NOSSA HISTÓRIA

NOSSA HISTÓRIA

Grupo Espírita Mensageiros da Luz

CNPJ 13.117.936/0001-49

Fundada em 18 de junho de 1985 . Nossas atividades se iniciaram na sede do Clube Cultural dos Violeiros de Gravataí onde fomos recebidos com muito carinho e respeito. Ali desenvolvemos os trabalhos de estudo doutrinário e formação de grupos de trabalhos. Procedente do Grupo Espirita Nosso lar em Gravataí, onde participei por 4 anos como voluntário e palestrante, eu, Carlos Eduardo Muller, resolvi fundar nossa casa espírita no Parque dos Anjos . Foi uma tarefa executada com muita alegria e acompanhada de pessoas interessadas em desenvolver um grupo de estudos para que posteriormente a casa prestasse atendimento ao público. Nosso grupo contou inicialmente com a irmã Bernadete Antunes, irmã Kátia Pisoni, irmã Maria Guiomar, irmã Ieda R. Rosa, irmã Elisabete, irmão Miguel Cardoso, irmão Everton da Silva Cardoso, irmã Eni, e dirigindo as atividades eu, Carlos Eduardo Muller. Foram 13 anos de muito aprendizado neste local, e nenhuma dificuldade nos impediu de impulsionar cada vez mais a Doutrina Espírita, pois somente através de muito esforço conseguiríamos atingir nosso objetivo: Ter uma casa Espírita com irmãos preparados espiritualmente e conhecedores da doutrina ditada pelos espíritos a Allan Kardec. Só o fato de manter um grupo em plena atividade ja era uma vitória. Todos sabíamos das responsabilidades em conduzir um trabalho 100% filantrópico. Como em todas as casas espíritas, tambem a nossa sofria e sofre com a rotatividade de colaboradores, fato compreendido por todos nós espíritas. Foram muitos os colaborabores que passaram e contribuiram de alguma forma para o crescimento do grupo. Por opção, alguns foram em busca de outros grupos e outros não conseguiram acompanhar as atividades pelo tamanho da responsabilidade que nos é dada.

Neste período criamos o programa " UM DIA SÓ PRA MIM " normalmente promovido a cada ano. São encontros promovidos com intuito de reunir pessoas da comunidade e outros grupos espíritas durante um dia inteiro com palestras variadas e trocas de informações e sugestões pelos participantes. Neste dia todos se manifestam de alguma forma no sentido de fortalecer os laços que nos unem. O primeiro encontro foi realizado na casa da irmã Eni onde tivemos a participação de aproximadamente 60 pessoas da comunidade e outros grupos. A partir deste, passamos a executar o programa anualmente. Dentre os palestrantes que nos auxiliaram nestes encontros tivemos Nazareno Feitosa procedente de Brasília DF, que aproveitando nosso evento tambem promoveu palestras em casas espíritas de Porto Alegre . Tambem contamos com a participação do dr. José Carlos Pereira Jotz que nos brindou com esposições tendo como tema medicina e saúde .

Em 1998 surgiu a oportunidade de mudança de endereço. Foi só a partir deste ano que conseguimos então organizar melhor as atividades do grupo. Foi uma experiência valiosa. Promovemos a partir de então campanhas de arrecadação de roupas e alimentos para irmãos em dificuldades e quando possível fazíamos o Sopão Comunitário para famílias mais nescessitadas.

Mas foi somente em 31 de julho de 2007 que o Grupo Espírita Mensageiros da Luz foi definitivamente registrado , tendo então uma diretoria formada e um estatuto social . Nesta data em assembléia realizada com a participação de 30 pessoas foi dado posse após votação unânime a diretoria da Sociedade Espírita Mensageiros da Luz, tendo como Presidente a irmã Maira Kubaski de Arruda e como vice Carlos Eduardo Muller. Participaram desta Assembléia , votaram e foram considerados oficialmente Sócios Fundadores as seguintes pessoas: Alexandre Fabichak Junior, Iliani Fátima Weber Guerreiro, Maira Kubaski de Arruda, Alex Sander Albani da Silva, Alexsandra Siqueira da Rosa Silva, Xenia Espíndola de Freitas, Terezinha Richter, Valéria Correia Maciel, Richeri Souza, Carla Cristina de Souza, Miriam de Moura, Maria Guiomar Narciso, Neusa Marília Duarte, Elisabete Martins Fernandes, Leandro Siqueira, Paulo dos Santos, Carlos Eduardo Muller, Camila Guerreiro Bazotti , Sislaine Guerreiro de Jesus, Luiz Leandro Nascimento Demicol, Vera Lucia de Oliveira Nunes, Ieda Rocha da Rosa, Marlon Esteves Bartolomeu, Ricardo Antonio Vicente, Miguel Barbosa Cardoso, Everton da Silva Cardoso, Maria Celenita Duarte, Vera Regina da Silva, Rosangela Cristina Vicente, e Bernadete Antunes. Todos os atos foram devidamente registrados em cartório e constam no livro ata de fundação, sob o número 54822 do livro A-4 com endossamento jurídico do Dr. Carlos Frederico Basile da Silva, advogado inscrito na OAB/RS 39.851.

Durante os meses de maio e junho de 2011 nossa casa promoveu com apoio da Federação Espirita do Rio Grande do Sul e da Ume, um curso de desenvolvimento Mediúnico ministrado as quintas feiras das 19 as 21 horas. Tivemos em média 40 participantes por tema ministrado com a inclusão de mais 4 casas espíritas de Gravataí , alem dos trabalhadores da nossa casa, fortalecendo desta forma os laços de amizade, assim como , o aperfeiçoamento de dirigentes e o corpo mediúnico das Casas Espíritas.

