sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014
PRECES PAGAS
4. Disse também Jesus: não façais que vos paguem as vossas preces; não façais como os escribas que, "a pretexto de longas preces, devoram as casas das viuvas", isto é, abocanham as fortunas. A prece é ato de caridade, é um arroubo do coração. Cobrar alguém que se dirija a Deus por outrem é transformar-se em intermediário assalariado. A prece, então, fica sendo uma fórmula, cujo comprimento se proporciona à soma que custe. Ora, uma de duas: Deus ou mede ou não mede as suas graças pelo número das palavras. Se estas forem necessárias em grande número, por que dizê-las poucas, ou quase nenhumas, por aquele que não pode pagar? E falta de caridade. Se uma só basta, é inútil dizê-las em excesso. Por que então cobrá-las? É prevaricação.
Deus não vende os benefícios que concede. Como, pois, um que não é, sequer, o distribuidor deles, que não pode garantir a sua obtenção, cobraria um pedido que talvez nenhum resultado produza? Não é possível que Deus subordine um ato de demência, de bondade ou de justiça, que da sua misericórdia se solicite, a uma soma em dinheiro. Do contrário, se a soma não fosse paga, ou fosse insuficiente, a justiça, a bondade e a demência de Deus ficariam em suspenso. A razão, o bom senso e a lógica dizem ser impossível que Deus, a perfeição absoluta, delegue a criaturas imperfeitas o direito de estabelecer preço para a sua justiça. A justiça de Deus é como o Sol: existe para todos, para o pobre como para o rico. Pois que se considera imoral traficar com as graças de um soberano da Terra, poder-se-á ter por lícito o comércio com as do soberano do Universo?
Ainda outro inconveniente apresentam as preces pagas: é que aquele que as compra se julga, as mais das vezes, dispensado de orar ele próprio, porquanto se considera quite, desde que deu o seu dinheiro. Sabe-se que os Espíritos se sentem tocados pelo fervor de quem por eles se interessa. Qual pode ser o fervor daquele que comete a terceiro o encargo de por ele orar, mediante paga? Qual o fervor desse terceiro, quando delega o seu mandato a outro, este a outro e assim por diante? Não será isso reduzir a eficácia da prece ao valor de uma moeda em curso?
VISÃO ESPÍRITA DO COMA E EXPERIÊNCIA DE QUASE MORTE
Quando um paciente está em estado de COMA, é uma situação parecida com a do sono, em O Livro dos
Espíritos,
os Espíritos Superiores nos esclarecem que durante o sono a alma se
liberta parcialmente do corpo. Quando dorme, o homem se acha por algum
tempo no estado em que ficará permanentemente depois que morre, mas
nesse caso ainda ligado ao corpo pelos laços fluídicos ou energéticos,
que pode se aplicar no caso do coma também, apenas o corpo está
paralisado, o espírito se encontra parcialmente liberto ou seja o
complexo Espírito e Perispírito (que é o laço de união entre o espírito e
a matéria, também conhecido como corpo fluídico ou corpo espiritual)
podem estar distantes do corpo físico, mas fica a ele ligado por um laço
fluídico.
Muitos perguntam onde fica o espírito durante o COMA e o Espiritismo nos esclarece que sempre depende do grau evolutivo de cada um, se ele for apegado em demasia ao mundo material, ao seu corpo, aos seus bens, ele ficará jungido ao corpo, mas se for um espírito mais elevado, enquanto seu corpo é tratado, ele poderá se deslocar pelas dimensões espirituais (mundo astral) do espaço infinito, visitando lugares e espíritos afins, mas estará sempre ligado a seu corpo pelo cordão fluídico, enquanto seu corpo tiver vida orgânica.
Se familiares, amigos ou médicos conversarem com o paciente em estado de COMA, muitos terão a capacidade de ouvir e ver, sem contudo ter a capacidade de dar a resposta, mas em alguns casos quando é permitido pela Espiritualidade Superior, poderão estes espíritos comunicar-se através de um médium (pessoa que pode servir de intermediária entre os espíritos e os homens) em uma sessão mediúnica, no centro espírita e ali relatar tudo o que está sentindo neste estado de coma ou ainda comunicar-se via pensamento ou intuição com aqueles que estão ao seu redor e tem esta sensibilidade mediúnica, e transmitir assim seus recados.
A Experiência de quase morte (EQM) é mais uma oportunidade divina, é um chamamento de Deus para uma correção de rota, ou seja uma chance oferecida para alguns, de reflexão sobre suas vidas, sobre o que realizaram ou deixaram de fazer. As pessoas que passam por uma EQM, trazem na mente um novo sentido para a vida, refletem de como melhor aplicar as potencialidades divinas. Conforme as pesquisas 85% dos que passaram pela EQM, tem experiências positivas, isto é um grande aprendizado para o Espírito que a sofre, e dos familiares que vivenciam a possibilidade do desencarne (morte do corpo físico) deste familiar.
Seus relatos guardam entre si pontos em comum: sentem uma sensação de paz e de calma, tem a percepção de uma luz brilhante, tem a sensação de estar fora do corpo, visão de um túnel, visão e contato com os espíritos.
Na área das pesquisas, o Dr. Raymond A. Moody JR, conduziu um estudo envolvendo mais de uma centena de indivíduos que experimentaram a morte clínica e reviveram. Os relatos de suas experiências são espantosamente semelhantes em seus detalhes e fornecem uma prova incontestável da sobrevivência do espírito humano depois da morte.
Em A Vida Depois da Vida – livro lançado nos Estados Unidos no ano de 1975, que já superou a casa dos treze milhões de exemplares – as pesquisas de Moody se complementam em considerações que se aprofundam, num fascinante estudo que amplia os horizontes da humanidade. Seu trabalho pioneiro foi marcante: hoje, inúmeras faculdades de medicina norte-americanas promovem cursos sobre os aspectos espirituais da morte. Ele é Autoridade mundialmente reconhecida no estudo de experiências de quase-morte.
Há muitos encontros médico-espíritas sendo realizados em todo o Brasil e também no exterior, e cada vez mais a ciência vem buscando através de muitas pesquisas realizadas entender que o homem é um "ser espiritual" é um novo paradigma que propõe reconhecer o ser humano como espírito e matéria.
Muitos perguntam onde fica o espírito durante o COMA e o Espiritismo nos esclarece que sempre depende do grau evolutivo de cada um, se ele for apegado em demasia ao mundo material, ao seu corpo, aos seus bens, ele ficará jungido ao corpo, mas se for um espírito mais elevado, enquanto seu corpo é tratado, ele poderá se deslocar pelas dimensões espirituais (mundo astral) do espaço infinito, visitando lugares e espíritos afins, mas estará sempre ligado a seu corpo pelo cordão fluídico, enquanto seu corpo tiver vida orgânica.
Se familiares, amigos ou médicos conversarem com o paciente em estado de COMA, muitos terão a capacidade de ouvir e ver, sem contudo ter a capacidade de dar a resposta, mas em alguns casos quando é permitido pela Espiritualidade Superior, poderão estes espíritos comunicar-se através de um médium (pessoa que pode servir de intermediária entre os espíritos e os homens) em uma sessão mediúnica, no centro espírita e ali relatar tudo o que está sentindo neste estado de coma ou ainda comunicar-se via pensamento ou intuição com aqueles que estão ao seu redor e tem esta sensibilidade mediúnica, e transmitir assim seus recados.
A Experiência de quase morte (EQM) é mais uma oportunidade divina, é um chamamento de Deus para uma correção de rota, ou seja uma chance oferecida para alguns, de reflexão sobre suas vidas, sobre o que realizaram ou deixaram de fazer. As pessoas que passam por uma EQM, trazem na mente um novo sentido para a vida, refletem de como melhor aplicar as potencialidades divinas. Conforme as pesquisas 85% dos que passaram pela EQM, tem experiências positivas, isto é um grande aprendizado para o Espírito que a sofre, e dos familiares que vivenciam a possibilidade do desencarne (morte do corpo físico) deste familiar.
Seus relatos guardam entre si pontos em comum: sentem uma sensação de paz e de calma, tem a percepção de uma luz brilhante, tem a sensação de estar fora do corpo, visão de um túnel, visão e contato com os espíritos.
Na área das pesquisas, o Dr. Raymond A. Moody JR, conduziu um estudo envolvendo mais de uma centena de indivíduos que experimentaram a morte clínica e reviveram. Os relatos de suas experiências são espantosamente semelhantes em seus detalhes e fornecem uma prova incontestável da sobrevivência do espírito humano depois da morte.
Em A Vida Depois da Vida – livro lançado nos Estados Unidos no ano de 1975, que já superou a casa dos treze milhões de exemplares – as pesquisas de Moody se complementam em considerações que se aprofundam, num fascinante estudo que amplia os horizontes da humanidade. Seu trabalho pioneiro foi marcante: hoje, inúmeras faculdades de medicina norte-americanas promovem cursos sobre os aspectos espirituais da morte. Ele é Autoridade mundialmente reconhecida no estudo de experiências de quase-morte.
Há muitos encontros médico-espíritas sendo realizados em todo o Brasil e também no exterior, e cada vez mais a ciência vem buscando através de muitas pesquisas realizadas entender que o homem é um "ser espiritual" é um novo paradigma que propõe reconhecer o ser humano como espírito e matéria.
Voce é feliz?
Era uma vez um rei muito rico. Tinha tudo. Dinheiro, poder, conforto, centenas de súditos. Ainda assim, não era feliz.
Um dia, cruzou com um de seus criados, que assobiava alegremente enquanto esfregava o chão com uma vassoura. Ficou intrigado. Como ele, um soberano supremo do reino, poderia andar tão cabisbaixo enquanto um humilde servente parecia desfrutar de tanto prazer?
- “Por que você está tão feliz?”, perguntou o rei.
- “Majestade, sou apenas um serviçal. Não necessito muito. Tenho um teto para abrigar minha família e uma comida quente para aquecer nossas barrigas”.
O rei não conseguia entender. Chamou então o conselheiro do reino, a pessoa em que mais confiava.
- “Majestade, creio que o servente não faça parte do Clube 99″
- “Clube 99? O que é isso?”
- “Majestade, para compreender o que é o Clube 99, ordene que seja deixado um saco com 99 moedas de ouro na porta da casa do servente”.
E assim foi feito.
Quando o pobre criado encontrou o saco de moedas na sua porta, ficou radiante. Não podia acreditar em tamanha sorte. Nem em sonhos tinha visto tanto dinheiro.
Esparramou as moedas na mesa e começou a contá-las.
-”…96, 97, 98… 99.”
Achou estranho ter 99. Achou que poderia ter derrubado uma, talvez. Provavelmente eram 100. Mas não encontrou nada. Eram 99 mesmo.
Por algum motivo, aquela moeda que faltava ganhou uma súbita importância.
Com apenas mais uma moeda de ouro, uma só, ele completaria 100. Um número de 3 dígitos! Uma fortuna de verdade.
Ficou obcecado por completar seu recente patrimônio com a moeda que faltava.
Decidiu que faria o que fosse preciso para conseguir mais uma moeda de ouro. Trabalharia dia e noite. Afinal, estava muito perto de ter uma fortuna de 100 moedas de ouro. Seria um homem rico com 100 moedas de ouro.
Daquele dia em diante, a vida do servente mudou.
