Esse é o título da passagem em que João narra o primeiro milagre de Jesus. Apesar de termos refletido muito sobre ela, ainda não tínhamos nenhuma explicação que justificasse a atitude de Jesus em transformar água em vinho, para embebedar os convidados da festa de que participava.
Vejamos o episódio:
“No terceiro dia, houve uma festa de casamento em Caná da Galileia, e a mãe de Jesus estava aí. Jesus também tinha sido convidado para essa festa de casamento, junto com seus discípulos.
Faltou vinho e a mãe de Jesus lhe disse: - Eles não têm mais vinho!
Jesus respondeu: - Mulher, que existe entre nós? Minha hora ainda não chegou.
A mãe de Jesus disse aos que estavam servindo: - Façam o que ele mandar.
Havia aí seis potes de pedra de uns cem litros cada um, que serviam para os ritos de purificação dos judeus.
Jesus disse aos que serviam: - Encham de água esses potes.
Eles encheram os potes até a boca.
Depois Jesus disse: - Agora tirem e levem ao mestre-sala.
Então, levaram ao mestre-sala. Este provou a água transformada em vinho, sem saber de onde vinha. Os que serviam estavam sabendo, pois foram eles que tiraram a água. Então o mestre-sala chamou o noivo e disse:
- Todos servem primeiro o vinho bom e, quando os convidados estão bêbados, servem o pior. Você, porém, guardou o vinho bom até agora.
Foi assim, em Caná da Galileia, que Jesus começou seus sinais. Ele manifestou a sua glória, e seus discípulos acreditaram nele.
Depois disso, Jesus desceu para Cafarnaum com sua mãe, seus irmãos e seus discípulos. E aí ficaram apenas alguns dias”. (Jo 2,1-12).
Ao lermos essa passagem, podemos pensar que Jesus tenha faltado com respeito à sua mãe quando diz: “Mulher, que existe entre nós? Minha hora ainda não chegou”. Hoje, se usássemos a expressão “mulher”, talvez pensássemos ser mesmo um desprezo, entretanto, naquela época correspondia à palavra “senhora”, com que, atualmente, tratamos com respeito as mulheres. Jesus não estava negando qualquer relação entre Ele e sua mãe. A explicação que encontramos foi que o sentido seria “em si, nós nada temos a ver com esta falta de vinho. Minha hora de fazer milagres ainda não chegou. Contudo, a teu pedido, antecipo esta hora” (Bíblia Sagrada Ave Maria, p. 1385).
Mas qual é o verdadeiro sentido dessa passagem? Nós o vamos encontrar no que a pessoa encarregada da festa disse para o noivo: Todos servem primeiro o vinho bom e, quando os convidados estão bêbados, servem o pior. Você, porém, guardou o vinho bom até agora.
Considerando que, com esse primeiro ato público, Jesus inicia a sua missão, podemos dizer que o “vinho bom guardado até agora” são os ensinamentos de Jesus, superiores aos recebidos anteriormente, por meio de Moisés que seria simbolicamente o vinho de pior qualidade. Até mesmo porque, e sem querer desmerecê-los, a humanidade daquela época não estava preparada para receber vinho de melhor qualidade, se assim podemos nos expressar.
O que podemos confirmar com o que, por várias vezes, foi dito por Jesus: “aprendeste o que foi dito, eu porém vos digo”, deixando-nos bem claro que os ensinamentos anteriores não eram, daquele momento em diante, suficientes para “encher” o coração dos homens da verdade do Pai. Fatos que nos levam à conclusão de que Jesus veio trazer coisas novas. Os fariseus ficavam inconformados por Jesus não seguir as prescrições da Lei Mosaica, ao que obtiveram como resposta: “Não se coloca remendo de pano novo em pano velho, nem vinho novo em odres velhos” (Mt 9,16-27).
Podemos ainda trazer como apoio a isso: “Em comparação com esta imensa glória, o esplendor do ministério da antiga aliança já não é mais nada” (2Cor 3,10), e “Dessa maneira é que se dá a ab-rogação do regulamento anterior em virtude de sua fraqueza e inutilidade – a Lei, na verdade, nada levou à perfeição – e foi introduzida uma esperança melhor pela qual nos aproximamos de Deus” (Hb 7,18-19).
Assim, não temos dúvida alguma quanto à superioridade dos ensinamentos de Jesus, principalmente se entendermos o sentido dessa passagem como o que estamos propondo.
Referência bibliográfica: Bíblia Sagrada, São Paulo, Ave Maria, 1968.
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sexta-feira, 28 de junho de 2013
COMEÇAR DE NOVO
Às vezes, acreditas que todas as bênçãos jazem extintas, que todas as portas se mostram cerradas à necessária renovação!…
Esqueces-te, porém, de que a própria sabedoria da vida determina que o dia se refaça a cada amanhã.
Começar de novo é o processo da Natureza, desde a semente singela ao gigante solar.
Se experimentaste o peso do desengano, nada te obriga a permanecer sob a corrente do desencanto. Reinicia a construção de teus ideais, em bases mais sólidas, e torna ao calor da experiência, a fim de acalentá-los em plenitude de forças novas.
O fracasso visitou-nos em algum tentame de elevação, mas isso não é motivo para desgosto e autopiedade, porquanto, freqüentemente, o malogro de nossos anseios significa ordem do Alto para mudança de rumo, e começar de novo é o caminho para o êxito desejado.
Temos sido desatentos, diante dos outros, cultivando indiferença ou ingratidão; no entanto, é perfeitamente possível refazer atitudes e começar de novo a plantação da simpatia, oferecendo bondade e compreensão àqueles que nos cercam.
Teremos perdido afeições que supúnhamos inalteráveis; todavia, não será justo, por isso, que venhamos a cair em desânimo. O tempo nos permite começar de novo, na procura das nossas afinidades autênticas, aquelas afinidades suscetíveis de insuflar-nos coragem para suportar as provações do caminho e assegurar-nos o contentamento de viver.
Desfaçamo-nos de pensamentos amargos, das cargas de angústia, dos ressentimentos que nos alcancem e das mágoas requentadas no peito! Descerremos as janelas da alma para que o sol do entendimento nos higienize e reaqueça a casa íntima.
Emmanuel -
psicografado por Francisco Cândido Xavier
Clique aqui para ler mais: http://www.forumespirita.net/fe/mensagens-de-animo/comecar-de-novo-emmanuel-41144/#ixzz2TsK4HccJ
Erros passados, tristezas contraídas, lágrimas choradas, desajustes crônicos!…
Às vezes, acreditas que todas as bênçãos jazem extintas, que todas as portas se mostram cerradas à necessária renovação!…
Esqueces-te, porém, de que a própria sabedoria da vida determina que o dia se refaça a cada amanhã.
Começar de novo é o processo da Natureza, desde a semente singela ao gigante solar.
Se experimentaste o peso do desengano, nada te obriga a permanecer sob a corrente do desencanto. Reinicia a construção de teus ideais, em bases mais sólidas, e torna ao calor da experiência, a fim de acalentá-los em plenitude de forças novas.
O fracasso visitou-nos em algum tentame de elevação, mas isso não é motivo para desgosto e autopiedade, porquanto, freqüentemente, o malogro de nossos anseios significa ordem do Alto para mudança de rumo, e começar de novo é o caminho para o êxito desejado.
Temos sido desatentos, diante dos outros, cultivando indiferença ou ingratidão; no entanto, é perfeitamente possível refazer atitudes e começar de novo a plantação da simpatia, oferecendo bondade e compreensão àqueles que nos cercam.
Teremos perdido afeições que supúnhamos inalteráveis; todavia, não será justo, por isso, que venhamos a cair em desânimo. O tempo nos permite começar de novo, na procura das nossas afinidades autênticas, aquelas afinidades suscetíveis de insuflar-nos coragem para suportar as provações do caminho e assegurar-nos o contentamento de viver.
Desfaçamo-nos de pensamentos amargos, das cargas de angústia, dos ressentimentos que nos alcancem e das mágoas requentadas no peito! Descerremos as janelas da alma para que o sol do entendimento nos higienize e reaqueça a casa íntima.
Emmanuel -
psicografado por Francisco Cândido Xavier
fonte: http://blog.forumespirita.net/2013/06/28/comecar-de-novo/?utm_source=feedburner&utm_medium=email&utm_campaign=Feed%3A+blogforumespirita+%28Blog+F%C3%B3rum+Esp%C3%ADrita%29
O SANATÓRIO ESPERANÇA - Divaldo Franco
-
Quando ainda reencarnado, Eurípedes Barsanulfo foi portador de
verdadeiro mediunato, dedicando-se a atender os portadores de alienação
mental, psiquiátrica e obsessiva, erguendo um hospital na cidade em que
nascera, para socorrê-los.
-
Viveu como apóstolo da caridade, possuindo extraordinários potenciais
curadores e especial acuidade como receitista espiritual, vindo a
desencarnar jovem, vitimado pela epidemia da gripe espanhola que assolou
o mundo.
-
Não se limitando a socorrer exclusivamente os viandantes do carro
físico, acompanhou, também, após a desencarnação, muitos daqueles que
lhe receberam o concurso, neles constatando o estado deplorável em que
retornavam a Pátria, vencidos por perseguidores cruéis que os
obsediavam, ou vitimados por ideoplastias terríveis derivadas dos atos a
que se entregaram, enlouquecendo de vergonha, de dor e de desespero
após o portal do túmulo.
-
Formando verdadeiras legiões de alienados mentais, condoeu-se,
particularmente, por identificar que muitos deles haviam recebido o
patrimônio da mediunidade iluminada pelas lições libertadoras do
espiritismo, mas preferiram enveredar pelos dédalos da
irresponsabilidade, utilizando-se da superior concessão para o
deleite de si mesmos e das paixões mais vis que passaram a cultivar.
