NOSSA HISTÓRIA

NOSSA HISTÓRIA

Grupo Espírita Mensageiros da Luz

CNPJ 13.117.936/0001-49

Fundada em 18 de junho de 1985 . Nossas atividades se iniciaram na sede do Clube Cultural dos Violeiros de Gravataí onde fomos recebidos com muito carinho e respeito. Ali desenvolvemos os trabalhos de estudo doutrinário e formação de grupos de trabalhos. Procedente do Grupo Espirita Nosso lar em Gravataí, onde participei por 4 anos como voluntário e palestrante, eu, Carlos Eduardo Muller, resolvi fundar nossa casa espírita no Parque dos Anjos . Foi uma tarefa executada com muita alegria e acompanhada de pessoas interessadas em desenvolver um grupo de estudos para que posteriormente a casa prestasse atendimento ao público. Nosso grupo contou inicialmente com a irmã Bernadete Antunes, irmã Kátia Pisoni, irmã Maria Guiomar, irmã Ieda R. Rosa, irmã Elisabete, irmão Miguel Cardoso, irmão Everton da Silva Cardoso, irmã Eni, e dirigindo as atividades eu, Carlos Eduardo Muller. Foram 13 anos de muito aprendizado neste local, e nenhuma dificuldade nos impediu de impulsionar cada vez mais a Doutrina Espírita, pois somente através de muito esforço conseguiríamos atingir nosso objetivo: Ter uma casa Espírita com irmãos preparados espiritualmente e conhecedores da doutrina ditada pelos espíritos a Allan Kardec. Só o fato de manter um grupo em plena atividade ja era uma vitória. Todos sabíamos das responsabilidades em conduzir um trabalho 100% filantrópico. Como em todas as casas espíritas, tambem a nossa sofria e sofre com a rotatividade de colaboradores, fato compreendido por todos nós espíritas. Foram muitos os colaborabores que passaram e contribuiram de alguma forma para o crescimento do grupo. Por opção, alguns foram em busca de outros grupos e outros não conseguiram acompanhar as atividades pelo tamanho da responsabilidade que nos é dada.

Neste período criamos o programa " UM DIA SÓ PRA MIM " normalmente promovido a cada ano. São encontros promovidos com intuito de reunir pessoas da comunidade e outros grupos espíritas durante um dia inteiro com palestras variadas e trocas de informações e sugestões pelos participantes. Neste dia todos se manifestam de alguma forma no sentido de fortalecer os laços que nos unem. O primeiro encontro foi realizado na casa da irmã Eni onde tivemos a participação de aproximadamente 60 pessoas da comunidade e outros grupos. A partir deste, passamos a executar o programa anualmente. Dentre os palestrantes que nos auxiliaram nestes encontros tivemos Nazareno Feitosa procedente de Brasília DF, que aproveitando nosso evento tambem promoveu palestras em casas espíritas de Porto Alegre . Tambem contamos com a participação do dr. José Carlos Pereira Jotz que nos brindou com esposições tendo como tema medicina e saúde .

Em 1998 surgiu a oportunidade de mudança de endereço. Foi só a partir deste ano que conseguimos então organizar melhor as atividades do grupo. Foi uma experiência valiosa. Promovemos a partir de então campanhas de arrecadação de roupas e alimentos para irmãos em dificuldades e quando possível fazíamos o Sopão Comunitário para famílias mais nescessitadas.

Mas foi somente em 31 de julho de 2007 que o Grupo Espírita Mensageiros da Luz foi definitivamente registrado , tendo então uma diretoria formada e um estatuto social . Nesta data em assembléia realizada com a participação de 30 pessoas foi dado posse após votação unânime a diretoria da Sociedade Espírita Mensageiros da Luz, tendo como Presidente a irmã Maira Kubaski de Arruda e como vice Carlos Eduardo Muller. Participaram desta Assembléia , votaram e foram considerados oficialmente Sócios Fundadores as seguintes pessoas: Alexandre Fabichak Junior, Iliani Fátima Weber Guerreiro, Maira Kubaski de Arruda, Alex Sander Albani da Silva, Alexsandra Siqueira da Rosa Silva, Xenia Espíndola de Freitas, Terezinha Richter, Valéria Correia Maciel, Richeri Souza, Carla Cristina de Souza, Miriam de Moura, Maria Guiomar Narciso, Neusa Marília Duarte, Elisabete Martins Fernandes, Leandro Siqueira, Paulo dos Santos, Carlos Eduardo Muller, Camila Guerreiro Bazotti , Sislaine Guerreiro de Jesus, Luiz Leandro Nascimento Demicol, Vera Lucia de Oliveira Nunes, Ieda Rocha da Rosa, Marlon Esteves Bartolomeu, Ricardo Antonio Vicente, Miguel Barbosa Cardoso, Everton da Silva Cardoso, Maria Celenita Duarte, Vera Regina da Silva, Rosangela Cristina Vicente, e Bernadete Antunes. Todos os atos foram devidamente registrados em cartório e constam no livro ata de fundação, sob o número 54822 do livro A-4 com endossamento jurídico do Dr. Carlos Frederico Basile da Silva, advogado inscrito na OAB/RS 39.851.

Durante os meses de maio e junho de 2011 nossa casa promoveu com apoio da Federação Espirita do Rio Grande do Sul e da Ume, um curso de desenvolvimento Mediúnico ministrado as quintas feiras das 19 as 21 horas. Tivemos em média 40 participantes por tema ministrado com a inclusão de mais 4 casas espíritas de Gravataí , alem dos trabalhadores da nossa casa, fortalecendo desta forma os laços de amizade, assim como , o aperfeiçoamento de dirigentes e o corpo mediúnico das Casas Espíritas.

Hoje, nossa Casa Espírita assume uma responsabilidade maior e conta com grupo de estudos, atendimentos de passes isolado e socorro espiritual, magnetismo, atendimento fraterno , evangelização infantil, palestras, Cirurgias Espirituais (sem incisões), prateleira comunitária (arrecadação de alimentos e roupas para famílias carentes),, bem como leva ao público em geral informações valiosas através do nosso blog:
www.carlosaconselhamento.blogspot.com

Departamentos

DIJ - Depto da Infância e Juventude
DAFA- Depto da Família
DEDO - Depto Doutrinário
DECOM- Depto de Comunicação Espírita
DAPSE - Depto de Assistência Social Espírita
DP -Departamento Patrimonial



QUEM SOU EU E O QUE APRENDÍ

QUEM SOU EU E O QUE APRENDI
Alguem que busca conquistar a confiança no ser humano para poder acreditar que o mundo pode ser melhor.Aprendi que, por pior que seja um problema ou uma situação, sempre existe uma saída.Aprendi que é bobagem fugir das dificuldades.Mais cedo ou mais tarde,será preciso tirar as pedras do caminho para conseguir avançar.Aprendi que, perdemos tempo nos preocupando com fatos que muitas vezes só existem na nossa mente.Aprendi que, é necessário um dia de chuva,para darmos valor ao Sol. Mas se ficarmos expostos muito tempo, o Sol queima. Aprendi que , heróis não são aqueles que realizaram obras notáveis. Mas os que fizeram o que foi necessário ,assumiram as consequências dos seus atos. Aprendi que, não vale a pena se tornar indiferente ao mundo e às pessoas.Vale menos a pena, ainda,fazer coisas para conquistar migalhas de atenção. Aprendi que, não importa em quantos pedaços meu coração já foi partido.O mundo nunca parou para que eu pudesse consertá-lo. Aprendi que, ao invés de ficar esperando alguém me trazer flores,é melhor plantar um jardim.Aprendi que, amar não significa transferir aos outros a responsabilidade de me fazer feliz.Cabe a mim a tarefa de apostar nos meus talentos e realizar os meus sonhos. Aprendi que, o que faz diferença não é o que tenho na vida, mas QUEM eu tenho.E que, boa família são os amigos que escolhi.Aprendi que, as pessoas mais queridas podem às vezes me ferir.E talvez não me amem tanto quanto eu gostaria,o que não significa que não me amem muito,talvez seja o Maximo que conseguem.Isso é o mais importante. Aprendi que, toda mudança inicia um ciclo de construção,se você não esquecer de deixar a porta aberta. Aprendi que o tempo é muito precioso e não volta atrás.Por isso, não vale a pena resgatar o passado. O que vale a pena é construir o futuro.O meu futuro ainda está por vir.Foi então que aprendi que devemos descruzar os braços e vencer o medo de partir em busca dos nossos sonhos.



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Doutrina Espírita

Doutrina Espírita

segunda-feira, 28 de setembro de 2009

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QUE.........ACERVO ESPIRITA

PALESTRA EM ÁUDIO

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NÃO DESISTA DO BEM


Por vezes nos sentimos impotentes diante das próprias limitações.


Gostaríamos de fazer tanta coisa, de mudar as situações que nos infelicitam e fazem sofrer aqueles que nos rodeiam, mas não logramos sequer dar o primeiro passo.


Os problemas do mundo são tantos que temos a impressão de que não há nada que possamos fazer, considerando a nossa pequenez.


Talvez você também já tenha pensado em desistir do bem e deixar que as coisas sigam ao sabor dos ventos...


Talvez você desejasse ser tanta coisa e muito pouco consiga ser... Mas mesmo assim, nunca desista do bem.


Há dias em que você desejaria ser um grande e produtivo pomar...


Ante a dificuldade de consegui-lo, torne-se uma árvore frondosa e acolhedora, que produza flores e frutos.


Por vezes, você gostaria de ser uma fonte cristalina.


Não o logrando, transforme-se num vaso de água fresca e aplaque a sede de alguém.


Você desejaria ser uma montanha altaneira a apresentar horizontes infinitos ao homem que a conquistasse.


Diante da impossibilidade, seja um degrau humilde para a ascensão de quem ambiciona a glória estelar.


Você pretenderia ter um sol emboscado no coração, a fim de clarear os viajantes da noite.


Em face do impedimento, acenda uma lâmpada de esperança no caminho de um desalentado.


Você almejaria ser um jardim de bênçãos para o enriquecimento da paisagem dos homens.


Não o conseguindo, converta-se numa flor, abençoando com seu perfume, a estrada dos desesperados.


Você ambicionava as gemas preciosas do seio generoso da terra, a fim de diminuir a dor e a miséria dos caminhantes da aflição.


Não as possuindo, distenda a palavra de renovação como pérola de inigualável valor, soerguendo quem se recusa a levantar para prosseguir na luta.


Você pensava em escrever poemas de engrandecimento à vida, enriquecendo as mentes e os corações com painéis de luz e sabedoria.


Na impossibilidade de fazê-lo por lhe faltarem os requisitos essenciais, redija uma carta singela com expressões de amor, a quem se encontra na curva da queda e perdeu a confiança na afeição dos outros.


Você esperava a melhoria das criaturas e do mundo...


Decepcionado por não poder alcançar essa difícil meta, erija no altar dos sentimentos um santuário à fraternidade e ao dever superior.


Não desista do bem, não desfaleça no bem, não duvide da vitória do bem.


Agasalhe-o no imo da alma e seja uma expressão do bem em triunfo, mesmo convertido num grão de mostarda que, todavia, produzirá estímulos vigorosos para o bem de todos.


Seja qual for a situação, jamais desista de fazer o bem.


Jamais duvide da força do bem, porque o mal não tem vida própria, ele só se insinua quando o bem não está presente.


O mal, assim como a sombra, bate em retirada aos primeiros raios de luz.




Faze o bem em toda parte com as mãos e com o coração, orando e esclarecendo, a fim de que o trabalho da verdade fulgure em teus braços como estrelas luminescentes em forma de mãos.




(Redação do Momento Espírita)

A DOR DOS ANIMAIS


A ordem da Criação se divide em planos ou instâncias (filosoficamente em hipóstases). Há enorme distância, como se vê pelo item 597 de O Livro dos Espíritos, entre o plano animal e o plano hominal.



As plantas e os animais também sofrem, como os homens, também apresentam deformações e aleijões, mas essas coisas são diferentes nos três planos. A matéria é a mesma, mas o conteúdo espiritual (a essência) é diferente. A planta não tem consciência, o animal tem consciência rudimentar, o homem tem consciência definida e possui por isso o livre arbítrio.



A lei fundamental da Natureza é a evolução. Nas fases iniciais de processo evolutivo essa lei é soberana. O mineral, o vegetal e o animal evoluem “empurrados” pelas energias intrínsecas e extrínsecas, ou seja, orgânicas e mesológicas, que representam o que Bergson chamou de “energias criadoras”. O homem, que já tomou consciência de si mesmo e do Universo, sofre ainda o impulso dessas energias, mas já pode controlá-las pela sua vontade e orientá-las pela sua consciência. Torna-se então responsável pelos seus atos e enquadra-se na lei moral.