Passava o tempo todo pensando em como ganhar uma moeda de ouro. Estava sempre cansado e resmungando pelos cantos. Tinha pouca paciência com a família que não entendia o que era preciso para conseguir a centésima moeda de ouro. Parou de assobiar enquanto varria o chão. O rei percebeu essa mudança súbita de comportamento e chamou seu conselheiro.
- “Majestade, agora o servente faz, oficialmente, parte do Clube 99″.
E continuou:
- “O Clube 99 é formado por pessoas que têm o suficiente para serem felizes, mas mesmo assim não estão satisfeitas. Estão constantemente correndo atrás desse 1 que lhes falta. Vivem repetindo que se tiverem apenas essa última e pequena coisa que lhes falta, aí sim poderão ser felizes de verdade. Majestade, na realidade é preciso muito pouco para ser feliz.
Porém, no momento em que ganhamos algo maior ou melhor, imediatamente surge a sensação que poderíamos ter mais. Com um pouco mais, acreditamos que haveria, de fato, uma grande mudança. Só um pouco mais.
Perdemos o sono, nossa alegria, nossa paz e machucamos as pessoas que estão a nossa volta. E o pouco mais, sempre vira… um pouco mais. O pouco mais é o preço do nosso desejo.”
Fica a dica!
Um dia, cruzou com um de seus criados, que assobiava alegremente enquanto esfregava o chão com uma vassoura. Ficou intrigado. Como ele, um soberano supremo do reino, poderia andar tão cabisbaixo enquanto um humilde servente parecia desfrutar de tanto prazer?
- “Por que você está tão feliz?”, perguntou o rei.
- “Majestade, sou apenas um serviçal. Não necessito muito. Tenho um teto para abrigar minha família e uma comida quente para aquecer nossas barrigas”.
O rei não conseguia entender. Chamou então o conselheiro do reino, a pessoa em que mais confiava.
- “Majestade, creio que o servente não faça parte do Clube 99″
- “Clube 99? O que é isso?”
- “Majestade, para compreender o que é o Clube 99, ordene que seja deixado um saco com 99 moedas de ouro na porta da casa do servente”.
E assim foi feito.
Quando o pobre criado encontrou o saco de moedas na sua porta, ficou radiante. Não podia acreditar em tamanha sorte. Nem em sonhos tinha visto tanto dinheiro.
Esparramou as moedas na mesa e começou a contá-las.
-”…96, 97, 98… 99.”
Achou estranho ter 99. Achou que poderia ter derrubado uma, talvez. Provavelmente eram 100. Mas não encontrou nada. Eram 99 mesmo.
Por algum motivo, aquela moeda que faltava ganhou uma súbita importância.
Com apenas mais uma moeda de ouro, uma só, ele completaria 100. Um número de 3 dígitos! Uma fortuna de verdade.
Ficou obcecado por completar seu recente patrimônio com a moeda que faltava.
Decidiu que faria o que fosse preciso para conseguir mais uma moeda de ouro. Trabalharia dia e noite. Afinal, estava muito perto de ter uma fortuna de 100 moedas de ouro. Seria um homem rico com 100 moedas de ouro.
Daquele dia em diante, a vida do servente mudou.
Passava o tempo todo pensando em como ganhar uma moeda de ouro. Estava sempre cansado e resmungando pelos cantos. Tinha pouca paciência com a família que não entendia o que era preciso para conseguir a centésima moeda de ouro. Parou de assobiar enquanto varria o chão. O rei percebeu essa mudança súbita de comportamento e chamou seu conselheiro.
- “Majestade, agora o servente faz, oficialmente, parte do Clube 99″.
E continuou:
- “O Clube 99 é formado por pessoas que têm o suficiente para serem felizes, mas mesmo assim não estão satisfeitas. Estão constantemente correndo atrás desse 1 que lhes falta. Vivem repetindo que se tiverem apenas essa última e pequena coisa que lhes falta, aí sim poderão ser felizes de verdade. Majestade, na realidade é preciso muito pouco para ser feliz.
Porém, no momento em que ganhamos algo maior ou melhor, imediatamente surge a sensação que poderíamos ter mais. Com um pouco mais, acreditamos que haveria, de fato, uma grande mudança. Só um pouco mais.
Perdemos o sono, nossa alegria, nossa paz e machucamos as pessoas que estão a nossa volta. E o pouco mais, sempre vira… um pouco mais. O pouco mais é o preço do nosso desejo.”
Fica a dica!
Desaparecimento do corpo de Jesus
O
desaparecimento do corpo de Jesus após sua morte foi objeto de
numerosos comentários; é atestado pelos quatro evangelistas, baseados
nos relatos das mulheres que se apresentaram ao sepulcro no terceiro
dia, e que não o acharam. Uns viram neste desaparecimento um fato
milagroso; outros supuseram uma remoção clandestina.
Segundo
outra opinião, Jesus não teria jamais revestido um corpo carnal, mas
somente um corpo fluídico; durante toda sua vida, não teria sido senão
uma aparição tangível, uma espécie de agênere. Seu nascimento, sua morte
e todos os atos materiais de sua vida não teriam sido mais que uma
aparição. E dizem que assim se explica que seu corpo, retornado ao
estado fluídico, pôde desaparecer do sepulcro, e foi com este mesmo
corpo que ele se teria mostrado depois de sua morte.
Sem
dúvida, um fato destes não é radicalmente impossível, segundo o que
hoje se sabe sobre as propriedades dos fluidos; porém seria pelo menos
inteiramente excepcional e em oposição formal com o caráter dos agêneres
(Cap.XIV, nº 36). A questão é, pois, de saber se tal hipótese é
admissível, se ela é confirmada ou contraditada pelos fatos.
A permanência de Jesus sobre a terra apresenta dois períodos: aquele que precede e aquele que segue sua morte.
No
primeiro, desde o momento da concepção até o nascimento, tudo se passa
com sua mãe, como nas condições comuns da vida. A partir do nascimento e
até sua morte, tudo, em seus atos, sua linguagem e nas diversas
circunstâncias de sua vida, apresenta os caracteres inequívocos da sua
corporeidade. Os fenômenos de ordem psíquica que se produzem nele são
acidentais e nada tem de anormal, pois explicam-se pelas propriedades do
perispírito, e são encontrados em diferentes graus em outros
indivíduos. Depois de sua morte, ao contrário, tudo revela nele o ser
fluídico. A diferença entre estes dois estados é tão fundamentalmente
traçada, que não é possível assemelhá-las.
O
corpo carnal tem as propriedades inerentes à matéria propriamente dita,
as quais diferem essencialmente dos fluidos etéreos; a desorganização
ali se opera pela rutura da coesão molecular. Um instrumento cortante,
penetrando no corpo material, divide seus tecidos; se os órgãos
essenciais à vida são atacados, seu funcionamento se detém, e a morte
será a consequência, isto é, a morte do corpo. Essa coesão não existe
nos corpos fluídicos; a vida, neles, não repousa no funcionamento de
órgãos especiais, e neles não se podem produzir desordens análogas; um
instrumento cortante, ou qualquer outro, ali penetra como num vapor, sem
lhe ocasionar lesão alguma. Eis porque os seres fluídicos designados
sob o nome de agêneres não podem ser mortos.Depois do suplício de Jesus, seu corpo lá ficou, inerte e sem vida; foi sepultado como os corpos comuns, e todos puderam vê-lo e tocá-lo. Depois de sua ressurreição, quando ele quis deixar a Terra, não morre; seu corpo se eleva, se desvanece e desaparece sem deixar nenhum sinal, prova evidente de que esse corpo era de outra natureza que não aquele que pereceu sobre a cruz; de onde será forçoso concluir que se Jesus pode morrer, é que tinha corpo carnal.
Em consequência de suas propriedades materiais, o corpo carnal é a sede das sensações e das dores físicas que repercutem no centro sensitivo ou Espírito. Não é o corpo que sofre, é o Espírito que recebe o contragolpe das lesões ou alterações dos tecidos orgânicos.
Daí será preciso igualmente concluir que se Jesus sofreu materialmente como não será possível duvidar-se, é que tinha um corpo material, de natureza idêntica à todos.
Aos fatos materiais se juntam considerações morais, do mais alto poder.
Se durante sua vida Jesus tivesse estado nas condições dos seres fluídicos, não teria experimentado nem a dor, nem nenhuma das necessidades do corpo; supor que ele assim era, será retirar-lhe todo o mérito da vida de privações e de sofrimentos que havia escolhido como exemplo de resignação. Se tudo nele era só aparência, todos os atos de sua vida, o anúncio reiterado de sua morte, a cena dolorosa do Jardim das Oliveiras, sua oração a Deus para que afastasse o cálice de seus lábios, sua paixão, sua agonia, tudo, até seu último grito no momento de entregar o Espírito, não teria sido senão um vão simulacro, para enganar com relação à sua natureza e fazer crer no sacrifício ilusório de sua vida, uma comédia indigna de um homem honesto e simples, quanto mais, e por mais forte razão, de um ser também superior; numa palavra, teria abusado da boa fé dos seus contemporâneos e da posteridade. Tais são as consequências lógicas desse sistema, consequências que não admissíveis, pois resultaria em diminuí-lo moralmente, em lugar de o elevar.
Jesus teve, pois, como todos, um corpo carnal e um corpo fluídico, o que é confirmado pelos fenômenos materiais e pelos fenômenos psíquicos que assinalaram sua vida.
Fonte: extraído do livro “A Gênese”, de Allan Kardec.
fonte: http://www.espiritbook.com.br/profiles/blog/show?id=6387740%3ABlogPost%3A1572014&xgs=1&xg_source=msg_share_post
quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014
Gotas no oceano
Nenhum servo pode servir a dois senhores (...). Jesus.
Somos únicos, único ser, unida vida, temos um único Senhor, Deus. Ele criador de tudo o que existe e o que somos. O que nos é designado vem oriundo da sua vontade a nos salvar diante do caldeirão arrebatador do mal, que ferve preste a nos consumir nos piores alimentos dos servos do mal que se esbalda com nossas fraquezas.
Jamais devemos se fazer alimento do mal, temperados com todas as substancias que exalam o pior da vida, que são os preconceitos, o rancor, o ódio e todas as substancias que fartam o mal com as nossas ofertas malignas. O mal deseja nos consumir com toda ferocidade e designa os famintos e fracos a nos consumir o melhor da oferta. Quando abrimos nossa guarda e afastamos das bênçãos de Deus sobre nossa fronte, permitimos que os servos do maligno nos consumam com tamanha gula, quando perderemos o melhor de nossa essência e nos tornemos impuros em todas as nossas condições.
Quando somos transportados à volta ao planeta, viemos por um pai e por uma mãe, podemos ao longo da existência adotar outros irmãos que possam igualar o carinho, o amor e a dedicação de um pai e de uma mãe que carregam em seu ventre, mas o caminho somente é feito por uma única via. Pode haver a separação por diversas consequências e situações, mas somos frutos de uma unidade.
Temos uma única vida, um único dia para se fazer muito melhor que o anterior e temos um único objetivo, o Reino de Deus em nossa vida mesmo comungado com outros irmãos, somos individuais e carregamos dentro de nosso santuário diversas experiências que nos acompanharão para sempre. As experiências início e fim acompanham um meio de diversas situações, como no comportamento e nas ações e mesmo nos sentimentos que adquirimos e exteriorizamos frente aos nossos irmãos. O inicio a graça de Deus, o meio tudo que conquistamos as amarras vencidas, os pecados aniquilados, os preconceitos extirparmos, o final, a graça de Deus por compreender a todos que nos cercam, principalmente em suas inúmeras fraquezas e pecados. Para fazer livres de todos os pecados, iniciemos compreendo nossos irmãos mais próximos.
