domingo, 1 de junho de 2014

Refletindo sobre o amor ao próximo

O tema de reflexão em nosso grupo de estudo era: o amor ao próximo como a si mesmo e, também, o relato de Lucas: Tratai todos os homens como quereríeis que eles vos tratassem. (Lucas, cap. 6, v. 31.)

Em meio aos comentários foi lembrado um texto já oriundo dessas reflexões, que José Antonio tirou de sua pasta e, com aprovação de todos, passou a ler:

O Evangelho de Lucas relata em seu capítulo 15, versículos 25 a 37, um episódio muito interessante, quando Jesus fala sobre o amor ao próximo.

Na linguagem dos dias atuais a ocorrência seria assim:

Jesus estava cercado por um grupo de pessoas que ouvia os seus ensinamentos.

Dentre eles levantou-se um homem que seria doutor da lei, autoridade para interpretar as Escrituras, que o interrogou, com o objetivo de tentá-lo.

- Mestre, que preciso fazer para ganhar a vida eterna?

Jesus olhou para ele, naturalmente penetrou o seu íntimo, sondou as suas intenções e tranquilamente respondeu-lhe:

- O que está escrito na Lei? O que você lê nela?

O doutor da Lei, possivelmente, empertigou-se, e com o seu “saber”, respondeu:

- Amarás o Senhor teu Deus de todo o coração, de toda a tua alma, com todas as tuas forças e de todo o teu espírito, e a teu próximo como a ti mesmo.

Disse-lhe então o Mestre Jesus:

- Respondeste  muito bem. Faze isso e viverás a vida eterna.

No entanto, o doutor da Lei, querendo mostrar a sua sabedoria, quis, mais uma vez, testar Jesus.

- Quem é o meu próximo?

Jesus contemplou-o, passou o olhar pela multidão e esclareceu:

- Um homem que ia de Jerusalém para Jericó foi assaltado por ladrões que o roubaram e agrediram, deixando-o semimorto.

Passado algum tempo um sacerdote passava pelo mesmo local, viu o homem caído ao lado da estrada, porém seguiu adiante.

Em seguida, passou pelo local um levita (também incumbido do culto) observou o homem caído e espoliado e seguiu adiante.

Um samaritano (habitante da Samaria, portanto, não era judeu) vindo em sua viagem chegou ao mesmo local.

Olhou a vítima estirada no chão, encheu-se de compaixão, aproximou-se dele, colocou óleo e vinho nas suas feridas, delas cuidando.

Depois o colocou no seu cavalo, levou-o a uma hospedaria e cuidou dele.

No dia seguinte, deu dois denários ao hospedeiro, dizendo:

- Trate muito bem desse homem e o que gastares a mais eu te pagarei quando regressar.

Então Jesus interrogou:

- Qual desses três te parece ter sido o próximo daquele homem que foi assaltado?

O doutor da Lei respondeu:

- Aquele que usou de misericórdia com ele.

Concluiu Jesus:

- Então, vai e faze o mesmo.

Sem dúvida essa história de Jesus é muito emblemática para exemplificar o amor ao próximo.

Um judeu é assaltado, o sacerdote judeu (homem de Deus) olha e não o acode.

Um levita (judeu descendente da tribo de Levi, construtor de tabernáculos) também observa, mas não socorre.

Um samaritano (habitante da Samaria, por quem os judeus tinham inimizade) é quem socorre o homem semimorto e se constitui no exemplo de amor ao próximo.

Jesus quebrava paradigmas: o fanatismo e o fundamentalismo religioso; a rigidez e hierarquia religiosa; a hipocrisia manifesta na exterioridade religiosa.

Por outro lado, demonstra a verdadeira religiosidade como forma de manifestação do amor ao próximo, de maneira concreta e adequada, seja no contexto individual ou coletivo.

Durante algum tempo os membros do grupo trocaram ideias a respeito desse ensinamento tão profundo do Mestre Jesus e sua aplicação de forma concreta. 

Aylton Paiva

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