domingo, 10 de junho de 2018

Amor é o remédio

Impressionante vermos doenças que pareciam eliminadas voltando e com intensidade enorme. É um alerta. Somente há cura de fato quando o amor impera, quando o orgulho desaparece, quando o egoísmo cessa. A febre amarela retorna. A tuberculose preocupa novamente. Gripes avassaladoras, dengue, chikungunya, zika... A grande parte dessas, evitável, pela conscientização e despertar, vencendo o egoísmo. A existência delas mostra a nossa ignorância e nossa enfermidade espiritual.

Doenças crônicas, como, diabetes, hipertensão... Doenças psiquiátricas em nível intenso, cânceres em todas as famílias, doenças e doenças...

O cerne de tudo é o Espírito imortal. Nos estudos espíritas vemos os instrutores a nos orientar que a usina é a mente. Que a mente equilibrada evitaria problemas, que a psicosfera sombria é caldo de fermentação de micróbios, que muitas tempestades são limpeza da atmosfera psíquica, e, caso não houvesse esse socorro divino, as doenças alcançariam um grau inimaginável.

Sabemos que o Espírito milenar se cura, muitas vezes, quando resignado, com doenças que lhe depuram o perispírito, retirando-lhe as arestas, deixando-o limpo. Isso não seria necessário se já vivêssemos o amor mais pleno. As doenças desaparecerão quando nos tornarmos melhores. O que vemos no mundo, ao nosso redor, em nós mesmos, nos revela o grau moral em que ainda nos encontramos. O remédio para isso é nos melhorarmos. A dor é cadinho libertador. Bendita a dor que redime! Ainda elevaremos cânticos de amor e gratidão a Deus, quando passarmos por provações que nos alcancem e melhorem. Foi assim com muitos maravilhosos Espíritos que passaram no mundo e hoje nos instruem. Hoje, são luz.

Cada um de nós anseia pelo mundo melhor, de regeneração, quando não mais haveremos de ver provações tão intensas, necessárias a Espíritos na condição moral em que nos encontramos.

Um dia, quando estivermos sãos em Espírito, quando o amor vencer na Terra, muitos males não existirão, serão apenas história, parte de uma civilização a ser estudada no futuro, como hoje fazemos com as civilizações do passado. O espírita, através dos mecanismos de comunicação mediúnica, tem grande chance de, como observador atento, buscar melhorar e amar mais. As enfermidades se revelam. Há mais ignorância do que maldade. Há desejos de vingança por não compreensão da Justiça Divina e do amor que cobre a multidão de pecados. Há falta de perdão por incompreensão.

A reunião mediúnica é o retrato dos sofrimentos humanos não resolvidos, da frase lapidar de Jesus “onde estiver teu tesouro, aí estará teu coração”.

A hora é de despertar para o amor. Chega de violência, de agressão, de crime!  A sociedade evolui e um coração misericordioso, compassivo, elimina muitos males! A hora é de piedade, mansidão, paz!

Em reuniões mediúnicas temos ouvido depoimentos de Espíritos carregados de ódio, tentando atingir seus adversários de ontem, com toda a fúria. Vemos líderes das regiões abissais revelando seu comando, sua sede de poder, seu desejo de dominação, seu antagonismo com os ensinamentos de Jesus, sua não aceitação do bem. Todos eles revelam motivos que, no seu entendimento doentio, parecem justos. Contudo, quando compreendem a beleza do amor, quando seus corações aflitos e sobrecarregados ouvem a voz amorosa do Mestre, quando as lágrimas torrenciais afloram, quando o amor que grita em seu ser interno é ouvido, todos se rendem! O amor é a solução para todos os nossos males e só haverá alegria real na sua vivência, na obediência aos ensinamentos de Jesus.

