quinta-feira, 25 de outubro de 2012

Emissário espiritual de Esferas Superiores

MATILDE E GREGÓRIO

Muitas vezes, nós nos inquietamos pelos afetos queridos que, refratários aos nossos bons conselhos, afastam-se do caminho do Bem. E, por eles, mesmo depois de desencarnados, costumamos nos afligir, ignorando a realidade que todos somos filhos de Deus, que, em respeito ao nosso livre arbítrio, nos permite palmilhar as estradas mais equivocadas.

Deveríamos, dos Dois Lados da Vida, termos mais na lembrança as sábias palavras do Cristo, quando perguntou aos Apóstolos em tom de advertência: 


- “Quem é minha mãe e quem são meus irmãos?”



Naturalmente que, ao longo dos séculos e dos milênios, o verdadeiro amor nunca olvida aqueles que se constituem em objeto de seus cuidados, embora nem sempre eles consigam, de imediato, corresponder às expectativas do amor com que são amados.


Semelhantes reflexões nos ocorrem a propósito do drama que André Luiz, no seu magistral “Libertação”, descreve envolvendo Matilde e Gregório.


Gregório, conforme se sabe, de 1227 a 1241, foi o Papa Gregório IX, o organizador da Inquisição Pontifícia. E, por estranha ironia, chegou a ser amigo de Francisco de Assis, apoiando a fundação da Ordem dos Franciscanos.

Pelas palavras de André Luiz, escritas em 1949, tudo nos leva a crer que Gregório, desde quando desencarnou, há mais de setecentos anos, não mais voltara a Terra, permanecendo todo este tempo nas regiões inferiores do Mundo Espiritual.




Por favor, leitor, você confira nas páginas da citada obra o que estamos dizendo.



À época em que Gregório foi Papa, Matilde fora sua mãe e, com certeza, quem lhe incentivara a vocação religiosa, na qual, infelizmente, acabou se comprometendo tão gravemente.


- Como pudeste esquecer – ela lhe disse em inusitado encontro nas Trevas – por alguns dias de autoridade efêmera na Terra, as nossas redentoras visões do Cristo angustiado na cruz?

Aderiste aos Dragões do Mal pela simples verificação de que a tiara passageira não te poderia aureolar a cabeça nos domínios da vida eterna a que a morte nos arrebatou: entretanto, o Divino Amigo jamais descreu das nossas promessas de serviço e espera por nós com a mesma abnegação do princípio. Vamos! Sou Matilde, alma de tua alma, que, um dia, te adotou por filho querido e a quem amaste como dedicada mãe espiritual.

Sete séculos foram necessários para que Matilde encontrasse ocasião de, outra vez, tocar o coração de Gregório, a fim de que pudesse ter início o processo de sua redenção espiritual.



O embate que se travou nas Trevas, cujas cenas são descritas por André Luiz de maneira magistral, digna de uma película cinematográfica, foi emocionante. 

– Verificara-se, ali – registrou o autor –, naquele abraço, espantoso choque entre a luz e a treva, e a treva não resistiu...


Deduz-se que, naquele momento, Gregório simplesmente desencarna de novo, e, então, nos braços de Matilde, um espírito de elevada hierarquia, é conduzido a ser hospitalizado em alguma Instituição nas proximidades, que passaria a cuidar de seu necessário regresso a Terra.


Conforme sugerimos, leia a obra e, depois, a gente conversa mais sobre o assunto.

INÁCIO FERREIRA

Uberaba – MG, 8 de outubro de 2012.



 
 


Emissário espiritual de Esferas Superiores

OBREIROS DA VIDA ETERNA
Autor Espiritual: André Luiz
Psicografia: Francisco Cândido Xavier

Decorreram minutos sem que os demais utilizassem a palavra. Fazendo menção de despedir-se, o sublime visitante comentou, afável:

— À medida que nos integramos nas próprias responsabilidades, compreendemos que a sugestão direta nas dificuldades e realizações do caminho deve ser procurada com o Supremo Orientador da Terra. Cada Espírito, herdeiro e filho do Pai Altíssimo, é um mundo por si, com as suas leis e características próprias. Apenas o Mestre tem bastante poder para traçar diretrizes individuais aos discípulos.
Logo após, abençoou-nos, carinhoso, desejando-nos bom ânimo.
Reconfortados e felizes, vimos o mensageiro afastar-se, deixando-nos envoltos numa onda de olente e inexplicável perfume.
Ambos os auxiliares, que se mantinham a postos, retiraram as mãos do gabinete e, depois de várias operações magnéticas efetuadas por eles, desapareceu a pintura mental, voltando a peça de cristal ao aspecto primitivo.
Tornando à conversação livre, indagações enormes oprimiam-me o cérebro. Não me contive. Com a permissão de Jerônimo e liderando companheiros tão curiosos e pesquisadores quanto eu mesmo, acerquei-me de Cornélio e despejei-lhe aos ouvidos grande cópia de interrogações. Acolheu-me, benévolo, e informou:

Pertence Asclépios a comunidades redimi-das do Plano dos Imortais, nas regiões mais elevadas da zona espiritual da Terra. Vive muito acima de nossas noções de forma, em condições inapreciáveis à nossa atual conceituação da vida.