Hoje, nossa Casa Espírita assume uma responsabilidade maior e conta com grupo de estudos, atendimentos de passes isolado e socorro espiritual, magnetismo, atendimento fraterno , evangelização infantil, palestras, Cirurgias Espirituais (sem incisões), prateleira comunitária (arrecadação de alimentos e roupas para famílias carentes),, bem como leva ao público em geral informações valiosas através do nosso blog:
www.carlosaconselhamento.blogspot.com

Departamentos

DIJ - Depto da Infância e Juventude
DAFA- Depto da Família
DEDO - Depto Doutrinário
DECOM- Depto de Comunicação Espírita
DAPSE - Depto de Assistência Social Espírita
DP -Departamento Patrimonial



QUEM SOU EU E O QUE APRENDÍ

QUEM SOU EU E O QUE APRENDI
Alguem que busca conquistar a confiança no ser humano para poder acreditar que o mundo pode ser melhor.Aprendi que, por pior que seja um problema ou uma situação, sempre existe uma saída.Aprendi que é bobagem fugir das dificuldades.Mais cedo ou mais tarde,será preciso tirar as pedras do caminho para conseguir avançar.Aprendi que, perdemos tempo nos preocupando com fatos que muitas vezes só existem na nossa mente.Aprendi que, é necessário um dia de chuva,para darmos valor ao Sol. Mas se ficarmos expostos muito tempo, o Sol queima. Aprendi que , heróis não são aqueles que realizaram obras notáveis. Mas os que fizeram o que foi necessário ,assumiram as consequências dos seus atos. Aprendi que, não vale a pena se tornar indiferente ao mundo e às pessoas.Vale menos a pena, ainda,fazer coisas para conquistar migalhas de atenção. Aprendi que, não importa em quantos pedaços meu coração já foi partido.O mundo nunca parou para que eu pudesse consertá-lo. Aprendi que, ao invés de ficar esperando alguém me trazer flores,é melhor plantar um jardim.Aprendi que, amar não significa transferir aos outros a responsabilidade de me fazer feliz.Cabe a mim a tarefa de apostar nos meus talentos e realizar os meus sonhos. Aprendi que, o que faz diferença não é o que tenho na vida, mas QUEM eu tenho.E que, boa família são os amigos que escolhi.Aprendi que, as pessoas mais queridas podem às vezes me ferir.E talvez não me amem tanto quanto eu gostaria,o que não significa que não me amem muito,talvez seja o Maximo que conseguem.Isso é o mais importante. Aprendi que, toda mudança inicia um ciclo de construção,se você não esquecer de deixar a porta aberta. Aprendi que o tempo é muito precioso e não volta atrás.Por isso, não vale a pena resgatar o passado. O que vale a pena é construir o futuro.O meu futuro ainda está por vir.Foi então que aprendi que devemos descruzar os braços e vencer o medo de partir em busca dos nossos sonhos.



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Doutrina Espírita

Doutrina Espírita

terça-feira, 30 de julho de 2013

Página de Anália

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A doente se queixava em desespero, a senhora que lhe velava o leito perguntou:
- Permite que eu leia para seu reconforto algum pequeno trecho de Allan Kardec?
- Deus me livre! – gritou a enferma, cuspindo-lhe aos pés.
Ainda assim, as mãos abnegadas da companheira continuaram ajeitando-lhe os lençóis…

- Quero água! – exigiu a doente.
A amiga trouxe-lhe água pura e fresca.
De copo às mãos, a enferma, num ímpeto, atirou-lhe todo o líquido à face, vociferando:
- Água imunda!… Como se atreve a tanto? Quero outra!
Paciente e humilde, a senhora enxugou o rosto molhado e, em seguida, trouxe mais água.
- Quero chá.
E o chá surgiu logo.
- Chá malfeito! Chá frio! O conteúdo da taça foi projetado ao peito da outra, ensopando-lhe a blusa.
- Traga chá quente! Foi a ordem obedecida.
- Você aceita agora o remédio? – indagou a assistente.
- Que venha depressa.
Ao tomar, contudo, a poção, a dama inconformada agarra a colher e vibra um golpe no braço da amiga.
Surge pequeno ferimento, mostrando sangue.
E a enferma cai em crise de lágrimas.
Chora, chora e depois diz:
- Anália, se a religião espírita que você abraçou é o que lhe ensina a me suportar com tanta calma, leia o que quiser.
A interpelada sentou-se.
Tomou “O Evangelho segundo o Espiritismo” e leu a formosa página intitulada A Paciência, no capítulo IX, que começa afirmando:
“A dor é uma bênção que Deus envia a seus eleitos…”
Acalmou-se a doente, que acabou aceitando o socorro do passe e o benefício da água fluída.
Conversaram ambas.
A enferma, asserenada, ouviu da companheira os planos que arquitetava para o futuro, em benefício dos meninos abandonados à rua.
No dia seguinte, ao despedir-se, a obsidiada em reequilíbrio beijava-lhe as mãos e dava-lhe os primeiros dois contos de réis para começar a grande obra.
Essa enfermeira admirável de carinho e devotamento era Anália Franco, a heroína da Seara espírita paulista, que se fez sublime benfeitora das criancinhas desamparadas.
Hilário Silva
Psicografado por Francisco Cândido Xavier
fonte:  http://www.forumespirita.net/fe/meditacao-diaria/endireitai-os-caminhos-35131/#ixzz2YBogKApg

Um fofoqueiro no centro...



