quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Dez Maneiras de Amar a Nós Mesmos

Livro: Paz e Renovação
André Luiz & Francisco Cândido Xavier

1 - Disciplinar os próprios impulsos.
2 - Trabalhar, cada dia, produzindo o melhor que pudermos.
3 - Atender aos bons conselhos que traçamos para os outros.
4 - Aceitar sem revolta a crítica e a reprovação.
5 - Esquecer as faltas alheias sem desculpar as nossas.
6 - Evitar as conversações inúteis.
7 - Receber o sofrimento no processo de nossa educação.
8 - Calar diante da ofensa, retribuindo o mal com o bem.
9 - Ajudar a todos, sem exigir qualquer pagamento de gratidão.
10 - Repetir as lições edificantes, tantas vezes quantas se fizerem necessárias, perseverando no aperfeiçoamento de nós mesmos sem desanimar e colocando-nos a serviço do Divino Mestre, hoje e sempre.

MUDANÇAS

Muitas aflições resultam de nossa inadaptação à realidade.

É que ainda, em nosso estágio evolutivo, é muito difícil sabermos ter sem reter.


Se observarmos a vida, com as lentes da compreensão mais alta, reconheceremos que tudo quanto acreditamos possuir, temos recebido e estamos recebendo da Divina Providência, em regime de usufruto.

A própria vida se encarrega de nos mostrar a inexistência da posse em caráter definitivo.

Entendemos o sentido legítimo da propriedade, na Terra, e respeitamos as leis que lhe ofertam garantia. Notamos, entretanto, que toda propriedade, com variações de tempo, se transfere, entre os homens, de determinadas mãos para outras.



Aquilo que no pretérito, pertenceu aos nossos antepassados, nem sempre agora permanece sob o controle dos nossos descendentes.

As criaturas mais queridas estão vinculadas a fichas cármicas diferentes das nossas.

Os companheiros mais estimáveis estão submetidos a provas que desconhecemos.

Paisagens que considerávamos, ontem, por deleitosos retiros, encontram-se hoje transformadas por aqueles que nos substituíram, no Plano Físico.


À vista disso, recebamos todos os acontecimentos, tais quais são, cultivando o bem que se nos faça possível, sabendo que, em quaisquer crises da existência, nos problemas que se mostrem inacessíveis à nossa capacidade de solução, devemos entregar a Deus tudo o que a vida nos cedeu, por empréstimo, trabalhando e servindo sempre.


No sustento de nossa própria paz, estejamos conscientes de que a lei da mudança funciona em toda parte, em nome do Criador, não para que haja sofrimento e, sim, para que se realiza o melhor.

(De “Espera servindo”, de Francisco Cândido Xavier, pelo Espírito Emmanuel)



O RECURSO

Começaste o dia recebendo a visita de um amigo, a falar-te da leviandade de um
parente que te acusou por faltas que não cometeste.
Para logo te desmandaste na irritação e na revolta.

Em seguida, vieram as compras, segundo a lista de encomendas que formulaste
na véspera.
Alguns artigos, no entanto, não chegaram nas condições esperadas e, sem
qualquer hesitação, devolveste o material recebido com ásperas reclamações.

Logo após, observaste que o vizinho, involuntariamente, provocou pequeno defeito
no sistema de esgotos, prejudicando-te o banheiro, por alguns minutos.
De imediato, chamaste às contas o amigo da vizinhança, admoestando-o com
severidade agressiva, sem ao menos aceitar-lhe o pedido de desculpas, enunciado
com humildade.

Não passou muito tempo, notaste que a governanta não efetura a limpeza da casa,
conforme as minudências de tuas instruções.
E à frente da senhora que te serve com atenção à vida familiar, dirigiste a ela um
sermão esbrazoado de exigências.

Assim atravessaste as horas, lastimando a vida, gritando contra determinadas
pessoas, maldizendo parentes, criticando, condenando, ironizando e ferindo aos que
te rodeiam.

