segunda-feira, 12 de fevereiro de 2018
Porque todos nos calamos!
Primeiro eles vieram com a
exaltação à “santidade” e à “pureza”, ou “perfeição” do Homem de
Nazaré. Deturparam textos de Kardec, com traduções bizarras. E você se
calou! Depois, resolveram editar “Os quatro evangelhos” e,
massificadamente, utilizaram o expediente da publicidade em sua revista
oficial, a da Reforma – não por acaso – divulgando a obra com o seu
epíteto “a revelação da revelação”, porque “precisavam” de “novidades”. E
você, novamente, se calou!
Então, foram introduzindo, um a um, livros ditos psicografados ou escritos por literatos espíritas, editando-os, em sequência, apresentando um Jesus “fluídico” (sem sofrimentos físicos) e a virgindade de Maria, sua mãe, para celebrar os “mistérios”. E você, também, se calou!
Elegeram um “anjo” – materialização da fábula católica – como “guia espiritual” do planeta, e você achou sublime, porque a ideia da angelitude é uma metáfora em relação ao ápice do percurso espiritual. Você se deixou convencer e... se calou! Adiante, aproveitando-se de uma prodigiosa (mas, também, ingênua) mediunidade, que produzia muito, deram-lhe o caráter de “continuador” doutrinário, sem examinar e criticar os textos que provinham de um velho sacerdote católico, impregnado de suas crendices e visões igrejistas. E você, mais uma vez, se calou!
Dizem, alguns, que os originais destas obras foram destruídos. Porque não havia necessidade alguma de mantê-los, pois já tínhamos, editados, os livros físicos. E o silêncio foi a sua resposta!
Foram, um a um, muitos, desistindo da filosofia e da ciência, entendendo que o edifício estava pronto e que as manifestações de “espíritos eleitos” e “médiuns escolhidos”, do ontem e do hoje, eram todas “autorizadas” pela “Espiritualidade”, e você silenciou, novamente! Capciosamente, tocaram o teu coração com a simbologia da mensagem sublime, sobre amor e caridade, sobre perdão e não-discórdia, para tê-lo como cordeiro diante do Pastor, e você não esboçou qualquer reação!
Resgataram velhos e ultrapassados conceitos de temor e culpa, tão comuns entre as Igrejas, desde Constantino, instituindo “prêmios” para bons comportamentos, bonificadores, definindo lugares imaginários para o regalo das almas submissas à meia-verdade, com departamentos e ocupações similares às da Terra, e você deixou “barato”, porque desejava uma esperança de que, na outra vida, as coisas se parecessem com a “atmosfera” da vida física. E você se aquietou!
Agora, resgatam textos evangélicos diferentes dos escolhidos como relevantes por Kardec e pela Verdade, publicando oficialmente “O Novo Testamento” e projetando, ainda, uma “nova versão” da Bíblia (Antigo Testamento), porque, afinal, um é a consequência do outro e que voltar aos textos antigos é buscar a “sinergia” entre as mensagens. E você até está pensando, silente, em comprar as obras!
Disseram-te, também, que o tal controle das mensagens espirituais só era necessário na época de Kardec, porque a doutrina estava iniciando e era necessário filtrar as muitas comunicações, evitando a desfiguração da “árvore cristã”. E você até aplaudiu, inconscientemente, entendendo que a diretriz vinha, mesmo, do “Alto” e calar-se, para aprender, seria a única alternativa!
E os pastores, então, prosseguem, tangendo as almas pacatas, desfigurando a mensagem e aproximando-a das vaidades e das honrarias do mundo. Todos se maravilham, assim, ante os “dotes” artísticos, literários e de oratória de um ou outro “virtuose”, enquanto os grupos de aprofundamento espírita, de discussão e de promoção de saudáveis debates em busca dos conhecimentos progressivos mingua e se esvai, no tempo, contando com a tua aquiescência e timidez, silenciosas!
