos todos gerados.
Os delicados inícios da vida são de grande importância, são o fundamento do bem estar da alma e do corpo.
A qualidade essencial para uma mãe amorosa é saber ouvir, ouvir os
anseios, os sonhos, desta vida nova que a vida lhe confiou.
A comunhão essencial que transcende as palavras.
A maternidade tem um efeito muito humanizador, tudo se torna reduzido
ao essencial, a comunhão essencial que transcende as palavras.
O que é o essencial?
O essencial transcende as palavras, manifestando-se exclusivamente no silêncio.
Se o cuidar da alimentação garante um desenvolvimento físico saudável, a
alma também deve ser alimentada, de modo que desde a mais tenra idade a
criança possa manifestar bondade, generosidade e desprendimento
necessário e sadio.
Na primeira infância se estabelecem os vínculos afetivos que haverão de acompanhar mães e filhos pela vida afora.
Alimentar o corpo; alimentar a mente; alimentar o espírito.
O que significa alimentar o espírito? Como plantar as sementes da
compaixão da bondade, da generosidade em corações tenros?
Os ensinamentos da psicologia educacional nos esclarece que a base da
personalidade de uma pessoa se forma, quase por completo, até
aproximadamente os sete anos de idade.
Os sete primeiros anos de vida são essenciais, uma vez que determinam a base da personalidade de todos os anos futuros.
Portanto, se a vida confiou em tuas mãos uma nova vida, procure reduzir
ao máximo os compromissos sociais e profissionais, de modo a poder
dedicar a atenção e o cuidado necessários para estes anos essenciais,
formativos.
Quão mais amada, protegida, acolhida a primeira infância, mais serena,
segura, bela e afável será a jornada existencial que se segue.
No silêncio primordial fomos todos gerados.
Possam as mãos pequeninas, mediante uma educação integral, tirar
das teclas do existir os mais belos sons, as melodias mais harmoniosas.
Que saibam valorizar as canções da alma, e, desde cedo dedilhar as melodias da generosidade.
A mente é um fogo a ser aceso, não um vaso a ser preenchido.
O coração é a morada de mistérios eternos, nada mais que o mar de luz, o lugar de
Visão de Deus.
fonte: Jornalmundomaior@hotmail.com
quinta-feira, 8 de maio de 2014
150 anos
A PRESIDENTE DA FEDERAÇÃO ESPÍRITA DO RIO GRANDE DO SUL PRESENTE NA SESSÃO SOLENE NA CÂMARA DE VEREADORES DE GRAVATAÍ RS , NO DIA 22 DE ABRIL EM COMEMORAÇÃO AOS 150 ANOS DO EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO.
As crianças da Nova Era
Allan Kardec, o sábio
francês que compilou os ensinamentos dos Espíritos, em cinco livros,
aparecendo assim a Doutrina dos Espíritos, Doutrina Espírita ou
Espiritismo, faz referência num desses livros, em “A Gênese”, às
crianças da Nova Era que viriam para a Terra, na mudança por que estamos
a passar. Como lidar com estas crianças?
As escolas não sabem como lidar com as crianças, os professores desesperam, os pais atingem o limite mental, os consultórios de psicologia e psiquiatria enchem-se.
A queixa é comum e rotineira: “Já não sei como lidar com a minha filha, o meu filho Os professores queixam-se do mesmo e “fazem das tripas coração” para conseguir a atenção das crianças e jovens de hoje.
Em última análise, medicam-se as crianças com ritalina ou outros medicamentos que, “drogando” as crianças, acabam por ser um sossego para pais, educadores e professores. Este erro crasso pode ser fatal para estas crianças.
Todo o desassossego vigente tem a ver com a fase de transição por que estamos a passar na Terra, onde, neste 3º milênio, o planeta Terra passará de planeta de expiação e provas (ver O Evangelho segundo o Espiritismo e O Livro dos Espíritos, de Allan Kardec) para um planeta de regeneração, mudança esta que se fará com a reencarnação de Espíritos mais evoluídos e comprometidos com a paz, enquanto aqueles que agora fomentam guerras e ódios serão transferidos para outros planetas mais condizentes com o seu estado mental.
Nesta fase de transição, o antigo modelo de educação não funciona, pois estas almas, mais exigentes, precisam de novos paradigmas educativos.
O antigo sistema de educação no lar não funciona, exigindo mais e melhor, por parte dos pais.
Como ajudar estas crianças, muitas delas portadoras de um sexto sentido (mediunidade), quando os pais, médicos e professores não conhecem a doutrina espírita, não entendem o que se passa?
Falando com Raquel Henriques, professora reformada, hoje monitora de um grupo de jovens no Centro de Cultura Espírita, nas Caldas da Rainha, ela se refere assim: “estes grupos de crianças e de jovens, nos centros espíritas, servem para dar uma visão holística à criança e ao jovem, dar bases seguras e firmes para o dia de amanhã, pouco importando que amanhã ela venha a ser espírita ou não”. Raquel Henriques diz mais: que “as crianças de hoje têm sede de noções de espiritualidade, precisam conhecer a reencarnação, a imortalidade e a comunicabilidade dos Espíritos, para perceberem as dissemelhanças existentes na Terra, com lógica, racionalmente, e não de uma forma dogmática, indiscutível”.
Sem o conhecimento do Espiritismo, como entender a
lógica da vida, de uma forma justa e equitativa?
José Carlos relata um caso: a sua filha de 8 anos, apaixonada por animais, ao ver um cão morto na estrada (indo de carro na companhia do irmão mais velho 3 anos e da sua mãe), começou a chorar com pena do cão. Como não se conseguisse fazer com que ela se acalmasse, o irmãozinho disparou: “deixa lá, não vês que ele vai voltar a reencarnar? Só morreu o corpo dele, não chores”. E a miúda lá foi enxugando as lágrimas, recordando os conceitos fruídos nas reuniões de crianças espíritas.
Este fato faz-nos pensar na imensa responsabilidade que temos na divulgação do Espiritismo, junto das escolas, dos pais, dos médicos, até que um dia, finalmente, as pessoas, de um modo geral, descubram que afinal são seres eternos, temporariamente num corpo de carne, com a missão de aprender, evoluir intelectual e espiritualmente, em prol de um devir mais feliz, vida após vida, em busca de orbes mais felizes.
“Nascer, morrer, renascer ainda, progredir sem cessar, tal é a Lei”.
Se desejar, poderá inscrever as suas crianças e jovens, dos 6 anos de idade em diante, nas reuniões de evangelização espírita, todos os sábados das 15h às 16h15, no Centro de Cultura Espírita, gratuitamente, pelo telefone 938 466 898, ou na sede deste Centro Espírita. A educação espírita é precioso tesouro que deixaremos nas mãos dos nossos filhos. ( José Lucas )
fonte: http://www.forumespirita.net/fe/reencarnacao/as-criancas-da-nova-era/?utm_source=feedburner&utm_medium=email&utm_campaign=Feed%3A+forumespirita+%28Forum+Espirita+email+news+100+topicos%29#.U2vMTFdUGE0
As escolas não sabem como lidar com as crianças, os professores desesperam, os pais atingem o limite mental, os consultórios de psicologia e psiquiatria enchem-se.
A queixa é comum e rotineira: “Já não sei como lidar com a minha filha, o meu filho Os professores queixam-se do mesmo e “fazem das tripas coração” para conseguir a atenção das crianças e jovens de hoje.
Em última análise, medicam-se as crianças com ritalina ou outros medicamentos que, “drogando” as crianças, acabam por ser um sossego para pais, educadores e professores. Este erro crasso pode ser fatal para estas crianças.
Todo o desassossego vigente tem a ver com a fase de transição por que estamos a passar na Terra, onde, neste 3º milênio, o planeta Terra passará de planeta de expiação e provas (ver O Evangelho segundo o Espiritismo e O Livro dos Espíritos, de Allan Kardec) para um planeta de regeneração, mudança esta que se fará com a reencarnação de Espíritos mais evoluídos e comprometidos com a paz, enquanto aqueles que agora fomentam guerras e ódios serão transferidos para outros planetas mais condizentes com o seu estado mental.
