COMPANHEIROS QUE SE PERDEM
Infelizmente, existem muitos
companheiros espíritas que se perdem no meio do
caminho...
Começam bem, entusiastas e
idealistas.
Afeitos à prática da caridade.
Desinteressados de qualquer idolatria
pessoal.
Depois, porém, quando principiam a cogitar de
mediunidade...
De cargos e lideranças...
De reconhecimento e elogio...
Eis quando o desastre se consuma!
Sem perceber, caem fascinados pela
ambição.
Corrompem-se pelo poder.
Tornam-se vaidosos e personalistas.
Ninguém sabe Doutrina mais do que eles
sabem...
Ninguém está mais com a Verdade do que eles
estão...
Fogem do Centro Espírita.
Ignoram a periferia...
Em suas palestras, preocupam-se com o número de
pessoas presentes...
Não mais querem transmitir o passe, mas somente
escrever e falar.
Dar autógrafos e serem
aplaudidos...
Efetuarem freqüentes viagens ao
Exterior...
Perseguem companheiros que, em sua concepção, lhes
diminuem espaço ao ego inflado...
Em silêncio, conspiram contra o trabalho
alheio...
Elitizam-se!
Porque acham que já leram o suficiente, param de
ler.
Consideram que mais nenhum livro algo pode lhes
acrescentar ao conhecimento.
Evitam conversar com os companheiros
simples.
Ficam mal-educados.
Dão respostas grosseiras aos
outros.
Prostituem a mediunidade...
Tais irmãos, dificilmente, logram se recuperar em sua
atual encarnação.
Ao fim do trecho, sentir-se-ão de alma
vazia...
Serão abandonados.
Não mais nenhum incensamento.
Apenas a melancolia de terem se equivocado, pregando
para os outros e não para si mesmos!...
INÁCIO FERREIRA
fonte: Carlos Eduardo Cennerelli < ce.cennerelli@terra.com.br
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