A planta monstruosa é um acidente material. O animal monstruoso é outra forma de acidente no processo criador, um desarranjo da “mecânica” da matéria. Mas a criatura humana tem a sua reencarnação controlada pelas inteligências que executam as ordens referentes às suas necessidades de evolução moral.



Assim, a criatura humana tem no seu corpo defeituoso ou monstruoso a aplicação das “deficiências da matéria” em favor da sua correção moral.



Não há expiação para os animais, como vemos no item 602 de O Livro dos Espíritos. A dor nos animais é um agente de excitação psíquica, auxiliando o despertar das faculdades do “princípio inteligente”. Nos homens é uma reação provocada pelos abusos de livre arbítrio.

Do livro “O Homem Novo” - Herculano Pires



* * *



“A vida do animal não é propriamente missão, apresentando, porém, uma finalidade superior que constitui a do seu aperfeiçoamento próprio, através das experiências benfeitoras do trabalho e da aquisição, em longos e pacientes esforços, dos princípios sagrados da inteligência.”

Emmanuel - Livro “O Consolador” - Psicografia: Chico Xavier

10 Mandamentos do Otimismo

1- Hoje é o dia mais importante da sua vida. Não o sobrecarregue com lembranças dolorosos do ontem, nem com temores covardes do amanhã. Viva o dia de hoje com entusiasmo e harmonia.

2- Construa você mesmo sua Vida. Não permita que opiniões e erros alheios o conduzam ao fracasso.

3- Irradie amor, carinho e simpatia. Não guarde seus tesouros espirituais, pois, quando mais alegria e amor espalhares, mais feliz será.

4- Não espere pelos outros. Tua grande fonte de energia está em ti mesmo, se souberes utilizá-la verás quanto já és próspero e forte.

5- Seja pontual, sincero e exigente consigo mesmo. Quem não se disciplina desperdiça tesouros de energia física e mental, acabando por destruir-se , lembre-se que o tempo deve ser usado com sabedoria.

6- Cuide de teu corpo e tua mente, conservando ambos sadios. Como os males de um se refletirão no outro, os dois merecem, por igual, ter cuidado. Alimente sua mente com pensamentos positivos e saudáveis para que seja refletido em seu corpo.

7- Tenha paciência. Jamais duvide da vida e de que a vitória pertence aos que sabem esperar o momento certo de agir. Não tenha pressa, tudo tem seu tempo.

8- Fuja da extravagância e do desperdício. Os dois são próprios do desequilíbrio. A vida é um bem inestimável.

9- Faça diariamente uma avaliação de tua vida. Veja o que realmente deve dar importância, se não estás desperdiçando seu tempo com coisas inúteis como preconceitos e ressentimentos, pois tudo gira em torno da paz e harmonia.

10- Ao tomar uma decisão consistente e livre, jamais te afaste dela. Seja seguro em suas decisões. Saber querer é a base para vencer. Com otimismo tudo se resolve.

fonte - http://www.otimismoemrede.com/10mandamentosdootimismo.html

domingo, 27 de setembro de 2009

Você Já Amou Tanto Assim!

Há muito tempo atrás, um casal de velhinhos que não tinham filhos, moravam em uma casinha humilde de madeira, tinham uma vida muito tranquila, alegre, e ambos se amavam muito. Eram felizes.

Até que um dia.....
Aconteceu um acidente com a senhora. Ela estava trabalhando em sua casa quando começa a pegar fogo na cozinha e as chamas atingem todo o seu corpo. O esposo acorda assustado com os gritos e vai a sua procura, quando a vê coberta pelas chamas e imediatamente tenta ajudá-la. O fogo também atinge seus braços e, mesmo em chamas, consegue apagar o fogo.

Quando chegaram os bombeiros já não havia muito da casa, apenas uma parte, toda destruída.

Levaram rapidamente o casal para o hospital mais próximo, onde foram internados em estado grave. Após algum tempo aquele senhor menos atingido pelo fogo saiu da UTI e foi ao encontro de sua amada. Ainda em seu leito a senhora toda queimada, pensava em não viver mais, pois estava toda deformada, queimara todo o seu rosto.

Chegando no quarto de sua senhora, ela foi falando:
Tudo bem com você meu amor?
Sim, respondeu ele, pena que o fogo atingiu os meus olhos e não posso mais enxergar, mas fique tranquila amor que sua beleza está gravada em meu coração para sempre. Então, triste pelo esposo, a senhora disse-lhe:

Deus vendo tudo o que aconteceu a meu marido, tirou-lhe as vistas para que não presenciasse esta deformação em mim. As chamas queimaram todo o meu rosto e estou parecendo um monstro.

Passado algum tempo e recuperados, voltaram para uma nova casa, onde ela fazia tudo para o seu querido esposo, e ele todos os dias dizia-lhe:
COMO EU TE AMO!

E assim viveram 20 anos até que a
senhora veio a falecer.

No dia de seu enterro, quando todos se despediam, então veio aquele senhor sem seus óculos escuros e com sua bengala nas mãos, chegou perto do caixão, beijando o rosto e acariciando sua amada, disse em um tom apaixonante: Como você é linda meu amor, eu te amo muito.

Ouvindo e vendo aquela cena um amigo que esta ao lado perguntou se o que tinha acontecido era milagre e, olhando nos olhos dele, o velhinho apenas falou:
Nunca estive cego, apenas fingia, pois quando a vi toda queimada sabia que seria duro para ela continuar vivendo daquela maneira. Foram vinte anos vivendo muito felizes e apaixonados !
Na vida temos de provar que amamos!
Muitas vezes de uma forma difícil
E, para sermos felizes,
temos de fechar os olhos para muitas coisa,
mas o importante é que se faça única e
intensamente com amor !

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

DOAÇÃO DE ÓRGÃOS


Como o Espiritismo encara os transplantes de órgãos?


O assunto não foi, evidentemente, tratado por Kardec, mas o Dr. Jorge Andréa, no seu livro Psicologia Espírita, págs. 42 e 43, examinando o tema, assevera que não há nenhuma dúvida de que, nas condições atuais da vida em que nos encontramos, os transplantes devem ser utilizados.


“A conquista da ciência é força cósmica positiva que não deve ser relegada a posição secundária por pieguismos religiosos. Por isso, chegará o dia em que poderemos avaliar até que ponto as influências espirituais se encontram nesses mecanismos, a fim de que as intervenções sejam coroadas de êxito e pleno entendimento”.


Perguntaram a Chico Xavier se os Espíritos consideram os transplantes de órgãos prática contrária às leis naturais.


Chico respondeu: “Não. Eles dizem que assim como nós aproveitamos uma peça de roupa que não tem utilidade para determinado amigo, e esse amigo, considerando a nossa penúria material, nos cede essa peça de roupa, é muito natural, aos nos desvencilharmos do corpo físico, venhamos a doar os órgãos prestantes a companheiros necessitados deles, que possam utilizá-los com segurança e proveito”.


Todos podemos doar nossos órgãos ou há casos em que isso não se recomenda?


É claro que todos podemos.


A extração de um órgão não produz reflexos traumatizantes no perispírito do doador.


O que lesa o perispírito, que é nosso corpo espiritual, são as atitudes incorretas perpetradas pelo indivíduo, e não o que é feito a ele ou ao seu corpo por outras pessoas.


Além disso, o doador desencarnado é, muitas vezes, beneficiado pelas preces e pelas vibrações de gratidão e carinho por parte do receptor e de sua família.


A integridade, pois, do perispírito está intimamente relacionada com a vida que levamos e não com o tipo de morte que sofremos ou com a destinação de nossos despojos.


Há casos, no entanto, que a doação ou a extração de órgãos não se recomenda.


No dia 6 de fevereiro de 1996, atendemos um Espírito em sofrimento, que recebera o coração de um jovem morto num acidente, o qual, sem haver compreendido que desencarnara, o atormentava no plano espiritual, reclamando o coração de volta. Curiosamente, o Espírito que recebera o órgão sabia estar desencarnado e lembrava até haver doado as córneas a outra pessoa.


Indagaram a Chico Xavier: “Chico, você acha que o espírita deve doar as suas córneas? Não haveria nesse caso repercussões para o lado do perispírito, uma vez que elas devem ser retiradas momentos após a desencarnação do indivíduo?”.


Respondeu o bondoso médium mineiro (“Folha Espírita”, nov/82, apud “Chico, de Francisco”, pág. 84):


“Sempre que a pessoa cultive desinteresse absoluto em tudo aquilo que ela cede para alguém, sem perguntar ao beneficiado o que fez da dádiva recebida, sem desejar qualquer remuneração, nem mesmo aquela que a pessoa humana habitualmente espera com o nome de compreensão, sem aguardar gratidão alguma, isto é, se a pessoa chegou a um ponto de evolução em que a noção de posse não mais a preocupa, esta criatura está em condições de dar, porque não vai afetar o perispírito em coisa alguma.


No caso contrário, se a pessoa se sente prejudicada por isso ou por aquilo no curso da vida, ou tenha receio de perder utilidades que julga pertencer-lhe, esta criatura traz a mente vinculada ao apego a determinadas vantagens da existência e com certeza, após a morte do corpo, se inclinará para reclamações descabidas, gerando perturbação em seu próprio campo íntimo. Se a pessoa tiver qualquer apego à posse, inclusive dos objetos, das propriedades, dos afetos, ela não deve dar, porque ela se perturbará”.


Anos depois dessa resposta, registrou-se o caso Wladimir, o jovem suicida que foi aliviado em seus sofrimentos post-mortem graças às preces decorrentes da doação de córneas por ele feita, mostrando que, mesmo em mortes traumáticas como essa, a caridade da doação, quando praticada pelo próprio desencarnante, é largamente compensada pelas leis de Deus.


(O caso Wladimir é narrado no livro “Quem tem medo da morte?”, de Richard Simonetti.)




