quinta-feira, 4 de novembro de 2010

TARDIA CONSTATAÇÃO E PEDIDO DE PRECES

Aqui a realidade é outra.
Jamais estivemos desamparados mas somos os únicos construtores das ações e de suas consequências que virão.
Desencarnar não é difícil. Penoso é despertar para a realidade, sem fantasias, no mundo espiritual.
Como é dificil constatar que continuamos vivos, frente-a -frente, continuadamente vendo as ações praticadas na vida física que ficou.
Felizes quando boas foram as nossas realizações.
Desesperados quando o prejuízo, à calunia, à violência, e toda sorte de realizações negativas .....
Quanto o lamentar a perda de oportunidades em uma existência destinada por nós apenas ao prazer, as futilidades da vida física e social, a ambição pela posse e a evidência......
Gozei muito.
Noites mal dormidas, àlcool, sexo, jogo e o fumo. Conversas onde a maledicência, calúnia ao próximo reinavam....
Do lamento, de mãos vazias, para o recomeço e a realização no bem é a única solução.
Meus amigos, não percam um minuto sequer em atividades ou atitudes que não sejam a evolução moral e o aprimoramento espiritual.
Vivam com o Cristo no coração.
Que outro não seja o interesse em ser útil na sociedade terrestre, doando-se para receber depois, além da vida física....
Meu futuro: Trabalho, Trabalho, Trabalho.....
Solicito preces para meu espírito em sofrimento.

Um amigo em sofrimento,
Psicografia em 02/08/2009

PAZ EM TI
É muito importante a paz.
Governos a estabelecem fomentando guerras, gerando pressões, submetendo as vidas que se estiolam sob jugos implacáveis.
A paz é imposta, dessa forma, mediante a coação e, depois, negociada em gabinetes.
Vem de fora e aflige, porque é aparente.
Faz-se legal, mas nem sempre é moralizada.
Tem a aparência das águas pantanosas, tranqüilas na superfície, asmáticas e mortíferas na parte submersa.
Assim se apresenta a paz do mundo, transitória, enganosa.
A paz legítima emerge do coração feliz e da mente que compreende, age e confia.
É realizada em clima de prece e de amor, porque, da consciência que se ilumina ante os impositivos das Leis Divinas, surge a harmonia que fomenta a dinâmica da vida realizadora.
Essa paz não se turba, é permanente. Não permite constrangimento, nem se faz imposta.
Cada homem a adquire a esforço pessoal, como coroamento da ação bem dirigida, objetivando os altos ideais.
Não basta, no entanto, programar e falar sobre a paz. Mas, visualizando-a, pensar em paz e agir com pacificação, exteriorizando-a de tal forma que ela se estabeleça onde estejas e com quem te encontres.
Seja a paz, na Terra, o teu anseio, em oração constante, que se transforme em realização operante como resposta de Deus.
Orando pela paz, esse sentimento te invade, e o amor, que de Deus se irradia, anula todo e qualquer conflito que te domine momentaneamente.
A paz em ti ajudará a produzir a paz no mundo.
pelo Espírito Joanna de Ângelis - Do livro: Filho de Deus, Médium: Divaldo Pereira Franco, Salvador-BA: LEAL. 1997

RAZÕES DA VIDA
Indagas, muita vez, alma querida e boa:
— "Meu Deus, por que essa dor que me atormenta o ser?"
E segues, trilha afora, em pranto oculto,
De sonho encarcerado, a lutar e a sofrer.
Anelas outro clima, outro lar e outros rumos,
Entretanto, o dever te algema o coração dorido
Ao campo de trabalho que abraçaste,
Atendendo, na Terra, a divino sentido.
Antes de renascer, os seres responsáveis
Notam as próprias dívidas quais são
E suplicam a Deus lhes conceda no mundo
caminho que os leve à redenção.
Não recalcitres, pois, contra os próprios encargos
Que te parecerem fardos de problemas,
Encontras-te no encalço da conquista
De bênçãos imortais e alegrias supremas.
A lágrima que vertes padecendo
Longas tribulações. entre lutas e crises.
É um remédio da vida. em nossos olhos,
Que nos faculte ver os irmãos infelizes.
O abandono dos seres que mais amas.
Criando-te a aflição em que choras e anseias.
É um curso de lições em que aprendemos
Quanto custam na estrada as angústias alheias.
Familiares que te contrariam
Trazem-nos a lembrança os gestos rudes
Com que outrora ferimos entes caros
No fel de nossas próprias atitudes.
Afeição de outras eras que descubras.
Querendo-lhe debalde a presença e a união,
É instrumento de amor que te inspira a renúncia
Para o trabalho da sublimação.
A experiência humana é breve aprendizado
E essa tribulação que te fere e domina
É recurso dos Céus, em nosso amparo,
Zelo, defesa e luz da Bondade Divina.
Sofre sem reclamar a prova que te coube,
Mesmo que a dor te espanque, atingindo apogeus...
E, um dia, exclamarás, ante os sóis de outra vida:
- "Bendita seja a Terra!... Obrigado. meu Deus!..."
(De “A Vida Conta” – Francisco Cândido Xavier – Maria Dolores)