Wellington Balbo  – Bauru SP

Realizava palestra em determinada cidade do interior de um estado brasileiro qualquer, quando após a apresentação um senhor me procura e narra sua experiência.
“Moço, corria o ano de 1977 e eu labutava num centro espírita aqui da cidade. Nesta casa tínhamos um companheiro complicado, sujeito do vinagre, azedo, sua boca era um veneno só. Falava mal de todos, disseminava a fofoca, enfim, homem terrível de conviver. Mas eis que a vida não manda avisar quando a senhora da foice virá buscar e num certo dia recebemos a notícia do desencarne daquele indivíduo. Ataque cardíaco, fulminante! Enfim, estávamos livres dele!
Bom... o tempo passou e eu me esqueci completamente daquela pessoa desagradável, até que no ano de 1997, numa reunião mediúnica, eu tenho vidência e vi um homem sorridente vindo em minha direção. Ele estava bem, como se fosse uma entidade bem resolvida com seus traumas. Por Deus! Identifiquei a presença daquele fofoqueiro. Era ele. Mas como? Como alguém tão malvado poderia apresentar-se bem no mundo dos Espíritos? Até que o mentor da reunião disse-me: Amigo, admira-se de nosso irmão? Pois bem, e eu me admiro de você... Não percebeu que já se passaram 20 anos? Pelo visto, ele caminhou e você ficou estagnado, a julgar os outros, esquecendo-se de que com o tempo, seja aqui ou no além todos crescemos!”

Jesus! Como ficamos presos ao que passou. Não sem motivo Deus estabeleceu como condição reencarnatória o esquecimento temporário. Claro, é preciso desvencilhar-se do passado e de todos os passados, tanto o nosso quanto o dos outros.
Passado apenas para agregar experiência, jamais servir como elemento de condenação. Cada um de nós arca com as conseqüências de seus atos passados que repercutem, não raro, de forma dolorosa no presente. Portanto, o que não precisamos é de julgamentos, sentenças, vibrações contrárias, haja vista que responderemos pelos nossos atos.
Todavia, o mais interessante é nossa visão limitada, de rótulos, que estigmatiza este ou aquele pelos seus equívocos do passado.
Sem perceber, sem refletir, condenamos o outro às trevas quando fechamos o caminho para a luz.
Explico-me: O sujeito errou demais e tenta recomeçar, vai na igreja, no centro ou sei lá, e vamos nós: “Você viu o fulano? Fez um monte de besteira na vida e hoje vai ao centro”. Isso é cruel de nossa parte. As pessoas têm o direito de recomeçar suas vidas, de levantar a poeira e dar a volta por cima.
O que devemos fazer? Simples, orar por elas, orar para que prossigam firmes em seus propósitos. Não podemos ser nós os fiscais da vida alheia, aqueles que tentam impedir o outro de recomeçar. Que bom, que bom poder reconhecer os erros e  procurar uma religião, enfim, mudar de vida.
Deus possibilita-nos todas as chances do mundo. Ninguém está deserdado ao erro, ao equívoco, ao vício.
Irmã Rosália, em O Evangelho segundo o Espiritismo deixa a mensagem de que não incomodar com as faltas alheias é caridade moral.
É bem por ai. Caridade moral. Com a mesma ênfase que atendemos o pobre, o necessitado do pão material precisamos atender aquele que necessita do pão do espírito, ou seja, da compreensão, do carinho, da porta aberta para recolocar as coisas no lugar e seguir adiante. Nada de colocar o outro num balaio, estigmatizar. Quem nesta vida não erra?
Se ainda não conseguimos esquecer nossos erros desta existência, que ao menos não lembremos os dos outros para que eles possam recomeçar; recomeçar a busca pela felicidade... afinal, todos temos o direito de prosseguir, e se não queremos nós prosseguir, que ao menos não impeçamos os outros de “ajeitar” novos caminhos rumo ao progresso.
Pensemos nisto!
fonte:http://www.redeamigoespirita.com.br/group/artigosespiritas/forum/topic/show?id=2920723%3ATopic%3A1107561&xgs=1&xg_source=msg_share_topic

domingo, 21 de julho de 2013

VENDO POR SI MESMO

Um homem estava dando uma palestra para um auditório cheio. Ele contava as experiências que teve no plano espiritual, quando conseguiu sair de seu corpo físico e deslocar-se nos planos astrais. Ele visitou o plano espiritual superior, onde viu espíritos caminhando num vasto jardim, esteve na presença de mestres espirituais e sentiu a presença do divino dentro de si.

Na platéia havia um homem muito cético, que não acreditava numa só palavra do que o orador dizia. A cada experiência que o palestrante expunha, o homem sorria com um ar de cinismo, desprezando tudo aquilo.

Da metade para o final da palestra, o cético levantou-se da cadeira e interrompeu o palestrante, dizendo:

- Senhor, desculpe por quebrar sua fala no meio, mas tinha que fazer-lhe uma pergunta: por acaso o senhor tem alguma prova de todo este relato? Seria interessante que o senhor apresentasse uma prova ou evidência de suas experiências, caso contrário, não vejo qual a utilidade isso teria para todos se não pudermos ter certeza do que está sendo dito.

O palestrante ouviu o homem, pensou por um momento, e disse:

- De fato, não tenho nenhuma prova do que experimentei…

O homem sorriu, com ar de superioridade, após ouvir o palestrante. Ele acreditou que o havia deixado numa saia-justa e demonstrado a bobagem de tudo aquilo. Mas o palestrante continuou:

- No entanto, devo lhe dizer que, apesar de eu não ter uma prova concreta de tudo isso, isso não significa que tudo seja uma inverdade. Esse conhecimento encontra-se num nível de experiência, e este não pode ser passado a ninguém, pois é algo profundo e, por isso, intransferível. Não se pode medir ou pesar a percepção psíquica de alguém, ou olha-la de fora transformando-a num objeto de análise. O que posso te dizer é que percorri todo um caminho para chegar a ter essas experiências, e tudo isso é fruto do meu esforço pessoal. Para que você possa entender essa experiência, não pode recebe-la de fora, como um discurso de outra pessoa, você deve ter sua própria experiência também. Aqueles que desejam fazer da experiência espiritual um produto pronto e acabado, que recebemos de fora numa embalagem escrito “prova”, jamais a terão. Isso ocorre pelo simples motivo de que você precisa caminhar pelos seus próprios meios até atingir esse nível de percepção, e isso exige esforço e dedicação. Que mérito haveria em receber algo tão profundo e sublime de outrem? Essa não seria uma conquista tua, mas de outra pessoa. A aquisição desse nível de consciência requer um longo caminho a ser trilhado, e é necessário merecimento para que se dê a conquista final. Ninguém pode fazer pelo outro algo que só cabe a ele mesmo. Não tenho que provar coisa alguma, pois mesmo que o demonstrasse de forma inequívoca, ainda assim não me acreditaria até ver e sentir por si mesmo. Da mesma forma que a visão do cardápio nos dá uma impressão muito limitada do seu sabor, assim também a experiência espiritual indireta não pode nos trazer a verdade. Por isso, esforce-se por conquistar a experiência direta, posto que, somente assim, você poderá compreende-la tal como ela é, e não precisará mais colher os frutos plantados por outras pessoas, e tampouco necessitará de uma prova que esteja fora de você.