Do site “O Consolador” - Estudos Espíritas

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

EU TE COMPREENDO...MAS, NÃO TE APÓIO


Eu sei das tuas tensões, dos teus vazios e da tua inquietude.
Eu sei da luta que tens travado à procura de Paz.
Sei também das tuas dificuldades para alcançá-la.
Sei das tuas quedas, dos teus propósitos não cumpridos,
das tuas vacilações e dos teus desânimos.
Eu te compreendo...
Imagino o quanto tens tentado para resolver
as tuas preocupações profissionais, familiares,
afectivas, financeiras e sociais.
Imagino que o mundo, de vez em quando,
parece-te um grande peso
que te sentes obrigado a carregar.
E tantas vezes, sem medir esforços.
Eu conheço as tuas dúvidas, as dúvidas da natureza humana.
Percebo como te sentes pequeno
quando os teus sonhos acalentados vão por terra,
quando as tuas expectativas não são correspondidas.
E essas inseguranças com o amanhã?
E aquela inquietação atroz de não saberes se amanhã
as pessoas que hoje te rodeiam
ainda estarão contigo?
De não saberes se reconhecerão o teu trabalho,
se reconhecerão o teu esforço.
E, por tudo isto, sofres, e sentes-te como um barco sozinho
num mar imenso e agitado.
E não ignoro que, muitas vezes, sentes uma profunda carência de amor.
Quantas vezes pensaste em resolver definitivamente
os teus conflitos no trabalho ou em casa.
E nem sempre encontraste a receptividade esperada
ou não tiveste força para encaminhar a tua proposta.
Eu sei o quanto te dói os teus limites humanos
e o quanto às vezes te parece difícil uma harmonia íntima.
E não poucas vezes, a descrença toma conta do teu coração. Eu te compreendo...
Compreendo até as tuas mágoas, a tristeza pelo que te fizeram,
a tristeza pela incompreensão que te dispensaram,
pelas ingratidões, pelas ofensas, pelas palavras rudes que recebeste.
Compreendo até as tuas saudades e lembranças.
Saudade daqueles que se afastaram de ti, saudade dos teus tempos felizes,
saudade daquilo que não volta nunca mais...
E os teus medos?
Medo de perderes o que possuis,
medo de não seres bom para aqueles que te cercam,
medo de não agradares devidamente às pessoas,
medo de não dares conta,
medo de que descubram o teu íntimo,
medo de que alguém descubra as tuas verdades e as tuas mentiras,
medo de não conseguires realizar o que planejaste,
medo de expressares os teus sentimentos, medo de que te interpretem mal.
Eu compreendo esses e todos os outros medos que tens dentro de ti.
Sou capaz de entender também os teus remorsos,
as faltas que cometeste,
o sentimento de culpa pelos pequenos
ou grandes erros que praticaste na tua vida.
E sei que, por causa de tudo isso, às vezes te encontras
num profundo sentimento de solidão.
É quando as coisas perdem a cor, perdem o gosto e te vês envolto
numa fina camada de indiferença pela vida.
Refiro-me àquela tua sensação de isolamento,
como se o mundo inteiro fosse indiferente
às tuas necessidades e ao teu cansaço.
E nesse estado, és envolvido pelo tédio e cada acção
ou obrigação exige de ti um grande esforço.
Sei até das tuas sensações de estares acorrentado, preso;
preso às normas, aos padrões estabelecidos, às rotineiras obrigações:
"Eu gostaria de... mas eu tenho que trabalhar, tenho que ajudar,
tenho que cuidar de, tenho que resolver, tenho que!...".
Eu Compreendo-te...
Compreendo os teus sacrifícios.
E a quantas coisas tens renunciado,
de quantos anseios tens aberto mão!...
E sempre acham que é pouco...
Pouca coisa tens feito por ti e pela tua vida,
quase toda ela, tem sido afinal dedicada a satisfazer outras pessoas.
Sei do teu esforço em ajudar as outras pessoas e sei
que isso é a semente de tuas decepções.
Sei que, nas tuas horas mais amargas, até a revolta aflora no teu coração.
Revolta com a injustiça do mundo, revolta com a fome, as guerras,
a competição entre os homens, com a loucura dos que detêm o poder,
com a falsidade de muitos, com a repressão social e com a desonestidade.
Por tudo isso, carregas um grau excessivo de tensões,
de angústia e de ansiedade.
Sonhas com uma vida melhor, mais calma, mais significativa.
Sei também que tens belos planos para o amanhã.
Sei que queres apenas um pouco de segurança, seja financeira ou emocional,
e sei que lutas por ela.
Mas, mesmo assim, as tuas tensões continuam presentes.
E tu percebes estas tensões nas tuas insónias ou no sono excessivo,
na ausência de fome ou na fome excessiva,
na ausência de desejo para o sexo ou no desejo sexual excessivo.
O facto é que carregas e acumulas tensões sobre tensões:
tensões no trabalho, nas exigências e autoritarismos de alguns,
nas condições inadequadas de salário e na inexistência de motivação,
nos ambientes tóxicos das empresas, na inveja dos colegas, no que dizem por trás.
Tensões na família, nas dependências devoradoras dos que habitam a mesma casa;
nos conflitos e brigas constantes, onde todos querem ter razão;
no desrespeito à tua individualidade, no controle e cobrança das tuas acções.
Eu te compreendo e compreendo-te mesmo.
E apesar de compreender-te totalmente, quero dizer-te algo muito importante.
Escuta agora com o coração o que te vou dizer:
EU COMPREENDO-TE MAS NÃO TE APOIO!!
Tu és o único responsável por todos estes sentimentos.
A vida FOI-TE DADA DE GRAÇA e existem em ti remédios para todos os teus males.
Se, no entanto, preferes a auto comiseração
ao invés de mobilizares as tuas energias interiores,
então nada te posso te oferecer.
Se preferes sonhar com um mundo perfeito,
ao invés de te defrontares com os limites de um mundo falho e humano,
nada te posso oferecer. Se preferes lamentar o teu passado e encontrar nele
desculpas para a tua falta de vontade de crescer;
se optaste por tentar controlar o futuro,
o que jamais controlarás com todas as suas incertezas;
se resolveste responsabilizar as pessoas que te rodeiam
pela tua incompetência
em tratar com os aspectos negativos delas,
em nada te posso ajudar.
Se trocaste o auto-apoio
pelo apoio e reconhecimento do teu ambiente,
então nada te posso oferecer.
Se queres ter razão em tudo que pensas;
se queres obter piedade pelo que sentes;
se queres a aprovação integral em tudo que fazes;
se escolheste abrir mão de tua própria vida, em nome do falso amor,
para comprares o reconhecimento dos outros,
através de renúncias e sacrifícios, nada te posso oferecer.
Se entendeste mal a regra máxima
"Amar ao próximo como a ti mesmo",
esquecendo-te de amar a ti mesmo, em nada te posso ajudar.
Se não tens um mínimo de coragem para estar
com os teus próprios sentimentos,
sejam agradáveis ou dolorosos;
se não tens um mínimo de humildade
para te perdoares pelas tuas imperfeições;
se desejas impressionar os outros
e angariar a simpatia para os teus sofrimentos;
se não sabes pedir ajuda e aprender
com os que sabem mais do que tu;
se preferes sonhar, ao invés de viver,
ignorando que a vida é feita de altos e baixos,
nada posso te oferecer.
Se achas que pelo teu desespero as coisas acontecerão magicamente;
se usas a imperfeição do mundo para justificar as tuas próprias imperfeições;
se queres ser omnipotente, quando de facto és simplesmente humano;
se preferes protecção à tua própria liberdade;
se interiorizaste em ti desejos torturadores;
se deixaste imprimir-se na tua mente venenosas ordens de:
"Apressa-te!",
"Não erres nunca!",
"Agrade sempre!";
se escolheste atender às expectativas de todas as pessoas;
se és incapaz de dar um Não quando necessário,
em nada posso te ajudar.
Se pensas ser possível controlar o que os outros pensam de ti;
se pensas ser possível controlar o queos outros sentem a teu respeito;
se pensas ser possível controlar o que os outros fazem;
se queres acreditar que existe segurança fora de ti, repito:
Eu Compreendo-te mas, em nome do verdadeiro Amor,
jamais poderia apoiar-te!
Se recusas buscar no âmago do teu ser
respostas para os teus descaminhos,
se dás pouca importância
aos teus sussurros interiores;
se esqueceste a unidade intrínseca dos opostos
na tua vida terrena;
se preferes o fácil e abandonaste
a paciência para o Caminho;
se fechaste os teus ouvidos ao chamado de retorno;
se perdeste a confiança a ponto de não poderes entregar a tua vida
à vontade omnipotente deDeus;
se não quiseste ver a Luz que vem do Leste;
se não consegues encontrar no íntimo das coisas
aquele ponto seguro de equilíbrio
no meio de todas astormentas e vicissitudes;
se não aceitas a tua vocação de Viajante
com todos os imprevistos e acidentes da Jornada;
se não queres usar o tempo, o erro,
a queda e a morte como teus aliados de crescimento, realmente nada posso fazer por ti.
Se aspiras obter protecção quando o que precisas é de Liberdade;
se não descobriste que a verdadeira Liberdade
e a autêntica Segurança são interiores;
se não sabes transformar a frase "Eu tenho que..." na frase "Eu quero!";
se queres que o fantasma do passado continue a fechar os teus olhos
para a infinidade do teu aqui e agora;
se queres deixar que o fantasma do futuro te coloque
em posição de luta com o que ainda não aconteceu e,
provavelmente, não chegará a acontecer;
se optaste por tratar a ti mesmo como a um inimigo;
se te falta capacidade para ver a ti mesmo como alguém que merece
da tua própria parte os maiores cuidados e a maior ternura;
se não te tratas como sendo a semente do próprio Deus;
se desejas usar os teus belos planos de mudar, de crescer, de realizar,
como instrumentos de auto-tortura;
se achas que é amor o apego
que cultivas pelos teus parentes e amigos;
se queres ignorar,
em nome da seriedade e da responsabilidade,
a criança brincalhona que habita em ti;
se alimentas a vergonha de te enternecer
diante de uma flor ou de um por de sol;
se através da lamentação
recusas a vida como dádiva e como graça,
não te posso apoiar.
Mas, se apesar de todo o sono, queres despertar;
se apesar de todo o cansaço, queres caminhar;
se apesar de todo o medo, queres tentar;
se apesar de toda acomodação e descrença, queres mudar,
aceita então esta proposta para a tua Felicidade:
A raiz de todas as tuas dificuldades
são os teus pensamentos negativos.
São eles que te levam
para as dores das lembranças do passado
e para a inquietaçãodo futuro.
São esses pensamentos que te afastam da experiência
de contacto com teu próprio corpo,
com o teu presente, com o teu aqui e agora e, portanto,
distanciando-te de teu próprio coração.
Tens presentes agora as tuas emoções?
Tens presente agora o fluxo da tua respiração?
Tens presente agora a batida do teu coração?
Tens agora a consciência do teu próprio
corpo? Este é o passo primordial.
O teu corpo é concreto, real, presente,
e é nele que o sofrimento desagua e é a partir dele
que se inicia a caminhada para a Alegria.
Somente através dele se encaminha o retorno à Paz.
Jamais resolverás os teus problemas somente pensando neles.
Começa do mais próximo, começa pelo corpo.
Através dele chegarás ao teu centro, ao teu vazio,
àquele lugar onde a semente germina.
Através da consciência corporal,
galgarás caminhos jamais vistos,
entrarás em contacto com os teus sentimentos,
perceberás o mundo tal como é e agirás
de acordo com a naturalidade da vida.
Assume o teu corpo e os teus sentimentos,
por mais dolorosos que sejam;
assume e observa-os, simplesmente observa-os.
Não tentes mudar nada, sê apenas a tua dor.
Presta atenção, não negues a tua dor.
Para quê fingires estar alegre se estás triste?
Para que fingir coragem se estás com medo?
Para que fingir amor se estás com ódio?
Para que fingir paz se estás angustiado?
Não lutes contra os teus sentimentos,
fica ao teu próprio lado,
deixa a dor acontecer,
como deixas acontecer os bons momentos.
Pára, deixa que as coisas sejam exactamente como são.
Entra nos teus sentimentos sem os julgar,
não fujas deles, não os evites,
não queiras resolvê-los escapando deles - depois terás de
te encontrar com eles novamente,
é apenas um adiamento, uma prorrogação.
Torna-te presente, por mais que te doa.
E, se assim o fizeres, algo de muito belo acontecerá!
Assim como a noite veio, ela também se irá
e então testemunharás o nascer do dia,
pois o sol só escurece até à meia-noite e, a partir daí,
começa um novo dia.
Se assim fizeres, sentirás brotar de dentro de ti uma força que desconhecias e sentir-te-às
renovado na esperança e a vida entrando em ti.
Se assim fizeres, entenderás com o coração que a semente morre mesmo,
totalmente, antes de germinar e que a morte antecede a vida.
E, se assim fizeres, poderei dizer-te então :
Eu Compreendo-te e tens todo o meu apoio!
E verás com muita alegria que,
justamente agora,
já não precisas mais do meu apoio,
pois o foste buscar dentro de ti e o encontraste dentro da tua própria dor!

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

VIVER A VIDA

Viver a vida é aproveitá-la nos mínimos detalhes É se realizar a cada dia que passa

É recomeçar a cada queda que possa aparecer em tua caminhada

É poder falar que é uma vitoriosa, ñ por conseguir apenas coisas materiais

mas...passar por coisas e poder superá-los e olhar p/ tras e ver que tudo o que passou foi pequeno demais...diante da grandeza que somos.

Somos seres perfectíveis, tentando nos aperfeiçoar-mos a cada dia

...e por nós tentar-mos, somos altamente volúveis a qualquer exaltação de nosso ser

Que grite minha'alma!!!

que soe bem forte...saltando de dentro a vontade de crescer...e de ser!

Criando sonhos...observando os ideais...querendo atingir...e lutar! sim, lutar!!

Isso é o que cada um de nós temos que fazer... Lutar e nunca desistir!!!!

FONTE:www.otimismoemrede.com/viveravida.html

Viva com motivação

Faça como os passarinhos: comece o dia cantando. A música é alimento para o espírito. Cante qualquer coisa, cante desafinado, mas cante! Cantar dilata os pulmões e abre a alma para tudo de bom que a vida tem a oferecer. Se insistir em não cantar, ao menos ouça muita música e deixe-se absorver por ela.

Ria da vida, ria dos problemas, ria de você mesmo. A gente começa a ser feliz quando é capaz de rir da gente mesmo. Ria das coisas boas que lhe acontecem, ria das besteiras que você já fez. Ria abertamente para que todos possam se contagiar com a sua alegria.

Não se deixe abater pelos problemas. Se você procurar se convencer de que está bem, vai acabar acreditando que realmente está e quando menos perceber vai se sentir realmente bem. O bom humor, assim como o mau humor, é contagiante. Qual deles você escolhe? Se você estiver bem-humorado, as pessoas ao seu redor também ficarão e isso lhe dará mais força.

Leia coisas positivas. Leia bons livros, leia poesia, porque a poesia é a arte de aceitar a alma. Leia romances, leia a Bíblia, estórias de amor, ou qualquer coisa que faça reavivar seus sentimentos mais íntimos, mais puros.

Pratique algum esporte. O peso da cabeça é muito grande e tem de ser contrabalançado com alguma coisa! Você certamente vai se sentir bem disposto, mais animado, mais jovem.

Encare suas obrigações com satisfação. É maravilhoso quando se gosta do que faz, ponha amor em tudo que está ao seu alcance. Desde que você se proponha a fazer alguma coisa, mergulhe de cabeça!

Não viva emoções mornas, próprias de pessoas mornas. Você pode até sair arranhado, mas verá que valeu muito mais a pena. Não deixe escapar as oportunidades que a vida lhe oferece, elas não voltam!

Não é você quem está passando, são as oportunidades que você deixar de usufruir. Nenhuma barreira é intransponível se você estiver disposto a lutar contra ela; se seus propósitos forem positivos, nada poderá detê-los.