-
O Hospital Esperança é uma obra de amor , erguida no Plano Espiritual
por Eurípedes Barsanulfo, cujo objetivo é prestar auxílio e orientação
aos seguidores de Cristo que não conseguiram ou não quiseram adotar o
compromisso da vivência de sua mensagem de amor.
-O hospital, em suas origens, está intimamente ligada à história do Sanatório Espírita Uberabense, fundado pela família de Dona Maria Modesto Cravo.
-
O Sanatório Espírita Uberabense foi inaugurado em 31 de Dezembro de
1933 e, na erraticidade, Eurípedes lança as sementes do Hospital
Esperança em plena década de 30.
-
Eurípedes Barsanulfo reencarna em 1880, deixando na vida espiritual um
projeto em andamento, no qual faz parte Dona Modesta e um número imenso
de almas.
- Em 1899, dona Modesta regressa ao corpo e, na sua juventude reencontra com o apóstolo de sacramento e é por ele curada.
-
Eurípedes retorna à vida espiritual em 1918 para continuar seu projeto,
e Dona Modesta assume o compromisso de erguer o pólo de ligação terrena
com a obra já iniciada no Mundo Espiritual e, temporariamente, sob a
tutela do Doutor Bezerra de Menezes, desencarnado em 1900.
-
O Hospital faz parte do Planejamento do “Espírito Verdade” no
transporte da árvore do evangelho para o Brasil, pois, logo depois de
lançada as bases da Doutrina em plena França positivista,
ele (o Espírito) trouxe as sementes doutrinárias para esse rincão que,
há esse tempo, já estava predestinado, há 400 anos, em se tornar o
celeiro da mensagem cristã à luz da imortalidade.
-O
Missionário buscou o apoio dos Benfeitores de Mais Alto, para que
conduzissem a Jesus uma proposta sua, caracterizada pelo interesse de
edificação de um Nosocômio Espiritual, especializado em loucura, para
aquele que desequilíbrio apresentassem após a morte do corpo físico, e
que também serviria de Escola viva, como igualmente de laboratório, para
a preparação das suas reencarnações futuras em estado menos doloroso e
com possibilidades mais seguras de recuperação.
-Eurípedes
providenciou a convocação de admiráveis psiquiatras e psicólogos
desencarnados, que haviam na terra cuidado das desafiadoras patologias
obsessivas e auto-obsessivas.
-
Obedecendo a um plano cuidadoso, foram erguidos diversos blocos, que
deveriam atender a patologias específicas, tais como delírios graves,
possessões de longo porte, consciências autopunitivas, desespero por
conflitos íntimos, fixações mórbidas, hebetação mental, autismo
conseqüente a arrependimentos tardios, esquizofrenias
tenebrosas,obsessões compulsivas,etc.
-
Muitos companheiros doentes, aqui internados, portadores de outras
patologias, foram aquinhoados com a dádiva da constatação da continuação
da vida após a morte, e não obstante esse conhecimento, utilizaram das
faculdades mediúnicas para dar vazão aos tormentos pretéritos ainda
vivos no inconsciente, que deveriam vencer a qualquer preço.
-
Aqui são albergados também portadores de distúrbios sexuais e, como
sabemos, o sexo é santuário da vida, que não pode ser perturbado sem
tormentosas conseqüências para o seu depositário e,
abnegados especialistas em sexologia aqui trabalham de modo a agirem
nas causas dos dramas que se desenrolaram por largo tempo.
-
Além do Ministério de Recuperação de Pacientes Mentais, muitos
candidatos a reencarnações como futuros Psicoterapeutas e estudiosos da
alma, vêm fazendo estágio, a fim de adquirirem conhecimentos para
lidar com os problemas volumosos da obsessão, dos transtornos
psicológicos e das psicopatologias.
-
De Thomas Willis, o psiquiatra inglês do Séc XVII, a Filipe Pinel, de
Mesmer a charcot, a Freud, a Jung, muitas aulas têm sido ministradas, e
debates são estabelecidos para que se encontrem os melhores métodos
terapêuticos para imediata aplicação, não apenas nos internos como em
favor dos viajantes da terra.
-
Outrossim, muito deles não conheceram o trabalho incomum de Allan
Kardec, especialmente no que diz respeito às psicopatologias por
obsessão e muitos não pesquisaram o valioso contributo do mestre Lionês
por preconceito acadêmico, e tudo quanto ignoravam nessa área preferiram
situar no verbete Ocultismo, pronunciando de maneira depreciativa.
Tratamentos realizados no Hospital
-
Musicoterapia, preceterapia, amorterapia são as bases de todos os
procedimentos aqui praticados, conforme as síndromes, a extensão do
distúrbio, a gravidade do problema.
- As
indiscutíveis terapias desobsessivas recebem cuidados especiais,
particularmente nos processos de vampirização, para liberar aqueles que
se submetem as suas vítimas
-
Cirurgias espirituais de retirada de implantes perturbadores, que foram
fixados no cérebro e prosseguem vibrando na área correspondente do
psicossoma
- Regressões a experiências pregressas em cujas vivências se originaram os enfrentamentos e os ódios
- Liberação de hipnoses profundas
- Reestruturação do pensamento danificado pelas altas cargas de vibrações deletérias desde a vida física
- Reencontros com afetos preocupados com a recuperação de familiares
-
Fluidoterapia , movimentando energias internas e trabalhando as da
natureza, que são direcionadas aos Centros Perispirituais e Chakras
- Psicoterapia mediante palestras comovedoras e ricas de ensinamento libertadores dos vícios.
quarta-feira, 26 de junho de 2013
Humildade x Orgulho
Essa palavra é muito usada, mas nem todas as pessoas conseguem entender o seu verdadeiro significado.
O termo humildade vem de húmus, palavra de origem latina que quer dizer terra fértil, rica em nutrientes e preparada para receber a semente.
Assim, uma pessoa humilde está sempre disposta a aprender e deixar brotar no solo fértil da sua alma, a boa semente.
A verdadeira humildade é firme, segura, sóbria, e jamais compartilha com a hipocrisia ou com a pieguice.
A humildade é a mais nobre de todas as virtudes pois somente ela predispõe o seu portador, é sabedoria real.
O contrário de humildade é orgulho, porque o orgulhoso nega tudo o que a humildade defende.
O orgulhoso é soberbo, julga-se superior e esconde-se por trás da falsa humildade ou da tola vaidade.
Alguns exemplos talvez tornem mais claras as nossas reflexões:
Quando, por exemplo, uma pessoa humilde comete um erro, diz: “eu me equivoquei”, pois sua intenção é de aprender, de crescer. Mas quando uma pessoa orgulhosa comete um erro, diz: “não foi minha culpa”, porque se acha acima de qualquer suspeita.
A pessoa humilde trabalha mais que a orgulhosa e por essa razio tem mais tempo.
Uma pessoa orgulhosa esta sempre “muito ocupada” para fazer o que é necessário. A pessoa humilde enfrenta qualquer dificuldade e sempre vence os problemas.
A pessoa orgulhosa dá desculpas, mas não dá conta das suas obrigações e pendências. Uma pessoa humilde se compromete e realiza.
Uma pessoa orgulhosa se acha perfeita. A pessoa humilde diz: “eu sou bom, porém não tão bom como eu gostaria de ser”.
A pessoa humilde respeita aqueles que lhe são superiores e trata de aprender algo com todos. A orgulhosa resiste àqueles que lhe são superiores e trata de pôr-lhes defeitos.
O humilde sempre faz algo mais, além da sua obrigação. O orgulhoso não colabora, e sempre diz: “eu faço o meu trabalho”.
Uma pessoa humilde diz: “deve haver uma maneira melhor para fazer isto, e eu vou descobrir”. A pessoa orgulhosa afirma: “sempre fiz assim e não vou mudar meu estilo”.
A pessoa humilde compartilha suas experiências com colegas e amigos, o orgulhoso as guarda para si mesmo, porque teme a concorrência.
A pessoa orgulhosa não aceita criticas, a humilde está sempre disposta a ouvir todas as opiniões e a reter as melhores.
Quem é humilde cresce sempre, quem é orgulhoso fica estagnado, iludido na falsa posição de superioridade.
O orgulhoso se diz céptico, por achar que não pode haver nada no universo que ele desconheça, o humilde reverencia ao criador, todos os dias, porque sabe que há muitas verdades que ainda desconhece.
Uma pessoa humilde defende as idéias que julga nobres, sem se importar de quem elas venham. A pessoa orgulhosa defende sempre suas idéias, não porque acredite nelas, mas porque são suas.
Enfim, como se pode perceber, o orgulho é grilhão que impede a evolução das criaturas, a humildade é chave que abre as portas da perfeição.
Você sabe por que o mar é tão grande? Tão imenso? Tão poderoso?
É porque foi humilde o bastante para colocar-se alguns centímetros abaixo de todos os rios.
Sabendo receber, tornou-se grande. Se quisesse ser o primeiro, se quisesse ficar acima de todos os rios, não seria mar, seria uma ilha. E certamente estaria isolado.
Autor:
Texto da Equipe de Redação do Momento Espírita.
fonte: http://blog.forumespirita.net/2013/06/03/humildade-x-orgulho/?utm_source=feedburner&utm_medium=email&utm_campaign=Feed%3A+blogforumespirita+%28Blog+F%C3%B3rum+Esp%C3%ADrita%29
Não perdoar - Chico Xavier e Waldo Vieira
Bezerra de Menezes, já devotado à Doutrina Espírita, almoçava, certa feita, em casa de Quintino Bocaiúva, o grande republicano, e o assunto era o Espiritismo, pelo qual o distinto jornalista passara a interessar-se.
Em meio da conversa, aproxima-se um serviçal e comunica ao dono da casa:
- Doutor, o rapaz do acidente está aí com um policial.
