segunda-feira, 24 de agosto de 2009

ATENÇÃO AO GUIISMO

"(...) Kardec apresenta-nos no Livro dos Espíritos as escalas de evolução dos espíritos, afirmando que estas não são estanques. Assim é a diversidade de espíritos que se comunicam.
A meu ver, a maioria dos espíritos que se comunicam são familiares. Dirão que familiares são todos, mas refiro-me às suas preocupações pessoais que se sentem em mensagens personalizadas, quase sempre a focalizar questões individuais ou do foro íntimo.
Muitos serão bons, outros nem tanto. Mas dada a nossa condição de espíritos ainda com a propensão para o mal, espíritos ignorantes, condição que não podemos dissociar da mediunidade, são raras as comunicações de espíritos Bons (aqueles que detêm a predominância do espírito sobre a matéria.

Esta questão remete-nos para a outra que é a identidade dos espíritos, e que a seu tempo será aqui objecto de estudo.

Objectivamente, em resposta à sua pergunta Atlante, o Mario deu a resposta ao afirmar:

Citar
«Mensagens boas provocam bom ambiente. Mensagens inspiradas por mistificadores geram mal estar e discórdia se houver quem as questione.»

Se nós avaliamos uma pessoa pelos seus actos e pelo seu exemplo, assim pode ser feito em relação ao que os espíritos dizem.

Outra questão pertinente levantada, é a de sermos conduzidos pelos espíritos. E tem todo o interesse ser discutida quando se fala em criar um centro espírita.

Tenho conhecimento que existem centros espíritas que questionam a Espiritualidade antes de dar qualquer passo. Aliás, nada é feito sem que os mentores digam o que se vai fazer. Eu já participei num centro que funciona assim.
Anda tudo em função do que ditam os espíritos, a ponto que um ano as palestras são a tal dia e hora, noutro ano muda tudo, e por aí adiante...
Se um colaborador quer estudar: aguarde até que os espíritos digam quando...Se um colaborador tem uma sugestão: tem de se perguntar 1º aos mentores se tem viabilidade...etc, etc.

Isto é grave!
Conheço uma médium, que quando vai à casa de banho (banheiro) leva papel e lápis, porque os espíritos querem se comunicar e não há como não permiti-lo.

Sabemos que estamos rodeados de espíritos 24horas por dia, e que somos influenciados a toda a hora, mas também sabemos que só nós somos responsáveis pelas nossas atitudes e sentimentos.

Já aqui o disseram: espíritos bons (II ordem segundo o L.E), não se detém em dar orientações comezinhas ou individuais. Daí que se deve reflectir sobre as orientações constantes, de supostos mentores, que pretendem intervir na vida diária de cada um ou de uma instituição.

Estas situações deveriam ser debatidas em grupo dentro dos centros, para que não se caminhe para casos como o relato em "Aconteceu na casa espírita"..."


Muito valiosa intervenção de Gigii no estudo do mês do Fórum Espírita. Esta prática acerca da qual Giggii nos alerta, a dependência em relação a certos Espíritos, às vezes chamada "guiismo", é porta aberta para muita mistificação.

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