Todos querem ser diferentes.
Depois que a fama virou moda, ninguém mais quer ser um rosto anônimo em meio à multidão.
E
os reality shows e as redes sociais suprem em parte esse "Complexo de
Deuses" que se instalou na mente das pessoas da época contemporânea.
Mas ser diferente não basta, tem que ser diferente na medida!
Nem tão pouco que não tenha graça, e tenha poucos fãs, e nem tanto que meta medo, e tenha poucos fãs.
É o velho instinto de manada dando as caras aí.
Todos
carregamos um desejo incontrolável de pertencimento. Precisamos fazer
parte de algum aglomerado com características comuns.
É uma
necessidade tão grande de fazer parte de uma tribo, que eu posso dizer
que o medo de ser rejeitado, de não estar incluído, é o motor que move o
mundo.
Você pode dizer que é o dinheiro, o poder, a busca pela
felicidade. Tudo isso é verdade... mas a felicidade está na razão
inversa da rejeição para a grande maioria dos seres humanos.
Por isso, tudo faz-se para sentir-se incluído: Mata-se, rouba-se, droga-se, engana-se, trai-se.
A
rejeição é algo tão intrínseco ao modo de ser da atualidade que não há
quem não a tenha experimentado, pois ela se mostra através dos mais
variados tipos de preconceitos. E os preconceitos estão presentes em
todos os relacionamentos onde haja pouco ou nenhum amor.
Parece
ridículo que, num mundo onde nenhum país é autossuficiente e a menor das
crises num continente distante afete até o conserto do seu computador,
as pessoas sintam tanto prazer em se rejeitarem umas às outras. Gerando
inúmeras patologias da alma e distúrbios de personalidade em todos os
envolvidos no processo.
Mas calma! Tem campanhas pedindo pra sermos mais tolerantes... só que ninguém diz COMO!!!!
Mas
alguém já nos disse... há milênios Sócrates sabia que o conhecer-se a
si mesmo era a chave para ser o mais feliz que se pode ser sobre a face
desta Terra.
O mundo do futuro será das pessoas cooperativas e não das pessoas competitivas, afinal...
A vida é como uma corrida em que você só ganha se todos ganharem.
Pense nisso!
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