Amigos e companheiros deste cantinho onde sempre
temos o Estudo Mensal é sempre com muito carinho que a todos os
companheiros saúdo fraternalmente com um bom dia sereno de muita paz e
que espero que todos participem neste valioso estudo onde podemos
entender as diferenças entre o bem o mal no sentido da riqueza..
Antes
de dar começo a este tema deixo aqui o meu sincero agradecimento ao
grande amigo Moisés Cerqueira pelo empenho e dedicação colocada no
Estudo anterior...muito obrigado amigo......
"NÃO SE PODE SERVIR À DEUS E A MAMON" - disse Jesus
O texto "Não se pode servir a Deus e a Mamon" está no capipulo XVI do O Evangelho Segundo o Espiritismo.
Mas, quem foi Mamon?
Mamon era um dos deuses adorados pelos sírios, no antigamente.
Ele representava as riquezas.
Por isso, suas estátuas eram fundidas em ouro ou prata.
Por isso Jesus disse:
“Ninguém
pode servir a dois senhores, porque aborrecerá a um e amará a outro ou
se unirá a um e desprezará o outro. Não podeis servir a Deus e as
riquezas.”
Lendo estas palavras, parece que Jesus tinha horror à riqueza e muita má vontade com os ricos.
O que não é verdade.
Ao proclamar que não se pode servir a Deus e às riquezas, o Mestre refere-se ao problema do apego.
É bem próprio das tendências humanas que o indivíduo, quanto mais ganhe, mais deseje ganhar.
E, quanto mais se empolga pelas riquezas, menos sensível se faz às misérias alheias.
Então, complica-se, porque, ao invés de servir-se da riqueza para aproximar-se de Deus, afasta-se de Deus por servir à riqueza.
Vejamos estes dois exemplos:
A
Condessa Paula, que está no livro O Céu e o Inferno, que enquanto
encarnada foi bela, rica, de família ilustre, de qualidades intelectuais
e morais.
Ela era boa, meiga e indulgente, soube administrar a fortuna levando grande parte aos necessitados.
Em sua comunicação mediúnica disse:
“Ricos,
tenham sempre em mente que a verdadeira fortuna é sempre imortal, não
existe na Terra; procure antes saber o preço pelo qual possa alcançar os
benefícios do Todo-Poderoso.”
Já no O Evangelho Segundo o
Espiritismo, temos o depoimento da Rainha de França, que não soube
administrar a riqueza para o bem, e se utilizava de seu poder para
humilhar seus súditos. Sua comunicação após a desencarnação dizia assim:
“ Quem melhor do que eu poderá compreender as palavras de Nosso Senhor, quando Ele disse: ‘Meu Reino não é deste mundo?’
O
orgulho me perdeu sobre a Terra; quem, pois compreenderia a
insignificância dos reinos deste mundo, se eu não o compreendesse?
Que carreguei comigo da minha realeza terrestre?
Nada, absolutamente nada; e como para tornar a lição mais terrível, ela não me seguiu até o túmulo!
Rainha eu fui entre os homens, rainha eu acreditava entrar no Reino dos Céus.
Que desilusão!
Que
humilhação, ao invés de ser recebida como soberana, vi acima de mim,
mas bem acima, homens que eu acreditava pequenos e que desprezei porque
não eram de um sangue nobre. . .”
Por isso, Pascal disse:
“O homem não possui seu, senão aquilo que pode levar deste mundo. O que é, então, que possuímos?
Nada
do que se destina ao uso do corpo, e tudo o que se refere ao uso da
alma: a inteligência, os conhecimentos, as qualidades morais . . .”
"O
problema é quando o dinheiro deixa de ser um meio de vida e se converte
na finalidade dela, quando deixamos de ser senhores do dinheiro e nos
transformamos em escravos dele.
O portador de dinheiro amoedado
esquece que está na Terra para evoluir, não para acumular bens materiais
de que jamais usufruirá, ainda que estenda por muitos anos a jornada
humana."
Porque assim é como um homem que, ao ausentar-se para longe, chamou os seus servos e lhes entregou os seus bens.
E deu a um cinco talentos, e a outro dois, e a outro deu um, a cada um segundo a sua capacidade, e partiu logo.
O que recebera pois cinco talentos, foi-se, e entrou a negociar com eles e ganhou outros cinco.
