sábado, 16 de dezembro de 2017

CHICO XAVIER E O ALERTA AOS POLÍTICOS


Chico Xavier deixou muitas mensagens.
Essa é uma delas,
destinada aos homens públicos, do executivo, do legislativo e do judiciário...

"Devemos orar pelos políticos, pelos administradores da vida pública.
A tentação do poder é muito grande.
Eu não gostaria de estar no lugar de nenhum deles.

A omissão de quem pode e não auxilia o povo, é comparável a um crime que se pratica contra a comunidade inteira.
Tenho visto muitos espíritos dos que foram homens públicos na Terra em lastimável situação na Vida Espiritual...”

fonte:  http://www.redeamigoespirita.com.br/profiles/blogs/chico-xavier-e-o-alerta-aos-pol-ticos?xg_source=activity

JUVENTUDE E OS DRAMAS EXISTENCIAIS

 
"Aquele dentre vós que estiver sem pecado, atire a primeira pedra." (1)

Sabemos que há problemas sociais horripilantes acontecendo, diariamente, na face da Terra e que nem nos chegam ao conhecimento. Ao contrário, quando, através da mídia, assistimos aos programas de telejornalismo, sentimo-nos extremamente aterrorizados diante dos dramas, das tragédias e das dores acérrimas que irmãos nossos vivenciam. Ao mesmo tempo, sentimo-nos impotentes, quanto a prestar solidariedade e socorro às vítimas, restando-nos rogar a Deus por elas.

Há 8 anos, constrangeu-nos ler a notícia, publicada no Jornal Correio Braziliense, de 28 de março de 2008, em que a mãe de uma adolescente fez denúncia sobre uma festa de orgia sexual, na qual sua filha, de apenas treze anos, aparece em cenas de plena atividade libidinosa, que foram filmadas e veiculadas na Internet. O ambiente era de absoluto primarismo moral, em ritmo de festa, embalada por música funk e regada a refrigerante e vodka. Isso aconteceu em horário escolar, na cidade de Luziânia, Município de Goiás, distante 58 km de Brasília. Conforme a reportagem, os envolvidos foram acusados de estupro presumido, porque a menina, embora tenha consentido, é menor de idade. Ela teria praticado atos sexuais com seis colegas num interregno de duas horas. Enquanto isso, outras três meninas, partícipes da festa, protagonizaram cenas de strip-tease.

A agonia da mãe está expressa nos estertores verbais de seu desabafo: "Vamos embora deste lugar. Vejo hoje que nunca deveria ter saído da roça. Vejo tudo isso como uma oportunidade perdida de vencermos na vida. Agora acabou." (2)

Esse trágico episódio nos remete à filosofia do prazer que impulsiona a recondução do adolescente à era das cavernas, fazendo-o mergulhar nos subterrâneos das orgias e, aí, entregando-se à fuga da consciência e do raciocínio, pela busca do prazer alucinado do prazer imediato.

Para o fato é importante relembrar uma citação de André Luiz: "Se alguém errou na experiência sexual, consulte o próprio íntimo e verifique se você não teria incorrido no mesmo erro se tivesse oportunidade".(3) Luziânia é um pequeno município de gente tradicional, pacífica por natureza, que, lamentavelmente, a modernidade e os meios de comunicação ajudaram a fragmentar os valores regionais e a introduzir uma cultura estranha e alienante, sem fronteiras. Valores como o amor, a liberdade, a justiça e a fraternidade, na prática, perderam o conteúdo essencial, deslustrando as conquistas sociológicas deste século.

A juventude está bem atônita, sem alicerces morais fortes, iludida, com influências extremamente sensualistas. Nas crônicas históricas, jamais um jovem teve contato tão intenso com mensagens erotizantes, como nos dias atuais, graças à Internet. Em face disso, perambula sem norte, perdido, confundindo a liberdade com liberalidade ou libertinagem, rebaixando o verdadeiro sentido do amor. Assim, aos poucos, esses jovens vão se afastando do seu equilíbrio e de sua paz interior. Como resultante desse fenômeno crescem, assustadoramente, os distúrbios psicológicos da juventude contemporânea, o que explica, em parte, o crescente índice de prostituição e de abortos provocados.