Não deixe que seus problemas se acumulem, resolva-os logo. Fale, converse, explique, discuta, brigue:

o que mata é o silêncio, o rancor. Exteriorize tudo, deixe que as pessoas saibam que você as estima, as ama, precisa delas, principalmente em família.

AMAR NÃO É VERGONHA, pelo contrário, É LINDO! Volte-se para as coisas puras, dedique-se à natureza. Cultive o seu interior e ele extravasará beleza por todos os poros.

Não tente, faça. Você pode! Todos Podemos. Então… Vamos Lá!

fonte:http://www.otimismoemrede.com/vivacommotivacao.html

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Lançamento do livro “Espiritismo e Ecologia”



O jornalista André Trigueiro, da Globonews, lançou seu novo livro “Espiritismo e Ecologia”, dia 12 de Setembro, na Bienal do Livro do Rio de Janeiro. Em seu livro, Trigueiro identifica como a preservação ecológica se identifica com o espiritismo, e com a espiritualidade, em um sentido mais amplo. “Se equilíbrio é sinônimo de sustentabilidade, quem busca o equilíbrio através da religião precisa ser sustentável”, diz. Trigueiro explica isso em detalhes na entrevista que concedeu à Época:




Época: O que o espiritismo diz sobre ecologia?


André Trigueiro: A expressão “ecologia” foi cunhada na Alemanha apenas nove anos depois de a primeira edição de o “Livro dos Espíritos” ter sido lançada na França , no inspiradíssimo século XIX do evolucionismo, do positivismo, do comunismo, da psicanálise, e de outras correntes de pensamento referenciais para parcela expressiva da humanidade. Espiritismo e ecologia explicam, cada qual ao seu modo, um universo sistêmico e interligado, o uso racional dos recursos naturais baseado no princípio da necessidade - e não da opulência -, uma nova ética solidária que leve em conta os interesses de todos e não de uma minoria, o respeito a todos os seres viventes. Espíritas e ecologistas também reconhecem a existência de mecanismos de autoproteção da Terra, embora expliquem isso de formas distintas. E estudam os efeitos colaterais da poluição nos dois planos da vida: enquanto a ecologia investiga o impacto dos poluentes na matéria (ar, água, solo), o espiritismo desdobra-se na investigação dos impactos de outros gêneros de poluentes (formas-pensamento, miasmas, etc) no campo sutil, no plano atral, também chamado de psicosfera.




Época: Como a ética religiosa pode ajudar a preservar a natureza?


Trigueiro: Onde se aceita a idéia de Deus, a natureza é entendida como obra divina, onde o sagrado se manifesta de forma rica e exuberante. Depredar a natureza significa macular um sistema em equilíbrio que dispõe de tudo o que nos é necessário para que possamos viver bem. De uns tempos para cá, diversas tradições vem descobrindo a riqueza da teologia ambiental para explicar, cada qual a seu modo, como as leis que regem a vida e o universo precisam ser respeitadas em favor de nós mesmos. Não estamos desconectados do meio que nos cerca. Na verdade, essa ligação é intrínseca e visceral. Se equilíbrio é sinônimo de sustentabilidade, quem busca o equilíbrio através da religião precisa ser sustentável.


Época: Você acha que se as pessoas tivessem mais espiritualidade, cuidariam melhor do ambiente?


Trigueiro: Quem cuida do lado espiritual - e realiza essa busca solitária e persistente de Deus em si mesmo - tende a ser menos dependente dos bens materiais - portanto menos consumista - e mais atento ao legado, aos impactos de ordem material e moral de sua passagem por este planeta. Mas cada vivência espiritual é pessoal e intransferível. A espiritualidade contém todas as religiões, mas uma única religião não contém toda a espiritualidade. A religião também não salva ninguém, mas antes, a disposição de cada um em ser alguém melhor, mais solidário e amoroso. Também é verdade que muita gente que não acredita em Deus - ou na vida após a morte - realiza importantes trabalhos na área da sustentabilidade. Não importa em que se crê, mas naquilo que se faz de verdade em prol dos outros e do planeta que nos acolhe.




Época: Como você descobriu o espiritualismo?


Trigueiro: Em 1987, tive uma curiosidade irrefreável de investigar os livros de cabeceira de minha mãe, onde estavam as obras básicas da Doutrina Espírita. Então iniciei uma aproximação que não teve mais freios nem pudores. Já na juventude, fazendo questionamentos enormes de ordem existencial e procurando respostas que não encontrei em outras religiões, me senti muito bem amparado pelo Espiritismo. Foi um processo natural.




Época: Como você começou a relacionar a espiritualidade com a preservação ambiental?


Trigueiro: Há seis anos, fui convidado para fazer uma palestra em um centro espírita do Rio de Janeiro pelo saudoso escritor, musicoterapeuta e médium Luiz Antônio Millecco, fundador da Sociedade Pró-Livro Espírita em Braile (SPLEB). O tema era “Ecologia e Paz”. Creio que o livro começou a nascer nesta palestra. De lá para cá, através de minhas pesquisas, descobri que o pedagogo francês Hippolyte Léon Denizard Rivail (que usou o pseudônimo de Allan Kardec ao assinar as obras básicas do espiritismo) e o naturalista alemão Ernst Haeckel, tido como o Pai da Ecologia, eram homens de ciência que deixaram um legado importantíssimo para os dias de hoje, em que tentamos entender melhor a origem de múltiplas crises (econômica, social, ética, ambiental) e os caminhos para resolvê-las.



(Por Alexandre Mansur - Blog do Planeta)


Livro “Espiritismo e Ecologia”

Autor: André Trigueiro Mendes

Editora: FEB







* * *


“A Terra produziria sempre o necessário, se com o necessário soubesse o homem contentar-se. Se o que ela produz não lhe basta a todas as necessidades , é que ele a emprega no supérfluo o que poderia ser empregado no necessário”.


(Livro dos Espíritos; Allan Kardec, capítulo V, da Lei de Conservação)

domingo, 20 de setembro de 2009

A história de Júlio (Final)

“Como sou grato a eles!”, exclamei após recordar tudo.



“Tia” Suely sorriu e olhando-me fixamente elucidou-me:



“Aprende com eles, Júlio, a maior lição que tentaram lhe dar. Amar! E seja grato, muito grato, a gratidão é uma demonstração do amor. Ingrato, pode perder a ligação com os seus benfeitores, ficando mais difícil receber benefícios. Grato, fortifica o laço de carinho que esses dois espíritos nutrem por você.”



“Será que um dia poderei retribuir a eles um décimo do que fizeram por mim?”, indaguei-a.



“Creio que os dois não necessitam da ajuda que você pode lhes dar. Seus pais são espíritos bondosos que em muitas encarnações têm seguido o caminho do bem e do conhecimento. Para eles só sua gratidão, seu amor, é o suficiente. Mas, Júlio, a vida lhe dará muitas outras oportunidades de fazer o bem, fazendo a outros, faz a si mesmo e consequentemente àqueles que nos amam, que querem nosso progresso.”



“Sou muito inferior a eles para ajudá-los...



“Não faça comparações!”, continuou Suely a elucidar-me. “Todas me parecem injustas. Pense neles como alguém que ama e que quer vê-lo bem. Quando você, socorrido, necessitou encarnar, eles se ofereceram para serem seus pais novamente. Não precisariam eles passar pelo que passaram, ter um filho doente e sofrer com a sua desencarnação precoce. Mas o amaram tanto que não quiseram você num lar estranho. Preferiram passar tudo, mas com você junto deles.”



Abaixei a cabeça, senti muito ter sido ingrato. Almejei seguir seus exemplos. Suely, lendo meus pensamentos, concluiu:



“Isso, Júlio, faça do exemplo deles a meta da sua vida. E não pense que esse período em que você esteve com eles lhes foi tão sacrificial. Aqueles que amam não vêem sacrifícios. Tiveram que modificar um pouco a vida deles quando você nasceu. Seus pais eram professores universitários e programaram horários diferentes de trabalho para que sempre um deles pudesse estar com você. Fizeram de tudo para melhorar seu estado e lhe dar conforto. São adeptos do Budismo, conhecem a reencarnação. Viram em você um espírito reencarnante necessitado de carinho e amor. Aproveitaram esse período difícil por que passaram, aprenderam muito, tornaram-se mais religiosos e estudiosos espirituais. Não tiveram sofrimentos-débito, mas crédito diante das Leis Divinas. Quando você desencarnou recentemente, tudo fizeram para ajudá-lo. Hoje, estão tranquilos em relação a você, sabem que está bem e, se quiser fazer algo por eles, seja o que eles lhe desejam.”



“Eles desejam que eu seja feliz!”, exclamei.



“Simples?”, indagou Suely, sorrindo.



“Não posso ter dó de mim nem remorso, isso gera inquietude e insatisfação. Quero ser útil, aprender e fazer o que eles querem, o que desejam para mim.”



Suely apertou minha mão e retirou-se, fiquei sozinho e fiz um propósito de melhorar, de ser como eles, e tenho conseguido. O amor deles me sustenta!



* * *

Ter um filho deficiente mental pode parecer sofrimento a muitas pessoas. Creio que é trabalhoso. Mas para muitos pais não é uma coisa nem outra. É estar perto daquele que amam. Encontrei muitos que agiram, agem como os pais de Júlio. Que amam tanto o espírito que necessita desse aprendizado que reencarnam para ajudá-lo, fortalecendo os laços desse afeto verdadeiro.



O personagem deste capítulo teve uma paralisia. É o nome que se dá a uma sequela de doença neurológica. Pode ser paralisia total ou parcial, com ou sem outros distúrbios de fala, audição, visão etc. A causa pode ser trauma de parto, congênito ou genético.



Júlio aprendeu a ser grato e, quando cultivamos a gratidão, nada nos parece injusto, e as ingratidões não nos atingem, porque tudo o que fazemos é por amor e sem esperar recompensas. Devemos lembrar só o que de bom recebemos e esquecer todo o mal. Os pais de Júlio não só devem ser exemplo a ele, mas a todos nós.



Vimos na história real de Júlio uma infeliz reação das muitas que podem acontecer aos que abusam do corpo perfeito, danificando-o com tóxicos, envenenando até seu perispírito, gerando muito sofrimento.



Há tempos atrás, quando Júlio em sua encarnação anterior desencarnou pelas drogas, elas não eram tão influentes como hoje. Tenho visto muitos imprudentes se viciarem, comprometendo-se muito espiritualmente. Os tóxicos existem, e ai de quem deles abusar.



(Comentários do Espírito Antônio Carlos)




Retirado do livro “Deficiente mental, porque fui um?” (Cap. 2) - Ditado por diversos espíritos - Psicografia de Vera Lúcia Marinzeck Carvalho - Editora Petit

fonte:Blog Espírita na Net

sábado, 19 de setembro de 2009

Mensagem de Felicidade: Qual foi a melhor coisa?

Hoje em dia, com as máquinas digitais registramos com facilidade os momentos de nossas vidas.

É tão bom olhar para aquelas imagens e trazer a tona lembranças, doces lembranças.

Mas o que chama a atenção, é que me parece que ao rever aquelas imagens e sentirmos a saudade de instantes que não voltam mais, descobrimos que realmente aqueles foram momentos felizes, ou seja, parece que quando vivemos aqueles momentos eles não foram tão valorizados, mas que ao rever as fotos, sim, descobrimos a real importância daqueles momentos passados. Seria a saudade? Nostalgia? Ou o que pinta com mais brilho os velhos quadros de nossas lembranças?Tenho um filho de 2 aninhos e a tarefa de fazê-lo dormir todas as noites, é alternada entre eu e minha esposa. Criamos o hábito de ao dormirmos fazer um resumo do que aconteceu no dia.

E a cada vez que fazemos isso, fortalecemos a idéia de quanta coisa gostosa acontece em nossos dias.

Perguntar ao meu garoto qual foi a coisa mais gostosa que aconteceu naquele dia, sempre nos proporcionou respostas no mínimo tocantes.

“Papai. Hoje a coisa mais gostosa foi brincar no parquinho”; “Hoje foi assistir um filminho”; “Foi brincar de cabana por debaixo dos lençóis”. E assim vai. Uma velha história que li, apresentava as seguintes palavras.

“Todos nós temos um momento diário de completa solidão. Quando é murmurado o último boa noite e a cabeça repousa sobre o travesseiro.

É a hora da oração. Da conversa com Deus. E pode ser também a hora de perguntar: Qual foi a melhor coisa que aconteceu hoje”?

As horas que passei durante o dia, podem ter sido cheias de tensão e até de sofrimento.

Mas, como quer que o dia se tenha terminado, há sempre uma coisa que foi a melhor ou várias coisas que ficam escondidas no nosso stress.

Raramente é uma grande coisa. Na maioria das vezes é um simples encantamento. Receber uma carta inesperada de um amigo. Nadar em água fresca num dia escaldante. Um vislumbrar do pôr do sol num momento inesperado.