Da mesma sorte também o que recebera dois, ganhou outros dois.
Mas o que havia recebido um, indo-se com ele, cavou na terra, e escondeu ali o dinheiro de seu senhor.
E passando muito tempo, veio o senhor daqueles servos, e chamou-os a contas.
E chegando-se a ele o que havia recebido os cinco talentos, apresentou-lhes outros cinco talentos, dizendo:
Senhor, tu me entregaste cinco talentos; eis aqui tens outros cinco mais que lucrei.
Seu senhor lhe disse:
Muito
bem, servo bom e fiel; já que foste fiel nas coisas pequenas, vou
dar-te a intendência das grandes; entra no gozo do teu senhor.
Da
mesma sorte apresentou-se também o que havia recebido dois talentos, e
disse: Senhor, tu me entregaste dois talentos, e eis aqui tens outros
dois que ganhei com eles. Seu senhor lhe disse:
Bem está, servo bom e
fiel; já que fostes fiel nas coisas pequenas, vou dar-te a intendência
das grandes; entra no gozo de teu senhor.
Chegando também o que havia recebido um talento, disse:
Senhor,
sei que és homem de rija condição; Colhes onde não semeaste, e recolhes
onde não espalhaste; e temendo me fui, e escondi o teu talento na
terra; eis aqui tens o que é teu.
E respondendo o seu senhor, lhe
disse: Servo mau e preguiçoso, sabias que colho onde não semeei, e que
recolho onde não tenho espalhado.
Devias logo dar o meu dinheiro aos banqueiros, e vindo eu, teria recebido certamente com juro o que era meu.
Tirai-lhe, pois, o talento, e dai-o ao que tem dez talentos.
Porque a todo o que tem, vamos dar, e terá em abundância; e ao que não tem, tira.se até o que parece que tem.
E ao servo inútil, lançai-o nas trevas exteriores: ali haverá choro e ranger de dentes. (Mateus, xxv: 14-30).
Amigos
é assim que cada um de nós deve fazer render e colher o que cada um de
nós pode semear no cultivo da Seara de Jesus...........
Jesus nos deixou orientações para todos os setores da nossa vida, para
que pudéssemos nos conduzir nesta caminhada evolutiva na terra, e com os
esclarecimentos da doutrina, essas orientações se ampliam ainda mais.
Neste capitulo Servir a Deus e a Mamon, fala sobre bens materiais.
Jesus
utilizou varias parábolas para exemplificar. O bom uso e o mau uso do
dinheiro, o apego excessivo ao material, a utilidade da riqueza, as
desigualdades, etc.
Nas perguntas do Livro dos Espiritos:
“712. Com que fim Deus fez atrativos os gozos dos bens materiais?
Para instigar o homem ao cumprimento da sua missão e também para prová-lo na tentação.
712-a. Qual o objetivo dessa tentação?
Desenvolver a razão que deve preservá-lo dos excessos.
Deus
na sua infinita sabedoria colocou o atrativo do prazer na posse e no
uso dos bens materiais, para estimularmos ao cumprimento da nossa
missão.
Para que o planeta possa evoluir é necessário que os seus
habitantes se esforcem intelectualmente e fisicamente para progredir e
também Deus quis prová-lo pela tentação, que o arrasta ao abuso, do qual
a sua razão deve se esforçar para livrá-lo.
Assim nos foi ensinando com parabolas para entendermos as diferenças entre as duas situações diferentes:
Salvação dos rico
Quando Jesus disse ao jovem:
“Se você quer ser perfeito, vá, venda tudo o que tem, dê o dinheiro aos pobres, e você terá um tesouro no céu.
Depois, venha e siga-me”.
Esclarecimento:
Ele não quis dizer que devemos nos livrar de tudo o que temos para entrar no reino de Deus.
Foi
para exemplificar que podemos ser honestos, não fazer mal a ninguém,
não maldizer o próximo, não ser inconsequente nem orgulhoso, respeitar
seus pais e, ainda assim, não ter a verdadeira caridade, porque sua
virtude não vai até o desapego dos bens materiais.
Em outras palavras, que fora da caridade não há salvação.
Guardai-vos da Avareza:
Um homem pede a Jesus que faça com que seu irmão divida seus bens com ele.
Jesus diz a ele que não era sua função, e conta-lhe uma parábola.
