quinta-feira, 10 de maio de 2012

Idiossincrasia - O que todo Espírita precisa saber

Amigos;
o Espiritismo anda a par com a Ciência, e muitas vezes à frente.
É que inúmeras vezes a Ciência detecta o fenômeno mas não consegue explicar seus mecanismos, ou sua causa primária. Por exemplo, a origem da vida, o surgimento do Universo, a vida após a morte, e por aí vai.
A manifestação da Idiossincrasia está entre os muitos fenômenos ainda sem explicação por parte da Ciência.

Idiossincrasia

Nos dicionários encontraremos:


1.Disposição do temperamento do indivíduo, que o faz reagir de maneira muito pessoal à ação dos agentes externos.
2.Maneira de ver, sentir, reagir, própria de cada pessoa.
3.Med. Sensibilidade anormal, peculiar a um indivíduo, a uma droga, proteína ou outro agente.


O fenômeno está bem descrito, mas não a sua causa.
É onde entra o Espiritismo:

A Reencarnação é o recurso de que dispõe o Espírito para alcançar a perfeição, finalidade divina para a qual todos fomos criados.
Muitas de nossas experiências em vidas passadas foram de tal modo traumatizantes que impressionaram vivamente o nosso psiquismo. A morte violenta, os crimes da paixão, as sevícias e traições variadas, etc.
Vamos citar um exemplo que se nos mostra mais didático, para o presente caso.
As almas daqueles homens condenados à fogueira pelas maquinações diabólicas da Inquisição, transportam consigo os registros vivos daqueles acontecimentos e passam a compor a matriz essencial de suas personalidades.
Como resultado, demonstrarão estes companheiros, durante várias existências, disposições visceralmente contrárias às religiões e assuntos correlatos.
Eis uma manifestação idiossincrásica.
Por outro lado, as humilhações que um homem de fé possa experimentar em ambientes de extremado racionalismo científico, o predisporão, em vidas futuras, a certo fanatismo religioso ou a certas manifestações obscurantistas ante os avanços da ciência.

A cada existência desempenha-se um papel bem determinado na ribalta da vida, e o somatório das muitas performances constituem a individualidade, o caráter da criatura, com todas as suas peculiaridades.
E a estas particulares disposições da alma em evolução dá-se o nome de Idiossincrasia.

Aquele companheiro do Espiritismo que se delicia com os romances e as obras mais amenas, ou aquele outro que exalta-se na defesa da pureza doutrinária, o ortodoxo que policia o mau uso do CUEE (Controle Universal dos Ensinos dos Espíritos), enfim, estes arroubos e aptidões são simples manifestações daquele fenômeno.

Inobstante o conhecimento que hoje felicita nossos corações, à frente da vida depararemos com pessoas que de um modo ou outro, neste ou naquele ambiente, atrairão nossa atenção por se afastarem do senso comum, digamos, contrariando a regra geral e, quiçá, polarizando antipatia generalizada.
Não nos enganemos; todos guardamos na intimidade uma maior ou menor influência daqueles fatores do passado.
A isto denominamos, Personalidade!

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