Autor: Hugo Lapa

fonte: https://www.facebook.com/EspiritualidadeEAmor?directed_target_id=0

sábado, 13 de julho de 2013

Disponibilidade Para Deus

Rico ou pobre, culto ou iletrado, sem obrigação de exercer regularmente atividades profissionais ou preso a um penoso horário de trabalho todo santo dia, qualquer que seja, enfim, o seu status (econômico, intelectivo e social), você tem um singular recurso para ser feliz, livrando-se da avassaladora onda de neurose coletiva que está jogando enorme quantidade de pessoas em consultórios de psicanalistas, em cursos de controle da mente de propaganda ruidosa e matrículas caras, em salas de cartomantes e astrólogos, em templos que prometem impossíveis milagres, em gabinetes onde se vendem duvidosas propriedades terapêuticas de cores e cristais, em folclóricos terreiros de macumba ostensiva ou disfarçada, finalmente em bares e outros ambientes acolhedores de quem busca ilusão e refúgio, compelido pela angústia existencial.
 
Aludimos ao recurso de mandar às favas os valores vigentes na moderna sociedade de consumo (dentro da qual, já nos ocorreu afirmar certa feita, consumimos cada vez menos e somos cada vez mais consumidos!), de dar um inteligente pontapé nos desejos que sempre o atormentaram e nunca puderam (talvez nunca possam, nem devam) ser atendidos e, depois desta sensata resolução, colocar sua vida em disponibilidade para DEUS.
 
Isto se afigura muito complicado e difícil de ser conseguido, mas é tão simples e fácil que quase ninguém compreende...
 
Não consiste em mergulhar na crença hermética ou na fé cega, entregando-se a leituras e práticas de sabor oriental ou de conteúdo religioso sectarista, nem consiste em voar bastante alto nas asas do lirismo poético, limitando-se a apreciar as maravilhas da natureza, que passeiam das plumagens dos pássaros aos sorrisos das crianças, dos bosques floridos aos céus polvilhados de estrelas...
 
Consiste, apenas, em você parar de pensar excessivamente em termos pragmáticos e utilitaristas, alimentando o egoísmo, segundo a moda da racionalidade atual, a fim de escutar a voz da consciência, porque por ela DEUS lhe fala a todo momento.
 
Isto é o que, no fundo e expressamente, ensina a Doutrina Espírita. Quando Allan Kardec indagou, de for­ma direta, aos seres do Além reveladores da filosofia por ele codificada “onde está escrita a lei de Deus”, obteve esta resposta curta e incisiva: na consciência. (Pergunta 621 de “O Livro dos Espíritos”.)
 
Você já marcou encontro com a sua? Costuma consultá-la, não só diante de dúvidas e dilemas, mas a cada instante: de tranquilidade, de sofrimento e de euforia?
 
Torna-se imperioso convivermos com a consciência se quisermos nascer para a luz de nós mesmos. Embora tal atitude, de início, mostre-se desconfortável, porque ela nos acusa mais do que defende, no grau evolutivo por onde ora transitamos, vale a pena enfrentá-la e assumi-la em definitivo. Escutando-a atentamente, com intenção honesta, bem cedo seremos equilibrados e não perturbados (neuróticos), pelo elementar motivo de que ficaremos em disponibilidade para DEUS, flutuando na obediência à sua vontade sábia e soberana, plena de infinito amor. Quem experimenta esta condição íntima, que alguns, por eufemismo de linguagem ou por condicionamento místico, chamam de estado de graça, sabe o que é ser feliz. Quem jamais tentou atingi-la, recusando-se a defrontar-se com a própria consciência, em vão correrá à procura da paz interior arrimando-se na orientação de terceiros, sejam eles gurus excêntricos, pregadores carismáticos ou pretensos cientistas.
Nazareno Tourinho
(Reformador nº 1984 de Julho de1994)
fonte:  www.adde.com.br

Meditação

Quando nas horas de íntimo desgosto, o desalento te invadir a alma e as lágrimas te aflorarem aos olhos, busca-me -: “Eu sou Aquele que sabe sufocar-te o pranto e estancar-te as lágrimas!”

Quando se te extinguir o ânimo para arrastares as vicissitudes da vida e te achares na eminência de desfalecer, chama-me -: Eu sou a Força capaz de remover-te as pedras do caminho e sobrepor-te as adversidades do mundo!

Quando te faltar a calma, nos momentos de maior aflição e te considerares incapaz de conservar a serenidade de espírito, invoca-me -: “Eu sou a Paciência que te faz vencer os transes mais dolorosos e triunfar nas situações mais difíceis!”

Quando o mundo te iludir com suas promessas falazes e perceberes que ninguém pode inspirar-te confiança, vem a Mim -: “Eu sou a Sinceridade, que sabe corresponder a franqueza de suas atitudes e excelsitudes de teus ideais!

Quando um a um, te fenecerem os ideais mais belos e te sentires no auge do desespero, apela por Mim -: “Eu sou a Esperança, que te robustece a fé e te acalenta os sonhos!”

