domingo, 1 de março de 2015

MEDITAÇÃO – aonde ela pode nos levar.

Discípulo: O que me entrava que não consigo chegar a Deus? 

       Mestre: Vc mesmo; a sua vontade, a sua visão, audição, desejo e pensamento (que, portanto, devem cessar e só cessam pela prática da meditação) sobre as coisas terrenas... são essas coisas q trazem sua visão, audição etc. ao nível terreno de tal forma que você não consegue atingir esse objetivo maior...

      Há que caminhar pelo caminho mais difícil (a porta estreita e o caminho pedregoso, o esforço da busca, os julgamentos equivocados q dos demais lhe virão), tomar o que o mundo rejeita, e não fazer o que o mundo faz... então, terá encontrado o caminho mais próximo para isso... pois (como disse Paulo), o caminho para o amor de Deus parece tolo para este mundo, mas é sabedoria para os filhos de Deus.’ (a sabedoria dada pelo percebimento).
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     ‘... Docemente cresceu e se espalhou em torno de mim a paz e o conhecimento além de todo o argumento da terra (sabedoria além de todo conhecimento terreno), e eu sei que a mão de Deus é a promessa da minha (é o que a minha será pelo percebimento), e sei que o espírito de Deus é irmão do meu e que todos os homens já nascidos são meus irmãos (todos somos um)... e que a criação sobrevive graças ao amor...  (Whitman).

      ‘De repente, me senti cheio de paz, alegria e conhecimento, transcendendo (indo além de) toda a arte e sabedoria da terra e percebi que somos todos da mesma natureza de Deus (Whitman).

     ‘Na verdade eu diria que apenas na perfeita incontaminação e solidão da individualidade (a mente não contaminada, só, livre dos sentidos, dos desejos, lembranças, esperanças e pensamentos), pode surgir, positivamente, a espiritualidade da religião (que, antes, era mais por costume ou desejo de respostas). Somente aqui, e nessas condições, pode acontecer a meditação, o êxtase devoto, o vôo elevado (consciência una). Somente aqui, a comunicação com os mistérios (encontro de todas as respostas), os problemas eternos: de onde? para onde?

      ‘Sozinho, o pensamento silencioso (apagado, cessado) e a aspiração (o desejo de chegar) e, então, a consciência interior (o Eu Sou), com sua inscrição prévia invisível (o Cristo, que desde sempre está ali, mas não percebido, ‘invisível’ para nós), em tinta mágica (não o víamos e agora passamos a ver), irradia suas linhas maravilhosas para os sentidos (mostra-se e o percebemos)... e todas as afirmações, igrejas e sermões, desaparecem como vapores (tudo que antes conhecíamos não tem mais valor ante a grandeza do percebimento) (Whitman).

      ‘As bíblias podem afirmá-lo e os clérigos expô-lo, mas é exclusivamente mediante o trabalho do eu isolado (ninguém chega à verdade pelos trabalhos da religião, através de suas práticas, mas pelo exercício da meditação, sozinho) que se entra no puro éter da veneração, que se alcança os níveis divinos, que se comunga com o supremo (a percepção da verdade do que somos)... Tu, Tu, enfim, conheço!’ (Whitman).
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     ‘...  visto à luz do Cristo interior (isto é, sob o ponto de vista de um iluminado), tudo é perfeito, inclusive aquilo que, visto fora dessa luz, parece imperfeito...’ (Dante); (‘... do perfeito tirando o perfeito, o que resta é perfeito... ’, de um cântico do bramanismo; isto é, tudo é perfeito, embora não o compreendamos; só os iluminados compreendem)’.

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