Nós, porém, não recebemos o espírito do mundo, mas o espírito que provém de Deus.”
- Paulo. (I CORÍNTIOS, 2:12.)
Lendo a afirmativa de Paulo, reconhecemos que, em todos os tempos, o
discípulo sincero do Evangelho é defrontado pelo grande conflito entre
as sugestões da região inferior e as inspirações das esferas superiores
da vida.
O “espírito do mundo” é o acervo de todas as nossas ações delituosas,
em séculos de experiências incessantes; o “espírito que provém de Deus”
é o constante apelo das Forças do Bem, que nos renovam a oportunidade
de progredir cada dia, a fim de descobrirmos a glória eterna a que a
Infinita Bondade nos destinou.
Deus é o Pai da Criação.
Tudo, fundamentalmente, pertence a Ele.
Todo campo de trabalho é do Senhor, todo serviço que se fizer será
entregue ao Senhor, mas nem todas as ações que se processam na atividade
comum provêm do Senhor.
Coexistem nas oficinas terrestres, quaisquer que sejam, a criação
divina e a colaboração humana. E cooperadores surgem que se valem da
mordomia para exercer a dominação cruel, que se aproveitam da
inteligência para intensificar a ignorância alheia ou que estimam a
enxada prestimosa, não para cultivar o campo, mas para utilizá-la no
crime.
O cientista, no conforto do laboratório, e o marinheiro rude, sob a
tempestade, estão trabalhando para o Senhor; entretanto, para a
felicidade de cada um, é importante saber como estão trabalhando.
Lembremo-nos de que há serviço divino dentro de nós e fora de nós. A
favor de nossa própria redenção, é justo indagar se estamos cooperando
com o espírito inferior que nos dominava até ontem ou se já nos
afeiçoamos ao espírito renovador do Eterno Pai.
XAVIER, F. C. Vinha de Luz, pelo Espírito Emmanuel. Rio de Janeiro: FEB, 1971. (Capítulo 106)
fonte: http://blog.forumespirita.net/2013/01/04/como-coperas/?utm_source=feedburner&utm_medium=email&utm_campaign=Feed%3A+blogforumespirita+%28Blog+F%C3%B3rum+Esp%C3%ADrita%29
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