Nesta fase de transição, o antigo modelo de educação não funciona, pois estas almas, mais exigentes, precisam de novos paradigmas educativos.
O antigo sistema de educação no lar não funciona, exigindo mais e melhor, por parte dos pais.
Como ajudar estas crianças, muitas delas portadoras de um sexto sentido (mediunidade), quando os pais, médicos e professores não conhecem a doutrina espírita, não entendem o que se passa?
Falando com Raquel Henriques, professora reformada, hoje monitora de um grupo de jovens no Centro de Cultura Espírita, nas Caldas da Rainha, ela se refere assim: “estes grupos de crianças e de jovens, nos centros espíritas, servem para dar uma visão holística à criança e ao jovem, dar bases seguras e firmes para o dia de amanhã, pouco importando que amanhã ela venha a ser espírita ou não”. Raquel Henriques diz mais: que “as crianças de hoje têm sede de noções de espiritualidade, precisam conhecer a reencarnação, a imortalidade e a comunicabilidade dos Espíritos, para perceberem as dissemelhanças existentes na Terra, com lógica, racionalmente, e não de uma forma dogmática, indiscutível”.
Sem o conhecimento do Espiritismo, como entender a
lógica da vida, de uma forma justa e equitativa?
José Carlos relata um caso: a sua filha de 8 anos, apaixonada por animais, ao ver um cão morto na estrada (indo de carro na companhia do irmão mais velho 3 anos e da sua mãe), começou a chorar com pena do cão. Como não se conseguisse fazer com que ela se acalmasse, o irmãozinho disparou: “deixa lá, não vês que ele vai voltar a reencarnar? Só morreu o corpo dele, não chores”. E a miúda lá foi enxugando as lágrimas, recordando os conceitos fruídos nas reuniões de crianças espíritas.
Este fato faz-nos pensar na imensa responsabilidade que temos na divulgação do Espiritismo, junto das escolas, dos pais, dos médicos, até que um dia, finalmente, as pessoas, de um modo geral, descubram que afinal são seres eternos, temporariamente num corpo de carne, com a missão de aprender, evoluir intelectual e espiritualmente, em prol de um devir mais feliz, vida após vida, em busca de orbes mais felizes.
“Nascer, morrer, renascer ainda, progredir sem cessar, tal é a Lei”.
Se desejar, poderá inscrever as suas crianças e jovens, dos 6 anos de idade em diante, nas reuniões de evangelização espírita, todos os sábados das 15h às 16h15, no Centro de Cultura Espírita, gratuitamente, pelo telefone 938 466 898, ou na sede deste Centro Espírita. A educação espírita é precioso tesouro que deixaremos nas mãos dos nossos filhos. ( José Lucas )
fonte: http://www.forumespirita.net/fe/reencarnacao/as-criancas-da-nova-era/?utm_source=feedburner&utm_medium=email&utm_campaign=Feed%3A+forumespirita+%28Forum+Espirita+email+news+100+topicos%29#.U2vMTFdUGE0
Como evitar a melancolia
Conhecida na antiguidade
como melancolia, a depressão, em nosso tempo, tem sido o grande mal da
humanidade. A melhor terapia para essa doença milenar é a do amor, e o
melhor terapeuta é Jesus. Entretanto, muitas vezes, é imprescindível o
acompanhamento médico e espiritual simultâneo.
O ser humano é um composto biopsicossocial espiritual. Por isso mesmo, a depressão vem sendo atribuída a quatro causas, em geral, associadas: biológica, psicológica, social e espiritual. A seguir, vamos observar como cada causa se manifesta e quais terapêuticas são indicadas para o seu controle.
1ª - Causa biológica ou orgânica: Acredita-se que algumas pessoas nasçam geneticamente com deficiência orgânica. Outras adquirem doenças crônicas que também levam à depressão, como a Aids, o câncer, a obesidade, a artrite etc.
O tratamento, nesses casos, deve ser feito por um psiquiatra, que procurará suprir a deficiência de serotonina do paciente, com base em antidepressivos. Essas pessoas necessitam, também, de um acompanhamento psicológico, clínico e, portanto, devem seguir à risca as recomendações médicas.
2ª – Causa social: O sedentarismo, a solidão, entre outras causas sociais podem levar a pessoa a sentir-se desprezada pela sociedade e passar a se sentir inútil, desmotivada, profundamente triste.
O melhor tratamento para a melancolia, nesses casos, é a atividade física. A caminhada diária de trinta minutos, a corrida competitiva ou leve, de acordo com as condições físicas e gosto individual, a dança, os exercícios leves da academia, ao menos três vezes na semana, são ótimas terapias para essas pessoas. Ainda assim, se o problema se agravar, também nesse, como em outros casos, a terapia psicológica e/ou psiquiátrica é indispensável.
Por vezes, é necessário saber dizer não
3ª – Causa psicológica: a morte de um ser querido, a perda de um bom emprego, a separação de um casal, abusos sexuais, entre outros acontecimentos podem levar a pessoa a distúrbios psicológicos. Além desses, há outros problemas, como o estresse, resultante de acúmulo de atividades, a necessidade de ser aceito, o perfeccionismo e a ansiedade.
Quando um casal se separa, em especial por não mais haver atração sexual de um parceiro ou parceira, a angústia e as consequências provenientes de tal situação podem se tornar insuportáveis. Os reflexos atingem, inclusive, os próprios filhos, quando os há. É por isso que existe o namoro, para que as pessoas se conheçam muito bem, antes de assumir uma relação estável. Aliado a isso, é preciso saber conviver, havendo necessidade, por vezes, de um dos membros do casal renunciar a certos caprichos, em benefício do outro.
O diálogo, a troca diária de afetos, a compreensão, a renúncia e a tolerância, entre outras qualidades positivas, provenientes do amor, são fundamentais a uma vida familiar permanente.
Com relação ao estresse, é preciso lembrar que não podemos assumir compromissos maiores do que o permitam nossas forças realizarem. Por vezes, é necessário saber dizer não, sem com isso melindrar ou ofender os que nos pedem um favor ou serviço. Há pessoas que, pela necessidade sentida de serem aceitas, nada recusam, embora nem sempre deem conta de atender ao que lhe é solicitado. Com isso, deprimem-se.
Outras pessoas, atentas às recomendações de Jesus de serem perfeitas, começam a se comparar com os grandes missionários e santos. Ora, quando Jesus nos recomenda: “Sede perfeitos”, Ele sabe, melhor do que ninguém, o quanto é importante dar “um passo de cada vez”, pois se corrermos muito, por estradas acidentadas, poderemos levar um tombo tão grande que venhamos a ter dificuldade de nos reerguer.
Qualquer pessoa pode ser vítima de um obsessor
Foi por isso que Kardec escreveu esta frase: “Reconhece-se o verdadeiro espírita pela sua transformação moral e pelos esforços que emprega para domar suas inclinações más” (KARDEC, 2008, cap. XVII, it. 4). Ele não disse que devemos nos santificar de uma hora para outra e, sim, que devemos nos esforçar para sermos sempre melhores.
A ansiedade é outra dificuldade a ser superada por nós no combate à causa psicológica da depressão. Há pessoas que passam de uma atividade a outra, mal começam a anterior, acabando por esquecer ou concluir com atraso ou imperfeição quase tudo o que fazem. É preciso nos autoconhecermos, como consta na questão 919 de O Livro dos Espíritos, a fim de agirmos com equilíbrio e bom senso em tudo o que façamos no cotidiano da vida. Devemos ter horário para tudo: para o estudo, para o trabalho, para os exercícios físicos e para a oração e a meditação. Sem isso, nossa vida mental se torna um “inferno”.
4ª – Causa espiritual. As imperfeições morais que trazemos impressas em nosso campo mental nos levam a desprezar a recomendação de Jesus: “Orai e vigiai, para não cairdes em tentação”. Tais defeitos têm como base principal o egoísmo, donde provêm todas as demais imperfeições de cada um de nós, como o orgulho, a vaidade, o ciúme, a inveja, a cupidez, a sensualidade e as paixões negativas.
