1 - O que envolve o processo de libertação das pessoas?
RESPOSTA – Decisão pessoal. Determinação.
- Como alcançá-lo?
RESPOSTA - Trabalhando muito e amando
- E o que o impede?
RESPOSTA - Preguiça.
2 - A obrigação seria aquilo que consideramos responsabilidade nossa, mas que nem sempre é. Por exemplo, até que ponto temos a 'obrigação' de ajudar determinada pessoa a crescer, até onde devemos ir e até que ponto temos de deixá-la crescer sozinha... Qual o limite?
RESPOSTA - O seu maior compromisso nesta encarnação é a sua evolução pessoal e não a evolução do próximo. Auxiliar aos outros sim, sem dúvida, mas sem prejudicar sua evolução. Este é o limite.
3- Quanto mais autoconhecimento adquirimos mais responsabilidade temos diante da vida e com as pessoas?
RESPOSTA - Sim.
- Como isso funciona?
RESPOSTA - À medida que desenvolvemos o autoconhecimento ficamos com maior livre-arbítrio e sujeitos cada vez menos ao determinismo. Os seres simples estão mergulhados na Lei Natural e sujeitos ao determininismo evolutivo, nós quando nos autoconhecemos adquirimos crescente cota (quota) de responsabilidade. Somos mais responsáveis sim, mas acima de tudo, com nossa evolução pessoal. A caridade é necessária, mas jamais deixar que o envolvimento com o próximo reduza o nosso ritmo de crescimento pessoal. Reencarnamos para evoluir.
4 - O mesmo ocorre com a libertação? Quanto mais conhecimento espiritual ou autoconhecimento maior nossa própria libertação? Como devemos agir?
RESPOSTA - Igualmente ao exposto acima.
5 - Qual o papel do medo, da culpa e da obrigação no processo do crescimento espiritual? Por quê?
RESPOSTA - Medo e culpa são fatores de retardo evolutivo. São heranças judaico-cristãs medievais que ainda temos e precisamos nos livrar deste peso. Aprendemos, erroneamente, que seremos punidos quando não existe a punição, existe a conseqüência. Além disto, estas conseqüências sempre serão atenuadas, e muito atenuadas, com o trabalho e o amor.
6 - O que há de mais libertador em nossa vida?
RESPOSTA - O esforço pessoal.
7 - Quando 'compramos' problemas dos outros deixamos de adquirir nosso próprio crescimento?
RESPOSTA - Sim.
É possível que ao nos preocuparmos demais com alguém estejamos atravancando nossa libertação?
RESPOSTA - Sim.
8 - Muitas pessoas se colocam no papel de vítima e culpam a outras por seus problemas. O que sugere a essas pessoas?
RESPOSTA - Fazê-las entender que, quando uma pessoa deseja que tenham pena dela acaba afastando afetivamente as pessoas. Pode tê-las próximas fisicamente, mas as pessoas se aproximam por obrigação e não por prazer. É desagradável conviver com alguém que tem pena de si mesmo, que se vitimiza. Uma das piores situações psicológicas, uma das mais lesivas ao mental não é outra que a pena de si próprio. Culpar os outros é não entender que estamos colhendo hoje o meio que merecemos, isto é o ambiente necessário para nosso amadurecimento. O que ocorre conosco é continuidade de um longo passado. Hoje não devemos nos colocar em posição apática ou estática, de conformismo. Resignar-se significa não vibrar em ódio, raiva, rancor contra a situação; significa procurar entender o porquê e esforçar-se para mudar. (Vide primeira resposta no início). Devemos nos colocar em uma posição dinâmica de luta para vencer a situação, pois, sem dúvida, nossa vida não é culpa dos outros: é a colheita de uma semeadura distante. Podemos e devemos modificar a situação com nossa atuação firme e forte.
9 - O que fazer para não entrar num processo de vitimização?
RESPOSTA - Entender o que foi exposto acima, solicitar ajuda de um profissional e do atendimento fraterno na casa espírita.
10 - Qual o melhor caminho a seguir para a evolução espiritual?
RESPOSTA - São duas asas para este vôo. Amor e conhecimento. Sem uma das asas fica defeituoso o vôo.
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Entrevistado:
Ricardo di Bernardi: médico, conferencista espírita internacional, autor de 7 livros, homeopata e com experiência em terapia regressiva à vidas anteriores.
E-mail: ricardo.di.bernardi@terra.com.br
Entrevistadora:
Renata Fernandes: Repórter - Diário da Região (*),
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