Quando duvidares de tudo, até de tuas próprias convicções e o ceticismo te avassalar a alma, recorre a Mim -: “Eu sou a Crença, que te inunda de luz e entendimento e te habilita para a conquista da felicidade!”

Quando te julgares incompreendido dos que te circundam e vires que em torno há indiferença: acerca-te de Mim -: “Eu sou a Luz, sob cujos raios se aclaram a pureza de tuas intenções e a nobreza de teus sentimentos!”

Quando inclemente te açoitarem os vendavais da sorte e já não souberes onde reclinar a cabeça, corre para junto de Mim -: “Eu sou o Refúgio em cujo seio encontrará guarida para teu corpo e tranquilidade para teu espírito!”

Quando te debateres nos paroxismos da dor e tiveres a alma ulcerada pelos abrolhos, grita por Mim -: “Eu sou o Bálsamo que cicatriza as chagas e te minora os padecimentos!”

Quando a tristeza e a melancolia te povoarem o coração e tudo te causar aborrecimento, chama por Mim -: “Eu sou a Alegria que insufla um alento novo e te faz conhecer os encantos do teu mundo inferior!”

Quando a impiedade recusar-se a revelar-te as faltas e experimentares a dureza do coração humano, procura-me -: “Eu sou o Perdão, que te levanta o animo e promove a reabilitação do teu espírito!”

Quando já não provares a sublimidade de uma afeição terna e sincera e te desiludires do sentimento do teu semelhante, aproxima-te de Mim -: “Eu sou a Renúncia, que te ensina a olvidar ingratidão dos homens e a esquecer da incompreensão do mundo!”

E quando, enfim, quiseres saber quem sou, pergunta ao riacho que murmura e ao pássaro que canta, a flor que desabrocha e a estrela que cintila, ao moço que espera e ao velho que recorda. Chamo-me Amor, o remédio para todos os males que te atormentam o Espírito!

Eu sou Jesus!

autoria do Prof. Rubens Romanelli

fonte:  ASSOCIAÇÃO DE DIVULGAÇÃO DA DOUTRINA ESPÍRITA
 

terça-feira, 9 de julho de 2013

VARIAÇÕES DE HUMOR

tristeza_alegria
– Eu estava muito bem, saudável, animado… De repente, sem motivo palpável, caí na “fossa” – uma angústia invencível, uma profunda sensação de infelicidade, como se a vida não tivesse mais graça…
Queixas assim são frequentes nas pessoas que pro¬curam o Centro Espírita. Nesse estado toma corpo, não raro, a ideia de que a morte é a solução.
Conversávamos com um rapaz que tentara o suicídio ingerindo substância tóxica. Socorrido a tempo, amargava sofrida recuperação.
Tentamos definir o motivo de tão grave iniciativa:
– Alguma desilusão sentimental?
– Absolutamente. Não tenho namorada.
– Problemas familiares?
– Pelo contrário. Dou-me muito bem com meus pais e irmãos.
– Perdeu o emprego?
– Trabalho há anos na mesma firma. O patrão parece contente comigo.
– Então, o que foi?
– É que eu estava entediado de viver. Entrei em esta¬do de tristeza e achei que seria melhor morrer.
– Já se sentiu assim, anteriormente?
– Sim, de vez em quando…