Qualquer pessoa pode ser vítima de um obsessor, pois, segundo a resposta de um Espírito a Allan Kardec, “os Espíritos influenciam nossos pensamentos e atos muito mais do que supomos, pois, de ordinário, são eles que nos dirigem” (KARDEC, 2006, q. 459).
Também qualquer pessoa pode ter, sempre, a companhia dos bons Espíritos, que neutralizam a influência dos maus. Basta pensar e agir sempre no bem. “Sede sempre bons e só tereis Espíritos bons ao vosso lado” (KARDEC, 2009, cap. 9, it. 13).
Mas a obsessão pode variar do tipo simples à subjugação, conforme consta n’O Livro dos Médiuns (Kardec, 2009, cap. 9).
A fascinação é um tipo de obsessão muito perigoso
Na obsessão simples, a pessoa sabe que está sob a influência de um “Espírito mentiroso”, que “não se disfarça, nem dissimula de forma alguma suas más intenções e seu propósito de contrariar”. A entidade maléfica pode ser afastada pelo próprio obsidiado, modificando seus hábitos mentais negativos e pondo em Deus toda a sua confiança. A terapia do amor ao próximo, do estudo das obras básicas de Allan Kardec e da atuação permanente no bem é altamente eficaz, tanto para o obsessor, quanto para o obsidiado, propiciando a ambos sua elevação moral.
A fascinação é um tipo de obsessão muito mais perigoso. “É uma ilusão produzida pela ação direta do Espírito sobre o pensamento do médium e que, de certa forma, paralisa a sua capacidade de julgar as comunicações” (KARDEC, 2009, p. 389, it. 239). O fascinado não se acredita tapeado, pelo contrário, crê cegamente no Espírito que o obsidia e repele aquelas pessoas que lhe tentam abrir os olhos. A terapia do amor, com orações e desobsessão a distância são recursos apropriados a tal caso.
Referências:
FEITOSA, Nazareno. Depressão: causas, consequências e a terapia do amor. Palestra espírita. CD s.d.
FRANCO, Divaldo Pereira. Conflitos existenciais. Pelo Espírito Joanna de Ângelis. Salvador, BA: Livraria Espírita Alvorada, 2005.
______. Jesus e o evangelho à luz da psicologia profunda. Pelo Espírito Joanna de Ângelis. Salvador, BA: Livraria Espírita Alvorada, 2000.
______. Loucura e obsessão. Pelo Espírito Manoel Philomeno de Miranda. 12. ed. Rio de Janeiro: Federação Espírita Brasileira, 2011.
_____. Sexo e obsessão. Pelo Espírito Manoel Philomeno de Miranda. 8. ed. Salvador, BA: Livraria Espírita Alvorada, 2013.
______. A obsessão: instalação e cura. Organizada por Adilson Pugliese. 3. ed. Salvador, BA: Livraria Espírita Alvorada, 1998.
KARDEC, Allan. O Evangelho segundo o Espiritismo. Tradução de Evandro Noleto Bezerra. Rio de Janeiro: Federação Espírita Brasileira, 2008.
______. O Livro dos Espíritos. Tradução de Evandro Noleto Bezerra. Rio de Janeiro: Federação Espírita Brasileira, 2006. Ed. comemorativa.
______. O Livro dos Médiuns. Tradução de Evandro Noleto Bezerra. Rio de Janeiro: Federação Espírita Brasileira, 2009.
Jorge Leite de Oliveira
O ser humano é um composto biopsicossocial espiritual. Por isso mesmo, a depressão vem sendo atribuída a quatro causas, em geral, associadas: biológica, psicológica, social e espiritual. A seguir, vamos observar como cada causa se manifesta e quais terapêuticas são indicadas para o seu controle.
1ª - Causa biológica ou orgânica: Acredita-se que algumas pessoas nasçam geneticamente com deficiência orgânica. Outras adquirem doenças crônicas que também levam à depressão, como a Aids, o câncer, a obesidade, a artrite etc.
O tratamento, nesses casos, deve ser feito por um psiquiatra, que procurará suprir a deficiência de serotonina do paciente, com base em antidepressivos. Essas pessoas necessitam, também, de um acompanhamento psicológico, clínico e, portanto, devem seguir à risca as recomendações médicas.
2ª – Causa social: O sedentarismo, a solidão, entre outras causas sociais podem levar a pessoa a sentir-se desprezada pela sociedade e passar a se sentir inútil, desmotivada, profundamente triste.
O melhor tratamento para a melancolia, nesses casos, é a atividade física. A caminhada diária de trinta minutos, a corrida competitiva ou leve, de acordo com as condições físicas e gosto individual, a dança, os exercícios leves da academia, ao menos três vezes na semana, são ótimas terapias para essas pessoas. Ainda assim, se o problema se agravar, também nesse, como em outros casos, a terapia psicológica e/ou psiquiátrica é indispensável.
Por vezes, é necessário saber dizer não
3ª – Causa psicológica: a morte de um ser querido, a perda de um bom emprego, a separação de um casal, abusos sexuais, entre outros acontecimentos podem levar a pessoa a distúrbios psicológicos. Além desses, há outros problemas, como o estresse, resultante de acúmulo de atividades, a necessidade de ser aceito, o perfeccionismo e a ansiedade.
Quando um casal se separa, em especial por não mais haver atração sexual de um parceiro ou parceira, a angústia e as consequências provenientes de tal situação podem se tornar insuportáveis. Os reflexos atingem, inclusive, os próprios filhos, quando os há. É por isso que existe o namoro, para que as pessoas se conheçam muito bem, antes de assumir uma relação estável. Aliado a isso, é preciso saber conviver, havendo necessidade, por vezes, de um dos membros do casal renunciar a certos caprichos, em benefício do outro.
O diálogo, a troca diária de afetos, a compreensão, a renúncia e a tolerância, entre outras qualidades positivas, provenientes do amor, são fundamentais a uma vida familiar permanente.
Com relação ao estresse, é preciso lembrar que não podemos assumir compromissos maiores do que o permitam nossas forças realizarem. Por vezes, é necessário saber dizer não, sem com isso melindrar ou ofender os que nos pedem um favor ou serviço. Há pessoas que, pela necessidade sentida de serem aceitas, nada recusam, embora nem sempre deem conta de atender ao que lhe é solicitado. Com isso, deprimem-se.
Outras pessoas, atentas às recomendações de Jesus de serem perfeitas, começam a se comparar com os grandes missionários e santos. Ora, quando Jesus nos recomenda: “Sede perfeitos”, Ele sabe, melhor do que ninguém, o quanto é importante dar “um passo de cada vez”, pois se corrermos muito, por estradas acidentadas, poderemos levar um tombo tão grande que venhamos a ter dificuldade de nos reerguer.
Qualquer pessoa pode ser vítima de um obsessor
Foi por isso que Kardec escreveu esta frase: “Reconhece-se o verdadeiro espírita pela sua transformação moral e pelos esforços que emprega para domar suas inclinações más” (KARDEC, 2008, cap. XVII, it. 4). Ele não disse que devemos nos santificar de uma hora para outra e, sim, que devemos nos esforçar para sermos sempre melhores.
A ansiedade é outra dificuldade a ser superada por nós no combate à causa psicológica da depressão. Há pessoas que passam de uma atividade a outra, mal começam a anterior, acabando por esquecer ou concluir com atraso ou imperfeição quase tudo o que fazem. É preciso nos autoconhecermos, como consta na questão 919 de O Livro dos Espíritos, a fim de agirmos com equilíbrio e bom senso em tudo o que façamos no cotidiano da vida. Devemos ter horário para tudo: para o estudo, para o trabalho, para os exercícios físicos e para a oração e a meditação. Sem isso, nossa vida mental se torna um “inferno”.