Da obra O Evangelho segundo o Espiritismo, no capítulo V, item 19, eis as sábias e belas palavras de Santo Agostinho, que convidamos o leitor a analisar:

“Será a Terra um lugar de gozo, um paraíso de delícias? Já não ressoa mais aos vossos ouvidos a voz do profeta? Não proclamou ele que haveria prantos e ranger de dentes para os que nascessem nesse vale de dores? Esperai, pois, todos vós que aí viveis, causticantes lágrimas e amargo sofrer e, por mais agudas e profundas sejam as vossas dores, volvei o olhar para o Céu e bendizei do Senhor por ter querido experimentar-vos.

(...) Que remédio, então, prescrever aos atacados de obsessões cruéis e de cruciantes males? Só um é infalível: a fé, o apelo ao Céu. Se, na maior acerbidade dos vossos sofrimentos, entoardes hinos ao Senhor, o anjo, à vossa cabeceira, com a mão vos apontará o sinal da salvação e o lugar que um dia ocupareis... A fé é o remédio seguro do sofrimento; mostra sempre os horizontes do infinito diante dos quais se esvaem os poucos dias brumosos do presente. Não nos pergunteis, portanto, qual o remédio para curar tal úlcera ou tal chaga, para tal tentação ou tal prova.

(...) Os momentos das mais fortes dores lhe serão as primeiras notas alegres da eternidade. Sua alma se desprenderá de tal maneira do corpo, que, enquanto se estorcer em convulsões, ela planará nas regiões celestes, entoando, com os anjos, hinos de reconhecimento e de glória ao Senhor. Ditosos os que sofrem e choram! Alegres estejam suas almas, porque Deus as cumulará de bem-aventuranças. - Santo Agostinho”. (Paris, 1863.)

O amor é a solução eficaz. Quando ele imperar, não mais tantas dores. Enquanto ainda não o conquistamos e enquanto a dor for ainda o nosso remédio, envolvamo-nos na resignação e na fé, para nos livrarmos dos males que carregamos. Nosso perispírito será limpo, as impurezas desaparecerão e, no futuro, não mais provações. Mais amor, a libertação do ser. Enquanto não alcançarmos esse estágio, enquanto ainda precisarmos de provações, exercitemos os ensinamentos de Jesus no coração e aproveitemos o Espiritismo, para a cura real, para alcançarmos a paz.
           Jane Martins Vilela

fonte : http://www.forumespirita.net/fe/meditacao-diaria/amor-e-o-remedio/?utm_source=feedburner&utm_medium=email&utm_campaign=Feed%3A+forumespirita+%28Forum+Espirita+email+news+100+topicos%29#.Wx2aC4oh3IU



NO INTERCÂMBIO

No trato com os nossos irmãos desequilibrados, é preciso afinar a nossa boa-vontade à condição em que se encontram, para falar-lhes com o proveito devido.

Quantos no mundo se julgam triunfantes na viciação ou no crime, quando não passam de viajores em declive para a queda espetacular! E quantos companheiros, aparentemente vencidos, são candidatos à verdadeira vitória!...

Mesmo entre vocês, não é difícil observar mendigos esfarrapados que, por dentro, se acreditam fidalgos, e pessoas bem-nascidas, conservando a humildade real no coração, entre o amor ao próximo e a submissão a Deus!...

Aqui, na esfera em que a experiência terrestre continua a si mesma, os problemas dessa ordem apenas se alongam.

Temos milhares de irmãos escravizados à recordação do que foram no passado, mas, ignorando a transição da morte, vivem por muito tempo estagnados em tremenda ilusão!...
Sentem-se donos de recursos que perderam de há muito e tiranos de afeições que já se distanciaram irremediavelmente do trecho de caminho em que paralisaram a própria visão. Nos campos e cidades terrestres, a cada passo topamos antigos dominadores do solo, os quais a morte não conseguiu afastar de suas fazendas; magnatas de indústria que o túmulo não separou dos negócios materiais, e homens e mulheres em massa que, sem a veste do corpo, continuam agrilhoados aos prazeres e aos hábitos em que fisgaram a própria alma...
Convidados à revisão do estado consciencial em que se alojam, irritam-se e defendem-se, como ouriços contentes no espinheiro em que moram, quando não se ocultam, matreiros, no egoísmo em que se deleitam, ao modo de velhas tartarugas a se esconderem na carapaça, ao primeiro toque estranho às sensações com que se acomodam.

