
Muitos
de nós temos facilidades para fazer novos amigos. Mas, nem sempre temos habilidade
suficiente para manter essas amizades. É que, pelo grau de intimidade que os
amigos vão adquirindo em nossas vidas, nos esquecemos de respeitá-los.
Assim,
num dia difícil, acreditamos que temos o direito de gritar com o amigo. Afinal,
com alguém devemos desabafar a raiva que nos domina.
Porque
estamos juntos muitas horas, justamente por sermos amigos, nos permitimos usar para
com eles de olhares agressivos, de palavras rudes.
Ou
então, usamos os nossos amigos para a lamentação constante. Todos os dias, em
todos os momentos em que nos encontramos, seja para um lanche, um passeio, uma
ida ao teatro ou ao cinema, lá estamos nós, usando os ouvidos dos nossos amigos
como lixeira.
É
isso mesmo. Despejamos neles toda a lama da nossa amargura, das nossas queixas,
das nossas reclamações. Quase
sempre, produto da nossa forma pessimista de ver a vida. Sim, nossos amigos
devem saber das dificuldades que nos alcançam para nos poderem ajudar. O que
não quer dizer que devamos estragar todos os momentos de encontro, de troca de
afetos, com os nossos pedidos, a nossa tristeza.
Os
amigos também têm suas dificuldades e para nos alegrar, procuram esquecê-las e
vêm, com sua presença, colocar flores na nossa estrada árida.
Outras
vezes, nos permitimos usar nossos amigos para brincadeiras tolas, até de mau
gosto. Acreditando que eles, por serem nossos amigos, devem suportar tudo. E
quase sempre nos tornamos inconvenientes e os machucamos.
Por
isso, a melhor fórmula para fazer e manter amigos é usar a gentileza, a
simpatia, a doçura no trato com as pessoas. Lembremos
que a amizade, como o amor, necessita ser alimentada como as plantas do nosso jardim.
Por isso, a amizade necessita para se manter da terra fofa da bondade, do sol
do afeto, da chuva da generosidade, da brisa leve dos pequenos gestos de todos
os dias.
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