4ª – Causa espiritual. As imperfeições morais que trazemos impressas em nosso campo mental nos levam a desprezar a recomendação de Jesus: “Orai e vigiai, para não cairdes em tentação”. Tais defeitos têm como base principal o egoísmo, donde provêm todas as demais imperfeições de cada um de nós, como o orgulho, a vaidade, o ciúme, a inveja, a cupidez, a sensualidade e as paixões negativas.
Qualquer pessoa pode ser vítima de um obsessor, pois, segundo a resposta de um Espírito a Allan Kardec, “os Espíritos influenciam nossos pensamentos e atos muito mais do que supomos, pois, de ordinário, são eles que nos dirigem” (KARDEC, 2006, q. 459).
Também qualquer pessoa pode ter, sempre, a companhia dos bons Espíritos, que neutralizam a influência dos maus. Basta pensar e agir sempre no bem. “Sede sempre bons e só tereis Espíritos bons ao vosso lado” (KARDEC, 2009, cap. 9, it. 13).
Mas a obsessão pode variar do tipo simples à subjugação, conforme consta n’O Livro dos Médiuns (Kardec, 2009, cap. 9).
A fascinação é um tipo de obsessão muito perigoso
Na obsessão simples, a pessoa sabe que está sob a influência de um “Espírito mentiroso”, que “não se disfarça, nem dissimula de forma alguma suas más intenções e seu propósito de contrariar”. A entidade maléfica pode ser afastada pelo próprio obsidiado, modificando seus hábitos mentais negativos e pondo em Deus toda a sua confiança. A terapia do amor ao próximo, do estudo das obras básicas de Allan Kardec e da atuação permanente no bem é altamente eficaz, tanto para o obsessor, quanto para o obsidiado, propiciando a ambos sua elevação moral.
A fascinação é um tipo de obsessão muito mais perigoso. “É uma ilusão produzida pela ação direta do Espírito sobre o pensamento do médium e que, de certa forma, paralisa a sua capacidade de julgar as comunicações” (KARDEC, 2009, p. 389, it. 239). O fascinado não se acredita tapeado, pelo contrário, crê cegamente no Espírito que o obsidia e repele aquelas pessoas que lhe tentam abrir os olhos. A terapia do amor, com orações e desobsessão a distância são recursos apropriados a tal caso.
Referências:
FEITOSA, Nazareno. Depressão: causas, consequências e a terapia do amor. Palestra espírita. CD s.d.
FRANCO, Divaldo Pereira. Conflitos existenciais. Pelo Espírito Joanna de Ângelis. Salvador, BA: Livraria Espírita Alvorada, 2005.
______. Jesus e o evangelho à luz da psicologia profunda. Pelo Espírito Joanna de Ângelis. Salvador, BA: Livraria Espírita Alvorada, 2000.
______. Loucura e obsessão. Pelo Espírito Manoel Philomeno de Miranda. 12. ed. Rio de Janeiro: Federação Espírita Brasileira, 2011.
_____. Sexo e obsessão. Pelo Espírito Manoel Philomeno de Miranda. 8. ed. Salvador, BA: Livraria Espírita Alvorada, 2013.
______. A obsessão: instalação e cura. Organizada por Adilson Pugliese. 3. ed. Salvador, BA: Livraria Espírita Alvorada, 1998.
KARDEC, Allan. O Evangelho segundo o Espiritismo. Tradução de Evandro Noleto Bezerra. Rio de Janeiro: Federação Espírita Brasileira, 2008.
______. O Livro dos Espíritos. Tradução de Evandro Noleto Bezerra. Rio de Janeiro: Federação Espírita Brasileira, 2006. Ed. comemorativa.
______. O Livro dos Médiuns. Tradução de Evandro Noleto Bezerra. Rio de Janeiro: Federação Espírita Brasileira, 2009.
Jorge Leite de Oliveira
SE TENS FÉ
Em doutrina espírita, fé representa dever de raciocinar com responsabilidade de viver.
Desse modo, não te restrinjas à confiança inerte, porque a existência em toda parte nos honra, a cada um, com a obrigação de servir.
Se tens fé, não permitirás que os eventos humanos te desmantelem a fortaleza do coração.
Transitarás no mundo, sabendo que o Divino Equilíbrio permanece vigilante e, mesmo que os homens transformem o lar terrestre em campo de lodo e sangue, não ignoras que a Infinita Bondade converterá um e outro em solo adubado para que a vida refloresça e prossiga em triunfo.
Se tens fé não registrarás os golpes da incompreensão alheia, porquanto identificarás a ignorância por miséria extrema do espírito e educarás generosamente a boca que injuria e a mão que apedreja.
Ainda que os mais amados te releguem à solidão, avançarás para a frente, entendendo e ajudando, na certeza de que o trabalho te envolverá o sentimento em nova luz de esperança e consolação.
Se tens fé, não te limitarás a dizê-la simplesmente, qual se a oração sem as boas obras te outorgasse direitos e privilégios inadmissíveis na Justiça de Deus, mas, sim, caminharás realizando a vontade do Criador, que é sempre o bem para todas as criaturas.
Se tens fé, sustentarás, sobretudo, o esforço diário do próprio burilamento, através das pequeninas e difíceis vitórias sobre a natureza inferior, como sendo o mais alto serviço que podes prestar aos outros, de vez que aperfeiçoando a nós mesmos, estaremos habilitando a consciência para refletir, com segurança, o amor e a sabedoria da Lei.
Do livro: Espírito da Verdade, pelo Espírito Emmanuel, psicografia de Francisco Cândido Xavier - Waldo Vieira, FEB.
fonte: WWW.ADDE.COM.BR

Desse modo, não te restrinjas à confiança inerte, porque a existência em toda parte nos honra, a cada um, com a obrigação de servir.
Se tens fé, não permitirás que os eventos humanos te desmantelem a fortaleza do coração.
Transitarás no mundo, sabendo que o Divino Equilíbrio permanece vigilante e, mesmo que os homens transformem o lar terrestre em campo de lodo e sangue, não ignoras que a Infinita Bondade converterá um e outro em solo adubado para que a vida refloresça e prossiga em triunfo.
Se tens fé não registrarás os golpes da incompreensão alheia, porquanto identificarás a ignorância por miséria extrema do espírito e educarás generosamente a boca que injuria e a mão que apedreja.
Ainda que os mais amados te releguem à solidão, avançarás para a frente, entendendo e ajudando, na certeza de que o trabalho te envolverá o sentimento em nova luz de esperança e consolação.
Se tens fé, não te limitarás a dizê-la simplesmente, qual se a oração sem as boas obras te outorgasse direitos e privilégios inadmissíveis na Justiça de Deus, mas, sim, caminharás realizando a vontade do Criador, que é sempre o bem para todas as criaturas.
Se tens fé, sustentarás, sobretudo, o esforço diário do próprio burilamento, através das pequeninas e difíceis vitórias sobre a natureza inferior, como sendo o mais alto serviço que podes prestar aos outros, de vez que aperfeiçoando a nós mesmos, estaremos habilitando a consciência para refletir, com segurança, o amor e a sabedoria da Lei.
Do livro: Espírito da Verdade, pelo Espírito Emmanuel, psicografia de Francisco Cândido Xavier - Waldo Vieira, FEB.
fonte: WWW.ADDE.COM.BR

sexta-feira, 2 de maio de 2014
O COMPORTAMENTO NO CENTRO ESPÍRITA
Você
já reparou que no centro espírita nosso comportamento é diferente? Às
vezes nos comportamos como verdadeiros beatos, às vezes parecemos
humildes como São Francisco, mas sempre de maneira inegavelmente mais
fraterna que o normal. Isso é bom, não há dúvida. Só que é difícil achar
o ponto certo. Em busca de novas diretrizes para nosso relacionamento
com nossos semelhantes (fora questões ligadas diretamente ao corpo, como
a saúde, existe algum problema que não envolva o semelhante?), nos
mostramos muito diferentes do que somos na verdade. O ambiente nos eleva
naturalmente, fazendo com que lá dentro tenhamos momentaneamente outra
compreensão dos problemas que nos afligem. Somos gentis, pacientes,
educados. Damas e cavalheiros perfilados em busca de um mesmo objetivo.