Egoísmo
Emmanuel & Francisco Cândido Xavier
Herança evidente de nossa antiga animalidade, por toda a parte, ainda vemos o egoísmo a repontar em toda extensão do mundo...
O egoísmo!...
Em família, é o exclusivismo do sangue.
No lar, é o narcisismo doméstico.
Na oficina de trabalho, é o despeito.
Na propriedade transitória, é a ambição de posse desnecessária.
Na cultura da inteligência, é a vaidade intelectual.
Na ignorância, é a agressividade.
Na riqueza amoedada, é o espírito de usura.
Na pobreza, é a inveja destrutiva.
Na madureza, é o azedume.
Na mocidade, é a ingratidão.
No ateísmo, é a impiedade.
Na fé religiosa, é a intolerância.
Na alegria, é o excesso.
Na tristeza, é o isolamento.
Nos fortes, é a tirania.
Nos fracos, é a astúcia.
Na afetividade, é o ciúme.
Na dor, é o desespero.
No mimetismo que lhe é próprio, usa em todos os setores as mais diversas máscaras e qual o joio que abafa o trigo, comparece igualmente nos corações que a luz já felicite, em forma de cólera e irritação, desânimo e secura...
Se desejamos dar combate à praga do egoísmo na gleba da alma, saibamos estender, cada dia, as nossas disposições de mais amplo serviço ao próximo, e, aprendendo a ceder de nós mesmos, entre a humildade e o sacrifício, no bem de todos, conquistaremos com o Cristo a plenitude do amor que lhe converteu a própria cruz em ressurreição para a Vida Eterna.
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O Desânimo
Joanna de Ângelis & Divaldo P. Franco
Por mais terrível que se te apresente a situação, segue adiante, sem desfalecimento.
O desânimo é inimigo sutil que inutiliza os mais belos empreendimentos da vida.
Se os amigos te abandonaram ante os insucessos econômicos ou afetivos que te chegaram; se os parentes e afetos resolveram afastar-se por motivos que desconheces; se tudo te empurra ao limite estreito da solidão, recompõe-te intimamente e espera.
É provável que te sintas a sós, e que, aparentemente, estejas sem companhia. Isto, porém, não é uma realidade espiritual, mas o reflexo do momentâneo estado de alma que te assalta.
Nunca estás sozinho. Fazendo parte integrante da Criação, ela está em ti, tanto quanto nela te encontras.
No lugar onde estejas, Deus está contigo: no lar, no trabalho, no espairecimento, no repouso, na doença, na saúde, nele haurindo consolo e forças para prosseguires nos misteres a que te vinculas.
Somente te sentirás só, se deixares de preservar o vínculo consciente com o Seu amor. Mesmo assim, Ele permanecerá contigo.
Estás unido a toda a Humanidade. Vão-se umas pessoas. Outras chegam. Não te amargures com as que partem. Não te entusiasmes com as que chegam.
As criaturas passam como veículos vivos: têm um destino e não as podes deter.
Compreendendo esse impositivo, faze-te amigo e irmão de quem encontres no caminho, não o retendo ao teu lado, nem te fixando no dele. Ajuda-o e segue.
Só Deus, porém, é sempre o constante companheiro. Por isso, nunca te permitas sentir solidão.