O período da puberdade, que, normalmente vai dos doze aos catorze anos, é apinhado de surpresas. O corpo sofre modificações hormonais muito rápidas, o que pode deixar alguns jovens à beira do pânico. Em o livro Missionários da Luz, André Luiz descreve: "a epífise é a glândula da vida mental. Aos catorze anos, aproximadamente, torna-se de posição estacionária quanto a ação inibidora sexual, dando agora passagem para o desenvolvimento da sexualidade e das glândulas genitais. Ela acorda no organismo, na puberdade, as forças criadoras mentais e, em seguida, continua a funcionar, como o mais avançado laboratório de elementos psíquicos da criatura terrestre. As glândulas genitais segregam os hormônios do sexo, mas a glândula pineal (...)segrega "hormônios psíquicos" ou "unidades-força" que vão atuar, de maneira positiva, nas energias geradoras. A glândula pineal reajusta-se ao concerto orgânico e reabre seus mundos maravilhosos de sensações e impressões na esfera emocional. Ela preside aos fenômenos nervosos da emotividade, como órgão de elevada expressão no corpo etéreo. Desata, de certo modo, os laços divinos da Natureza, os quais ligam as existências umas às outras, na sequência de lutas, pelo aprimoramento da alma, e deixa entrever a grandeza das faculdades criadoras de que a criatura se acha investida.” (4)

O adolescente precisa entender que a mudança repentina que ocorre na sua organização íntima e, consequentemente, no seu corpo físico, especialmente no que diz respeito à função sexual, é a natureza ensaiando os primeiros passos para o seu autoconhecimento, para, em seguida, desenvolver a energia viva do amor consciente. Precisa encarar essa experiência com muita seriedade, para não desencadear os agentes depressivos de quem busca, apenas, o prazer imediato, pois, na adolescência, as emoções se confundem, havendo significativas alternâncias de humor e sentimentos.

É nessa fase que o Espírito reassume sua verdadeira condição, apresentando, a partir daí, todos os seus defeitos e virtudes. É o Espírito que retoma sua natureza e se mostra como ele era. Euforia e tristeza se alternam sem razões aparentes que justifiquem o fato. Pode-se amar profundamente alguém, num dia, e passar a detestá-lo, na semana seguinte, por razões que a própria razão desconhece.

Emmanuel, na obra Vida e Sexo, elucida que na adolescência, a energia sexual, que é uma energia criadora, pode ser extravasada, ainda que parcialmente, através de outras atividades, já que não convém ao jovem assumir uma vida sexual plena, nessa fase de sua existência. Isso devido a fatores sociais, econômicos, éticos e psicoemocionais "As atividades esportivas, artísticas e culturais de um modo geral podem contribuir positivamente para equilibrar os impulsos sexuais do adolescente. A energia sexual nos seres primitivos, situados nos primeiros degraus da emoção e do raciocínio, e, ainda, em todas as criaturas que se demoram voluntariamente no nível dos brutos, a descarga de semelhante energia se opera inconsideradamente. Isso, porém, lhes custa resultados angustiosos a lhes lastrearem longo tempo de fixação em existências menos felizes, nas quais a vida, muito a pouco e pouco, ensina a cada um que ninguém abusa de alguém sem carrear prejuízo a si mesmo. Porém, que criatura alguma, no plano da razão, se utilizará dela, nas relações com outra criatura, sem consequências felizes ou infelizes, construtivas ou destrutivas, conforme a orientação que se lhe der."(5)

É, ainda, Emmanuel que nos alerta: "conferir pretensa legitimidade às relações sexuais irresponsáveis seria tratar "consciências" qual se fossem "coisas", e se as próprias coisas, na condição de objetos, reclamam respeito, que se dirá do acatamento devido à consciência de cada um?"(6) A natureza não autoriza, a quem quer que seja, estabelecer liberdade indiscriminada para as relações sexuais, porque isso resultaria, unicamente, em licença ou devassidão. Como já referimos , existe o mundo sexual dos Espíritos de evolução primária, inçado de ligações irresponsáveis, homens e mulheres, psiquicamente, não muito distantes da selva, remanescentes próximos da convivência com os brutos, que devem evitar arrastamentos no terreno da aventura, em matéria de sexo, sob pena de lesões n'alma e de difícil tratamento.