Claro que há as exceções de praxe, gente que não consegue se controlar
um minuto sem falar mal de alguém, fazer uma fofoquinha básica ou se
queixar de suas incontáveis doenças e mágoas. Mal saímos do centro
espírita, fora da barreira energética protetora, voltamos a ser o que
somos cotidianamente, e não é raro xingarmos alguém, mesmo que em
pensamento, antes de dobrar a primeira esquina. Faz tempo que não faço
isso, mas já fiz. Vai dizer que você nunca fez? Ainda bem que pelo menos
lá dentro conseguimos nos controlar e sermos mais humanos e menos
animais, mais espirituais e menos carnais. Se buscamos tão ansiosamente a
reforma íntima, em algum lugar ela deve começar, em algum momento temos
que iniciar o treinamento, e se tiver que ser lá dentro, tudo bem. No
centro espírita as pessoas estudam, ouvem e sentem coisas mais elevadas,
verdades mais puras que a realidade material em que nos afundamos lá
fora. Lá dentro aprendemos a desenvolver o espírito crítico sem
necessariamente promover julgamentos, amar sem apego, respeitar pessoas e
situações que em outras circunstâncias não toleraríamos. Devemos ter
sempre em mente que a reforma íntima não é apenas um apelo doutrinário
de conotação religiosa. Mais do que isso, e em primeiro lugar, a reforma
íntima é uma proposta científica baseada na lei de ação e reação. O
problema (sempre há um, é o que nos faz progredir) é que podemos nos
acostumar com esse comportamento dúbio, essa modalidade de dupla
personalidade. Paz e amor no centro espírita, carranca e má-vontade na
rua. Somos o que pensamos, e o que pensamos forma nossos hábitos. Quase
tudo o que fazemos pertence a algum hábito que adquirimos. Se esse modo
de agir no centro espírita permanece por muito tempo só lá dentro, sem
que interiorizemos nada, sem que passemos a praticar no dia-a-dia algo
próximo do que praticamos lá dentro, corremos o risco de que nosso
subconsciente aprenda que lá dentro devemos ser diferentes; o resto que
continue igual. Sabemos que nossa mente subconsciente não questiona,
apenas obedece ao que lhe é ordenado. Quem racionaliza e decide é nossa
mente consciente, ela é a senhora da vontade. Se você não muda seu modo
de ser no cotidiano, se você é apenas um beato de centro espírita, isso
se torna um hábito. E sua mente subconsciente, que nada pergunta, apenas
cumpre o que lhe dizem para cumprir, entende que esse hábito é um
padrão a ser seguido; que, se é assim que vem sendo, é assim que deve
funcionar, e a partir do momento em que sua mente subconsciente toma
isso como verdade, fica muito difícil tentar mudar a prática, pois esta
já se tornou quase que uma crença interiorizada, e você passa a
acreditar que é assim mesmo, sempre foi assim, deve ser assim. Seja cada
vez melhor no centro espírita, esforce-se para aprender, para
melhorar-se intimamente. Mas esforce-se, mais ainda, para levar para
fora dos portões do centro espírita algo do que aprendeu. Para levar
consigo, dentro de si, pelo menos um pouco do que sente quando está lá
dentro. Tenha coragem de compartilhar o que vive lá dentro, esse você
que você é lá dentro. Não enchendo os ouvidos dos outros de sermão, não
perdigotando água fluida na cara do próximo, mas mostrando pelo exemplo,
pelas atitudes. Tente, tudo que você tenta com afinco você consegue.
Batei e abrir-se-vos-á, lembra? – Morel Felipe Wilkon
fonte:
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150 anos de Evangelho segundo o Espiritismo
Este mês os espíritas de todo o mundo comemoram uma data importante: os 150 anos do livro mais conhecido e mais lido pelos adeptos e simpatizantes da doutrina espírita: O Evangelho segundo o Espiritismo, cuja primeira edição circulou em abril de 1864, praticamente sete anos depois do lançamento d´O Livro dos Espíritos, ambos de autoria de Allan Kardec, o codificador dos ensinamentos espíritas.
Kardec estava em Ségur em 9 de agosto de 1863 e a ninguém havia falado sobre o livro no qual estava então trabalhando, cujo título inicial seria Imitação do Evangelho, alterado mais tarde, por sugestões do Sr. Didier e de outras pessoas, para O Evangelho segundo o Espiritismo.
A respeito da obra, conforme podemos ler no livro Obras Póstumas, um Espírito transmitiu a Kardec a seguinte mensagem:
“Esse livro da doutrina terá uma influência considerável; nele abordas questões capitais, e não só o mundo religioso nele encontrará as máximas que lhe são necessárias, mas a vida prática das nações nele haurirão excelentes instruções. Fizeste bem em abordar questões de alta moral prática do ponto de vista dos interesses gerais, dos interesses sociais e dos interesses religiosos. A dúvida deve ser destruída; a Terra e as suas populações civilizadas estão preparadas; já faz bastante tempo que os teus amigos de além-túmulo a desbravaram; lança, pois, a semente que te confiamos, porque é tempo de que a Terra gravite na ordem irradiante das esferas, e que saia, enfim, da penumbra e dos nevoeiros intelectuais.”
Aproveitando a oportunidade, Kardec perguntou ao instrutor espiritual: “Que dirá disso o clero?” Ele lhe respondeu:
“O clero clamará heresia, porque verá que nele atacas firmemente as penas eternas e outros pontos sobre os quais apoia a sua influência e o seu crédito; clamará tanto mais que se sentirá muito mais ferido do que pela publicação de O Livro dos Espíritos, do qual a rigor, podia aceitar os princípios dados; mas, no presente, vais entrar num novo caminho onde ele não poderá te seguir. O anátema secreto tornar-se-á oficial, e os Espíritas serão rejeitados junto aos Judeus e aos Pagãos pela Igreja romana. Em compensação, os espíritas verão seu número aumentar, em razão dessa espécie de perseguição, sobretudo vendo os padres acusarem de obra absolutamente demoníaca uma doutrina cuja moralidade brilhará como um raio de Sol pela publicação mesma de teu novo livro, e daqueles que o seguirão.”
No mês seguinte – setembro de 1863 – Kardec se encontrava em Sainte-Adresse, quando recebeu outra comunicação alusiva ao livro em preparo, da qual extraímos este trecho: “Com essa obra, o edifício começa a se livrar de seus alicerces, e já se pode entrever a sua cúpula se desenhar no horizonte. Continua, pois, sem impaciência, como sem cansaço; o monumento estará acabado na hora fixada”.
Os anos correram e, de fato, a obra lançada em abril de 1864 teria, como foi predito, influência considerável na vida de todas as pessoas que a leem e buscam conformar seus atos à orientação que dela emana, fundamentada no ensino moral de Jesus, que Kardec diz ser o roteiro infalível para a felicidade vindoura com que todos sonhamos. O ensino moral contido nos evangelhos é, por sinal, o objeto da obra cujo aniversário de 150 anos todos nós comemoramos.
Editorial- O Consolador
fonte: http://www.forumespirita.net/fe/o-evangelho-segundo-o-espiritismo/150-anos-de-evangelho-segundo-o-espiritismo/?utm_source=feedburner&utm_medium=email&utm_campaign=Feed%3A+forumespirita+%28Forum+Espirita+email+news+100+topicos%29#.U2O-JVfpJB4
Evoluimos quando superamos obstáculos
"A felicidade não é deste mundo." (Eclesiastes)
O progresso intelectual e moral de cada criatura não acontece sem que haja uma grande dose de boa vontade, representada pelo esforço na superação de desafios, barreiras e obstáculos.
É um engano pensar que essas urgentes e imprescindíveis conquistas possam nos chegar às mãos de forma gratuita, como um presente dos “céus”.
A natureza, em toda a sua dimensão, tem dado frequentes exemplos, ao homem, de como atua, em seus mais variados seguimentos, objetivando alcançar os objetivos a que se propõe.
O rio caudaloso, desejando cumprir sua meta, contorna obstáculos, se projeta em quedas livres, carrega em seu leito material de toda ordem, mas não abandona o propósito traçado.