Já perdeu todo contacto direto com a Crosta Terrestre e só poderia fazer-se sentir, por lá, através de enviados e missionários de grande poder. Apreciável é o sacrifício dele, vindo até nós, embora a melhoria de nossa posição, em relação aos homens encarnados. Vem aqui raramente. Não obstante, algumas vezes, outros mentores da mesma categoria visitam-nos por piedade fraternal.


— Não poderíamos, por nossa vez, demandar o plano de Asclépios, a fim de conhecer-lhe a grandeza e sublimidade? — perguntei.


Muitos companheiros nossos — assegurou-nos o Instrutor —, por merecimentos naturais no trabalho, alcançam admiráveis prêmios de viagens, não só às esferas superiores do Planeta que nos serve de moradia, mas também aos círculos de outros mundos...



Sorriu e acrescentou:


Não devemos esquecer, porém, que a maioria efetua semelhantes excursões somente na qualidade de viajores, em processo estimulante do esforço pessoal, à maneira de jovens estudantes de passagem rápida pelos institutos técnicos e administrativos das grandes nações. Raros são ainda os filhos do Planeta em condições de representá-lo dignamente noutros orbes e círculos de vida do nosso sistema.



Não me deixei impressionar e prossegui perguntando:



— Asclépios, todavia, não mais reencarnará na Crosta?




O instrutor gesticulou, significativamente, e esclareceu:



Poderá reencarnar em missão de grande benemerência, se quiser, mas a intervalos de cinco a oito séculos entre as reencarnações.




— Oh! Deus — exclamei — como é grandioso semelhante estado de elevação!
— Constitui sagrado estimulo para todos nós — ajuntou o mentor atenciosamente.
— Devemos acreditar — interroguei, admirado


— Seja esse o mais alto grau de desenvolvimento espiritual no Universo?



O diretor da casa sorriu, compassivo, em face de minha ingenuidade e considerou:

De modo algum. Asclépios relaciona-se entre abnegados mentores da Humanidade Terrestre, partilha da soberana elevação da coletividade a que pertence, mas, efetivamente, é ainda entidade do nosso Planeta, funcionando, embora, em círculos mais altos de vida.

 Compete-nos peregrinar muito tempo, no campo evolutivo, para lhe atingirmos as pegadas; no entanto, acreditamos que o nosso visitante sublime suspira por integrar-se no quadro de representantes do nosso orbe, junto às gloriosas comunidades que habitam, por exemplo, Júpiter e Saturno. Os componentes dessas, por sua vez, esperam, ansiosos, o instante de serem convocados às divinas assembléias que regem o nosso sistema solar.

 Entre essas últimas, estão os que aguardam, cuidadosos e vigilantes, o minuto em que serão chamados a colaborar com os que sustentam a constelação de Hércules, a cuja família pertencemos. Os que orientam nosso grupo de estrelas aspiram, naturalmente, a formar, um dia, na coroa de gênios celestiais que amparam a vida e dirigem-na, no sistema galáctico em que nos movimentamos. E sabe meu amigo que a nossa Via-Láctea. viveiro e fonte de milhões de mundos, é somente um detalhe da Criação Divina, uma nesga do Universo!...


As noções de infinito encerraram a reunião encantadora no Santuário da Bênção. Cornélio estendeu-nos a mão, almejando-nos felicidade e paz, e despedimo-nos, sob enorme impressão, entre a saudade e o reconhecimento.

Médium - Francisco Cândido Xavier Livro -
André Luiz
"Obreiros da Vida Eterna
Cap. O  SUBLIME  VISITANTE



Sublime encontro - Emmanuel
Das águas mansas do lago de Genesaré parecia-lhe emanarem suavíssimos  perfumes, casando-se deliciosamente aoa aroma agreste da folhagem.

Foi nesse instante que, com o espírito como se estivesse sob o império de estranho e suave magnetismo, ouviu passos brandos de alguém que buscava aquele sítio.

Diante de seus olhos ansiosos, estacara personalidade inconfundível e única.
Tratava-se de um homem ainda moço, que deixara transparecer nos olhos, profundamente misericordiosos, uma beleza suave e indefinível. Longos e sedosos cabelos molduravam-lhe o semblante  compassivo,como se fôssem fios castanhos, levemente dourados por luz  desconhecida. Sorriso divino, revelando ao mesmo
tempo bondade imensa e singular energia, irradiava da sua melancólica e
majestosa figura uma fascinação irresistível.

Públio Lentulus não teve dificuldades em identificar aquela criatura  impressionan te,mas, no seu coração marulhavam ondas de sentimento que, até  então eram ignorados. Nem a sua apresentação a Tibério, nas magnificências de Capri, lhe havia imprimido tal emotividade  ao coração. Lágrimas ardentes rolaram-lhe dos olhos, que raras vezes haviam  chorado, e força misteriosa e invencível fê-lo ajoelhar-se na relva lavada em luar. Desejou falar, mas tinha o peito  sufocado e opresso. Foi quando,
então, num gesto de doce e soberana bondade, o meigo NAZARENO caminhou para ele, qual visão concretizada de um dos deuses de suas antigas crenças, e, pousando
carinhosamente a destra em sua fonte, exclamou em linguagem encantadora, que Públio entendeu  perfeitamente, como se ouvisse o idioma patrício, dando-lhe a inesquecível
impressão de que a palavra era de espírito para espírito, de coração para
coração:

- Senador, porque me procuras?

(Obra: Há 2000 anos
fonte:  Carlos Eduardo Cennerelli < ce.cennerelli@terra.com.br >

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