André Luiz adverte: "Não julgue os supostos desajustamentos ou falhas reconhecidas do sexo e sim respeite as manifestações sexuais do próximo, tanto quanto você pede respeito para aquelas que lhe caracterizam a existência, considerando que a comunhão sexual é sempre assunto íntimo". (7)

É óbvio que é importante que o jovem exercite a viagem para dentro de si mesmo, a fim de que possa aprender a se conhecer e, em se conhecendo, aprender a se amar respeitosamente. Um jovem sem Deus, que não concebe a importância da religiosidade e que não dá valor à família, fica muito vulnerável às sugestões do mal, e, consequentemente, desperdiça tempo valioso quanto ao seu crescimento espiritual. Quaisquer que sejam as investidas na recondução do bem, se não aprender a administrar seus conflitos no seio da família, dificilmente saberá se ajustar na sociedade que o cerca.

Por essas razões, resta-nos exorar a Deus proteção e orar pelas mães, cujos filhos se encontram em desalinho, comprometidos com a ignorância e com a ilusão do sexo sem consciência. Possam os adolescentes decifrar suas incógnitas íntimas, para, por fim, liberar o deus interno que existe em cada um deles, assim como, em cada um de nós.



Jorge Hessen

https://jorgehessenestudandoespiritismo.blogspot.com.br/2009/06/juventude-e-os-dramas-existenciais.html 

Jesus e a marcha da deformidade espírita (Jorge Hessen)


É comum localizamos em nossas hostes doutrinárias alguns confrades agindo semelhantes aos “crentes evangélicos” (da ala neopentecostal), talvez por “olho gordo”, exaltando inflamados o “nome” Jesus, a “imagem” do Crucificado, a “personalidade” do Messias, quase sempre sob argumentos desprovidos de coerência, comprovando desconhecimento dos códigos morais do Evangelho racionalmente explicados por Allan Kardec e os espíritos superiores. 
Por causa do “cristianismo” arcaico, a figura de Jesus se caracteriza por debilitada representação simbólica e, como sabemos, todo símbolo que passa do tempo fica enferrujado, desgastado e perde a sua essência e sentido. É óbvio que reverenciamos o excelso valor de Jesus e O defendemos enquanto Verdade Maior, porém, sem afastar um milímetro da lógica kardequiana. 
Encontramos no M.E.B. (movimento espírita brasileiro) muitos “espíritas” de sacristia, como dizia Arnaldo Rocha, ou seja, espíritas “rezadores” (artificiais e dissimulados), que muito reza (tagarelando) e não se cuida da própria honra. 
Conhecemos embustes de oradores que falam apaixonadamente sobre Jesus (chegam a chorar de emoção), que discursam sobre o valor da monogamia, na união familiar, todavia fazem andar a “fila” das esposas. Há ilustres palestrantes “espíritas” que insistem nos temas repetitivos, sempre sob a lideranças dos agenciadores de seminários improdutivos. Nessa inadvertência seguem algumas federativas (mal dirigidas) que insistentemente promovem congressos inócuos, pobres de conteúdos e onerosíssimos (não gratuitos) sempre destinados aos espíritas endinheirados.
Em tais eventos (congressos soberbos e inóxios) expõe-se temas evangélicos recorrentes, desgastados, abarrotados de trivialidades e lugares comuns, defendidos com afetação e tradicionalíssimas vozes veludíneas banhada de camuflada emoção veiculadas por intocáveis palestrantes sacralizados, santificados e “insubstituíveis” ante os apelos idolátricos da frenética e delirante caravana de “espiritólicos”.
Aliás, não obstante “carismáticos”, há oradores endeusados que fazem das palestras proferidas e a fama obtida nos escombros reivindicatórios da extravagante multidão de “espiritólicos”, uma execranda máquina de fazer dinheiro. Sim! São os confrades vendilhões do Espiritismo. 
Neste cenário ainda há espaço para identificarmos “espíritas oba-oba”, espalhafatosos, recheados de fraternidade de boteco, sorrisos maquinais, comportamentos que contrastam com a simplicidade cristã. Isso tudo sem aprofundarmos nas práticas de diretores de órgãos oficiais (federativas) que se esgrimam (mentalmente) pela caça do poder de direção do M.E.B., totalmente distantes do exemplo edificante da humildade. Tais líderes intransigentes traem a si, aos amigos, ao M.E.B. e ao Espiritismo.
Certificamos que o caminho do M.E.B. tem sido de duas vias: uma é ocupada pela chamada liderança oficial, dos espíritas autócratas, cheios de “não me toques”, repletos de salamaleques; a outra via é ocupada pelos espíritas “combativos” do bem, fieis a Kardec, lealdade essa que nada tem a ver com extremismo ou intolerância, mas compromisso com a verdade. 
Os “combativos” fazem o trabalho de azorragar a “oficialidade”, de fustigar os eternos “donos” do M.E.B. para não os deixar comodamente em “berço esplêndido” sob os narcóticos da ilusão. Os “combativos” de Kardec são, por isso, mal vistos e execrados permanentemente, tidos como desagregadores , mas são eles que agem com a coragem e virilidade necessária para evitar a perda total de uma doutrina tão cara à humanidade.
Quando se trata da moral, Jesus é o grande exemplo. Quando se trata de conhecimento espírita, Kardec é a verdade. Não pode haver mais espaço para o estereótipo de um Jesus decrépito, idolatrado, da tradição arcaica, pois o Espiritismo fez avançar no conhecimento de modo que sem o Espiritismo Jesus permanece no estado da incompreensão e da superficialidade do simbolismo sectário. 
Portanto, jamais pode haver espaço para um Espiritismo segundo o Evangelho, pois o evangelho não pode explicar o Espiritismo ; ao contrário, apenas o Espiritismo pode explicar o evangelho. Como me ensinou um atilado espírita de vanguarda. 
O futuro do Espiritismo está fixado nesse quadro contemporâneo, das lutas entre os que defendem os princípios kardequianos e os fracos, que mais se importam com os aplausos da plateia, com os resultados que agradam à audiência e os transformam famosos. A luz intensa da verdade os incomoda, daí a preocupação em defenderem-se para não perder o comando. Desfiguram o Espiritismo para se manterem na posse do “movimento espírita oficial”. 
Cabe aos impávidos “combativos” do bem se contraporem a isso, mesmo sabendo que a luta é inglória sob o aspecto da capacidade de deter a marcha do embuste doutrinário. Mas como Jesus foi desfigurado e ainda se mantém deformado enquanto amor sem igual, o Espiritismo prosseguirá em sua desfiguração contínua, mas ao mesmo tempo se manterá firme e forte enquanto conhecimento fundamental para o despertamento da consciência humana.