Há sempre alguma coisa diz a história. E o autor afirma, que por essa razão nunca na sua vida tomou uma pílula para dormir”.

E sabe que nessa experiência com meu filhinho de 2 anos, posso garantir que ratifiquei o que a história afirma.

Adormecer reprisando o que o dia teve de melhor é como rever as fotos e descobrir que a felicidade não é um objetivo que depende de algum acontecimento futuro. Ela está conosco todos os dias.

Basta fazermos um esforço para identificá-la.

Autor: Palestrante Motivacional Cleiton Basso www.cleitonbasso.com.br

fonte:www.otimismoemrede.com/mensagem-de-felicidade.html

Papel Picado ao Vento

Um senhor, há muito tempo, tanto falou que seu vizinho era ladrão que o rapaz acabou preso! Dias depois, descobriram que era inocente. O rapaz foi solto, e processou o homem.

No tribunal, o velho diz ao juiz: Comentários não causam tanto mal.

E o juiz responde: Escreva os comentários num papel, "depois pique e jogue os pedaços no caminho de casa. Amanhã, volte para ouvir a sentença.

O senhor obedeceu e voltou no dia seguinte. Antes da sentença, terá que catar os pedaços de papel que espalhou ontem", disse o juiz.

Responde o velho: Não posso fazer isso. O vento deve tê-los espalhado, já não sei onde estão.

Responde o juiz: Da mesma maneira, um simples comentário pode destruir a honra de um homem, a ponto de não podermos consertar o mal.

Se não se pode falar bem de uma pessoa, é melhor que não se diga nada. Sejamos donos de nossa boca, para não sermos escravos de nossas palavras.

SEGUNDO PENSAMOS

Cada consciência é um centro gerador de forças no movimento universal, cuja direção depende de si mesma.

Pensar é criar.

O destino recebe a forma que lhe impusermos, à maneira do vaso que exprime a imaginação do oleiro.

A palavra vem depois da idéia.

A ação é cimento invisível.

A obra é pensamento coagulado.

Renovar a mente no trabalho incessante do bem, cunhando valores positivos, ao redor de nós mesmos, é estabelecer roteiros sempre novos para a vanguarda evolutiva.

O espírito, herdeiro divino do Supremo Senhor, traz consigo todas as sementes do Céu para engrandecer a Terra.

Unidade atuante, irradiasse, através de mil modos, gozando ou sofrendo, em seu cosmo orgânico, a benção ou a reação das energias que projeta e que o elevam ou convulsionam, de acordo com a intensidade dinâmica que lhes é característica.

Cultiva a tua mente, iluminando-a e enobrecendo-a.

Ainda que, por agora, não percebas, a tua alma se expande, em milhões de partículas, que são os agentes de libertação ou de cativeiro elaborados por teu próprio plano mental.

Avança, escolhendo a “melhor parte”.

Diante do sofrimento e da morte, afirmou o Mestre, certa vez: “Não temas, crê somente.”

Segundo pensarmos, assim será.






pelo Espírito André Luiz - Do livro: Doutrina e Aplicação, Médium: Francisco Cândido Xavier - Espíritos Diversos.

Fonte: www.caminhosluz.com.br

A Igreja Católica e a Reencarnação

O Bispo Católico Dom Aldo Di Cillo Pagotto, arcebispo do Nordeste, deu uma entrevista ao porograma Espiritismo Via Satélite. Programa este apresentado pelo senhor Alamar Régis Carvalho. Durante a entrevista, Dom Aldo disse, li Paulo e Estevão, (obra psicografada por Chico xavier) quem não leu não sabe o que está perdendo. Estive com Chico Xavier e me vi diante de um santo. Durante um encontro do CNBB, em Santa Catarina, um bispo pediu satisfação a Dom Aldo, sobre a referia entrevista. Os ânimos se exaltaram, então os bispos disseram (haviam cerca de quinhentos bispos). Nós tiramos a reencarnação da Bíblia. Precisamos rever esta tese. Nós tiramos a mediunidade da Bíblia. Precisamos rever esta tese. Entusiasmado com o fato, o Senhor Alamar promoveu com o auxílio da USE, União das Sociedades Espíritas, O 1° Encontro Espírita do Estado de São Paulo ENCOESP. Encontro este que seria realizado, em Janeiro de 2001 no Anhembi . Estes mesmos Bispos pretendiam fazer, uma reforma no Cristianismo, a partir do Brasil, e apresentar ao mundo o Espiritismo, com sendo o Cristianismo redivivo. Participariam do evento, bispos de todo o Brasil, e do mundo. Estavam convidados para serem os palestrantes, Dom Aldo Di Cillo Pagotto, o padre José Linhares Pontes, que é ou era deputado federal pelo Ceará, e o pastor protestante Nehemias Marien. Só Dom Aldo Pagotto não pode ir. O motivo pelo qual Dom Aldo não pode comparecer, foi que trinta por cento daqueles bispos, que estavam no encontro do CNBB em Santa Catarina, disseram: Se for para a acabar com a Igreja Católica, vai ter sangue no Anhembí. Ameaçando assim matar a tiros de metralhadora Dom Aldo Pagoto, caso ele compareçesse ao evento. Houve uma reunião de emergência, pensaram ou em chamar a polícia, ou avisar a imprensa. Foi decidido então que era cedo, para os bispos fazerem tal afirmativa, a respeito do doutrina espírita. O Dom Aldo recuou, e o evento não aconteceu da forma como havia sido previsto. O senhor Alamar Régis Carvalho é hoje presidente da Rede Visão de TV.

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

VONTADE DE VENCER

Qual é o seu sonho? Você consegue dimensioná-lo? Acredita que pode alcançar as metas e objetivos que sonha para sua vida?

O que você tem feito para chegar lá? Qual é o segredo de quem consegue conquistar o que deseja?

Esse bombardeio de perguntas objetiva levá-lo à reflexão desse tema. Qual é a importância da vida sem os sonhos?

Eu tenho vários, e você?

Outro fator que perturba nossa reflexão é como muitas pessoas chegam a essa conquista.

O que as levam a vencer obstáculos e desfrutar das vitórias?

Não estou aqui para ensinar algo como se fosse uma simples receita, mas posso dizer que conheço alguns itens de extrema importância para atingir o sucesso. Confira.

Não acredite na sorte – Ela nada mais é que o encontro da preparação com a oportunidade. Se você estiver preparado, certamente será agraciado com a oportunidade. Acredite em trabalho e dedicação.

Acredite sempre – Há momentos em que tudo parece perdido, mas é preciso acreditar sempre.

É necessário olhar e vislumbrar o sabor da conquista proporcionado pela realização do seu sonho. Mesmo no fundo do poço ainda há chance de vitória! Só depende de você.

Tome a crítica como um desafio – Quando alguém duvidar de você, não discuta. Simplesmente, continue no caminho do seu sonho, passo a passo, dia após dia e ficará mais perto. Torça para que as pessoas que não acreditaram em você possam estar bem para assistir a sua vitória.

Ajuste as velas – Nem sempre acertamos em todas as nossas decisões. Saiba o momento de parar estrategicamente para pegar um caminho correto.

Ajustar as velas significa estar preparado para as mudanças e obstáculos que estão por vir.

Suba nos ombros dos gigantes – Aprenda com os vencedores. Tenha exemplos para seguir.

Vá além do que já foi feito. Não é preciso reinventar a roda, mas sim fazê-la girar com mais velocidade.

Não espere aplausos – Aproveite para chegar mais longe enquanto as pessoas não prestam atenção em você.

Não espere reconhecimento por suas conquistas, pois ele deve partir de você, e não dos outros.

Trabalhe muito – É preciso se esforçar bastante para chegar a algum lugar.

Lembre-se de que o único local em que o sucesso vem antes do trabalho é o dicionário.

Citei alguns fatores para atingir o sucesso, mas acho que para alcançá-lo o mais importante é a vontade de vencer. Aquela vontade incontrolável que te faz levantar e seguir adiante.

Aquele brilho no olhar e a força a mais em cada gota de suor, em cada minuto de estudo, em cada momento de dedicação. A vontade de vencer é aquele momento em que vislumbramos o topo, sonhamos acordados, levantamos mais cedo e seguimos adiante. Tendo essa vontade, os obstáculos se tornaram pequenos e o sucesso parecerá questão de tempo!

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

A história de Júlio (Parte 2)


Na minha encarnação anterior tive por pais os mesmos espíritos que o foram nesta última.



Eles formavam uma família feliz. Meus pais, casados há anos, viviam harmoniosamente, tinham duas filhas casadas e netos, quando mamãe engravidou. Embora surpresos, achando-se velhos, me receberam como presente de Deus. Foram excelentes pais, me amaram, cuidaram de mim, me educaram, dando ótimos exemplos. Cresci forte, sadio e inteligente.



Espírito inquieto, não dei valor a nada que recebia. Achava meus pais velhos, “caretas” e me envergonhava deles. Era respondão, às vezes bruto com eles. Achava que me enchiam.



Estudava numa universidade e comecei a consumir drogas. Não tinha motivos como desculpas. Não existem motivos para entrar no vício, mas alguns viciados arriscam algum fator para se justificar. Quis sensações novas e achei que nunca ia me tornar dependente delas. Das leves às pesadas, me viciei, porém achava que as largaria quando quisesse. Comecei a gastar mais dinheiro e mentia aos meus pais, dizendo que era para o estudo. Não desconfiavam e me davam, privando-se até de remédios.



Foi então que ocorreu o acidente. Numa viagem de fim de semana, meus pais desencarnaram juntos num acidente de trem.



Senti a falta deles, mais ainda do que eles faziam por mim. Não quis morar com minhas irmãs, fiquei sozinho na nossa casa. Formei-me dois meses depois e arrumei um emprego. Mas passei a me drogar cada vez mais. E agora não escondia e as usava em casa.



- Júlio, por favor, pare com isso! Pense em nossos pais! — diziam minhas irmãs, preocupadas.



- Não sou um viciado! Uso-as porque quero e paro quando quiser — respondia rudemente.



Minhas irmãs, cunhados e até sobrinhos, ao saberem, tentaram me ajudar. Passei a ser violento, não aceitei a intromissão deles.



Não produzia no trabalho e, como faltava muito, fui demitido e passei a consumir cada vez mais tóxicos; me tornei um farrapo humano. Fui vendendo tudo o que era de valor em casa, não comprei mais alimentos, minhas irmãs que os traziam, como também passaram a pagar as despesas da casa e alguns débitos meus. Mesmo assim, não gostava dos meus familiares, não queria vê-los, os evitava e quando vinham em casa os expulsava violentamente. Senti que eles planejavam me internar. Então, achando que a vida estava insuportável, resolvi me suicidar. Tomei uma overdose. Mas não morri, passei mal. Quando melhorei, levantei-me; estava deitado no tapete da sala. A casa estava uma anarquia. Tomei remédios, todos que encontrei, o resto de heroína e uma bebida alcoólica, deitei de novo, certo de que dessa vez ia morrer.



Desencarnei logo, mas era de noite. No outro dia minha irmã veio com a ambulância para me levar e acharam meu corpo morto.



Perturbei-me extremamente. Quando saí do torpor, senti-me preso, no escuro, com cheiro insuportável. Meu corpo estava enterrado e eu ligado a ele. Somos espíritos revestidos do perispírito e encarnados no corpo físico. Quando o corpo carnal morre, o deixamos e este parece somente uma roupa usada. Continuamos a viver espiritualmente revestidos com o corpo perispiritual. Isso é o que normalmente acontece. Mas há os que abusam e imprudentemente, como eu, danificam o corpo físico, a abençoada roupa que nos é dada para nos manifestarmos no campo material. Não fui desligado e fiquei junto ao corpo, sofrendo atrozmente.



Lembrei-me dos meus pais, do amor deles por mim e chorei; chamei por eles:



“Mamãe! Papai! Acudam-me!”



Senti-me tirado dali, parecia que fiquei ali séculos e não meses.



Não consegui me recuperar. Internado num hospital para suicidas, estava perturbado demais. Não tinha desculpa e não quis me perdoar. Que havia feito do meu corpo perfeito? Danifiquei-o com as drogas. Não merecia outro perfeito.



Faço uma ressalva, esta é minha história, que ocorreu comigo. Isso não acontece com todos que foram viciados nem com todos os suicidas. Mas normalmente estes sofrem muito, se os encarnados tivessem consciência disso, não se drogariam nem se suicidariam.



Meus pais preocuparam-se comigo. Amavam-nos muito, a mim e a todos os familiares.



Tiveram uma desencarnação violenta num acidente brutal. Foram socorridos pelos seus merecimentos. Sentiram que eu estava mal, então souberam que era viciado. Tentaram me ajudar, porém essa ajuda é restrita ao livre-arbítrio do necessitado. Pediram auxílio mentalmente às outras filhas, elas tentaram, ignoraram as ofensas e tudo fizeram, até se sacrificaram financeiramente, venderam bens para pagar meus débitos e para ter dinheiro para me internar.