Quintino, que fora surpreendido no gabinete de trabalho com um tiro de raspão, que, por pouco, não lhe atingiu a cabeça, estava indignado com o servidor que inadvertidamente fizera o disparo.
- Manda-o entrar – ordenou o político.
- Doutor – roga o moço preso, em lágrimas -, perdoe o meu erro! Sou pai de dois filhos…
Compadeça-se! Não tinha qualquer má intenção…
Se o senhor me processar, que será de mim? Sua desculpa me livrará! Prometo não mais brincar com armas de fogo! Mudarei de bairro, não incomodarei o senhor…
O notável político, cioso da própria tranqüilidade, respondeu:
- De modo algum. Mesmo que o seu ato tenha sido de mera imprudência, não ficará sem punição.
Percebendo que Bezerra se sentia mal, vendo-o assim encolerizado, considerou, à guisa de resposta indireta:
- Bezerra, eu não perdôo, definitivamente não perdôo…
Chamado nominalmente à questão, o amigo exclamou desapontado:
- Ah! você não perdoa!
Sentindo-se intimamente desaprovado, Quintino falou, irritado:
- Não perdôo erro. E você acha que estou fora do meu direito?
O Dr. Bezerra cruzou os braços com humildade e respondeu:
- Meu amigo, você tem plenamente o direito de não perdoar, contanto que você não erre…
A observação penetrou Quintino como um raio.
O grande político tomou um lenço, enxugou o suor que lhe caía em bagas, tornou à cor natural, e, após refletir alguns momentos, disse ao policial:
- Solte o homem. O caso está liquidado.
E para o moço que mostrava profundo agradecimento:
- Volte ao serviço hoje mesmo, e ajude na copa.
Em seguida, lançou inteligente olhar para Bezerra, e continuou a conversação no ponto em que haviam ficado.
pelo Espírito Hilário Silva – Do livro: Almas em Desfile, Médiuns: Francisco Cândido Xavier e Waldo Vieira.
fonte: http://www.espiritbook.com.br/profiles/blog/show?id=6387740%3ABlogPost%3A234001&xgs=1&xg_source=msg_share_post
segunda-feira, 24 de junho de 2013
Parábola da Pequena Alma
De Neale Donald Walsch.
(Trecho do livro: Conversando com Deus III)
“Você pode escolher qualquer Parte de Deus que desejar”, disse Eu para a Pequena Alma. “É Absoluta Divindade, experimentando-Se. Que Aspecto da Divindade deseja agora experimentar?”
“O Senhor quer dizer que eu tenho uma escolha?”, perguntou a Pequena Alma. E Eu respondi: “Sim. Pode querer experimentar qualquer Aspecto da Divindade em, como e através de você”.
“Está bem”, disse a Pequena alma, “Então escolho o Perdão. Quero experimentar meu Eu como o Aspecto de Deus chamado Perdão Total”.
Bem, isso criou um pequeno desafio, como você pode imaginar.
Não havia ninguém para perdoar. Tudo que Eu criei é Perfeição e Amor.
“Ninguém para perdoar?, perguntou a Pequena Alma, com uma certa incredulidade.
“Ninguém, repeti. “Olhe ao seu redor. Vê almas menos perfeitas, menos maravilhosas do que você”?
Então a Pequena Alma se virou e ficou surpresa ao ver-se cercada de todas as almas do céu. Elas tinham vindo de um Reino distante, porque souberam que a Pequena Alma estava tendo uma extraordinária conversa com Deus.
“Não vejo nada menos perfeito do que eu!”, exclamou a Pequena Alma. “Então, a quem devo perdoar”?
Naquele exato momento, uma alma deu um passo para à frente na multidão. “Pode me perdoar”, disse aquela Alma Amigável.
“Pelo quê?”, perguntou a Pequena Alma.
“Eu surgirei em sua próxima vida física e lhe farei algo para que me perdoe”, respondeu a Alma Amigável.
“Mas o quê? O que você, um ser de Luz Perfeita, poderia me fazer para eu desejar perdoá-la?”, quis saber a Pequena Alma.
“Ah”, sorriu a Alma Amigável, “sei que poderíamos pensar em alguma coisa”.
“Mas porque você ia querer fazer isso”? A Pequena Alma não podia imaginar porque um ser de tanta perfeição poderia querer diminuir sua vibração a ponto de fazer algo “ruim”.
“É simples”, explicou a Alma Amigável, “porque a amo. Você quer se experimentar como Perdão, não é? Além disso, já fez o mesmo por mim”.
“Fiz?”, perguntou a Pequena Alma.
É claro que sim. Não se lembra? Temos sido Tudo, você e eu.
Temos sido o Alto e o Baixo, a Esquerda e a Direita, o Aqui e o Lá, o Agora e o Então. Temos sido o Grande e o Pequeno, o Masculino e o Feminino, o Bem e o Mal. Temos sido Tudo isso.
E concordamos em ser tudo isso, para cada um de nós poder se experimentar como a Parte Mais Grandiosa de Deus. Porque compreendemos que…
Na ausência do que Você Não É, Aquilo que Você É, NÃO É.
Na ausência do ‘ frio’, você não pode ser ‘quente’. Na ausência do ‘triste’, você não pode ser ‘alegre’, sem um coisa chamada ‘mal’, a experiência que chama de ‘ bem’ não pode existir.
Se você escolhe ser uma coisa, algo ou alguém oposto a isso tem de aparecer em algum lugar do universo para torná-la possível”.
Então a Alma Amigável explicou que aquelas pessoas eram Anjos Especiais de Deus, e aquelas condições Dádivas de Deus.
“Eu só lhe peço uma coisa em troca”, disse a Alma Amigável.
“Peça o que quiser! Qualquer coisa”, disse em voz alta a Pequena Alma. Tinha ficado empolgada ao saber que poderia experimentar todos os Aspectos Divinos de Deus. Agora compreendia O Plano.
“Quando eu a golpear”, disse a Alma Amigável, “no momento em que lhe fizer a pior coisa que poderia imaginar – nesse exato momento… lembre-se de Quem Realmente Sou”.
“Ah, eu não me esquecerei!”, prometeu a Pequena Alma. “Verei você com a perfeição que vejo agora, e sempre me lembrarei de Quem É, sempre”.
Essa é uma história extraordinária, uma parábola incrível!
E a promessa da Pequena Alma é a promessa que Eu lhe faço. É isso que é imutável. Contudo, você Minha Pequena Alma, cumpriu essa promessa feita a outras?
Não. Sinto dizer que não.
Não se sinta triste por isso. Sinta-se feliz por saber que é verdade, e com sua decisão de viver uma nova verdade.
Por que Deus é um trabalho em andamento, como você também é. E sempre se lembre de que:
Se vocês se vissem como Deus os vê, sorririam muito.
Então agora vão e vejam um ao outro Como Quem Realmente São.
Observem. Observem. OBSERVEM.
Eu já disse que a principal diferença entre vocês e os seres muito evoluídos é que os seres muito evoluídos observam mais.
fonte: http://blog.forumespirita.net/2013/06/19/parabola-da-pequena-alma/?utm_source=feedburner&utm_medium=email&utm_campaign=Feed%3A+blogforumespirita+%28Blog+F%C3%B3rum+Esp%C3%ADrita%29
Acreditar e agir
Um viajante caminhava pelas margens de um grande lago de águas cristalinas e imaginava uma forma de chegar até o outro lado, onde era seu destino.
Suspirou profundamente enquanto tentava fixar o olhar no horizonte. A voz de um homem de cabelos brancos quebrou o silêncio momentâneo, oferecendo-se para transportá-lo. Era um barqueiro.
O pequeno barco envelhecido, no qual a travessia seria realizada, era provido de dois remos de madeira de carvalho.
O viajante olhou detidamente e percebeu o que pareciam ser letras em cada remo. Ao colocar os pés empoeirados dentro do barco, observou que eram mesmo duas palavras.
Num dos remos estava entalhada a palavra acreditar e no outro, agir.
Não podendo conter a curiosidade, perguntou a razão daqueles nomes originais dados aos remos.
O barqueiro pegou o remo, no qual estava escrito acreditar, e remou com toda força.
O barco, então, começou a dar voltas, sem sair do lugar em que estava.
Em seguida, pegou o remo em que estava escrito agir e remou com todo vigor.
Novamente o barco girou em sentido oposto, sem ir adiante.
Finalmente, o velho barqueiro, segurando os dois remos, movimentou-os ao mesmo tempo e o barco, impulsionado por ambos os lados, navegou através das águas do lago, chegando calmamente à outra margem.
Então, o barqueiro disse ao viajante:
Este barco pode ser chamado de autoconfiança. E a margem é a meta que desejamos atingir.
Para que o barco da autoconfiança navegue seguro e alcance a meta pretendida, é preciso que utilizemos os dois remos, ao mesmo tempo, e com a mesma intensidade: agir e acreditar.
Não basta apenas acreditar, senão o barco ficará rodando em círculos. É preciso também agir, para movimentá-lo na direção que nos levará a alcançar a nossa meta.
Agir e acreditar. Impulsionar os remos com força e com vontade, superando as ondas e os vendavais e não esquecer que, por vezes, é preciso remar contra a maré.
* * *
Gandhi tinha uma meta: libertar seu povo do jugo inglês. Tinha também uma estratégia: a não-violência.
Sua autoconfiança foi tanta que atingiu a sua meta sem derramamento de sangue. Ele não só acreditou que era possível, mas também agiu com segurança.
Madre Teresa também tinha uma meta: socorrer os pobres abandonados de Calcutá. Acreditou e agiu, superando a meta inicial, socorrendo pobres do mundo inteiro.