O
campo de um homem rico tinha dado abundantes frutos e teve a ideia de
fazer celeiros maiores para armazenar para que tivesse provisões para
muitos anos, Jesus diz:
Homem bobo que a morte pode vir buscá-lo e para quem ficará tudo isso que juntou?
Entendimento:
Duas lições:
É
comum as pessoas aproximarem-se do espiritismo para que os espíritos
ofereçam soluções para seus problemas, favorecendo facilidades e
privilégios.
E não é esse o objetivo da doutrina.
Quem amontoa
coisas com certeza perderá pelo excesso ou irá se prender a eles, mas um
dia, a vida o obrigará a deixar tudo o que acumulou.
Jesus em casa de Zaqueu:
Para
escândalo de todos, principalmente de seus discípulos, ao chegar a
Jericó, Jesus oferece-se para se hospedar em casa de Zaqueu, homem rico e
ainda publicano; dois motivos bastante fortes para que o cobrador de
impostos fosse o último dos habitantes daquele lugar onde Jesus se
hospedaria, segundo entendimento da época.
Pensava-se que os
possuidores de bens materiais estavam irremediavelmente condenados ao
sofrimento eterno, devido ao apego à matéria, considerada a fonte do
mal.
Mas Ele foi muito bem recebido por Zaqueu, que, feliz, após
expor os benefícios que a sua fortuna proporcionava a várias famílias da
região, propôs-se a distribuir parte de seus recursos financeiros e a
ressarcir generosamente a aqueles que porventura houvesse prejudicado.
Esclarecimento
Alan
Kardec afirma que “a riqueza é, sem dúvida, uma prova mais arriscada,
mais perigosa que a miséria, em virtude das excitações e das tentações
que oferece, da fascinação que exerce.
É o supremo excitante do orgulho, o egoísmo e da vida sensual”.
A riqueza não é, em si, boa ou má.
Mau, é o homem que dela abusa.
A
riqueza bem aproveitada traz muitos benefícios, gera empregos a muitas
pessoas, realiza muitas obras para a melhoria do nosso planeta,
Todo esse trabalho exige pesquisa, que desenvolve a inteligência, expande a capacidade humana de resolver problemas.
Sem dúvida, é poderoso elemento de progresso.
Por isso, cabe ao homem extrair dela todo o bem possível.
Parábolas do talento:
Essa
é mais conhecida, um senhor vai viajar entrega dinheiro a cada um dos
seus servos, para que cada um dispusesse da forma que bem entendesse,
mas quando chegasse, eles deveriam prestar contas do que tinha feito com
o que receberam, dois deles devolveram mais do que haviam recebido,
demonstrando assim, que empregaram bem o dinheiro, e o outro por medo de
perder, enterrou o dinheiro, e o senhor, não se mostrou nada satisfeito
com mau uso empregado do seu dinheiro.
Entendimento
As aptidões e
virtudes que se temos são os nossos talentos, são ferramentas com as
quais devemos trabalhar para o nosso próprio bem e o bem geral de todos.
Todos
possuem talentos para alguma coisa, para as artes, para a
administração, para o desporto, para o comércio, para a política, para a
religiosidade, para o ensino ou outros ramos quaisquer das atividades
humanas.
São todas ferramentas que, se bem utilizadas, multiplicam-se, em nós.
Produzem
em âmbito geral: elevação de sentimentos nas artes, disciplina na
administração, estímulos no desporto, fartura no comércio, justiça na
política, elevação espiritual na religiosidade e capacitação no ensino.
Por
isso não devemos enterrar os talentos que recebemos, por medo, por
preguiça, temos que colocá-los em pratica, para assim progredirmos, e
melhorarmos ainda mais o que recebemos, e isso só conseguindo, através
de esforços e muito trabalho.
“Disse-lhes o Senhor:
Bem está, bom e fiel servo.
Sobre o pouco foste fiel, sobre o muito te colocarei.”
Desse
modo, considerando que pela Lei da Reencarnação o ser sempre progride,
os ricos de hoje poderão receber no futuro novas incumbências de
realizações que necessitem administradores experientes, bem assim, os
que falharam em suas provas poderão ser convidados a se submeterem a
novo estágio, renascendo como aprendizes, administrando poucos recursos
que lhes serão concedidos como objeto de novo aprendizado.
Desigualdade das riquezas
811-“Será possível e já terá existido a igualdade absoluta das riquezas”?