Meus pais viram tristemente meu suicídio. Só quando me comovi ao lembrar deles é que puderam desligar-me da matéria podre e me socorrer.



Entenderam que só melhoraria na matéria. Estava tão perturbado, me desorganizei tanto que só me recuperaria no corpo físico. Com o esquecimento, me organizaria, encarnado recuperaria o que por livre vontade desordenei, danifiquei.



Meus pais reencarnaram unidos por um carinho profundo, casaram novamente e me receberam alegremente por filho.




Do livro “Deficiente mental, porque fui um?” (Cap. 2) - Ditado por diversos espíritos - Psicografia de Vera Lúcia Marinzeck Carvalho - Editora Petit

PADRE QUEVEDO.........

PADRE QUEVEDO

01 – O padre Quevedo tem destaque no "Fantástico", da Rede Globo de Televisão, com um quadro fixo, quinzenalmente. Qual sua opinião a respeito?

Apresentado como uma espécie de "Mister M" do psiquismo, a desvendar truques e mistificações, Quevedo é também um prestidigitador. Mobiliza seus esforços em torno da única "mágica" que o empolga: reduzir todos os fenômenos espíritas a simples manifestações da mente humana.

02 – Para ele não existe o fenômeno mediúnico?

Exatamente. Viria tudo do inconsciente de suposto médium. Carlos Imbassahy, o grande polemista espírita, dizia que esse ser interior, desvendado pelo padre, é um grande velhaco, porquanto nunca se identifica. Apresenta-se, invariavelmente, como a alma de um defunto.

03 – O inconsciente seria um deus dentro de nós…

Onisciente e onipotente, capaz de proezas, como vasculhar instantaneamente todas as bibliotecas, habilitando-se a responder qualquer pergunta. Realiza, ainda, intervenções prodigiosas na matéria, como entrar num aparelho de televisão e mostrar-se com morfologia humana, som e animação, a transmitir mensagens. Estudiosos que se debruçam durante anos sobre o fenômeno admitem a manifestação dos Espíritos, em transcomunicação instrumental. O padre, sem se dar ao trabalho da mais elementar pesquisa, conclui que é tudo obra do ardiloso inconsciente.

04 – Como Quevedo explica o médium Chico Xavier?

Diz ser um sensitivo capaz de exercitar intensamente faculdades como a clarividência, a telepatia, a psicometria… Isso lhe permitiria devassar, a intimidade das pessoas que o procuram em busca de notícias de familiares que morreram. A partir dessa assombrosa "varredura psíquica" habilita-se, instantaneamente, a incorporar a personalidade do defunto – suas lembranças, maneira de ser, a terminologia que usava, as datas significativas, a convivência, os afetos, as circunstâncias da morte, a grafia, e até a assinatura; um falsário perfeito! Isso, diga-se de passagem, envolvendo milhares de "mortos" que ao longo de décadas comunicaram-se pelo Chico. Um espanto!

05 – E quando o fenômeno acontece no seio da própria Igreja?

Aí ele diz que é milagre. Há dois problemas: se ele não acredita em milagre e diz o contrário, apenas para evitar problemas com seus superiores, como já aconteceu no passado, incorre em mentira. Se realmente acredita, não é um parapsicólogo, como pretende. A parapsicologia, ciência experimental, não admite a derrogação da lei natural.

06 – E o Espiritismo?

Também não aceita o milagre. O que nos parece milagroso é apenas a manifestação de fenômenos que desconhecemos, no contexto da Natureza. O intercâmbio com o além, por exemplo, é um acontecimento natural, envolvendo pessoas dotadas de sensibilidade para captar o pensamento dos Espíritos desencarnados que vivem numa outra dimensão.

07 – O padre Quevedo tem plena convicção a respeito de suas idéias ou apenas está interessado em combater o Espiritismo?

Respeitáveis pesquisadores, no passado, renderam-se à realidade espírita, a partir de suas experimentações. O fato de Quevedo manter-se irredutível, diante de fenômenos espirituais notáveis, onde se evidencia a presença dos Espíritos, demonstra que ele não está interessado em pesquisar com isenção.

Quer simplesmente combater o Espiritismo. É uma idéia fixa. Felizmente, o efeito é sempre contrário, transformando-o em grande divulgador de nossa doutrina. Por onde passa, desperta interesse em torno do fenômeno. Pessoas dotadas de um mínimo de bom senso percebem que a realidade apresentada nos princípios codificados por Kardec é muito mais simples e convincente do que as fantasias propostas pelo padre.

08 – Quevedo freqüentemente desafia os Espíritos. Procura demonstrar que tudo não passa de um processo de sugestão. Será ele tão poderoso, capaz de resistir ao assédio das sombras?

O que de melhor pode acontecer para os chamados Espíritos inferiores, que perturbam os homens, é as pessoas não acreditarem em sua existência e influência, facilitando-lhes a ação. Quevedo trabalha em favor dessa idéia. Digamos, portanto, que é, sem consciência disso, um agente desses Espíritos. Obviamente, eles não têm nenhum interesse em causar-lhe embaraços. Certamente até o protegem, advertindo eventuais desafetos. "Não o perturbe. É dos nossos!".

Richard Simonetti

terça-feira, 15 de setembro de 2009

RELIGIÕES E O SUBLIME PRINCÍPIO DA BENEFICÊNCIA

O Cristianismo


Atualmente, é a religião mais difundida no mundo, com cerca de 2 bilhões de fiéis, e se divide em três ramos principais: Catolicismo, Igreja Ortodoxa e Protestantismo.

Jesus foi o primeiro proponente do serviço social de que a História tem notícia. Antecedendo as propostas da ciência psicológica moderna, defendidas por renomados pesquisadores, o Mestre de Nazaré, há dois mil anos, comprovava que a legítima felicidade não é individual, mas o somatório da felicidade das pessoas que se encontram em nossa dimensão de vida quotidiana. A solidariedade e a beneficência são fundamentos máximos de bem-viver. Falamos de religião e rotulamos nossa crença, porém, enquanto não descermos até nosso irmão necessitado, não chegaremos à maturidade espiritual.

Na Terra, surgiram várias denominações filosófico-religiosas para apontarem a trilha da beneficência. Algumas delas bifurcaram-se, enquanto outras anatematizaram-se e a mensagem, que apontava o caminho da caridade, ficou truncada por ausência do amor entre nós.

Temos muitas religiões, mas pouca religiosidade. O Cristianismo, atualmente, é a religião mais difundida no mundo, com cerca de 2 bilhões de fiéis. Divide-se em três ramos principais: Catolicismo, Igreja Ortodoxa e Protestantismo. O movimento cristão organiza-se, primeiro, em Jerusalém e é, a princípio, um movimento dentro do Judaísmo. Posteriormente, os cristãos são perseguidos pelo Império Romano. A situação muda em 313, quando o imperador Constantino lhes concede liberdade de culto. Em 392, o Cristianismo passa a ser a religião oficial do Império, e missionários são enviados a várias partes da Europa para fundar igrejas, ocupando todo o continente. No fim da Idade Média, a expansão européia leva o Cristianismo à América e à Ásia. A partir do Século XIX missionários chegam, também, à África e ao leste da Ásia, espalhando o Evangelho por todo o mundo.

Neste ponto do texto, pedimos licença para consignar algumas definições breves sobre religião [i] e iniciemos com o Catolicismo. O termo deriva do grego katholikos (universal). A adoção desse nome vem da idéia de uma igreja que pode ser aceita e levar a mensagem a qualquer pessoa, em qualquer lugar do mundo. Está associada à expansão do Império Romano e ao surgimento dos novos reinos em que este se divide. Sua difusão se vincula ao desenvolvimento da civilização ocidental e ao processo de colonização e aculturação de outros povos. Hoje, o Catolicismo possui mais de 1 bilhão de adeptos, aproximadamente 18,7% da população mundial. A maioria (cerca de 39%) encontra-se na América Latina. O Brasil é o país que reúne o maior número de católicos no mundo. Segundo o IBGE, 120 milhões de brasileiros declaravam-se católicos em 1991 (cerca de 83% da população do país).[ii]


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O Protestantismo

Surgiu com a chamada Reforma Protestante, iniciada pelo teólogo alemão Martinho Lutero.

Da Igreja de Roma, surge a Renovação Carismática Católica nos Estados Unidos, em meados da década de 60, divergindo de alguns conceitos do Vaticano. Nessa trilha, nasce, na mesma década, a Teologia da Libertação, principalmente na América Latina, em que se destaca o teólogo brasileiro e ex-frade franciscano, Leonardo Boff, um dos formuladores do movimento. No livro “Jesus Cristo Libertador” (1972), Boff admite o emprego das teorias marxistas na análise do atraso das sociedades do terceiro mundo.

Sobre o Protestantismo[iii], sabemos ter surgido como movimento cristão com a chamada Reforma Protestante, iniciada pelo teólogo alemão Martinho Lutero (foto), no Século XVI, que rompe com a Igreja Católica. As críticas de Lutero ao Catolicismo começam em 1517. O alemão defende ser a fé o elemento fundamental para a salvação do indivíduo e condena a venda de indulgências pela Igreja e o relaxamento dos costumes do clero da época. O Protestantismo divide-se em Protestantismo histórico, criado a partir da Reforma, e Protestantismo pentecostal, surgido no começo do Século XX. Calcula-se que o Protestantismo tenha cerca de 500 milhões de adeptos em todo o mundo. O Brasil reúne o maior número de protestantes da América do Sul, cerca de 13 milhões de pessoas, segundo pesquisa realizada pelo instituto Datafolha em 1994.[iv]


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O Judaísmo

É considerado a primeira religião monoteísta da humanidade. Cronologicamente, é a primeira das três religiões originárias de Abraão (as outras são o Cristianismo e o Islamismo). Existem, atualmente, cerca de 13,5 milhões de judeus no mundo, dos quais 4 milhões em Israel. No Brasil, segundo o IBGE, havia cerca de 86 mil em 1991. A Federação Israelita do Estado de São Paulo estima que, hoje, esse número chegue a 110 mil.[v]


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O Islamismo

É uma religião monoteísta fundamentada nos ensinamentos de Maomé, contidos no livro islâmico, o “Alcorão” (do árabe al-qur'ãn, leitura)[vi]. A palavra islã significa submeter-se e exprime a submissão à lei e à vontade de Alá (Allah, Deus em árabe). Estima-se que reúna mais de 1 bilhão de fiéis (18% da população mundial), em especial no Norte da África, no Oriente Médio e na Ásia. Há duas facções do Islamismo – os sunitas e os xiitas. Calcula-se que 83% dos muçulmanos sejam sunitas. Para eles, a autoridade espiritual pertence à comunidade como um todo. Os xiitas (16% dos muçulmanos) são partidários de Ali, marido de Fátima, filha de Maomé. Seus descendentes teriam a chave para interpretar os ensinamentos do Islã. São líderes da comunidade e continuadores da missão espiritual de Maomé. A rivalidade com os sunitas é tragicamente exacerbada, sobretudo após a revolução iraniana liderada por Ruhollah Khomeini.[vii]


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O Espiritismo

É doutrina religiosa baseada na crença da existência do espírito, independente do corpo.

Existem os princípios dos Hinduísmos, a rigor um conjunto de conceitos, doutrinas e práticas religiosas que surgem na Índia a partir de 2000 a.C. Estão embasados no Vedas[viii]. Suas características principais são o politeísmo e a crença na reencarnação. Estima-se que, hoje, exista mais de um bilhão de adeptos no mundo.

O Budismo é um sistema ético, religioso e filosófico, fundado pelo príncipe hindu Sidarta Gautama (563 a.C.?-483 a.C.?), o Buda, por volta do Século VI a.C. Ensina como superar o sofrimento e atingir o nirvana[ix] por meio de disciplina mental e de uma forma correta de vida. O Confucionismo é outro ramo religioso do mundo oriental, e, também, é uma filosofia, uma ideologia política. É um legado da tradição literária, baseado nas idéias do filósofo chinês Confúcio (551 a.C.-479 a.C.). Permaneceu como doutrina oficial na China, durante quase 2 mil anos, do Século II até o início do Século XX. Atualmente, 25% da população chinesa afirmam viver segundo a ética confucionista. Fora da China, o Confucionismo possui cerca de 6,3 milhões de seguidores, principalmente no Japão, na Coréia do Sul e em Cingapura.[x] No Confucionismo, não existem sacerdotes ou igrejas. As cinco virtudes essenciais são: o amor ao próximo, a justiça, o cumprimento das regras adequadas de conduta, a autoconsciência da vontade do Céu e a sabedoria e sinceridade desinteressadas. Somente aquele que respeita o próximo é capaz de desempenhar seus deveres sociais.

