Amigos, em estudo recente, os amigos Edna e Kazaoka colocaram o que vai abaixo.
...
Kazaoka: "Amar o próximo como a si mesmo é Lei que se obedecida, nos dará felicidade..."
E Edna, uma oração: “Dai-nos, Senhor, a força de eliminarmos, de
nosso íntimo, todo ressentimento, todo ódio e todo rancor. Que possamos
estar sempre inteiramente limpos de qualquer tipo de imperfeição...”
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Conf: Meus amigos, dentro do conselho da DE, de ter uma “fé raciocinada”, quem se aventura a raciocinar e responder:
- primeiro: Se amar o próximo nos leva à felicidade, e se possuímos
o livre-arbítrio que, conforme a doutrina, nos dá a liberdade de
escolher amá-lo ou não amá-lo, qual é a causa de tantas vezes
escolhermos o “não amá-lo”?! Estamos, então, escolhendo fugir da
felicidade? Estamos, conscientemente, escolhendo ser infelizes?!
- segundo: mas, o livre-arbítrio permite mesmo escolher entre amar
ou não amar alguém ou alguma coisa? O amor é suscetível de ser
influenciado pelo livre-arbítrio, de atender a desejo noss? O amar ou
não amar é decisão nossa? Podemos amar ou não amar de conformidade com
nossa vontade?
É mais do que evidente que não! Amor é
sentimento, como o ódio é sentimento, e sentimentos estão além de nosso
poder de os controlarmos. Do mesmo modo que o amor, também o ódio surge
em nós, independentemente de nosso querer e, portanto, não somos
responsáveis nem por amar e nem por odiar! Afinal, absolutamente ninguém
tem a capacidade de manipular qualquer sentimento que seja, de
colocá-lo em si, ou de extirpá-lo de si, nem de modificá-lo do modo que
desejar!
Assim o egoísta, o orgulhoso, o perverso, o
pervertido, o ciumento, o mentiroso, o invejoso, como conseguirão
transformar esses sentimentos que têm em sua natureza? Como farão eles
para possuir as características opostas a essas? Para serem solidários,
humildes, bondosos, verdadeiros, sem inveja, sem ciúme? É possível fazer
isso? É evidente que não!
Quando muito (vejam, quando
muito!) e se tiver muita força de vontade (que também não depende de nós
o tê-la muita ou pouca, ou simplesmente tê-la) poderá controlar a
manifestação exterior desses defeitos morais. Mas, controlar a
manifestação exterior não significa que seu interior mudou para melhor,
que seu íntimo se reformou.
E quem se aventura a responder
esta outra pergunta: - qual é a causa que nos obriga a sempre estarmos
orando e pedindo a Deus que nos ajude a ter amor no coração, a sufocar
os sentimentos e desejos inconfessáveis, o ódio, a limpar as impurezas
que estão em nós, a conquistar a felicidade, tão desejada por todos?
Sem dúvida, esses pedidos a Deus, provam e mostram, de modo claro
como a luz do sol do meio-dia, que, por nós mesmos, por nossa vontade,
por nossa escolha, somos totalmente incapazes de fazer essa limpeza, ou
de colocar qualquer espécie de virtude em nossos coração.
Significa que estamos à mercê de todas essas incapacidades que a vida (a
vida, e não nós!) colocou em nosso íntimo; que, por nós mesmos, somos
incapazes de agir de acordo com o bem, e, por isso, tantas vezes agimos
de acordo com o mal.
E os amigos já se perguntaram qual é a
causa de as coisas serem assim? Qual é a causa dessa nossa absoluta
incapacidade? Qual é a causa de, mesmo possuindo, como ensinam as
doutrinas cristãs, a liberdade de escolher, não conseguimos escolher o
que é o correto fazer e tantas vezes escolhemos fazer o que é incorreto?
Todos sabem, ou virão a saber, que a causa única de todos esses
nossos problemas, de todos os sofrimentos que causamos aos demais e,
afinal, a nós mesmos, vem da ausência de amor em nosso coração. E ter
amor e poder dá-lo aos demais é o de que mais necessita a humanidade. A
vida, sem que exista amor, será mais caótica e sofrida do que já é.
Sendo assim, os amigos percebem qual é a causa de estarmos sempre
orando, sempre pedindo alguma coisa a Deus, ou a Jesus, ou a espíritos
amigos? A causa de tudo isso é que não temos Amor que é imprescindível
para uma vida melhor em coletividade, pois sem amor sempre haverá
sofrimentos!
Então, qual é a causa de, nós mesmos, não
fazermos o trabalho e pedirmos a Deus que o faça por nós? De procurar
saber como limpar o coração de suas sujeiras acumuladas por tantos anos e
anos ou, como diz a doutrina, por tantas e tantas existências? Se não
sabemos como fazer essa busca, qual é a causa de não procurarmos saber
como fazê-la? Existe quem nos ensine; nosso trabalho é, em vez de pedir e
pedir, orar e orar, procurar, nós mesmos encontrá-lo!
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