* * *
Em Psicologia o paciente poderia ser definido como ciclotímico, alguém com temperamento sujeito a variações intensas de humor – alegria e tristeza, euforia e angústia, serenidade e tensão. Tem períodos de grande energia, confiança, exaltação, alternados com aflições. Muita disposição e iniciativas hoje; amanhã, temores e inibições.
Os períodos negativos podem prolongar-se, instalando a depressão, a exigir tratamento especializado na área da psiquiatria. Como ela se alterna com estados de euforia, em que o paciente parece totalmente recuperado, sem que nada tenha ocorrido para justificar a mudança de humor, emprega-se a expressão “depressão endógena”, algo que tem sua origem nas tendências constitucionais herdadas, algo que faz parte da personalidade do indivíduo.
Há uma retificação a fazer. A tendência à depressão é uma herança, realmente, não de nossos pais, mas de nós mesmos, porquanto as características fundamentais de nossa personalidade representam, essencialmente, a soma de nossas experiências em vidas pretéritas.
O que fizemos no passado determina o que somos no presente. Poderíamos colocar em dúvida a justiça de Deus se assim não fosse, porquanto é inadmissível, além de não encontrar nenhum respaldo científico, a existência de uma herança psicológica embutida nos elementos genéticos.
O que pesa sobre nossos ombros, favorecendo os estados depressivos, é a carga dos desvios cometidos, das tendências inferiores desenvolvidas, dos vícios cultivados, do mal praticado. Há pessoas que, pressionadas por esse peso mergulham tão fundo na angústia que parecem cultivar a volúpia do sofrimento, com o que comprometem a própria estabilidade física, favorecendo a evolução de desajustes intermináveis.
* * *
De certa forma somos todos ciclotímicos, temos variações de humor, sem que isso se constitua num estado mórbido: hoje em paz com a vida; amanhã brigados com a Humanidade. Nas nuvens por algum tempo; depois na fossa.
E nem sempre, como ocorre com o paciente ciclotímico, há justificativa para essa alternância. Pelo contrário: frequentemente nosso humor opõe-se às circunstâncias, como o indivíduo plenamente realizado no terreno afetivo, social e profissional que, não obstante, experimenta períodos de angústia; no outro extremo, o doente preso ao leito, padecendo dores e incômodos, que tem momentos de indefinível alegria e bem-estar.
Essa ciclotimia guarda relação com os processos de influência espiritual. Estados depressivos podem originar-se da atuação de Espíritos perturbados e perturbadores, que consciente ou inconscientemente nos assediam. Popularmente emprega-se o termo encosto para esse envolvimento.
Por outro lado, os estados de euforia, sem motivo aparente, resultam do contato com benfeitores espirituais que imprimem em nosso psiquismo algo de suas vibrações alentadoras.
– Hoje estou em estado de graça. Acordei bem disposto, feliz, sem nenhum grilo na cabeça – diz alguém, sem saber que tal disposição é fruto de ajuda recebida no plano espiritual durante as horas de sono físico, favorecendo lhe um “alto astral”.
* * *
Importante lembrar, também, o ambiente como fator de indução que pode precipitar estados de depressão ou euforia.
Num velório, onde os familiares do morto deixam-se dominar pelo desespero, em angústia extrema, marcada por gritos e choro convulsivo, muitas pessoas se sentirão deprimidas, porquanto os sentimentos negativos são tão contagiosos como uma gripe. Se não possuímos defesas espirituais tenderemos a assimilá-los com muita facilidade.
Inversamente, comparecendo a uma reunião de cunho religioso, onde se cultua a prece, no empenho de comunhão com a Espiritualidade, ouvindo exortações relacionadas com a virtude e o bem, experimentaremos maravilhosa sensação de paz, como se houvéssemos ingerido milagroso elixir.
* * *
Há outro aspecto muito interessante, abordado pelo Espírito François de Genève, no capítulo V, de O Evangelho segundo o Espiritismo:
Sabeis por que, às vezes, uma vaga tristeza se apodera dos vossos corações e vos leva a considerar amarga a vida? É que o vosso Espírito, aspirando à felicidade e à liberdade, se esgota, jungido ao corpo que lhe serve de prisão, em vãos esforços para sair dele. Reconhecendo inúteis esses esforços, cai no desânimo e, como o corpo lhe sofre a influência, toma-vos a lassidão, o abatimento, uma espécie de apatia e vos julgais infelizes.
Crede-me, resisti com energia a essas impressões, que vos enfraquecem a vontade. São inatas no espírito de todos os homens as aspirações por uma vida melhor; mas, não as busqueis neste mundo e, agora, quando Deus vos envia os Espíritos que lhe pertencem, para vos instruírem acerca da felicidade que Ele vos reserva, aguardai pacientemente o anjo da libertação, para vos ajudar a romper os liames que vos mantém cativo o Espírito. Lembrai-vos de que, durante o vosso degredo na Terra, tendes que desempenhar uma missão de que não suspeitais, quer dedicando-vos à vossa família, quer cumprindo as diversas obrigações que Deus vos confiou. Se, no curso desse degredo-provação, exonerando-vos dos vossos encargos, sobre vós desabarem os cuidados, as inquietações e atribulações, sede forte e corajosa para suportá-los. Afrontai-os resolutos. Duram pouco e vos conduzirão à companhia dos amigos por quem chorais e que, jubilosos por ver-vos de novo entre eles, vos estenderão os braços, a fim de guiar-vos a uma região inacessível às aflições da Terra.
* * *
Podemos concluir, em resumo, que a ciclotimia de nossa personalidade ocorre em função de pressões ambientes, de influências espirituais, do peso do passado e das saudades do Além.
E como superar as variações de humor, mantendo a serenidade e a paz em todas as situações?
É evidente que não o faremos da noite para o dia, como quem opera um prodígio, mesmo porque isso envolve uma profunda mudança em nossa maneira de pensar e agir, o que pede o concurso do tempo.
Considerando, entretanto, que influências boas ou más passam necessariamente pelos condutos de nosso pensamento, podemos começar com o esforço por disciplinarmos nossa mente, não nos permitindo ideias negativas.
O apóstolo Paulo, orientando a comunidade cristã, em relação aos testemunhos necessários, ressalta bem isso, ao proclamar, na Epístola aos Filipenses ( Tudo o que é verdadeiro, tudo o que é respeitável, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, se alguma virtude há e se algum louvor existe, seja isso o que ocupe o vosso pensamento.
Recadinhos ao leitor:
– Mexa-se. Desenvolva atividades. Ninguém “cai na fossa”; geralmente entramos nela quando renunciamos a uma vida ativa e empreendedora.
– Policie sua casa mental. Estados depressivos começam com insinuantes ideias infelizes.
– Ainda que não se sinta disposto, cultive a convivência com familiares, amigos, colegas de profissão. O isolamento contraria a natureza sociável do ser humano, favorecendo a instalação de desajustes íntimos.
Muita Paz!
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Endireitai os Caminhos

images (42)“Endireitai os caminhos do Senhor, como disse o profeta Isaías.” – João Batista. (João, 1:23.)
A exortação do Precursor permanece no ar, convocando os homens de boa-vontade à regeneração das estradas comuns.
Em todos os tempos, observamos criaturas que se candidatam à fé, que anseiam pelos benefícios do Cristo. Clamam pela sua paz, pela presença divina e, por vezes, após transformarem os melhores sentimentos em inquietação injusta, acabam desanimadas e vencidas.

Onde está Jesus que não lhes veio ao encontro dos rogos sucessivos? em que esfera longínqua permanecerá o Senhor, distante de suas amarguras? Não compreendem que, através de mensageiros generosos do seu amor, o Cristo se encontra, em cada dia, ao lado de todo os discípulos sinceros. Falta-lhes dedicação ao bem de si mesmos. Correm ao encalço do Mestre Divino, desatentos ao conselho de João: “endireitai os caminhos”.
Para que alguém sinta a influência santificadora do Cristo, é preciso retificar a estrada em que tem vivido. Muitos choram em veredas do crime, lamentam-se nos resvaladouros do erro sistemático, invocam o céu sem o desapego às paixões avassaladoras do campo material. Em tais condições, não é justo dirigir-se a alma ao Salvador, que aceitou humilhação e a cruz sem queixas de qualquer natureza.
Se queres que Jesus venha santificar as tuas atividades, endireita os caminhos da existência, regenera os teus impulsos.
Desfaze as sombras que te rodeiam e senti-Lo-ás, ao teu lado, com a sua benção.
Livro: Caminho, Verdade e Vida
Emmanuel & Francisco Cândido Xavier
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Sonoridades do mundo e da alma

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O barulho do mundo externo, tão encantador e promissor, por vezes abafa os sons que ressoam da alma.
São tantas ofertas, tantas luzes, sons variados, em contraponto às necessidades de autoconhecimento, de auscultar, no silêncio da palavra, os próprios sentimentos (medo, coragem, amor, amizade, respeito, ódio) e assumir a possibilidade de vivê-los.