Albert Schweitzer traçou sua meta e chegou lá. Deixou o conforto da cidade grande e se embrenhou na selva da África francesa para atender aos nativos, no mais completo anonimato.
Como estes, teríamos outros tantos exemplos de homens e mulheres que não só acreditaram, mas que tornaram realidade seus planos de felicidade e redenção particular.
* * *
E você? Está remando com firmeza para atingir a meta a que se propôs?
Se o barco da sua autoconfiança está parado no meio do caminho ou andando em círculos, é hora de tomar uma decisão e impulsioná-lo com força e com vontade.
Lembre que só você poderá acioná-lo utilizando-se dos dois remos: agir e acreditar.
* * *
Caso você ainda não tenha uma meta traçada ou deseje refazer a sua, considere alguns pontos:
verifique se os caminhos que irá percorrer não estarão invadindo a propriedade de terceiros;
se as águas que deseja navegar estão protegidas dos calhaus da inveja, do orgulho, do ódio;
e, antes de movimentar o barco, verifique se os remos não estão corroídos pelo ácido do egoísmo.
Depois de tomar todas estas precauções, siga em frente e boa viagem.
Redação do Momento Espírita
“A maior caridade que podemos fazer pela Doutrina Espírita é a sua divulgação.” Chico Xavier – Emmanuel
fonte: http://blog.forumespirita.net/2013/06/22/acreditar-e-agir/?utm_source=feedburner&utm_medium=email&utm_campaign=Feed%3A+blogforumespirita+%28Blog+F%C3%B3rum+Esp%C3%ADrita%29
“Dar de graça o que de graça se recebe”!
“Não nos cumpre julgar o labor dos seres humanos; apenas desejamos destacar o “quantum” de renúncia e de trabalho que os humildes oferecem para o bem alheio. É óbvio que terá mais merecimento perante Deus a preta velha que, mesmo prejudicada no seu labor doméstico ainda presta serviços de amor ao próximo, no benzimento ou no “desmancho” gratuito, que a mulher que só o faz a troco de boa remuneração dos seus consulentes.
Mas não exagereis demasiadamente esse conceito do “dai de graça”, quando o aplicais exclusivamente no julgamento alheio, pois que recebidos “de graça” são todos os dons que recebeis de Deus, visto que ele é o verdadeiro doador da vida. Todos vós estais cheios desses dons: os olhos, as mãos, os ouvidos, o paladar, o olfato e o tato são dádivas que o Pai vos concedeu para o crescimento espiritual. No entanto, esses bens sublimes que muitos os transformam em instrumento para prognosticar a que da moral da irmã desavisada, o fracasso do amigo ou a decadência do cidadão íntegro.
A língua generosa é usada para a palavra acusadora, fescenina, blasfema e insultuosa; os ouvidos se aguçam na colheita da maledicência, da intriga e da notícia exagerada para as fontes de escândalo; as mãos, criadas para instrumento das bênçãos do trabalho, da carícia e do serviço ao bem, esbofeteiam, apontam defeitos, produzem o roubo, constroem canhões, punhais, revólveres e aparelhamento de morte de todo género! Os dons do olfato se pervertem na busca dos perfumes voluptuosos das alcovas do vício, ou das emanações do éter, ou da nicotina deprimente; o paladar deixa-se desregrar com os alcoólicos das tabernas ou com os corrosivos elegantes de etiquetas douradas!
Depois do mau emprego desses dons magníficos, que de graça o Pai vos oferece, cremos que é bem desculpável o ato da preta velha que aceita a moeda para o leite do filho ou o vestido para a filhinha, oferecendo, em troca, orações, bênçãos, simpatias, acompanhadas do indefectível “louvado seja nosso sinhô Zezuis-Cristo”!
A indústria da Fé, que é muito mais preferida pelos doutos do vosso mundo, aufere vultoso rendimento no mecanismo das rezas e dos louvores, sem que isso provoque censuras de vossa parte. A ciência, sob o aparato impressionante da terminologia clássica, também exerce, por vezes, o seu mister através do inglório comércio deliberadamente explorador da dor humana!”
fonte: http://blog.forumespirita.net/2013/06/23/dar-de-graca-o-que-de-graca-se-recebe/?utm_source=feedburner&utm_medium=email&utm_campaign=Feed%3A+blogforumespirita+%28Blog+F%C3%B3rum+Esp%C3%ADrita%29
segunda-feira, 17 de junho de 2013
Ajude a manter o Momento de Reflexão comprando produtos da Livraria 18 de Abril:
O Além e a Sobrevivência do Ser - Especial
LEON DENIS
FILOSÓFICO
Que
é feito daqueles que deixaram, pelo fenômeno da morte, os ambientes do
mundo em que vivemos? Este livro comprova a sobrevivência do Espírito
após a sua experiência no mundo material. Citando as investigações e as
experiências de cientistas de renome, como Willian Crookes, Oliver
Lodge, Cesare Lombroso e outros, o autor relata casos de comunicação dos
Espíritos, obedecendo aos procedimentos científicos do método
experimental. Apresenta um quadro preciso da questão da sobrevivência do
ser, exaltando a importância da Doutrina Espírita com esta afirmação,
entre outras: "Graças a ela, o homem adquire uma noção mais exata do seu
valor, das forças adormecidas dentro de si, uma idéia mais elevada de
suas responsabilidades e do seu dever".
Fidelidade e interesses
Era uma vez um jovem que recebeu do rei a tarefa de levar uma mensagem e alguns diamantes a outro rei de uma terra distante.
Recebeu também o melhor cavalo do reino para carregá-lo na jornada.
Cuida do mais importante e cumprirás a missão! Disse o soberano ao se despedir.
Assim,
o jovem preparou o seu alforje. Escondeu a mensagem na bainha da calça e
colocou as pedras numa bolsa de couro amarrada na cintura, por baixo
das vestes.
Pela
manhã, bem cedo, sumiu no horizonte. E não pensava sequer em falhar.
Queria que todo o reino soubesse que era um nobre e valente rapaz,
pronto para desposar a princesa. Aliás, esse era o seu sonho e parecia
que a princesa correspondia às suas esperanças.
Para
cumprir rapidamente sua tarefa, por vezes deixava a estrada e pegava
atalhos que sacrificavam sua montaria. Dessa forma, exigia o máximo do
animal. Quando parava em uma estalagem, deixava o cavalo ao relento, não
lhe tirava a sela nem a carga, tampouco se preocupava em lhe dar de
beber ou comer.
Assim, meu jovem, acabas perdendo o animal, disse alguém.
Não me importo, respondeu ele. Tenho dinheiro. Se este morrer, compro outro. Nenhuma falta fará!
Com
o passar dos dias e sob tamanho esforço, o pobre animal não suportou
mais os maus tratos e caiu morto na estrada. O jovem simplesmente o
amaldiçoou e seguiu o caminho a pé. Mas como naquela região havia poucas
fazendas e eram muito distantes uma das outras, em poucas horas o moço
se deu conta da falta que lhe fazia o animal.
Estava
exausto e sedento. Já tinha deixado pelo caminho toda a tralha, com
exceção das pedras, pois lembrava da recomendação do rei: "cuida do mais
importante!" Seu passo se tornou curto e lento e as paradas, freqüentes
e longas.
Como sabia que poderia cair a qualquer momento e temendo ser assaltado, escondeu as pedras no salto de sua bota.
Mais
tarde, caiu exausto no pó da estrada onde ficou desacordado por longo
tempo. No entanto, uma caravana de mercadores que seguia viagem para o
seu reino, o encontrou e cuidou dele.
Quando
o jovem recobrou os sentidos, estava de volta em sua cidade.
Imediatamente foi ter com o rei para contar o que havia acontecido e sem
remorso jogou toda a culpa do insucesso no cavalo "fraco e doente" que
recebera.
Porém,
majestade, conforme me recomendaste, "cuida do mais importante", aqui
estão as pedras que me confiaste. Devolvo-as a ti. Não perdi uma sequer.
O rei as recebeu de suas mãos com tristeza e o despediu, mostrando completa frieza diante de seus argumentos.
Abatido,
o jovem deixou o palácio arrasado. Em casa, ao tirar a roupa suja,
encontrou na bainha da calça a mensagem do rei, que dizia: "Ao meu
irmão, rei da terra do norte! O jovem que te envio é candidato a casar
com minha filha. Esta jornada é uma prova. Dei a ele alguns diamantes e
um bom cavalo.
Recomendei
que cuidasse do mais importante. Faz-me, portanto, este grande favor e
verifica o estado do cavalo. Se o animal estiver forte e viçoso, saberei
que o jovem é fiel e sabe reconhecer quem o auxilia na jornada.
Se,
porém, perder o animal e apenas guardar as pedras, não será um bom
marido nem rei, pois terá olhos apenas para o tesouro do reino e não
dará importância à rainha nem àqueles que o servem".
Pense nisso!
Saber reconhecer aqueles que verdadeiramente nos auxiliam no dia-a-dia é, sem dúvida, um grande desafio para muitos de nós.
Dar
valor aos empregados domésticos que estão sempre à disposição para nos
atender prontamente, e que, por vezes, adivinham até nossos pensamentos e
gostos.
Reconhecer o valor dos familiares, que se constituem em verdadeiros sustentáculos nas horas difíceis que às vezes chegam.
Ser
fiel aos amigos sinceros que caminham conosco e até dividem o peso da
nossa cruz, para nos aliviar os ombros a fim de que recobremos as
forças.
Agindo
assim, estaremos realmente cuidando do mais importante, que são esses
diamantes raros que não têm preço e que ladrão nenhum tem interesse em
nos roubar.
Pense nisso!