Os Espíritas devem avançar!

A evolução na Terra caminha a passos largos. Novos avanços surgem com criatividade e inovação constantes.
Diante da evolução espiritual que se faz em duas vertentes básicas, a intelectual e a moral, podemos imaginar que muitos Espíritos que estão reencarnando apresentam aspectos evolutivos avançados, tanto intelectual quanto moral.
Não é por menos que estamos observando nascerem crianças com ampla sede pelo saber em todas as áreas do conhecimento, assim como, com preocupações sublimes para o bem comum.
Crianças com apenas alguns anos conseguem dominar uma pequena ferramenta num computador ou celular, mesmo em joguinhos complexos para muitos adultos. Outras não deixam a curiosidade oculta e não cansam de fazer perguntas difíceis de serem respondidas ou mesmo que exigem raciocínio cuidadoso.
Por que a gente tem que morrer? Como podemos ajudar a não destruir a natureza? Por que os países são tão diferentes? E aí vão as inúmeras perguntas de iniciantes sobreviventes no planeta Terra, mas que de iniciantes não têm nada, pois trazem bagagem evolutiva de longos tempos.
Ao atingirem a fase adulta que nem mesmo sabemos definir quando, sentem vontade inata de contribuir para o avanço da humanidade. Embora a luta pela vida force todos a buscarem um espaço na grande competitividade social de uma região, nação ou mundial, sempre haverá um espaço vazio em seu ser que deve ser preenchido diretamente a favor do bem comum.
Não importa quanto tempo demore, um dia esse espaço se abre no coração daqueles que sonham por uma vida melhor em comunidade. Pessoas evoluídas têm sede em atuar em várias áreas da vida em sociedade: a justiça clamando pela responsabilidade e deveres eliminando a corrupção devastadora e vantagens indevidas; a preservação do meio ambiente, a liberdade de pensamentos e ações dentro do limite do respeito ao próximo; o combate à desigualdade social; a retidão na honestidade; a dedicação à área da saúde e à vida saudável; em áreas como a segurança, economia, política, educação, ciência, enfim, em tudo o que uma sociedade precisa para viver da melhor maneira possível.
A religiosidade sempre esteve presente na vida em sociedade. O oculto mistério da morte, o porquê da vida e o medo do desconhecido após a morte levam grupos a se unirem em busca do conforto da consciência.
Na ânsia de novos conhecimentos sobre a vida, o Espiritismo trouxe um caminho mais seguro com as instruções daqueles que não estão mais vivendo na Terra sob as bênçãos de Deus. Somos nós mesmos do outro lado da vida. Somos os seres integrados no espaço e tempo. Somos seres individuais em forma de uma energia indestrutível; passando do imaterial ao material, de lugar em lugar, em aperfeiçoamento constante e vivendo sempre em comunidade espiritual.
Em cada local, somos aclamados a nos aperfeiçoarmos em avanço intelectual e moral, seguindo por caminhos dos mais diversos possíveis. Cada um tem seu papel em cada tempo de vivência social. Todos devemos caminhar em benefício da construção universal rumo ao equilíbrio e harmonia da felicidade eterna.
Com o avançar dos tempos e a cada nova missão somos chamados a contribuir mais do que poderíamos necessitar. São tempos de construção de projetos de preservação do meio evolutivo.
Com Espíritos inferiores a Terra não seria capaz de suportar os desmandos e desrespeitos gerados pelos sentimentos imorais desses habitantes. Num mundo inferior, guerras e conflitos extremamente fortes e potentes podem levar o planeta a ter condições inabitáveis a seres humanos.
A conscientização de responsabilidades eleva o patamar de atuação da vida comum. Desenvolver novos desafios é uma atividade nobre que só o Espírito pode sentir com a verdadeira satisfação pessoal e felicidade sublime de um dever bem cumprido.