REVISTA ESPIRITA
JORNAL DE ESTUDOS PSICOLÓGICOS PUBLICADA SOB A DIREÇÃO DE ALLAN KARDEC
Todo efeito tem uma causa. Todo efeito inteligentetem uma causa inteligente. O poder da causa inteligente
está na razão da grandeza do efeito.
TERCEIRO ANO.-1860

DITADOS ESPONTÂNEOS
Remorsos e arrependimentos.
Estou feliz por vos ver todos reunidos pela mesma fé e o amor de Deus Todo-poderoso, nosso divino senhor. Possa ele sempre vos guiar num bom caminho, vos cumular com seus benefícios, o que fará se vos tornar dignos disso.
Amai-vos sempre uns aos outros como irmãos; prestai-vos um apoio mútuo, e que o amor ao próximo não seja para vós uma palavra vazia de sentido.
Lembrai-vos de que a caridade é a mais bela das virtudes, e que, de todas, é a mais agradável a Deus; não somente essa caridade que dá um óbolo aos infelizes, mas aquela que vos faz compadecer de nossos irmãos infelizes; que vos faz partilhar suas dores morais, aliviar os fardos que os oprimem, a fim de lhes tornar a dor menos viva e a vida mais fácil.
Lembrai-vos de que o arrependimento sincero obtém o perdão de todas as faltas, tanto a bondade de Deus é grande, o remorso nada tem de comum com o arrependimento. O remorso, meus irmãos, é já o prelúdio do castigo; o arrependimento, a caridade, a fé, vos conduzirão às felicidades reservadas aos bons Espíritos.
Ouvireis a palavra de um Espírito superior, bem amado de Deus; recolhei-vos, e abri vosso coração às lições que ele vos dará.

UM ANJO GUARDIÃO.

Espalhando a Gratidão!

Amados amigos, esta mensagem de gratidão foi criada por mim num momento de inspiração e há anos ela faz parte da minha vida.Intuitivameente eu já acreditava que esta era uma
forma de me manter em sincronia com o Poder Supremo e com o Universo.
Tem dado super certo para mim e tenho certeza que estará dando também para quem resover praticá-la em sua vida!
É só copiar com amor e sentir realmente a Gratidão em seu interior!
Fiquem á vontade!
Reconhecimento pela Gratidão!
Meu "Poder Supremo" que há em mim e comigo, sou grata por cada segundo do dia de hoje!
Agradeço tudo que sou, tudo que tenho e pela minha Vida com todos e tudo que fazem parte dela,,,
Sou grata por todas as Graças que recebo e por todos os meu desejos; os que pedi e já foram atendidos, os que não pedi e mesmo assim recebi e os que pedi e estou em processo de chegar até a mim!
Sou grata a "Fonte de Energia" que esta sempre a minha disposição!
Sou grata ao Universo por conspirar continuamente ao meu favor e sou grata por Eu ser Eu exatamente como sou e com tudo que está em mim e comigo! E assim é!
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Tranquilidade
(Joanna de Ângelis)
Conceituas tranqüilidade qual se fora inércia ou indolência, dever ausente, lazer demorado. Face a isso pensas em férias, recreação, letargo, com que supões lenir aflições íntimas, solucionar problemas e complexidades do cotidiano.
Talvez consigas, em misteres de tal natureza, renovar forças, catalisar energias, predispor-te. Sem e esforço interno, intransferível com que te defrontarás, assumindo posição decisiva para os embates de reeducação, dificilmente lograrás êxito.
A tranqüilidade independe de paisagens, circunstâncias e ocasiões. Estabelece-se no espírito como resultado de uma consciência pacificada, que decorre, a seu turno, de uma vivência moral e social concorde com os postulados de enobrecimento espiritual.
Fatores externos criam, às vezes, possibilidades, circunstâncias para as aquisições do espírito. É, porém, nas refregas da evolução, lapidando imperfeições e arestas, que o homem se auto-descobre, conhece-se e premia-se com a ação libertadora.
O cansaço, o desaire, a perseguição, a dor não obstante aflijam, jamais logram romper a armadura da tranqüilidade real.
Quando existe harmonia interior os ruídos de fora não ecoam perturbadoramente. Se condicionas a tua tranqüilidade a lugares, pessoas e fatores externos, submetes-te, apenas, ao anestésico condicionante para o lazer dos sentidos.
Se necessitas de silêncio, melodias, ginásticas para a tranqüilidade, apenas estás no rumo. Sem que te possas manter sereno no retiro da natureza ou na atividade das ruas, entre sons harmoniosos e a poluição sonora, ritmos ginastas e a esfalfa das correrias nas leiras da caridade junto ao próximo, a tua aquisição ainda é miragem diletante, que facilmente se diluirá.
Se te enerva a espera ou te desagradam o cansaço e o medo, ruis, somente, comodidades, encontrando-te longe da tranqüilidade real.
Um espírito tranqüilo não se atemoriza nem se enfada não se desarranja nem se rebela, porquanto, pacificado pela consciência reta, vibram nele as energias da renovação constante e do otimismo perene.
Jesus, no Sermão da Montanha ou no Gólgota, manteve-se o mesmo. Estatuindo a carta magna para a Humanidade, louvou Deus e padecendo a injustiça humana agradeceu ao Pai, enquanto perdoou os homens.
Íntegro, confiante, demonstrou até o momento último que a tranqüilidade é preciosa aquisição com que a vitória da vida coroa as lutas nas incessantes batalhas do existir.