“Não; nem é possível. A isso se opõe a diversidade das faculdades e dos caracteres.”
811-a) “Há, no entanto, homens que julgam ser esse o remédio aos males da sociedade. Que pensais a respeito?”
“São sistemáticos esses tais, ou ambiciosos cheios de inveja.
Não compreendem que a igualdade com que sonham seria a curto prazo desfeita pela força das coisas.
Combatei o egoísmo, que é a vossa chaga social, e não corrais atrás de quimeras.”
É impraticável, portanto, a igualdade das riquezas entre os homens.
Se
toda a riqueza fosse bem distribuída, todos ficariam impossibilitados
de realizações em favor da coletividade e utilizariam a pequena parte
que lhes pertencessem apenas para si mesmo. Esse fato anularia a
possibilidade de conviver com a experiência de caridade, e de
desenvolver a razão que alerta para os abusos, e também a motivação,
causando o estacionamento da evolução natural tanto do homem quanto do
planeta.
Além disso, em pouco tempo, as aptidões e os caracteres individuais, fariam com que essa igualdade se desfizesse.
Os
mais aptos, os mais trabalhadores, os mais corajosos, os
empreendedores, se diferenciaria dos demais, e com certeza iriam
adquirir mais.
Todos nós temos conhecimento da postura materialista
que domina este mundo, isso se dá devido ao atraso espiritual da maioria
dos espíritos que aqui habitam.
Mas para aqueles que acreditam numa
vida futura melhor, como Jesus nos disse; não podemos encarar a vida da
mesma forma do que todos os homens.
Os Espíritos superiores nos alerta a termos domínio sobre o mundo material e não a sermos escravos dele, como ocorre largamente.
E resumindo o que aprendemos com as parábolas:
Ter
desapego as coisas materiais, aproveitá-las para o nosso bem e de
todos, pois nada é nosso, tudo, ficará aqui quando partirmos.
Tudo
que se tem em excesso, e, é mal aproveitado se perde, se estraga, isso
nos exalta a caridade, doemos aquilo que temos em excesso, e que às
vezes nem utilizamos mais, pode ser útil a alguém.
Lembremos que ter não é mal, mas que devemos dar uma utilidade boa a tudo, e não nos tornarmos egoístas e avarentos.
E
não enterremos nossos talentos, por medo ou por preguiça, para que
possamos quando voltar, mostrar a Deus que utilizamos o máximo o que
tínhamos, para fazer nossa parte e melhorar este mundo.
“O senhor não
te identificará pelos tesouros que ajuntaste, pelas bênçãos que
retiveste, pelos anos que viveste no corpo físico.
Reconhecer-te-á
pelo emprego dos teus dons, pelo valor de tuas realizações e pelas obras
que deixaste, em torno dos próprios pés”.
Vale colocarmos limites
nos excessos materiais; vale o sacrifício; vale a disciplina; vale o
esforço em participar, na educação das crianças, na dos jovens, nas
causas ecológicas, na defesa dos animais, vale a pena estarmos aqui,
tudo vale a pena, para nos melhorar e ajudar este mundo, a também ficar
melhor...............
Amigos assim podemos viver uma vida com mais dignidade e ajudar-mos os outros fazendo sempre a caridade.............
Amigos com um abraço sincero de muita sinceridade este vosso amigo..
Manuel Altino
fonte: http://www.forumespirita.net/fe/estudos-mensais/capitulo-xvi-servir-a-deus-e-a-mamon/?utm_source=feedburner&utm_medium=email&utm_campaign=Feed%3A+forumespirita+%28Forum+Espirita+email+news+100+topicos%29#.V8mS2DW500c
sexta-feira, 2 de setembro de 2016
Os dez mandamentos e o fenômeno da Pneumatografia
Há mais de 3500 anos, Moisés recebeu no Monte Sinai os dez mandamentos.O Monte Sinai é uma região considerada sagrada pelo Cristianismo, Judaísmo e Islamismo, localizada ao Sul da península do Sinai, no Egito. É também conhecido como Monte Horeb ou Jebel Musa, que, em árabe, significa “Monte de Moisés”.
Embora exista vasta literatura sobre o decálogo, a forma pela qual se deu o processo de recepção dos ensinos, considerados de origem divina, é desconhecida ou raramente comentada. Poucos estudiosos trataram do assunto especificamente.
