quarta-feira, 31 de outubro de 2012
Tristeza Perturbadora
Livro: Momentos de Coragem
Joanna de Ângelis & Divaldo P. Franco
Joanna de Ângelis & Divaldo P. Franco
Conquanto brilhe o sol da oportunidade feliz, abrindo campo para a ação e para a paz, a sombra teimosa da tristeza envolve-te em injustificável depressão.
Gostarias de arrancar das carnes da alma este espinho cravado que te faz sofrer, e, por não o conseguires, deixas-te abater.
Conjecturas a respeito da alegria, do corpo jovem, dos prazeres convidativos, e lamentas não poder fruir tudo quanto anelas.
A tristeza, porém, é doença que, agasalhada, piora o quadro de qualquer aflição.
A sua sombra densa altera o contorno dos fatos e das coisas, apresentando fantasmas onde existe vida e desencanto no lugar em que está a esperança.
Ela responde pela instalação de males sutis que terminam por desequilibrar o organismo físico e a maquinaria emocional.
* * * * *
Luta contra a tristeza, reeducando-te mentalmente.
Não dês guarida emocional às suas insinuações.
Ninguém é tão ditoso quanto supões ou te fazem crer.
A Terra é o planeta-escola de aprendizes incompletos, inseguros.
A cada um falta algo, que não conseguirá conquistar.
Resultado do próprio passado espiritual, o homem sente sempre a ausência do que malbaratou.
A escassez de agora é conseqüência do desperdício de outrora.
A aspiração tormentosa é prova a que todos estão submetidos, a fim de que valorizem melhor aquilo de que dispõem e a outros falta.
Lamentas não ter algo que vês noutrem, todavia, alguém ambiciona o que possuis e não dás valor.
Resigna-te, pois, e alegra-te com tudo quanto te enriquece a existência neste momento.
Aprende a ser grato à vida e àqueles que te envolvem em ternura, saindo da tristeza pertinaz para o portal de luz, avançando pelo rumo novo.
* * * * *
Jesus, que é o "Espírito mais perfeito" que veio à Terra, sem qualquer culpa, foi incompreendido, embora amando; traído, apesar de amar, e crucificado, não obstante amasse...
Desse modo, sorri e conquista o teu espaço, esquecendo o teu espinho e arrancando aquele que está ferindo o teu próximo.
Oportunamente, descobrirás que, enquanto te esqueceste da própria dor, lenindo a dos outros, superaste-a em ti, conseguindo a plenitude da felicidade, que agora te rareia.
O amor aguarda você ser feliz
O verdadeiro sentido do amor vai muito além da posse, do apego, do
rancor, da culpa e de alguns sentimentos que nos confudem quando não
olhamos para nós mesmos. E sinceramente temos a mania de achar que o
amor é algo que se busca, algo para ser encontrado em alguma esquina.
Buscamos o amor nas festas, nos bares, restaurantes e agora também na
internet.
Parece ser algo urgente, pois nos ensinaram quem só o amor constrói, só o amor salva, só o amor traz felicidade.
Há um grande equívoco nessa procura ansiosa, cada vez mais acelerada, cada vez mais esquisita. Amor não é remédio, não existe para curar um mal estar que você mesmo criou dentro de si e que, portanto, só você mesmo pode curar. Portanto, se você está deprimido, histérico ou ansioso demais, o amor não se aproximará.
Caso o faça, vai frustrar todas as suas expectativas, por que o amor quer ser recebido com saúde e leveza. O amor não suporta a idéia de ser ingerido de quatro em quatro horas como um antibiótico para combater as bactérias da solidão e da baixa alto-estima. O amor não é tolo, quer ser bem tratado, escolhe as pessoas que, antes de tudo tratam bem de si mesmas. Ao contrario do que se pensa, ele não tem que vir antes de tudo: antes de estabilizar a carreira profissional, antes de viajar pelo mundo, de curtir a vida. Ele não é uma garantia de que, a partir de seu surgimento, tudo mais dará certo.
O amor, ao contrário do que pensa os afoitos canditados a amantes, não tem pressa... ele espera primeiro você ser feliz para só então surgir diante de você. Esta é sua condição inegociável, é pegar ou largar. Ser feliz é uma necessidade natural da alma e não uma meta traçada e planejada a ser alcançada. Não envolve estratégias, só sensações. A vida sempre acontece quando a gente não está preocupado em explicá-la. Quando perdemos tempo conceituando a vida, estamos deixando-a escapar.