Redação do Momento Espírita
sexta-feira, 14 de junho de 2013
O Espiritismo Exige Responsabilidade

Dentre as principais finalidades de um Centro Espírita, destacam-se, o amparo, o esclarecimento e o consolo, à luz da Doutrina Espírita, que se fornecem a todos os irmãos necessitados que o procuram. Em primeiro lugar é óbvio que se algum espírita pretende ajudar alguém, à luz do Espiritismo, é necessário que ele conheça seus fundamentos básicos. É neste ponto que verificamos que surgem muitos problemas, de forma muito comum, em diversos Centros Espíritas de todo o Brasil. Infelizmente, muitos dirigentes e trabalhadores da Seara Espírita não conhecem a fundo (às vezes, nem superficialmente) as obras básicas do Espiritismo codificadas por Allan Kardec e por isso mesmo tornam-se inaptos a orientar algum necessitado, ou mesmo a proferir uma palestra sobre Espiritismo. Parece-nos que muitos ainda não conhecem aquelas velhas frases: "Temos de começar pelo começo" ou "Não se inicia a construção de uma casa pelo telhado, e sim pelo alicerce". É comum constatarmos que diversos Centros Espíritas e Federações de alguns Estados, em seus cursos básicos de Espiritismo, ou até mesmo em palestras abertas ao público em geral, releguem as obras de Kardec a um segundo plano, dando franca preferência a outros livros psicografados. E ainda orientam pessoas iniciantes na Doutrina a começarem a ler esse tipo de literatura que, queremos deixar bem claro, são importantes, louváveis e de inestimável valor, porém, para aqueles que já possuem conhecimento dos elementos básicos da Doutrina Espírita. Não é raro assistirmos palestras públicas, onde muitas pessoas lá se encontram pela primeira vez, e vemos que o expositor espírita, após esclarecer que aquele local é uma “Casa Kardecista”, se põe a falar sobre os bônus-hora, de ministérios existentes nas colônias espirituais, dos veículos de locomoção lá existentes etc.. Ora, se alguém de bom-senso, leigo em conhecimentos espíritas, assistir a esse tipo de palestra, logo duvidará da seriedade do Espiritismo e dos espíritas, pois, com razão, achará que tudo aquilo é ilógico ou se trata de algum conto de ficção. Não devemos nos esquecer de que todos os dias chegam aos Centros Espíritas pessoas oriundas de outras religiões, que nada conhecem sobre Espiritismo e por isso é que tanto em matéria de palestras, como em relação a orientar sobre leituras, é de suma importância que se dê ênfase às obras basilares da Doutrina, a saber: "O que é o Espiritismo", "O Livro dos Espíritos", e, para que essas pessoas não se confundam e, sim, sejam esclarecidas. Depois desses conhecimentos bem assentados em nossas mentes, é que poderemos pensar em dar continuidade, em cursos separados do curso básico, ao estudo regular e metódico de "O Livro dos Médiuns" e demais obras de Kardec. Somente aí é que estaremos realmente em condições de estudarmos as importantes e verdadeiras obras subsidiárias da Doutrina Espírita. Como dissemos em relação a essas últimas nada temos contra, muito pelo contrário, porém, reafirmamos que somente aqueles que já adquiriram conhecimentos das obras de Kardec serão capazes de absorver essas instruções. Caso contrário, estaremos orientando essas criaturas de forma distorcida e isso é uma irresponsabilidade.
Como podemos nos considerar espíritas sem o conhecimento das obras de Kardec? Como ingressarmos numa faculdade de medicina, por exemplo, no quarto ano de graduação, sem termos conhecimento dos três primeiros anos básicos? Certamente, não entenderíamos muita coisa do restante do curso, sentiríamos falta de conhecimentos básicos para compreendermos novas lições, e, se prosseguíssemos, sem dúvida, nos tornaríamos maus profissionais, pondo em risco a saúde dos pacientes, desprestigiando a medicina e os colegas de profissão. Esse simples exemplo serve como termo de comparação com o Centro Espírita. Se alguma pessoa tiver acesso a uma Casa Espírita e não lhe for apresentada corretamente a Doutrina Espírita, esta pessoa, caso continue a frequentar esse local, continuará com falta de conhecimento e coragem para solucionar esses problemas e, no futuro, será um médium ou trabalhador inseguro, cheio de dúvidas, e ignorante dos conhecimentos que necessita para si e também para poder ajudar aos outros.
Não achamos válida a justificativa que muitos irmãos utilizam-se de que "Kardec é difícil de entender" ou que "As obras de Kardec são maçantes". Recordamos textualmente as palavras do codificador na introdução de "O Livro dos Espíritos": "Mas jamais dissemos que esta ciência seja fácil nem que se possa aprendê-la brincando, como também não se dá como qualquer outra ciência. Nunca será demais repetir que ela exige estudo constante e quase sempre prolongado".
Se observarmos com profundidade as obras de Kardec chegaremos a conclusão de que ele sempre usou o bom senso e para não criar dúvidas procurou ser objetivo e simples durante a codificação. Devemos alertar que muitas obras de outros autores que são consideradas "fáceis de entender", além de muitas vezes conterem erros doutrinários, não nos tornam aptos a compreendermos correta e aprofundadamente a Doutrina Espírita, gerando, cedo ou tarde, dúvidas e confusão dentro de nós mesmos que preferimos o caminho "mais fácil". Daí a importância de termos dirigentes espíritas conscientes e responsáveis para essa difícil tarefa de conduzirem a Doutrina Espírita com o máximo de pureza doutrinária, de saberem criar cursos regulares de Espiritismo de maneira adequada e lógica, sempre à luz das obras de Kardec em primeiro lugar. Que nossos dirigentes respeitem o Espiritismo divulgando-o como ele é na realidade e não inserindo opiniões pessoais como sendo verdade. Daí também surge a necessidade gritante de se capacitarem melhor, se aprofundando nas obras de Kardec, de se atualizarem através de trocas de experiências com outros dirigentes de outras Casas Espíritas, da leitura e divulgação dos jornais espíritas, enfim, de estudar Kardec e entender melhor as lições Jesus para praticá-las com mais eficiência a cada dia que passa.
Pensemos nessa responsabilidade.
Dificuldades no Movimento Espírita
Não te aturdas pelo que vês nas fileiras da Seara Espírita, que almejavas grandiosa e bela: Dentre os quais são muitos os que se aninham na má vontade, esforçando-se por retardar o dia luminoso da grande renovação planetária.
Quer estejam no corpo físico, reencarnadas, quer ainda se achem aguardando novas oportunidades, na erraticidade.
Temos em nosso Movimento os que, da mesma maneira, evocam o nome do Senhor, admitindo sempre que não há nenhuma necessidade de que levem a sério o trabalho e os deveres que lhes cabem, já que os Guias do mundo são dotados de grande generosidade, são misericordiosos.
— Almas infantilizadas, nas quais ainda é verdoso o senso moral, enxameiam:
... Que, mesmo reconhecendo suas incapacidades, fazem questão de assumir posições e cargos de responsabilidade, que sabem que não responderão a contento, pelo fato de tais situações lhes conferir projeção ou destaque social.
Permanecem como estão, supondo que os Espíritos do Senhor lhes suprirão a má vontade e o relaxamento.
Achamo-los à frente de empresas que deveriam ser produtivas para o progresso da sociedade e que seguem a passos tartaruguescos.
— Temo-los liderando movimentos artísticos e culturais:
Vemos que cada um anseia por extrair benefícios imediatos da situação em que se aloja, desacreditando, convictamente, da vida imortal para além da matéria densa do mundo.
Trata de cumprir o que a ti te cabe, sem que as atitudes alheias te induzam ao desgoverno de ti mesmo, ou ao relaxamento para com teus compromissos perante a existência.
Aprende, ainda, a não depositar os ensinos rútilos do Espiritismo sob mãos francamente incapazes ou sob mentalidades insanas, pois que, sem contestação, mais cedo ou mais tarde:
Trata, pois, de mergulhar a mente nos ensinamentos felizes do Cordeiro de Deus e ajusta os teus passos na trilha por Ele deixada, e não te importunarás com os companheiros desviados da estrada por livre deliberação, conseguindo, então:
— Procurando, aí, sim, apesar das pelejas ardentes e das lágrimas inevitáveis dos teus testemunhos, seguir fiel e renovado, cheio de possibilidades para:
... A quantos o necessitem, na busca do Reino dos Céus, por meio dos roteiros do Espiritismo.
Assim, não te descompenses.
Hugo Reis.
Mensagem psicografada por Raul Teixeira.
Na Sociedade Espírita Francisco de Assis de Amparo aos Necessitados – SEFAN, em Ponta Grossa – PR.
A divulgação Espírita
"Há companheiros que se dizem contrários à divulgação espirita.
Julgam vaidade o propósito de se lhe exaltar os méritos e agradecer os benefícios nas iniciativas de caráter público.
Para eles, o Espiritismo fala por si e caminhará por si.
Estão certos nessa convicção mas isso não nos invalida o dever de colaborar na extensão do conhecimento espírita com o devotamento que a boa semente merece do lavrador.
- O ensino exige recintos para o magistério.
O Espiritismo deve ser apresentado por seus profitentes em sessões públicas.
- A cultura reclama publicações.
O Espiritismo tem a sua alavanca de expansão no livro que lhe expõe os postulados.
- A arte pede representações.
O Espiritismo não dispensa as obras que lhe exponham a grandeza.
- A indústria requisita produção que lhe demonstre o valor.
O Espiritismo possui a sua maior força nas realizações e no exemplo dos seus seguidores, em cujo rendimento para o bem comum se lhe define a excelência.
Não podemos relaxar a educação espírita, desprezando os instrumentos da divulgação de que dispomos a fim de estendê-la e honorificá-la.
Allan Kardec começou o trabalho doutrinário publicando as obras da codificação e instituindo uma sociedade promotora de reuniões de palestras públicas, uma revista e uma livraria para a difusão inicial da Revelação Nova.