Pelos registros bíblicos, em Deuteronômio (5:6-21), após conduzir os israelitas que haviam sido escravizados no Egito, atravessar o Mar Vermelho e se dirigir ao Monte Horeb, na Península do Sinai, ali, no sopé do Monte, as Tábuas da Lei teriam sido escritas diretamente por Deus e entregues a Moisés. Como as duas tábuas originais foram quebradas, – em reação colérica do legislador hebreu diante da observação de que o povo havia construído um Bezerro de Ouro e o adorava – Deus reescreveu outro conjunto de leis, conforme registrado em Êxodo (34:1).
Curiosamente, o decálogo em sua língua original, o hebraico, é constituído de 613 letras, o mesmo número que integra a Torá, o conjunto dos demais ensinos recebidos e registrados por Moisés em pergaminho.
*
Qual seria a explicação espírita sobre a inscrição do decálogo nas duas tábuas de pedra?
A Bíblia é um conjunto de livros que constitui o Velho e o Novo Testamento, repletos de fenômenos mediúnicos. Partamos do princípio de que Moisés era médium. Um intermediário entre a Vontade Divina e a liderança daquele povo de Israel, ainda de costumes rudimentares e, às vezes, até bárbaros. O profeta da primeira revelação no Ocidente estava só, no monte, sem a companhia de seus seguidores ou de qualquer outra pessoa. Um “fogo”, resultado de fenômeno mediúnico de efeitos físicos, separava Moisés do povo que teve medo de atravessar as labaredas. Sabemos que, espiritualmente, ele não se encontrava sozinho, pois certamente recebia a influência direta dos planos superiores da vida naquele momento ímpar de concentração individual, que resultaria em algo absolutamente definitivo e transformador para a história religiosa das civilizações ocidentais: a revelação de um Deus único, em oposição à crença pagã comum no politeísmo.
Uma possível interpretação espírita do ocorrido conduziria ao entendimento de que o médium Moisés recebeu pela escrita direta, em tábuas de pedra, o decálogo, um conjunto de dez ensinos sobre o comportamento do ser humano em relação a Deus e a seu próximo.
A pneumatografia (do grego pneuma – sopro ou espírito + graphein – escrever) é termo criado pelo Codificador do Espiritismo para denominar o tipo de fenômeno mediúnico em que um espírito se comunica por via escrita sem o auxílio de um médium escrevente ou psicógrafo. É, também, conhecida por escrita direta.
O fenômeno está classificado pelos Espíritos, em O livro dos médiuns, como mediunidade de efeitos físicos, mesmo contra a opinião de Allan Kardec que o preferiria na classe dos fenômenos de efeitos inteligentes. A explicação é a seguinte:
Os efeitos inteligentes são aqueles para cuja produção o Espírito se serve dos materiais existentes no cérebro do médium, o que não se dá na escrita direta. A ação do médium é aqui toda material, ao passo que no médium escrevente, ainda que completamente mecânico, o cérebro desempenha sempre um papel ativo.
Na pneumatografia, dispensa-se o uso do lápis, como adotado na psicografia, ou do teclado, como mais recentemente empregado na “psicodigitação”. Então, o Espírito escreveria diretamente, sem intermediário, dispensando a “mão” de um médium.
Todavia, não se prescinde da figura do médium, indispensável para a realização de qualquer fenômeno mediúnico, seja de efeitos inteligentes ou físicos. Nestes últimos, o médium doa o ectoplasma, o fluido animalizado, para que o Espírito possa atuar na realidade material.
É o próprio Kardec quem explica na Revista Espírita como o fenômeno se dá:
Para escrever dessa maneira, o Espírito não se serve das nossas substâncias, nem dos nossos instrumentos. Ele próprio fabrica a matéria e os instrumentos de que há mister, tirando, para isso, os materiais preciosos, do elemento primitivo universal que, pela ação da sua vontade, sofre as modificações necessárias à produção do efeito desejado. Possível lhe é, portanto, fabricar tanto o lápis vermelho, a tinta de imprimir, a tinta comum, como o lápis preto, ou, até, caracteres tipográficos bastante resistentes para darem relevo à escrita.
A principal razão para a ocorrência do fenômeno é a comprovação da intervenção de um poder oculto, uma inteligência externa que se manifesta e transmite sua vontade.