O amor é, portanto, a fragilidade, não a força. É serenidade, água, mansidão... não tem nada a ver com agito, fogo, procura, apartamentos, piscinas, férias no exterior, passagens, carros e, muito menos, com princesas e príncipes encantados. Amar exige coragem, muita coragem, por que é entrega e está todo mundo viciado em trocas e mais trocas - tudo que o amor abomina.
Estamos sempre fazendo algo esperando pela recompensa imediata. Se o desejo não é atendido, a frustração logo aparece, a sensação de abandono se instala, a tristeza vem e com ela perde-se toda e qualquer possibilidade de felicidade.
Muitos são os cobradores, pouquíssimos são os doadores. Daí vem o desequilíbrio, daí vem o desamor que hoje é o maior defeito do homem. Somos mendigos de uma coisa que temos em abundância dentro de nós. Ainda não aprendemos que o amor que reivindicamos é o mesmo que precisamos dar, por que tudo começa em nós. Estamos sempre esperando que o outro tome a iniciativa.
O mesmo acontece com ele.
E assim o amor agoniza... sobrevive da eterna ilusão da busca, da procura, dos encontros mágicos que as novelas ajudam a instalar nas mentes mais desavisadas, quando tudo o que o amor anseia é pela distração, pelo silêncio... pela dança sem a necessidade da música.
Acredito estar só no incio de um longo caminho a ser trilhado, longe de mim achar que realmente o amor é isso tudo que escrevi, pois esse sentimento só sabe quem sente...mais foi assim que o budismo me ajudou a cada noite mal dormida, a cada decepção, a cada frustração...me levantar e acreditar que amor chega na hora certa...
Através da recitação do nam myoho rengue kyo estou conseguindo transformar minha vida, inúmeros são os benefícios materiais mais não cabe nesse momento falar, já que o benefício maior para mim hj é poder amar todos a meu redor independente de qualquer coisa. E como diz o nosso mestre Ikeda: "Amar não é quando duas pessoas olham uma para a outra, mas quando olham na mesma direção. O amor libera não encarcera."
Escrito por M. Vinícius Sassone
fonte: http://www.forumespirita.net/fe/auto-conhecimento/o-amor-aguarda-voce-ser-feliz/?utm_source=feedburner&utm_medium=email&utm_campaign=Feed%3A+forumespirita+%28Forum+Espirita+email+news+100+topicos%29
Parece ser algo urgente, pois nos ensinaram quem só o amor constrói, só o amor salva, só o amor traz felicidade.
Há um grande equívoco nessa procura ansiosa, cada vez mais acelerada, cada vez mais esquisita. Amor não é remédio, não existe para curar um mal estar que você mesmo criou dentro de si e que, portanto, só você mesmo pode curar. Portanto, se você está deprimido, histérico ou ansioso demais, o amor não se aproximará.
Caso o faça, vai frustrar todas as suas expectativas, por que o amor quer ser recebido com saúde e leveza. O amor não suporta a idéia de ser ingerido de quatro em quatro horas como um antibiótico para combater as bactérias da solidão e da baixa alto-estima. O amor não é tolo, quer ser bem tratado, escolhe as pessoas que, antes de tudo tratam bem de si mesmas. Ao contrario do que se pensa, ele não tem que vir antes de tudo: antes de estabilizar a carreira profissional, antes de viajar pelo mundo, de curtir a vida. Ele não é uma garantia de que, a partir de seu surgimento, tudo mais dará certo.
O amor, ao contrário do que pensa os afoitos canditados a amantes, não tem pressa... ele espera primeiro você ser feliz para só então surgir diante de você. Esta é sua condição inegociável, é pegar ou largar. Ser feliz é uma necessidade natural da alma e não uma meta traçada e planejada a ser alcançada. Não envolve estratégias, só sensações. A vida sempre acontece quando a gente não está preocupado em explicá-la. Quando perdemos tempo conceituando a vida, estamos deixando-a escapar.
O amor é, portanto, a fragilidade, não a força. É serenidade, água, mansidão... não tem nada a ver com agito, fogo, procura, apartamentos, piscinas, férias no exterior, passagens, carros e, muito menos, com princesas e príncipes encantados. Amar exige coragem, muita coragem, por que é entrega e está todo mundo viciado em trocas e mais trocas - tudo que o amor abomina.
Estamos sempre fazendo algo esperando pela recompensa imediata. Se o desejo não é atendido, a frustração logo aparece, a sensação de abandono se instala, a tristeza vem e com ela perde-se toda e qualquer possibilidade de felicidade.