Somos uma gota que desagua em meio ao oceano, a primeira vista pode-se parecer insignificante frente a nossa consciência consumidora, mas esta gota desaguada no oceano proporcionara que fazer parte desta grandeza, assim é a benção e a vida em Deus, somos a gota e ele o oceano, quando permitimos fazer parte desta vastidão, caindo sobre sua realidade, seremos a unidade nele e a importância de se fazer únicos em Deus, é a certeza que podemos contar com sua infinita proteção e amor, não sendo permitido que o mal nos encontre em meio à imensa proteção.
Quando escolhemos desaguar nas areias longe dos mares, permitimos ser consumidos pela árida paisagem seca e sem nenhuma perspectiva de vida eterna, ao qual será preciso a onda de compaixão passar e carregar-nos para a vida em Cristo, que é o grande navegador destas águas que vem até nós para resgatar e fazer parte deste infinito e único oceano, Deus.
Aproveitem sempre a oportunidade de desaguar no amor divino, não desvie seu curso, não se aventure por filetes que nos apresentam como atalhos, pois estes não conseguem desaguar em Deus, os filetes de água vêm para perder o nosso curso e secar nossa vida, ao contrario do oceano, que quando temos a graça de encontra-lo, não havemos de temer, por que o Senhor será nosso capitão, que jamais abandonará seus marujos e o mais importante, para fazer parte da embarcação divina, nada mais importará do que o melhor de você, o coração, nenhuma religião, nenhuma fortuna, nenhuma diferença importará, simplesmente aonde somos todos iguais.
Dr. Bezerra de Menezes.
Somos únicos, único ser, unida vida, temos um único Senhor, Deus. Ele criador de tudo o que existe e o que somos. O que nos é designado vem oriundo da sua vontade a nos salvar diante do caldeirão arrebatador do mal, que ferve preste a nos consumir nos piores alimentos dos servos do mal que se esbalda com nossas fraquezas.
Jamais devemos se fazer alimento do mal, temperados com todas as substancias que exalam o pior da vida, que são os preconceitos, o rancor, o ódio e todas as substancias que fartam o mal com as nossas ofertas malignas. O mal deseja nos consumir com toda ferocidade e designa os famintos e fracos a nos consumir o melhor da oferta. Quando abrimos nossa guarda e afastamos das bênçãos de Deus sobre nossa fronte, permitimos que os servos do maligno nos consumam com tamanha gula, quando perderemos o melhor de nossa essência e nos tornemos impuros em todas as nossas condições.
Quando somos transportados à volta ao planeta, viemos por um pai e por uma mãe, podemos ao longo da existência adotar outros irmãos que possam igualar o carinho, o amor e a dedicação de um pai e de uma mãe que carregam em seu ventre, mas o caminho somente é feito por uma única via. Pode haver a separação por diversas consequências e situações, mas somos frutos de uma unidade.
Temos uma única vida, um único dia para se fazer muito melhor que o anterior e temos um único objetivo, o Reino de Deus em nossa vida mesmo comungado com outros irmãos, somos individuais e carregamos dentro de nosso santuário diversas experiências que nos acompanharão para sempre. As experiências início e fim acompanham um meio de diversas situações, como no comportamento e nas ações e mesmo nos sentimentos que adquirimos e exteriorizamos frente aos nossos irmãos. O inicio a graça de Deus, o meio tudo que conquistamos as amarras vencidas, os pecados aniquilados, os preconceitos extirparmos, o final, a graça de Deus por compreender a todos que nos cercam, principalmente em suas inúmeras fraquezas e pecados. Para fazer livres de todos os pecados, iniciemos compreendo nossos irmãos mais próximos.
Somos uma gota que desagua em meio ao oceano, a primeira vista pode-se parecer insignificante frente a nossa consciência consumidora, mas esta gota desaguada no oceano proporcionara que fazer parte desta grandeza, assim é a benção e a vida em Deus, somos a gota e ele o oceano, quando permitimos fazer parte desta vastidão, caindo sobre sua realidade, seremos a unidade nele e a importância de se fazer únicos em Deus, é a certeza que podemos contar com sua infinita proteção e amor, não sendo permitido que o mal nos encontre em meio à imensa proteção.
Quando escolhemos desaguar nas areias longe dos mares, permitimos ser consumidos pela árida paisagem seca e sem nenhuma perspectiva de vida eterna, ao qual será preciso a onda de compaixão passar e carregar-nos para a vida em Cristo, que é o grande navegador destas águas que vem até nós para resgatar e fazer parte deste infinito e único oceano, Deus.
Aproveitem sempre a oportunidade de desaguar no amor divino, não desvie seu curso, não se aventure por filetes que nos apresentam como atalhos, pois estes não conseguem desaguar em Deus, os filetes de água vêm para perder o nosso curso e secar nossa vida, ao contrario do oceano, que quando temos a graça de encontra-lo, não havemos de temer, por que o Senhor será nosso capitão, que jamais abandonará seus marujos e o mais importante, para fazer parte da embarcação divina, nada mais importará do que o melhor de você, o coração, nenhuma religião, nenhuma fortuna, nenhuma diferença importará, simplesmente aonde somos todos iguais.
Dr. Bezerra de Menezes.
O Medo da Rejeição
Todos querem ser diferentes.
Depois que a fama virou moda, ninguém mais quer ser um rosto anônimo em meio à multidão.
E os reality shows e as redes sociais suprem em parte esse "Complexo de Deuses" que se instalou na mente das pessoas da época contemporânea.
Mas ser diferente não basta, tem que ser diferente na medida!
Nem tão pouco que não tenha graça, e tenha poucos fãs, e nem tanto que meta medo, e tenha poucos fãs.
É o velho instinto de manada dando as caras aí.
Todos carregamos um desejo incontrolável de pertencimento. Precisamos fazer parte de algum aglomerado com características comuns.
É uma necessidade tão grande de fazer parte de uma tribo, que eu posso dizer que o medo de ser rejeitado, de não estar incluído, é o motor que move o mundo.
Você pode dizer que é o dinheiro, o poder, a busca pela felicidade. Tudo isso é verdade... mas a felicidade está na razão inversa da rejeição para a grande maioria dos seres humanos.
Por isso, tudo faz-se para sentir-se incluído: Mata-se, rouba-se, droga-se, engana-se, trai-se.
A rejeição é algo tão intrínseco ao modo de ser da atualidade que não há quem não a tenha experimentado, pois ela se mostra através dos mais variados tipos de preconceitos. E os preconceitos estão presentes em todos os relacionamentos onde haja pouco ou nenhum amor.
Parece ridículo que, num mundo onde nenhum país é autossuficiente e a menor das crises num continente distante afete até o conserto do seu computador, as pessoas sintam tanto prazer em se rejeitarem umas às outras. Gerando inúmeras patologias da alma e distúrbios de personalidade em todos os envolvidos no processo.
Mas calma! Tem campanhas pedindo pra sermos mais tolerantes... só que ninguém diz COMO!!!!
Mas alguém já nos disse... há milênios Sócrates sabia que o conhecer-se a si mesmo era a chave para ser o mais feliz que se pode ser sobre a face desta Terra.
O mundo do futuro será das pessoas cooperativas e não das pessoas competitivas, afinal...
A vida é como uma corrida em que você só ganha se todos ganharem.
Pense nisso!
Depois que a fama virou moda, ninguém mais quer ser um rosto anônimo em meio à multidão.
E os reality shows e as redes sociais suprem em parte esse "Complexo de Deuses" que se instalou na mente das pessoas da época contemporânea.
Mas ser diferente não basta, tem que ser diferente na medida!
Nem tão pouco que não tenha graça, e tenha poucos fãs, e nem tanto que meta medo, e tenha poucos fãs.
É o velho instinto de manada dando as caras aí.
Todos carregamos um desejo incontrolável de pertencimento. Precisamos fazer parte de algum aglomerado com características comuns.
É uma necessidade tão grande de fazer parte de uma tribo, que eu posso dizer que o medo de ser rejeitado, de não estar incluído, é o motor que move o mundo.
Você pode dizer que é o dinheiro, o poder, a busca pela felicidade. Tudo isso é verdade... mas a felicidade está na razão inversa da rejeição para a grande maioria dos seres humanos.
Por isso, tudo faz-se para sentir-se incluído: Mata-se, rouba-se, droga-se, engana-se, trai-se.
A rejeição é algo tão intrínseco ao modo de ser da atualidade que não há quem não a tenha experimentado, pois ela se mostra através dos mais variados tipos de preconceitos. E os preconceitos estão presentes em todos os relacionamentos onde haja pouco ou nenhum amor.
Parece ridículo que, num mundo onde nenhum país é autossuficiente e a menor das crises num continente distante afete até o conserto do seu computador, as pessoas sintam tanto prazer em se rejeitarem umas às outras. Gerando inúmeras patologias da alma e distúrbios de personalidade em todos os envolvidos no processo.
Mas calma! Tem campanhas pedindo pra sermos mais tolerantes... só que ninguém diz COMO!!!!
Mas alguém já nos disse... há milênios Sócrates sabia que o conhecer-se a si mesmo era a chave para ser o mais feliz que se pode ser sobre a face desta Terra.
O mundo do futuro será das pessoas cooperativas e não das pessoas competitivas, afinal...
A vida é como uma corrida em que você só ganha se todos ganharem.
Pense nisso!
sexta-feira, 21 de fevereiro de 2014
A MEDIUNIDADE RECONHECIDA PELOS PAPAS
Já
se sabe que os fenômenos envolvendo a mediunidade não são recentes, mas
que têm sido registrados desde os tempos mais antigos da civilização. A
Igreja também reconheceu o fenómeno, e muitos papas estiveram
envolvidos em ocorrências mediúnicas.
Em 18 de Abril de 2005, ocorreu a eleição de Joseph Ratzinger (1927), o novo papa da Igreja Católica Apostólica Romana, que adoptou o nome Bento XVI, em substituição a Karol Wojtyla (1920-2005), chamado papa João Paulo II.
Aproveitaremos a oportunidade para destacar a mediunidade e a comunicabilidade dos Espíritos, presentes entre os papas desde a origem do papado e ao longo de sua história de quase dois mil anos. Tínhamos ouvido referência de fenómenos espirituais com Pio V e Pio XII, em palestras do médium Divaldo Franco (1927-), e quisemos aprofundar e completar o assunto.
Consultando a historiografia católica sobre a origem doutrinária do papado, o imperador romano Constantino (272-337) é apontado entre os teólogos como um dos seus principais precursores, pois foi ele quem historicamente começou a dar forma ao Sistema Católico Romano. Constantino presidiu o 1º Concílio das Igrejas, no ano 313, construindo depois a primeira basílica em Roma, tornando o cristianismo religião oficial do Império, seguido de Teodósio (347-395) e outros imperadores.
Começava-se a criar os fundamentos que possibilitaram que Valentiniano III (Flávio Plácido, 419-455), no ano 445, reconhecesse oficialmente ao papa (a palavra "papa" significa pai) o exercício de autoridade sobre as Igrejas, ganhando o papado poder mundial com Carlos Magno (747-814), no século 8.