Se insistimos no socorro espiritual de que necessitam, vomitam impropérios e cospem blasfêmias...

Mas, com isso, não deixam de ser doentes e loucos, agindo contra si mesmos e solicitando-nos amparo.

Sentem-se vivos, tão vivos, como na época em que se embebedaram de mentira, fascinação e poder.

O tempo e a vida correm para diante, por fora deles, por dentro, imobilizaram a própria alma na fixação mental de imagens e interesses, que não mais existem senão no mundo estreito desses infelizes irmãos.

Querem apreço, consideração, apoio, carinho... Não pedimos a vocês estimular-lhes a fantasia, contudo, lembramos a necessidade de nossa tolerância, para que lhes possamos contornar, com êxito, as complicações e labirintos, doando-lhes, ao mesmo tempo, idéias novas com que empreendam a própria recuperação.

Figuremo-los como prisioneiros, cuja miséria não nos deve sugerir escárnio ou indiferença, mas sim auxílio deliberado e constante para que se ajudem.

Cultivemos, assim, a conversação com os desencarnados sofredores, sem curiosidade maligna, ouvindo-os com serenidade e paciência.

Não nos esqueçamos de que somente a simpatia fraternal pode garantir a obra divina do amor.



Pelo Espírito José Xavier - Do livro: Instruções Psicofônicas, Médium: Francisco Cândido Xavier.
fonte: Centro Espírita Caminhos de Luz-Pedreira-SP-Brasil
 

Diante da multidão

“E Jesus, vendo a multidão, subiu a um monte...” – (Mateus, 5:1.)
O procedimento dos homens cultos para com o povo experimentará elevação crescente à medida que o Evangelho se estenda nos corações.
Infelizmente, até agora, raramente a multidão tem encontrado, por parte das grandes personalidades humanas, o tratamento a que faz jus.
Muitos sobem ao monte da autoridade e da fortuna, da inteligência e do poder, mas simplesmente para humilhá-la ou esquecê-la depois.
Sacerdotes inúmeros enriquecem-se de saber e buscam subjugá-la a seu talante.
Políticos astuciosos exploram-lhe as paixões em proveito próprio.
Tiranos disfarçados em condutores envenenam-lhe a alma e arrojam-na ao despenhadeiro da destruição, à maneira dos algozes de rebanho que apartam as reses para o matadouro.
Juizes menos preparados para a dignidade das funções que exercem, confundem-lhe o raciocínio.
Administradores menos escrupulosos arregimentam-lhe as expressões numéricas para a criação de efeitos contrários ao progresso.
Em todos os tempos, vemos o trabalho dos legítimos missionários do bem prejudicado pela ignorância que estabelece perturbações e espantalhos para a massa popular.
Entretanto, para a comunidade dos aprendizes do Evangelho, em qualquer clima da fé, o padrão de Jesus brilha soberano.
Vendo a multidão, o Mestre sobe a um monte e começa a ensinar...
É imprescindível empenhar as nossas energias, a serviço da educação.
Ajudemos o povo a pensar, a crescer e a aprimorar-se.
Auxiliar a todos para que todos se beneficiem e se elevem, tanto quanto nós desejamos melhoria e prosperidade para nós mesmos, constitui para nós a felicidade real e indiscutível.
Ao leste e ao oeste, ao norte e ao sul da nossa individualidade, movimentam-se milhares de criaturas, em posição inferior à nossa.
Estendamos os braços, alonguemos o coração e irradiemos entendimento, fraternidade e simpatia, ajudando-as sem condições.
Quando o cristão pronuncia as sagradas palavras “Pai Nosso”, está reconhecendo não somente a Paternidade de Deus, mas aceitando também por sua família a Humanidade inteira.


 Fonte Viva. Francisco C. Xavier por Emmanuel
fonte: WWW.ADDE.COM.BR