Enquanto os sentidos são bombardeados pela hiperatividade do cotidiano, perguntas teimam em não calar: – Afinal, onde estamos? O que estamos fazendo aqui? Para que e por quê?
O tempo e o espaço são dimensões do próprio viver, das experiências do perceber e do sentir, e a agilidade, o imediatismo da atualidade nos faz questionar qual é o lugar em que nos encontramos e se a nossa presença existe de fato, ou se é mais uma ilusão frente às nossas reais necessidades.
Quantas vezes estamos presentes-ausentes em nossas tarefas, com pessoas, em lugares variados?
Nosso corpo pode até estar lá, mas onde anda a nossa mente?
A corporeidade, embora seja um possível lugar de manifestação psicofisiológica, não abarca toda a dimensão da hereditariedade espiritual: somos filhos do sagrado, em meio a condições profanas da existência.
Para transcender o momento em que nos encontramos, é preciso, primeiro, reconhecer o próprio lugar e o tempo em que se insere cada singularidade. Isso inclui a todos nós.
Venha! Vamos caminhar agora por uma estrada.
Em meio a esta ponte rústica, olhemos para trás.
O que você vê?
Eu vejo luzes e manifestações variadas de vida, de mundanidade.
Olhemos para frente, ainda em meio à ponte.
O que você vê?
Eu vejo uma estradinha, onde há flores e ramagem seca.
Lá na frente há um mundo a ser descoberto.
Com certeza, terá luzes e outras manifestações, mas pode ser uma percepção diferente, se eu estiver presente de verdade.
O segredo não é fugir de onde você está nem temer as ofertas que lhe serão expressas, mas conhecer a si mesmo a ponto de saber escolher, para crescer e transcender.
Permita-se visitar o seu porão interior. Revisite a sua história de vida. Muitos buscam fora aquilo que está, em segredo, guardado em si.
Todos os tesouros, como dizem as lendas, estão escondidos, à espera de um(a) grande desbravador(a), que possa descobri-los.
Para isso, é preciso um mapa (razão), uma bússola (coração), estar atento aos sinais da vida (intuição) e grande disposição para realizar a missão (força de vontade).
Trabalho, tenho certeza que vai dar, mas quem disse que seria fácil?
Fernanda Leite Bião.
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segunda-feira, 1 de julho de 2013

O ato de bocejar na casa espírita


Um dos fenômenos que chama a atenção dos observadores atentos é o bocejo que muitas pessoas apresentam quando estão nos centros espíritas. Muito já se falou a respeito, mas quase ninguém conseguiu dar uma explicação lógica para o fato. Em nossas reuniões mediúnicas observamos que nas ocasiões em que os médiuns estão sob má influência, eles bocejam com certa freqüência. Alguma coisa acontece com a organização física-perispiritual dessas pessoas, provocando o fenômeno. Verificamos também que depois de darem passividade mediúnica, os bocejos cessam imediatamente, o que mostra que a causa se liga diretamente à fenomenologia da mediunidade. Allan Kardec, em O Livro dos Espíritos, demonstrou que os fluidos perispirituais podem concentrar-se em alguns órgãos conforme a necessidade momentânea de cada criatura. Assim, por exemplo, se uma pessoa está correndo, os fluidos perispirituais estarão concentrados nos setores mais solicitados do corpo físico, tendo em vista o exercício em questão. Acontece o mesmo com outras atividades orgânicas. Um outro momento em que o ser humano boceja é quando está com sono. Qual seria o mecanismo para essa ocorrência?