Do Livro Leis Morais da Vida, psicografado por Divaldo P. Franco, ditado pelo espírito Joanna de Ângelis.
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Idolatria e homenagens a médiuns
Fonte: Revista Reformador de Ago/2005
Umberto Ferreira

Os médiuns não devem esquecer que, com raras exceções, são Espíritos endividados que pedem a Deus que lhes dê a oportunidade de reparar débitos do passado, de preferência através do trabalho desinteressado em favor do próximo, por meio da vivência do amor. E o Criador atende, concedendo-lhes o dom da mediunidade. Com isso, são acolhidos na Seara do Mestre Jesus na condição de trabalhadores.
Sem dúvida, há médiuns que não estão nessa condição, mas na de missionários.
Esses, entretanto, como nos informa André Luiz, são raros na Terra e são pessoas dotadas de qualidades que as distinguem do homem comum.
Os missionários correm menores riscos de falir em suas missões. Já os trabalhadores, devido às imperfeições que ainda têm, são muito mais vulneráveis às quedas.
Dentre as pessoas que cercam os médiuns, muitas se entusiasmam com as suas faculdades mediúnicas e passam a encará-los como missionários, atribuindo-lhes méritos que ainda não têm. Confundem o médium com o homem.
Algumas delas ficam fascinadas pelos fenômenos que se produzem através da mediunidade, ignorando que os verdadeiros autores das idéias ou das ações curativas são os Espíritos Superiores que agem em nome de Deus. Assim, passam a elogiá-los, endeusá-los, idolatrá-los.
Os Espíritos adversários da Doutrina Espírita utilizam essas pessoas invigilantes e despreparadas para o verdadeiro apostolado de Jesus a fim de exaltarem o ego do médium. Têm por objetivo transformá-lo em ídolo para derrubá-lo depois.
O médium vigilante, ciente de que não está isento da vaidade, procura estudar atentamente suas reações mais íntimas. Interroga a sua consciência para saber se está ou não acreditando nesses elogios; se está ou não alimentando no íntimo o espírito de grandeza, a vaidade; se está ou não desejando receber homenagens e gostando de ser idolatrado...
Sobre a idolatria observa Emmanuel:
"Os "primeiros lugares", que o Mestre nos recomendou evitemos, representam ídolos igualmente. Não consagrar, portanto, as coisas da vida e da alma ao culto do imediatismo terrestre, é escapar de grosseira posição adorativa." (Caminho, Verdade e Vida.)(1)
Com relação a homenagens, asseverou Emmanuel:
"As homenagens inoportunas costumam perverter os médiuns dedicados e inexperientes, além de criarem certa atmosfera de incompreensão que impede a exteriorização espontânea dos verdadeiros amigos do bem, no plano espiritual." (Pão Nosso.)(2)
Foi para os trabalhadores da seara que Jesus dirigiu as palavras:
"Brilhe a vossa luz, para que os homens vejam as vossas boas obras e glorifiquem a vosso Pai que está nos céus."(3)
Agem com sabedoria os médiuns que evitam a exaltação própria, bem como as homenagens a eles propostas por homens ou instituições.
É melhor dispensá-las com humildade, reconhecendo que as glórias devem ser remetidas a Deus.
Poder-se-ia pensar que nossas considerações representem críticas a alguns expoentes do Movimento Espírita que receberam títulos honoríficos. Eles são obreiros fiéis, que não se deixaram levar pelo orgulho e a vaidade.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:
(1) XAVIER, Francisco C. Caminho, Verdade e Vida, pelo Espírito Emmanuel. 24. ed. Rio de Janeiro: FEB, 2004, cap. 126, p. 267-268.
(2) ______. Pão Nosso, pelo Espírito Emmanuel. 25. ed. Rio de Janeiro: FEB, 2005, cap. 52, p. 115-116.
(3) O Novo Testamento, Jesus, Mateus, 5:16. Tradução de João Ferreira de Almeida, 2. ed. São Paulo: Sociedade Bíblica do Brasil.

fonte;  Carlos Eduardo Cennerelli 

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