O Espiritismo dá ao homem essa nova visão da vida responsável diante de cada um e do universo em continuidade constante. Ele promove a reflexão constante e incentiva a todos a seguir no caminho do bem, tendo, em vista, se tratar de uma vida temporária na Terra. O futuro será sempre melhor que o presente, conforme o mérito pessoal conquistado. Ensina que o homem deve preservar a vida e buscar evoluir o máximo possível dentro do tempo que ele tem disponível.
No início do desbravamento espírita, a sociedade despreparada para a boa nova, foi extremamente rude e infiel para com ele. Os espiritas foram perseguidos e explorados em suas liberdades de pensamentos. Manter a comunicabilidade com os Espíritos era e é algo inaceitável para os intolerantes e os guardiões da verdade divina.
Só o tempo é capaz de curar a insanidade e transformar o que deve ser reposicionado em seu devido lugar.
Atualmente reconhecemos que muita coisa avançou. O Espírita no Brasil ainda pode ser discriminado e taxado como um ser ludibriado pelo demônio. No mundo é muito pior ainda. E o que isso importa para quem de fato sente a evolução infinita?
Ao encontrar mentes evoluídas no rumo da bondade e sabedoria, o Espiritismo se ampara em terreno fértil e, juntamente com água e temperatura adequadas, a semente germina e frutifica, multiplicando-se e espalhando-se sempre.
Os espíritas devem avançar mais! Assumir o verdadeiro papel do exemplo de vida em todas as partes da sociedade para a melhoria do bem comum. Por exemplo, atuar com dedicação e responsabilidade na política. Ninguém pode questionar a nobreza de um trabalho junto à política edificante. A política implica no trabalho da organização social em benefício de todos. Mas, como tudo na vida, há que se refletir seriamente antes do uso impróprio com a má conduta, como ocorre com os políticos desonestos e corruptos. A oportunidade perdida em causa própria irá custar longo tempo de reparos em reencarnações dolorosas. Há que se reparar cada prejuízo causado a todos os envolvidos direta e indiretamente. Por outro lado, todo o mérito também ocorrerá de cada benefício que o bom trabalho na política proporcionar.
 Dessa forma perguntamos: Qual o problema de termos espíritas declarados seguindo a carreira política ou a de magistrados, etc.? Historicamente temos poucos exemplos de espíritas políticos. Um deles é o dedicado médico dos pobres, Dr. Bezerra de Menezes, que deixou seu grande legado de vida exercendo a nobre política no Ceará.
Um verdadeiro espírita, ao estudar e avaliar leis que modificam tanto a vida em sociedade, deverá pensar e trabalhar para o bem comum e nunca em jogo pessoal e momentâneo. Assim, avançaremos muito mais em todo o mundo. A gente não ouve falar em grupos ou mesmo bancada espírita em Câmaras Municipais, Assembleias Legislativas Estaduais ou no Congresso ou mesmo em partidos políticos. Será que não temos?
Devemos sim viver numa sociedade heterogênea com divergências em opiniões, pois isso eleva a percepção do melhor caminho a seguir. Outrossim, a união em torno de princípios nobres fortalece uma boa causa em definir ações pertinentes a serem implantadas.
Qual o problema de eu querer votar e confiar num espírita que queira trabalhar em prol de uma sociedade mais humana? O espírita deve viver numa sociedade de trabalho em base de solidariedade e fraternidade, mesmo em ambiente competitivo. Qual o problema em incentivar os princípios da caridade e trabalhar para o desenvolvimento social, independentemente de credo religioso, mas assumir a simpatia e afinidades espíritas?
O caminho abrirá espaço para intrusos e oportunistas do poder, entretanto, a responsabilidade é de cada um e sempre haveremos de lutar, extinguindo a erva daninha para florescer a boa colheita.
Os espíritas devem ser respeitados como qualquer outra pessoa. Devem avançar sempre e enfrentar todas as dificuldades sob a bandeira dos princípios da continuidade da vida após a morte, a solidariedade e fraternidade universais e a evolução espiritual eterna, ou seja, sob a bandeira espírita.
Afinal, sou ou não espírita?