Dizes (ou dizemos), por vezes, que não tens (temos) tempo, nem energia, para gastar com contendas, que precisas (precisamos) cuidar de coisas mais importantes e os que estão no “movimento” não devem “procurar confusão”, e os dias vão passando... E a você só resta o silêncio de sua intimidade, a conversa com seus botões, e aquela indignação quase morta, que não ultrapassa os limites de sua boca, de sua letra, ou de sua própria casa... Porque você, eu, todos nós... Nos calamos!
Marcelo Henrique
Então, foram introduzindo, um a um, livros ditos psicografados ou escritos por literatos espíritas, editando-os, em sequência, apresentando um Jesus “fluídico” (sem sofrimentos físicos) e a virgindade de Maria, sua mãe, para celebrar os “mistérios”. E você, também, se calou!
Elegeram um “anjo” – materialização da fábula católica – como “guia espiritual” do planeta, e você achou sublime, porque a ideia da angelitude é uma metáfora em relação ao ápice do percurso espiritual. Você se deixou convencer e... se calou! Adiante, aproveitando-se de uma prodigiosa (mas, também, ingênua) mediunidade, que produzia muito, deram-lhe o caráter de “continuador” doutrinário, sem examinar e criticar os textos que provinham de um velho sacerdote católico, impregnado de suas crendices e visões igrejistas. E você, mais uma vez, se calou!
Dizem, alguns, que os originais destas obras foram destruídos. Porque não havia necessidade alguma de mantê-los, pois já tínhamos, editados, os livros físicos. E o silêncio foi a sua resposta!
Foram, um a um, muitos, desistindo da filosofia e da ciência, entendendo que o edifício estava pronto e que as manifestações de “espíritos eleitos” e “médiuns escolhidos”, do ontem e do hoje, eram todas “autorizadas” pela “Espiritualidade”, e você silenciou, novamente! Capciosamente, tocaram o teu coração com a simbologia da mensagem sublime, sobre amor e caridade, sobre perdão e não-discórdia, para tê-lo como cordeiro diante do Pastor, e você não esboçou qualquer reação!
Resgataram velhos e ultrapassados conceitos de temor e culpa, tão comuns entre as Igrejas, desde Constantino, instituindo “prêmios” para bons comportamentos, bonificadores, definindo lugares imaginários para o regalo das almas submissas à meia-verdade, com departamentos e ocupações similares às da Terra, e você deixou “barato”, porque desejava uma esperança de que, na outra vida, as coisas se parecessem com a “atmosfera” da vida física. E você se aquietou!
Agora, resgatam textos evangélicos diferentes dos escolhidos como relevantes por Kardec e pela Verdade, publicando oficialmente “O Novo Testamento” e projetando, ainda, uma “nova versão” da Bíblia (Antigo Testamento), porque, afinal, um é a consequência do outro e que voltar aos textos antigos é buscar a “sinergia” entre as mensagens. E você até está pensando, silente, em comprar as obras!
Disseram-te, também, que o tal controle das mensagens espirituais só era necessário na época de Kardec, porque a doutrina estava iniciando e era necessário filtrar as muitas comunicações, evitando a desfiguração da “árvore cristã”. E você até aplaudiu, inconscientemente, entendendo que a diretriz vinha, mesmo, do “Alto” e calar-se, para aprender, seria a única alternativa!
E os pastores, então, prosseguem, tangendo as almas pacatas, desfigurando a mensagem e aproximando-a das vaidades e das honrarias do mundo. Todos se maravilham, assim, ante os “dotes” artísticos, literários e de oratória de um ou outro “virtuose”, enquanto os grupos de aprofundamento espírita, de discussão e de promoção de saudáveis debates em busca dos conhecimentos progressivos mingua e se esvai, no tempo, contando com a tua aquiescência e timidez, silenciosas!