Ocorre que Constantino, que os católicos consideram como o precursor da estruturação papal, converteu-se ao cristianismo através de uma visão espiritual, conforme relatou o historiador católico Eusébio de Cesareia (275-339), em sua obra Vita Constantini (Cap. XXVIII). Durante a batalha contra o imperador Maxêncio (séc. 3/4), com seu exército em desvantagem, Constantino viu no céu um grupo de Espíritos, liderados pelo Espírito (chamado Anjo) São Miguel, mostrando-lhe uma cruz luminosa com os dizeres: "Com este sinal vencerás".
O impacto que sentiu foi tão grande que mandou pintar uma cruz em todas as bandeiras, venceu a batalha e se converteu ao cristianismo, estabelecendo o famoso Edito de Milão, do ano de 313. O escritor Nicéforas (séc. 16) escreveu que Constantino viu este Espírito mais duas vezes - numa delas, orientando-o a edificar Constantinopla; e, na outra, para ajudá-lo numa revolta por parte dos moradores da antiga Bizâncio.
Portanto, encontramos visões espirituais nos primórdios da estruturação da Igreja e da criação do papado.
Encontramos exemplos de mediunidade dos papas numa ocorrência com António Michele Ghislieri (1504-1572), o papa Pio V, que foi o Sumo Pontífice no período de 1566 a 1572. Em 1570, os turcos otomanos invadiram a ilha de Chipre e tomaram Veneza, e os venezianos pediram ajuda. O papa Pio V enviou uma frota de 208 navios, sob o comando de Don John da Áustria. Essa frota encontrou 230 navios turcos em Lepanto, Grécia, em 7 de Outubro de 1571. A batalha durou três horas. Miguel de Cervantes (1547-1616), o novelista espanhol, autor de D. Quixote, participou dessa batalha histórica. Em Roma, Pio V aguardava notícias, orava e jejuava, juntamente com monges, cardeais e fiéis. Em 7 de Outubro, ele trabalhava com seu tesoureiro, Donato Cesi, que lhe expunha problemas financeiros. De repente, separou-se de seu interlocutor, abriu uma janela, entrou em êxtase e teve uma visão em desdobramento espiritual. Voltou-se para Donato e lhe disse: "Ide com Deus. Agora não é hora de negócios, mas sim de dar graças a Jesus Cristo, pois nossa esquadra acaba de vencer a batalha". Duas semanas depois chegaram as notícias da vitória de sua esquadra, confirmando sua visão espiritual.
Mais recentemente, no século 20, encontramos outro exemplo de acção espiritual entre os papas, com o Cardeal Eugénio Pacelli (1876-1958), que viria a ser o papa Pio XII, no período de 1939 a 1958. O fato foi relatado pela própria Igreja Católica, em seu jornal oficial L'Observatore Romano, e depois publicado no Brasil, no jornal Ave Maria, de Petrópolis, transcrito pelo Jornal do Comércio, do Rio de Janeiro, em Setembro de 1956.
Em 19 de Fevereiro de 1939, nos aposentos do Vaticano, na ala esquerda da Catedral de São Pedro, o cardeal Eugénio Pacelli estava orando; ele era um diplomata da Santa Sé junto aos governos do Ocidente. Em seus aposentos de cardeal, ele ouviu uma voz chamando: "Pacelli, Pacelli". Ele se voltou e viu o Espírito do papa Pio X (1835-1914). Emocionado, ele se ajoelhou e chamou-o de Santidade. O Espírito respondeu-lhe: "Não sou Santidade, mas apenas um irmão; venho avisá-lo que, dentro de alguns dias, se tornará papa, e que a Terra será devorada por uma avalanche de tragédia.
É da vontade do Senhor que seja papa para governar a Igreja com sabedoria, bondade diplomática e equilíbrio".
O cardeal Eugénio Pacelli redarguiu dizendo que não entendia aquilo, porque Pio XI (1857-1939) era o papa de então, e governava a Igreja com sabedoria. O Espírito Pio X não discutiu com o cardeal, desvaneceu-se.
Emocionado, Eugénio Pacelli desceu de seus aposentos e adentrou na Catedral de São Pedro. Foi até o subterrâneo, onde estão os túmulos papais, ajoelhando-se na cripta de Pio X, permanecendo em oração até o amanhecer. Ao raiar do dia, adentrou novamente na Catedral de São Pedro, e um guarda suíço perguntou-lhe se estava sentindo-se bem, pois estava muito pálido. Eugénio Pacelli respondeu que tinha dialogado com Pio X. Surpreso, o guarda contrapôs que Pio X estava morto. Mas Eugénio Pacelli disse que, naturalmente, o sabia, pois fora ele quem tinha feito o discurso laudatório. Além do quê, Pio X tinha sido seu padrinho de cardinalato.
Pio X disse-lhe que ele seria papa e, em seguida, a humanidade entraria em guerra. O fato permaneceu em sigilo, mas dois ou três meses depois, Pio XI morreu de uma doença misteriosa. Eugénio Pacelli foi eleito o novo papa, Pio XII, e logo depois eclodiu a Segunda Guerra Mundial, conforme lhe dissera o Espírito Pio X. É mais um fato mediúnico, registrado pela história, de comunicabilidade espiritual com os papas.
É interessante registrar que não foi por acaso que Pio X apareceu em Espírito e se comunicou mediunicamente com Pio XII. O papa Pio X conhecia os fenómenos espíritas, pois seu médico, dr. José Lapponi (1851-1906), foi uma pessoa interessada nos estudos espíritas e até publicou um livro à época - Hipnotismo e Espiritismo (1897) - aprovado pelo papa Leão XIII, e que foi traduzido e publicado no Brasil pela editora da Federação Espírita Brasileira.
O DR. LAPPONI TAMBÉM FOI MÉDICO do papa Leão XIII (1810-1903). Vale anotar que, quando da segunda edição do livro Hipnotismo e Espiritismo, em 1904, o periódico Diário de Noticias, de Madri, do dia seis de Julho, publicou carta do dr. Lapponi na qual ele comentava que o órgão jesuíta La Civilitá Cattolica censurava seu livro porque ele divulgava teorias que não eram aprovadas pela Igreja, e que o próprio papa Pio X reprovara a obra. Mas à época, dom Eduardo Checci, redactor do Giornale d'Italia, foi entrevistado sobre isso, desmentindo que o papa Pio X tivesse reprovado a obra. O dr. Lapponi acrescentou que Pio X conhecia o trabalho desde sua primeira edição e o tinha aprovado, e que o livro tinha merecido louvores até do papa Leão XIII, que disse que a ciência católica não devia ser contrária ao estudo do Espiritismo e suas manifestações.
É importante esclarecer que o dr. Lapponi não era espírita e, nesse livro, ele adoptou uma postura até de prevenção com relação aos fenómenos do hipnotismo e do Espiritismo, porque poderiam ensejar fraudes e mistificações. Chega a ser curiosa essa sua atitude, pois a verdade é que, se ele admitiu os fenómenos espíritas (e, para nós, é o que importa), não se compreende por que ele recrimina sua prática.
O dr. Lapponi demonstrou que não conheceu realmente o Espiritismo, uma vez que se ateve somente à parte fenoménica; não conheceu a parte filosófica e ética da Doutrina Espírita. Nem no aspecto fenoménico ele se aprofundou, pois só se referiu às situações duvidosas; por temer fraudes e a acção de Espíritos brincalhões e zombeteiros (que, portanto, ele admitia), achou temerário e perigoso ocupar-se do Espiritismo.
Para nós vale que o dr. Lapponi, médico de dois papas, historiou a ocorrência de fenómenos espíritas desde a Antigüidade e reconheceu a intervenção dos Espíritos no mundo material.
A transfiguração de Jesus é citada como exemplo de fenómeno mediúnico que aparece na Biblia, com Moisés e Elias aparecendo em espírito material. Ao final do livro, ele afirmou que o Espiritismo só deveria ser estudado com as necessárias precauções e por acção de pessoas reconhecidamente competentes (op.cit., pág. 219).
Portanto, a Doutrina Espirita e os fenómenos mediúnicos transitaram pelo Vaticano no século 19, entre os papas e pelo médico que cuidou de dois deles nesse período e escreveu um livro sobre o assunto, reconhecendo sua existência, apesar de sua atitude de temor.
Mesmo nos tempos mais recuados, os fenómenos mediúnicos estavam presentes na sociedade, em todos os lugares, já que fazem parte da Natureza. Por isso, encontramos referência a eles desde há dois mil anos. Basta citarmos o apóstolo Pedro, que é considerado como o primeiro papa da Igreja. Na Bíblia, encontramos várias ocorrências mediúnicas e de interferência dos Espíritos, ocorridos com Pedro. Por exemplo:
a) em Mt: 17, 1-6, está descrita a transfiguração de Jesus na qual, estando Ele num monte, acompanhado por Pedro, Tiago e João, apareceram, em Espírito, Moisés e Elias, que já estavam mortos havia séculos, e conversaram com Jesus;
b) em At: 2, 1-14, ocorreu o fenómeno chamado Pentecostes, no qual os doze apóstolos ouviram um som vindo do céu, como um vento, e como que línguas de fogo pousaram sobre cada um deles, que então começaram a falar em diversos idiomas;
c) At: 3, 2-8, é descrita a mediunidade curativa de Pedro, quando ele curou um coxo de nascimento que todo dia ia à porta do templo para pedir esmolas. Ele tomou o coxo pela mão e ordenou-lhe que se levantasse e andasse, e assim ocorreu;
d) At: 11,5-10, Pedro teve um arrrebatamento espiritual e teve vidência e audiência. Viu, a céu aberto, um vaso que descia, como grande lençol atado pelas quatro pontas, vindo para a terra, e ouviu uma voz: "Levanta-te Pedro, mata e come". Pedro disse ao Senhor que nunca tinha comido coisa imunda. A Voz disse-lhe que não devia chamar de imundo o que Deus purificou; isso se repetiu por três vezes;
e) At:11, 11-1, Pedro viu três homens de Cesareia que o buscavam, e estavam em frente à casa onde estava; um Espírito lhe disse que fosse com eles, nada duvidando;
f) At:12, 5-11, Pedro estava dormindo na prisão, vigiado por dois guardas. Quando Herodes ia chamá-lo, houve uma luz na prisão, e apareceu um Espírito (chamado anjo) despertando-o, rompendo as correntes e dizendo-lhe para fugir; e conduziu-o, fazendo-o passar pelos guardas, chegando à porta da cidade, pela qual saíram. E Pedro percebeu que Deus havia enviado um Espírito para ajudá-lo.
Para encerrar esse importante registro histórico sobre a mediunidade e seu reconhecimento entre os papas, temos necessariamente que citar o recém-falecido papa João Paulo II, reconhecido como um grande missionário do bem. A revista Veja, de 6 de Abril de 2005, na página 93, transcreveu uma frase pronunciada por ele numa pregação na Basilica de São Pedro, em Novembro de 1983, e que dispensa comentários: "O diálogo com os mortos não deve ser interrompido, pois, na realidade, a vida não está limitada pelos horizontes do mundo".
Portanto, fica registrado, segundo as próprias fontes católicas e as não espíritas, que a mediunidade e a comunicabilidade espiritual têm se maanifestado e sido reconhecidas pela Igreja, mesmo entre os seus maiores representantes, desde a Antiguidade. E ainda hoje ocorre, demonstrando que a vida não se restringe à realidade material nem é interrompida com a morte.