A semente vigorosa, para chegar a árvore e se carregar de frutos, visando cobrir a nossa mesa de alimento, não reclama da cova escura e úmida onde começa o seu legado de utilidade.
A chuva abençoada após cair límpida do espaço não lamenta sua transformação em lama, para regar o solo e criar condições para a continuidade da vida na Terra.
De nossa parte, assim também precisamos agir. Sem desafios, sem dificuldades e sem esforços jamais sairemos da condição pouco evoluída que ainda ostentamos.
A vida sendo pródiga – junto com a Providência Divina – no contexto da imensa sabedoria, sempre nos situa, no mundo, com as condições e mecanismos necessários para que tenhamos todos os recursos à disposição, visando à nossa tão desejada evolução espiritual, que obviamente pressupõe o crescimento moral e intelectual, essas duas asas que nos permitirão o voo da evolução. Portanto, os desafios que se apresentam em nossa vida na condição de dificuldades a serem superadas, em realidade, são ferramentas que nos chegam às mãos. Trabalhar com elas com todo o empenho possível, sem reclamações e inconformismos, é o que devemos e precisamos fazer.
Ninguém, obviamente, em sã consciência, enfrentará os percalços e as lutas dessa vida achando tudo muito bonito e prazeroso, como o aluno que na sala de aula fica apreensivo com a chegada da nova lição, mas tendo a maturidade devida e a consciência de que podemos superar as mais ferrenhas barreiras. Munidos de ideal, perseverança e alta dose de determinação, nada poderá impedir nosso sucesso.
Diante ainda da condição evolutiva que abrigamos, talvez por inexperiência ou mesmo por falta de compreensão mais acurada, preferimos a vida fácil, descuidada e vivida sem tantos compromissos e responsabilidades. No entanto, tal postura, que muitos de nós adotamos, praticamente nos mantém sempre no mesmo lugar, sem avanços significativos na trilha da nossa evolução espiritual.
Assim, não lamentemos os desafios e os obstáculos que nos chegam. Dentro do possível façamos o máximo esforço para vencê-los, pois que, a cada vitória obtida, a cada dificuldade superada, aumentamos a nossa estrutura espiritual e, com isso, vamos nos aproximando, mesmo que lentamente, da serenidade que desejamos.
Como bem expressa o Eclesiastes: “a felicidade não é deste mundo”, mas laborando com dedicação e sempre fiéis às valiosas e inesquecíveis lições de Jesus Cristo, que sabiamente nos orientam pelos caminhos, agindo com acerto começaremos, aqui mesmo na Terra, a usufruir um pouco mais de paz e tranquilidade.
Tenhamos sempre fé e confiemos totalmente nas ações seguras e prestativas da Providência Divina em nosso favor. Em momento algum estamos sozinhos, pois tudo que está ao nosso redor tem o aval de Deus.
Meditemos...
Tipos de Casamentos
CLASSIFICAÇAO DOS CASAMENTOS
Acidentais, Provacionais, Sacrificiais, Afins (afinidade superior) e Transcendentes.
Acidentais-Encontro de almas inferiorizadas, por efeito de atração momentânea, sem qualquer ascendente espiritual.
Provacionais-Reencontro de almas, para reajustes necessários à evolução de ambos.
Sacrificiais: Reencontro de alma iluminada com alma inferiorizada, com o objetivo de redimi-la.
Afins: Reencontro de corações amigos, para consolidação de afetos.
Transcendentes: Almas engrandecidas no Bem e que se buscam para realizações imortais.
Evidentemente, o matrimônio, sagrado em suas origens, tem reunido no mesmo teto os mais variados tipos evolutivos, o que vem demonstrar que a união, na Terra, funciona, às vezes como meio de consolidação de laços de pura afinidade espiritual, e, noutros casos, em sua maioria, como instrumento de reajuste.
Em sua maioria, porém, os lares são cadinhos purificadores, onde, sob o calor de rudes provas e dolorosos testemunhos, Espíritos frágeis caminham, vagarosamente, na direção do Mais Alto.
Nos casamentos acidentais teremos aquelas pessoas que, defrontando-se um dia, se veem, se conhecem, se aproximam, surgindo, dai, o enlace acidental, sem qualquer ascendente espiritual.
Funcionou, apenas, o livre arbítrio, uma vez que por ele construímos cotidianamente o nosso destino.
Num mundo como o nosso tais casamentos são comuns.
Nem laços de simpatia, nem de desagrado.
Simplesmente almas que se encontraram, na confluência do caminho, e que, perante as leis humanas, uniram apenas os corpos.
Esses casamentos podem determinar o inicio de futuros encontros, noutras reencarnações.
Quanto aos provacionais, em que duas almas se reencontram em processo de reajustamento, necessário ao crescimento espiritual, esses são os mais frequentes.
A maioria dos casamentos obedece, sem nenhuma dúvida, a esse alvo.
Por isso existem tantos lares onde reina a desarmonia, onde impera a desconfiança, onde os conflitos morais se transformam, tantas vezes, em dolorosas tragédias.
Deus uniu-os, através das leis do Mundo, a fim de que, pelo convívio diário, a Lei Maior, da fraternidade, fosse por eles exercida nas lutas comuns.
A compreensão evangélica, a boa vontade, a tolerância e a humildade são virtudes que funcionam à maneira de suaves amortecedores.
O Espiritismo, pela soma de conhecimentos que espalha, tem sido meio eficiente para que muitos lares, construídos na base da provação, se reajustem e se consolidem, dando, assim, os primeiros passos na direção do Infinito Bem.
O Espírita esclarecido sabe que somente ele pagará as suas próprias dívidas.
Nenhum amigo espiritual modificará o curso das leis divinas, embora lhe seja possível estender os braços generosos aos que se curvam ante o peso de duras provas, entre as quatro silenciosas paredes de um lar.
O espírita esclarecido, homem ou mulher, aprende a renunciar, a benefício de sua paz e do seu reajuste.
E o faz, ainda, porque tem a inabalável certeza de que, se fugir hoje ao resgate, voltará, amanhã, na companhia daquele ou daquela de quem procura, agora, afastar-se.
A humildade, especialmente, tem um poder extraordinário de harmonização dos lares, convertendo-os, dentro da relatividade que assinala todas as manifestações da vida humana, em legítimos santuários onde o destino dos filhos possa plasmar-se nas exemplificações edificantes.
Os casamentos sacrificiais:
Esses reúnem almas possuidoras de virtude e sentimentos opostos.
É uma alma esclarecida, ou iluminada, que se propõe ajudar a que se atrasou na jornada ascensional.
Como a própria palavra indica, é casamento de sacrifício, para um dos cônjuges.
Não há regra para isso. Temos visto senhoras delicadíssimas, ternas e virtuosas, que se casam com homens ásperos e grosseiros, de sentimentos abjetos, do mesmo modo que existem homens, que são verdadeiras joias de bondade e compreensão, consorciados com mulheres de sentimentos inferiorizados.
Quem ama não pode ser feliz se deixou na retaguarda, torturado e sofrendo, o objeto de sua afeição.
Volta, então, e, na qualidade de esposo ou esposa, recebe o viajor retardado, a fim de, com o seu carinho e com a sua luz, estimular-lhe a caminhada.
É o vanguardeiro, compassivo, que renuncia aos júbilos cabíveis ao vencedor, e retorna à retaguarda de sofrimento para ajudar e servir.
O casamento sacrificial é em resumo, aquele em que um dos cônjuges se caracteriza pela elevação espiritual, e o outro pela condição evolutiva deficitária. O mais elevado concorda sempre em amparar o desajustado.
Assim sendo, a mulher ou o homem que escolhe companhia menos elevada deve (levar a cruz ao calvário), como se diz geralmente, porque, sem dúvida, se comprometeu na Espiritualidade a ser o cirineu de todas as horas.
O recuo, no caso, seria deserção a compromisso assumido. Mais uma vez se evidencia o valor do Evangelho nos lares, como em toda parte, funcionando à maneira de estimulante da harmonia e construtor do entendimento.