Muitos são os cobradores, pouquíssimos são os doadores. Daí vem o desequilíbrio, daí vem o desamor que hoje é o maior defeito do homem. Somos mendigos de uma coisa que temos em abundância dentro de nós. Ainda não aprendemos que o amor que reivindicamos é o mesmo que precisamos dar, por que tudo começa em nós. Estamos sempre esperando que o outro tome a iniciativa.
O mesmo acontece com ele.
E assim o amor agoniza... sobrevive da eterna ilusão da busca, da procura, dos encontros mágicos que as novelas ajudam a instalar nas mentes mais desavisadas, quando tudo o que o amor anseia é pela distração, pelo silêncio... pela dança sem a necessidade da música.
Acredito estar só no incio de um longo caminho a ser trilhado, longe de mim achar que realmente o amor é isso tudo que escrevi, pois esse sentimento só sabe quem sente...mais foi assim que o budismo me ajudou a cada noite mal dormida, a cada decepção, a cada frustração...me levantar e acreditar que amor chega na hora certa...
Através da recitação do nam myoho rengue kyo estou conseguindo transformar minha vida, inúmeros são os benefícios materiais mais não cabe nesse momento falar, já que o benefício maior para mim hj é poder amar todos a meu redor independente de qualquer coisa. E como diz o nosso mestre Ikeda: "Amar não é quando duas pessoas olham uma para a outra, mas quando olham na mesma direção. O amor libera não encarcera."
Escrito por M. Vinícius Sassone
fonte: http://www.forumespirita.net/fe/auto-conhecimento/o-amor-aguarda-voce-ser-feliz/?utm_source=feedburner&utm_medium=email&utm_campaign=Feed%3A+forumespirita+%28Forum+Espirita+email+news+100+topicos%29
domingo, 28 de outubro de 2012
Eventos Ceecal
I Fórum Ceecal
TEMA: MEDIUNIDADE: UMA PONTE ENTRE DOIS MUNDOS
DIA - 10/11/2012 DAS 14HS AS 20HS
O objetivo principal deste evento será
Mostrar ao público
participante a importância do conhecimento no
papel da renovação, transformação pessoal e a responsabilidade
perante o dom da mediunidade.
Tema Central - Mediunidade: uma ponte entre dois mundos
Sub-Temas e Palestrantes:
T1 – Mediunidade: o que é e como identificá-la.
PALESTRANTE - DR RICARDO DI BERNARDI
T2 - Sou médium e agora?
PALESTRANTE - § PAULO HENRIQUE WEDDERHOFF
T3 – Mediunidade como instrumento de evolução individual e coletivo
PALESTRANTE - CARMEM LÚCIA WALTRICK MARTINS
http://www.ceecal.com/eventos/
Palavras de Bezerra de Menezes
O Evangelho de Jesus tem regime de urgência, já não podemos postergar a vivência da palavra do Senhor.
Ouvimo-la.
Anotamo-la.
Registramo-la na memória e não obstante conduzimos os passos muito distantes do cumprimento do dever.
Convidados pelo Mestre no momento histórico mais grave da sociedade, imolemo-nos por amor!
Já não temos as arenas onde as feras e gladiadores nos ceifavam a vida física.
Já nos não empalam nem nos põem na roda trucidando nossas carnes.
Já
não somos atados a madeiros que se transformam em fogueiras vivas cujas
chamas apagam a claridade das estrelas mas nos encontramos em um campo
de batalha muito mais severo, muito maior, que é o mundo. As feras
ululantes e vigorosas estão dentro de nós: sanguissedentas umas,
apaixonadas outras, atormentadas e atormentadoras as demais.
Mantenhamo-nos
em fidelidade com o Senhor sem nos preocuparmos com os ouropéis das
fantasias terrenas. Que nos acusem de seguidores de Cristo para que
nossas consciências alegrem-se pelo galardão de servi-Lo. Que nos
apontem como místicos ou piegas longe das cátedras de cultura vazia e de
intelectualismo perturbador e tenhamos a satisfação infinita de estar
desobrigando-nos dos nossos deveres.
A
Doutrina Espírita é um amanhecer. As suas claridades lógicas,
racionais, luminíferas, diluem a sombra da ignorância mas o sol de amor
de que se reveste derrete o gelo das nossas emoções para que seja
possível, em perfeita harmonia, o nosso desenvolvimento intelecto-moral,
propiciando-nos sabedoria. O conhecimento pode ser considerado como a
grande horizontal das conquistas humanas mas o Amor é a grande vertical
que nos ergue na direção do infinito para sintonizarmos com Deus.