Mas não é só.
Que Jesus estimou a publicidade, não para si mesmo, mas para o Evangelho, é afirmação que não sofre dúvida.
Para isso, encetou a sua obra aliciando doze agentes respeitáveis para lhe veicularem os ensinamentos e ele próprio fundou o cristianismo através de assembléias públicas.
O "ide e pregai" nasceu-lhe da palavra recamada de luz.
E compreendendo que a Boa Nova estava ameaçada pela influência judaizante em vista da comunidade apostólica confinar-se de modo extremo aos preceitos do Velho Testamento, após regressar às Esferas Superiores, comunicou-se numa estrada vulgar, chamando Paulo de Tarso para publicar-lhe os princípios junto à gentilidade a que Jerusalém jamais se abria.
Visto isso, não sabemos como estar no Espiritismo sem falar nele ou, em outras palavras, se quisermos preservar o Espiritismo e renovar-lhe as energias, a benefício do mundo, é necessário compreender-lhe as finalidades de escola e toda escola para cumprir seu papel precisa divulgar."
(André Luiz, Opinião Espírita, cap. 37, Editora CEC)
--------------------------------------------------------------------------------
Jornalismo Espírita
O estudioso da doutrina que se disponha a aprofundar-se no conhecimento de seus postulados e à pesquisa de seus princípios e sólidos fundamentos, para, posteriormente, divulgá-los e comentá-los, é um arauto designado pela Espiritualidade, que se anuncia pela letra e não pela voz.
Dele requer-se dedicação, sacrifícios, tolerância, senso acendrado de ética, ajuizamento dos fatos, mais com o coração do que com o cérebro.
Dele requer-se o entusiasmo, sem que, contudo, a fidelidade dos fatos possa ser prejudicada.
Dele requer-se ponderação, ainda que seu íntimo esteja em brasa, ante intransigências e incompreensões.
O jornalista espírita é um interprete, um tradutor das verdades kardequianas, que, pelos vícios do galicismo, pela variação de sentido das palavras, com o passar do tempo, torna-se muitas vezes, de difícil assimilação por muitos. O jornalista espírita é preparado para esta tarefa, porque nada, rigorosamente, é obra do acaso.
O êxito do jornalismo espírita faz estremecer as organizações de espíritos menos felizes, pois, quanto menos entendam os espíritas de sua Doutrina, mais fácil a semeadura de superstição, da descrença, da ritualística, das “verdades” sem lastro...
Quanto mais evolua a imprensa espírita, menos êxito terão os vassalos das interpretações polemizantes, sem outro objetivo que não o de cindir, de desarmonizar. Eis a razão pela qual, também nesse campo, existe tanto personalismo, tanta vaidade, tantos interesses pessoais se sobrepondo ao coletivo.
A Doutrina Espírita precisa de seu jornalismo. Não foi sem razão de ser que, em 1858, o Mestre Allan Kardec recebeu permissão da Espiritualidade Superior para iniciar a edição da Revista Espírita, não é sem motivo que a imprensa espírita cresce e se desenvolve, nascendo periódicos a quantos feneçam.
Honra, pois, aos verdadeiros jornalistas espíritas e seus periódicos; que prossigam na cruzada de amor às letras doutrinárias, que faz fremir corações e jubilam os espíritas que a ela se dedicam.
ADE-RJ Informa 55(ANO VII MAIO/JUNHO de 2002)
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O Dever da Propagação
Entre tantos chamamentos ao trabalho de divulgação espírita, há uma mensagem inserida por Allan Kardec em O Evangelho Segundo o Espiritismo com o título A felicidade não é deste mundo (capítulo V, item 20), que chama a atenção pela força de expressão em determinado trecho. Solicito ao leitor ler e reler com muita atenção o trecho referido, que transcrevemos: "Deveis todos consagrar-vos à propagação desse Espiritismo que já deu começo à vossa própria regeneração. Corre-vos o dever de fazer que os vossos irmãos participem dos raios da sagrada luz. Mãos, portanto, à obra, meus muito queridos filhos!".
Que belo trecho! Que convite mais direto! Que sagrada luz realmente a Doutrina dos Espíritos! Quantas vezes já não repassamos os olhos por aquela mensagem e não havíamos notado nas "entrelinhas" esta bela expressão assinada pelo espírito François-Nicolas-Madeleine, cardeal Morlot, em mensagem ditada em Paris em 1863.
As alegrias e o bem que nos têm proporcionado o Espiritismo poderão igualmente iluminar os lares e os corações de nossos irmãos que ainda não tiveram acesso ou ainda não conhecem esses ensinamentos. E a quem cabe o papel da distribuição dessas luzes, senão aos próprios espíritas em nossos grupos?
Estas considerações todas surgem em virtude da oportunidade da campanha lançada pela Associação dos Divulgadores do Espiritismo no Estado do Paraná _ ADE-PR _ em favor da imprensa espírita. Objetivando estimular a leitura, distribuição, comentário, divulgação e inclusive assinaturas de nossos veículos de imprensa espírita (e claro visando também a viabilidade, manutenção e sobrevivência desses órgãos), a campanha lançada no Paraná no último 29 de julho espera contagiar o país. Afinal, é ela, a imprensa, que leva a informação, a conscientização e forma _ ao lado do estudo doutrinário _ o espírita consciente e participativo.
Já não é hora de nossas Instituições Espíritas voltarem seus olhos para os jornais e revistas espíritas em circulação _ distribuindo-os e comentando o conteúdo dessas publicações _, estimulando o público a assinar revistas e jornais espíritas, ao invés de relegá-los ao abandono e ao mofo? Quantas informações preciosas não estão lá, nas páginas idealisticamente elaboradas e mantidas a custo de sacrifícios...
Como desprezar isto? Como esquecer o esforço da imprensa?
Surgem inúmeras desculpas: o povo não lê, o povo não tem dinheiro, estamos distribuindo cestas básicas. Tudo muito certo e coerente. Mas... A divulgação, o estudo e a participação precisam ser estimulados. O público freqüentador fará o que for estimulado pelo dirigente. Se for valorizado na Casa o jornal, a revista, o público ou o grupo trabalhador dará a estes órgãos a atenção e consideração que eles efetivamente merecem.
Apenas isto está faltando: a adesão do dirigente.
Não veja o jornal ou a revista como algo dispensável. Pense no valor das publicações, nas jóias que estão em suas páginas. Pense nos caminhos que eles vão abrir... Isto tornará o espírita consciente, participativo...
É notável a iniciativa da ADE-PR! Nossos cumprimentos aos companheiros!
Vamos prestar atenção nela. Vamos reler o conselho do espírito acima citado e começar a olhar com mais amor o apoio que todos devemos aos nossos órgãos de imprensa, como este jornal, por exemplo...
Orson Peter Carrara - Mundo Espírita, setembro de 2001
Julgam vaidade o propósito de se lhe exaltar os méritos e agradecer os benefícios nas iniciativas de caráter público.
Para eles, o Espiritismo fala por si e caminhará por si.
Estão certos nessa convicção mas isso não nos invalida o dever de colaborar na extensão do conhecimento espírita com o devotamento que a boa semente merece do lavrador.
- O ensino exige recintos para o magistério.
O Espiritismo deve ser apresentado por seus profitentes em sessões públicas.
- A cultura reclama publicações.
O Espiritismo tem a sua alavanca de expansão no livro que lhe expõe os postulados.
- A arte pede representações.
O Espiritismo não dispensa as obras que lhe exponham a grandeza.
- A indústria requisita produção que lhe demonstre o valor.
O Espiritismo possui a sua maior força nas realizações e no exemplo dos seus seguidores, em cujo rendimento para o bem comum se lhe define a excelência.
Não podemos relaxar a educação espírita, desprezando os instrumentos da divulgação de que dispomos a fim de estendê-la e honorificá-la.
Allan Kardec começou o trabalho doutrinário publicando as obras da codificação e instituindo uma sociedade promotora de reuniões de palestras públicas, uma revista e uma livraria para a difusão inicial da Revelação Nova.
Mas não é só.
Que Jesus estimou a publicidade, não para si mesmo, mas para o Evangelho, é afirmação que não sofre dúvida.
Para isso, encetou a sua obra aliciando doze agentes respeitáveis para lhe veicularem os ensinamentos e ele próprio fundou o cristianismo através de assembléias públicas.
O "ide e pregai" nasceu-lhe da palavra recamada de luz.
E compreendendo que a Boa Nova estava ameaçada pela influência judaizante em vista da comunidade apostólica confinar-se de modo extremo aos preceitos do Velho Testamento, após regressar às Esferas Superiores, comunicou-se numa estrada vulgar, chamando Paulo de Tarso para publicar-lhe os princípios junto à gentilidade a que Jerusalém jamais se abria.
Visto isso, não sabemos como estar no Espiritismo sem falar nele ou, em outras palavras, se quisermos preservar o Espiritismo e renovar-lhe as energias, a benefício do mundo, é necessário compreender-lhe as finalidades de escola e toda escola para cumprir seu papel precisa divulgar."
(André Luiz, Opinião Espírita, cap. 37, Editora CEC)
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Jornalismo Espírita
O estudioso da doutrina que se disponha a aprofundar-se no conhecimento de seus postulados e à pesquisa de seus princípios e sólidos fundamentos, para, posteriormente, divulgá-los e comentá-los, é um arauto designado pela Espiritualidade, que se anuncia pela letra e não pela voz.
Dele requer-se dedicação, sacrifícios, tolerância, senso acendrado de ética, ajuizamento dos fatos, mais com o coração do que com o cérebro.
Dele requer-se o entusiasmo, sem que, contudo, a fidelidade dos fatos possa ser prejudicada.
Dele requer-se ponderação, ainda que seu íntimo esteja em brasa, ante intransigências e incompreensões.
