sexta-feira, 29 de julho de 2011

Fardos Inúteis

                                   
Conta a lenda que dois monges atravessavam uma área deserta quando, diante de um rio violento, avistaram uma linda jovem que tentava atravessá-lo sem sucesso. Um dos monges, não sem dificuldade, colocando a mulher em suas costas conseguiu atravessar o rio em segurança. A jovem abraçou-o agradecida e comovida com o seu gesto, e seguiu seu caminho.

Retomando a jornada, o monge que assistiu a tudo calado repreendeu o amigo, falando do contato carnal que houve com aquela jovem e da tentação de ter aquele contato mais direto com uma mulher, o que era proibido pelas suas leis. E durante um bom trecho do caminho esse monge falou sobre a mulher e sobre o pecado cometido, até que aquele que ajudou a jovem na travessia falou: querido amigo, eu atravessei o rio com a jovem e lá eu a deixei, mas você continua a carregá-la em seus pensamentos!
Da mesma forma, muitos dos nossos fardos já poderiam estar abandonados em outras curvas da vida, mas nós insistimos em carregá-los. Levamos nossas dores e frustrações ao extremo; dramatizamos demais, multiplicamos cada dor, cada ofensa, cada contrariedade. E por isso não conseguimos relaxar, perdoar ou sermos felizes, pois o peso que acumulamos torna-se exaustivo.

Reflita: quais são os fardos que você continua carregando e que não deveriam estar mais com você? Qual é a dor que você anda revivendo, fazendo com que velhas feridas voltem a sangrar? Quantas oportunidades você anda deixando para trás por ainda estar amarrado ao passado?
Desmonte o velho acampamento do comodismo e siga adiante na longa jornada que a vida apresenta. Quanto mais leve a sua mochila, mais fácil torna-se a subida rumo à felicidade!"

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