*
Nada mais adequado para registrar, há cerca de 3,5 milênios, o início da história religiosa monoteísta do que o acontecimento marcante da inscrição direta em tábuas de pedras das leis fundamentais, que continuam até hoje a reger as relações dos homens entre si e com Deus.
Um fenômeno natural, raro certamente, mas especial em sua essência, que contou com a presença dos Espíritos Superiores, segundo a Vontade do Criador e a supervisão do Governador Espiritual da Terra, Jesus.
Ali, naquele momento crucial para a trajetória evolutiva da Humanidade, já se assinalavam os primeiros passos, prenunciando os novos tempos que haveriam de vir, atualmente confirmados pelas luzes do Consolador Prometido.
Referências:
BÍBLIA online.com.br. Disponível em:
DEZ mandamentos. Disponível em:
KARDEC, Allan. O livro dos médiuns. Tradução de Guillon Ribeiro. 81. ed., 5. imp. Brasília: FEB, 2016. it. 189.
______. Pneumatografia ou escrita direta. Revista Espírita, v. 2, n. 8, ago. 1859. Tradução de Evandro Noleto. 3. ed., 2. imp. Brasília: FEB, 2009.
Fonte: FEB, autor Geraldo Campetti Sobrinho.
Os "Bam Bam Bans", insignificantes de sempre
Pesquisa conduzida por
psicólogos da Universidade da Califórnia, Davis, nos Estados Unidos e
publicada no periódico Journal of Personality and Social Psychology,
confirma a existência de pessoas com personalidade “desprezível”
(arrogante).
Os psicólogos desenvolveram um teste de personalidade envolvendo 960 voluntários que também tiveram que responder a testes relacionados à raiva, nojo, inveja, orgulho, perfeccionismo e narcisismo. Os pesquisadores acreditam que indivíduos arrogantes apresentam resquícios de narcisismo, psicopatia e maquiavelismo. Isso porque essas pessoas sempre veem os outros como piores (inferiores) e não têm problema em manipulá-los.
Outros experimentos realizados pela mesma equipe sugerem ainda que as pessoas arrogantes têm mais tendência a serem racistas, além de serem péssimas influências nos relacionamentos. Os pesquisadores acreditam que esses sujeitos tendem a ter baixa autoestima e ansiedade.
A arrogância pode ser interpretada, em linhas gerais, como aquele comportamento que visa demonstrar que o indivíduo é no mínimo “igual” ou quase sempre superior aos demais, de modo a produzir impacto sobre os outros. Esse impacto pode incluir admiração, galanteios, reverência, proeminência ou até mesmo “olho gordo”. Entretanto, muitas vezes produz uma avaliação negativa, podendo fazer com que os outros considerem esse indivíduo arrogante, pedante, desprezível e, por conseguinte, procurem afastarem-se ou desprezarem.
A arrogância é uma expressão da obsessão de alguém querer ser maior, mais inteligente, mais grandioso e mais importante do que as outras pessoas, para compensar o que está faltando em si mesmo. Por sentir-se (inconscientemente) tão pequeno e insignificante, o arrogante precisa parecer maior do que é para provar que, na verdade, é insubstituível e especial.
Para contrapesar o medo de não ser evoluído o suficiente, adota a ilusão do “sou mais importante que você”, “sou mais inteligente que você” e pode de fato acreditar que é mais perfeito do que aqueles à sua volta, até mesmo nas hostes espíritas. O arrogante ajusta a fachada perfeita, consentindo ser manipulador, insensato, controlador e transgressor de regras da boa maneira. Olha de cima a baixo com “obséquio” para as pessoas que considera inferiores.
Sempre que nos incomodamos pela conduta dos outros e fazemos juízos de valor, em vez de condenar e comparar as nossas diferenças do tipo “elas são umas toupeiras”, “elas parecem que não raciocinam”, ou “eu sou o bam bam bam em questões de conhecimento espirita” etc., seria prudente silenciarmos , refletirmos e não manifestarmos esses rompantes.
Urge avaliar se isso não é um distúrbio, pois que estamos lançando sobre os outros os entulhos de nossos pendores desprezíveis. Em verdade a nossa arrogância está servindo como mecanismo de defesa para que não vejamos em nós mesmos a nossa rotunda insignificância perante os comparados.