Washington L.N.Fernandes - Revista Espiritismo e Ciência
A revista Espiritismo e Ciência é uma publicação da Mythos Editora:
http://www.mythoseditora.com.br/
DESCUBRA....." VOCÊ É MAIOR QUE OS SEUS ERROS"
UM DIAMANTE TERÁ MENOS VALOR,
SÓ POR ESTAR COBERTO DE LAMA ?
DEUS VÊ A BELEZA IMUTÁVEL DA
SUA ALMA. ELE SABE QUE NÓS NÃO
SOMOS OS NOSSOS ERROS....
Não raro a sensação de culpa tem nos afastado da felicidade e criado muito sofrimento em nossa vida. Os erros que cometemos, quando não vistos com as lentes do AMOR, DA HUMANIDADE E DO PERDÃO, podem nos dar a sensação de que somos criaturas horrendas e abomináveis, dignas apenas de castigos e dores. Muitas doenças e tragédias em nossa vida, se originaram desse mecanismo inconsciente, mórbido nos painéis de nossa mente, damos ensejo à criação de um campo de forças autodestrutivas, atraindo fatos dolorosos como acidentes, agressões nas relações sociais e doenças causadas por falhas em nosso sistema imunológico, o qual sucumbe ao nosso desejo inconsciente de sofrer para pagar por um erro cometido.
Precisamos trocar as lentes pelas quais nos enxergamos, defrontados com os complexos de culpa, carecemos de dar um impulso diferente, à energia destrutiva da raiva contra nós mesmos, transformando-a em energias de Amor por nós e por todos os envolvidos no conflito estabelecido. A raiva de um processo destrutivo, que somente provoca maiores sofrimentos.
O Amor é o processo da harmonização íntima, que conduz à paz conosco e com todos que foram vítimas dos nossos equívocos.
Vamos nos enxergar como Deus nos vê, ele sabe que nós não somos os nossos erros, podemos até se equivocar muitas vezes, e ter cometidos os maiores deslizes do mundo, mas Deus continua nos vendo, como um diamante de grande valor, ainda que momentaneamente encoberto pela lama dos nossos erros. É importante lembrar que a nossa evolução é feita através das experiências do erro e do acerto. Há uma boa história que cai muito bem aqui; Em que o discípulo pergunta ao Mestre:
O QUE É PRECISO PARA SER FELIZ?
O mestre responde que a felicidade, depende das boas escolhas que fazemos. Querendo saber mais o discípulo indaga: Então como é possível fazer boas escolhas, e o Mestre responde, que isso se dá por meio da experiência. Ainda não satisfeito o discípulo questiona, como ele pode adquirir essa experiência. E o Mestre finaliza a história dizendo:
" FAZENDO MÁS ESCOLHAS...."
O erro nos propícia uma experiência valiosa, nos mostrando sempre a necessidade de recomeçar, pois através dele, somos capazes de encontrar o caminho do acerto. É preciso ter uma boa dose de HUMILDADE, para enxergarmos na experiência do erro um Mestre disfarçado, que nos aponta a estrada que nos conduz ao progresso. A culpa nos aprisiona na estrada do erro, mantendo-nos no círculo da dor e do sofrimento, e não é isso o que Deus deseja para nós.
Por isso Jesus falou tantas vezes da importância de:
PERDOAR O PRÓXIMO, MAIS PRÓXIMOS DE NÓS MESMOS....
Para tanto vai aqui algumas sugestões práticas para se perdoar.
1º- Convença-se de que você, como qualquer outra pessoa,
tem o direito a errar.
Embora deva se esforçar, para não permanecer na atitude
equivocada.
Diga para si: Eu errei porque, naquele momento, agi de -
acordo com a minha limitada consciência da situação.
Hoje vejo tudo com mais clareza e asseguro que, se hoje
soubesse o que sei, me comportaria de forma diferente.
2º- Procure sentir que Deus está neste momento, olhando
para você, sem qualquer gesto de censura.
Ele simplesmente o compreende, pede para que você
aprenda com seus erros e siga a vida em frente, renovado
e totalmente perdoado.
O PERDÃO, é o amor em forma de compreensão. Podemos afirmar sem sombra de dúvidas, que um dos maiores presentes que, podemos oferecer as pessoas é compreendê-las, entendendo-as e aceitando-as.
Acreditemos que, dentro de nós existe alguém precisando desse nosso presente. Vale a pena descobri-lo, oferecendo-o ao próximo bem próximo de nós.
Receba forte abraços fraternos de muitas alegrias e paz em seu coração. Do ir. Jesus Carlos.
fonte: http://www.redeamigoespirita.com.br/profiles/blogs/descubra-voc-maior-que-os-seus-erros
A LAMENTAÇÃO DIFICULTA O PROGRESSO DO ESPÍRITO
A lamentação dificulta o progresso do espírito A lamentação é um vício tão arraigado em nosso ser, que o praticamos sem mesmo sentir. Quando percebemos, já escorregamos no erro e nos pegamos em lamúrias e piedade própria. Este vício nos faz perder um precioso tempo que deveríamos usar no progresso espiritual e planetário. Ao lamentarmos “queimamos nossos neurônios” com pensamentos destrutivos e deixamos passar, em vão, oportunidades preciosas de criação e trabalho engrandecedores. Frequentemente, nós acreditamos que nossas provas são as mais difíceis e dignas de comiseração, e em alguns casos determinamos que são intrasponíveis. A lamentação nos conduz ao mundo do "Narciso sofredor e injustiçado", nos torna cegos e, muitas vezes, nos afasta de Deus, que passamos a culpar pela nossa "má sorte". A supervalorização continuada dos nossos problemas nos transforma em um "lamentador profissional" que não procura respostas, mas sim o palco, o público e a sensação de importância na vida de todos. Exaltamos o orgulho, faltamos com a caridade e, consequentemente, caimos nas teias da preguiça, já que, resolver problemas "dá muito trabalho".
Quando lamentamos, em pensamentos ou em palavras, aumentamos nossas vicissitudes enormemente, porque pensamentos e palavras têm forças criadoras. E a lamentação cria as formas-pensamento negativas que contaminam, como um vírus destrutivo, a nossa essência e os ambientes por onde passamos e vivemos, tornando-se uma força depressiva e de atração de irmãos, encarnados e desencarnados, em sofrimento e atraso moral. Como parte de um processo natural e instintivo de auto-preservação, até os que nos são mais caros ao coração se retiram de nosso convívio, quando percebem que nós não estamos dispostos a melhorar, mas somente lamentar e contaminar tudo e todos. O vício do lamento nos afasta dos amigos que nos oferecem o ombro e suas palavras de conforto. Jesus, o exemplo maior de resignação e fé, não se lamentou de sua, nada fácil, passagem pela Terra. Ele, que sofreu as mais cruéis blasfêmias e foi pregado ao madeiro infame, pediu que o Pai perdoasse seus algozes. Não queiramos, então, ser mais do que realmente somos. Sejamos humildes, pensemos positivo e mãos à obra para o progresso, dando passos mais largos em direção a Deus! No lugar da lamentação, vamos dar chance à fé, à esperança e à oração sincera e espontânea. A oração, canal de comunicação direto com o Pai e seus Tarefeiros, acalma o coração doído e vacilante, e abre os olhos da alma para as soluções salutares dos nossos necessários problemas.
*****************************************************
Trecho do livro “Nosso Lar”, onde Clarêncio dá um “precioso aviso” a André Luiz, que acabara de chegar à colônia espiritual e ainda era presa fácil da lamentação e auto-piedade: “- Aprenda, então, a não falar excessivamente de si mesmo, nem comente a própria dor. Lamentação denota enfermidade mental e enfermidade de curso laborioso e tratamento difícil. É indispensável criar pensamentos novos e disciplinar os lábios. Somente conseguiremos equilíbrio, abrindo o coração ao Sol da Divindade. Classificar o esforço necessário de imposição esmagadora, enxergar padecimentos onde há luta edificante, sói identificar indesejável cegueira dalma. Quanto mais utilize o verbo por dilatar considerações dolorosas, no círculo da personalidade, mais duros se tornarão os laços que o prendem a lembranças mesquinhas. O mesmo Pai que vela por sua pessoa, oferecendo-lhe teto generoso, nesta casa, atenderá aos seus parentes terrestres. Devemos ter nosso agrupamento familiar como sagrada construção, mas sem esquecer que nossas famílias são seções da Família universal, sob a Direção Divina. Estaremos a seu lado para resolver dificuldades presentes e estruturar projetos de futuro, mas não dispomos do tempo para voltar a zonas estéreis de lamentação. Além disso, temos, nesta colônia, o compromisso de aceitar o trabalho mais áspero como bênção de realização, considerando que a Providência desborda amor, enquanto nós vivemos onerados de dívidas. Se deseja permanecer nesta casa de assistência, aprenda a pensar com justeza. Nesse ínterim, secara-se-me o pranto e, chamado a brios pelo generoso instrutor, assumi diversa atitude, embora envergonhado da minha fraqueza. - Não disputava você, na carne – prosseguiu Clarêncio, bondoso -, as vantagens naturais, decorrentes das boas situações? Não estimava a obtenção de recursos lícitos, ansioso de estender benefícios aos entes amados? Não se interessava pelas remunerações justas, pelas expressões de conforto, com possibilidade de atender à família? Aqui, o programa não é diferente. Apenas divergem os detalhes.
Nos círculos carnais, a convenção e a garantia monetária; aqui, o trabalho e as aquisições definitivas do espírito imortal. Dor, para nós, significa possibilidade de enriquecer a alma; a luta constitui caminho para a divina realização. Compreendeu a diferença? As almas débeis, ante o serviço, deitam-se para se queixarem aos que passam; as fortes, porém, recebem o serviço como patrimônio sagrado, na movimentação do qual se preparam, a caminho da perfeição. Ninguém lhe condena a saudade justa, nem pretende estancar sua fonte de sentimentos sublimes. Acresce notar, todavia, que o pranto da desesperação não edifica o bem. Se ama, em verdade, a família terrena, é preciso bom ânimo para lhe ser útil. Fez-se longa pausa. A palavra de Clarêncio levantara-me para elucubrações mais sadias. Enquanto meditava a sabedoria da valiosa advertência, meu benfeitor, qual o pai que esquece a leviandade dos filhos para recomeçar serenamente a lição, tornou a perguntar com um belo sorriso: - Então, como passa? Melhor? Contente por me sentir desculpado, à maneira da criança que deseja aprender, respondi, confortado: - Vou bem melhor, para melhor compreender a Vontade Divina.” (Nosso Lar, capítulo 6 – pelo Espírito André Luiz, psicografia de Francisco Cândido Xavier – editora FEB) Fraternalmente!
Refletindo o Espiritismo
fonte: http://www.redeamigoespirita.com.br/group/reformantima/forum/topics/a-lamenta-o-dificulta-o-progresso-do-esp-rito
quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014
Doutrina espírita sobre a iluminação e o Zen
INDAGAÇÃO E RAZÃO
Bom dia, amigos!
Gostaria de discutir a visão espírita (mesmo que de algum autor em particular) sobre o estado de iluminação, no sentido oriental, no zen.
A Doutrina Espírita fala que estamos num caminho de evolução do ser. Devemos nos aprimorar através da reforma íntima. Esta é uma mudança a partir da reflexão, da mente, da racionalidade. Agir conforme essas reflexões, ou seja, a partir dessa moral, nos leva a evoluir.
O Zen e outras tradições orientais também trazem a questão da evolução, porém a coloca dentro de um ciclo eterno de reencarnações, até que nos libertemos ao atingir a iluminação.