Filhos da alma:
- não mendiguemos as coisas transitórias, busquemos a verdade que liberta;
- não nos escravizemos às paixões que confundem, abrasemo-nos com o amor que nos sublima;
-
não lutemos pelas quinquilharias que ficam, laboremos pelos tesouros
invioláveis do dever, da paz e da honradez que seguem conosco para todo o
sempre.
Jesus nos aguarda, meus filhos!
O
Espiritismo é uma ciência filosófica-ético-moral-religiosa que decifra
os enigmas existenciais e dignifica a vida porque torna nobres aqueles
que se lhe vinculam. Hoje é o nosso dia. Vamos nos libertar das marcas
do passado e da dor. Vencida a morte pela Vida, vencei os tormentos da
retaguarda perturbadora e tomados pelo espírito do Cristo, sintonizai
com Ele para que desçam até vós as Suas Misericórdias, penetrando-vos e
tornando-vos discípulos legítimos do Seu coração, ensinando àqueles que
estão ao vosso lado, brandura, cordialidade e amor, conforme Ele a todos
nos tem ensinado.
Ide
em paz, mergulhados na psicosfera de Amor, vitalizados pela esperança
do triunfo sobre a inferioridade, e vestidos pela luz da Verdade, para
que nenhuma sombra se agasalhe em vossos corações.
Nós, em nome dos espíritos-espíritas, que aqui estão, desejamos-lhes paz e plenitude.
Com carinho paternal, o servidor humílimo de sempre,
Bezerra
Muita paz, meus filhos.
Mensagem psicofônica
obtida pelo médium Divaldo Pereira Franco, na noite de 16 de agosto de
2001, ao término da conferência proferida no Grupo Espírita André Luiz,
no Rio de Janeiro- RJ.
FORMATAÇÃO E PESQUISA: MILTER - 28-20-2012
fonte: www.adde.com.br
quinta-feira, 25 de outubro de 2012
Emissário espiritual de Esferas Superiores
MATILDE
E GREGÓRIO
Muitas
vezes, nós nos inquietamos pelos afetos queridos que, refratários aos nossos
bons conselhos, afastam-se do caminho do Bem. E, por eles, mesmo depois de
desencarnados, costumamos nos afligir, ignorando a realidade que todos somos
filhos de Deus, que, em respeito ao nosso livre arbítrio, nos permite palmilhar
as estradas mais equivocadas.
Deveríamos,
dos Dois Lados da Vida, termos mais na lembrança as sábias palavras do Cristo,
quando perguntou aos Apóstolos em tom de advertência:
- “Quem
é minha mãe e quem são meus irmãos?”
Naturalmente
que, ao longo dos séculos e dos milênios, o verdadeiro amor nunca olvida aqueles
que se constituem em objeto de seus cuidados, embora nem sempre eles consigam,
de imediato, corresponder às expectativas do amor com que são amados.
Semelhantes
reflexões nos ocorrem a propósito do drama que André Luiz, no seu magistral
“Libertação”, descreve envolvendo Matilde e Gregório.
Gregório,
conforme se sabe, de 1227
a 1241, foi o Papa Gregório IX, o organizador da
Inquisição Pontifícia. E, por estranha ironia, chegou a ser amigo de Francisco
de Assis, apoiando a fundação da Ordem dos Franciscanos.
Pelas
palavras de André Luiz, escritas em 1949, tudo nos leva a crer que
Gregório, desde quando desencarnou, há mais de setecentos
anos, não mais voltara a Terra, permanecendo todo este tempo nas regiões
inferiores do Mundo Espiritual.
Por
favor, leitor, você confira nas páginas da citada obra o que estamos
dizendo.
À
época em que
Gregório foi Papa, Matilde fora sua mãe e, com certeza, quem
lhe incentivara a vocação religiosa, na qual, infelizmente, acabou se
comprometendo tão gravemente.
-
Como pudeste esquecer –
ela lhe disse em inusitado encontro nas Trevas – por alguns dias de autoridade efêmera na Terra, as nossas
redentoras visões do Cristo angustiado na cruz?
Aderiste
aos Dragões do Mal pela simples verificação de que a tiara passageira não te
poderia aureolar a cabeça nos domínios da vida eterna a que a morte nos
arrebatou: entretanto, o Divino Amigo jamais descreu das nossas promessas de
serviço e espera por nós com a mesma abnegação do princípio. Vamos! Sou Matilde,
alma de tua alma, que, um dia, te adotou por filho querido e a quem amaste como
dedicada mãe espiritual.