Em suma, esse inchado de prepotência, sem o antídoto da humildade, invariavelmente nos resumirá a uma personalidade desprezível, impenetrável impedindo de se fazer uma autocrítica correta e reconhecer os nossos pendores nebulosos, os nossos comportamentos destrutivos e quais das nossas tendências são e não são admissíveis.
Se debelarmos de nós a arrogância, alcançaremos vitória sobre nosso egoísmo, causa máxima dos amplos males da Humanidade. Se formos humildes, trataremos todos como companheiros, amigos e irmãos (como diz a música), e não mais nos sentiremos adversários e inimigos de quem quer que seja.
Se nos conduzirmos numa linha de inteira fraternidade, com certeza, fugirão de nossos corações a arrogância e a vaidade. Entretanto que nossa humildade não seja apenas aquela atitude envernizada, que ainda em nós reside, mas a simplicidade legítima e espontânea, a fim de recebermos a verdadeira luz e penetrarmos no entendimento de tudo quanto Jesus nos ensinou.
Jorge Hessen
fonte: http://www.forumespirita.net/fe/outros-temas/os-bam-bam-bans-insignificantes-de-sempre/?utm_source=feedburner&utm_medium=email&utm_campaign=Feed%3A+forumespirita+%28Forum+Espirita+email+news+100+topicos%29#.V8mQojW500c
Os psicólogos desenvolveram um teste de personalidade envolvendo 960 voluntários que também tiveram que responder a testes relacionados à raiva, nojo, inveja, orgulho, perfeccionismo e narcisismo. Os pesquisadores acreditam que indivíduos arrogantes apresentam resquícios de narcisismo, psicopatia e maquiavelismo. Isso porque essas pessoas sempre veem os outros como piores (inferiores) e não têm problema em manipulá-los.
Outros experimentos realizados pela mesma equipe sugerem ainda que as pessoas arrogantes têm mais tendência a serem racistas, além de serem péssimas influências nos relacionamentos. Os pesquisadores acreditam que esses sujeitos tendem a ter baixa autoestima e ansiedade.
A arrogância pode ser interpretada, em linhas gerais, como aquele comportamento que visa demonstrar que o indivíduo é no mínimo “igual” ou quase sempre superior aos demais, de modo a produzir impacto sobre os outros. Esse impacto pode incluir admiração, galanteios, reverência, proeminência ou até mesmo “olho gordo”. Entretanto, muitas vezes produz uma avaliação negativa, podendo fazer com que os outros considerem esse indivíduo arrogante, pedante, desprezível e, por conseguinte, procurem afastarem-se ou desprezarem.
A arrogância é uma expressão da obsessão de alguém querer ser maior, mais inteligente, mais grandioso e mais importante do que as outras pessoas, para compensar o que está faltando em si mesmo. Por sentir-se (inconscientemente) tão pequeno e insignificante, o arrogante precisa parecer maior do que é para provar que, na verdade, é insubstituível e especial.
Para contrapesar o medo de não ser evoluído o suficiente, adota a ilusão do “sou mais importante que você”, “sou mais inteligente que você” e pode de fato acreditar que é mais perfeito do que aqueles à sua volta, até mesmo nas hostes espíritas. O arrogante ajusta a fachada perfeita, consentindo ser manipulador, insensato, controlador e transgressor de regras da boa maneira. Olha de cima a baixo com “obséquio” para as pessoas que considera inferiores.
Sempre que nos incomodamos pela conduta dos outros e fazemos juízos de valor, em vez de condenar e comparar as nossas diferenças do tipo “elas são umas toupeiras”, “elas parecem que não raciocinam”, ou “eu sou o bam bam bam em questões de conhecimento espirita” etc., seria prudente silenciarmos , refletirmos e não manifestarmos esses rompantes.
Urge avaliar se isso não é um distúrbio, pois que estamos lançando sobre os outros os entulhos de nossos pendores desprezíveis. Em verdade a nossa arrogância está servindo como mecanismo de defesa para que não vejamos em nós mesmos a nossa rotunda insignificância perante os comparados.
Em suma, esse inchado de prepotência, sem o antídoto da humildade, invariavelmente nos resumirá a uma personalidade desprezível, impenetrável impedindo de se fazer uma autocrítica correta e reconhecer os nossos pendores nebulosos, os nossos comportamentos destrutivos e quais das nossas tendências são e não são admissíveis.