Algumas questões, a partir da DE:
1. Como conciliar os caminhos do moralismo espírita com o caminho zen da meditação, da não-mente, não-racionalidade, não-reatividade, de dar importância ao 'ser' e não ao 'fazer', da desidentificação com o ego e com os pensamentos?
2. O que é a iluminação, o Nirvana, o Satori (fisica e espiritualmente)?
Meu desejo não é opor uma filosofia à outra, mas conciliá-las, pois 'sinto verdade' em ambas. Creio na DE, mas sinto que cresci muito com mensagens de Buda (Siddhartha Gautama), Osho, Jiddu Krishnamurti, Echart Tolle, Mooji, Isha, Sattyaprem e outros supostos iluminados. Eles me trouxeram novos questionamentos muito relevantes. Gostaria de saber a opinião de outras pessoas!
Sinto gratidão por poder participar do fórum! Obrigado!
RESPOSTA
Bom dia, amigos!
Gostaria de discutir a visão espírita (mesmo que de algum autor em particular) sobre o estado de iluminação, no sentido oriental, no zen.
A Doutrina Espírita fala que estamos num caminho de evolução do ser. Devemos nos aprimorar através da reforma íntima. Esta é uma mudança a partir da reflexão, da mente, da racionalidade. Agir conforme essas reflexões, ou seja, a partir dessa moral, nos leva a evoluir.
O Zen e outras tradições orientais também trazem a questão da evolução, porém a coloca dentro de um ciclo eterno de reencarnações, até que nos libertemos ao atingir a iluminação.
Algumas questões, a partir da DE:
1. Como conciliar os caminhos do moralismo espírita com o caminho zen da meditação, da não-mente, não-racionalidade, não-reatividade, de dar importância ao 'ser' e não ao 'fazer', da desidentificação com o ego e com os pensamentos?
2. O que é a iluminação, o Nirvana, o Satori (fisica e espiritualmente)?
Meu desejo não é opor uma filosofia à outra, mas conciliá-las, pois 'sinto verdade' em ambas. Creio na DE, mas sinto que cresci muito com mensagens de Buda (Siddhartha Gautama), Osho, Jiddu Krishnamurti, Echart Tolle, Mooji, Isha, Sattyaprem e outros supostos iluminados. Eles me trouxeram novos questionamentos muito relevantes. Gostaria de saber a opinião de outras pessoas!
Sinto gratidão por poder participar do fórum! Obrigado!
RESPOSTA
Re - Doutrina espírita sobre a iluminação e o Zen
Mauricio T. « ref # inicial, de 190214, às 15:13 »
Olá, novo companheiro de jornada, seja bem-vindo.
(Não de atenção aos muitos erros de digitação. A maquina esta precisando se aposentar)
.....
Conf - Sinto lhe dizer que, fora o objetivo comum a todas as religiões, isto ê, a emancipação da alma/espírito, ou coisas semelhantes como libertação/salvação (embora com diferentes conotações) e alguns textos que enaltecem certas qualidades e virtudes, ou historietas que inspiram, o Espiritismo, como as demais doutrinas cristas, nada têm em comum com o Zen.
Na questão das reencarnações há certa semelhança entre as duas doutrinas, desde que se compare o Espiritismo com o Zen popular.
Quanto ä questão da iluminação o amigo nada encontrará, talvez nem mesmo esse termo, senão com outra significação, mesmo em seu básico O Livros dos Espiritos. Poderá encontrar algumas coisas relacionadas a isso, como o aperfeiçoamento possível ao espírito, nunca absoluto.
Nirvana e Satori são palavras estranhas ä doutrina espírita, embora haja espíritas que as conheçam e mesmo os seus significados.
A meditação, no Espiritismo nada tem a ver com a do Zen. Eqto no Zen ê sem objeto, no Espiritismo ê uma reflexão profunda sobre virtudes, conceitos, exemplos e ensinamentos elevados, emissão de pensamentos de auxilio, visualizações etc.
Essas questões de não-mente, não-racionalidade, não-reatividade, nem mesmo são consideradas na doutrina espírita, do mesmo modo que a questão de não-ego e a da desidentificação com os pensamentos.
Qto a de dar importância ao 'ser' e não ao 'fazer', no Espiritismo da-se muita importância ao fazer, sobretudo se esse fazer exige forca de vontade, esforço, sacrifício.
Mauricio T. « ref # inicial, de 190214, às 15:13 »
Olá, novo companheiro de jornada, seja bem-vindo.
(Não de atenção aos muitos erros de digitação. A maquina esta precisando se aposentar)
.....
Conf - Sinto lhe dizer que, fora o objetivo comum a todas as religiões, isto ê, a emancipação da alma/espírito, ou coisas semelhantes como libertação/salvação (embora com diferentes conotações) e alguns textos que enaltecem certas qualidades e virtudes, ou historietas que inspiram, o Espiritismo, como as demais doutrinas cristas, nada têm em comum com o Zen.
Na questão das reencarnações há certa semelhança entre as duas doutrinas, desde que se compare o Espiritismo com o Zen popular.
Quanto ä questão da iluminação o amigo nada encontrará, talvez nem mesmo esse termo, senão com outra significação, mesmo em seu básico O Livros dos Espiritos. Poderá encontrar algumas coisas relacionadas a isso, como o aperfeiçoamento possível ao espírito, nunca absoluto.
Nirvana e Satori são palavras estranhas ä doutrina espírita, embora haja espíritas que as conheçam e mesmo os seus significados.
A meditação, no Espiritismo nada tem a ver com a do Zen. Eqto no Zen ê sem objeto, no Espiritismo ê uma reflexão profunda sobre virtudes, conceitos, exemplos e ensinamentos elevados, emissão de pensamentos de auxilio, visualizações etc.
Essas questões de não-mente, não-racionalidade, não-reatividade, nem mesmo são consideradas na doutrina espírita, do mesmo modo que a questão de não-ego e a da desidentificação com os pensamentos.
Qto a de dar importância ao 'ser' e não ao 'fazer', no Espiritismo da-se muita importância ao fazer, sobretudo se esse fazer exige forca de vontade, esforço, sacrifício.
Jesus e os apóstolos também trabalharam
Trabalho! Um dever moral
de toda criatura humana! Ele colhe os frutos do plantio, aproveita a
matéria bruta das entranhas da terra, convertendo-as em bem-estar e
beleza, ativando e desenvolvendo a marcha da vida. A alavanca, a cunha, a
acha, a roda, a serra, o motor e a turbina são obras da mente humana,
marcas de sua autossuperação através dos tempos.
Tudo o que há no mundo é fruto do trabalho. Ao empregar a força e suas faculdades inteligentes, o homem logrou determinados fins: da pedra de cantaria, esculpiu a estátua de feitio simétrico; da cor, deu forma, perspectiva, luz e sombra a belíssimas e impressionantes imagens; da fagulha, produziu o fogo; da palavra, criou obras literárias didáticas, científicas e artísticas; do barro, das rochas, dos alcalinos terrosos fundou as megalópoles, os lares... O trabalho fez do homem senhor de si mesmo no Reino da Natureza, promoveu a glória das nações e a formação da família.
E por falar em família... Em singelo grupo consanguíneo de um pequeno burgo da Palestina, um nazareno projetou-se como a maior luz descida à Terra. A grande maioria ignora as qualidades de Jesus como modelo de trabalhador responsável e devotado, ao pensar que Ele só pregava, fazia milagres e predições. Sim, Jesus Cristo também trabalhou para sobreviver e manter a família, pois cônscio de o trabalho ser uma lei, colocou-a em prática.1 Ao contrário dos que “vivem” da fé, das coisas sagradas, Jesus e os apóstolos nunca fizeram de sua crença um ofício e jamais motivo de lobby para fins políticos, almejando o poder temporal ou algum tipo de prerrogativa.
Os primeiros e genuínos seguidores de Cristo de maneira nenhuma consideravam seu ministério de amor um comércio, e a fé, um balcão de negócios. Os discípulos, depois apóstolos, direta ou indiretamente, não estipulavam preço ao bem que faziam ao próximo nem garantiam vida fácil, tampouco felicidade mediante dízimo e outras formas de recompensa por saberem que “bem-aventurança” só se constrói à custa de muito esforço e dignidade, sobretudo, porque estamos em um mundo para educar os sentimentos e espiritualizar a inteligência.
Os legítimos representantes de Cristo “fazem do trabalho expressão de dignificação, tornam-se ‘escravos do senhor’ e servos de todos, oferecendo o labor das próprias mãos para subsistência orgânica enquanto se ‘afadigam’ na sementeira da luz”, conforme o Espírito Joanna de Ângelis.2
Quanto ao Espiritismo, as casas espíritas não estipulam preço pelos serviços que prestam aos necessitados do corpo e da alma. Os espíritas sinceros trabalham com alegria para Jesus sem esperar nenhum tipo de retribuição; dirigentes, cooperadores e médiuns nunca se preocupam com pagamentos e lauréis; prezam mais o louvor de Deus que o dos homens, e têm mais fé nAquele que nestes, dando mais valor à vida futura que à presente.3
Referências:
1 Jesus não só teria exercido a profissão de carpinteiro como a de pedreiro e serralheiro. O Evangelho segundo São Marcos, na versão da Igreja Grega, talvez a mais exata de que se tem conhecimento, empregou o termo tékton, que significa tais profissões, ao se referir às atividades profissionais do Mestre Nazareno.
2 FRANCO, Divaldo Pereira. Estudos espíritas (pelo Espírito Joanna de Ângelis). ed. Rio de Janeiro: Federação Espírita Brasileira (FEB), 1982. Cap. 11, p. 96.
3 KARDEC, Allan. O Evangelho segundo o Espiritismo. Tradução Herculano Pires. 62. ed. São Paulo: Lake — Livraria Allan Kardec Editora, 2001. Cap. 13, item 3, p. 169.
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Davilson Silva
Tudo o que há no mundo é fruto do trabalho. Ao empregar a força e suas faculdades inteligentes, o homem logrou determinados fins: da pedra de cantaria, esculpiu a estátua de feitio simétrico; da cor, deu forma, perspectiva, luz e sombra a belíssimas e impressionantes imagens; da fagulha, produziu o fogo; da palavra, criou obras literárias didáticas, científicas e artísticas; do barro, das rochas, dos alcalinos terrosos fundou as megalópoles, os lares... O trabalho fez do homem senhor de si mesmo no Reino da Natureza, promoveu a glória das nações e a formação da família.
E por falar em família... Em singelo grupo consanguíneo de um pequeno burgo da Palestina, um nazareno projetou-se como a maior luz descida à Terra. A grande maioria ignora as qualidades de Jesus como modelo de trabalhador responsável e devotado, ao pensar que Ele só pregava, fazia milagres e predições. Sim, Jesus Cristo também trabalhou para sobreviver e manter a família, pois cônscio de o trabalho ser uma lei, colocou-a em prática.1 Ao contrário dos que “vivem” da fé, das coisas sagradas, Jesus e os apóstolos nunca fizeram de sua crença um ofício e jamais motivo de lobby para fins políticos, almejando o poder temporal ou algum tipo de prerrogativa.
Os primeiros e genuínos seguidores de Cristo de maneira nenhuma consideravam seu ministério de amor um comércio, e a fé, um balcão de negócios. Os discípulos, depois apóstolos, direta ou indiretamente, não estipulavam preço ao bem que faziam ao próximo nem garantiam vida fácil, tampouco felicidade mediante dízimo e outras formas de recompensa por saberem que “bem-aventurança” só se constrói à custa de muito esforço e dignidade, sobretudo, porque estamos em um mundo para educar os sentimentos e espiritualizar a inteligência.