Sete
séculos foram necessários para que Matilde encontrasse ocasião de, outra vez,
tocar o coração de Gregório, a fim de que pudesse ter início o processo de sua
redenção espiritual.
O
embate que se travou nas Trevas, cujas cenas são descritas por André Luiz de
maneira magistral, digna de uma película cinematográfica, foi emocionante.
– Verificara-se, ali – registrou o autor –,
naquele abraço, espantoso choque entre a luz e a treva, e a treva não
resistiu...
Deduz-se
que, naquele momento, Gregório simplesmente desencarna de novo,
e, então, nos braços de Matilde, um espírito de elevada hierarquia, é conduzido
a ser hospitalizado em alguma Instituição nas proximidades, que passaria
a cuidar de seu necessário regresso a Terra.
Conforme
sugerimos, leia a obra e, depois, a gente conversa mais sobre o
assunto.
INÁCIO
FERREIRA
Uberaba
– MG, 8 de outubro de 2012.
Emissário espiritual de Esferas
Superiores
OBREIROS DA VIDA
ETERNA
Autor Espiritual: André
Luiz
Psicografia: Francisco
Cândido Xavier
Decorreram minutos sem que os demais utilizassem a palavra. Fazendo menção de despedir-se, o sublime visitante comentou, afável:
— À medida que nos integramos nas próprias responsabilidades,
compreendemos que a sugestão direta nas dificuldades e realizações do caminho
deve ser procurada com o Supremo Orientador da Terra. Cada Espírito, herdeiro e
filho do Pai Altíssimo, é um mundo por si, com as suas leis e características
próprias. Apenas o Mestre tem bastante poder para traçar diretrizes individuais
aos discípulos.
Logo após, abençoou-nos, carinhoso, desejando-nos bom ânimo.
Reconfortados e felizes, vimos o mensageiro afastar-se, deixando-nos
envoltos numa onda de olente e inexplicável perfume.
Ambos os auxiliares, que se mantinham a postos, retiraram as mãos do
gabinete e, depois de várias operações magnéticas efetuadas por eles,
desapareceu a pintura mental, voltando a peça de cristal ao aspecto
primitivo.
Tornando à conversação livre, indagações enormes oprimiam-me o cérebro.
Não me contive. Com a permissão de Jerônimo e liderando companheiros tão
curiosos e pesquisadores quanto eu mesmo, acerquei-me de Cornélio e despejei-lhe
aos ouvidos grande cópia de interrogações. Acolheu-me, benévolo, e
informou:
— Pertence Asclépios a comunidades redimi-das do Plano dos
Imortais, nas regiões mais elevadas da zona espiritual da Terra. Vive muito
acima de nossas noções de forma, em condições inapreciáveis à nossa atual
conceituação da vida.
Já perdeu todo
contacto direto com a Crosta Terrestre e só poderia fazer-se sentir, por lá,
através de enviados e missionários de grande poder. Apreciável é o sacrifício
dele, vindo até nós, embora a melhoria de nossa posição, em relação aos homens
encarnados. Vem aqui raramente. Não obstante, algumas vezes, outros mentores da
mesma categoria visitam-nos por piedade fraternal.
— Não poderíamos, por nossa vez, demandar o plano de Asclépios, a fim de
conhecer-lhe a grandeza e sublimidade? — perguntei.
— Muitos companheiros nossos — assegurou-nos o Instrutor —,
por merecimentos naturais no trabalho, alcançam admiráveis prêmios de viagens,
não só às esferas superiores do Planeta que nos serve de moradia, mas também aos
círculos de outros mundos...
Sorriu e acrescentou:
— Não devemos esquecer, porém, que a maioria efetua
semelhantes excursões somente na qualidade de viajores, em processo estimulante
do esforço pessoal, à maneira de jovens estudantes de passagem rápida pelos
institutos técnicos e administrativos das grandes nações. Raros são ainda os
filhos do Planeta em condições de representá-lo dignamente noutros orbes e
círculos de vida do nosso sistema.
Não me deixei impressionar e prossegui perguntando:
— Asclépios, todavia, não mais reencarnará na
Crosta?
O instrutor gesticulou, significativamente, e esclareceu:
— Poderá reencarnar em missão de grande benemerência, se
quiser, mas a intervalos de cinco a oito séculos entre as
reencarnações.
— Oh! Deus — exclamei — como é grandioso semelhante estado de
elevação!