Talvez, se explicarmos uma coisa, poderemos encontrar a resposta para a outra. Pensamos que uma hipótese pode ser levantada para explicar tanto o fenômeno natural quanto o mediúnico. É a do desequilíbrio fluídico do perispírito. Achamos que o relógio biológico do organismo também funciona no corpo perispiritual. Aprendemos que o corpo físico é uma cópia grosseira do perispírito e, por isso, reflete toda a sua estrutura e mecanismos de funcionamento. Quando vamos dormir, alguma coisa nos coloca em condições para que o sono possa se estabelecer. Possivelmente, é o relógio biológico que controla o fenômeno da sonolência física. Em determinados momentos e em certas situações, esse controlador natural do ser humano deve acionar um mecanismo fazendo com que haja uma concentração fluídica na área do cérebro, provocando um torpor na percepção da pessoa, predispondo ao sono. Essa concentração fluídica parece provocar o bocejo natural. Ao chegar o momento de dormir, é comum bocejarmos algumas vezes antes de nos entregarmos ao sono. É sinal de que está chegando a hora de repousar o corpo físico que se encontra esgotado. Depois que dormimos, o inconsciente assume as funções biológicas do organismo físico e o Espírito, em alguns casos, pode libertar-se das amarras que lhe prende à carne e até ter experiências no além. Durante o repouso a situação fluídica perispiritual tende ao equilíbrio, fazendo com que ao despertar, a criatura sinta uma agradável sensação de bem estar. No caso do bocejo provocado por Espíritos, possivelmente ocorre algo parecido, por meio das ligações entre o Espírito desencarnado e o médium. Temos conhecimento de que essas ligações se fazem através do psiquismo. Quando um medianeiro está sob má influência ou prestes a dar passividade a uma entidade desajustada, seu psiquismo fica como que impregnado de fluidos pesados, o que provoca um torpor mental semelhante ao sono físico, fazendo-o bocejar. Já tivemos a oportunidade de receber tais tipos de influências nas atividades mediúnicas que desenvolvemos regularmente e nos foi possível sentir como elas agem contaminando o organismo perispiritual intensamente. Os bocejos são freqüentemente seguidos de um forte lacrimejamento e a sensação é de profundo mal estar. Normalmente tais fenômenos ocorrem no período que antecede as atividades mediúnicas, principalmente no momento em que se está estudando o Evangelho. Depois do intercâmbio mediúnico, as impressões penosas cessam quase que imediatamente. Isso prova que elas estão ligadas à presença ostensiva de influências magnéticas baixas, que levam o perispírito do médium ao desequilíbrio fluídico. A "sujeira" energética concentra-se junto ao cérebro perispiritual e provoca um torpor artificial.Quando observamos o fenômeno do bocejo nas sessões mediúnicas, geralmente ele está ligado a certas manifestações mediúnicas que vão acontecer na reunião. Não são todas as manifestações de entidades necessitadas que provocam os bocejos. Nos casos pesquisados por nós, verificamos que se tratavam de Espíritos muito desesperados ou francamente maus que estavam junto dos médiuns. Em outras situações, nos momentos que antecedem a palestra, por exemplo, observamos que o passe pode atenuar as ocorrências do bocejo. Ao derramar sobre o necessitado os fluidos salutares dos bons Espíritos, eles expulsam os fluidos malsãos que causam os bocejos, oriundos da atividade obsessiva. Uma outra circunstância em que ocorrem os bocejos é nas ocasiões de benzimentos. Existem um grande número de senhoras, chamadas benzedeiras, que aplicam passes em crianças recém nascidas que apresentam uma contaminação fluídica, popularmente chamada "quebranto" ou "mau olhado". O problema da criança acontece quando pessoas adultas, que possuem uma atmosfera fluídica malsã, ficam com a criança no colo por muito tempo. A energia ruim que circunda a pessoa contamina a atmosfera espiritual da criança. Isso deixa o bebê irritado, prejudica o seu sono e em certas situações pode causar desarranjos orgânicos. Aos estudiosos mais conservadores, pode parecer que estamos falando de fantasias, mas a experiência demonstra que fatos são reais e perfeitamente explicáveis pela Doutrina Espírita. Depois de alguns passes, normalmente a criança afetada volta à sua normalidade. Nada se faz de mais, a não ser derramar o fluido salutar dos bons Espíritos sobre a atmosfera malsã da criança, limpando-a dos fluidos nocivos. Algumas benzedeiras têm o hábito de atrair o "mal" para elas. Depois de ministrarem o passe na criança, começam a bocejar seguidamente. Afirmam que estão "limpando" a criança, mas na verdade o que fizeram foi agir com o pensamento, atraindo o fluido nocivo para a sua própria atmosfera psíquica, gerando na área do cérebro perispiritual o desequilíbrio fluídico que provoca os bocejos. Em todas as crendices populares existe um mecanismo da
grande ciência do Espiritismo, que pode ser pesquisado por observadores. Pode-se afirmar com certeza, que toda pessoa que boceja seguidamente no momento da reunião mediúnica, se não estiver sob a influência do cansaço, está sob má influência espiritual. A investigação mediúnica desses fenômenos pode ser objeto de estudo das casas espíritas sérias.
 


Autor: José Queid Tufaile Huaixan
Grupo Espírita de Atendimento 
Os Samaritanos de Jesus
Rua Antônio Gomes de Araújo, s/nº - Jardim Morumbi – CEP: 12060-340 – Taubaté – SP
 

O Pensamento (Lilian Karla Buniak)


O Pensamento

     A volúpia humana para a compreensão de tudo, muitas vezes engendram em grandes colapsos, grandes pesadelos.
     Enganam-se que o saber, acima de qualquer expectativa, ou até mesmo, que o conhecimento tecnológico, técnico, científico, explicam os mistérios que rondam a alma humana.
     A manifestação mental, registrada pelo pensamento, pode incutir em idéias, mas também pode referenciar problemas.
     Tudo aquilo que é insondável ou difícil de sondar ou impossível de compreender, entusiasma a mídia, pesquisadores e seres humanos comuns na solução da dificuldade.
     Até pequenos conhecimentos, pequenos registros, tudo bem, porém, explicar o intrínseco mundo mental nos remete à buscas profundas que o espiritismo abarca.
     Os pensamentos humanos podem ser fonte de soluções, como podem ser fontes da derrocada humana nos caminhos tortos escolhidos como certos.
     O livre arbítrio atua, o indivíduo escolhe e as conseqüências surgem.
     A frase: “Quem planta colhe” é uma máxima verdadeira, pois para executarmos algo teremos que escolher uma opção proposta pelo nosso pensamento.
     Não temos domínio pelo que pensamos, mas podemos ter domínio sobre as aões trôpegas que nos lançamos com más escolhas.
     Novamente função de escolha, de livre arbítrio, que se faz presente com função peculiar: sabedoria de pensamento para os que possuem autoconhecimento.
     Se conhecer é um caminho amplo para evitar derrocadas, para criar um céu e afastar-se dos problemas que nos rondam através da espiritualidade.
     Quantos desencarnados esperam um pensamento desorientado para agir fulminantemente em sua vítima!
     Quantos sacrifícios enfrentam nossos mentores para incutir bons pensamentos em quem não se encontra apto vibracionalmente...
     A nossa responsabilidade inicia-se com o orai e vigiai.
     Não devemos esquecer nunca que toda ação terá uma reação e que a ação terá início em nosso pensamento, portanto, conhece-te a ti mesmo que seu coração falará por ti.


Bibliografia
O Evangelho Segundo o Espiritismo – Allan Kardec
Nos Domínios da Mediunidade – Francisco Cândido Xavier pelo espírito André Luiz
fonte: http://www.redeamigoespirita.com.br/group/artigosespiritas/forum/topics/o-pensamento-lilian-karla-buniak