Os legítimos representantes de Cristo “fazem do trabalho expressão de dignificação, tornam-se ‘escravos do senhor’ e servos de todos, oferecendo o labor das próprias mãos para subsistência orgânica enquanto se ‘afadigam’ na sementeira da luz”, conforme o Espírito Joanna de Ângelis.2
Quanto ao Espiritismo, as casas espíritas não estipulam preço pelos serviços que prestam aos necessitados do corpo e da alma. Os espíritas sinceros trabalham com alegria para Jesus sem esperar nenhum tipo de retribuição; dirigentes, cooperadores e médiuns nunca se preocupam com pagamentos e lauréis; prezam mais o louvor de Deus que o dos homens, e têm mais fé nAquele que nestes, dando mais valor à vida futura que à presente.3
Referências:
1 Jesus não só teria exercido a profissão de carpinteiro como a de pedreiro e serralheiro. O Evangelho segundo São Marcos, na versão da Igreja Grega, talvez a mais exata de que se tem conhecimento, empregou o termo tékton, que significa tais profissões, ao se referir às atividades profissionais do Mestre Nazareno.
2 FRANCO, Divaldo Pereira. Estudos espíritas (pelo Espírito Joanna de Ângelis). ed. Rio de Janeiro: Federação Espírita Brasileira (FEB), 1982. Cap. 11, p. 96.
3 KARDEC, Allan. O Evangelho segundo o Espiritismo. Tradução Herculano Pires. 62. ed. São Paulo: Lake — Livraria Allan Kardec Editora, 2001. Cap. 13, item 3, p. 169.
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Davilson Silva
O Poder Ético da Fé
Existem razões
suficientes para, apesar dos conflitos regionais e locais, das
dificuldades em diversos domínios da vida humana; dos problemas na
saúde, no trabalho, nas famílias; preconceitos, egoísmos, radicalismos,
fundamentalismos, e outras situações incômodas, se acreditar num mundo
mais equilibrado, numa sociedade global mais humanizada e fraterna,
principalmente para a grande maioria dos que têm Fé, daqueles que
acreditam numa Justiça Divina, obviamente mais sábia, mais compreensiva,
mais tolerante, porque perfeita, comparativamente com os sistemas
judiciais do homem imperfeito e finito.
O êxito para a humanidade atingir patamares de bem-estar, neste se incluindo condições materiais de vida, mas também convicções verificáveis de serenidade de espírito e Fé, numa vida transcendente e redentora, terá de passar por uma conduta individual e coletiva, compaginável com o respeito pelos direitos e deveres que cabem aos cidadãos em concreto e aos Espíritos prudentes, benevolentes e tranquilos, que em cada indivíduo devem existir.
Exige-se competência na conduta que a pessoa deve assumir perante a vida e a sociedade. Conduta como sendo a: «Maneira de agir, atuar, comportar-se em observância a princípios, valores, orientações e regras. Este fator possui uma característica interessante: é o único que todas as pessoas podem possuir em igualdade de condições, independentemente de posição ou formação, pois é fruto apenas da vontade”. (RESENDE, 2000:45).
A pessoa de Fé manifesta uma conduta perfeitamente assumida, declarada, exibida perante os demais seus iguais, e será este seu comportamento que lhe garante um Poder legítimo, transcendente e que ninguém lho pode usurpar. A sua conduta ética no exercício da sua Fé ilimitada, garantem-lhe um poder que, sem violência, sem armas, sem fundamentalismos, se impõe e, de certa forma, subjuga todos aqueles que, no limite e na dúvida, preferem manter-se, aparentemente, indiferentes, não hostilizando os detentores deste poder ético da Fé.
A práxis permanente, coerente e singularmente assumida pelos crentes, no respeito por aqueles que professam outras ideologias religiosas, aceitando com tolerância e compreensão os atos litúrgicos que lhes são próprios, credibilizam a pessoa de Fé e reforçam o seu poder espiritual. A consciência ética da pessoa de Fé permite-lhe tomar decisões adequadas, face às situações que se lhe colocam ao longo da vida, porque para ela: «A busca religiosa de valores principia com a aceitação de Deus como padrão de todas as decisões» (FORELL, 1980:77).
Os modelos socioeconômicos que ao longo dos séculos têm vigorado em diferentes pontos do mundo, em contextos culturais diversos e com resultados divergentes, na maior parte dos casos, estão próximos do esgotamento, dificultando a adoção de novos processos, outras soluções, porque persistem interesses e objetivos inconfessáveis em muitos dirigentes políticos, um pouco por todo o universo.
Continua-se a investir no conflito para ganhar poder estratégico, bélico e hegemônico, destruindo, mutilando e matando homens, mulheres, crianças e idosos inocentes, civis e militares. Muitos dos poderes que os responsáveis pelos diferentes sistemas políticos têm utilizado já se revelaram ineficazes, ou mesmo prejudiciais, por isso cumpre mudar, impõe-se novas políticas, novos processos, condutas compatíveis com a superior condição da dignidade da pessoa humana.
As filosofias e políticas individualistas, nacionalistas e unilateralistas não conduzem a objetivos verdadeiramente humanos, no contexto de uma sociedade moderna, democrática, tolerante e solidária. A dilapidação de recursos materiais nos investimentos bélicos tem-se revelado desastrosa, na medida em que os principais problemas do mundo não são resolvidos, pelo contrário, alguns se têm agravado: doença, fome, desemprego e guerras.
O egocentrismo que caracteriza pessoas e regimes constitui um sentimento cuja conduta produz mais desigualdade e injustiça. Facilmente se comprova que as políticas sociais, econômicas e culturais implementadas até ao presente estão esgotadas na maioria dos países.
O homem só conseguirá reabilitar-se e recuperar a sua dignidade quando se assumir, na prática, em suas dimensões essenciais, enquanto ser único e individual, cooperando com o outro seu igual, com o mundo e com Deus, o que se aplica às organizações, às nações, aos continentes, porque: «O homem só e autossuficiente é impensável. Se ele quiser realizar-se deve abrir-se livre e totalmente para Deus que, em seu amor, não se contenta apenas em dar-lhe o ser, mas deseja unir-se a ele e transformá-lo em si. O homem não está só, está ligado a todos os outros homens e deve livremente unir-se a eles pelo amor» (QUOIST, 1985:23).
O imperativo categórico e o verdadeiro desígnio universal fundam-se, portanto, numa conduta ética, para com os homens, para com o mundo, para com Deus. O Poder Ético da Fé, mas também de quaisquer atividades humanas, poderá ser a chave para a elaboração de soluções de problemas que atormentam e envergonham a humanidade.
Aquele Poder está acessível a cada pessoa individualmente considerada, desde que o queira utilizar em todas as suas tarefas e em quaisquer situações, porque: «A conduta ética tem a ver com respeito próprio. Sabemos que as pessoas que se sentem bem consigo mesmas possuem o que é necessário para resistir a pressões externas e para fazer o que é certo, e não o que é meramente conveniente, popular ou lucrativo». (BLANCHARD & PEALE, 1988:10.)
A conduta ética revela-se, assim, um poderoso instrumento para solucionar muitos problemas, alterar situações, melhorar condições de vida pessoais e coletivas, iniciar um novo e profícuo processo para uma sociedade mais fraterna, para que cada um alcance, eticamente, o sucesso a que tem direito, porque não ofende a Deus, nem ao mundo, nem ao outro seu igual, lutar, legítima, legal e eticamente, por uma vida melhor, individual ou coletiva.
Para se alcançar tais objetivos, pode-se iniciar o projeto recorrendo aos cinco princípios fundamentais da tomada de decisões éticas: «Propósito, Pundonor; Paciência; Persistência e Perspectiva. (…) Os cinco princípios básicos na conduta ética são também ingredientes de uma realização autêntica e duradoura na vida» (Ibid.:44).
fonte: http://www.forumespirita.net/fe/accao-do-dia/o-poder-etico-da-fe/?utm_source=feedburner&utm_medium=email&utm_campaign=Feed%3A+forumespirita+%28Forum+Espirita+email+news+100+topicos%29#.UwYiv4VGmB4
O êxito para a humanidade atingir patamares de bem-estar, neste se incluindo condições materiais de vida, mas também convicções verificáveis de serenidade de espírito e Fé, numa vida transcendente e redentora, terá de passar por uma conduta individual e coletiva, compaginável com o respeito pelos direitos e deveres que cabem aos cidadãos em concreto e aos Espíritos prudentes, benevolentes e tranquilos, que em cada indivíduo devem existir.
Exige-se competência na conduta que a pessoa deve assumir perante a vida e a sociedade. Conduta como sendo a: «Maneira de agir, atuar, comportar-se em observância a princípios, valores, orientações e regras. Este fator possui uma característica interessante: é o único que todas as pessoas podem possuir em igualdade de condições, independentemente de posição ou formação, pois é fruto apenas da vontade”. (RESENDE, 2000:45).
A pessoa de Fé manifesta uma conduta perfeitamente assumida, declarada, exibida perante os demais seus iguais, e será este seu comportamento que lhe garante um Poder legítimo, transcendente e que ninguém lho pode usurpar. A sua conduta ética no exercício da sua Fé ilimitada, garantem-lhe um poder que, sem violência, sem armas, sem fundamentalismos, se impõe e, de certa forma, subjuga todos aqueles que, no limite e na dúvida, preferem manter-se, aparentemente, indiferentes, não hostilizando os detentores deste poder ético da Fé.
A práxis permanente, coerente e singularmente assumida pelos crentes, no respeito por aqueles que professam outras ideologias religiosas, aceitando com tolerância e compreensão os atos litúrgicos que lhes são próprios, credibilizam a pessoa de Fé e reforçam o seu poder espiritual. A consciência ética da pessoa de Fé permite-lhe tomar decisões adequadas, face às situações que se lhe colocam ao longo da vida, porque para ela: «A busca religiosa de valores principia com a aceitação de Deus como padrão de todas as decisões» (FORELL, 1980:77).
Os modelos socioeconômicos que ao longo dos séculos têm vigorado em diferentes pontos do mundo, em contextos culturais diversos e com resultados divergentes, na maior parte dos casos, estão próximos do esgotamento, dificultando a adoção de novos processos, outras soluções, porque persistem interesses e objetivos inconfessáveis em muitos dirigentes políticos, um pouco por todo o universo.
Continua-se a investir no conflito para ganhar poder estratégico, bélico e hegemônico, destruindo, mutilando e matando homens, mulheres, crianças e idosos inocentes, civis e militares. Muitos dos poderes que os responsáveis pelos diferentes sistemas políticos têm utilizado já se revelaram ineficazes, ou mesmo prejudiciais, por isso cumpre mudar, impõe-se novas políticas, novos processos, condutas compatíveis com a superior condição da dignidade da pessoa humana.
As filosofias e políticas individualistas, nacionalistas e unilateralistas não conduzem a objetivos verdadeiramente humanos, no contexto de uma sociedade moderna, democrática, tolerante e solidária. A dilapidação de recursos materiais nos investimentos bélicos tem-se revelado desastrosa, na medida em que os principais problemas do mundo não são resolvidos, pelo contrário, alguns se têm agravado: doença, fome, desemprego e guerras.