Os casamentos denominados afins, no sentido superior, são os que reúnem almas esclarecidas e que muito se amam.
São espíritos que, pelo matrimônio, no doce reduto do lar consolidam velhos laços de afeição.
Os casamentos transcendentes.
São constituídos por almas engrandecidas no amor fraterno e que se reencontram, no plano físico, para as grandes realizações de interesse geral.
A vida desses casais encerra uma finalidade superior.
O ideal do Bem lhes enche as horas e os minutos.
Todos nós passamos, ou passaremos ainda, segundo for o caso, por toda essa sequência de casamentos: acidentais, provacionais e sacrificiais, até alcançarmos no futuro, sob o sol de um novo dia, a condição de construirmos um lar terreno na base do idealismo transcendental ou da afinidade superior.
Enquanto não atingirmos tal situação, o Senhor, pelo seu Evangelho, irá enchendo de paz a nossa vida. E o espiritismo, abençoada Doutrina, repletará os nossos dias das mais sacrossantas esperanças…
ESTUDANDO A MEDUINIDADE – MARTINS PERALVA
fonte: http://www.forumespirita.net/fe/accao-do-dia/tipos-de-casamentos/?utm_source=feedburner&utm_medium=email&utm_campaign=Feed%3A+forumespirita+%28Forum+Espirita+email+news+100+topicos%29#.U2O79FfpJB4
Acidentais, Provacionais, Sacrificiais, Afins (afinidade superior) e Transcendentes.
Acidentais-Encontro de almas inferiorizadas, por efeito de atração momentânea, sem qualquer ascendente espiritual.
Provacionais-Reencontro de almas, para reajustes necessários à evolução de ambos.
Sacrificiais: Reencontro de alma iluminada com alma inferiorizada, com o objetivo de redimi-la.
Afins: Reencontro de corações amigos, para consolidação de afetos.
Transcendentes: Almas engrandecidas no Bem e que se buscam para realizações imortais.
Evidentemente, o matrimônio, sagrado em suas origens, tem reunido no mesmo teto os mais variados tipos evolutivos, o que vem demonstrar que a união, na Terra, funciona, às vezes como meio de consolidação de laços de pura afinidade espiritual, e, noutros casos, em sua maioria, como instrumento de reajuste.
Em sua maioria, porém, os lares são cadinhos purificadores, onde, sob o calor de rudes provas e dolorosos testemunhos, Espíritos frágeis caminham, vagarosamente, na direção do Mais Alto.
Nos casamentos acidentais teremos aquelas pessoas que, defrontando-se um dia, se veem, se conhecem, se aproximam, surgindo, dai, o enlace acidental, sem qualquer ascendente espiritual.
Funcionou, apenas, o livre arbítrio, uma vez que por ele construímos cotidianamente o nosso destino.
Num mundo como o nosso tais casamentos são comuns.
Nem laços de simpatia, nem de desagrado.
Simplesmente almas que se encontraram, na confluência do caminho, e que, perante as leis humanas, uniram apenas os corpos.
Esses casamentos podem determinar o inicio de futuros encontros, noutras reencarnações.
Quanto aos provacionais, em que duas almas se reencontram em processo de reajustamento, necessário ao crescimento espiritual, esses são os mais frequentes.
A maioria dos casamentos obedece, sem nenhuma dúvida, a esse alvo.
Por isso existem tantos lares onde reina a desarmonia, onde impera a desconfiança, onde os conflitos morais se transformam, tantas vezes, em dolorosas tragédias.
Deus uniu-os, através das leis do Mundo, a fim de que, pelo convívio diário, a Lei Maior, da fraternidade, fosse por eles exercida nas lutas comuns.
A compreensão evangélica, a boa vontade, a tolerância e a humildade são virtudes que funcionam à maneira de suaves amortecedores.
O Espiritismo, pela soma de conhecimentos que espalha, tem sido meio eficiente para que muitos lares, construídos na base da provação, se reajustem e se consolidem, dando, assim, os primeiros passos na direção do Infinito Bem.
O Espírita esclarecido sabe que somente ele pagará as suas próprias dívidas.
Nenhum amigo espiritual modificará o curso das leis divinas, embora lhe seja possível estender os braços generosos aos que se curvam ante o peso de duras provas, entre as quatro silenciosas paredes de um lar.
O espírita esclarecido, homem ou mulher, aprende a renunciar, a benefício de sua paz e do seu reajuste.
E o faz, ainda, porque tem a inabalável certeza de que, se fugir hoje ao resgate, voltará, amanhã, na companhia daquele ou daquela de quem procura, agora, afastar-se.
A humildade, especialmente, tem um poder extraordinário de harmonização dos lares, convertendo-os, dentro da relatividade que assinala todas as manifestações da vida humana, em legítimos santuários onde o destino dos filhos possa plasmar-se nas exemplificações edificantes.
Os casamentos sacrificiais:
Esses reúnem almas possuidoras de virtude e sentimentos opostos.
É uma alma esclarecida, ou iluminada, que se propõe ajudar a que se atrasou na jornada ascensional.
Como a própria palavra indica, é casamento de sacrifício, para um dos cônjuges.
Não há regra para isso. Temos visto senhoras delicadíssimas, ternas e virtuosas, que se casam com homens ásperos e grosseiros, de sentimentos abjetos, do mesmo modo que existem homens, que são verdadeiras joias de bondade e compreensão, consorciados com mulheres de sentimentos inferiorizados.
Quem ama não pode ser feliz se deixou na retaguarda, torturado e sofrendo, o objeto de sua afeição.
Volta, então, e, na qualidade de esposo ou esposa, recebe o viajor retardado, a fim de, com o seu carinho e com a sua luz, estimular-lhe a caminhada.
É o vanguardeiro, compassivo, que renuncia aos júbilos cabíveis ao vencedor, e retorna à retaguarda de sofrimento para ajudar e servir.
O casamento sacrificial é em resumo, aquele em que um dos cônjuges se caracteriza pela elevação espiritual, e o outro pela condição evolutiva deficitária. O mais elevado concorda sempre em amparar o desajustado.
Assim sendo, a mulher ou o homem que escolhe companhia menos elevada deve (levar a cruz ao calvário), como se diz geralmente, porque, sem dúvida, se comprometeu na Espiritualidade a ser o cirineu de todas as horas.
O recuo, no caso, seria deserção a compromisso assumido. Mais uma vez se evidencia o valor do Evangelho nos lares, como em toda parte, funcionando à maneira de estimulante da harmonia e construtor do entendimento.
Os casamentos denominados afins, no sentido superior, são os que reúnem almas esclarecidas e que muito se amam.
São espíritos que, pelo matrimônio, no doce reduto do lar consolidam velhos laços de afeição.
Os casamentos transcendentes.
São constituídos por almas engrandecidas no amor fraterno e que se reencontram, no plano físico, para as grandes realizações de interesse geral.
A vida desses casais encerra uma finalidade superior.
O ideal do Bem lhes enche as horas e os minutos.
Todos nós passamos, ou passaremos ainda, segundo for o caso, por toda essa sequência de casamentos: acidentais, provacionais e sacrificiais, até alcançarmos no futuro, sob o sol de um novo dia, a condição de construirmos um lar terreno na base do idealismo transcendental ou da afinidade superior.
Enquanto não atingirmos tal situação, o Senhor, pelo seu Evangelho, irá enchendo de paz a nossa vida. E o espiritismo, abençoada Doutrina, repletará os nossos dias das mais sacrossantas esperanças…
ESTUDANDO A MEDUINIDADE – MARTINS PERALVA
fonte: http://www.forumespirita.net/fe/accao-do-dia/tipos-de-casamentos/?utm_source=feedburner&utm_medium=email&utm_campaign=Feed%3A+forumespirita+%28Forum+Espirita+email+news+100+topicos%29#.U2O79FfpJB4
O chamado
Clássica no movimento
espírita é a parábola dos trabalhadores da última hora, tratada por
Allan Kardec no capítulo XXI de “O evangelho segundo o Espiritismo”, que
aborda este pelo viés da missão dos espíritas como trabalhadores da
última hora.