— Constitui sagrado estimulo para todos nós — ajuntou o mentor
atenciosamente.
— Devemos acreditar — interroguei, admirado
— Seja esse o mais alto grau de desenvolvimento espiritual
no Universo?
O diretor da casa sorriu, compassivo, em face de minha ingenuidade e
considerou:
— De modo algum. Asclépios relaciona-se
entre abnegados mentores da Humanidade Terrestre, partilha da soberana elevação
da coletividade a que pertence, mas, efetivamente, é ainda entidade do nosso
Planeta, funcionando, embora, em círculos mais altos de
vida.
Compete-nos peregrinar muito tempo, no
campo evolutivo, para lhe atingirmos as pegadas; no entanto, acreditamos que o
nosso visitante sublime suspira por integrar-se no quadro de representantes do
nosso orbe, junto às gloriosas comunidades que habitam, por exemplo, Júpiter e
Saturno. Os componentes dessas, por sua vez, esperam, ansiosos, o instante de
serem convocados às divinas assembléias que regem o nosso sistema
solar.
Entre essas últimas, estão os que aguardam, cuidadosos e vigilantes,
o minuto em que serão chamados a colaborar com os que sustentam a constelação de
Hércules, a cuja família pertencemos. Os que orientam nosso grupo de estrelas
aspiram, naturalmente, a formar, um dia, na coroa de gênios celestiais que
amparam a vida e dirigem-na, no sistema galáctico em que nos movimentamos. E
sabe meu amigo que a nossa Via-Láctea. viveiro e fonte de milhões de mundos, é
somente um detalhe da Criação Divina, uma nesga do
Universo!...
As noções de infinito encerraram a reunião encantadora no Santuário da
Bênção. Cornélio estendeu-nos a mão, almejando-nos felicidade e paz, e
despedimo-nos, sob enorme impressão, entre a saudade e o
reconhecimento.
André
Luiz
"Obreiros da Vida Eterna
Cap.
O SUBLIME VISITANTE
Sublime encontro - Emmanuel
Das águas
mansas do lago de Genesaré parecia-lhe emanarem suavíssimos perfumes, casando-se deliciosamente aoa
aroma agreste da folhagem.
Foi nesse
instante que, com o espírito como se estivesse sob o império de estranho e suave
magnetismo, ouviu passos brandos de alguém que buscava aquele
sítio.
Diante de seus
olhos ansiosos, estacara personalidade inconfundível e única.
Tratava-se de
um homem ainda moço, que deixara transparecer nos olhos, profundamente
misericordiosos, uma beleza suave e indefinível. Longos e sedosos cabelos
molduravam-lhe o semblante compassivo,como se fôssem fios castanhos,
levemente dourados por luz desconhecida. Sorriso divino, revelando
ao mesmo
tempo bondade
imensa e singular energia, irradiava da sua melancólica e
majestosa
figura uma fascinação irresistível.
Públio Lentulus
não teve dificuldades em identificar aquela criatura impressionan te,mas, no seu coração
marulhavam ondas de sentimento que, até então eram ignorados. Nem a sua
apresentação a Tibério, nas magnificências de Capri, lhe havia imprimido tal
emotividade ao coração. Lágrimas
ardentes rolaram-lhe dos olhos, que raras vezes haviam chorado, e força misteriosa e invencível
fê-lo ajoelhar-se na relva lavada em luar. Desejou falar, mas tinha o peito
sufocado e opresso. Foi
quando,
então, num
gesto de doce e soberana bondade, o meigo NAZARENO caminhou para ele, qual visão
concretizada de um dos deuses de suas antigas crenças, e, pousando
carinhosamente
a destra em sua fonte, exclamou em linguagem encantadora, que Públio entendeu
perfeitamente, como se ouvisse o
idioma patrício, dando-lhe a inesquecível
impressão de
que a palavra era de espírito para espírito, de coração para
coração:
- Senador,
porque me procuras?
(Obra:
Há 2000 anos
fonte: Carlos Eduardo Cennerelli < ce.cennerelli@terra.com.br >
VIDA APÓS A MORTE: O PARAÍSO ESPÍRITA
Diz a doutrina espírita que, depois da morte, há uma nova vida: esta é
uma jornada certa e cheia de revelações para os espíritos
desencarnados. Agora, descubra mais sobre o lado de lá
Texto • Vânia Silva
Há quem diga que a morte é a única certeza que temos na vida. Para os adeptos do espiritismo, no entanto, há uma certeza ainda mais significativa: o fato de que, depois da morte do corpo físico, o espírito se liberta, tornando-se consciente e verdadeiramente vivo.