O egocentrismo que caracteriza pessoas e regimes constitui um sentimento cuja conduta produz mais desigualdade e injustiça. Facilmente se comprova que as políticas sociais, econômicas e culturais implementadas até ao presente estão esgotadas na maioria dos países.
O homem só conseguirá reabilitar-se e recuperar a sua dignidade quando se assumir, na prática, em suas dimensões essenciais, enquanto ser único e individual, cooperando com o outro seu igual, com o mundo e com Deus, o que se aplica às organizações, às nações, aos continentes, porque: «O homem só e autossuficiente é impensável. Se ele quiser realizar-se deve abrir-se livre e totalmente para Deus que, em seu amor, não se contenta apenas em dar-lhe o ser, mas deseja unir-se a ele e transformá-lo em si. O homem não está só, está ligado a todos os outros homens e deve livremente unir-se a eles pelo amor» (QUOIST, 1985:23).
O imperativo categórico e o verdadeiro desígnio universal fundam-se, portanto, numa conduta ética, para com os homens, para com o mundo, para com Deus. O Poder Ético da Fé, mas também de quaisquer atividades humanas, poderá ser a chave para a elaboração de soluções de problemas que atormentam e envergonham a humanidade.
Aquele Poder está acessível a cada pessoa individualmente considerada, desde que o queira utilizar em todas as suas tarefas e em quaisquer situações, porque: «A conduta ética tem a ver com respeito próprio. Sabemos que as pessoas que se sentem bem consigo mesmas possuem o que é necessário para resistir a pressões externas e para fazer o que é certo, e não o que é meramente conveniente, popular ou lucrativo». (BLANCHARD & PEALE, 1988:10.)
A conduta ética revela-se, assim, um poderoso instrumento para solucionar muitos problemas, alterar situações, melhorar condições de vida pessoais e coletivas, iniciar um novo e profícuo processo para uma sociedade mais fraterna, para que cada um alcance, eticamente, o sucesso a que tem direito, porque não ofende a Deus, nem ao mundo, nem ao outro seu igual, lutar, legítima, legal e eticamente, por uma vida melhor, individual ou coletiva.
Para se alcançar tais objetivos, pode-se iniciar o projeto recorrendo aos cinco princípios fundamentais da tomada de decisões éticas: «Propósito, Pundonor; Paciência; Persistência e Perspectiva. (…) Os cinco princípios básicos na conduta ética são também ingredientes de uma realização autêntica e duradoura na vida» (Ibid.:44).
fonte: http://www.forumespirita.net/fe/accao-do-dia/o-poder-etico-da-fe/?utm_source=feedburner&utm_medium=email&utm_campaign=Feed%3A+forumespirita+%28Forum+Espirita+email+news+100+topicos%29#.UwYiv4VGmB4
segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014
VOCÊ MERECE SER CURADO DE SUA DOENÇA?
As maiorias das doenças estão disponíveis em nosso meio ambiente, algumas em nossa herança genética e outras em nosso períspirito, sendo essas, consequências de nossos atos em vidas passadas. Hoje, a neurociência tem prova cabal sobre a origem da maioria das doenças e são taxativos! O que controla ou desencadeia essas doenças são nossas emoções. Isso já era de conhecimento empírico, desde o tempo de nossas avós. Para prosseguimos, devemos ter em mente que somos responsáveis por adquirirmos doenças. E isso é o resultado de nossas escolhas e comportamento em relação à vida e ao outro.
Todos os dias nós prejudicamos o nosso corpo através da alimentação, dos sentimentos e pensamentos maus, consequentemente as emoções provocadas por eles. Existem diversos estudos que demonstram as causas de nossas emoções no desenvolvimento ou agravamento das doenças, citaremos apenas alguns exemplos para ilustrar o raciocínio.
ARTERIOSCLEROSE: Resistência. Recusa em ver o bem.
CÂNCER: Mágoa profunda, tristezas mantidas por muito tempo.
DIABETES: Tristeza profunda.
FIBROMAS: Alimentar mágoas causadas pelo parceiro.
NÓDULOS: Ressentimento, frustração. Ego ferido.
REUMATISMO: Sentir-se vitima. Falta de amor. Amargura.
TIREÓIDE: Humilhação.
ENXAQUECA: Raiva reprimida. Pessoa perfeccionista.
DERRAME: Resistência. Rejeição à vida.
Dito isto, podemos prosseguir na explanação sintética dos procedimentos que devemos ter para evitarmos desenvolver doenças e como compreender os casos de cura por merecimento e sua manutenção. Quando nascemos, trazemos em nosso períspirito a bagagem dos resultados de nossos sentimentos desenvolvidos em vidas passadas, as doenças vão se desenvolver ou não, dependendo de nossas atitudes em relação à vida. Outro fato é a forma como nos relacionamos com o nosso corpo que estamos usando hoje. Uma vida desregrada leva a novas doenças que não estavam em nosso destino nesta vida. Devemos ter em mente que Deus é justo e bom e nós sofremos muito menos do que merecemos e isso está atrelado à sua misericórdia.
Para ter merecimento da cura, temos que passar pela avaliação por parte do plano espiritual, que analisa o mérito e este será no tempo certo. A cura estará condicionada à nossa mudança de comportamento, vigiando os nossos sentimentos, pensamentos e atitudes, para que sejam sempre os melhores. Temos que desenvolver a fé raciocinada e assumir as consequências dos nossos atos. Lembre-se “a plantação é livre, mas a colheita é obrigatória” ou “injustiça há, mas não existem injustiçados”.
Em muitos casos as doenças não regridem com os tratamentos médicos e é possível que haja muito mais a fazer, do que procurar ajuda nas religiões ou médiuns de cura. Nestes casos as pessoas podem receber a cura em qualquer denominação religiosa e quando conseguem, estará explicito que devem usar esta agremiação para melhorar espiritualmente, pois é este o recado do plano Espiritual.
Temos um caso entre centenas, em que a Rainha Maria de Padilha curou um amigo em São Paulo, que tinha desenvolvido uma doença autoimune e que de tempos em tempos era internado. Foram feitos diversos tratamentos energéticos através de sua paranormalidade sonambúlica consciente e depois de algum tempo a doença deixou de existir, isso através do diagnóstico médico. Perguntado para o plano espiritual se houve a cura definitiva, nos informaram que não, apenas ela está numa espécie de congelamento e que poderá voltar, se o doente não controlar os seus sentimentos negativos.
São chamadas de doenças emocionais aquelas cuja influência das emoções para o seu surgimento e agravamento é cientificamente comprovada, entre elas estão à psoríase, lupos e as doenças classificadas como autoimunes. No entanto vem aumentando o numero de pesquisas que comprovam que as emoções têm forte relação com o surgimento, agravo e até mesmo cura de praticamente todas as doenças.
Na realidade a doença é um aviso e uma amiga, que nos mostra que devemos nos preocupar com a nossa evolução espiritual, nós estamos aqui justamente para isso! Hoje é quase impossível desconsiderar a existência do Espirito, que tem na neurociência a prova inquestionável da existência de algo inteligente que comanda o corpo, através dos efeitos reais, produzidos pela psicologia em contradição com os postulados da biologia, ficando para o futuro as conclusões das causas.
Conclusão “não existem doenças e sim doentes!”.
Mais informações como se processa a cura por merecimento leia o livro “A ATUAL REENCARNAÇÃO DA RAINHA MARIA DE PADILHA” disponível para compra nos seguintes sites.
domingo, 16 de fevereiro de 2014
ENQUANTO PODES
"Tu,
porém, por que julgas teu irmão? e tu, por que desprezas o teu? pois
todos compareceremos perante o Tribunal de Cristo." - Paulo. (Romanos,
14:10.)
O questionamento apostólico tem como objetivo fazer com que cada um reflita nas próprias condições.
Da
mesma forma que outrora, é comum ao homem moderno deter-se destacando
as imperfeições alheias. Estamos sempre prontos a apontar, a ressaltar, a
divulgar as mazelas, os aspectos ruins de todos e de tudo. "Sempre
encontramos motivos para a ofensa, a recriminação, a transferência de
culpas, para depreciar a movimentação alheia, para rebaixar o outro".
Destacando
este aspecto, não estamos criticando ou desconsiderando a capacidade do
ser humano de analisar, perquirir, identificar o erro quando e onde ele
exista, uma vez que essa habilidade, desenvolvida ao longo das
oportunidades reencarnatórias, não é um mal, pelo contrário, é uma
ferramenta e como tal precisa ser bem utilizada para que traga proveito,
benefício.
Como pode ser isso?
Toda
vez que uso o discernimento e analiso as atitudes do outro, seus
desacertos, desequilíbrios e tiro disso experiências para as
recomposições pessoais, saio do simples julgar, para os aprendizados em
que cresço analisando as repercussões das variadas respostas que o outro
colha. Tal atitude representa a ação de Espíritos amadurecidos. Na
juventude, não acontece tal ação. Imaturo, a duras penas paga-se o preço
da inexperiência que ensinará na dor, a que se aprenda mais tarde
analisando a semeadura e a colheita do próximo, lendo ali lições,
convites para que o mesmo engano não nos surpreenda em vigilante. Desse
modo aplica-se o engano alheio como instrumento de correção pessoal a
fim de não estimular a negligência, a conivência com o erro, e não
unicamente para ressaltar o lado sombrio e difícil de pessoas e coisas.
Emmanuel
reflete que cada um deve perceber-se como criatura que também caminha
de mãos dadas com erros e dificuldades pois "almas imaculadas não povoam
ainda a Terra"; faz-nos ver a necessidade e urgência do trabalho
pessoal em desenvolver qualidades essenciais à convivência em sociedade,
à própria paz e ao progresso geral. Quais são essas qualidades? A
indulgência, o entendimento, a paciência e a bondade para com todos "que
se enganaram sob a neblina do erro, para que te não faltem a paciência e
a bondade (…) a que te arrimarás no dia em que a sombra te ameace o
campo das horas." Dentro desse programa educativo, mesmo percebendo os
enganos nos quais o outro se detém e usando-os para crescimento pessoal o
grande desafio (segundo Ermance Dufaux) consiste em "estarmos
afetivamente focados no "lado" bom, nas qualidades, nos instantes bem
sucedidos de alguém, conquanto tenhamos (…) possibilidades de
perceber-lhe as imperfeições e mazela. Continua dizendo que
"Compreender, estimular, perdoar, reconhecer valores alheios, dividir
responsabilidades, apoiar, ser afetuoso (…) é muito mais trabalhoso".
Conquanto seja trabalhoso é preciso investir nas qualidades necessárias
ao progresso e elevação, que em síntese representarão a libertação de
cada um.
Jesus é o padrão. Onde O vemos em destaque ao mal?
Conclui Emmanuel:
"Auxilia, enquanto podes.
Ampara, quanto possas.
Socorre, quanto possível.
Alivia, quanto puderes.
Procure o bem, seja onde for.
E, sobretudo, desculpa sempre, porque ninguém fugirá ao exato julgamento na Eterna Lei."
Bibliografia:
§ Oliveira,Wanderley
S. "Laços de Afeto: Caminhos do Amor na Convivência". Ditado pelo
Espírito Ermance Dufaux. 3a ed. Belo Horizonte - MG - Editora INEDE.
2002.
§ Xavier,
Francisco Cândido. "Palavras de Vida Eterna: Enquanto Podes". Ditado
pelo Espírito Emmanuel. 17a ed. Uberaba - MG - CEC . 1992.
Iracema Linhares Giorginifonte:
WWW.ADDE.COM.BR