O jornalista espírita é um interprete, um tradutor das verdades kardequianas, que, pelos vícios do galicismo, pela variação de sentido das palavras, com o passar do tempo, torna-se muitas vezes, de difícil assimilação por muitos. O jornalista espírita é preparado para esta tarefa, porque nada, rigorosamente, é obra do acaso.
O êxito do jornalismo espírita faz estremecer as organizações de espíritos menos felizes, pois, quanto menos entendam os espíritas de sua Doutrina, mais fácil a semeadura de superstição, da descrença, da ritualística, das “verdades” sem lastro...
Quanto mais evolua a imprensa espírita, menos êxito terão os vassalos das interpretações polemizantes, sem outro objetivo que não o de cindir, de desarmonizar. Eis a razão pela qual, também nesse campo, existe tanto personalismo, tanta vaidade, tantos interesses pessoais se sobrepondo ao coletivo.
A Doutrina Espírita precisa de seu jornalismo. Não foi sem razão de ser que, em 1858, o Mestre Allan Kardec recebeu permissão da Espiritualidade Superior para iniciar a edição da Revista Espírita, não é sem motivo que a imprensa espírita cresce e se desenvolve, nascendo periódicos a quantos feneçam.
Honra, pois, aos verdadeiros jornalistas espíritas e seus periódicos; que prossigam na cruzada de amor às letras doutrinárias, que faz fremir corações e jubilam os espíritas que a ela se dedicam.
ADE-RJ Informa 55(ANO VII MAIO/JUNHO de 2002)
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O Dever da Propagação
Entre tantos chamamentos ao trabalho de divulgação espírita, há uma mensagem inserida por Allan Kardec em O Evangelho Segundo o Espiritismo com o título A felicidade não é deste mundo (capítulo V, item 20), que chama a atenção pela força de expressão em determinado trecho. Solicito ao leitor ler e reler com muita atenção o trecho referido, que transcrevemos: "Deveis todos consagrar-vos à propagação desse Espiritismo que já deu começo à vossa própria regeneração. Corre-vos o dever de fazer que os vossos irmãos participem dos raios da sagrada luz. Mãos, portanto, à obra, meus muito queridos filhos!".
Que belo trecho! Que convite mais direto! Que sagrada luz realmente a Doutrina dos Espíritos! Quantas vezes já não repassamos os olhos por aquela mensagem e não havíamos notado nas "entrelinhas" esta bela expressão assinada pelo espírito François-Nicolas-Madeleine, cardeal Morlot, em mensagem ditada em Paris em 1863.
As alegrias e o bem que nos têm proporcionado o Espiritismo poderão igualmente iluminar os lares e os corações de nossos irmãos que ainda não tiveram acesso ou ainda não conhecem esses ensinamentos. E a quem cabe o papel da distribuição dessas luzes, senão aos próprios espíritas em nossos grupos?
Estas considerações todas surgem em virtude da oportunidade da campanha lançada pela Associação dos Divulgadores do Espiritismo no Estado do Paraná _ ADE-PR _ em favor da imprensa espírita. Objetivando estimular a leitura, distribuição, comentário, divulgação e inclusive assinaturas de nossos veículos de imprensa espírita (e claro visando também a viabilidade, manutenção e sobrevivência desses órgãos), a campanha lançada no Paraná no último 29 de julho espera contagiar o país. Afinal, é ela, a imprensa, que leva a informação, a conscientização e forma _ ao lado do estudo doutrinário _ o espírita consciente e participativo.
Já não é hora de nossas Instituições Espíritas voltarem seus olhos para os jornais e revistas espíritas em circulação _ distribuindo-os e comentando o conteúdo dessas publicações _, estimulando o público a assinar revistas e jornais espíritas, ao invés de relegá-los ao abandono e ao mofo? Quantas informações preciosas não estão lá, nas páginas idealisticamente elaboradas e mantidas a custo de sacrifícios...
Como desprezar isto? Como esquecer o esforço da imprensa?
Surgem inúmeras desculpas: o povo não lê, o povo não tem dinheiro, estamos distribuindo cestas básicas. Tudo muito certo e coerente. Mas... A divulgação, o estudo e a participação precisam ser estimulados. O público freqüentador fará o que for estimulado pelo dirigente. Se for valorizado na Casa o jornal, a revista, o público ou o grupo trabalhador dará a estes órgãos a atenção e consideração que eles efetivamente merecem.
Apenas isto está faltando: a adesão do dirigente.
Não veja o jornal ou a revista como algo dispensável. Pense no valor das publicações, nas jóias que estão em suas páginas. Pense nos caminhos que eles vão abrir... Isto tornará o espírita consciente, participativo...
É notável a iniciativa da ADE-PR! Nossos cumprimentos aos companheiros!
Vamos prestar atenção nela. Vamos reler o conselho do espírito acima citado e começar a olhar com mais amor o apoio que todos devemos aos nossos órgãos de imprensa, como este jornal, por exemplo...
Orson Peter Carrara - Mundo Espírita, setembro de 2001
Humanização e religiosidade na promoção de ações em saúde
Este tema - Saúde e
Religião - por muito tempo tem sido levantado, tomando seus elementos
como contraditórios no âmbito das ações do cuidado, como se o cuidado
técnico excluísse a dimensão da religiosidade nas possibilidades de
atuação dos profissionais de saúde.
Podemos ter reflexões acerca da relação entre Humanização e Religiosidade nas ações realizadas no campo da saúde, demonstrando que Saúde e Religião são aspectos consoantes às ações de cuidado, destruindo a necessidade de polarizar, dicotomizar, fazer discurso humanizador por incluir as crenças dos sujeitos, pacientes e cuidadores em uma relação menos técnica e mais humana.
Não é surpresa o quanto o tema religiosidade circula entre ao pacientes. É comum ouvi-los falar das suas compreensões a respeito dos motivos da doença: "É uma prova que Deus preparou para testar minha fé", ou “tenho que passar por isso, já que é a vontade de Deus”. Além do tratamento médico convencional, o paciente costuma recorrer à prática religiosa, entendendo que estas também podem promover a sua cura. Rezam, oram, fazem promessas, novenas, e o fato de adoecerem faz com que muitos recorram ao seu universo sociocultural, ao seu mundo de crenças, valores e práticas para construir sentidos, significados e formas de lidar com a sua aflição.
A Organização Mundial de Saúde (OMS) define “saúde” enquanto "[...] bem-estar biopsicossocial-espiritual [...]" (1948). Muitos procuram não viver o sofrimento físico dos pacientes e buscam enfrentar o desafio do cuidado com a solidão, isolamento e com a angústia e os anseios que dele advêm. É necessário ver para crer, mas também crer para ver, ser receptivo nas possibilidades que a ciência ainda não abarcou.
Para favorecer uma relação de confiança, precisa haver o conhecimento das crenças envolvidas e a relação de crença dos profissionais e dos pacientes. Os profissionais tendem a ser lógicos, estatísticos e rígidos, com menos esperança, e a atribuição da enfermagem, como fazer medicações e atender às necessidades do corpo. A diferença está na prática, na maneira pela qual executam as suas funções. Podem usar de carinho e paciência com os doentes, familiares e a equipe. Podem encarar a vida e a morte como uma experiência que ajuda a crescer e a amadurecer, favorecendo a atuação mais humanizada, menos mecânica e técnica, ou ceder à necessidade de isolamento emocional e executar um cuidado burocrático, frio, entendendo que a prática do cuidado se limita ao físico. O enfermeiro passa a concentrar a atenção cada vez mais em equipamentos, em pressão sanguínea, como forma desesperada de rejeitar a morte iminente, eximindo-se de cuidar do paciente como um todo emocional, social e espiritual.
Na verdade, são duas categorias profissionais fundamentais no processo terapêutico, considerando que a atenção em saúde deva ser integral e incluir, também, e, principalmente, o saber, a opinião e as considerações do próprio paciente e de sua família, se o paciente considera importante pedir uma bênção, um passe, uma oração ou qualquer outra intervenção de acordo com a tradição religiosa seguida por ele.
A cura não é obra de coincidência ou emissão espontânea. Cura é um ato criador, que exige todo esforço e toda a dedicação que as outras formas de criatividade reclamam (SIEGEL, 2001, p. 59). Será que não estamos passando por meras máquinas durante o processo do cuidar, deixando de lado um mínimo de necessidades humanas básicas? Isso independe da idade, sexo, cultura, escolaridade e fatores socioeconômicos. A fé é uma necessidade de apoio e uma força "suprema". Cabe deixar bem claro que o enfermeiro é um profissional com formação técnica, e, no exercício de sua função, ele não pode atuar como religioso, tendo o discernimento de não fazer pregações e apologias religiosas, porém, devem valorizar as manifestações de religiosidade, compreender que este é um fenômeno intrínseco à condição humana, e utilizar este fato como uma das ferramentas úteis para o sucesso do tratamento.
Márcio Borssato
Podemos ter reflexões acerca da relação entre Humanização e Religiosidade nas ações realizadas no campo da saúde, demonstrando que Saúde e Religião são aspectos consoantes às ações de cuidado, destruindo a necessidade de polarizar, dicotomizar, fazer discurso humanizador por incluir as crenças dos sujeitos, pacientes e cuidadores em uma relação menos técnica e mais humana.
Não é surpresa o quanto o tema religiosidade circula entre ao pacientes. É comum ouvi-los falar das suas compreensões a respeito dos motivos da doença: "É uma prova que Deus preparou para testar minha fé", ou “tenho que passar por isso, já que é a vontade de Deus”. Além do tratamento médico convencional, o paciente costuma recorrer à prática religiosa, entendendo que estas também podem promover a sua cura. Rezam, oram, fazem promessas, novenas, e o fato de adoecerem faz com que muitos recorram ao seu universo sociocultural, ao seu mundo de crenças, valores e práticas para construir sentidos, significados e formas de lidar com a sua aflição.