Mas, afinal, como é essa tal de vida espiritual? Para onde vamos, o que fazemos, com o que nos preocupamos quando chegamos ao lado de lá? Segundo os kardecistas, há várias respostas possíveis. Após a morte, os caminhos de cada um se abrem conforme diferentes circunstâncias, desde a forma como morremos até a maneira como agimos na Terra.
Uma coisa é certa: cada ser une-se a outros que possuem o mesmo padrão vibratório de pensamento. Assim, todos têm possibilidade de desenvolver-se ao lado de seus semelhantes, como em uma escola, até que estejam aptos a alcançar níveis superiores da espiritualidade.
Recém-chegados
Como o espírito é totalmente ligado ao pensamento, a consciência da vida após a morte não é a mesma para todos. Seja por desconhecimento do mundo espiritual ou, simplesmente, porque sofreram morte repentina, muitos recém-chegados nem sequer têm noção de que desencarnaram. Em casos assim, é muito comum manter o indivíduo dormindo enquanto ele é preparado, por espíritos socorristas, para receber e entender a notícia da morte sem grandes choques.
Segundo os ensinamentos de Allan Kardec, há também os casos de pessoas que morrem por problemas de saúde ou acidentes violentos e, ao chegar do outro lado, acabam indo para verdadeiros hospitais, a fim de que se recuperem completamente da doença. “Quem desencarna doente continua o tratamento no mundo espiritual até estar curado”, explica Regina Helena Tuma Carlini, uma das diretoras da Federação Espírita do Estado de São Paulo.
Os socorristas, segundo Regina, podem ser espíritos próximos, como parentes desencarnados há mais tempo, grandes amigos e, também, aqueles que já trabalhavam no auxílio ao próximo na vida terrena, como médicos e enfermeiros que já passaram pela aprendizagem do outro lado da vida, evoluiram e, agora, podem auxiliar os que chegam.
FONTE: http://blog.forumespirita.net/2012/10/24/vida-apos-a-morte-o-paraiso-espirita/?utm_source=feedburner&utm_medium=email&utm_campaign=Feed%3A+blogforumespirita+%28Blog+F%C3%B3rum+Esp%C3%ADrita%29
Texto • Vânia Silva
Há quem diga que a morte é a única certeza que temos na vida. Para os adeptos do espiritismo, no entanto, há uma certeza ainda mais significativa: o fato de que, depois da morte do corpo físico, o espírito se liberta, tornando-se consciente e verdadeiramente vivo.
Mas, afinal, como é essa tal de vida espiritual? Para onde vamos, o que fazemos, com o que nos preocupamos quando chegamos ao lado de lá? Segundo os kardecistas, há várias respostas possíveis. Após a morte, os caminhos de cada um se abrem conforme diferentes circunstâncias, desde a forma como morremos até a maneira como agimos na Terra.
Uma coisa é certa: cada ser une-se a outros que possuem o mesmo padrão vibratório de pensamento. Assim, todos têm possibilidade de desenvolver-se ao lado de seus semelhantes, como em uma escola, até que estejam aptos a alcançar níveis superiores da espiritualidade.
Recém-chegados
Como o espírito é totalmente ligado ao pensamento, a consciência da vida após a morte não é a mesma para todos. Seja por desconhecimento do mundo espiritual ou, simplesmente, porque sofreram morte repentina, muitos recém-chegados nem sequer têm noção de que desencarnaram. Em casos assim, é muito comum manter o indivíduo dormindo enquanto ele é preparado, por espíritos socorristas, para receber e entender a notícia da morte sem grandes choques.
Segundo os ensinamentos de Allan Kardec, há também os casos de pessoas que morrem por problemas de saúde ou acidentes violentos e, ao chegar do outro lado, acabam indo para verdadeiros hospitais, a fim de que se recuperem completamente da doença. “Quem desencarna doente continua o tratamento no mundo espiritual até estar curado”, explica Regina Helena Tuma Carlini, uma das diretoras da Federação Espírita do Estado de São Paulo.
Os socorristas, segundo Regina, podem ser espíritos próximos, como parentes desencarnados há mais tempo, grandes amigos e, também, aqueles que já trabalhavam no auxílio ao próximo na vida terrena, como médicos e enfermeiros que já passaram pela aprendizagem do outro lado da vida, evoluiram e, agora, podem auxiliar os que chegam.