O Espiritismo é doutrina religiosa baseada na crença da existência do espírito (alma), independente do corpo, e em seu retorno à Terra em sucessivas encarnações, até atingir a perfeição. Sua principal corrente é, para alguns, o Kardecismo, formulado em 1857, no “Livro dos Espíritos”, pelo professor francês, Allan Kardec (1804-1869), pseudônimo de Hippolyte Léon Denizard Rivail. O Espiritismo afirma que as reencarnações permitem a evolução gradativa do espírito para se redimir de erros passados. Todas as faltas podem ser reparadas. Não há estatística mundial sobre o número de seguidores do Espiritismo. No Brasil, segundo o IBGE, cerca de 1,6 milhões de pessoas declaravam-se espíritas em 1991. De acordo com uma pesquisa realizada em 1994, pelo instituto Datafolha, esse número chega a 5,5 milhões.[xi] Atualmente, cerca de 20 milhões de brasileiros têm alguma simpatia pelos princípios kardecianos.

As religiões ensinam sobre a importância da beneficência. O Espiritismo afirma que “Fora da Caridade não há Salvação”. Os Benfeitores do além nos advertem que sem caridade toda fé religiosa se resume a uma adoração sem proveito; a esperança não passa de uma flor incapaz de frutescência e a própria filantropia se circunscreve a um jogo de palavras brilhantes, em torno do qual os nus e os famintos, os necessitados e enfermos costumam perecer pronunciando maldições.


O Cristo nos pede cooperação para a sementeira do Evangelho Redivivo que a Doutrina Espírita veicula

O Espírito Neio Lúcio cita, no último capítulo do livro “JESUS NO LAR”, o seguinte trecho: "(...) após o último culto doméstico na casa de Simão Pedro, nas vésperas de embarcar para a cidade de Sidon, o Mestre abriu o livro de Isaías e comentou-o com sabedoria, após o que, proferindo a prece de encerramento, advertiu: - Pai, ajude os que não se envergonham de ostentar felicidade ao lado da miséria, do infortúnio e da dor.(...)Ergue aqueles que caíram sob o excesso do conforto material".[xii] (destacamos).

“Num belo apólogo , conta Rabindranath Tagore que um lavrador, a caminho de casa, com a colheita do dia, notou que, em sentido contrário, vinha suntuosa carruagem, revestida de estrelas. Contemplando-a, fascinado, viu-a estacar, junto dele, e, semi-estarrecido, reconheceu a presença do Senhor do Mundo, que saiu dela e estendeu-lhe a mão a pedir-lhe esmolas...

O quê? - refletiu, espantado - o Senhor da Vida a rogar-me auxílio, a mim, que nunca passei de mísero escravo, na aspereza do solo? Conquanto excitado e mudo, mergulhou a mão no alforje de trigo que trazia e entregou ao Divino Pedinte apenas um grão da preciosa carga. O Senhor agradeceu e partiu. Quando, porém, o pobre homem do campo tornou a si do próprio assombro, observou que doce claridade vinha do alforje poeirento... O grânulo de trigo, do qual fizera sua dádiva, tornara à sacola, transformado em pepita de ouro luminescente... Deslumbrado, gritou:

-Louco que fui!... Por que não dei tudo o que tenho ao Soberano da Vida? [xiii]

Na atualidade da Terra, quando o materialismo compromete edificações veneráveis da fé, no caminho dos homens, sabemos que o Cristo pede cooperação para a sementeira do Evangelho Redivivo que a Doutrina Espírita veicula. E, propondo este artigo humilde à guisa de um punhado de gravetos para o lume da Nova Revelação, reenfatizo, humildemente, ante a bondade do Cristo:

“-Ah! Senhor!... Compreendo a significação de teus apelos e a grandeza de tua munificência, mas perdoa ao pequenino servo que sou, se nada mais tenho de mim para te dar!” [xiv]

A lição é clara e expressiva o suficiente. Por isso, reflitamos sobre ela, para que não permaneçamos na sombra do comodismo, na forma de prática religiosa, só por conta da etiqueta social.


Jorge Hessen
E-Mail: jorgehessen@gmail.com
Site: http://jorgehessen.net

FONTES:
[i] Cf. Almanaque Abril 98.
[ii] idem.
[iii] O nome protestante é atribuído, na época, aos partidários da Reforma que protestam contra a Dieta (assembléia convocada pelos reis) de Espira (1529). A Igreja Protestante, também conhecida como Evangélica, reivindica a reaproximação da Igreja com o cristianismo primitivo.
[iv] Cf. Almanaque Abril 98.
[v] idem.
[vi] coletânea das diversas revelações transcendentes recebidas por Maomé de 610 a 632.
[vii] Cf. Almanaque Abril 98.
[viii] conhecimento, em sânscrito, conjunto de textos sagrados compostos de hinos de louvor e ritos.
[ix] estado d’alma de total paz e plenitude.
[x] Cf. Almanaque Abril 98.
[xi] idem.
[xii] Xavier, Francisco Cândido. Jesus no Lar, Ditado pelo Espírito Neio Lúcio, RJ: Ed. FEB, 2002.
[xiii] Dedicatória de Ismael Gomes Braga in livro Cartas e Crônicas, psicografia de Chico Xavier, ditado pelo Espírito Irmão X, RJ: ed. FEB, 1966.
[xiv] Idem.

Umbanda Versus Espiritismo

Diz-se, com freqüência, que Umbanda e Espiritismo são a mesma coisa, com uma ou outra variante. Os que assim pensam não refletiram o suficiente sobre os fundamentos de cada doutrina.

Uma análise mais acurada nos mostrará que há, entre essas duas correntes espiritualistas, pontos concordantes e discordantes.

Vejamos as opiniões concordantes:

A Umbanda é espiritualista; o Espiritismo também o é.
A Umbanda rende culto a Deus; o Espiritismo também.
Nas práticas de Umbanda ocorrem fenômenos mediúnicos; no Espiritismo também.
A Umbanda aceita a reencarnação; o Espiritismo também.
Na Umbanda se faz caridade; no Espiritismo também.

Vejamos os pontos discordantes:

O Espiritismo NÃO tem culto material; a Umbanda TEM.
O Espiritismo NÃO prescreve qualquer forma de paramento nem comporta o formalismo de funções sacerdotais; a Umbanda TEM "pais" de terreiro com vestimenta e prerrogativas equivalentes ao exercício de funções sacerdotais.
O Espiritismo NÃO admite uso de imagens; a Umbanda TEM imagens e altares.
O Espiritismo NÃO têm sinais cabalísticos nem símbolos; a Umbanda TEM sinais, "pontos riscados" etc.
O ESPIRITISMO REGE-SE POR UM CORPO DE DOUTRINA HOMOGÊNEA, CODIFICADA POR ALLAN KARDEC; A UMBANDA NÃO SE REGE PELA DOUTRINA CODIFICADA POR ALLAN KARDEC.

O professor J. H. Pires, no capítulo VI - O Mediunismo - de seu livro Mediunidade trata a Umbanda como uma forma de mediunismo.

A sua explicação baseia-se na noção de que mediunismo - definição dada pelo Espírito Emmanuel - designa as formas primitivas de Mediunidade.

Assim, ele discorre sobre a construção racional da Mediunidade através dos ensinamentos de Allan Kardec. A Umbanda, sendo apenas a prática do fenômeno mediúnico, não consegue abarcar o grau de positivação alcançado pela Doutrina dos Espíritos. Esta é a grande diferença.

A MENTE NÃO PERTENCE AO CÉREBRO E O CÉREBRO NÃO EXPLICA A MENTE

Nos últimos anos, a neurociência sofreu uma explosão no campo da pesquisa. A cada dia, surgem novas técnicas, como mapeamentos cerebrais, que podem tirar fotos instantâneas do fluxo sangüíneo do órgão, e tubos de vidro microscópicos, que injetam poucas moléculas de um medicamento, diretamente, no neurônio. "Todas essas inovações ajudaram a revelar a organização do cérebro em detalhes." (1) Nosso cérebro representa, apenas, 2% do peso total do corpo, mas possui, segundo pesquisas atuais, aproximadamente, 100 bilhões de neurônios [células nervosas cerebrais], sendo que, em algumas de suas partes, para realizar suas funções, aglomera, até, 5 milhões de neurônios de uma só vez e é capaz de produzir cerca de 1.000 trilhões de conexões. Como os neurônios estão em atividade permanente, o consumo de energia é grande, motivo pelo qual o cérebro consome 20% do oxigênio diário, necessário para o corpo. Sabe-se, hoje, que o cérebro contém 78% de água, 10% de gordura, 8% de proteína, 1% de carboidrato, 1% de sal e 2% de outros componentes. Metade do cérebro é constituída de substância branca e, se essa substância de um único cérebro humano fosse desenrolada, formaria um cordão, longo o suficiente para dar duas voltas ao redor do globo terrestre.

Quando está ligado e consciente, o circuito gelatinoso se agita em um tráfego de pensamentos, impressões, anseios, conflitos, preocupações, curiosidades e intenções. Desde o pulsar do coração, o movimento do intestino, a produção de novas células sanguíneas e, até, o eriçar dos pêlos do nosso braço, quando nos assustamos, é controlado pelo sistema nervoso e, em última instância, pelo cérebro. "Nas reentrâncias de semelhante cabine, de cuja intimidade a criatura expede as ordens e decisões com que traça o próprio destino, temos, no córtex [corresponde à camada mais externa do cérebro], os centros da visão, da audição, do tato, do olfato, do gosto, da palavra falada e escrita, da memória e de múltiplos automatismos em conexão com os mecanismos da mente, configurando os poderes da memória profunda, do discernimento, da análise, da reflexão, do entendimento e dos multiformes valores morais de que o ser se enriquece no trabalho da própria sublimação." (2)

Nos planos dos "lobos frontais, silenciosos ainda para a investigação científica do mundo, jazem materiais de ordem sublime, que conquistaremos, gradualmente, no esforço de ascensão, representando a parte mais nobre de nosso organismo divino em evolução." (3) Apesar desse silêncio, atualmente, os neurocientistas não têm mais medo de falar, publicamente, sobre consciência e como o cérebro produz a mente. Segundo pesquisadores, a experiência espiritual das pessoas pode ser explicada pela "ausência" de atividade em uma das regiões do cérebro, mas, especialmente no lóbulo parietal direito, onde se processa as preferências e gostos pessoais, e onde se "reconhecem as habilidades e os interesses amorosos da pessoa, portanto, responsáveis pela afirmação da identidade individual, segundo Brick Johnstone, da Universidade de Missouri-EUA." (4) O estudo sugere que as pessoas que têm essa região menos ativa, com menos "definidores próprios", são as mais suscetíveis a levar vidas espiritualizadas. A descoberta também sugere que uma das principais características da experiência espiritual é a abnegação, um comportamento antiegoísta, segundo Johnstone. (5) Em verdade, "o cérebro é o instrumento que traduz a mente, manancial de nossos pensamentos. Através dele, pois, unimo-nos à luz ou à treva, ao bem ou ao mal." (6)

Embora tentem explicar (só pelos fenômenos físicos), pela prática dos neurologistas, toda a classe de fenômenos intelectuais, e, até, "espirituais", através das ações combinadas do sistema nervoso; e, em que pese a Ciência ter atingido certezas irrefutáveis, como, por exemplo, a de que uma lesão orgânica faz cessar a manifestação que lhe corresponde, e que a destruição de uma rede nervosa faz desaparecer uma faculdade, ela, porém, está infinitamente limitada para explicar os fenômenos do espírito. Em razão de semelhante situação, não podemos afastar a verdade da influência de ordem espiritual e invisível no cérebro. Se faz mister, também, compreender, não a alma insulada do corpo, mas ligada a esse corpo, o qual representa a sua forma objetivada, com um aglomerado de matérias imprescindíveis à sua condição de tangibilidade, animadas pela sua vontade e por seus atributos imortais.

Sobre a questão da mente, esta não pertence ao cérebro e o cérebro não explica a mente, embora exista uma interação entre os dois. A mente é uma entidade independente, é uma segregação cerebral. O cérebro é o meio que expressa a inteligência no mundo material. Por isso, a maioria dos estudiosos da mente humana faz da inteligência um atributo do cérebro. Há uma diferenciação significativa entre a pesquisa acadêmica com viés, nitidamente, materialista, e a ciência espírita, pois, enquanto a ciência humana faz do cérebro o excretor da inteligência, a ciência espírita faz do cérebro um instrumento do espírito, que é o ser inteligente individualizado. Destarte, é importante que o Espiritismo e a Ciência se complementem, até porque, as leis do mundo espiritual e as leis do mundo material são faces de uma realidade comum, - a vida.