A Organização Mundial de Saúde (OMS) define “saúde” enquanto "[...] bem-estar biopsicossocial-espiritual [...]" (1948). Muitos procuram não viver o sofrimento físico dos pacientes e buscam enfrentar o desafio do cuidado com a solidão, isolamento e com a angústia e os anseios que dele advêm. É necessário ver para crer, mas também crer para ver, ser receptivo nas possibilidades que a ciência ainda não abarcou.
Para favorecer uma relação de confiança, precisa haver o conhecimento das crenças envolvidas e a relação de crença dos profissionais e dos pacientes. Os profissionais tendem a ser lógicos, estatísticos e rígidos, com menos esperança, e a atribuição da enfermagem, como fazer medicações e atender às necessidades do corpo. A diferença está na prática, na maneira pela qual executam as suas funções. Podem usar de carinho e paciência com os doentes, familiares e a equipe. Podem encarar a vida e a morte como uma experiência que ajuda a crescer e a amadurecer, favorecendo a atuação mais humanizada, menos mecânica e técnica, ou ceder à necessidade de isolamento emocional e executar um cuidado burocrático, frio, entendendo que a prática do cuidado se limita ao físico. O enfermeiro passa a concentrar a atenção cada vez mais em equipamentos, em pressão sanguínea, como forma desesperada de rejeitar a morte iminente, eximindo-se de cuidar do paciente como um todo emocional, social e espiritual.
Na verdade, são duas categorias profissionais fundamentais no processo terapêutico, considerando que a atenção em saúde deva ser integral e incluir, também, e, principalmente, o saber, a opinião e as considerações do próprio paciente e de sua família, se o paciente considera importante pedir uma bênção, um passe, uma oração ou qualquer outra intervenção de acordo com a tradição religiosa seguida por ele.
A cura não é obra de coincidência ou emissão espontânea. Cura é um ato criador, que exige todo esforço e toda a dedicação que as outras formas de criatividade reclamam (SIEGEL, 2001, p. 59). Será que não estamos passando por meras máquinas durante o processo do cuidar, deixando de lado um mínimo de necessidades humanas básicas? Isso independe da idade, sexo, cultura, escolaridade e fatores socioeconômicos. A fé é uma necessidade de apoio e uma força "suprema". Cabe deixar bem claro que o enfermeiro é um profissional com formação técnica, e, no exercício de sua função, ele não pode atuar como religioso, tendo o discernimento de não fazer pregações e apologias religiosas, porém, devem valorizar as manifestações de religiosidade, compreender que este é um fenômeno intrínseco à condição humana, e utilizar este fato como uma das ferramentas úteis para o sucesso do tratamento.
Márcio Borssato
domingo, 2 de junho de 2013
Um jovem de valor
Você
conhece ou pelo menos já ouviu falar desses conjuntos residenciais onde
moram muitas famílias, num estilo condomínio fechado?
Na
tentativa de fugir da violência, há algum tempo as pessoas têm buscado
uma forma de vida mais segura, isolando-se nos condomínios.
Todavia, há um tipo de ameaça que não se pode conter com grades e muros: é a ameaça das drogas.
Os
pais, muitas vezes descuidam dessa problemática por acharem que seus
filhos estão seguros, vivendo cercados por altos muros e guardas na
portaria. Mas, infelizmente, a realidade é outra.
Há pais que deixam seus filhos pequenos o dia inteiro sozinhos, tendo que sobreviver por si mesmos, sem amparo e sem ninguém.
Alguns
desses pequeninos buscam a ajuda dos vizinhos, para esquentar a comida
que está pronta desde o dia anterior, ou para queixarem-se das dores que
sentem.
Quando
os vizinhos não estão assoberbados demais, atendem esses filhos de
ninguém, por pensarem que bem poderiam ser seus filhos a mendigar uma
migalha de atenção dos estranhos.
Outros, no entanto, os dispensam logo, pois não querem preocupações com filhos alheios.
Mas, em meio a todas essas situações, descobrimos um jovem que se preocupa com essa situação.
Certamente um jovem de muito valor.
Conta ele que, quando criança, viveu por alguns anos num conjunto residencial de classe média e fez lá muitos amigos.
Um
dia sua família mudou-se para outro lugar e só depois de muito tempo
ele voltou à sua antiga morada para descobrir, com muita tristeza, que
vários dos seus amigos de infância estavam dependentes de drogas.
Ele
indignou-se com a situação mas não pôde fazer nada por seus amigos. No
entanto, com o forte desejo de evitar que as crianças que vivem hoje
naquele condomínio adentrem também pelo mesmo caminho, ele resolveu
fazer algo.
Dentro
do seu coração juvenil, entendeu que se os garotos pudessem ocupar o
tempo praticando esportes, talvez não caíssem nas malhas mortíferas das
drogas.
Assim pensando, criou uma escolinha de futebol e convidou a garotada para aprender a jogar.
Mas
aquele jovem especial não ensina somente as regras do futebol aos seus
pequenos alunos, ensina, principalmente, as regras da boa conduta, do
respeito mútuo, da verdadeira amizade.
Incentiva-os a estudar, pede-lhes o boletim da escola e felicita-se quando seus aprendizes tiram boas notas.
Visita-os
em seus apartamentos, promove campeonatos com times de outros
condomínios, envolve a garotada com fraternidade e muito carinho.
E
não pensem que ele só faz isso na vida, não, pois ele também estuda e
trabalha, como qualquer outro jovem da sua idade. O tempo que ele dedica
na promoção daqueles meninos, é o tempo que ele poderia estar
utilizando em algum lazer ou outro interesse próprio.
Esse
moço é apenas um jovem comum, confundido com outros tantos jovens. Mas
ele tem uma característica muito especial: preocupa-se com o futuro das
crianças. Talvez mais que os próprios pais delas.
Ele entende que, dando-lhes uma ocupação útil, talvez possa evitar que sejam adotadas por um traficante de drogas.
Apenas um jovem como outro qualquer...
Certamente um jovem de muito valor...
Pense nisso!
Se você é um desses pais que vive em condomínio, pense com muito carinho a respeito do assunto das drogas.
Há
pais tão alheios ao que seus filhos fazem, que nem se dão conta de que
eles estão na esquina ao lado, fazendo uso de drogas no grupinho de
amigos.
Se
você realmente ama seu filho, vale a pena atentar para essa
problemática que vem se agravando mais e mais entre os jovens de classe
média.
Vale a pena cuidar bem da sua criança, pois não há dinheiro que valha a vida desse pequeno tesouro que Deus lhe confia.
Pense nisso, mas pense agora!
Redação do Momento Espírita
fonte: http://www.reflexao.com.br/
O Gênio e as Rosas
Em uma casa, encontravam-se três amigos. Eles eram muito diferentes um do outro, com personalidades fortes, mas gostavam de estar juntos, talvez porque se complementassem. Um era muito generoso, o outro era muito ingrato e o último era um conformado.
Quando viram o gênio, todos ficaram animados.
Lembravam-se das histórias infantis, nas quais o gênio sempre realizava três desejos. Imediatamente um deles perguntou:
- Gênio, O que você nos traz?
- Rosas! - disse o gênio.
Abriu seus braços e apareceram três belos buquês de rosas. Entregou um para cada homem e logo desapareceu. Os amigos se entreolharam, desapontados. Não compreenderam o presente.
Não demorou para cada um tomar o seu rumo e deixar a casa.
O ingrato foi o primeiro a sair; maldizendo sua falta de sorte. A primeira vez que encontra um gênio e a única coisa que ganha são umas rosas estúpidas. Jogou o buquê ali mesmo no caminho.
O conformado, embora desapontado com o presente, resolveu levar as flores para casa e as pôs num jarro.
O generoso, dono da casa, ficou feliz por ter encontrado um gênio e mais ainda por ter ganhado um presente. Saiu pela vizinhança distribuindo rosas. Estava tão contente com a possibilidade de partilhar seu presente com os outros que nem percebeu que as rosas nunca terminavam. Quanto mais distribuía, mais rosas apareciam em seus braços. Depois de algumas horas, voltou para casa, com um buquê muito maior; mais belo e perfumado do que o original.
No dia seguinte, os amigos se reuniram e comentavam o que havia acontecido no dia anterior. Novamente o gênio aparece.
- O que você deseja? -perguntou um dos amigos.
- Eu desejo que as rosas de vocês se transformem em ouro! - respondeu o gênio.
O homem generoso olhou para trás e viu a sua casa cheia de ouro. Sobre a mesa, sobre o armário, no quarto... Por todo lugar havia ouro.
O conformado, ao regressar para sua casa, encontrou sobre a mesa um vaso cheio de ouro.
O ingrato até tentou voltar ao local onde havia jogado as rosas, mas ali não havia mais nada, alguém já tinha recolhido as rosas que se transformaram em ouro e ele ficou sem nada.
***
Para refletir:
As rosas da parábola podem simbolizar várias coisas em nossa vida. São a amizade, o amor, a generosidade, as virtudes etc.
Quando se trata desses belos gestos e sentimentos, quanto mais damos, mais recebemos em troca. O ingrato, que não valoriza seus amigos, sua família, seus dons, nunca vai desenvolvê-los. Vai acabar sem nada, solitário. O conformado, que não procura desenvolver seus dons, que não se preocupa em crescer, terá retribuição, mas sempre em pouca medida. Ficará nas relações superficiais, nas amizades formais. O generoso, no entanto, que não tem medo de entregar-se nas relações, que não tem medo de arriscar-se no aprimoramento de seus dons, que procura uma vida virtuosa, receberá tudo em dobro.
Pense nisso e mude sua atitude.
{ Autoria: Darlei Zanon }