Em sobrevindo a noite, trazias o corpo abatido, como que vergastado por farpas
invisíveis.
Clamaste contra a doença e te declaraste com os nervos destrambelhados.

Por fim, em certo momento, pediste chorando para que alguém te descobrisse
um remédio ou um recurso contra as tuas angústias e contrariedades, amarguras e
desesperações.

É por isso que estamos aqui a rogar-te com respeito:
- Experimenta o perdão.


(Obra: Jóia - Chico Xavier / Emmanuel)

*****

Conjuguemos, assim, conselho e ação, palavra e conduta, na mesma onda de serviço renovador, compreendendo, por fim, que o bem que nos falta nem sempre é o bem que ainda não desfrutamos, mas sim o bem dos outros que, em nosso próprio benefício, nos cabe fazer.

(Obra: Justiça Divina - Chico Xavier / Emmanuel)

A LEI CUIDA DE TODOS

Redação da Momento Espírita

http://www.momento.com.br/pt/ler_texto.php?id=2607&let=L&stat=0



Em uma apreciação rasa das ocorrências do mundo, talvez pareça que as injustiças imperam.
Entretanto, a ordem cósmica é perfeita e ninguém consegue burlar seus imperativos.
Não há como negar que os homens erram, em sua imperfeição.
Às vezes utilizam a liberdade de modo infeliz e causam dores na vida do próximo.
Mas absolutamente ninguém se furta de assumir as consequências de todos os seus atos.
Ações dignas se convertem em bênçãos e luzes.
Desafios vencidos, com coragem e dignidade, abrem portas para fases mais ricas da existência imortal.
O mesmo se dá com relação aos equívocos, apenas com outra conotação.
Tudo o que se faz, diz e pensa, tem consequências.
A influência que se exerce no mundo vincula o porvir.
Quem incentiva o vício, semeia a dor ou dilapida os tesouros da vida, prepara dias de angústia para si próprio.
Contrariamente ao que por vezes se pensa, o propósito da Lei Divina não é punir.
Ela objetiva educar, corrigir e levar o faltoso à reparação.
A dor, como resultado do equívoco, é apanágio de quem se nega a retificar o que fez.
Isso não implica que o ato de reparar, embora não tenha necessariamente uma conotação dolorosa, seja fácil.
Tudo depende da gravidade dos desdobramentos do ato praticado.
Imagine-se que um homem induz outro a desenvolver determinado vício ou a adotar certa conduta leviana.
O primeiro vincula-se aos reflexos de seu agir inconsequente.
O segundo pode ter estrutura moral mais frágil e se complicar de modo grave.
Talvez ponha a perder o equilíbrio de sua família e a própria saúde.
Quem o induziu ao despenhadeiro terá de auxiliá-lo na caminhada de retorno.
Assim, convém prestar muita atenção na influência que se exerce sobre o semelhante.
Nunca se sabe o quanto os próprios atos, exemplos e palavras podem ser impactantes.
Quem se faz instrumento do mal lança algo em direção ao futuro.
O único modo de impedir o retorno, na forma de aflições, é se dispor rapidamente à reparação.
Uma vez consciente do equívoco, impõe-se assumir corajosamente as consequências.
Providências nobres, voltadas à reconstrução da harmonia, constituem o amor que cobre a multidão de pecados (*), no dizer evangélico.
Tendo em mente a perfeição da ordem cósmica, não há razão para se angustiar com as aparentes injustiças do mundo.
Certamente convém agir para que elas sejam minoradas e o mal gradualmente se extinga.
Contudo, tal pode se dar em regime de tranquilidade e confiança em Deus.
Afinal, se cada um é livre para fazer o que deseja, a Lei cuida de todos.

Pense nisso.
Redação da Momento Espírita.

Em 12.05.2010.
A LEI CUIDA DE TODOS

Redação da Momento Espírita

http://www.momento.com.br/pt/ler_texto.php?id=2607&let=L&stat=0

fonte: Carlos Eduardo Cennerelli

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