Se debelarmos de nós a arrogância, alcançaremos vitória sobre nosso egoísmo, causa máxima dos amplos males da Humanidade. Se formos humildes, trataremos todos como companheiros, amigos e irmãos (como diz a música), e não mais nos sentiremos adversários e inimigos de quem quer que seja.
Se nos conduzirmos numa linha de inteira fraternidade, com certeza, fugirão de nossos corações a arrogância e a vaidade. Entretanto que nossa humildade não seja apenas aquela atitude envernizada, que ainda em nós reside, mas a simplicidade legítima e espontânea, a fim de recebermos a verdadeira luz e penetrarmos no entendimento de tudo quanto Jesus nos ensinou.
Jorge Hessen
fonte: http://www.forumespirita.net/fe/outros-temas/os-bam-bam-bans-insignificantes-de-sempre/?utm_source=feedburner&utm_medium=email&utm_campaign=Feed%3A+forumespirita+%28Forum+Espirita+email+news+100+topicos%29#.V8mQojW500c
UM RAIO DE SOL
Quando o sol nasce pela manhã é como se o Sublime Artista acendesse uma lâmpada de ouro.Toda noite ele se esmera para extrair um novo colorido do dia novo.
Ante os raios do sol que se espreguiçam a tudo envolvendo, o verde brilha com maior intensidade.
Nas pétalas das flores o orvalho vai sendo despertado e se transforma em cristal líquido, refletindo os raios de luz
Logo, tudo é luz, vida, alegria, juventude.
Os pássaros ensaiam seus cantos, recordando-nos que devemos saudar o dia com sorrisos. Eles nos dão a lição de que devemos iniciar o nosso dia sob a luz da oração. Oração que é louvor e gratidão.
Eles voam livres, conquistando o espaço. Batem suas asas entre os braços verdes das árvores. Iniciam a labuta da construção dos ninhos, da busca do alimento para os filhotes que aguardam, sempre famintos.
Essa faina nos recorda os ensinos de Jesus: as aves do céu não semeiam e nem ceifam, nem guardam sementes em seus celeiros. No entanto, nosso Pai por elas vela.
É a rememoração da lição da confiança na Providência Divina.
O sol desce com seus raios pelo jardim e vai despertando as flores, encolhidas em seu sono da noite. Elas se espreguiçam e abrem suas corolas aos beijos convidativos do astro rei.
O céu estampa a serenidade do azul e da beleza. O dia está pronto e nos diz: tudo é belo e suficiente para ser feliz. Basta que você abra os olhos e sinta.
O calor do sol traduz vida também para a nossa alma. Tudo está preparado com carinho porque é dia. E é neste dia que iremos viver: crianças, jovens, homens e mulheres.
Todas as manhãs, Deus nos homenageia com este espetáculo que é cor, som e beleza. Mas, normalmente, nos mostramos apressados, preocupados.
Levantamos rapidamente, preparamo-nos e saímos. Não temos tempo para saudar o dia. Ligamos o carro, andamos rapidamente, preocupamo-nos com o trânsito que nos impede a marcha mais rápida.
Franzimos a testa, nervosos e aflitos e nada percebemos do que nos rodeia.
Seria muito bom que, como as aves, acordássemos mais cedo, saudássemos o dia, aproveitando para brincar com os raios do sol ou simplesmente nos detivéssemos a contemplar o espetáculo da natureza.
A Terra só continua a ser um planeta de intensas dores e aflições porque ainda não despertamos para o bom e o belo, que Deus dispõe diariamente à nossa volta.
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Assim como o sol dissipa a névoa da manhã, o ser humano deveria permitir que os raios do sol dissipassem a névoa do seu coração.
Então, ele poderia sentir o calor em sua alma, conseguindo viver em plenitude e amar.
Se o homem que caminha, sobrecarregado ao peso das dificuldades, resolvesse misturar o canto da sua alma ao canto dos pássaros, dissiparia a dor que lhe machuca a intimidade, da mesma forma que a neblina é espancada pelo astro rei, na manhã que surge.
_________________ Redação do Momento Espírita, com base no artigo Reflexão de um raio de sol, de Maria Anita Fonseca Rosas Batista, da revista Presença espírita, de março/abril de 2000, ed. Leal. Em 11.02.2012.
fonte: WWW.ADDE.COM.BR