Raul Franzolin Neto

A EXPERIÊNCIA TERRENA

 
A experiência terrena consiste em um projeto um tanto arriscado.
Antes de renascer, o Espírito traça um programa que pretende cumprir.
Alguns pontos capitais são definidos, como o corpo, a família e o ambiente em que renascerá.
Ele também estabelece estratégias para vencer alguns problemas evolutivos.
São antigos desafetos com os quais pretende conviver.
Comparsas de persistentes erros que lhe devem surgir no caminho, em geral na forma de tentação.
Vítimas de leviandades cometidas e que seguem amarguradas o devem rodear, sequiosas de auxílio.
O Espírito estuda tudo com grande atenção, ora e se prepara mental e emocionalmente.
Como se percebe, renascer é um empreendimento de vulto.
A existência terrena é imprescindível à evolução, em especial em suas fases mais incipientes.
No corpo de carne, a força de vontade é testada e o ser imortal gradualmente abandona ilusões e paixões.
Demora um pouco, mas ele começa a perceber a transitoriedade de muito do que é valorizado na Terra.
Poder, aparências e conúbios sexuais apartados de um forte vínculo afetivo são apenas algumas dessas quimeras.
Embora firmemente decidido a transcender, não raro o Espírito sucumbe às tentações mundanas.
Ele programa trabalhar no bem, ser puro, honesto e generoso.
Decide transformar antigos parceiros de crimes em nobres companheiros de ideal superior.
Quer amparar aqueles a quem no pretérito lançou no despenhadeiro do vício.
Entretanto, cede à tentação do passado e revive indignidades.
A partir de determinado momento, nem mais é possível alegar ignorância.
Afinal, a mensagem cristã, a convidar claramente para a renovação, não é nova no mundo.
Essas experiências frustradas podem se repetir inúmeras vezes.
Há um inevitável amargor na hora do ajuste de contas com a própria consciência.
Confrontar o que se programou com o que se fez pode ser decepcionante.
Entretanto, as oportunidades se renovam.
Sempre chega o momento em que o Espírito cansa de falhar consigo mesmo.
Tantas são as decepções, que ele realmente se desgosta das ilusões mundanas.
Cheio de firmeza, resiste a todas as tentações e persevera em seu propósito de renovação.
Não se preocupa em ser rico, importante ou em fruir exóticas sensações.
Tem convicção de que tudo isso nada lhe acrescenta, em termos de paz e plenitude.
Ao contrário, identifica felicidade com deveres cumpridos e com dignidade.
*  *  *
Ciente disso, preste atenção no modo como você vive.