Perdoe o leitor a ousadia deste articulista, mas vamos propor nas breves linhas desse artigo uma outra abordagem da parábola citada, extraindo dela novos conhecimentos, não competindo, mas agregando valor.
De forma resumida, a parábola apresenta o senhor que sai a cada hora do dia para recrutar trabalhadores para a sua vinha e, no momento da remuneração, recusa a boa matemática das horas trabalhadas e remunera a todos da mesma maneira; o que causa revolta nos trabalhadores das primeiras horas.
A parábola ilustra que a remuneração não é o mais importante e que para além do “toma-lá-da-cá”, do salvacionismo individualista, o importante é o trabalho na vinha, onde, ao ouvir o “chamado”, atendendo-o, já recebemos o nosso galardão.
E esse chamado, em nossa opinião, se apresenta como o tema central da parábola, mostrando o convite permanente do senhor da vida para o trabalho na vinha. De forma metafórica, cada hora representa uma fase de nossa vida, na qual recebemos chamados ao trabalho, cuja necessidade se faz de forma constante. Na juventude, na infância, na madureza e na melhor idade, recebemos convites do senhor de forma incessante, ainda que nos façamos, por vezes, distraídos.
Pode-se dizer também que as horas da parábola representam as nossas diversas reencarnações, nas quais em cada uma delas Deus aposta em nós, nos oferecendo mais uma oportunidade de crescimento. A reencarnação é o chamado e precisamos identificar nesta oportunidade a soma de pequenas missões que nos cabem.
E a cada dia, recebemos chamados... Acolhemos alguns, recusamos outros, pela preguiça ou pela ignorância, perdendo oportunidades valiosas. Quando atendemos cada chamado, nos incorporamos à vinha, fonte de crescimento que nos remunera, independente da hora em que acudimos ao chamado.
Isso significa o fim do mérito? Que basta apenas tomar-se uma decisão? Não; significa que essa decisão é fundamental, mas o que é importante é a vinha! A parábola não se prende àqueles que desperdiçam o chamado e sim àqueles que foram recrutados, indicando o fluxo incessante de trabalho para o qual somos convidados, e que essa é a nossa fonte de evolução.
Necessitamos ficar atentos aos chamados, em cada hora da vida. A parábola demonstra que a remuneração é a mesma, indicando o valor de todas as oportunidades como ferramentas de evolução. Sempre há esperança, sempre é hora de mudar, agora é a hora. Essa é a mensagem!
Mais relevante que a última hora é a nossa entrada no trabalho, o nosso alistamento nas fileiras do Cristo, nas múltiplas inflexões, grandes ou pequenas, que experimentamos nas diversas encarnações. A cada subida de degraus, ganhamos nossa recompensa, independentemente se ascendermos antes ou mais tarde, dependendo isso de nossa maturidade espiritual e de nosso empenho.
Cada um a seu tempo, de acordo com seu esforço, atendendo aos chamados que se apresentam. Ao receber o chamado, é preciso se posicionar, enfrentar a vinha e seus desafios.
Outro dia nascerá e o senhor necessitará de mais trabalhadores, a cada hora. A última hora de hoje pode ser a primeira de amanhã. Ser a última hora não é ser a última bolacha do pacote e sim se mostrar disposto à renovação, que necessita de esforços e persistência para se materializar em evolução.
Tornarmos a nós mesmos trabalhadores da vinha é o fim pretendido, independente da hora em que soar o nosso gongo interior. A parábola fala sobre a justiça de Deus e sobre o sol da evolução que brilha sobre todos. A lei é de amor e justiça, somos filhos de nosso pai e o nosso destino é amar. A vinha nossa de cada dia nos espera e a última hora é agora.
Marcus Vinicius de Azevedo Braga
fonte: http://www.forumespirita.net/fe/accao-do-dia/o-chamado-50290/?utm_source=feedburner&utm_medium=email&utm_campaign=Feed%3A+forumespirita+%28Forum+Espirita+email+news+100+topicos%29#.U2O7i1fpJB4
Perdoe o leitor a ousadia deste articulista, mas vamos propor nas breves linhas desse artigo uma outra abordagem da parábola citada, extraindo dela novos conhecimentos, não competindo, mas agregando valor.
De forma resumida, a parábola apresenta o senhor que sai a cada hora do dia para recrutar trabalhadores para a sua vinha e, no momento da remuneração, recusa a boa matemática das horas trabalhadas e remunera a todos da mesma maneira; o que causa revolta nos trabalhadores das primeiras horas.
A parábola ilustra que a remuneração não é o mais importante e que para além do “toma-lá-da-cá”, do salvacionismo individualista, o importante é o trabalho na vinha, onde, ao ouvir o “chamado”, atendendo-o, já recebemos o nosso galardão.
E esse chamado, em nossa opinião, se apresenta como o tema central da parábola, mostrando o convite permanente do senhor da vida para o trabalho na vinha. De forma metafórica, cada hora representa uma fase de nossa vida, na qual recebemos chamados ao trabalho, cuja necessidade se faz de forma constante. Na juventude, na infância, na madureza e na melhor idade, recebemos convites do senhor de forma incessante, ainda que nos façamos, por vezes, distraídos.
Pode-se dizer também que as horas da parábola representam as nossas diversas reencarnações, nas quais em cada uma delas Deus aposta em nós, nos oferecendo mais uma oportunidade de crescimento. A reencarnação é o chamado e precisamos identificar nesta oportunidade a soma de pequenas missões que nos cabem.
E a cada dia, recebemos chamados... Acolhemos alguns, recusamos outros, pela preguiça ou pela ignorância, perdendo oportunidades valiosas. Quando atendemos cada chamado, nos incorporamos à vinha, fonte de crescimento que nos remunera, independente da hora em que acudimos ao chamado.
Isso significa o fim do mérito? Que basta apenas tomar-se uma decisão? Não; significa que essa decisão é fundamental, mas o que é importante é a vinha! A parábola não se prende àqueles que desperdiçam o chamado e sim àqueles que foram recrutados, indicando o fluxo incessante de trabalho para o qual somos convidados, e que essa é a nossa fonte de evolução.
Necessitamos ficar atentos aos chamados, em cada hora da vida. A parábola demonstra que a remuneração é a mesma, indicando o valor de todas as oportunidades como ferramentas de evolução. Sempre há esperança, sempre é hora de mudar, agora é a hora. Essa é a mensagem!
Mais relevante que a última hora é a nossa entrada no trabalho, o nosso alistamento nas fileiras do Cristo, nas múltiplas inflexões, grandes ou pequenas, que experimentamos nas diversas encarnações. A cada subida de degraus, ganhamos nossa recompensa, independentemente se ascendermos antes ou mais tarde, dependendo isso de nossa maturidade espiritual e de nosso empenho.
Cada um a seu tempo, de acordo com seu esforço, atendendo aos chamados que se apresentam. Ao receber o chamado, é preciso se posicionar, enfrentar a vinha e seus desafios.
Outro dia nascerá e o senhor necessitará de mais trabalhadores, a cada hora. A última hora de hoje pode ser a primeira de amanhã. Ser a última hora não é ser a última bolacha do pacote e sim se mostrar disposto à renovação, que necessita de esforços e persistência para se materializar em evolução.
Tornarmos a nós mesmos trabalhadores da vinha é o fim pretendido, independente da hora em que soar o nosso gongo interior. A parábola fala sobre a justiça de Deus e sobre o sol da evolução que brilha sobre todos. A lei é de amor e justiça, somos filhos de nosso pai e o nosso destino é amar. A vinha nossa de cada dia nos espera e a última hora é agora.
Marcus Vinicius de Azevedo Braga
fonte: http://www.forumespirita.net/fe/accao-do-dia/o-chamado-50290/?utm_source=feedburner&utm_medium=email&utm_campaign=Feed%3A+forumespirita+%28Forum+Espirita+email+news+100+topicos%29#.U2O7i1fpJB4