O cérebro assemelha-se a complicado laboratório "onde o espírito, prodigioso alquimista, efetua inimagináveis associações atômicas e moleculares, necessárias às exteriorizações inteligentes." (7) Todo o campo nervoso da criatura constitui a representação das potências perispiríticas, vagarosamente, conquistadas pelo ser, através de milênios e milênios. "O cérebro real é aparelho dos mais complexos em que o nosso "eu" reflete a vida. Através dele, sentimos os fenômenos exteriores segundo a nossa capacidade receptiva, que é determinada pela experiência; por isso, varia ele de criatura a criatura, em virtude da multiplicidade das posições na escala evolutiva. "(8)

Existem os que recebem as sensações exteriores e os que recolhem as impressões da consciência. "Em todo o cosmo celular, agitam-se interruptores e condutores, elementos de emissão e de recepção. A mente é a orientadora desse universo microscópico, em que bilhões de corpúsculos e energias multiformes se consagram a seu serviço. Nosso mundo interno, do ponto de vista mental, não é estático, e as idéias não estão, rigidamente, estabelecidas. A mente tem a dinâmica de um mosaico de luzes que se projetam pela consciência, que se contrai ou expande diante do que nos emociona. (9) Dela, emanam as correntes da vontade, determinando vasta rede de estímulos, reagindo ante as exigências da paisagem externa, ou atendendo às sugestões das zonas interiores." (10)

Nervos, zona motora e lobos frontais, no corpo carnal, traduzindo impulsividade, experiência e noções superiores da alma, constituem campos de fixação da mente encarnada ou desencarnada. "Para que nossa mente prossiga na direção do alto, é indispensável se equilibre, valendo-se das conquistas passadas, para orientar os serviços presentes, e amparando-se, ao mesmo tempo, na esperança que flui, cristalina e bela, da fonte superior de idealismo elevado; através dessa fonte, ela pode captar, do plano divino, as energias restauradoras, assim construindo o futuro santificante." (11)

A alma é o centro de tudo - emoções, pensamentos, etc.; o cérebro é seu instrumento, facilitando a coordenação do corpo e servindo de canal para as múltiplas manifestações da alma. A experiência de cada um de nós é medida pelo referencial de imagens mentais que criamos e armazenamos sobre o mundo onde vivemos. Cada objeto, cada palavra, cada sensação é carregada de um potencial simbólico que desencadeia em nós a capacidade de criar imagens vivas da realidade. A ciência, sobretudo a neurociência, apesar dos nítidos avanços, ainda não admite, integralmente, essa conclusão, insistindo que tudo está nas funções cerebrais: a linguagem, o pensamento, a coordenação motora, a emoção, e muito mais. Isso, porque insiste em tomar o efeito pela causa. Na questão 370 de "O Livro dos Espíritos", temos a solução para os problemas criados pelo reducionismo materialista: "Da influência dos órgãos se pode inferir a existência de uma relação entre o desenvolvimento do cérebro e o das faculdades morais e intelectuais? Indaga Kardec. Explicam-nos os Emissários do Cristo: "Não confundais o efeito com a causa. O Espírito dispõe sempre das faculdades que lhe são próprias. Ora, não são os órgãos que dão as faculdades, e sim estas que impulsionam o desenvolvimento dos órgãos." (12)

O homem não pode ser o cérebro. Inúmeras experiências de quase morte, de sonambulismo, de hipnose conduzida, de regressão a vidas passadas, e a extensa bibliografia dos fenômenos mediúnicos, desmentem, categoricamente, essa idéia de que os neurônios cerebrais respondem pelo ser humano. "Portanto, o pensamento, assim como a consciência, não moram nos neurônios, mas vivem no íntimo da alma imortal, que leva para todo o sempre, como conquista inalienável, o amor e a sabedoria." (13)


Jorge Hessen
E-Mail: jorgehessen@gmail.com
Site: http://jorgehessen.net
Blog: http://jorgehessenestudandoespiritismo.blogspot.com

FONTES:
(1) Disponível no site http://www1.folha.uol.com.br/folha/publifolha/ult10037u318086.shtml, acessado em 22-07-09
(2) Xavier Francisco Cândido/ Vieira Waldo, Mecanismos da Mediunidade, Ditado pelo Espírito André Luiz, RJ: Ed. FEB, 2000, cap. IX,
(3) Xavier, Francisco Cândido. No Mundo Maior, Ditado pelo Espírito André Luiz, RJ: Ed.. FEB, 2001
(4) Publicado jornal científico "Zygon".SXC , novembro ,2008
(5) idem
(6) Xavier, Francisco Cândido. No Mundo Maior, Ditado pelo Espírito André Luiz, RJ: Ed.. FEB, 2001
(7) Xavier, Francisco Cândido. EMMANUEL, Ditado pelo Espírito Emmanuel, RJ: Ed. FEB, 2001
(8) Xavier, Francisco Cândido. No Mundo Maior, Ditado pelo Espírito André Luiz, RJ: Ed.. FEB, 2000
(9) Facure Nubor Orlando. Operações Mentais e como o Cérebro Aprende, disponível no Site www.geocities.com/Nubor_Facure
(10) Xavier, Francisco Cândido. No Mundo Maior, Ditado pelo Espirito André Luiz, RJ: Ed.. FEB, 1997, cap. 4
(11) idem
(12) Kardec, Allan. O Livro dos Espiritos, RJ: Ed. FEB, 1977
(13) De Mario Marcus Alberto artigo O Homem é o Cérebro? Disponível no site www.orientacaoespirita.hpg.ig.com.br/Artigo%2001.htm

FIDELIDADE ESPÍRITA, UMA QUESTÃO DE RACIONALIDADE CRISTÃ

É evidente que "Fidelidade Doutrinária" não é o que alguns incautos alcunham como sendo algo subjetivo. Consiste na simplicidade dos conceitos escritos e praticados, desde que, invariavelmente, alicerçados na Codificação, cujas recomendações foram escoradas pelos "Espíritos do Senhor, que são as "Virtudes dos Céus", no dizer do Espírito de Verdade, na Introdução de O Evangelho Segundo o Espiritismo.

A nossa irmã Wanda Simões escreveu que "estamos vivendo dias de dificuldades em todo o planeta, mas, configura-se de muita gravidade a situação encontrada nas casas espíritas. Afinal, não é onde deveria estar centrada a cátedra do Espírito de Verdade? Não é onde deveria se encontrar a luz do conhecimento que liberta? Não é onde se deve aprender a construir um novo homem, liberto das amarras da ignorância? No entanto, não é o que se vê. Senão, vejamos: As casas espíritas, inspiradas pelo espírito de sistema, optaram por navegar nas águas rasas do conhecimento, na superficialidade dos ensinos exarados nas obras psicografadas de qualidade duvidosa. É comum, muito comum, os espíritas saberem, de cor, as histórias romanceadas das vidas de personagens habitantes das colônias transitórias, mas não sabem sequer de onde surgiu a doutrina que professam. Espalhou-se, no meio, a idéia de que a leitura das Obras básicas é muito difícil, e que, portanto, é melhor que se comece lendo romances e livrinhos de histórias fantasiosas sobre a vida espiritual, que só convencem mentes imaturas e sem senso de racionalidade. O resultado disso é que quando a pessoa se interessa, de fato, pelo estudo da Doutrina, já se embrenhou num mundo irreal, já poluiu sua mente com leituras inadequadas e atrapalhadas, tornando-se muito difícil a incursão no conhecimento real do Espiritismo, atrasando, sobremaneira, o avanço da criatura na estrada da compreensão. Os conceitos, que já se formaram em sua mente, são de complicada reestruturação e haja tempo para se formar outra mentalidade. São pessoas com um nível de fantasia muito grande acerca da vida terrena e espiritual, pois misturam conceitos espíritas com doutrinas esotéricas, com neurolinguística, terapias alternativas, auto-ajuda e tudo o que pode fazer uma grande confusão nas idéias."1

Certa ocasião, ao término de uma palestra sobre o tema FIDELIDADE DOUTRINÁRIA, aproximou de mim um confrade e nos contou que estava procurando se harmonizar com uma casa espírita, mas, no grupo que freqüentava, os trabalhadores promoviam sessões de "desobsessão" pela apometria e por corrente magnética (?!...). Utilizavam cristais e pirâmides nos chamados trabalhos de "cura". Indicavam sal grosso aos assistidos, ervas, pomadas "cura-tudo" e outros quejandos estranhos.

Lembramos que muitos centros acenam com movimentos e idéias hipnotizantes, tentando embutir, na espinha dorsal da Doutrina Espírita, práticas inoportunas, sutis, criando neologismos de impacto para supostos "tratamentos espirituais".

Indagou-nos, se eram corretas essas práticas, pois, segundo acreditava, consoante as lições das Obras Básicas, essas práticas não condizem com o projeto final do Espiritismo. Disse-nos, ainda, que foi convidado pela Direção do tal Centro, a trabalhar em serviços de atendimento aos irmãos que estavam necessitados de ajuda material naquela região. Contudo, estava receoso de iniciar um trabalho com esses pontos conflitantes na mente.

Esclarecemos que o Centro Espírita tem que funcionar como se fosse um autêntico Pronto-Socorro Espiritual; tal qual refrigério em favor das almas em desalinho. Os grupos espíritas têm que estar preparados para receber um contingente, cada vez maior, de pessoas perdidas no lodaçal de suas próprias imperfeições, e que estão nos vales sombrios da ignorância.

Aqueles que leem literaturas ditas avançadas, de autores pseudosábios, duvidosos, sem antes lerem e estudarem, com seriedade, as obras do Pentateuco Kardeciano, correm, invariavelmente, o grande risco de enveredarem por caminhos escorregadios e trilhas sinuosas de difícil acesso esclarecedor. Os Centros Espíritas refletem a índole e a consciência doutrinária dos seus dirigentes (mandões). As práticas que nos narrou o irmão chocam, de frente, com as receitas de Allan Kardec. Logo, no centro citado, não se praticam as recomendações doutrinárias, logo não se pratica o Espiritismo-Kardecista.2 Todavia, são estágios de entendimento insipientes, quiçá, necessários para esses irmãos neófitos (nunca se esquecendo de que A CADA UM SEGUNDO SEUS MERECIMENTOS). Ressaltamos que, no grupo em referência, certamente, existem confrades que ajudam os necessitados, o que lhes concede apreciáveis méritos, obviamente. Contudo, ainda, não se desligaram de práticas bizarras, perfeitamente dispensáveis para seus compromissos cristãos.

Lembramos ao nosso interlocutor, que já possuía um critério doutrinário formado, que ele deveria procurar outro núcleo espírita, onde propusessem práticas, genuinamente, espíritas. Se optasse por continuar, que transmitisse, aos poucos, as noções claras da Doutrina Espírita, promovendo, no Centro, leituras de obras consagradas, e que sugerisse oradores experientes, quando agendassem nomes para palestras públicas, etc.

Alertamos sobre as dificuldades que iria encontrar, mas que não esmorecesse diante desse nobre propósito, pois a firme vontade de ajustar aquelas mentes doentias ao projeto dos Espíritos Superiores superaria qualquer adversidade que tivesse que enfrentar. O mais importante é servir em nome do Cristo, mesmo que convivendo, estóica e heroicamente, ao lado de práticas vazias de lógica. Se conseguisse conviver com isso, nós o estimulamos. Contudo, lembramos ao confrade que ninguém era obrigado a conviver sob as amarras dos constrangimentos, por isso, que usasse e abusasse do bom senso.

A verdadeira prática espírita é a expressão da moral cristã, consubstanciada no Evangelho. O grupo espírita que se basear nos ensinos de Jesus terá maior pureza doutrinária em qualquer tipo de continente (desobsessão, desenvolvimento da mediunidade, palestras, livros, mensagens, assistência social, evangelização da infância e juventude, divulgação, etc.).

Recordemos que Allan Kardec legou à humanidade a melhor de todas as embalagens (FIDELIDADE DOUTRINÁRIA) ao divino presente que é a DOUTRINA ESPÍRITA, e aqueles que têm como base o alicerce do Evangelho podem, até, conviver com qualquer obra ou filosofia, que estarão IMUNIZADOS contra o vírus das influenciações obsidentes.


Jorge Hessen
E-Mail: jorgehessen@gmail.com
Site: http://jorgehessen.net
Blog: http://jorgehessenestudandoespiritismo.blogspot.com

FONTES:
(1) Trecho extraído de Artigo de Wanda Simões em 25-07-09
(2) Há muitos confrades que têm identificado o gravíssimo desgaste da palavra "espiritismo" e sugerem a sua modificação para "Doutrina dos Espíritos", ou "Doutrina Espírita", ou até mesmo "Kardecismo" (e seus derivados), que são termos que vêm sendo popularizados no Brasil devido, justamente, ao místico sincretismo religioso, que remete as pessoas a confundirem espiritismo com ocultismo, esoterismo, exoterismo, teosofia, orientalismo, umbandismo, xamanismo, exorcismo e outros similares. Por isso, é comum ouvirmos de alguns adeptos: "Sou Kardecista".