quarta-feira, 2 de novembro de 2011

PERDÃO

A caridade que consiste na esmola dada aos pobres é a mais fácil de todas. Outra há, porém, muito mais penosa e, consequentemente, mais meritória: a de perdoar aos que Deus nos colocou em nosso caminho para serem instrumento do nosso sofrer e para nos pôr à prova e a paciência. Allan Kardec (O Evangelho Segundo o Espiritismo Capítulo IX,ítem7).
Perdão liberta quem o pratica, livra-o do impiedoso julgo do rancor e de sua seqüela endócrina, que despeja toxinas na corrente circulatória, apertando artérias, e favorecendo os acidentes vasculhares cerebrais. Derivado do latim vulgar perdonare, perdão significa doar-se, dar-se. O que de melhor há nas criaturas: compaixão, compreensão, esperança.
  Se errar é humano, perdoar é divino e por que não o fazemos com mais freqüência? Afinal, como sempre, o Cristo legou-nos lições maravilhosas de vida ao ensinar o valor do perdão, dizendo aos perseguidores da mulher adúltera: “Atire a primeira pedra aquele que não tiver pecado”.  Em outra oportunidade falou que deveríamos perdoar não sete vezes mais setenta vezes sete vezes, o que significa dizer: quatrocentos e noventa vezes, sempre, a cada falta cometida.
Com efeito, se necessitamos que perdoem aos nossos erros e faltas precisamos aprender a perdoar. E a esquecer posto que não basta o primeiro sem o último.
Moisés ao receber a Primeira Revelação, descendo do Monte Sinai, deparou-se com o povo nômade, fugitivo da escravidão, retornando aos antigos hábitos, adorando um  bezerro de barro. Com violência da sua espada ele destruiu o amuleto e ainda quebrou as Tábuas da Lei, atirando-as ao solo. Mas voltou a meditar no Monte, rogando novas Tábuas, e rogou o perdão.
  É preciso coragem para perdoar de verdade. Muitos dizem: “Perdôo, mas não esqueço”. Então não perdoou, posto que é preciso virar a página, esquecer a ofensa. O esquecimento do mal pode ser feito com um exercício diário da oração e da meditação e da caridade ao semelhante.
“Só quem detém a capacidade de perdoar, conquista o direito de julgar. Perdoar é uma decisão que libera as pessoas de sentimentos inamistosos evitando as doenças.  Perdoar libera as toxinas mentais da saúde." Nos informa Joseval Carneiro escritor e pequisador espírita bahiano.
Finalmente, se não podemos, ainda, amar os nossos inimigos, como nos ensinou o Divino Mestre, que ao menos perdoemos. Faz um bem considerável a todo o corpo físico evitando o câncer e outras doenças, especialmente, as do coração. Pense nisto!
João Cabral - Presidente da ADE-SERGIPE. Jornalista. Radialista. Website: www.ade-sergipe.com.br 
fonte:   CEECAL INFORMATIVO
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