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Redação do Momento Espírita.
FONTE: WWW.ADDE.COM.BR 
 

Não-Ditos e Não Feitos

Estudiosos afeiçoados aos “ditos do Senhor” mergulharam, em todos os tempos, o pensamento nas fontes evangélicas, em busca de consolo e diretrizes, encontrando na clara mensagem da Boa Nova o clima de paz e amor necessários a uma vida feliz.

Narrativas comoventes relatam os encontros do Rabi Amoroso com os corações constrangidos pela dor e com es espíritos atribulados a todos ensejando, pelo verbo luminoso e sublime, os roteiros libertadores.

Páginas de beleza inefável têm sido elaboradas sobre os efeitos e as palavras do Enviado de Deus, favorecendo o pensamento humano com antevisões do porvir e sugerindo retrospectos das inolvidáveis emoções que viveram os que participaram das jornadas d’Ele...

Infelizes e enfermos de variada classificação, obsidiados e dementes de muitas alienações foram reconduzidos à serenidade e à paz através da mensagem de esperança que Ele nos dá, desde então, como pábulo que nos mantém alimentados, conduzindo-nos para a frente e o amanhã.

-o-o-

Muito mais poderia ter dito e feito o Senhor.

Não o disse, porém, nem o fez.

E o que não disse, o que não fez, são tão grandiosos que atestam a excelente procedência d’Ele.

Recusado por uma aldeia do interior de ser ali agasalhado, nada disse, e instado pelos discípulos para que ateasse o fogo do céu sobre o lugarejo ímpio, não o fez. Retirou-se em silêncio, plácido e triste, seguindo adiante...

Impossibilitado de falar ao povo de Gadara, após a recuperação psíquica do gadareno, não disse uma sentença condenatória, não teve um gesto de revolta. Imperturbável, retornou ao mar e à Galileia...

Acusado por comensais dos interesses imediatos, de açular as massas infelizes que O seguiam esperançadas, não disse um revide, não expôs uma defesa, não reagiu com irritação, não fez uso dos seus poderes...

Conclamado por aqueles que O desejam triunfador na Terra não apresentou explicações, não debateu o assunto, retirou-se a sós...

Diante de Pilatos quase nada disse, nada fazendo e, no entanto, poderia tudo dizer e tudo fazer.

Na cruz, resignou-se a não dizer senão o indispensável para o tributo de amor, submetendo-se, incomparável, à Vontade do Pai.

E mesmo depois de ressurgido não disse nem fez o que muitos esperavam.

Afirmou a imortalidade atestando-a, realentou os companheiros com o seu amor de compreensão e, ao ascender aos Cimos, despachou-os para as tarefas do “dizer” e do “fazer” como Ele mesmo disse e fez.

-o-o-

Medita sobre os não-ditos e não feitos do Senhor.

Se a dificuldade e a incompreensão de quem amas, quando a serviço d’Ele, te amesquinham, não te amofines.

Se a luta recrudesce e o combate acirra, não desesperes.

Se a enfermidade avança e te vence, não desanimes.

Se todos os males de fora e de dentro de ti mesmo ameaçam conduzir-te à desencarnação, não recalcitres.

Não te defendas, se injuriado.

Não te justifiques, se perseguido.

Não te exponhas, se angustiado.

Não digas, nada faças, mesmo que tenhas o que dizer e disponhas de recursos para fazer.

Teus ditos e teus feitos já falaram por ti. Se não se fizeram ouvir, porfia confiante, de fé robusta.

Mais vale ser vítima da impiedade quando se está com a consciência tranquila, do que perseguidor entre ovações, carregando uma consciência em brasa.

E se a vida solicitar ao teu espírito o pesado tributo da tua doação total pela causa de amor que abraças, na Seara de Luz do Evangelho e do Espiritismo, não te negues, não recuses, nada digas, nada faças, entregando a vida e aspiração às mãos d’Ele, pois que mesmo morrendo na liça incompreendido e ralado, ascenderás tranquilo aos páramos do amor para voltares a fim de ajudar, mais tarde, os que te perseguiram e injuriaram vitoriosamente, ficando, porém, nas linhas sombrias e tristes da retaguarda, esperando pelo teu socorro.

Livro: “Dimensões da Verdade”
De Divaldo Pereira Franco
Pelo Espírito Joanna de Ângelis