quinta-feira, 3 de maio de 2012

TRES ARTIGOS , TRES PERSONAGENS ARREBATADORES

ESTÊVÃO - UM FADÁRIO DE AGONIA E SUBLIME AMOR
 No capítulo I do monumental livro “Paulo e Estevão” há uma descrição da cidade de Corinto, reedificada por Júlio César, localizada ao sul da Grécia entre os mares Jônio e Egeu, no Mediterrâneo. Destruída pelo cônsul romano Múmio em 146 a.C., Corinto era um importante centro produtor de uvas e passas. Homero (autor de Ilíades e de Odisséia) chamou-lhe “Riquíssima Corinto”, pela excelência de suas terras. Também era famosa pelas libertinagens e os romanos aí encontravam campo vasto para suas devassidões.
No ano 34 a.D., Corinto em peso foi atormentada por violenta revolta dos escravos oprimidos. Controlando a situação os romanos elegeram as numerosas famílias judaicas para suas extorsões. Uma delas foi o clã de Jochedeb ben Jared, pai de Abigail (18 anos) e Jeziel (25 anos de idade).

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NASCIDO EM TARSO, RENASCIDO NAS VIAS DE DAMASCO
Saulo nasceu entre os anos 5 e 10 d.C.(1) em Tarso, província de Mersin, na zona meridional da Turquia central. Era descendente de uma respeitável e rica família de judeus da Diáspora.(2) Seu nome representava um tributo a Saul, primeiro rei judeu, consistindo, porém, a palavra Saulo na tradução para o grego. Possuía a cidadania romana, o que lhe conferia uma situação legal privilegiada. Sua formação rabínica foi iniciada aos 14 anos de idade, em Jerusalém, sob um costume rígido por efeito das normas dos fariseus e exercitado a ter o orgulho racial, condição peculiar aos judeus da antiguidade. É importante pronunciar, porém, que sua inteligência espiritual foi moldada sob os toques da instrução de Gamaliel, um dos maiores catedráticos nos anais do Judaísmo.
Imbuído de extrema retidão para com a sua fé, acuava os primeiros discípulos de Jesus na região de Jerusalém. Certa ocasião, sentindo-se gravemente insultado por Estevão, na Casa do Caminho, deu início à violenta perseguição aos cristãos, culminando com a lapidação e extermínio do próprio Estevão(3), irmão de sua noiva Abigail.
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A CONVERTIDA DE MIGDOL, UMA APÓSTOLA

A biografia de Maria de Magdala é um dos mais admiráveis temas da história do Cristianismo, destacando-se como exemplos inesquecíveis sua sujeição na ilusão da beleza inóspita e sua posterior ternura aos hansenianos do Vale dos Imundos.
Segundo consta na tradição, a “mansão” daquela mulher, em Magdala ou Migdol (torre), hoje el-Mejdel, à época cidade localizada na costa ocidental do Mar da Galileia, era procurada pelos príncipes das sinagogas, abastados comerciantes, bilionários senhores de terras e de escravos, funcionários de alta categoria da administração herodiana, que lhe assentavam no cofre moedas de ouro, jóias, dracmas de prata, perfumes raros, presentes exóticos.
Aquela mulher ficou conhecida como Maria Madalena, personagem que traz à tona discussões com interpretações dessemelhantes sobre sua vida. Destarte, optamos por esquadrinhar um consenso a propósito de determinadas questões fundamentais, para que nossa pesquisa não perdesse apropriada uniformização do seu conteúdo.
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