FONTE: http://blog.forumespirita.net/2012/10/24/vida-apos-a-morte-o-paraiso-espirita/?utm_source=feedburner&utm_medium=email&utm_campaign=Feed%3A+blogforumespirita+%28Blog+F%C3%B3rum+Esp%C3%ADrita%29
sábado, 20 de outubro de 2012
VIAJOR
(Introdução da obra com o título em epígrafe)
Caro amigo,
Perguntas quem somos.
Por enquanto, sabemos unicamente que, em cada um de nós, a vida encontra um viajor, seguindo para a Imortalidade.
Espíritos encarnados e desencarnados, já que nos achamos no regime de estágios evolutivos de uma existência para outra existência, através dos princípios da reencarnação, é justo considerar-nos na condição de viajantes, sempre prontos para nascer ou renascer, segundo as nossas necessidades ou conforme as determinações das leis que nos regem.
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Atendendo aos imperativos do burilamento espiritual, cada viajor permanece no veículo mais adequado às tarefas que deve desempenhar, com a obrigação de se aperfeiçoar e aperfeiçoar a vida de que se rodeia, em atividade constante.
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As residências ou carros de viagem variam para todos.
Palácios, mansões, casas grandes ou pequenas, apartamentos maiores ou menores, pardieiros, refúgios, choupanas ou esconderijos...
Cada qual de nós se encontra no lugar de que necessita.
* E solicitas normas para a tranquilidade, qual se pudéssemos formulá-las, à frente das multidões de criaturas heterogêneas, já que nem todas se localizam no mesmo grau de evolução.
* Ainda assim, ser-nos-á possível, alinhar alguns tópicos essenciais de nossas próprias disciplinas, na Vida Espiritual, que te ofertamos, não ao modo de mandamentos pretensiosos, mas por lembretes fraternos, para que não nos esqueçamos das nossas atitudes de urgência, de maneira a ganharmos tempo na viagem, atenuando problemas e conflitos que, porventura venham à tona de nosso relacionamento comum.
* Cultiva a fé em Deus para que não te falte a consciência tranqüila.
* Age servindo sempre.
* Lembra-te de que outros farão a ti mesmo, aquilo que aos outros te decidas a fazer.
* Espalha o bem quanto puderes e como puderes, respeitando a integridade da própria consciência.
* Não cobres tributos de gratidão.
* Abstém-te de destacar os defeitos do próximo, reconhecendo que todos nós os espíritos ainda vinculados à evolução gradativa na Terra, temos ainda o lado escuro do próprio ser por iluminar.
* Foge de guardar ressentimento, a fim de que o ódio não se te faça veneno no coração.
* Esquece as ofensas incondicionalmente, na certeza de que as agressões pertencem aos agressores.
* Se erraste, apressa-te a corrigir-te.
* Na hipótese de haveres ferido a alguém, solicita desculpa, buscando reparar essa ou aquela falta cometida.
* Tolera os companheiros na condição evolutiva em que se vejam, para que não lhes sufoques os impulsos de melhoria e elevação.
* Não suprimas a esperança, onde a esperança esteja crescendo, ainda quando a verdade te fustigue a vida íntima, porque a Providência Divina dispõe de poder para transformar todos os fracassos humanos em novos recursos de trabalho e transformação, em favor de todos os nossos irmãos, ainda mesmo os mais infelizes.
* Nas horas de crise, mantém a própria serenidade, sem supor que as tuas provações sejam maiores do que as dos outros, a fim de que o sofrimento educativo não se te transforme em prejuízo ou perturbação.
* Sê fiel aos compromissos assumidos para que os companheiros de experiência e caminho se te sustentem fiéis.
* Conserva a felicidade de ser útil e trabalha, tanto quanto puderes, realizando o melhor ao teu alcance, mesmo quando te suponhas sem necessidade de trabalhar.
* Aceita os semelhantes teus quais são, sem reclamar-lhes exibições de grandeza, para que a vida mais facilmente lhes consiga doar o crescimento justo com a maturidade necessária.
* Nestas diretrizes, seguiremos tranquilos, estradas adiante, conquanto as imperfeições de que ainda sejamos portadores, porque a vida se encarregará de trazer-nos as lições indispensáveis para que nos descartemos das arestas e das impropriedades de hoje, a fim de sermos as criaturas melhores de amanhã.
Emmanuel
Uberaba, 08 de fevereiro de 1985.
(De “Viajor”, de Francisco Cândido Xavier, pelo Espírito Emmanuel)
fonte: www.adde.com.br



