A questão
é que o entendimento do que realmente se constitui esse sistema
energético de proteção e de atuação autônoma chamada chacras nem sempre é
claro. Muitas pessoas ainda pensam nos chacras como estruturas cônicas
que giram, sem realmente tentar compreender.
Apesar
de estarmos sempre abertos a mudanças conceituais, desde que embasadas
em lógica, a ideia que nos parece mais sensata é de que esse sistema se
constitui de campos magnéticos formados pela concentração de canais de
energia que nutrem nossos corpos (físico e sutis). Através desses canais
o fluido cósmico universal em todas as suas variações (especialmente
energia vital e a energia eletromagnética) circula de forma mais ou
menos harmônica, nos trazendo saúde ou doença.
Quando
pensamos em harmonia energética é como se uma sinfonia cósmica atuasse
no nosso corpo, com energia humana, etérea, astral, espiritual e divina
se juntando em uma amálgama e nos fornecendo o que precisamos para nos
manifestarmos nessa dimensão específica onde habitamos e vivemos. Essa
junção acontece de forma contínua e dinâmica.
Para
que a saúde se manifeste, um perfeito equilíbrio deve existir entre
essas diversas formas de energia, que poderiam ser resumidas em três, de
acordo com a medicina tradicional chinesa(MTC), que tem uma visão bem
diferente da nossa medicina ocidental. Para a MTC herdamos uma energia
que vem de nossos antepassados chamada de energia ancestral e recebemos
outras duas, o yang, que é a energia mais sutil que vem pela respiração e
o yin, energia nutridora, que obtemos através dos alimentos. Dessa
forma teríamos caminhos que essa energia deveria percorrer para se
juntar e circular pelo nosso corpo.
Os
campos magnéticos de cada chacra estão ligados a funções específicas.
Por exemplo, o chacra básico estaria ligado ao sentimento de conexão com
essa vida, com a energia telúrica, com a vitalidade, com a sexualidade,
disposição, etc..., Exercer nossa sexualidade de maneira equilibrada é
uma excelente ferramenta para nos mantermos saudáveis e vitalizados. Mas
ao viciarmos nossos sentimentos em energias sexuais desarmonizadas,
alteramos a qualidade da energia que domina essa campo magnético
causando excesso ou falta de energia, aumentando ou diminuindo esse
campo energético. Na medida em que insistimos nessa conduta mantemos
esse campo alterado, influenciando a forma como a energia flui entre
cada chacra. A isso chamamos de desalinhamento de chacras. Somente
mudança de atitudes podem fazer com que o campo magnético de cada chacra
permaneça com aspecto regular, mantendo sua vibração característica que
traz uma coloração, uma velocidade, uma amplitude de onda entre outras
características.
Na
figura ao lado vemos um exemplo de desalinhamento dos chacras, alguns
expandidos, concentrando muita energia e outros desvitalizados, com o
campo magnético diminuído. Essa diferença entre mais energia em um lugar
e menos em outra é o que traz a doença segundo a MTC. A acupuntura,
avaliando a energia de cada meridiano principal (6 Yang e 6 Yin) tenta
equilibrar esses campos. Temos hoje várias terapias complementares que
podem ser úteis na harmonização desses campos magnéticos. O passe
magnético com suas variações dispersivas ou concentradoras, calmantes ou
ativantes desempenha um papel espetacular. O reiki, a cromoterapia
entre outras também podem ser eficazes, porém se não houver uma
identificação da causa, do padrão de comportamento que está originando a
desarmonização ou o desalinhamento dos campos magnéticos, provavelmente
o distúrbio retornará após a assistência energética. Obviamente isso
não invalida a intervenção energética, já que durante a terapia o
assistido atingirá um estado de equilíbrio energético que em grande
parte das vezes o faz refletir, meditar, e entrar em contato com o seu
eu superior, sua essência divina e iniciar o retorno ao estado de
equilíbrio.
É
por isso que o terapeuta, o cuidador, o facilitador são instrumentos de
acolhimento, mas cabe ao assistido tomar as decisões importantes rumo à
cura espiritual.

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