Dizes (ou dizemos), por vezes, que não tens (temos) tempo, nem energia, para gastar com contendas, que precisas (precisamos) cuidar de coisas mais importantes e os que estão no “movimento” não devem “procurar confusão”, e os dias vão passando... E a você só resta o silêncio de sua intimidade, a conversa com seus botões, e aquela indignação quase morta, que não ultrapassa os limites de sua boca, de sua letra, ou de sua própria casa... Porque você, eu, todos nós... Nos calamos!
Marcelo Henrique
Caridade – Síntese do amor em ação
Após a morte de Jesus, Simão Pedro foi para Jerusalém e, junto a corações amigos do Amigo que partira, fundou uma casa de assistência.
O seu objetivo era atender aos órfãos, viúvas e doentes. Chamou-a Casa do Caminho. Se o objetivo era nobre e necessário, manter aquele atendimento era bastante difícil.
Os necessitados chegavam todos os dias, batendo àquela porta de misericórdia e poucos eram os recursos.
Por isso mesmo, todas as manhãs, o apóstolo Pedro saía a pedir, em nome do Cristo, batendo às portas de conhecidos e comerciantes. Pedia comida para os seus asilados, roupas, enfim, o que tivessem para lhe ceder.
Ao final da tarde, retornava com os braços carregados de donativos, cansado, extenuado. Na manhã seguinte, tudo se repetia.
Paulo de Tarso, que há pouco abraçara o Cristianismo, após a visão magnífica da Estrada de Damasco, visitando a obra assistencial, verificou que muito se fazia ali pelo corpo físico das criaturas.
Mas o Espírito não era alimentado. Pedro retornava tão cansado das suas jornadas que não conseguia se deter para lhes falar de Jesus. Onde estava a mensagem, perguntava Paulo, em nome da qual se erguera aquela Casa? Aqueles seres necessitavam do pão, das vestes, da cama limpa e de medicamentos. Muito mais que isso, precisavam de alimento para as suas almas. E esse se chamava Boa Nova, o Evangelho de Jesus.
Assim, pensando em resolver a problemática da Casa do Caminho, propôs ao velho apóstolo Pedro que aqueles abrigados que tivessem condições poderiam aprender uma profissão e trabalhar para auxiliar no sustento.
Ele mesmo, Paulo, se propôs a ensinar a sua profissão. Ele era tecelão, sabendo manejar muito bem os fios de cabra, de camelo, a lã das ovelhas.
Animado com a ideia, outro companheiro de Paulo, de nome Barnabé, que era oleiro, se dispôs a ensinar o seu ofício.
Logo mais, a Casa do Caminho se autossustentava pelo trabalho dos que ali recebiam as suas bênçãos. E Pedro pôde se voltar para a tarefa de levar conforto aos corações, espalhando os ensinos de Jesus a todos.
Graças a essa medida, a Casa do Caminho sobreviveu por anos, atendendo os seus objetivos assistenciais. Sobretudo, esclarecendo os Espíritos dos homens, que tinham dessa forma a sua sede de justiça saciada, a sua fome de amor atendida.
Esclarecidos, os que dali partiam, curados das suas mazelas físicas, retornavam ao Mundo com novos valores nos seus corações, mais aptos para as lutas de cada dia.
Para que a obra prosseguisse no tempo, Paulo procurou, em seguida, braços fortes.
Eram pessoas que diziam seguir Jesus mas não saíam de suas casas. Nada faziam para melhorar a situação do mundo.
Ele as buscou e as convidou ao trabalho pelo bem do próximo.
Com tal atitude, Paulo de Tarso inaugurou na Terra a era da caridade.
* * *
A palavra caridade foi cunhada por Paulo de Tarso. Seu significado é amor em ação.
O Divino Mestre falou intensamente a respeito do amor. Amor ao próximo, amor aos inimigos, amor entre os Seus seguidores.
Paulo, tomando de todos esses ensinamentos, os sintetizou em uma palavra: Caridade.
==================================== Redação do Momento Espírita com base na palestra Conceito
espírita de caridade, proferida por Raul Teixeira, no ano de 1999.
fonte:
WWW.ADDE.COM.BR